Orçamento da seguridade social

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O controle democrático no financiamento e gestão do orçamento da Seguridade Social no Brasil

O controle democrático no financiamento e gestão do orçamento da Seguridade Social no Brasil

No período de 2008 a 2011, o orçamento da assistência social apresenta crescimento de 33% 8 acima da inflação, o que denota clara expansão desta política no âmbito da Seguridade Social brasileira. Dois motivos justificam esse acréscimo: o primeiro está relacionado ao aumento real do salário mínimo, que elevou as despesas com o pagamento do Benefício de Prestação Continuada (BPC); o segundo tem a ver com a centralidade que a política de transferência de renda com condicionalidades assumiu durante o governo Lula, os gastos com o Programa Bolsa Família alcançaram 0,37% do Produto Interno Bruto (PIB), em 2010. Em que pese o acréscimo orçamentário do período e as determinações da LOAS, a política da assistência social registra o menor percentual de recursos submetidos ao controle social via FNAS. No período em análise, em média, 40% dos recursos alocados no orçamento da assistência não passaram pelo FNAS. Essa situação ocorre devido à execução orçamentária do Programa Bolsa Família não ser submetida ao CNAS, tendo sua gestão feita diretamente pelo MDS.
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O orçamento da seguridade social e a efetividade dos direitos sociais

O orçamento da seguridade social e a efetividade dos direitos sociais

Atualmente, nos sistemas constitucionais modernos, a dignidade da pessoa humana encontra papel central, verdadeiro embasamento axiológico do sistema jurídico e pedra angular do Estado. No sistema jurídico brasileiro, os direitos sociais são parte importante dos direitos fundamentas, pois garantem a dignidade humana materialmente considerada. Para assegurar os direitos sociais relacionados à Seguridade Social, a Constituição de 88 estabeleceu um meio de custeio específico, as contribuições sociais. O motivo constitucional dessa exação é assegurar financeiramente os direitos sociais relativos à Seguridade Social. O tema adquire relevo quando consideramos que tal modelo de tributação diretamente relacionado com uma atividade estatal específica não encontra efetividade prática. A arrecadação a título de contribuições sociais, na prática, é destinada a finalidade diversa. Isso significa que a União institui tributos para um propósito, mas utiliza o montante arrecadado para finalidade diversa. Ademais, o orçamento da Seguridade Social no Brasil não é utilizado como meio de planejamento de intervenção da União na seara social. Sua principal finalidade seria a de estimar a arrecadação das contribuições sociais e vinculá-las a programas e ações na área específica da Seguridade Social. Contudo isso não ocorre. Dessa forma, os efeitos da inércia da União podem ser notados na atual crise de subjetivação dos direitos sociais e também afetam a dinâmica do federalismo brasileiro. Esses fatores causam o que chamamos de crise da orçamentação fiscal, diretamente relacionado com a crise de efetividade dos direitos sociais.
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PROPOSTA DE MUDANÇA NA ESTRUTURA DO ORÇAMENTO DA FUNDAÇÃO CELESC DE SEGURIDADE SOCIAL – CELOS

PROPOSTA DE MUDANÇA NA ESTRUTURA DO ORÇAMENTO DA FUNDAÇÃO CELESC DE SEGURIDADE SOCIAL – CELOS

O presente trabalho de monografia tem o objetivo de propor mudanças na estruturação do orçamento da Fundação Celesc de Seguridade Social – CELOS. A metodologia utilizada é classificada como uma pesquisa descritiva e explicativa, que busca através de conceitos, elucidados no referencial teórico, demonstrar como o orçamento está sendo trabalhado atualmente na fundação e, baseado nos conceitos de contabilidade gerencial, planejamento, controle e orçamento apresentados e fundamentados, estruturar sob um estudo de caso, melhorias à instituição estudada. O estudo de caso foi elaborado para atingir os objetivos específicos e conseqüentemente o objetivo geral. Foram apresentados os valores orçados e realizados referente a receita, bem como os gastos com as diversas despesas da fundação no ano de 2009, classificando- os em grupos para melhor observação. Diante dessas informações foi elaborado uma proposta de mudança na estrutura para fortalecer o controle das despesas e receitas da fundação. As conclusões alcançadas com o presente trabalho demonstram a possibilidade de estruturar o orçamento por áreas e de maneira mais específica. O resultado dessa estruturação é o fortalecimento da qualidade das informações obtidas quando do acompanhamento dos orçamentos.
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Além das “suposições” : medindo a eficiência da gestão orçamentária das unidades do orçamento fiscal e da seguridade social do governo do Distrito Federal por meio do cálculo do Índice de Qualidade da Gestão Orçamentária e da análise envoltória de dados

Além das “suposições” : medindo a eficiência da gestão orçamentária das unidades do orçamento fiscal e da seguridade social do governo do Distrito Federal por meio do cálculo do Índice de Qualidade da Gestão Orçamentária e da análise envoltória de dados

As exigências contemporâneas de austeridade fiscal impõem aos governos o reforço em melhorias de processos para gerar mais produtividade e, por conseguinte, confiança por parte da sociedade. Nessa senda, a gestão orçamentária eficiente contribui para uma política pública eficiente, na medida em que aprimora a sua implementação ao permitir avaliação, controle e correção de eventuais falhas no processo. A aferição da eficiência da gestão orçamentária, nesse contexto, atua como mecanismo de incentivo, transparência e correção de trajetória pelas entidades avaliadas para que, por desdobramento, haja maior eficiência nas políticas públicas a elas associadas, o que, por fim, atenua a assimetria de informação entre o Governo “agente” e o cidadão “principal”. Para tanto, analisou-se a eficiência da gestão orçamentária de 115 Unidades Orçamentárias do Orçamento Fiscal e da Seguridade Social do Governo do Distrito Federal em 2018, por meio do Índice de Qualidade de Gestão Orçamentária (IQGO) previsto pelo Estado de Sergipe e pela ferramenta não paramétrica da Análise Envoltória de Dados (DEA) no modelo BCC VRS. Os resultados mostraram, em ambos os cálculos, que a maioria das Unidades com gestão orçamentária insatisfatória e ineficiente é composta por Fundos Orçamentários. Seu perfil executório centra-se na baixa execução nas atividades finalísticas, o que, em conjunto com planejamento inadequado, contingenciamento, ingerência orçamentária e fatores limitadores da despesa, ajudam a explicar o seu baixo desempenho em ambos os instrumentos de avaliação utilizados.
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Serv. Soc. Soc.  número130

Serv. Soc. Soc. número130

O relatório “Demonstrativo dos gastos tributários — Ploa 2016” da RFB (2015) fornece pistas das renúncias tributárias sobre as contribuições previden‑ ciárias. Conforme a RFB (2015), os gastos tributários da “contribuição para a previdência social” devem responder por 20,05% das renúncias tributárias em 2016. As três principais desonerações, em 2016, que atingem a contribuição para previdência social, em valores correntes, são: a desoneração sobre folha de pagamento (R$ 14,5 bilhões), a não cobrança da contribuição previdenciária patronal das entidades filantrópicas (R$ 11,01 bilhões) e o chamado Simples Nacional (R$ 20,63 bilhões), que é um regime especial unificado de arrecadação de tributos e contribuições devidos pelas microempresas e empresas de pequeno porte. Também merece destaque a imunidade tributária concedida ao agronegó‑ cio exportador, o que implica a necessidade de maior cobertura financeira do subsistema previdenciário rural. No ano de 2016, essa renúncia estava estimada em R$ 6,5 bilhões (RFB, 2016). Conforme a Anfip (2013), essa situação implica a necessidade de maior solidariedade entre os trabalhadores urbanos e rurais. Essas desonerações da folha de pagamento afetam diretamente o Orçamento da Seguridade Social (OSS), pois a Contribuição de Empregados e Emprega‑ dores, que integra a contribuição sobre a folha de pagamento, representa mais da metade do OSS, de acordo com Salvador (2010).
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A seguridade social, o sistema único de saúde e a partilha dos recursos.

A seguridade social, o sistema único de saúde e a partilha dos recursos.

O artigo está centrado em quatro questões que, de alguma forma, afetam a partilha dos recur- sos do Orçamento da Seguridade Social — OSS, entre os componentes desse sistema (saúde, prev[r]

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A saúde no sistema de seguridade social brasileiro

A saúde no sistema de seguridade social brasileiro

Viu-se que a Constituição de 1988 criou como instrumento básico de financiamento do Sistema de Seguridade Social um orçamento específico – o OSS –, de nível federal. Este orçamento seria composto basicamente de contribuição sociais, que tinham origem nas seguintes fontes: Cofins (Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social), que substituiu o Finsocial; folha de salários, incidente sobre empresas e trabalhadores; lucro líquido das empresas; Pis/Pasep; e concursos de prognósticos. Esses recursos deveriam ser complementados com receitas provenientes do Orçamento Fiscal da União. Embora não estivesse prevista nenhuma vinculação de recursos para a saúde, como aconteceu com a educação, o art. 55, do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias, estabelecia que “até que seja aprovada a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), 30%, no mínimo, do orçamento da seguridade social, excluído o seguro-desemprego, serão destinados ao setor de saúde”.
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A Eqüidade, a Universalidade e a Cidadania em Saúde, Vistas sob o Prisma da Justiça

A Eqüidade, a Universalidade e a Cidadania em Saúde, Vistas sob o Prisma da Justiça

descentralizado e democrático da gestão administrativa, com participação da comunidade. O Conselho Nacional de Saúde tem a atribuição de elaborar a proposta de orçamento da saúde que integrará o orçamento da Seguridade Social, nos limites da lei de diretrizes orçamentárias, cuja alteração só pode ser feita pelo Congresso Nacional. O fluxo de recursos financeiros para a saúde deve ser suficiente, regular e automático, para ser compatível com a Constituição e as leis. Os Conselhos de Saúde exercem atribuições de natureza deliberativa,

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POLÍTICAS PÚBLICAS LIGADAS À SEGURIDADE SOCIAL

POLÍTICAS PÚBLICAS LIGADAS À SEGURIDADE SOCIAL

O presente trabalho visa elucidar e pontuar como as políticas públicas voltadas à seguridade social são efetivadas, tecendo considerações sobre a Saúde, Previdência Social e Assistência Social. O constituinte de 1988 concebeu a seguridade social como um conjunto de ações do Estado, por meio de políticas públicas, com o intuito de proporcionar aos cidadãos brasileiros condições mínimas existenciais. É demonstrado através de um estudo interdisciplinar como é o orçamento público e o custeio dos direitos fundamentais, a teoria da reserva do possível e do mínimo existencial.
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Pobreza e o sistema de seguridade social rural no Brasil

Pobreza e o sistema de seguridade social rural no Brasil

Para a construção desses indicadores utilizou-se a metodologia do IPEA para o cálculo da linha de pobreza para os diversos estados brasileiros. Ela corresponde ao dobro da linha de indigência e é de- finida como o valor financeiro necessário para um indivíduo adquirir uma cesta de consumo calórico mínimo. O cálculo desta cesta incorpora as particularidades de cada localidade e varia de estado para estado. Essa linha de pobreza é construída a partir das informações regionalizadas das cestas de con- sumo e dos preços médios por grupos de alimentos. Essas informações são extraídas da Pesquisa de Orçamento Familiar (POF), realizada em 1987, multiplicadas pelo fator de correção do consumo calórico familiar estabelecido pela Cepal (Centro de Pesquisa da América Latina) e ajustada para a estrutura de preços relativos de cada ano. O índice para atualizar essa linha de pobreza é o INPC. As linhas de pobreza utilizadas nesse estudo para cada estado com base no ano de 2005 estão discriminadas na Tabela 1.
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A APLICAÇÃO DOS RECURSOS DA SEGURIDADE SOCIAL

A APLICAÇÃO DOS RECURSOS DA SEGURIDADE SOCIAL

Diante dessa avalanche de avaliações sombrias massificadas pela mídia, não é de se estranhar que pessoas comuns, políticos e até pessoas respeitáveis do meio acadêmico acreditem que é preciso, urgentemente, fazer a reforma da previdência para resolver um problema financeiro gravíssimo. O déficit, no entanto, não existe. Se investigados mais detidamente, os dados estatísticos do Brasil revelam que não há crise financeira na previdência social e, principalmente, não há crise no sistema de seguridade social. No caso do sistema previdenciário [...], tem havido uma situação muito mais tranqüila do que se poderia supor [...], com alguns escassos momentos de déficit, apesar da política econômica recessiva adotada nesse período, que conduziu a resultados perversos no nível de produção e no mercado de trabalho. À revelia do quadro econômico desfavorável desse período, o desempenho do sistema previdenciário foi apenas parcialmente prejudicado. Quanto ao conjunto de ações associadas à seguridade social, verifica-se que o sistema como um todo é superavitário nesse período, o que indica que o governo pôde dispor de recursos excedentes. Ao decidir sobre sua utilização, no entanto, deixou de gastá-los com serviços de saúde, previdência e assistência social, para aplicá-los no orçamento fiscal, contribuindo para os superávits primários elevados dos últimos tempos”.
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A Seguridade Social e o SUS: re-visitando o tema .

A Seguridade Social e o SUS: re-visitando o tema .

Sob a ótica da racionalidade econômica, o argu- mento mais vocalizado contrário a esse tipo de solu- ção permanente é o engessamento orçamentário que a vinculação produz ao retirar a flexibilidade na alo- cação de recursos. Foi por essa razão que o governo anterior (FHC) e o atual (Lula da Silva) investiram por- ção importante de seu patrimônio político no sentido da alteração constitucional, para desvincular, como antes mencionado, 20% das receitas da União (DRU). A vinculação também é questionada, seja qual for o setor beneficiado, do ponto de vista político, porque, em certa medida, restringe uma das funções impor- tantes do Congresso no processo orçamentário que é definir a alocação intersetorial. Sem essa possibili- dade, resta-lhe o paroquialismo das emendas parla- mentares, em princípio legítimo, mas que acaba viran- do moeda de troca na barganha política diante do contingenciamento orçamentário sempre possível, quando, como acontece no Brasil, o orçamento é autorizativo e não impositivo.
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SUS e Seguridade Social: em busca do elo perdido.

SUS e Seguridade Social: em busca do elo perdido.

estivesse permanentemente em crise, reforçando a idéia de que o SUS é ineficiente. Na verdade, todas essas manifestações apenas indicam que a saúde pú- blica ainda conta com um razoável grau de resistên- cia e de defesa contra as práticas neoliberais. Mesmo durante o governo Lula, quando não foram poucas as investidas contra o financiamento da Seguridade So- cial, a mobilização dos setores comprometidos com os ideários do SUS não se fez tardar, impedindo a im- plementação das propostas de sua equipe econômica. No primeiro ano do governo Lula, a proposta de reforma tributária sancionou o comprometimento atual das finanças dos municípios e do governo fede- ral, mas abriu mão de repensar as condições de sus- tentação do conjunto da Seguridade Social, em espe- cial da saúde. Além disso, nas negociações para sua aprovação, foi defendida a possibilidade de mecanis- mos semelhantes à DRU serem aplicados aos estados e municípios, o que, segundo estimativa da Comissão de Orçamento e Finanças do Conselho Nacional de Saúde, implicaria uma redução de recursos para a saú- de de R$ 3 bilhões em nível dos estados e de R$ 2,5 bilhões em nível dos municípios, caso a desvinculação de 20% fosse aplicada à arrecadação prevista para 2003. A partir da pronta resposta daqueles que lutam pela construção da universalidade da saúde, essa pro- posta foi retirada do âmbito do projeto do executivo. Mas o financiamento da saúde ficou longe ser resol- vido. Isso porque, no momento em que a austeridade fiscal é alçada à medida prioritária pelo governo – na verdade continuando a política anteriormente execu- tada –, isso se choca diretamente com o interesse da- queles que pretendem assegurar a implementação do SUS como uma política universal. Dito de outra ma- neira, o SUS universal encontra-se na contramão dos ditames do Fundo Monetário Internacional (FMI), que exige corte nos gastos e superávit primário elevado. Essa atitude é emblematicamente registrada na defe- sa intransigente do governo Lula em manter a CPMF (mas sem dividir os recursos com os outros níveis de governo, é claro) e a DRU.
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Pobreza e o sistema de seguridade social rural no Brasil.

Pobreza e o sistema de seguridade social rural no Brasil.

Para a construção desses indicadores utilizou-se a metodologia do IPEA para o cálculo da linha de pobreza para os diversos estados brasileiros. Ela corresponde ao dobro da linha de indigência e é de- finida como o valor financeiro necessário para um indivíduo adquirir uma cesta de consumo calórico mínimo. O cálculo desta cesta incorpora as particularidades de cada localidade e varia de estado para estado. Essa linha de pobreza é construída a partir das informações regionalizadas das cestas de con- sumo e dos preços médios por grupos de alimentos. Essas informações são extraídas da Pesquisa de Orçamento Familiar (POF), realizada em 1987, multiplicadas pelo fator de correção do consumo calórico familiar estabelecido pela Cepal (Centro de Pesquisa da América Latina) e ajustada para a estrutura de preços relativos de cada ano. O índice para atualizar essa linha de pobreza é o INPC. As linhas de pobreza utilizadas nesse estudo para cada estado com base no ano de 2005 estão discriminadas na Tabela 1.
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Rev. katálysis  vol.18 número2

Rev. katálysis vol.18 número2

Outra falta de integração do sistema diz respeito ao orçamento para a Seguridade. A Constituição Federal, em seu art. 195, estabeleceu uma série de elementos importantes para compor o financiamento desse sistema: contribuições sociais; Contribuição Sobre o Lucro Líquido (CSLL); Contribuição para o Financiamen- to da Seguridade Social (Confins); e concurso de prognósticos e orçamento dos Ministérios das três políticas sociais. No entanto, o pagamento dos benefícios previdenciários é custeado apenas pelas contribuições sociais de trabalhadores e empregadores, ignoram-se os demais dispositivos previstos na Constituição. Segundo os preceitos constitucionais, 30% do orçamento geral da seguridade deveriam ser destinados à saúde, mas nunca foi cumprido, resultando em uma série de artefatos para custear a saúde, entre as quais foi, no passado, instituída a CPMF, destinada exclusivamente a essa política, que também não foi assim destinada. A Assistên- cia, não obstante todo discurso do governo com o bolsa família, teve reduzido o número dos beneficiários em 2014 em 3,2% com relação ao ano de 2013. Como garantir uma integralidade se o próprio sistema de seguridade é fatiado em seus recursos? A Desvinculação da Receita da União (DRU), instituída em 1994 com o Plano Real, encontra-se em análise por meio da PEC 87/15 para ser prorrogada até 31 de dezembro de 2023 e ter uma flexibilidade maior, de 20% para 30 %, o que permite ao governo dispor livremente desse percentual para outros fins alheios à seguridade social. O nosso sistema de proteção social, que sempre foi fragmentado e, portanto, muito frágil, ousou certo avanço na Constituição Federal de 1988, mas logo após sua promulgação foram soltos “balões de ensaios” que os direitos ampliados tornavam ingovernável o país, prenúncio para todo o desmonte logo a seguir.
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O Conselho Municipal de Assistência Social de São José do Rio Preto-SP: sua inserção na política de assistência social no município

O Conselho Municipal de Assistência Social de São José do Rio Preto-SP: sua inserção na política de assistência social no município

las; irreversibilidade do processo; concentração de capital e poder nas mãos de uma minoria (da classe privilegiada); desigualdade e exclusão social; terceirização da economia; incapacidade fiscal-financeira do Estado para atender às demandas e expectativas dos desprivilegiados; desvalorização do trabalho não-qualificado, devido à reestruturação produtiva face às novas tecnologias; terceirização de funções (reestruturação organizacional) desaparecendo assim categorias intermediárias de ocupação; maior preocupação com o controle do capital, com poder, do que com seus efeitos sociais; alteração do papel do Estado aonde ele perde a função de produtor de bens, de repositor principal do sistema produtivo; crescente mobilidade de fluxos financeiros internacionais; flexibilidade das normas trabalhistas e ainda liberalização e globalização de mercados criando vantagens para o grande capital”.
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O LUGAR DO GÊNERO NAS POLÍTICAS DE SEGURIDADE SOCIAL MESTRADO EM SERVIÇO SOCIAL

O LUGAR DO GÊNERO NAS POLÍTICAS DE SEGURIDADE SOCIAL MESTRADO EM SERVIÇO SOCIAL

96 Mas a gente vê, como eu acho que é o movimento político em geral, pouca politização para essas questões no nível local, aqui eu acho bastante frágil nesse ponto, mas eu acho que é até reflexo do momento do país, uma mobilização muito frágil, politicamente falando, porque fica difícil saber que canais são abertos para esse tipo de discussão, e a conferência é um momento especial para isso, estão lá o governo e a sociedade civil, você tem lá aquele rol de demandas, mas se você não tem um prosseguimento daquilo, aquilo vai se esfriando e quando você vê já passou outros três anos, quatro anos, e ai existe um movimento de critica, um movimento organizado de crítica muito forte, mas não de instrumento de controle social, então acho que isso a sociedade civil teria que melhorar para nos cobrar enquanto poder público aquilo que foi colocado. (Entrevistada CCM 1)
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Política social e democracia: reflexões sobre o legado da seguridade social.

Política social e democracia: reflexões sobre o legado da seguridade social.

Este modelo adequar-se-ia a uma política econômica de corte Keynesiano, que supunha o pleno emprego garantido pela intervenção estatal na economia como condição da efi- ciência do Estado[r]

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Pobreza, seguridade e assistência social: desafios da política social brasileira.

Pobreza, seguridade e assistência social: desafios da política social brasileira.

Para além das contradições de sentido da política de Assistência, passível de se perceber quando se compara seu próprio marco legal, ainda deve-se con- siderar as fragilidades no plano institucional, cujos efeitos aparecem na segmentação da exclusão ao aprofundar um conflito redistributivo de base, entre pobres e quase-pobres (IVO, 2004). A opção de cal- cular com precisão crescente “os mais pobres entre os pobres”, sedimenta segmentos de “excluídos” da própria proteção social. Isso gera uma distorção de sentidos na relação entre os cidadãos e o Estado do ponto de vista dos direitos, criando uma nova estratificação social na base. Isso tem implicações políticas importantes, pois desloca o foco das lutas pelo acesso às riquezas socialmente produzidas, dissociando proteção e direitos sociais.
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UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA CENTRO SÒCIO-ECONÔMICO DEPARTAMENTO DE SERVIÇO SOCIAL VANESSA SILVA

UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA CENTRO SÒCIO-ECONÔMICO DEPARTAMENTO DE SERVIÇO SOCIAL VANESSA SILVA

A promulgação da Constituição de 1988 introduziu o conceito de seguridade social, fazendo com que a rede de proteção social saísse do contexto estritamente social-trabalhista e assistencialista e passasse a adquirir uma conotação de direito de cidadania. A partir desse momento, o idoso é reconhecido através da Constituição como um ser de direitos que dispõe no artigo 230 que: “A família, a sociedade e o Estado têm o dever de amparar as pessoas idosas, assegurando sua participação na comunidade, defendendo sua dignidade e bem-estar e garantindo- lhes o direito a vida”. (CRFB/88). Esta representa um marco na história da justiça social e da evolução política de reconhecimento dos direitos sociais do país.
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