NORDEL – ASSOCIAÇÃO PARA COOPERAÇÃO ENERGÉTICA ENTRE

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COOPERAÇÃO ENERGÉTICA ENTRE BRASIL E BOLÍVIA:

COOPERAÇÃO ENERGÉTICA ENTRE BRASIL E BOLÍVIA:

RESUMO A energia que há muito tempo é debatida, ganha maior destaque com o fim da guerra fria quando o cenário mundial foi modificado e novos assuntos surgiram e ganharam espaço no sistema internacional, como por exemplo, meio ambiente, energia, direitos humanos, entre outros. A energia a partir deste momento ganhou mais destaque e passou a ser motivo de intensos debates e razão para a consolidação de acordos entre muitos países. Neste cenário, a cooperação também ganha força e acaba sendo meio para que as relações energéticas se tornassem mais vantajosas para os participantes dos acordos. Este trabalho dedica-se a analisar a cooperação energética tendo como unidade de análise a América do Sul e mais precisamente a relação estabelecida entre o Brasil e a Bolívia. Tendo como objetivo geral analisar a natureza da cooperação energética entre Brasil e Bolívia revelada através dos acordos firmados entre os países para responder: quais foram os momentos de aproximação/afastamento entre Brasil e Bolívia? Para isso, o trabalho está dividido em três capítulos: o primeiro trata de energia como elemento da agenda internacional, trazendo a cooperação como caminho para concretização dessa agenda. O segundo expõe os antecedentes históricos da relação escolhida para a análise e dá início a análise dos acordos. E por fim, o terceiro capítulo narra a virada para a esquerda na América do Sul e continua a análise dos acordos após essa mudança política. A análise dos acordos foi realizada tendo como norte a análise de conteúdo definida por Bardin (2010). Cabe ainda ressaltar que a temática energética foi escolhida devido a sua importância e relevância no sistema internacional e a análise da América do Sul por ser a mesma rica em recursos energéticos, e a relação Brasil – Bolívia por apresentar pontos em que a cooperação internacional sempre esteve presente e foi escolhida como caminho para minimizar conflitos e maximizar ganhos.
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Associação para a Cooperação e o Desenvolvimento

Associação para a Cooperação e o Desenvolvimento

Nos últimos anos, a SAN tem vindo progressivamente a ganhar espaço na agenda política de São Tomé e Príncipe. Para isso muito tem contribuído a intervenção da sociedade civil, designadamente através de acções de sensibilização, capacitação e promoção de iniciativas de debate público. Foi neste contexto que se intensificou a mobilização social e o intercâmbio com outros países, surgindo a opção pela construção de um trabalho em rede. Será importante referir que em São Tomé e Príncipe existe uma grande dificuldade em estimular a cooperação e o trabalho conjunto entre organizações da sociedade civil. Esta característica é reconhecida pelas próprias organizações nacionais e até mesmo pelos órgãos do governo. Refere-se esta questão para que se tenha em conta o importante papel que pode ter o intercâmbio com outros países. O “ver-para-crer” ou ainda o “aprender-fazendo” são ingredientes fundamentais para ganhar confiança e iniciar o processo de mobilização. Por exemplo, em Julho de 2007 representantes da sociedade civil de São Tomé e Príncipe participaram, em Fortaleza, na III Conferência Nacional de SAN do Brasil, com o intuito de partilhar experiências com outras redes e organizações dos países lusófonos.
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Cooperação tecnológica universidade-empresa para eficiência energética: um estudo de caso.

Cooperação tecnológica universidade-empresa para eficiência energética: um estudo de caso.

Do mesmo modo, o caso apresentado permite observar parcialmente as novas considerações relativas à cooperação U-E encontradas na literatura. No estudo desenvolvido foi possível perceber a ocorrência da terceira missão da universidade, isto é, ser agente do desenvolvimento regional, que é uma das modificações conceituais que conduziram ao que Noveli (2006) denomina de Tripla Hélice III. O desempenho desse papel está presente na cooperação em estudo na própria relevância de seu objeto de pesquisa, em face do contexto nacional apresentado, porquanto, além de propor melhorias em produtos que causam impacto em setor estratégico da economia nacional (a energia), a pesquisa assegurou maior competitividade a uma indústria situada na mesma cidade e Estado que a universidade, promovendo o desenvolvimento econômico regional. Isso também parece ter contribuído para a redução das dificuldades presentes na natureza distinta das instituições parceiras, uma vez que, parafraseando Sutz (1997), a visão das universidades por empresas e governos como instituições devotadas ao bem nacional da competitividade econômica, mais do que ao bem universal do conhecimento, tende a diminuir os limites entre academia e indústria, à medida que vai sendo socialmente aceita, tanto que, apesar das indagações feitas aos entrevistados, nenhuma das partes conseguiu identificar nenhum outro momento ou processo de conflito durante a cooperação, muito menos problemas ou dificuldades que tenham tomado proporções de maior relevância.
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A cooperação multilateral climática e a promoção da agenda da transição energética no Brasil

A cooperação multilateral climática e a promoção da agenda da transição energética no Brasil

Nesse sentido, faz-se necessário compreender como as políticas no setor de energia no âmbito doméstico são influenciadas por acordos e esforços de cooperação estabelecidos internacionalmente no âmbito das negociações sobre mudanças climáticas. Através de uma análise qualitativa que envolve uma revisão da literatura racional-institucional, sobre a governança internacional do clima, e de uma pesquisa empírica do caso do Brasil, com análise de documentos, regulação e relatórios oficiais, buscamos apontar algumas lacunas na conexão entre vetores internacionais e a disseminação da energia renovável no Brasil, focando a formulação e implementação de políticas públicas domésticas. A pesquisa se justifica por dois motivos. Primeiramente, pelo ponto de vista temático, ao contribuir na agenda de pesquisas que ligam o pla- no internacional ao doméstico na arena da política energética, estabelecendo como foco as renováveis. A energia renovável é, cada vez mais, considerada pelos decisores políticos como uma forma funda- mental de energia para mitigar os efeitos das mu- danças climáticas, melhorar a segurança energética, reduzir a poluição do ar local e gerar emprego (Mitchell et al., 2011). Segundo, do ponto de vista teórico, uma agenda crescente de pesquisas aponta para a exploração de caminhos que superem os im- passes da implantação de diretrizes internacionais na esfera da energia, sugerindo que a governança policêntrica ambiental parece mais adequada para abarcar os esforços de formulação e implementação de políticas públicas em nível nacional, envolvendo múltiplos atores e instituições diante da complexi- dade da questão (Jordan & Huitema, 2014).
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A cooperação multilateral climática e a promoção da agenda da transição energética no Brasil

A cooperação multilateral climática e a promoção da agenda da transição energética no Brasil

Nesse sentido, faz-se necessário compreender como as políticas no setor de energia no âmbito doméstico são influenciadas por acordos e esforços de cooperação estabelecidos internacionalmente no âmbito das negociações sobre mudanças climáticas. Através de uma análise qualitativa que envolve uma revisão da literatura racional-institucional, sobre a governança internacional do clima, e de uma pesquisa empírica do caso do Brasil, com análise de documentos, regulação e relatórios oficiais, buscamos apontar algumas lacunas na conexão entre vetores internacionais e a disseminação da energia renovável no Brasil, focando a formulação e implementação de políticas públicas domésticas. A pesquisa se justifica por dois motivos. Primeiramente, pelo ponto de vista temático, ao contribuir na agenda de pesquisas que ligam o pla- no internacional ao doméstico na arena da política energética, estabelecendo como foco as renováveis. A energia renovável é, cada vez mais, considerada pelos decisores políticos como uma forma funda- mental de energia para mitigar os efeitos das mu- danças climáticas, melhorar a segurança energética, reduzir a poluição do ar local e gerar emprego (Mitchell et al., 2011). Segundo, do ponto de vista teórico, uma agenda crescente de pesquisas aponta para a exploração de caminhos que superem os im- passes da implantação de diretrizes internacionais na esfera da energia, sugerindo que a governança policêntrica ambiental parece mais adequada para abarcar os esforços de formulação e implementação de políticas públicas em nível nacional, envolvendo múltiplos atores e instituições diante da complexi- dade da questão (Jordan & Huitema, 2014).
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ASSOCIAÇÃO DA ÁSIA DO SUL PARA A COOPERAÇÃO REGIONAL (SAARC)

ASSOCIAÇÃO DA ÁSIA DO SUL PARA A COOPERAÇÃO REGIONAL (SAARC)

A UE incentiva a integração regional e apoia a Associação da Ásia do Sul para a Cooperação Regional (SAARC). Os países membros da SAARC são o Afeganistão, o Bangladeche, o Butão, a Índia, as Maldivas, o Nepal, o Paquistão e o Sri Lanca. A UE, a China, o Irão, o Japão, a Coreia do Sul, a Maurícia, a Birmânia/Mianmar e os EUA têm estatuto de observador na SAARC. A UE é o principal parceiro comercial da SAARC, com um total de 112 mil milhões de EUR (valores de 2016). Este valor representa cerca de 15 % do comércio global da SAARC com o resto do mundo e 22 % do seu mercado de exportação (valores de 2015). A cooperação para o desenvolvimento entre a UE e os países da Ásia Meridional abrange a ajuda técnica e financeira, assim como a cooperação económica. As prioridades são a estabilidade regional, a redução da pobreza, os direitos humanos, o desenvolvimento sustentável, a boa governação e os direitos laborais. A cooperação UE-SAARC visa promover a harmonização de normas e a simplificação das trocas comerciais e sensibilizar para os benefícios da cooperação regional.
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ASSOCIAÇÃO DA ÁSIA DO SUL PARA A COOPERAÇÃO REGIONAL (SAARC)

ASSOCIAÇÃO DA ÁSIA DO SUL PARA A COOPERAÇÃO REGIONAL (SAARC)

de Felicidade Interna Bruta (FIB), que mede a qualidade de vida da população e procura um equilíbrio entre o desenvolvimento espiritual e material. H. Maldivas As relações UE–Maldivas datam de 1983, altura em que o chefe da Delegação da Comissão em Colombo foi acreditado enquanto embaixador não-residente. Embora não exista ainda qualquer acordo formal de cooperação, a UE presta apoio à cooperação às comunidades rurais, ao turismo e à atenuação dos efeitos das alterações climáticas. Em 16 de julho de 2018, o Conselho dos Negócios Estrangeiros da UE adotou um enquadramento para medidas restritivas específicas contra as pessoas e entidades responsáveis por prejudicar o Estado de Direito ou pela obstrução a uma solução política inclusiva nas Maldivas, bem como contra pessoas e entidades responsáveis por graves violações dos direitos humanos.
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Educação popular e práticas  na cooperação no campo : a Associação de Cooperação Agrícola do Ceará (ACACE) em Canindé

Educação popular e práticas na cooperação no campo : a Associação de Cooperação Agrícola do Ceará (ACACE) em Canindé

O objetivo geral da pesquisa foi estudar a relação entre a educação popular e as práticas dos profissionais de Assistência Técnica e Extensão Rural (ATER) da Associação de Cooperação Agrícola do Ceará (ACACE), vinculada ao Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST), no município de Canindé. O marco referencial para uma proposta educativa dialógica própria da Educação Popular, no campo da extensão rural é refletida por Paulo Freire no final da década de 1960. A abordagem metodológica teve caráter qualitativo, tomando como referência aproximativa a dialética. A investigação se utilizou de elementos da realidade, primários e secundários. Assim, foi possível eleger duas realidades para o acompanhamento das atividades de ATER: o assentamento São Francisco das Chagas e o assentamento Terra Livre. Nestes, foram selecionados assentados, assentadas rurais e profissionais de ATER da ACACE como sujeitos da pesquisa. Para os atores, foram utilizados Grupos Geradores, dinâmicas grupais e entrevistas individuais semiestruturadas. Também foram entrevistados militantes do MST, coordenadores de ATER da ACACE em Fortaleza, técnicos do INCRA e um profissional da ONG CACTUS, consorciada da ACACE. Para estes, foi empregada a entrevista individual semiestruturada, além da observação direta e do registro sistemático em diário de campo. Também foram realizadas leituras de relatórios das equipes de ATER, dos laudos do processo de desapropriação dos respectivos assentamentos, da Chamada Pública de nº. 02/2010 INCRA/CE e da proposta técnica de ATER do consórcio ACACE/CACTUS. Os resultados encontrados indicam uma realidade contraditória. Os achados apontam para uma realidade contraditória: de um lado, a lógica da produtividade, os aspectos burocráticos e a ausência de formação específica para atuar sob a perspectiva educativa limitam as ações transformadoras das realidades locais. Por outro lado, há um esforço por parte dos profissionais para que as práticas de ATER se utilizem de metodologias participativas e dialógicas a fim de que os sujeitos possam fazer parte de um processo educativo mínimo. Entretanto, ao estudar o conjunto das atividades desenvolvidas, através da política de ATER, a educação não-escolar junto aos jovens e adultos no campo vem sendo negada.
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Cooperação tecnológica no direito internacional de mudanças climáticas para uma gestão energética sustentável

Cooperação tecnológica no direito internacional de mudanças climáticas para uma gestão energética sustentável

Conforme reconhecido no relatório, a definição citada vai mais longe do que as disposições da UNFCCC sobre transferência de tecnologia, que se limitam essencialmente a uma obrigação dos países desenvolvidos em favor dos países em desenvolvimento. O que esse relatório do IPCC denomina como transferência de tecnologia corresponde, de fato, no que este trabalho denomina como cooperação tecnológica: um conjunto de fluxos não apenas de equipamentos, mas também de conhecimentos e experiências, que se realizam não só entre Estados e organizações internacionais, mas também entre atores não- estatais e sub-estatais – como governos, comunidades e instituições empresariais, financeiras e científicas de âmbito local, estadual, nacional, regional e internacional. E é importante destacar que esses fluxos não são unidirecionais (sociedade – empresa – governo – etc.), mas sim multidirecionais, com movimentos de idas e voltas, de modo que a sociedade, assim como as demais etapas dos fluxos, atua como usuária e produtora de informações.
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POLÍTICA ENERGÉTICA E A DITADURA CIVIL-MILITAR: O ACORDO DE COOPERAÇÃO NUCLEAR BRASIL - ALEMANHA

POLÍTICA ENERGÉTICA E A DITADURA CIVIL-MILITAR: O ACORDO DE COOPERAÇÃO NUCLEAR BRASIL - ALEMANHA

A construção das centrais nucleares, para além de sua ambição desmedida, estruturou-se em uma sucessão de erros, atrasos e escândalos. Por sua vez, a intenção da instalação de uma indústria nuclear no Brasil, era impossibilitada pela predominância dos interesses alemães sobre as joint-ventures criadas a partir da ligação entre o capital da Nuclebrás e o capital da KWU. A análise dos contratos acionários da NUCLEN e da NUCLEP, as duas empresas principais responsáveis pelo processo de transferência de tecnologia, demonstra que a condição de dependência em relação aos interesses do capital privado, constituiu-se na essência do Acordo de Cooperação Nuclear Brasil – Alemanha, assinado em 27 de junho de 1975. Portanto, longe de representar a propagada “independência econômico-tecnológica” defendida pelos militares, o
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A associação em redes de cooperação influencia os resultados de pequenas e médias empresas?

A associação em redes de cooperação influencia os resultados de pequenas e médias empresas?

Paralelamente, o contínuo aumento da complexidade, seja pelas rápidas mudanças tecnológicas, seja pelas constantes transformações socioeconômicas, torna ainda mais arriscado o empreendimento de atividades produtivas. Em setores dinâmicos, os riscos de investimentos acabam se tornando impraticáveis para as PMEs que atuam de forma isolada. Assim, um dos ganhos buscado pelas PMEs que se associam às redes de cooperação é tornar viável o compartilhamento dos riscos de ações complexas entre os participantes, dividindo os valores de investimento e os consequentes resultados coletivos (Ebers, 1997). Além dos riscos, as empresas associadas em redes de cooperação também possuem custos internos e externos, inclusive para o estabelecimento, a manutenção e o gerenciamento de suas interdependências (Ebers e Grandori, 1997). Embora não seja possível eliminá-los por com- pleto, a formação de redes reduz sensivelmente a incidência de custos entre as PMEs, visto que uma empresa associada incorre em custos menores ao capturar fontes de efi ciência das demais, benefício que competidores externos à rede não conseguem obter (Jarillo, 1988). Tais ganhos podem, portanto, ser denominados de redução de custos e riscos, considerando que infl uenciam os resul- tados das empresas associadas por motivarem novos investimentos e reduzirem os custos junto aos fornecedores como também às operações do negócio como um todo.
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Cooperação Brasil-Alemanha na área energética: a transição dos acordos nucleares para os acordos em energias renováveis

Cooperação Brasil-Alemanha na área energética: a transição dos acordos nucleares para os acordos em energias renováveis

Para abordar a cooperação em energias renováveis se faz necessário também abordar a questão do meio ambiente, tema que esteve presente nas agendas de discussão entre os Estados desde o século XX. Essa temática, porém, ganha maiores proporções a partir dos anos 1990, com negociações que colaboraram para a formação do regime ambiental internacional e mais especificamente o regime de mudanças climáticas, que tem como objetivo promover a ação conjunta dos Estados para mitigar as possíveis consequências do aquecimento global. Assim, a redução da emissão de gases de efeito estufa têm papel fundamental e, ao mesmo tempo, um dos maiores desafios impostos ao regime, uma vez que dependem de alterações substantivas em fontes de energia fósseis e suas tecnologias, o que interfere profundamente na economia dos Estados e dificulta as negociações. Mesmo considerado um problema global, o regime funciona com base na ideia de que os Estados têm responsabilidades distintas, sendo assim um regime complexo e que envolve profundas interrelações entre economia e meio ambiente. A Convenção Quadro das Nações Unidas sobre a Mudança Climática e o Protocolo de Kyoto são considerados os principais instrumentos desse regime internacional (AVELHAN, 2013).
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Cooperação Energética e Projeção Continental: a Usina de Itaipu à frente da Política Externa de Médici e Geisel

Cooperação Energética e Projeção Continental: a Usina de Itaipu à frente da Política Externa de Médici e Geisel

O início do processo de reaproximação foi possível somente no final na década de 70, momento em que a conjuntura criou condições propícias para busca do entendimento entre os dois países. O retorno do Partido Democrata ao comando dos Estados Unidos na figura de Jimmy Carter, contrário à disseminação da tecnologia nuclear e defensor dos direitos humanos, impactou diretamente os regimes autoritários latino-americanos vigentes na época, os quais perceberam uma redução abrupta da sua margem de manobra internacional. Além disso, a ascensão de João Batista Figueiredo à presidência do Brasil contribuiu para retomada do relacionamento amistoso com a Argentina, substituindo a postura combativa de Geisel em prol da manutenção da estabilidade e da segurança (DORATIOTO, 2014). Assim, visando preservar a autonomia e o desenvolvimento econômico de ambas as nações, a celebração do Acordo Tripartite Itaipu-Corpus em conjunto com o Paraguai assinalou o desfecho da disputa diplomática, travada ao longo do decênio anterior. Isso só foi possível através da definição de termos aceitáveis para todas as partes: Brasília acatou a redução do número de turbinas em Itaipu – de 20 para 18 –, e comprometeu-se ao pagamento de indenizações, em caso de eventuais danos ao rio, ao passo que Buenos Aires concordou em limitar a altura da barragem prevista para a represa de Corpus (DORATIOTO, 2014). Por fim, o encerramento da ávida contenda, em 1979, permitiu a inauguração de uma nova etapa de cooperação e diálogo no concerto sul-americano, a qual, posteriormente, teve seus efeitos ampliados com o término das ditaduras militares e com a redemo- cratização do continente nos anos seguintes (DORATIOTO, 2014).
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As práticas de associação e cooperação no Noroeste do Rio Grande do Sul: um espaço de educação

As práticas de associação e cooperação no Noroeste do Rio Grande do Sul: um espaço de educação

As práticas de associação e de cooperação possuem uma história entrelaçada com os vários grupos humanos que ocuparam a região. Independente da época, essas práticas aparecem, ora com mais intensidade, ora com menos, sendo possível encontrar afinidades entre o que ocorreu no passado com as atuais. Em alguns aspectos são práticas idênticas, observadas também, em outras regiões do mundo. A questão central aponta para a hipótese de que existiu uma experiência de associação e cooperação nos Sete Povos e existe uma experiência de associação e cooperação na colonização atual na região Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul. As raízes da atual experiência não estão nas Missões porque as duas experiências não têm uma relação direta, embora alguns elementos dessas práticas possam ser identificados, como no trabalho coletivo da cultura cabocla na extração da erva-mate, que se estabeleceu na região com a decadência das Missões.
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ACEB-Associação para a Cooperação Entre Baldios Viana do Castelo Viana do Castelo SF

ACEB-Associação para a Cooperação Entre Baldios Viana do Castelo Viana do Castelo SF

APFDP-Associação de Produtores Florestais do Distrito de Portalegre Portalegre Portalegre SF 02-182 2007 APFLOGAV-Associação de Produtores Florestais do Município de Gavião Portalegre Gavião SF 04-182 2008 Leiria Pedrogão Grande SF 08-164 2001 Leiria Pedrogão Grande SF 23-164 2004 APFNT-Associação de Produtores Florestais do Nordeste Transmontano Bragança Mogadouro SF 21-118 2007 ACRISABUGAL-Associação de Criadores de Ruminantes e de Produtores Florestais do

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Análise qualitativa das práticas de cooperação em uma associação agrícola de produtos orgânicos na percepção dos associados

Análise qualitativa das práticas de cooperação em uma associação agrícola de produtos orgânicos na percepção dos associados

RESUMO: As práticas de cooperação têm recebido cada vez mais atenção por parte daqueles que deixam de atuar de forma isolada e, em vez disso, se unem com o intuito de produzir resultados melhores para o bem-estar da coletividade, nos quais os aspectos econômicos, sociais, culturais e ambientais são condições necessárias para se alcançar estes resultados. Este artigo aborda as práticas de cooperação, na percepção dos associados em uma associação agrícola de produtos orgânicos. Os resultados deste estudo têm um caráter qualitativo e a metodologia aplicada foi fundamentada nas pesquisas descritiva e exploratória, cujo método usado foi um estudo de caso, através do qual foi possível levantar informações sobre o tema em questão. A conclusão indica que, o desempenho da associação agrícola é satisfatório, e que há o desenvolvimento de práticas de cooperação entre seus membros, que vão desde a cooperação na produção coletiva, até a construção de espaços de ajuda mútua, de trocas, compartilhamento de esforços, informações e recursos.
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Cooperação energética brasileira com países da América do Sul: análise dos acordos realizados durante os governos de FHC e Lula

Cooperação energética brasileira com países da América do Sul: análise dos acordos realizados durante os governos de FHC e Lula

esquadra britânica na primeira guerra mundial resolveu alterar o combustível dos navios, passando do carvão para óleo diesel, permitindo que as embarcações se movessem em uma maior velocidade em relação aos barcos germânicos (SIMÕES, 2007, p.12). Essa decisão fez com que a Grã-Bretanha parasse de depender do carvão vindo do País de Gales e ficasse sujeita ao fornecimento inseguro do petróleo vindo da antiga Pérsia. (YERGIN, 2006, p. 69). Foi na decorrência dessa decisão que Santos et al (2013) afirma que a energia passou a ser atrelada tanto às decisões políticas quanto às decisões estratégicas. Entretanto, o conceito de segurança energética realmente obteve destaque a partir das crises do petróleo de 1970, acontecimento que fez com que o preço do petróleo aumentasse consideravelmente, colocando em xeque a capacidade dos países importadores de petróleo de cumprir com as suas necessidades por energia, gerando preocupações nos governos dos países ao redor do mundo. Essa preocupação acabou voltando à tona entre os anos de 1998 e 2006, de acordo com Barufi et al (2006), quando o preço do barril de petróleo subiu de 10 para 70 dólares, mesmo com a inflação do dólar variando somente a 2% por ano.
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Cooperação empresarial, eficiência e desenvolvimento: os primórdios e a consolidação da Associação Finlandesa dos Fabricantes de Papel (FINNPAP)

Cooperação empresarial, eficiência e desenvolvimento: os primórdios e a consolidação da Associação Finlandesa dos Fabricantes de Papel (FINNPAP)

industrial ligada à indústria do papel) que participaram dessa trajetória. As impressões pessoais anotadas em relatórios de viagem, as circulares, as atas de assembléias, as minutas de reuniões, os relatórios técnicos, entre outros documentos relacionados à criação e ao dia-a-dia da associação, que foram compilados por Sakari Heikkinen, foram traduzidos do finlandês para o português, a fim de ajudar na tarefa de compor o cenário no qual se desenrolou a história institucional da Finnpap. A obra de Heikkinen foi a quinta a ser escrita 6 . Outras três obras foram pesquisadas, a saber: a de Tor von Wright 7 , escrita em 1928, sob encomenda da associação, contou a história dos dez primeiros anos da Finnpap; a de Harald Hornborg 8 , escrita em 1943, para comemorar o 25º aniversário da Finnpap; a de Matti Autio e Erik Lodenius 9 , publicada em 1968, escrita para marcar o 50º ano da associação. Porém, por se tratarem de trabalhos escritos no calor dos fatos, adotam um enfoque excessivamente personalista, o que dificulta a apreensão do setor papeleiro como um todo. Foram, no entanto, importantes trabalhos para conhecer melhor muitos dos personagens envolvidos na história da Finnpap. O livro de Heikkinen foi escrito sob encomenda da Myllykoski, da Metsä-Serla e da UPM-Kymmene, quando da dissolução da Finnpap em 1996. Este é, portanto, o relato mais abrangente e minucioso (até mesmo carimbos e selos utilizados pela Finnpap foram catalogados pelo autor) sobre a criação, a consolidação e a dissolução dela. Ao contrário dos trabalhos anteriores é mais factual e menos laudatório. As conversas e cartas pessoais, a evolução das formas de pagamento e das encomendas, as reclamações e os conflitos comerciais, as viagens de negócio, os relatórios escritos e os meios de comunicação foram organizados cronologicamente por Heikkinen.
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Dinâmica de cooperação no sistema prisional: a ótica dos gestores da Associação de Proteção e Assistência aos Condenados (APAC)

Dinâmica de cooperação no sistema prisional: a ótica dos gestores da Associação de Proteção e Assistência aos Condenados (APAC)

Cabral, Krane e Dantas (2011) realizaram pesquisa qualitativa sobre o complexo processo de colaboração entre empresas responsáveis pela promoção do Carnaval, em Salvador (BA), assumindo como pressuposto o modelo de governança colaborativa de Ansell e Gash (2008). Após testarem o modelo, os autores trouxeram contribuições quanto à natureza do problema a ser solucionado; a centralidade do desenho institucional; o objetivo de criação da rede; a formação de sua própria cultura organizacional; e a investigação sobre as condições em que ocorre a tomada de decisão. Cabral, Krane e Dantas (2011) constataram que os incentivos não-materiais (reputação positiva), e não apenas os materiais (lucros), são importantes também aos atores em colaboração. Verificou-se na pesquisa que a não-cooperação é percebida pelos atores envolvidos e há, portanto, constrangimento para os que não participam colaborando com o evento Carnaval. A expectativa de reciprocidade é elevada, uma vez que o Carnaval é parte da identidade local, e a sanção envolve perda de valor para a organização desertora (reputação negativa).
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Novas formas de cooperação: espaços de convergência nos países lusófonos: XXI Encontro da Associação das Universidades de Língua Portuguesa

Novas formas de cooperação: espaços de convergência nos países lusófonos: XXI Encontro da Associação das Universidades de Língua Portuguesa

Da mesma forma, o MMA, ao lado do Ministério de Minas e Energia (MME), trabalhou para aumentar a participação de fontes renováveis na matriz brasileira, que representava à época 43,9% da Oferta Interna de Energia (OIE). Por outro lado, o Brasil é o único país do mundo que possui um programa de biocombustíveis renováveis capaz de funcionar sem subsídios permanentes. O etanol, em particular, assumiu um papel importante na mudança da matriz energética mundial. Somente em 2003, a adição de etanol na gasolina evitou a emissão de 27,5 milhões de toneladas de gás carbônico no Brasil – isso equivale aproximadamente ao total anual de emissões da Noruega. Além da mistura de 23% do etanol na gasolina, o país convive com os veículos flexfuel. Já em 2006, as vendas de flexfuel ultrapassaram 2 milhões de unidades (Anfavea). Em 2003, eram apenas 48,2 mil unidades. O biodiesel, combustível renovável derivado de óleos vegetais, como girassol, mamona, soja, babaçu e demais oleaginosas, ou de gorduras animais, pode ser usado em substituição ao óleo diesel convencional (de origem fóssil) em qualquer mistura. Por esse motivo, seu uso tem sido incentivado no país, por meio do Programa Nacional de Produção e Uso de Biodiesel (MMA, 2006). O Brasil detentor da maior floresta tropical em pé no planeta, e com política clara e objetiva de conter o desmatamento e fazer uso sustentável da sua biodiversidade, tem conseguido avançar na inclusão da manutenção das florestas naturais, como com direito a créditos de carbono pela Convenção de Mudanças Climáticas da ONU. Durante a 11ª Conferência das Partes dessa Convenção-Quadro, realizada em Montreal, em 2005, foi aprovada uma proposta de incentivos positivos aos países em desenvolvimento para a redução de emissões provenientes do desmatamento. Em consenso com outros setores do governo, especialmente MCT (Ministério da Ciência e Tecnologia) e MRE (Minis- tério das Relações Exteriores), o MMA construiu uma proposta concreta para viabilizar esses incen- tivos financeiros, a partir do desempenho brasileiro no combate ao desmatamento. A proposta foi apresentada pelo MMA na COP-12, em Nairóbi, no Quênia; conforme a proposta do MMA, os países em desenvolvimento que efetivamente reduzissem suas emissões de gases de efeito estufa por desmatamento poderiam receber recursos internacionais para aprimorar suas ações nessa área.
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