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Estrutura de capital, dividendos e juros sobre o capital próprio: testes no Brasil.

Estrutura de capital, dividendos e juros sobre o capital próprio: testes no Brasil.

A segunda limitação diz respeito ao trata- mento dado à questão da endogeneidade. Se- paradamente, são estudados os determinantes do nível distribuição de lucros (dividendos e juros sobre o capital próprio) e do nível de endividamento. No primeiro caso, assume-se que o endividamento seja uma variável exó- gena e que inl uencie o nível de distribuição de lucros. Já no segundo caso, assume-se o contrário, ou seja, que a distribuição de lucros seja exógena e que explique o endividamento. Essas relações unidirecionais, entretanto, não são necessariamente as únicas possíveis. Tan- to o endividamento como a distribuição de lucros também podem possuir uma caracte- rística endógena. Pela teoria do pecking order, por exemplo, as empresas que persistente- mente façam grandes investimentos tende- riam a apresentar alto endividamento. Entre- tanto, o alto nível de endividamento poderia ser amenizado com a redução do pagamento de dividendos (FAMA; FRENCH, 2002). Por esse ponto de vista, os dividendos inl uencia- riam o nível de endividamento. Num contex- to diferente, em que a empresa tenha poucas oportunidades de investimento, a mesma po- deria aumentar o pagamento de dividendos, aumentando proporcionalmente o nível de dívidas, para mitigar potenciais problemas de agência, como sugerido por Jensen (1986). Nesse contexto, o baixo nível de endivida- mento (isto é, o alto nível de capital próprio) é que inl uenciaria a decisão de se pagar mais dividendos.
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Dividendos e juros sobre o capital próprio no setor petrolífero brasileiro

Dividendos e juros sobre o capital próprio no setor petrolífero brasileiro

Analisando os períodos de apuração posteriores a 1997, Higuchi e Higuchi (1997, p. 47-8) apud Soares Jr. (2001, p. 62- 63) destaca a importância da revogação do § 10 do art. 9º da Lei nº 9.249/95. Esta alteração propiciou a dedução dos juros so- bre o capital próprio, tanto na determinação do lucro real quan- to da base de cálculo da CSLL. Tendo isto em vista, as pessoas jurídicas não sujeitas ao adicional de 10% passaram a ter vanta- gem fiscal de 8% na CSLL, ao passo que empresas que se sujei- tavam ao adicional teriam 18% da referida vantagem, sendo 8% da CSLL e 10% do adicional do IRPJ. As instituições financeiras poderiam auferir uma vantagem ainda maior, por estarem su- jeitas a uma alíquota mais elevada de CSLL.
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JUROS SOBRE O CAPITAL PRÓPRIO: ASPECTOS SOCIETÁRIOS E TRIBUTÁRIOS

JUROS SOBRE O CAPITAL PRÓPRIO: ASPECTOS SOCIETÁRIOS E TRIBUTÁRIOS

A introdução da disciplina dos juros sobre o capital próprio no ordenamento jurídico brasileiro em 1995, com a edição da Lei 9.249/95, suscitou muitos questionamentos para os operadores do direito. De um lado, esse dispositivo legal permitiu a contabilização dos valores pagos sob esse título como despesa da pessoa jurídica pagadora para fins de dedução da base de cálculo do IRPJ/CSLL. De outro, condicionou o pagamento dos juros a limites, como a existência de lucros no período ou na conta de lucros acumulados, o que não se coaduna com o regime jurídico dos juros previstos no Código Civil. Em adendo, estabeleceu como base de cálculo para pagamento dos juros sobre capital próprio a conta do patrimônio líquido, excluída a conta de reserva de reavaliação de bens e direitos da pessoa jurídica, e como alíquota a variação da TJLP do período, o que é no mínimo uma forma sui generis de se calcular uma taxa de juros. A Receita Federal do Brasil, visando regulamentar a referida lei definiu instruções normativas que determinavam a classificação dos juros sobre capital próprio como despesas para quem paga e como receitas para quem recebe. A CVM, por seu turno, também baixou regulamentação sobre a matéria, determinando que os juros sobre o capital próprio sejam classificados na conta de lucros acumulados da pessoa jurídica pagadora e também da pessoa jurídica recebedora. Essa última poderá ser considerada apenas quando pelo método da equivalência patrimonial e desde que os juros sobre o capital próprio ainda estejam integrando o patrimônio líquido da investida. A possibilidade de imputação dos juros sobre capital próprio aos dividendos obrigatórios trouxe mais dúvidas sobre a real natureza jurídica desses juros, dando espaço para muitos questionamentos sobre qual regulamentação aplicar, se a da CVM ou a da Receita Federal. A pouca clareza da Lei corrobora os questionamentos sobre a incidência do PIS/COFINS sobre o recebimento dos juros sobre capital próprio. Diante desse cenário, o presente trabalho busca enfrentar os principais aspectos polêmicos da legislação que regula o instituto, demonstrando posições doutrinárias e jurisprudenciais sobre a matéria e concluindo, com a posição deste autor, sobre a natureza jurídica dos juros sobre o capital próprio.
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A estrutura de capital, os dividendos e os juros sobre o capital próprio: evidências empíricas no caso brasileiro de 1995 a 2004

A estrutura de capital, os dividendos e os juros sobre o capital próprio: evidências empíricas no caso brasileiro de 1995 a 2004

A estrutura de capital e os dividendos são dois dos temas mais estudados em finanças corporativas. Porém, a análise conjunta desses dois temas foi realizada de forma pioneira apenas em 2002 por Fama e French que testaram as previsões das teorias de tradeoff estática e pecking order para aquelas variáveis, simultaneamente, num trabalho que cobre o período de 1965 a 1999. A análise conjunta significa reconhecer que o dividendo afeta a estrutura de capital e vice-versa, o que gera um problema de endogeneidade. Para Cochrane (2005) um dos problemas estatísticos mais recorrentes na maioria dos trabalhos em finanças é a não correção da correlação dos resíduos existentes na maioria das regressões lineares cross section ou de dados em painel. A metodologia proposta por Fama e MacBeth (1973) é uma das alternativas para corrigir esse problema estatístico e foi utilizada por Fama e French (2002). No Brasil, desde 1996, além dos dividendos, a legislação permite que se remunere os acionistas com os juros sobre o capital próprio. Esses juros têm as vantagens de serem dedutíveis do imposto de renda da empresa, não serem obrigatórios como os dividendos, além de ter tributação na fonte menor que a maioria dos demais rendimentos dos investidores. O objetivo desta dissertação é realizar uma análise conjunta da estrutura de capital, dividendos e juros sobre o capital próprio das empresas brasileiras para o período de 1995 a 2004, comparando os seus resultados com as previsões estabelecidas pelas teorias de tradeoff estática e pecking order, seguindo o modelo proposto por Fama e French (2002). Para testar as evidências empíricas são formuladas quatro hipóteses tendo como variáveis dependentes os dividendos, os juros sobre o capital próprio e a alavancagem. Em linhas gerais, os resultados confirmam boa parte das previsões das teorias, embora a distribuição de lucros no Brasil ainda seja muito baixa, comparada com a americana. A lucratividade demonstrou ser a variável explicativa de maior peso e influência tanto para a distribuição de lucros como para a alavancagem.
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Política de dividendos e juros sobre o capital próprio: um modelo com informação assimétrica

Política de dividendos e juros sobre o capital próprio: um modelo com informação assimétrica

Apresentaremos como funciona a legislação sobre a distribuição de dividendos no Brasil. Veremos como o pagamento de cash aos acionistas na forma de Juros Sobre o Capital Próprio (JSCP), que é uma forma alternativa de distribuição de ganhos criada no Brasil em 1995, pode ser superior do que o pagamento de dividendos usuais. Finalmente, desenharemos um teste estatístico que procure incorporar a situação institucional existente aqui no Brasil, e que seja consistente com os resultados esperados do modelo teórico de ABW. Para fazer isso, Construiremos uma “simulação ideal” utilizando dados gerados artificialmente. Mostraremos que o teste estatístico que propomos pode ser utilizado para verificar se a realidade é consistente com um modelo de separating equilibrium.
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DISTRIBUIÇÃO DE DIVIDENDOS E DE JUROS SOBRE O CAPITAL PRÓPRIO VERSUS RETORNO DAS AÇÕES

DISTRIBUIÇÃO DE DIVIDENDOS E DE JUROS SOBRE O CAPITAL PRÓPRIO VERSUS RETORNO DAS AÇÕES

Este estudo tem como objetivo investigar a relação entre a distribuição de dividendos e de juros sobre o capital pró- prio com o retorno das ações. Tem-se, como referencial teórico deste estudo, a Teoria da Irrelevância dos Dividendos de Miller & Modigliani (M&M, 1961) e a Teoria do Pássaro na Mão de Gordon & Lintner (1963) conforme Brigham, Gapenski, e Ehrhardt (2001), além da apresentação de pesquisas nacionais sobre o assunto. Do ponto de vista de seus objetivos, esta pesquisa classifica-se como descritiva e será utilizada a abordagem empírico-analítica para o tratamento dos dados. Os dados para análise foram coletados a partir do software Economática, sendo a amostra representada por empresas com ações negociadas na Bolsa de Valores de São Paulo (BM&FBovespa), e o período analisado compreen- de os anos de 1995 a 2008. Antes de analisar a regressão com dados em painel, foi utilizada a técnica multivariada de análise de correspondência (Anacor) para se fazer uma análise exploratória das variáveis estudadas. Os resultados in- dicaram que existe relação entre distribuição de dividendos e de juros sobre o capital próprio com o retorno das ações, dessa forma, não se rejeitou a hipótese estudada. A partir da utilização da regressão com efeitos fixos, pelo método dos mínimos quadrados ordinários, cujo R Quadrado foi de aproximadamente 47,55%, verificou-se que a distribuição de dividendos e juros sobre o capital próprio apresenta relação inversa com o retorno das ações. Espera-se com esta pesquisa fornecer e ampliar as evidências empíricas a respeito do assunto e oferecer subsídios para futuras pesquisas.
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A natureza jurídica das cooperativas: o estatuto do cooperador, o capital próprio e os resultados nas cooperativas

A natureza jurídica das cooperativas: o estatuto do cooperador, o capital próprio e os resultados nas cooperativas

A primeira prende-se com a circunstância, já anteriormente abordada 29 , dos direitos dos cooperadores serem direitos pessoais, decorrentes da sua qualidade de membros da cooperativa. Não se trata, portanto, de direitos incorporados nos títulos de capital, à semelhança do que acontece com as acções, sendo este o pressuposto subjacente ao regime dos art os 288º a 292º do CSC. Neste sentido, diríamos, até, que, a concluir-se pela existência de uma lacuna, o regime que melhor se adequaria neste caso seria o das sociedades por quotas, previsto no artº 214º do CSC, na medida em que consagra um direito à informação como um direito individual, inerente à qualidade de sócio 30 .
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Quem está pagando juros sobre capital próprio no Brasil?.

Quem está pagando juros sobre capital próprio no Brasil?.

A partir da promulgação da Lei 9.249/95, foi a criada possibilidade de as empresas remunerarem seus acionistas através do pagamento de “Juros Sobre o Capital Próprio - JSCP”. Tal lei permite que os pagamentos efetuados a esse título sejam considerados como despesas dedutíveis no cálculo do imposto de renda e da contribuição social incidentes sobre os lucros das empresas. Essa inovação fi scal veio acompanhada de duas outras importantes novidades: a) redução da alíquota básica e dos adicionais de imposto de renda incidentes sobre os lucros das empresas; b) eliminação dos efeitos da infl ação nas demonstrações contábeis. A pesquisa realizada é inédita no Brasil e proporcionou a possibilidade de se conhecer qual foi a atitude das empresas no que se refere à utilização da legislação relativa aos JSCP, além de buscar respostas para as seguintes questões: a) as empresas estão pagando aos seus sócios/acionistas juros sobre o capital próprio? b) quem está pagando mais JSCP: indústria, comércio ou serviços? c) as empresas nacionais pagam mais JSCP do que as estrangeiras? d) e as companhias abertas pagaram mais JSCP do que as fechadas? Foram avaliadas as publicações de aproximadamente 3.000 empresas que atuam em todas as áreas do território nacional e que estejam enquadradas dentro das seguintes características: a) tenham divulgado as demonstrações contábeis através dos meios de comunicação; b) estejam classifi cadas dentro das atividades de prestação de serviços, excluindo-se o setor fi nanceiro, comercial e industrial; c) adotem como forma de tributação o lucro real, uma vez que, regra geral, aquelas que se utilizam de outras formas de tributação não podem se valer da prerrogativa de considerar como despesas operacionais os valores pagos a título de JSCP. O resultado demonstrou que 40% das empresas pesquisadas têm utilizado a alternativa do pagamento ou crédito aos seus sócios e acionistas na forma de JSCP. Também fi cou evidenciado que a distribuição entre as empresas industriais, comerciais e prestadoras de serviços é bastante equilibrada. Outra constatação importante está relacionada ao acréscimo de empresas estatais que passaram a pagar aos seus acionistas os JSCP.
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ASSOCIAÇÃO DE POLITÉCNICOS DO NORTE (APNOR) INSTITUTO POLITÉCNICO DE BRAGANÇA

ASSOCIAÇÃO DE POLITÉCNICOS DO NORTE (APNOR) INSTITUTO POLITÉCNICO DE BRAGANÇA

O conceito de EVA é baseado no pressuposto da existência de valor acrescentado quando o retorno de um investimento é superior às expectativas iniciais dos investidores (Fernandez, 2015c; Poornima, Narayan, & Reddy, 2015). No entanto, Poornima et al. (2015) considera que existem diferenças entre o conceito de "valor acrescentado" e "valor acrescentado económico". Em primeiro lugar, EVA é considerado como o excedente criado, por uma entidade, depois de remunerar o capital próprio, enquanto valor acrescentado é a riqueza que uma empresa cria através do esforço coletivo da gestão, da mão-de-obra e do capital. Em segundo lugar, o EVA auxilia os gestores e age como um instrumento de gestão na tomada de decisões, o que aumenta a riqueza para os acionistas. O valor acrescentado, por outro lado, fornece uma medida útil de auxílio na análise do desempenho da entidade. Em terceiro lugar, o EVA foca-se na capacidade da empresa em criar superavit acima das expectativas dos acionistas, enquanto o conceito de valor acrescentado centra-se no desempenho da empresa na contribuição para vários grupos. Em quarto lugar, o conceito de EVA reconhece o valor temporal do dinheiro que está ausente no caso do conceito de valor acrescentado. Em quinto lugar, o EVA reporta informações relativas ao mercado, estimativas do beta da empresa, custo de capital, taxa de juro sem risco, etc. Por outro lado, os relatórios da criação de valor acrescentado baseiam-se meramente em informações relativas à determinação dos lucros e perdas que são principalmente dados internos e baseados na contabilidade (Poornima et al., 2015).
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Aumento de capital social por “conversão” de créditos sobre a sociedade, nomeadamente de créditos resultantes de prestações suplementares

Aumento de capital social por “conversão” de créditos sobre a sociedade, nomeadamente de créditos resultantes de prestações suplementares

frequentemente dito como sendo equivalente à situação líquida da sociedade, ao património líquido societário que é formado exclusivamente à custa de bens de que a sociedade beneficie com carácter de estabilidade, incluindo os que são necessários para cobrir o capital social acrescido das reservas legais (obrigatórias e especiais) acumuladas. Nos termos do artigo 349º n.º 2 CSC, que versa sobre o limite de emissão de obrigações, determinando o n.º 1 deste preceito que a sociedade não pode emitir obrigações em montante que exceda o dobro dos seus capitais próprios, “(…) entende-se por capitais próprios o somatório do capital realizado, deduzidas as acções próprias, com as reservas, os resultados transitados e ajustamentos de partes de capital em sociedades coligadas”. O capital social é, pois, uma das componentes do capital próprio, influenciando-o quantitativamente. Aponta no sentido da distinção entre conceitos de capital social e capital próprio o preceituado no artigo 35.º do CSC que considera estar perdida metade do capital social quando o capital próprio da sociedade for igual ou inferior a metade do primeiro. Face a esta situação, é imposto aos gerentes o dever de convocar de imediato a assembleia geral ou aos administradores, de requerer prontamente a convocação da mesma, a fim de nela se informar os sócios da situação e de estes tomarem as medidas julgadas convenientes, devendo constar da ordem de trabalho, pelo menos, os seguintes assuntos: i) dissolução da sociedade; ii) A redução do capital social para montante não inferior ao capital próprio da sociedade, com respeito, se
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A demonstração das alterações no capital próprio

A demonstração das alterações no capital próprio

Na alínea c) do §49 é-nos apresentada uma definição de capital como sendo o interesse residual nos activos da entidade depois de deduzir todos os seus passivos. Esta definição parece-nos ser apenas um conceito meramente técnico, porque mais à frente, no § 64 a § 67, é esmiuçado o conceito de Capital, onde menciona que a quantia pelo qual o Capital Próprio é mostrado no Balanço está dependente da mensuração dos activos e dos passivos. Tal definição está também ligada a um ponto que será abordado mais à frente que é a revalorização/reexpressão de activos e passivos que dão origem a aumentos ou diminuições do capital próprio, sendo classificados como Reservas de Revalorização (§ 79).
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Le réseau d'échanges des savoirs de belleville e ménilmontant: uma discussão sobre associativismo e reciprocidade no mundo contemporâneo.

Le réseau d'échanges des savoirs de belleville e ménilmontant: uma discussão sobre associativismo e reciprocidade no mundo contemporâneo.

Um dos recursos fundamentais de toda e qualquer sociedade é a confiança. De acordo com Putnam (1996), ela é uma parte essencial do capital social, se não é o próprio capital social, por excelência. Para este autor, como qualquer outro recurso, a confiança tem de ser gerada, produzida e, nesse caso, o seu lugar de produção são as regras de reciprocidade. Quando Marcel Mauss (1974), argumentou que a reciprocidade é o fundamento do social é porque, de fato, ela gera “algo” – o vínculo. Entretanto, o vínculo é a parte visível de um sentimento que não pode ser de forma alguma considerado um atributo natural da espécie humana. Seja qual for o nome que as sociedades e as diferentes tradições religiosas e/ou intelectuais deram a esse sentimento – amizade, amor, simpatia, confiança – ele só é possível como consequência de determinadas formas de ação coletiva. Putnam (1996, p. 180) preferiu usar o termo confiança para afirmar que “quanto mais elevado o nível de confiança numa comunidade, maior a probabilidade de haver cooperação”, isto é, de solidariedade, sendo a própria cooperação geradora de mais confiança e, portanto, de solidariedade.
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Estrutura e custo de capital: um estudo em empresas brasileiras de nanotecnologia

Estrutura e custo de capital: um estudo em empresas brasileiras de nanotecnologia

Apesar de o WACC ficar menor à medida que se tem mais capital de terceiros do que capital próprio, tanto a Alfa, quanto a Beta preferem manter uma estrutura composta por capital próprio, devido à especificidade de seu negócio. Esse tipo de empresa apresenta elevado risco, necessidade de altos investimentos, incerteza sobre o retorno desejado no tempo determinado e outras características que tornam este negócio diferente dos demais, fazendo com que os sócios prefiram assumir sozinhos o risco do negócio e evitar possíveis conflitos de agência. Quanto ao valor encontrado para o WACC na simulação para 0% de dívida - 2,79% no caso da Alfa -, ele está acima, sendo aproximadamente de 6%. Já no caso da Beta está próximo. O Ki, de acordo com o Gráfico 7, é a variável que mais influencia o WACC, seguindo-se o Risco-Brasil e o Ke. No caso da Alfa, A1 possui a mesma percepção, porém para o B1 é o Ke, pois, segundo a sua estrutura e a percepção do entrevistado, o Ki é mais específico para algum momento, diferente do Ke. De forma geral, como a estrutura das empresas analisadas não possui dívida, pode-se apontar que o Ki não poderia influenciar sua estrutura, diferente dos dados da simulação, que teve como base empresas que possuem, em sua maioria, mais capital de terceiros do que capital próprio.
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Rev. adm. empres.  vol.48 número4

Rev. adm. empres. vol.48 número4

Para desenvolvê-lo, Modigliani e Miller estabeleceram um conjunto de pressupostos simplificadores da realida- de (ao qual Miller se referia como o “mundo ideal dos economistas”), entre os quais estavam a ausência de im- postos, de custos de transação, de custos de falência e de spread de taxa de juros para aplicação e financiamento, havendo simetria de informações e capacidade ilimitada de financiamento para empresas e indivíduos. Nesse mun- do idealizado, existiria alguma combinação entre capital próprio e de terceiros que minimizaria o custo de capital da empresa e, conseqüentemente, maximizaria o seu va- lor? Até então, no mundo acadêmico, acreditava-se que, dado o custo mais baixo do capital de terceiros em relação ao capital próprio, aumentar o endividamento da empresa deveria logicamente reduzir o custo médio ponderado de capital, pelo menos até certo ponto. O ponto de inflexão do custo médio ponderado de capital seria, então, o nível ótimo de endividamento para uma empresa.
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Geração de valor para o acionista: pesquisa sobre a geração de valor para o acionista na Saraiva S. A Livreiros Editores

Geração de valor para o acionista: pesquisa sobre a geração de valor para o acionista na Saraiva S. A Livreiros Editores

Excluindo-se os passivos espontâneos, o custo de capital é formado pelos recursos provenientes de dívida de longo prazo, das ações preferenciais e pelo capital próprio (BRIGHAM e GAPENSK[r]

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UNIVERSIDADE FEDERAL DO CEARÁ FACULDADE DE ECONOMIA, ADMINISTRAÇÃO, ATUÁRIA, CONTABILIDADE E SECRETARIADO EXECUTIVO DEPARTAMENTO DE CONTABILIDADE CURSO DE CIÊNCIAS CONTÁBEIS CLÁUDIO CARVALHO DE MENEZES

UNIVERSIDADE FEDERAL DO CEARÁ FACULDADE DE ECONOMIA, ADMINISTRAÇÃO, ATUÁRIA, CONTABILIDADE E SECRETARIADO EXECUTIVO DEPARTAMENTO DE CONTABILIDADE CURSO DE CIÊNCIAS CONTÁBEIS CLÁUDIO CARVALHO DE MENEZES

A necessidade de se obter novos recursos é uma das razões pela qual muitas empresas vão para o mercado aberto. Abrir o capital permite que a companhia ofereça uma parcela de suas ações ao público, para uma negociação em bolsa de valores ou balcão organizado. A oferta pública inicial de ações ou o IPO (Initial Public Offering) representa a abertura da companhia para o mercado. Este tipo de oferta não só proporciona à entidade um meio de captar recursos com os investidores, como também possibilita à companhia atrair novos negócios.
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Estud. av.  vol.12 número34

Estud. av. vol.12 número34

O proletariado não só era a classe explorada pela burguesia, criadora da riqueza que esta con- vertia em capital, como era a classe que crescia com o próprio capital.. A obser- vação da [r]

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ANÁLISE TÉCNICA E FUNDAMENTALISTA: ENSAIOS SOBRE OS MÉTODOS DE ANÁLISE

ANÁLISE TÉCNICA E FUNDAMENTALISTA: ENSAIOS SOBRE OS MÉTODOS DE ANÁLISE

Vale considerar também que os indicadores contábeis e financeiros procuram demonstrar a capacidade da empresa em honrar seus compromissos e pagar suas dívidas, além de expressar qual a participação de capital de terceiros empregados na firma e sua composição, a lucratividade sobre as atividades operacionais e o rendimento dos acionistas, entre tantas outras análises que podem ser obtidas através dos indicadores Fundamentalistas. Já os outros indicadores, frutos da análise Técnica, permitem visualizar os sinais de confirmação das operações de compra/venda observadas no mercado e a tendência das cotações de tal ativo. Salienta-se que estas ferramentas podem influenciar uma a outra, por exemplo, caso ocorra algo de negativo no Demonstrativo Financeiro das empresas, isso pode ser refletido no mercado e, consequentemente, na cotação dos ativos, conforme a hipótese de mercados eficientes, que se constitui no espaço imaginário onde os preços acompanham as informações disponíveis e nenhum agente consegue auferir lucros superiores ao do preço de mercado, pois o valor das cotações reflete a estimação dos títulos no presente.
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Custo de capital e estrutura de capital de empresas multinacionais

Custo de capital e estrutura de capital de empresas multinacionais

Os fluxos de caixa operacionais são descontados ao custo de capital "all equit~' - a taxa requerida de retorno do projeto financiado totalmente pelo capital próprio, baseado no grau [r]

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