Neoliberalismo - Educação

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O neoliberalismo e seus tentáculos na educação brasileira atual: análise do documento "Pátria Educadora"

O neoliberalismo e seus tentáculos na educação brasileira atual: análise do documento "Pátria Educadora"

Nesse trabalho, analisamos as influências do neoliberalismo na educação brasileira através da análise do documento “Pátria Educadora: a Qualificação do Ensino Básico como Obra de Construção Nacional” que foi desenvolvido pela Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência da República (SAE) e lançado em 2015, no segundo mandato de Dilma Rousseff e tinha como proposta se tornar mais uma das diretrizes da educação nacional. Nossa análise mostra que esse documento, por ser baseado na corrente neoliberal é uma tentativa de desmantelamento da educação pública e da carreira docente no país. Para compreendermos melhor os problemas que esse tipo de educação pode trazer estabelecemos um diálogo com Perry Anderson e suas reflexões sobre neoliberalismo, suas origens e os problemas que traz para a sociedade e com István Mézáros e Gaudêncio Frigotto para pensarmos sobre os malefícios desse sistema para a educação. Encontramos na proposta de Theodor Adorno de uma educação emancipadora uma alternativa para esse caminho que nossa educação está seguindo.
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Educação subjetificadora, neoliberalismo e ensino de Inglês: Reflexões para a Linguística Aplicada crítica/transgressiva

Educação subjetificadora, neoliberalismo e ensino de Inglês: Reflexões para a Linguística Aplicada crítica/transgressiva

Entretanto, o que caracteriza as visões e argumentos acima enquanto práticas científicas, discursivas e educacionais críticas ou pós-modernas ainda parece estar distante de muitos projetos e propostas educacionais da contemporaneidade. Segundo Biesta (2010, 2013), a educação formal deve se ocupar de 3 dimensões principais: 1. A da qualificação, responsável pelo ensino e pela aprendizagem de conteúdos legitimados cientificamente, pelo desenvolvimento de habilidades e “competências”; 2. A da socialização, que prevê a inserção de indivíduos em tradições, instituições, ordens sociais já existentes, e 3. A da subjetificação, que, por sua vez, deve incentivar o pensamento crítico e a abertura à pluralidade e à desconstrução de sentidos estáveis e “dados”, de formas de aprender, ser e estar no mundo, proporcionando aos educandos a possibilidade de desidentificação com conteúdos, Discursos e funcionamentos socioculturais nas quais deve se inserir. Segundo esse autor, as possibilidades de se educar e formar sujeitos agentes na sociedade dos novos tempos estão, na maior parte do tempo, condicionadas pelos propósitos da qualificação e da socialização, especialmente se pensarmos nas demandas que o neoliberalismo tem imposto à educação formal (absorção de conteúdos cada vez mais numerosos, avaliações e testes padronizados, medição e comparação de resultados e performances, pressão por resultados, competitividade, etc.), demandas essas que serão exploradas mais adiante e que, todavia, pouco são questionadas por já terem se naturalizado em Discursos e práticas escolares.
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A INFLUÊNCIA DO NEOLIBERALISMO NA EFETIVAÇÃO DO DIREITO À EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS NO BRASIL

A INFLUÊNCIA DO NEOLIBERALISMO NA EFETIVAÇÃO DO DIREITO À EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS NO BRASIL

Assim, em oposição ao que defendia o Liberalismo clássico – a liberdade do indivíduo –, o Neoliberalismo reduz o ser humano a mero consumidor e expectador da liberdade econômica das grandes organizações, com influência financeira a nível nacional e mundial. Inserida nesse cenário, a educação passa a ter uma proposta semelhante, preparando o indivíduo para o mercado de trabalho por meio da transmissão de tal ideologia e de uma qualificação competitiva (GIRON, 2008, p. 20). Nesse modelo educativo, o ensino baseia-se em excessivo tecnicismo e dogmatismo, desconsiderando as particularidades dos alunos e do alunato – verdadeiras mercadorias em um modelo ainda fordista de escolarização.
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O neoliberalismo e a mercantilização da educação / Neoliberalism and the marketing of education

O neoliberalismo e a mercantilização da educação / Neoliberalism and the marketing of education

É possível tentar entender esta mais recente aparição do neoliberalismo, de início de século XXI, através de um problema vigente criado por ele, que é o de regular a democracia. Ainda neste sentido, podemos verificar esse fato nos pleitos para cargos eletivos, neste tempo em que os recursos da telemática estão presentes em todo mundo (fazendo com que as distâncias diminuam e criando o tempo não exista) o que ocorre é que a notícia que é constante nos meios de comunicação e que pode alterar todo o contexto do da disputa eleitoral é: “Qual a reação do mercado? ”; conforme pode ser visto nas eleições para presidente em países subdesenvolvidos, como nas últimas eleições para o mais elevado cargo do executivo ocorridas no Brasil (OS TRÊS, 2018). É possível perceber que, a Democracia se perde com essa situação, no lugar de se governar para o povo o que ocorre é a formação de um modelo de governo que esteja atrelado aos interesses do capital, não se preocupando com geração emprego, combate à fome e à miséria, promoção da educação, saúde e segurança, distribuição de modo equitativo da renda, diminuição da exclusão social e outros objetivos comunitários para que se alcance um “Estado do Bem-estar Social”. Este novo viés neoliberal, que de acordo com o sociólogo Boaventura de Sousa Santos, se encontra sob o domínio dos cinco investidores internacionais que comandam o mercado e política mundial como um todo.
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POLÍTICAS SOCIAIS E EDUCACIONAIS NA VIRADA DO SÉCULO XXI: ESTADO, NEOLIBERALISMO E EDUCAÇÃO

POLÍTICAS SOCIAIS E EDUCACIONAIS NA VIRADA DO SÉCULO XXI: ESTADO, NEOLIBERALISMO E EDUCAÇÃO

Para Corrêa (2000), as políticas neoliberais de educação são influenciadas por orga- nismos internacionais, tais como o Banco Mundial (BM), a Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura (UNESCO), o Fundo Monetário Internacional (FMI), dentre outros que reafirmam as formas pelas quais o conjunto das nações precisam se ajustar à mundialização do capital e ao neoliberalismo. A interferência do Banco Mundial no âmbito educacional está se ampliando desde os anos de 1970, mas, no caso brasileiro, foi na década de 1990 que intensificou sua influência, tanto pelo poder de suas orientações ‒ no sentido de produzir as reformas educativas ‒ como pelo volume dos recursos financeiros aplicados. Esse ordenamento objetivou, segundo Torres (1998), a adequação das políticas educacionais ao movimento de esvaziamento das políticas sociais; o estabelecimento de prioridades, o corte de custos, a racionalização de sistema, enfim, intencionou embeber o campo educativo da lógica do campo econômico e subjugar os estudos, diagnósticos e projetos educacionais a essa lógica.
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APONTAMENTOS SOBRE EDUCAÇÃO E NEOLIBERALISMO A PARTIR DE MICHEL FOUCAULT: PROPOSTAS INICIAIS

APONTAMENTOS SOBRE EDUCAÇÃO E NEOLIBERALISMO A PARTIR DE MICHEL FOUCAULT: PROPOSTAS INICIAIS

Ao comentar as teorias de Becker e Schultz acerca do Capital Humano, Foucault (2008) comenta que, por este tratar-se de um potencial individual que, porventura, pode ser herdado pelos indivíduos de modo hereditário (já que outras características podem ser adquiridas pelas pessoas), a genética, em particular, tornar-se-ia uma ciência de suma importância ao neoliberalismo, uma vez que serviria ao aprimoramento das aptidões pessoais da população. Novamente, um exemplo particular de mapeamento e gestão da espécie humana a partir de uma perspectiva da biopolítica. A educação, conforme já demonstrado por alguns/as estudiosos/as, tem servido de maneira bastante profícua para a disseminação desses valores e propostas.
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A BANALIZAÇÃO DA INJUSTIÇA SOCIAL E A PEDAGOGIA DO SOFRIMENTO: CATEGORIAS PARA PENSAR A EDUCAÇÃO SOB O NEOLIBERALISMO

A BANALIZAÇÃO DA INJUSTIÇA SOCIAL E A PEDAGOGIA DO SOFRIMENTO: CATEGORIAS PARA PENSAR A EDUCAÇÃO SOB O NEOLIBERALISMO

Piracicaba, SP, Brasil. Resumo: O presente artigo objetiva analisar o sofrimento humano causado nas relações de trabalho pelas novas exigências do mercado neoliberal; da sua violência psicológica e da instauração da banalização de injustiça social. Nossa pesquisa bibliográfica, na perspectiva da crítica filosófica, se inscreve nos possíveis espaços dos mecanismos subjetivos de dominação do neoliberalismo; os efeitos psíquicos sobre o humano que se tornam devastadores, cujos sofrimentos sociais se somatizam na sociedade e nem sempre são considerados estruturalmente pela educação. Consideramos o neoliberalismo como a manifestação da nova racionalidade global, como Pierre Dardot e Christian Laval (2016), a qual impera nos governos locais; mas, sobretudo, assume a própria conduta dos governados, impondo tacitamente a criação de uma nova ética pela qual as relações sociais se estabelecem: o mercado e os homens empresa. Trata-se de um mecanismo subjetivo de colonização contemporânea, cuja nova moralidade mercantil subalterniza e dociliza consciências. Pela subalternização, identificamos a intimidação e o medo nas relações trabalhistas como novas táticas de dominações, como apontam Paulo Arantes (2014) e Cristophe Dejours (2001). O sofrimento social é consequência desse novo ethos-racional capitalista. Também, no escopo dessa investigação, apontamos como lastro desse sofrimento social a categorização estrutural da pedagogia do sofrimento e do sacrifício necessário na sociedade, analisados por Veena Das (2008), como construtos de coesão social, conformação e legitimação dessa nova moralidade neoliberal por meio da própria cultura e da educação para consolidação da sociedade moderna.
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Neoliberalismo e educação: a precarização do trabalho docente e da educação pública no estado de São Paulo

Neoliberalismo e educação: a precarização do trabalho docente e da educação pública no estado de São Paulo

foi, né? É fazer uma análise interna a despeito de alguns problemas pelo lado contrário...até que ponto nós fomos liberais demais?! Ou implementamos políticas nessa linha, essa crítica ou autocrítica não vai atender a fome de autocrítica do mercado, então, fica o dito pelo não dito, vai ficar no campo da esquerda essas análises e tal...até porque elas são necessárias...agora, eu diria pra você que é o seguinte: a APEOESP foi o instrumento principal da resistência à implementação do neoliberalismo no estado de São Paulo. Eu não estou sendo [...] mas se você considerar quem botou gente na rua todo ano...lutando pelas políticas educacionais [...] então, eu não posso fazer um balanço negativo do papel da APEOESP nestes anos todos, consequentemente, não tem como falar, ser negativo com a gestão da Bebel. Eu acho que o contrário, a Bebel ela tá nestes mandatos consecutivos mas ela teve um lá trás, antes do Carlão, teve um mandato só, em que ela expressou talvez um pouco de inexperiência, talvez, dependendo de algumas coisas e no resto foi um bom mandato...agora, no período após Carlão, pegou ela muito amadurecida, do ponto de vista das contradições que estavam estabelecidas [...] nós estávamos em vias de ou já tínhamos ganho a eleição nacional mas o PSDB fortemente instaurado aqui, então é preciso você fazer a luta política aqui e fazer outra política em Brasília [...] tem coisas que você precisa tocar, então a presença dela no Conselho Nacional de Educação que viabilizou, por exemplo, os professores terem uma diretriz nacional de carreira, assim como os funcionários, a lei do piso, a regulamentação da lei do piso...ou o próprio Plano Nacional de Educação juntamente com as demais entidades...e ao mesmo tempo que você avançava nos instrumentos...no campo federal aqui o povo na rua...o povo na rua...uma capacidade muito grande de articulação mesmo interna aqui, com os setores de oposição, então, não tem em comparação desses anos de Bebel...não tem uma avaliação negativa, pelo contrário. Mas acho que nós estamos fechando um ciclo, né? Nós fechamos um ciclo...digamos, não só porque vamos ter que mudar a presidência mas também porque a conjuntura vai exigir uma análise também a altura do que nós vamos enfrentar.
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Pedagogia da escassez : neoliberalismo e educação no Ceara

Pedagogia da escassez : neoliberalismo e educação no Ceara

Um outro aspecto relativo ao modelo neoliberal para condução das políticas públicas consiste na privatização dos serviços prestados à população. No plano do sistema educativo, o discurso oficial adota como estratégia a busca de parcerias como forma de melhor solucionar os graves problemas por que passa a Educação. Assim, através da reorganização das Associações de Pais e Mestres, estruturaram-se os Conselhos Escolares, presentes na LDB nº 9394/96, no artigo 14, que se refere às normas para a gestão democrática. Os Conselhos Escolares compõem-se de membros da comunidade, ligados ao conjunto de pais, alunos, professores, funcionários e “demais interessados em colaborar com a Educação”. A novidade é que, na categoria de “demais interessados”, as empresas privadas estão sendo incentivadas, através de prêmios, a integrar os Conselhos Escolares, como parceiras das escolas no processo educacional (OLIVEIRA, 1998). O Estado, conduzido pelo neoliberalismo, ao estabelecer parcerias, abriu mão de parte de suas competências na formação do cidadão brasileiro, delegando à iniciativa privada, situada agora na categoria de parceira das escolas, parte da gestão do sistema educacional. Nesse sentido, é que se torna compreensível a ampliação das funções das Associações de Pais e Mestres nos Conselhos Escolares, que agora também deliberam sobre o plano pedagógico, as diretrizes administrativas da instituição e a fiscalização da gestão financeira, pois à escola são assegurados “progressivos graus de autonomia”, nesses três patamares, segundo o artigo 15 da LDB nº 9394/96.
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O Plano de Desenvolvimento da Educação no contexto da terceira via : o neoliberalismo reconfigurado

O Plano de Desenvolvimento da Educação no contexto da terceira via : o neoliberalismo reconfigurado

[...] a formulação das organizações encaminha-se para a criação de pequenas unidades descentralizadas, com autonomia local, conectadas por laços mais ou menos frouxos ao núcleo central da organização, que exerce o controle local através da definição dos canais de comunicação e informação e da distribuição de recursos (BRUNO, 1997, p. 37). Com efeito, foi no contexto de exacerbação do neoliberalismo reconfigurado que o enfoque sistêmico foi tomado, no documento de apresentação do PDE, como a única visão “[...] compatível com o horizonte de um sistema nacional de educação” (BRASIL, 2007c, 39). Logo, como fundamento para a organização da política educacional brasileira. Como já indicamos, concordamos com a afirmação de Saviani (2009, p. 22, grifo do autor) de que essa aproximação é inconsistente, uma vez que “[...] não podemos perder de vista que a organização dos sistemas de ensino antecede historicamente em mais de um século ao advento do chamado ‘enfoque sistêmico’”. Sem contar com o pressuposto de que o enfoque sistêmico está relacionado a uma visão estrutural-funcionalista, diferentemente da concepção de Sistema Nacional de Educação, relacionada ao caráter ontológico da educação.
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Educação, pensamento e neoliberalismo : reflexões arendtianas sobre a(s) crise(s) na educação escolar

Educação, pensamento e neoliberalismo : reflexões arendtianas sobre a(s) crise(s) na educação escolar

A presente dissertação é fruto da pesquisa de Mestrado desenvolvida na linha de pesquisa Subjetividades Coletivas, Movimentos Sociais e Educação Popular do Programa de Pós-graduação em Educação da Universidade Federal de Pernambuco. A mesma buscou compreender o lugar do pensamento na educação escolar contemporânea e sua possível relação com o neoliberalismo. A problemática que atravessa este trabalho versa tanto pelo campo da Filosofia como da Pedagogia. Como objetivo geral temos: compreender o lugar do pensamento na educação escolar. E como objetivos específicos: a) interpretar os textos de Hannah Arendt sobre a educação; b) refletir sobre o que é o pensamento na teoria política arendtiana; c) descrever o fenômeno neoliberal e sua influência na educação escolar. As lentes teóricas utilizadas para fundamentar o trabalho foram os escritos da filósofa alemã, Hannah Arendt (ARENDT, 1999, 2013, 2014, dentre outros). Diante da lente teórica adotada, tomamos como categorias centrais da pesquisa: A crise na educação e o pensamento (ALMEIDA, 2011; ANDRADE, 2011; BRAYNER, 2014, 2018; CARVALHO, 2007, 2017; VALLÉ, 1999; dentre outros); Neoliberalismo (DARDOT e LAVAL, 2016; LAVAL, 2004; FOUCAULT, 2008; ROY e STEGER, 2010; dentre outros); Currículo e Educação escolar (LOPES e MACEDO, 2011; VEIGA- NETO, 2002; LIBÂNEO et al, 2012; dentre outros). Este trabalho caracteriza-se por ser uma pesquisa de cunho bibliográfico, uma vez que todo o material utilizado foi composto por textos. Assim, visitamos, revisamos e buscamos um aprofundamento na literatura concernente com o objeto que foi pesquisado, resultando nas seguintes considerações: a educação escolar se encontra distante de ser um processo formativo onde a prática do pensamento esteja presente; o neoliberalismo tem contribuído para a ausência do pensamento dentro do âmbito escolar, através da políticas educacionais e curriculares que influenciam diretamente a educação; a crise na educação toma novos contornos e se reconfigura a partir de uma outra ordem, a econômica, e assim, esvaziando-se do seu sentido ético-político.
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POLÍTICAS PÚBLICAS: O NEOLIBERALISMO E A EDUCAÇÃO SOB A ÓTICA DA RACIONALIDADE CAPITALISTA

POLÍTICAS PÚBLICAS: O NEOLIBERALISMO E A EDUCAÇÃO SOB A ÓTICA DA RACIONALIDADE CAPITALISTA

O objetivo deste artigo é discorrer sobre políticas públicas e suas transformações com ênfase na relação neoliberalismo e educação, especificamente apontando como o neoliberalismo consegue impor suas políticas antidemocráticas no que tange ao direito à educação. Para consolidar a importância do assunto aqui abordado, adotou-se o levantamento bibliográfico realizando a identificação e seleção, na literatura existente, de aportes significativos relacionados ao tema. A educação que deveria ser fator de transformação social nada mais é que o mecanismo de transmissão de conhecimentos necessários a expansão do sistema capitalista e ao atendimento das necessidades das classes dominantes. A prática educativa tem uma configuração definida pela ação política, a atuação do professor demanda apenas uma compreensão da realidade aparente e não exige sólido conhecimento teórico e prático, já que a realidade está posta e é comumente naturalizada. Assim, os conhecimentos adquiridos por meio dessa prática educativa, resultam apenas em mercadoria, com propriedades capazes de satisfazer as necessidades do capital. É preciso redescobrir a verdadeira função docente e estimular a sociedade em geral, a apropriar dos saberes para assim, transformar a realidade. Palavras-chave: Políticas antidemocráticas. Ideologia. Capitalismo.
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Neoliberalismo e educação: uma interpretação da reforma do ensino médio (Lei n. 13.415/2017)

Neoliberalismo e educação: uma interpretação da reforma do ensino médio (Lei n. 13.415/2017)

Em 2017, o Ministério da Educação, utilizando-se do discurso de solução a uma crise do Ensino Médio impôs uma reforma. A crise era composta por fatores relacionados ao não atendimento da função social da LDB de 1996 – ou seja, o não aprofundamento dos estudos, a dificuldade de formar indivíduos autônomos e capazes de intervir e transformar a realidade – baixo desempenho nos índices educacionais adotados para verificar o nível da educação no país, rigidez curricular e formação de estudantes que não encontram colocação no mercado de trabalho. Todavia, no contexto de acirramento de políticas neoliberalizantes, as alterações no modelo de educação apresentam-se como viabilizadoras de uma lógica de flexibilização e profissionalização do currículo 4 escolar. O neoliberalismo possui como objetivo principal reduzir a intervenção do Estado nas relações sociais, seja entre os indivíduos e as instituições, seja entre os próprios indivíduos, sob o pretexto de garantir a liberdade individual e o desenvolvimento econômico nos parâmetros capitalistas. As desregulamentações são facilmente identificadas nas relações trabalhistas, no caso brasileiro, através da Reforma Trabalhista (Lei 13.467/2017), mas também em outras esferas da sociedade, por exemplo, na educação, objeto de análise desse trabalho. O “novo” modelo de Ensino Médio busca resolver os problemas educacionais sem mexer na estrutura, permanecendo os mesmos obstáculos a
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O NEOLIBERALISMO NA EDUCAÇÃO

O NEOLIBERALISMO NA EDUCAÇÃO

No que concerne ao Brasil, privilegiando o tema da educação, conclui-se que a aproximação com as práticas neoliberais promoveram um agravamento da exclusão, pois a conseqüência de estender o discurso do mercado ao ambiente escolar é visto no esvaziamento do propósito social da escola, que ao se apropriar do discurso meritocrático, torna-se gradativamente um instrumento reprodutor do sistema, atuando em semelhança ao mundo empresarial, baseando-se em critérios de produtividade e "excelência", ou seja, em um modelo pronto que esconde sua ineficiência em estatísticas a fim de se desvencilhar das responsabilidades sociais, ficando assim evidente, a catastrófica realidade da escola pública que ao se desligar de seu sentido humanista acaba por se submeter à pobreza instituída do referido modelo, onde o individualismo, seu objetivo último, neutraliza na falaciosa ideia de igualdade de acesso, qualquer compreensão e reação por parte daqueles que são os mais prejudicados.
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INFÂNCIA EMPOBRECIDA NO BRASIL, O NEOLIBERALISMO E A EXPLORAÇÃO DO TRABALHO INFANTIL: UMA QUESTÃO PARA A EDUCAÇÃO FÍSICA

INFÂNCIA EMPOBRECIDA NO BRASIL, O NEOLIBERALISMO E A EXPLORAÇÃO DO TRABALHO INFANTIL: UMA QUESTÃO PARA A EDUCAÇÃO FÍSICA

Continuando nas trilhas estatísticas dos organismos internacionais sobre a condição da infância empobrecida no mundo, relatórios da Organização das Na- ções Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura – Unesco – nos lembram que na África cerca de um milhão de crianças morrem a cada ano em conseqüência do serviço da dívida externa; não em decorrência de todo um conjunto de reformas, mas, sobretudo, pelos juros que seus países precisam pagar pela dívida externa. Além disso, estima-se que cerca de 11 milhões de crianças morrem por ano em todo o mundo de doenças que poderiam ser facilmente tratadas, o que não custa- ria mais do que alguns centavos. No entanto, os economistas informam que isso representaria uma interferência no sistema de mercado livre (Chomsky, 1997, p. 108).
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ARTIGO_Relação público-privada na educação e precarização do trabalho docente no contexto do neoliberalismo

ARTIGO_Relação público-privada na educação e precarização do trabalho docente no contexto do neoliberalismo

Resumo: O artigo buscou entender como se processa a relação público-privada na educação e de onde vêm essa força do capital que penetra em todas as instâncias do poder público. Esclarecemos que a relação público-privada nada mais é que uma estratégia do capital para criar e ampliar novos nichos de mercado para a superação da crise cíclica do capitalismo, sempre apresentada com novas roupagens nas mutações que se processam, para reduzir os efeitos da inevitável na asfixia social que acabaram por gerar grandes revoluções registrada em seu processo histórico. Por fim, tentou-se demonstrar a influência das relações público-privadas na precarização do trabalho docente e apontar como horizonte a retomada das lutas sociais em defesa da escola pública.
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DO CONCEITO DE EDUCAÇÃO À EDUCAÇÃO NO NEOLIBERALISMO

DO CONCEITO DE EDUCAÇÃO À EDUCAÇÃO NO NEOLIBERALISMO

Hayek, na sua obra “The constitution of liberty” (1960), diz que o mercado é uma instituição “espontaneamente” ordenada que evolui natural- mente. O mercado não é produto da inteligência humana (seria da inteligên- cia divina?). Afirma que o mecanismo de preços do “livre” mercado oferece informações importantes para que funcione acertadamente a lei da oferta e da procura. Além disso, Hayek atribui importância ao individualismo, ao homo economicus, fundado nas idéias de individualidade, racionalidade egoísmo. Essas idéias, transformadas em práticas econômicas e políticas, estabelecem políticas em países em desenvolvimento caracterizadas por cortes nos gastos públicos em serviços, notadamente nas áreas da educação, da saúde e da infra-estrutura sanitária (esgotos, água tratada, etc.), bem como nas ações go- vernamentais em favor da habitação (CARNOY, 1995).
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NEOLIBERALISMO, PÓS-MODERNIDADE E EDUCAÇÃO: ALGUMAS IMPLICAÇÕES

NEOLIBERALISMO, PÓS-MODERNIDADE E EDUCAÇÃO: ALGUMAS IMPLICAÇÕES

O conhecimento enquanto derivação do " cérebro " ou " espírito " da sociedade , representado pelo Estado , sucumbiria mediante a prevalência de um princípio inverso : o d[r]

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EDUCAÇÃO E NEOLIBERALISMO: PRESENÇA E PAPEL DO ESTADO NA EDUCAÇÃO BRASILEIRA CONTEMPORÂNEA

EDUCAÇÃO E NEOLIBERALISMO: PRESENÇA E PAPEL DO ESTADO NA EDUCAÇÃO BRASILEIRA CONTEMPORÂNEA

746, de 22 de setembro de 2016, que passará a entrar em vigor a partir do ano de 2018. Em resumo, pode-se entender que a reforma, via de regra, apresenta mudanças basilares que afetam conteúdo e formato das aulas, além da elaboração dos vestibulares e do Exame Na- cional do Ensino Médio (Enem),desmontando políticas e programas construídos historica- mente a nível nacional.A proposta em pauta tende ainda à valorização do ensino técnico, ou seja, a educação tratada a fim de atender à demanda de mercado. A despeito disso, Dei- tos (2000, p. 55), alega ser explicitada a relação direta da educação profissional com as demandas do desenvolvimento econômico do Estado e do mercado de trabalho que, nas palavras do autor,“emerge da articulação com o desenvolvimento da economia e do merca- do de trabalho no país e consequentemente com a reestruturação econômica em nível in- ternacional (DEITOS, 2000, p. 55).
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EDUCAÇÃO E NEOLIBERALISMO: PRESENÇA E PAPEL DO ESTADO NA EDUCAÇÃO BRASILEIRA CONTEMPORÂNEA

EDUCAÇÃO E NEOLIBERALISMO: PRESENÇA E PAPEL DO ESTADO NA EDUCAÇÃO BRASILEIRA CONTEMPORÂNEA

O liberalismo nasce no século XVIII, a partir das ideias burguesas de Adam Smith, proliferando-se em seguida pelo mundo. Este modelo de sociedade liberal entrou em decadência com a crise de 1929. Todavia, nos anos de 1970 a 1980, o modelo liberal é redefinido a partir do atual modelo neo- liberal. Assim, no contexto das recentes transformações do capitalismo, este artigo objetiva suscitar discussões sobre a incursão do modelo neoliberal na educação brasileira. Parte-se de uma perspectiva histórica, convergindo para a educação enquanto aparelho ideológico do Estado, chegando até o atual cenário educacional, em que se oferece um breve panorama acerca das políticas públicas educacio- nais vigentes. A metodologia de pesquisa conecta-se à abordagem de revisão de literatura, caracteri- zando a pesquisa como qualitativa e descritiva. Quanto aos tópicos pesquisados, a pesquisa foi feita a partir de fontes bibliográficas, bem como sites de bases de dados digitais.
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