Núcleo de Antropologia Urbana

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A etnografia é um método, não uma mera ferramenta de pesquisa... que se pode usar de qualquer maneira

A etnografia é um método, não uma mera ferramenta de pesquisa... que se pode usar de qualquer maneira

dei aqui em Fortaleza, na aula inaugural do curso de Ciências Sociais em 2012, com a quantidade de per- guntas que os alunos i zeram, justamente sobre a uti- lização dessas categorias. Isso mostra que não apenas elas são utilizadas, mas continuamente testadas. Não formam um conjunto fechado a ser aplicado de forma mecânica. Os alunos experimentam de uma maneira e se não dá certo, aí eles adaptam, ampliam, escolhem. Porque essas categorias podem ser utilizadas algumas vezes juntas, outra vezes separadamente – ora o peda- ço, ou o circuito, ou ainda o trajeto e o pórtico e assim por diante. Vai depender da natureza do objeto da pes- quisa. Na verdade foram forjadas coletivamente; é um trabalho do Núcleo de Antropologia Urbana ao longo de pesquisas feitas com alunos de graduação e pós- -graduação. Como categorias, elas são instrumentos de trabalho, estão sujeitas a modii cações e gosto quando vem um aluno e diz: professor, eu tive que fazer uma modii cação. É ótimo, porque signii ca que a teoria está viva, não está fossilizada, ela está sujeita aos estímulos que vêm do campo.
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A antropologia urbana e os desafios da metrópole.

A antropologia urbana e os desafios da metrópole.

O texto analisa a situação da disciplina antropologia urbana no campo das ciências sociais e sua contribuição para o estudo e a compreensão do fenômeno urbano, principalmente no caso das grandes metrópoles contemporâneas. O eixo da argumentação é o de que, para realizar essa tarefa, a antropologia urbana tem à sua disposição o método etnográfico, porém o desafio é aplicar essa abordagem sem cair na “tentação da aldeia”, isto é, a de buscar na heterogênea realidade das grandes cidades as condições da aldeia – pequenos grupos, contex- tos limitados – supostamente identificadas com o enfoque etnográfico. Vários exemplos de pesquisas recentes sobre a cidade de São Paulo, realizados no Núcleo de Antropologia Urbana (NAU) e no Departamento de Antropologia da USP são apresentados para mostrar as poten- cialidades da aplicação de conceitos, técnicas e métodos desenvolvidos na antropologia e, em particular, na antropologia urbana, para o estudo de formas de sociabilidade e práticas cultu- rais na escala da metrópole.
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De perto e de dentro: notas para uma etnografia urbanaDe perto e de dentro: notas para uma etnografia urbana.

De perto e de dentro: notas para uma etnografia urbanaDe perto e de dentro: notas para uma etnografia urbana.

11 “Creio que uma outra possibilidade para a ‘antropo- logia das sociedades complexas’ é manter o foco tra- dicional da disciplina nas instituições centrais da so- ciedade estudada e buscar, através de uma espécie de “desvio etnográfico”, um ponto de vista descen- trado. No caso da política, tratar-se-ia de encarar as representações nativas sobre os processos políticos dominantes como verdadeiras teorias políticas pro- duzidas por observadores suficientemente desloca- dos em relação ao objeto para que possam produzir visões realmente alternativas às dominantes, e de usar tais representações e teorias como guias para a análise antropológica” (2001, p. 7). Essa preocupa- ção, no campo antropológico, com o estudo das ins- tituições centrais da sociedade, começa a sedimentar reflexões mais sistemáticas, como ocorre no NUAP, Núcleo de Antropologia da Política, e também no NAU (Núcleo de Antropologia Urbana da USP); para este último caso, cf. Bevilaqua e Leirner (2000). 12 Trecho do editorial “Uma rede de solidão”, Folha de
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Bol. Mus. Para. Emílio Goeldi. Ciênc. hum.  vol.9 número2

Bol. Mus. Para. Emílio Goeldi. Ciênc. hum. vol.9 número2

Para tanto, ao longo do texto, Waldman dialoga com diversos autores, entre eles François Laplantine (1988), “Aprender antropologia”, Edward Evans-Pritchard (1978), “Os Nuer: uma descrição do modo de subsistência e das instituições de um povo nilota”, e Walter Neves (1996), “Antropologia ecológica: um olhar materialista sobre as sociedades humanas”, para argumentar e refletir sobre a relação da antropologia com o meio ambiente. Ele apresenta uma abordagem educativa interdisciplinar por meio de duas áreas, meio ambiente e antropologia, transformando-as em uma antropologia ambiental, empenhada em revelar o caráter transformador do homem em sociedade diante do ambiente natural, instigado particularmente pela dimensão da cultura, da sociedade e das suas dinâmicas.
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Cad. Pagu  número16

Cad. Pagu número16

ao impacto da obra de Talal Asad na antropologia há alguns anos, e que foi consolidado por escritores como James Clifford, Renato Rosaldo e outros. São pessoas que aplicaram as ferramentas da crítica literária aos escritos antropológicos, que recolocaram a antropologia dentro da história colonial e que viram a produção do conhecimento antropológico no contexto de um sistema mais amplo de relações políticas e culturais em que a academia negociava as necessidades e prioridades dos governos, artistas e instituições intermediárias como os museus. Estou interessado em alimentar uma crise disciplinar como essa. Penso que há todo tipo de razões para que os sociólogos deste país em particular não se sintam à vontade para confrontar a dinâmica imperial e colonial que constituiu e refinou sua disciplina, nem estejam preparados, com o mesmo entusiasmo de seus colegas dos estudos literários, para procurar os tipos de repressões, elisões e lapsos de memória que caracterizaram a configuração da modernidade sociológica. Por isso, gostaria de provocar algo assim, e esse é um projeto em andamento.
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Horiz. antropol.  vol.13 número28

Horiz. antropol. vol.13 número28

Em 1960 é criada a Universidade Federal de Santa Catarina, incorporan- do a antiga Faculdade Catarinense, então, denominada de Faculdade de Filoso- fia, Ciências e Letras. Tais alterações institucionais são acompanhadas de mudanças curriculares, cria-se a disciplina de Antropologia e Etnografia, sob a responsabilidade do professor Oswaldo Rodrigues Cabral. Em 1961, Cabral assume a direção dessa faculdade, sendo substituído pelo professor Silvio Co- elho dos Santos, ainda como assistente. É revisto o conteúdo de Antropologia Cultural que passa a abranger a unidade sobre a origem e a evolução do ho- mem, antes matérias de Antropologia Física. O conteúdo desta é ampliado para dois anos, em que se desenvolvem as unidades família e parentesco, a econo- mia, a política das sociedades tradicionais e dos povos indígenas do país.
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SECA, SOCIEDADE E PODER: DIMENSÃO REGIONAL DA CULTURA JURÍDICA DO SERTÃO.  Roberto Guilherme Leitão

SECA, SOCIEDADE E PODER: DIMENSÃO REGIONAL DA CULTURA JURÍDICA DO SERTÃO. Roberto Guilherme Leitão

6 Grupo de trabalho: SOCIOLOGIA, ANTROPOLOGIA E CULTURAS JURÍDICAS - EMENTA: O grupo de trabalho Sociologia, Antropologia e Culturas Jurídicas tem por objetivo constituir um[r]

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A construção do conhecimento em Antropologia da Educação: levantamento, análise e reflexão de artigos publicados no Brasil

A construção do conhecimento em Antropologia da Educação: levantamento, análise e reflexão de artigos publicados no Brasil

A teoria da Antropologia Educacional Histórico-Cultural nesse momento contribui para exatamente refletir sobre alguns pontos dos quais a Antropologia da Educação no Brasil passa despercebido, como por exemplo: o estudo das cinco dimensões, dos paradigmas antropológicos, o estudo do ser humano ou do Homem, a compreensão da imagem do homem ideal e os impactos dessa imagem na educação, juntamente com o conceito de Educação. Esses pontos são negligenciados, porque, primeiro a Antropologia da Educação no Brasil é uma teorização antropológica e a Educação se resume à escolarização. Esses dois pontos, o da Antropologia da Educação que é uma Antropologia Escolar e o determinismo antropológico, levantados na reflexão imprimem a marca de uma Antropologia da Educação limitada e agarrada aos princípios antropológicos, deixando de lado os elementos teóricos e problemas da área da Educação. Nesse sentido, a Antropologia Educacional Histórico-Cultural traz debates teóricos para o campo da Antropologia da Educação no Brasil no sentido de provocar uma reflexão e são fundamentais para a compreensão e interpretação da Antropologia da Educação no Brasil.
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A antropologia na filosofia de Kant

A antropologia na filosofia de Kant

Pode-se falar de antropologia, na filosofia de Kant, num duplo sentido: a antropologia é, em Kant, em 1.0 lugar, não um objeto de consideração, mas o horizonte a [r]

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A Antropologia do desenvolvimento: é possível falar de uma subdisciplina verdadeira?.

A Antropologia do desenvolvimento: é possível falar de uma subdisciplina verdadeira?.

Assim, em muitos países, o mercado de trabalho acadêmico tem encolhido consideravelmente para os antropólogos, fazendo-os pro- curar alternativas de emprego. Nesta situação muitos antropólogos abandonaram as antigas reservas contra as várias formas da antro- pologia aplicada, como o trabalho para órgãos de desenvolvimento. Nos Estados Unidos, por exemplo, foi observado que, depois de ter diminuído o número de vagas universitárias e em museus, a partir de meados dos anos 70, aumentou a disposição de muitos antropólo- gos para trabalhar para órgãos governamentais, como US-AID, an- tes considerados instrumentos do establishment e do Big Brother (Hoben, 1982). Em muitos países da América Latina, porém, a situ- ação estava bem diferente. Havia países com grandes tradições de antropologia aplicada de cunho indigenista, como o caso do Méxi- co, enquanto havia outros, em que a atuação antropológica estava emperrada pelo controle de regimes militares.
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UNIVERSIDADE FEDERAL DE SÃO CARLOS – UFSCar PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM ANTROPOLOGIA SOCIAL – PPGAS

UNIVERSIDADE FEDERAL DE SÃO CARLOS – UFSCar PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM ANTROPOLOGIA SOCIAL – PPGAS

Dissertação apresentada ao Programa de Pós- Graduação em Antropologia Social, para a obtenção do título de mestre em Antropologia. Piero de Camargo Leirner[r]

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[Resenha de:] Boulos, Guilherme. De que lado você está? Reflexões sobre a conjuntura política e urbana no Brasil. São Paulo: Boitempo, 2015. — Outubro Revista

[Resenha de:] Boulos, Guilherme. De que lado você está? Reflexões sobre a conjuntura política e urbana no Brasil. São Paulo: Boitempo, 2015. — Outubro Revista

Guilherme Boulos tem muito a dizer nessa conjuntura conturbada, não há dúvidas. Em meados de 2014, se tornou colunista semanal da Folha de São Paulo, privilégio de uns poucos intelectuais de esquerda. De que lado você está? Reflexões sobre a conjuntura política e urbana no Brasil, seu primeiro livro, é uma compilação de 42 artigos publicados entre junho de 2014 e abril de 2015, além de três inéditos. Através de seus textos curtos, próprios das colunas de jornais, pode-se percorrer a movimentada cena política do país do lulismo. Também é possível ter uma visão panorâmica das lutas que tiveram lugar no Brasil desde as já famosas Jornadas de Junho, em 2013, bem como da sucessão
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“Deixei o desenho enterrado” ou como ressuscitar o grafismo enquanto metodologia antropológica: um caso prático

“Deixei o desenho enterrado” ou como ressuscitar o grafismo enquanto metodologia antropológica: um caso prático

O desenho em processos de investigação tem permanecido, na contemporaneidade, numa aparente posição de menor relevância em contraposto a outras metodologias visuais de recolha de dados etnográficos. Este ensaio autorreflexivo – e de certo modo autobiográfico – procura entrelaçar a experiência vivida em contexto ar- tístico e académico com as potencialidades do desenho na vertente da observação antropológica. A partir de um exercício de captação gráfica de um mercado muni- cipal, procurarei discutir em torno de questões metodológicas e éticas prementes na prática antropológica, e do perigo potencial destas serem “mascaradas” através de um ensejo voyeurístico de recolha incessante de imagens. Assumidamente um ar- tigo que sumariza um processo muito pessoal entre a antropologia e a arte – pleno de erros, incertezas, desvios e correções ao longo do caminho – este texto é simul- taneamente uma tentativa de evidenciar as possibilidades múltiplas do desenho etnográfico enquanto metodologia de recolha de dados e de observação do mundo.
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A “Antropologia da civilização” de Darcy Ribeiro e as relações da história e antropologia.

A “Antropologia da civilização” de Darcy Ribeiro e as relações da história e antropologia.

Antropologia da Civilização”, não está presente somente uma abordagem latino- americana, mas destaca-se também sua contribuição para o pensamento social brasileiro, bem como para a reflexão do processo de “assimilação” dos indígenas pela sociedade moderna, temas e conceitos bastante problemáticos para a antropologia contemporânea, tendo em vista que, de caráter geral, as proposições etnológicas de Darcy Ribeiro, no que se refere a tais processos, passaram a compor parte de uma história das teorias de assimilação e não uma teoria universal da assimilação, melhor dizendo, seus estudos são tratados mais como “dados etnográficos” do que uma teoria que corresponda ao processo mesmo. É também relevante deixar claro que o principal objetivo de Darcy era combater a perspectiva eurocêntrica das explicações que faziam uso de uma abordagem diacrônica, focando os processos evolutivos.
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A antropologia numa era de confusão.

A antropologia numa era de confusão.

Mas as futuras contribuições da antropologia podem ser mais importantes do que simplesmen- te insistir em que nosso conhecimento local der- rube as generalizações de Huntington ou de qual- quer outro teórico. A pesquisa antropológica é es- pecialmente adequada para o que chamei de era da confusão. Os antropólogos já fazem pesquisas sobre as redes que são tão características dos nos- sos tempos. E, o que é ainda mais importante, os antropólogos estão qualificados e em boa posição para ampliar suas técnicas de pesquisa, que con- sistem em se concentrar no particular para ilumi- nar o geral. O foco antropológico no particular é coisa sabida e, às vezes motivo de piada. Fomos muitas vezes criticados por sermos localistas ao mais alto grau, que só raramente e com dificulda- de somos capazes de enxergar o quadro geral. Mas esse é um equívoco ultrapassado. Há muito tempo os antropólogos começaram a fazer suas análises no âmbito do Estado e à procura de en- tender os sistemas internacionais.
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Antropologia: para que serve?

Antropologia: para que serve?

discussão sobre antropologia x etnografia, alegando ser mais um ponto que impede que os antropólogos sejam ouvidos, defendendo que, ao dissociar os objetivos da antropologia dos da etnografia, outros caminhos de diálogos apareceriam, exemplificando, ao falar das artes, teatro, música, dança, arquitetura, história e outras ciências. Esta preocupação do autor é também demonstrada no artigo “Anthropology is not Ethnography” (Ingold 2011), onde defende que a antropologia é um estudo com pessoas, e não de pessoas, já que convencionalmente associamos a etnografia ao trabalho de campo e à coleta de dados, e a antropologia com a teoria e a análise dos dados.
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Por uma antropologia da mobilidade

Por uma antropologia da mobilidade

Por uma Antropologia da mobilidade, por i m, inscreve-se em um conjunto de obras recentes que atentam para as singularidades dos processos cons- titutivos de novas coni gurações sociais. O convi- te à atuação política propõe questões ao estatuto do cientista social na contemporaneidade, assim como a provocação de pensar a mobilidade não somente em termos de espaço, mas também em termos de tempo, é signii cativa de um necessário movimento de auto- rel exão da área, talvez um daqueles momentos, já si- nalizados pelo próprio Augé, onde fronteiras e limites da ciência são repensados.
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Antropologia e alimentação.

Antropologia e alimentação.

Cabe ainda ao trabalho antropológico nesta área, entre outros temas, contribuir à elucidação do impacto das políticas governamentais alimen- tares dirigidas a certos grupos da população [r]

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Negros misturados: um estudo de caso sobre identidades negras em Mossoró-RN

Negros misturados: um estudo de caso sobre identidades negras em Mossoró-RN

Dissertação apresentada ao Programa de Pós- Graduação em Antropologia Social da UFRN como requisito parcial à obtenção do título de Mestre em Antropologia Social.. Francisca de Souza M[r]

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Do ponto de vista do sujeito da pesquisa: evento e cultura material em um comitê de ética em pesquisa

Do ponto de vista do sujeito da pesquisa: evento e cultura material em um comitê de ética em pesquisa

Essa mudança pode ser observada em duas circunstâncias distintas na história da disciplina. Em um primeiro momento, no caso inglês, a fundação do Association of Social Anthropology, em 1946, teve o intuito de separar a antropologia ‘pura’ e científica de uma aplicada e de ‘serviço’, e obter dessa forma a exclusão de não acadêmicos, como funcionários coloniais e missionários, que eram membros do Royal Anthropological Institute. A separação da antiga academia ligada ao colonialismo e a criação de uma associação científica de profissionais foi o mecanismo encontrado para a consagração da nova imagem científica e acadêmica da antropologia. E algumas décadas mais tarde, entre 1960 e 1970, têm-se um segundo momento a ser considerado com a ascensão tardia dos códigos de ética da antropologia nos Estados Unidos (PELS, 1999; 2000). Esses códigos incluem observações que atentam para um novo tipo de profissionalização do antropólogo que não se limita mais ao acadêmico e nem ao funcionário colonial ou missionário, mas em um novo tipo de profissional liberal formado em antropologia decorrente de um mercado acadêmico limitado, tanto no exterior (PELS, 1999) como no Brasil (OLIVEIRA, 2007). A proliferação de profissionais formados na disciplina resultou em antropólogos que não atuam mais em meios acadêmicos, e é para a atuação exclusiva fora da academia 58 que os novos códigos de ética proliferam.
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