Nutrição de Pequenos Ruminantes

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Avanços e perspectivas futuras da pesquisa em nutrição de pequenos ruminantes.

Avanços e perspectivas futuras da pesquisa em nutrição de pequenos ruminantes.

bioativo ainda não seja identificado (ROCHFORT et al., 2008), a ativida- de biológica dos taninos apresenta resultados importantes, em alguns casos convincentes, em diversos estudos. Na maioria destes, prevale- ce o uso de espécies leguminosas ricas em taninos condensados, e o principal efeito relatado tem sido a redução da excreção fecal de ovos (HOSTE et al., 2006). Contudo, em alguns casos, a comparação de espécies vegetais para redução da carga parasitária dos animais torna difícil identificar se o avanço da resposta fisiológica dos animais é decorrente da melhoria das condições nutricionais dos animais ou de algum composto específico presente na dieta. Assim, duas hipóteses foram formuladas para explicar o efeito dos taninos contra parasitas gastrintestinais em ruminantes. A primeira delas indica que os taninos atuam indiretamente, uma vez que, por possuírem a capacidade de ligar-se às proteínas dietéticas protegendo-as da degradação no rúmen, poderiam aumentar o fluxo de proteína indegradável para o duodeno, favorecendo a resiliência e a resistência dos animais como discutido anteriormente. Já a segunda hipótese, baseada em experimentos in
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Aplicação do protocolo AWIN em explorações familiares de pequenos ruminantes

Aplicação do protocolo AWIN em explorações familiares de pequenos ruminantes

À semelhança de outras regiões mediterrânicas, muitos destes sistemas familiares fazem uso extensivo de pastos não fertilizados e de zonas marginais (Matos, 2000) sem qualquer suplementação, que conforme a sazonalidade afecta a quantidade e qualidade do pasto disponível e pode limitar o nível de nutrição disponível para o gado (Nardone & Zervas, 2004). Na bacia mediterrânica, as altas temperaturas e baixa pluviosidade limitam o crescimento e acesso a pastos no verão, e nas zonas montanhosas a partir do outono, e as pastagens em si têm níveis de produção baixos ou mesmo nulos, como no inverno e pico de verão (Freixial & Barros, 2012) pelo que os animais têm de ser removidos para zonas mais baixas aonde se cultivam cereais de inverno (Nardone & Zervas, 2004). Regra geral há dificuldade em manter acesso a um fornecimento regular de alimento, tornando-o um dos maiores problemas dos sistemas extensivos e semi-extensivos (Nardone & Zervas, 2004; Sevi et al., 2009). Como constatado por Matos (2000) noutros estudos, a suplementação de alimento observada é baseada em concentrados comerciais, milho, feno e palhas (gráfico 9). A silagem de milho em particular, devido às características morfológicas, físicas e químicas da planta, é uma suplementação ideal para sistemas de extensivo de ruminantes (Freixial & Barros, 2012).
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Guia sanitário para criadores de pequenos ruminantes

Guia sanitário para criadores de pequenos ruminantes

A toxémia de gestação é uma doença da produção que ocorre nas fême- as grávidas nas últimas 4 semanas de gestação e é mais prevalente nas fê- meas com gestações múltiplas embora possa ocorrer também em fêmeas grávidas apenas de um feto. Esta doença é consequência de um balanço alimentar (ou energético) negativo, ou seja as necessidades decorrentes do crescimento dos fetos não são acompanhadas por um nível adequado de ingestão de alimento. Na minha experiência esta doença ocorre mais em ovelhas magras que não estão a ser alimentadas correctamente. Em capri- nos explorados em regime intensivo este problema é mais comum em ca- bras muito gordas. O sinal clinico mais precoce é o isolamento do animal e o facto de não vir comer. Estes animais mostram-se deprimidos, com as orelhas caídas, podem apresentar sinais nervosos como tremores e acabam por não se conseguirem levantar. As cabras podem-se apresentar com as patas inchadas. Há pessoas que conseguem detectar nestes animais um cheiro a acetona no ar expirado. Geralmente o tratamento não é muito efi- caz quando os sinais clínicos aparecem. A taxa de mortalidade é alta. Na minha experiência aconselho fazer uma cesariana a fim de salvar as crias ou em casos menos graves provocar o parto. A estratégia terapêutica a seguir deve ser discutida com o veterinário pois geralmente esta doença ocorre em mais que um animal do rebanho. A prevenção da toxémia de gestação é muito mais eficaz que a terapêutica e deve-se basear na implementação de um plano de nutrição adequado que faça com que estes animais não entrem em balanço energético negativo.
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Alternativas para o controle de nematoides gastrintestinais de pequenos ruminantes.

Alternativas para o controle de nematoides gastrintestinais de pequenos ruminantes.

A criação de ovinos e caprinos depende de um manejo eficiente, devido, principalmente, ao prejuízo causado por parasitos em animais susceptíveis. Vários fatores colaboram para que os animais tolerem as infecções parasitárias, como: genética, nutrição, estado fisiológico e idade. O grave problema causado pela resistência anti-helmíntica promoveu a difusão de técnicas alterna- tivas de controle parasitário. Dentre essas novas estratégias incluem-se a adoção do tratamento parcial seletivo com o método FAMACHA, fitoterapia, controle biológico com o uso de fungos nematófagos e estratégias que ainda necessitam de mais dados como a homeopatia, a diluição da resistência com a introdução de parasitos sensíveis e a combinação de produtos químicos sem efeito antiparasitário. O objetivo central destes métodos é reduzir o uso de antiparasitários, retardando o desenvolvimento da resistência, e promover melhor utilização de produtos ainda eficazes na propriedade e de novos produtos que venham a ser lançados. Este artigo abordará as técnicas descritas acima para o controle de nematoides de pequenos ruminantes e é direcionado aos técnicos interessados em ampliar seu conhecimento sobre os mecanismos de resistência dos parasitos aos anti-helmínticos e de alternativas ao uso desses produtos.
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Parasitoses de pequenos ruminantes na região da Cova da Beira

Parasitoses de pequenos ruminantes na região da Cova da Beira

Normalmente, observa-se uma redução de 50% na ingestão voluntária de alimento, afectando severamente o equilíbrio proteico e energético do hospedeiro, ao reduzir a disponibilidade de nutrientes totais para processos anabólicos (Sykes and Greer, 2003). Foi sugerido que, a anorexia pode resultar da dor e desconforto associado à infecção, ou de mecanismos hormonais de feedback devido à alteração da função gastrointestinal. Trabalhos recentes indicam que a cascata das citoquinas associada à resposta imunitária, poderá também causar anorexia (Torres-Acosta, Aguilar-Caballero, Knox, 2006). O grau de anorexia pode ser afectado pela espécie de parasita e a sua localização, pela raça, idade e estado de resistência do hospedeiro, e parece ser maior durante a fase de aquisição da imunidade (Sykes e Greer, 2003). Nalgumas circunstâncias, uma dieta melhorada poderá diminuir o impacto negativo da infecção uma vez que, a disponibilidade de proteína consegue reduzir o grau de anorexia, como demonstrado em ovelhas com H. contortus e com T. colubriformis (Torres-Acosta et al., 2006). Uma boa nutrição proteica constitui um ponto importante, uma vez que, é essencial para a função imunitária e porque os parasitas extraem proteína do seu hospedeiro. Se a dieta contiver proteína suficiente para o hospedeiro e para os parasitas, o animal lida bem com a infecção mesmo com elevadas cargas parasitárias. Óleos vegetais, ervas verdes e legumes com níveis elevados de taninos condensados, podem ser bastante úteis (Snyder, 2007).
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Inovações e desafios na avaliação de alimentos na nutrição de ruminantes.

Inovações e desafios na avaliação de alimentos na nutrição de ruminantes.

Diante da perspectiva de utilização de vários tecidos, para realização de procedimentos in situ de estimação das concentrações de resíduos indigestíveis, gera-se demanda premente para avaliação desses materiais quanto a aspectos primários de interferência na exatidão e precisão dos resultados, e a secundários, que envolvem custos e praticidade operacional. Casali et al. (2009) analisaram a integridade física pós-incubação e pós-extração com detergente e avaliaram as perdas de partículas e as estimativas dos teores de FDNi de alguns alimentos para ruminantes obtidas em procedimento in situ, por meio de sacos confeccionados com os tecidos náilon (50 m), F57 (Ankom®) e tecido não tecido (TNT – 100g/m²). Em suma, os autores verificaram que a utilização do tecido F57 (Ankom®) é recomendada para obtenção dos teores de fibra em detergente neutro indigestível pela técnica in situ em função da exatidão das estimativas obtidas. O tecido não tecido (100g/m²) pode constituir alternativa de menor custo ao F57, em estudos para quantificação de compostos fibrosos indigestíveis em alimentos, uma vez que apresentam, em geral, estimativas com níveis similares de exatidão e precisão. Contudo, em virtude de pequenas divergências observadas no estudo, os autores sugeriram novas avaliações do tecido
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Casos clínicos de paratuberculose em pequenos ruminantes no Distrito de Bragança

Casos clínicos de paratuberculose em pequenos ruminantes no Distrito de Bragança

Uma vez que o parto constitui uma fase muito importante, é durante este período que antecede, durante e depois que devem ser tomadas várias medidas. A exclusão de fêmeas que apresentem uma condição corporal baixa reduz bastante o risco de uma infeção fetal (Lambeth et al., 2004) assim como, reduz a possibilidade de nascerem animais fracos e pequenos que podem ser mais suscetíveis à infeção (Robbe-Austerman, 2011). O parto quando no exterior diminui a transmissão de Map associado aos partos no interior, devido ao maior espaço no exterior, menor contacto com outros animais adultos e menor densidade de contaminação fecal (Radia et al., 2013). A limpeza do úbere e membros posteriores mesmo antes do parto é considerada pouco eficaz. Aliás, esta prática está mesmo relacionada com a infeção por Map, talvez porque seja uma prática bastante usada em explorações com condições de higiene mais deficientes. Existem evidências que sugerem que esta prática possa até aumentar a transmissão de Map, pois ao humedecer a matéria fecal seca nesta área, aumenta a contaminação dos tetos (Radia et al., 2013). Após o parto, deve-se impedir que os recém-nascidos ingiram o colostro diretamente da mãe, tapando os tetos ou separando-os das mães. É essencial que eles estejam estabulados num local limpo, separados dos adultos. É muito importante que o colostro seja fornecido, mas deve ser submetido a tratamento, a combinação de tempo e temperatura deve ser discutida uma vez que pode ser insuficiente. O tratamento do leite é também recomendado (Robbe-Austerman, 2011).
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Caracterização das explorações de pequenos ruminantes da região da Beira Serra

Caracterização das explorações de pequenos ruminantes da região da Beira Serra

O red-oc é um registo assegurado pelo produtor/detentor dos pequenos ruminantes. Neste livro, regista-se a entrada e saída dos animais, a identificação da exploração bem como os animais com o novo sistema de identificação eletrónica. De forma complementar está também disponível uma folha para registo dos medicamentos utilizados. Uma grande parte dos produtores (67%) afirma não possuir Red-oc e nem saber o seu significado. Apenas um grupo restrito (33%) possui e sabe para que serve. Estes valores poderão ser justificados visto que este modelo de registo foi apenas obrigatório muito recentemente (1 de Abril de 2010). O concelho mais informado em relação ao red-oc é Tábua com 45% dos produtores já a utilizarem este registo. Contrapondo, o concelho de Góis, que é o menos informado com 78% dos produtores a não realizarem qualquer tipo de registo. Este concelho por sua vez, é o que fica mais longe da ANCOSE.
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Aspetos gerais mais relevantes da necrópsia de pequenos ruminantes

Aspetos gerais mais relevantes da necrópsia de pequenos ruminantes

Durante a observação o exterior do cadáver deve ter-se em atenção o estado de autólise do mesmo. Será muito importante tentar perceber junto do proprietário/tratador sobre a data da última observação do animal vivo. Saber qual foi a última vez que se viu o animal vivo é mais útil do que questionar quando foi encontrado morto. O timpanismo muito exuberante (Figura 6), coloração esverdeada da pele, prolapso retal, presença de gás subcutâneo, que se sente por crepitação aquando da manipulação cadáver e odores pútridos são todos sinais indicativos de putrefação ou decomposição do cadáver, que poderão prejudicar a observação de lesões. Muitas vezes, cadáveres que estiveram durante algum tempo no campo, podem apresentar sinais de necrofagia (Figura 7) por predadores (cães selvagens, raposas, aves necrófagas, etc…). Estas alterações, encontram-se primordialmente nos globos oculares e orifícios anal e vulvar. A presença de larvas de moscas e de outros pequenos insetos são também sinais inequívocos de autólise avançada. Nas clostridiosses, a autólise do cadáver é muito rápida, mesmo com tempertauras ambientes baixas. Nestes casos, frequentemente, menos de 2 a 3 horas após a morte já é visível timpanismo muito exuberante.
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Estudo da leptospirose em pequenos ruminantes no bioma caatinga.

Estudo da leptospirose em pequenos ruminantes no bioma caatinga.

A leptospirose é uma enfermidade de caráter zoonótico, que apresenta ampla distribuição mundial, sendo apontada como uma das enfermidades mais frequentes que provocam distúrbios reprodutivos nos pequenos ruminantes. O objetivo do trabalho foi determinar a frequência de caprinos fêmeas e ovinos machos soropositivos para pesquisa de anticorpos anti-Leptospira spp., bem como identificar os sorogupos predominantes no Semiárido paraibano, detectar DNA de Leptospira spp. e isolamento bacteriológico de Leptospira sp., no trato urinário de caprinos fêmeas e ovinos machos abatidos no matadouro público de Patos, PB. Descreve-se 34 fêmeas adultas da espécie caprina no capítulo I e 24 machos adultos da espécie ovina no capítulo II. Coletou-se amostras de tecido renal e bexiga na linha de abate para posterior detecção molecular por meio da reação em cadeia da polimerase (PCR) e isolamento bacteriológico. As amostras com melhores reações foram amplificadas e submetidas ao sequenciamento genético. O sangue coletado foi destinado à investigação sorológica por meio do teste de aglutinação microscópica (SAM), utilizando-se 24 sorovares como antígenos e ponto de corte 1:100. No capítulo I a frequência de sororeativos encontrada foi de 17,6 %, com títulos variando entre 100 a 200. Os sorovares Autumnalis, Icterohaemorrhagiae, Tarassovi foram os mais frequentes nesse estudo com 33,3% cada. Na PCR foi encontrado DNA leptospírico em 17,6% das amostras de tecido renal e 5,8% de bexiga. Foi possível realizar o sequenciamento em uma amostra de tecido renal com 99% de similaridade à L. interrogans e isolamento em duas amostras de tecido renal (5,8%) e uma de bexiga (2,9%). No Capítulo II não foi encontrado animal sororeativo. Na PCR foi encontrado DNA leptospírico em 16,0% das amostras de tecido renal e 41,6% de bexiga. Foi possível realizar o sequenciamento em três amostras de tecido renal com 99% de similaridade à L. interrogans e isolamento em duas amostras de tecido renal (8,3%) e duas de bexiga (8,3%). Conclui-se que o trato urinário é um importante local de colonização de leptospiras em pequenos ruminantes criados no semiárido nordestino. Os resultados moleculares demonstram a grande quantidade de animais assintomáticos portadores de leptospiras, enfatizando a necessidade de associar a MAT e PCR para um seguro diagnóstico da leptospirose em caprinos e ovinos.
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Mamites em pequenos ruminantes. Secagem e recuperação de ovelhas

Mamites em pequenos ruminantes. Secagem e recuperação de ovelhas

In lluence de la p re sence de cellu le s somaliques dans I e lail sur la qualile des produits laillers.. Prime ros Resultados.[r]

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Compostagem de resíduos da produção e abate de pequenos ruminantes.

Compostagem de resíduos da produção e abate de pequenos ruminantes.

Da criação de pequenos ruminantes tem-se as carcaças de animais mor- tos, restos do parto (placenta, líquidos), natimortos, estrume e urina. O resíduo vegetal é a palha do feijão, arroz, milho, carnaúba, girassol, soja, milheto, bagaço de cana, silagem mofada, sobras de capim triturado ou mesmo a cama de aviários que contém maravalha grossa.

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O papel dos pequenos ruminantes na mudança climática global

O papel dos pequenos ruminantes na mudança climática global

devido a ações antrópicas, é uma das principais preocupações da sociedade devido aos efeitos que pode causar na sobrevivência de seres humanos, plantas e animais. Diversas consequências climáticas têm sido relatadas, como o aquecimento dos oceanos e a alteração da biodiversidade em várias regiões do planeta. Um dos gases de efeito estufa responsáveis pelo aquecimento global, que causa muita preocupação, é o gás metano proveniente da digestão de alimentos por ruminantes. Além disso, as emissões de gases de efeito estufa são representadas também pela gestão de resíduos, pelo cultivo de arroz, pela queima de resíduos da agricultura e pelo manejo do solo para produção agrícola. Entre os ruminantes, os ovinos e os caprinos desempenham um importante papel econômico, especialmente na Oceania, Ásia e África. Mais de 50% dos pequenos ruminantes do mundo estão localizados em regiões áridas, indicando sua adaptabilidade e possível adequação futura ao aumento das temperaturas. O objetivo desta revisão é relatar o conhecimento atual sobre a emissão de metano produzida por pequenos ruminantes, abordando as diferentes interfaces deste tema e considerando possíveis estratégias de mitigação.
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Oestrose: uma parasitose emergente em pequenos ruminantes no Nordeste do Brasil

Oestrose: uma parasitose emergente em pequenos ruminantes no Nordeste do Brasil

A obtenção da mosca de O. ovis foi realizada em tem- peratura ambiental laboratorial permitindo o desenvolvi- mento de estágios de vida livre da mosca, diferente do des- crito por Cansi et al. (2011), que obteve a pupa e o imago em condições controladas de temperatura e umidade, em 20-23 dias. Hall & Wall (1995) relataram que o desenvol- vimento de L3 para pupa, dependerá apenas de condições climáticas e da estação do ano, confirmando a adaptabilida- de e o desenvolvimento em condições ambientais específi- cas. Desta forma, a capacidade de se adaptar a diferentes ambientes e a persistência natural da infestação promovem as dificuldades para o seu controle (Alcaide et al. 2003). O aumento do número de casos e a adaptação da espécie no Recôncavo e Sertão baiano tem relação direta com a evolu- ção da pecuária e do melhoramento genético de pequenos ruminantes na região Nordeste, principalmente na Bahia com a introdução de ovinos vindos de outras regiões do Brasil. Além disso, é importante ressaltar que o estado da Bahia é o maior produtor de caprinos e segundo de ovinos do Brasil, e que a partir desta situação há também uma maior comercialização de animais para outros estados do
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Fatores de risco da (re-)incidência de brucelose em pequenos ruminantes

Fatores de risco da (re-)incidência de brucelose em pequenos ruminantes

A brucelose dos pequenos ruminantes é uma zoonose com impacto em Portugal, traduzindo- -se em perdas económicas significativas, tanto para os produtores como para o país. A região de Trás-os-Montes e particularmente o concelho de Vinhais continuam com valores de prevalência e incidência da doença superiores à média nacional. Este trabalho teve como objetivo determinar quais os principais fatores de risco responsáveis pela elevada prevalência e incidência da doença na região entre o período de 2014 e 2017. Foi realizado um inquérito epidemiológico a 44 explorações, 25 das quais identificadas como reincidentes e/ou de maior seroprevalência e as restantes 19 sem historial de brucelose pelo menos desde de 2006 (grupo controlo). De acordo com a análise logística multivariada (P < 0.001), a não reposição dos efetivos com animais vacinados com a vacina Rev 1 (odds ratio = 18.47; P = 0.002), a ocorrência de mais de 50% dos partos em pastos ou caminhos (odds ratio = 24.17; P = 0.001) e a ausência de explorações vizinhas indemnes de brucelose (odds ratio = 7.79; P = 0.01) foram determinantes para a perpetuação da doença no período em estudo. Conclui-se que a vacinação dos jovens animais e o controlo dos partos, e dos anexos placentários, em zonas comuns ou abertas são práticas a considerar prioritárias para a erradicação da brucelose nesta unidade epidemiológica.
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Leptospirose em pequenos ruminantes: situação epidemiológica atual no Brasil.

Leptospirose em pequenos ruminantes: situação epidemiológica atual no Brasil.

As bacterinas antileptospirose estão disponibilizadas no comércio com indicação para bovídeos, suínos e cães. Contudo, ainda é muito limitada a informação disponível sobre o seu emprego nos pequenos ruminantes. Nas espécies animais em que se tem maior experiência com o emprego da imunoprofilaxia, tem sido observado que, de acordo com as características da vacina (concentração antigênica, estirpe de leptospira utilizada na produção, tipo de adju- vante e condições empregadas na inativação), a bacterina pode proteger os animais vacinados contra a doença, mas não contra a infecção. Animais vacinados, se infectados, poderão se tornar portadores de leptospiras, eliminando o agente pela urina, sêmen ou corrimentos vaginais (Bey; Johnson, 1983).
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Contributo para o estudo das instalações e equipamentos das explorações de pequenos ruminantes

Contributo para o estudo das instalações e equipamentos das explorações de pequenos ruminantes

Uma localização próxima da aldeia é, geralmente, mais favorável para o criador de pequenos ruminantes, pela facilidade de acessos e pela proximidade de redes e serviços. Menos de metade das explorações estudadas tem acesso à rede eléctrica e à rede pública de abastecimento de água (Quadro 2). Isso obriga o criador a recorrer a outros meios para garantir a energia e o abeberamento dos animais.

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Plantas taniníferas e o controle de nematóides gastrintestinais de pequenos ruminantes.

Plantas taniníferas e o controle de nematóides gastrintestinais de pequenos ruminantes.

testes in vitro são baixo custo, rapidez dos resultados permitindo a triagem de uma grande quantidade de plantas e possibilidade de avaliar substâncias isoladas sem interferência de outros compostos (GITHIORI et al., 2006). Normalmente, esses ensaios são realizados com nematóides que parasitam ruminantes, porque resultados obtidos com nematóides de vida livre, como Caenorhabditis elegans, nem sempre podem ser extrapolados para nematóides parasitos, devido a diferenças biológicas entre as espécies (GEARY & THOMPSON, 2001). Entretanto, estes testes avaliam o efeito do TC sobre os nematóides sem a interferência da fisiologia animal. Na tabela 1, estão sumarizados resultados de experimentos in vitro para avaliação da atividade anti-helmíntica de extratos de plantas ricas em TC.
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Gestão zootécnica e genética informatizadas em pequenos ruminantes: uma revisão

Gestão zootécnica e genética informatizadas em pequenos ruminantes: uma revisão

A criação de pequenos ruminantes é vista como uma fonte sustentável com excelentes possibilidades de rentabilidade econômica, o que a torna de suma importância para as regiões áridas e semiáridas. Entretanto, é de grande importância o desenvolvimento de novas tecnologias que sejam acessíveis e que facilitem a tomada de decisão por parte dos produtores, uma vez que os índices de produtividade não têm crescido satisfatoriamente, e em segunda instância a criação de novos produtos e de tecnologias privilegiam a qualidade do controle zootécnico e genético desses animais (Teixeira et al., 2013).
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Urolitíase obstrutiva em pequenos ruminantes: um estudo retrospetivo

Urolitíase obstrutiva em pequenos ruminantes: um estudo retrospetivo

tratamento no pós-operatório, sobretudo nos locais onde é comum encontrar urólitos radiopacos. O conhecimento do número, tamanho e localização dos urólitos obstrutivos, ajuda a prever o risco de complicações no período imediatamente após a cirurgia e a necessidade de procedimentos cirúrgicos adicionais para restabelecer o normal funcionamento da uretra (Figura 7). Os cálculos de carbonato de cálcio, oxalato de cálcio e sílica são facilmente visíveis na radiografia simples do abdómen e região pélvica, no entanto, os cálculos de estruvite não são visíveis (Kinsley et al., 2013). O exame radiográfico está limitado a animais de pequenas dimensões, podendo ser efetuado em pequenos ruminantes e bovinos jovens (Belknap e Pugh, 2002). As radiografias do trato urinário são realizadas mais facilmente com o animal posicionado em decúbito lateral e com os membros posteriores puxados caudalmente. É importante a inclusão de todo o trajeto da uretra na radiografia contribuindo para uma melhor localização dos cálculos (Byers, 2014).
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