Ordem do discurso

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A ordem do discurso institucional: uma análise dos procedimentos de controle do discurso em propaganda interditada do Banco do Brasil

A ordem do discurso institucional: uma análise dos procedimentos de controle do discurso em propaganda interditada do Banco do Brasil

O presente trabalho investiga o discurso institucional e as relações de poder que o constituem no contexto institucional do Brasil (2019), observa os procedimentos de controle que se efetivam na ordem do discurso estabelecida pelo governo federal atual. Isso implica considerar a vontade de verdade que orienta ações em nível governamental. O que nos motivou analisar o discurso institucional foi a interdição da peça publicitária vinculada pelo Banco do Brasil que traz uma diversidade de sujeitos sociais. A problemática dessa pesquisa busca responder quais construções ideológicas se inserem no discurso institucional que mantém uma nova ordem discursiva, expressa através da suspensão do comercial. Para tanto, o objetivo do nosso trabalho é refletir sobre o funcionamento dos procedimentos de controle do discurso e seus efeitos de sentido no contexto institucional do Brasil atual. O corpus dessa pesquisa constitui-se de uma propaganda publicada, no site “YouTube”, no canal do Banco do Brasil, no ano de 2019. Metodologicamente, a pesquisa se caracteriza como descritiva e bibliográfica-documental, pois nos possibilita descrever o funcionamento do objeto de pesquisa: o discurso e seus mecanismos de controle. Além disso, fornece procedimentos técnicos por meio das contribuições de diversos autores e no tratamento dado ao corpus. Utilizamos como ferramentas analíticas as teorias do discurso de Michel Pêcheux (1995, 2010) e as formulações sobre os mecanismos de controle de Michel Foucault (1999, 2000). Contamos ainda com as contribuições acerca dos estudos discursivos de Deleuze (1996), Fernandes (2005) e Gregolin (2007). Verificamos a produção de sentido por meio dos elementos discursivos que nos fazem perceber a circulação de identidades, assim como as formações discursivas por onde se materializam os discursos, bem como as relações de poder exercidas através de uma vontade de verdade que emerge no discurso presidencial brasileiro. Por esse “dispositivo institucional”, sujeitos e enunciações são interditados por não estarem na nova ordem do discurso institucional.
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E o que está fora da ordem do discurso escolar?

E o que está fora da ordem do discurso escolar?

Resumo: Pretendo, com este texto, estabelecer algumas relações entre o artigo A ordem do discurso escolar, de Luís Henrique Sommer (2007) e a obra A ordem do discurso de Michel Foucault (1999). Trago do texto de Foucault alguns pressupostos que ele considera importantes para realizar seu trabalho de análise discursiva e que vão aparecer, de alguma forma, transportados - no trabalho de Sommer - para o âmbito escolar. Recorto, ainda, do texto de Sommer, um enunciado em que o autor afirma que “en- sino, metodologia, didática, planejamento são conceitos interditados, estão fora da ordem do discurso escolar” (SOMMER, 2007, p. 63). Lanço algumas problematizações a partir desse enunciado, relacionando-o, em uma pers- pectiva pós-estruturalista, apoiada também em Foucault, a um “campo de significação” (SILVA, 2011, p. 123) caracterizado por conhecimentos consi- derados verdadeiros e conexões com relações de poder, ao qual se costuma chamar de currículo.
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O espetáculo de imagens na ordem do discurso midiático: o corpo em cena na revista Veja.

O espetáculo de imagens na ordem do discurso midiático: o corpo em cena na revista Veja.

Tendo em vista o objetivo proposto deste trabalho, verificamos que as imagens do corpo belo e saudável nas capas da Veja funcionam como um dispositivo de etiquetagem e de disciplinamento do corpo. Essa Revista impõe técnicas disciplinares para atingir um corpo idealizado e ao seguirem o que lhes é imposto, os sujeitos não ficam fora da ordem do discurso que estabelece os padrões de beleza alcançados por um corpo magro. Há uma saturação identitária através das imagens que buscam generalizar modelos de identidades socialmente úteis, pois estabelecem paradigmas, estereótipos, maneiras de agir e pensar que simbolicamente inserem o sujeito em uma comunidade imaginada. Com a construção de novas verdades em relação à Medicina e de todo o aparato tecnológico criado em função disso, surgiram possibilidades impressionantes. São permitidas à nossa geração intervenções em nossos corpos que antes não eram sequer imaginadas. Aos poucos o corpo foi se transformando em nosso maior bem, no mais visível e merecedor alvo de cuidados.
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A ordem do discurso teatral: desordenando, reordenando, reverberando

A ordem do discurso teatral: desordenando, reordenando, reverberando

Nesse sentido, a ordem do discurso teatral pode desestabilizar concepções ideológicas mantidas por discursos dominantes excludentes numa espécie de ordem que desordena, ou melhor, que reordena oferecendo outros parâmetros e refrações. Os mesmos signos ideológicos dominantes, se inseridos e manipulados com outros fins dentro da cena teatral, podem se revelar subversivos à ordem discursiva de ori- gem¹¹, apresentando-se de maneira inversa, dada a dialética interna do signo¹². O hibridismo, próprio da linguagem teatral, acaba por imprimir fluidez aos discursos que veicula. Há na cena teatral ainda o revestimento estético que possibilita que seus signos adentrem esferas que possivelmente se mostrariam restritas a outros suportes discursivos.
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A Nova Ordem Do Discurso Na Propaganda:  Internet, Prosumers E Consumerismo Político.

A Nova Ordem Do Discurso Na Propaganda: Internet, Prosumers E Consumerismo Político.

Esta pesquisa pretende investigar como os enunciados criados pelos prosumers, que circulam através de sites, blogs e redes sociais, na internet, estão modificando as relações de poder no universo da propaganda e do marketing. Esses enunciados surgem, muitas vezes, associados a atitudes de consumerismo político por parte dos consumidores e cidadãos que buscam criar novos discursos sobre as marcas a fim de evidenciar aspectos pouco louváveis em relação a empresas, produtos e serviços, tais como as condições sub-humanas de trabalho e o abate de animais fora dos padrões exigidos. Esse trabalho utiliza a Análise do Discurso francesa como disciplina propícia para observar e identificar se há uma nova ordem do discurso na publicidade contemporânea a partir das trocas informacionais em fluxo, próprias das mídias digitais, entre consumidores e empresas. A partir da análise dos enunciados criados pelos prosumers, busca perceber as estratégias discursivas utilizadas, as memórias, os pré-construídos, os novos efeitos de sentido. Supõe haver uma mudança na ordem discursiva da propaganda com os enunciados criados pelos consumidores, os quais se configuram como um acontecimento em relação ao panorama da publicidade e do marketing massivos.
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A Ordem do Discurso

A Ordem do Discurso

Julgo que há um outro princípio de rarefacção do discurso. Que é até certo ponto complementar do primeiro. Trata-se do autor. Entendido o autor, claro, não como o indivíduo que fala, o indivíduo que pronunciou ou escreveu um texto, mas como princípio de agrupamento do discurso, como unidade e origem das suas significações, como lastro da sua coerência. Este princípio não funciona em qualquer lugar, nem de maneira constante : existem, à nossa volta, muitos discursos que circulam sem que o seu sentido ou a sua eficácia estejam em poder de um autor, a que seriam atribuídos : palavras do dia a dia, que se apagam de imediato ; decretos ou contratos que têm necessidade de signatários, mas não de autor, receitas técnicas que se transmitem no anonimato. Mas nos domínios em que a atribuição a um autor é usual — literatura, filosofia, ciência — vemos que essa atribuição não desempenha sempre o mesmo papel ; na ordem do discurso científico, a atribuição a um autor era, na Idade Média, indispensável, pois era um indicador de verdade. Considerava-se que o valor científico de uma proposição estava em poder do seu próprio autor. Desde o século XVIII que esta função se tem vindo a atenuar no discurso científico : já não funciona senão para dar um nome a um teorema, a um efeito, a um exemplo, a um síndroma. Em contrapartida, na ordem do discurso literário, e a partir da mesma época, a função do autor tem vindo a reforçar-se : a todas essas narrativas, a todos esses poemas, a todos esses dramas ou comédias que
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O imperativo do afeto na educação infantil: a ordem do discurso de pedagogas em formação.

O imperativo do afeto na educação infantil: a ordem do discurso de pedagogas em formação.

Por essa razão, o conceito de afetos docentes, segundo Abramowski (2010), contempla uma variedade de sentimentos vivenciados pelo professor em seu fazer profissional. Nessas experiências, estão incluídos tanto os sentimentos de amor, carinho, atenção e dedicação, como os de cansaço, angústia, aflição e raiva. Os afetos docentes não se restringem somente ao amor – palavra enunciada repetidamente na pesquisa. Os afetos incluem também os sentimentos considerados politicamente incorretos, que geralmente são interditados na ordem do discurso docente, conforme afirma a referida autora. Nesse sentido, ser um professor que realiza a mediação da aprendizagem dos alunos a partir do estabelecimento de vínculos afetivos é muitas vezes considerado – no meio educacional – o único indicador de qualidade do ofício profissional. Irritação, decepção, cansaço, falta de paciência, tristeza, mau humor, entre outros sentimentos, são vistos como déficit de competência emocional e profissional do professor, que sozinho deve procurar a solução para o problema. É possível perceber uma regulação marcante dos discursos dos docentes em relação ao que sentem por seus alunos e sua profissão, já que eles se encontram no âmbito da ordem do discurso afetivo.
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A ordem do discurso escolar.

A ordem do discurso escolar.

Este artigo toma elementos de uma análise de discurso foucaultiana e exa- mina práticas discursivas escolares que circulam na escola fundamental. Trata- se de problematizar certos conceitos, certas regularidades enunciativas, e de- monstrar sua implicação no ordena- mento de nossas salas de aula e na re- gulação das práticas docentes. O trabalho é orientado pela hipótese de que há certa ordem do discurso escolar. Isto é, há determinadas regras que san- cionam e/ou interditam a produção e a circulação de práticas discursivas esco- lares. Ao mesmo tempo, a circulação, a disseminação, o compartilhamento de certos enunciados que compõem essas práticas discursivas têm efeitos na pro- dução das identidades das professoras, nas suas formas de enxergar a sala de aula, os alunos, a educação, enfim, na própria materialização da educação es- colar. Os dados analisados neste traba- lho foram obtidos por meio de entrevis-
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EROTISMO E ORDEM DO DISCURSO LITERÁRIO: RESSURREIÇÃO, UM ESTUDO DE CASO

EROTISMO E ORDEM DO DISCURSO LITERÁRIO: RESSURREIÇÃO, UM ESTUDO DE CASO

exemplo a resenha de Rodrigues no Novo Mundo, funcionou, para Ressurreição, como tribunal do Romantismo brasileiro, visto que o resenhista sugere a retificação do terceiro capítulo do livro. Em tempo: não se trata de Romantismo brasileiro de um modo estético, mas, sim, de mundivisão – o que esperamos ter esclarecido por meio da aproximação do pensamento do padre e do jornalista, que escrevem a mesma ideia com mais de quarenta anos de diferença cronológica. Pelo avesso, o veto do tribunal à presença da sugestão de erotismo nas páginas de Ressurreição admite tal presença, pois, para negá-la, foi preciso admiti-la. E, assim, podemos concluir inferindo a ordem do discurso literário em voga no decênio de 1870: a literatura não deve corromper os costumes. Se Machado de Assis estreia com este romance, que é recebido da referida forma, fica a pergunta: terá sido mera coincidência o fato de os três romances posteriores (A mão e a luva, Helena e Iaiá Garcia), também publicados pela tradicional editora Garnier, terem seguido à risca a ordem do discurso literário em voga? Outra pergunta: tendo em vista o que foi chamado, a julgar pelas palavras do padre e do jornalista, de ordem do discurso literário oitocentista (a moralidade literária), até que ponto o trabalho crítico é crítico quando analisa e denomina um romance como Ressurreição de tradicional? Afinal de contas, não é isso o que o leitor oitocentista, neste estudo de caso, exigira do autor de Ressurreição?
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A pedagogia do sorriso na ordem do discurso da inclusão da Revista Sentidos: poder e subjetivação na genealogia do corpo com deficiência.

A pedagogia do sorriso na ordem do discurso da inclusão da Revista Sentidos: poder e subjetivação na genealogia do corpo com deficiência.

São as práticas da interdição que coíbem as ações midiáticas de dizer qualquer coisa sobre a inclusão. A ordem do discurso prioriza os casos de superação e de inclusão efetiva no mercado de trabalho e na educação como resultados de políticas afirmativas que promovem uma transformação social. A revista passa por procedimentos de editoração e tem como motivação para seleção do material a ser divulgado em suas páginas a ideia de que a inclusão é possível, além de pressões mercadológicas que instigam sua produção e circulação. Tais práticas promovem a credibilidade e a legitimidade do discurso que emana em seu interior, fazendo com que se efetive a produção de matérias, notícias, propagandas de produtos e serviços, reportagens de histórias que emocionam e convencem o leitor, sempre com o olhar sobre acontecimentos que merecem destaque. Com isso, faz-se antever o procedimento do discurso que prevê a separação e a rejeição entre os dizeres, promovidos pelo que se pode ou não dizer em determinado momento.
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Ordem do discurso e Educação: sexualidade na Base Nacional Comum Currícular

Ordem do discurso e Educação: sexualidade na Base Nacional Comum Currícular

Desse jogo de ditos e não-ditos fez-se história, e também silêncios. Os modos de controle que se organizam pelo interdito dos prazeres e articula-se pela internação de corpos: “a lógica do poder sobre o sexo seria a lógica paradoxal de uma lei que poderia ser enunciada como injunção de inexistência, de não-manifestação, e demutismo” (Foucault, 1988, p.82) em cada sociedade do sexo, seus regimes de disciplinas dos corpos e controle dos prazeres. Tipos de discursos que cada sociedade aceita e faz funcionar como verdadeiros mecanismos que permitem distinguir entre sanidade e histeria, o asséptico e o acético, o asceta e o trans-viado. As novas perversões nortearam e norteiam os limites da fala e seus significados, e os prazeres são disciplinados em uma complexa ordem discursiva. A produção do discurso do sexo “é ao mesmo tempo controlada, selecionada, organizada e redistribuída” (Foucault,1970,p.8)
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A ordem do discurso jornalístico sobre educação: uma análise das matérias da Folha de S. Paulo de 1996 a 2006.

A ordem do discurso jornalístico sobre educação: uma análise das matérias da Folha de S. Paulo de 1996 a 2006.

Com efeito, são notórias as prescrições disciplinares e reguladoras presentes nas matérias sobre educação na Folha de S. Paulo ao espargirem determinados conhecimentos e maneiras de produzir ações. A maioria dos textos por nós analisados parece pretender ensinar à escola como ela deveria operar, ofertando a seus protagonistas modos mais adequados ou atualizados de educar e, com isso, professando um ideal de sujeito a ser formado, bem como um modelo de sociedade a ser concretizado. A eficácia argumentativa do discurso jornalístico sobre educação, no caso aqui em tela, parece residir na disseminação de uma responsabilização que traz em seu bojo a promessa de desenvolvimento individual e coletivo, resultando numa participação ativa na redenção e no aperfeiçoamento da escola e, por extensão, da sociedade.
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A ORDEM DO DISCURSO FOUCALTIANA: UMA REFLEXÃO SOBRE CONTRIBUIÇÕES FILOSÓFICAS RELATIVAS À HISTORIOGRAFIA LITERÁRIA,  LITERATURA E PRÁTICAS CRÍTICAS

A ORDEM DO DISCURSO FOUCALTIANA: UMA REFLEXÃO SOBRE CONTRIBUIÇÕES FILOSÓFICAS RELATIVAS À HISTORIOGRAFIA LITERÁRIA, LITERATURA E PRÁTICAS CRÍTICAS

Inscritos em uma sociedade na qual os discursos emergem revestidos por poderes e perigos, em que é consabido que todo conhecimento passa pelo discurso, as relações de conhecimento deixam de existir se dissociadas do âmbito do poder que as atravessa. Assim, os saberes tomam forma a partir de redes de práticas discursivas que se munem de poderes, instaurando a proporção direta – “conhecimento sob a forma de poder; poder sob a forma de conhecimento”. Nesse contexto, o discurso é destituído de um suposto véu de transparência que espelha o mundo, configurando-se enquanto veículo do conhecimento e estratégia de poder que, não existindo fora das condições de inteligibilidade, converte-se em objeto investido de desejo, o almejado “poder conhecimento” de que se quer apoderar.
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Jornalismo impresso: memória, história e a reivenção do real sob a ordem do discurso

Jornalismo impresso: memória, história e a reivenção do real sob a ordem do discurso

A linguagem padronizada na forma da pirâmide inverti- da – descrição do acontecimento pela sua ordem de importân- cia- e pelo lead- técnica de produção de texto onde as respos- tas para as seis perguntas do fato o que?, onde?, como?, quem?, quando? e por que? deveriam estar no primeiro pará- grafo- passavam a definir a forma generalizada de se contar os fatos diários. Supunha que assim, mantinha-se a neutralidade desejada para que a nova “mercadoria” vendida não atendesse a interesses particulares e forçadamente, como num cálculo matemático, mantivesse-se a objetividade (oposto de subjeti- vidade) das notícias. A técnica seria, então, aliada ao compro- misso social com a verdade e método de afastamento da inter- ferência de fatores externos ao acontecimento, inclusive às opiniões pessoais dos produtores de informação.
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A ORDEM DO DISCURSO NA EDUCAÇÃO ESPECIAL

A ORDEM DO DISCURSO NA EDUCAÇÃO ESPECIAL

[...] Eu diria que tá negativo pelo fato de não ter profissionais qualificados para trabalhar com esses alunos. Aqui você vê, não tem condições dessa menina estudar aqui, a professora não está preparada, a escola não está preparada para recebê-la. Eles estão colocando essa inclusão, mas eles não cometem o uso ideal para criar o sistema de aprendizagem. Então eu creio que é um aspecto negativo [...] (Adriana). [...] Nesse mesmo caminho que ela coloca, muito interessante que os próprios gestores da área saibam, o que pensam os professores para identificar. Porque eles podem estar pensando que está tudo funcionando de forma eficaz. Porque às vezes os trabalhos são apresentados, os resultados, as discussões que você com certeza vai minar o seu trabalho qualitativamente, mas que isso chegue não apenas a uma banca com três, quatro pessoas, mas que você coloque como recomendação a possibilidade de seminários, a possibilidade de uma cartilha, a possibilidade de encontros, de uma reunião com esse pessoal hoje que gerenciam a Educação Especial, pois parece que mais leituras que eles tenham, por mais cientificidade que eles tenham, mas eles não conseguem sair do ponto zero. De repente o cenário hoje da Educação Especial, ela está sendo reformulada. Aí você pergunta o que a SEMED tem que fazer? Basicamente é reestruturar, se modernizar, invés de você tá fazendo inclusão, acaba que você tá fazendo exclusão. Ela não sabe como acolher essa clientela e por não saber acolher, ela transfere essa responsabilidade para o professor. E aí credibiliza o professor como sendo responsável pelo fracasso do aluno. E não é o professor que fracassa e ás vezes também não é o aluno que fracassa. A faltas de assistencialismo, de uma política mesmo pública de Educação Especial que venha agregar valores, que venha agregar novos norteamentos para essa gente, que ela clama. Ela clama por uma participação mais efetiva. Que cidadania eles têm? Dentro do conceito de cidadania, que cidadania eles têm? Só aí você começa a imaginar, se eu não sou cidadão, eu estou excluído. Então dentro da própria escola você provoca desigualdade social. Onde os que sabem e os que não sabem. Então não adianta viver em função de consertar o que tá errado, deveria aprimorar, aprimorar conhecimentos para tentar melhorar essa política de Educação Especial. Desculpa minha amiga ***, mas é uma tragédia. O discurso é ótimo, mas... É ótimo o discurso, você vai buscar explicação pra tudo [...] (Hamlet).
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Ordem do discurso e Educação: Arquivos.

Ordem do discurso e Educação: Arquivos.

No dia 8 de abril de 2010, a Ordem do Dia trazia para a Casa, em regime de prioridade, a “votação do Parecer do Relator Angelo Vanhoni”, como redigido em Ata, documento disponível para acesso público no site da Câmara. Tal documento registra os acontecimentos de tal dia, no Plenário 02, do Anexo II do Congresso Nacional, onde tomava lugar a discussão sobre o “Substitutivo do Senado Federal ao projeto de lei n° 8.035-B/10 - do Poder Executivo”. Em seu parecer, o relator “reafirmou que rejeitara a redação proposta pelo Senado Federal ao Art.2°, inciso III e restabelecera o correspondente dispositivo do texto aprovado pela Câmara dos Deputados”.
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Histórias afro-brasileiras na ordem do discurso das políticas educacionais

Histórias afro-brasileiras na ordem do discurso das políticas educacionais

COTRIM, Gilberto; RODRIGUES, Jaime.. Ao apontarem para a intransigência da condição humana das populações já escravizadas mesmo diante da posição de assujeitamento que lhes fora impost[r]

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Ordem do discurso acadêmico: pesquisa da pesquisa no PPGE/UFSC

Ordem do discurso acadêmico: pesquisa da pesquisa no PPGE/UFSC

Resumos de dissertações produzidas ao longo de 30 anos de existência do Programa de Pós- Graduação em Educação (PPGE – stricto sensu) da UFSC, constituem o corpus textual da[r]

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O Feminino Criminoso: O Discurso jurídico e a ordem criminológica no infanticídio

O Feminino Criminoso: O Discurso jurídico e a ordem criminológica no infanticídio

Pode-se dizer que os discursos se fazem “categóricos e decisivos”, 9 que são influenciados por instituições que os tornam perigosos diante da proliferação indefinida do que neles é abordado e da exclusão proveniente da ordem do discurso. O discurso que pode parecer inofensivo e singelo é descoberto em sua percepção nua quando encontradas as suas “interdições”, 10 pois são estas que revelam quem está sob controle e quais as relações de poder e de desejo presentes no que é escrito e no que é falado.

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O discurso higienista e a ordem urbana

O discurso higienista e a ordem urbana

estabelecimento de políti cas e normas internacionais. O discurso da Ecologia penetrou os mais variados espaços e perpassa quase to- das as áreas científicas, norteando as políticas de desenvolvimento econômico. Assistimos, assim, à implantação de outro paradigma que vai adquirindo o poder de orientar políticas públicas urbanas. O desenvolvimento sustentável direciona programas sociais e eco- nômicos e uto pias na sociedade capitalista desde a década de 1970. Apesar de ser um lugar tão distante no mapa, Fortaleza teve sua estrutura definida ou transformada com base em regras que estavam sendo pensadas nos grandes centros da Europa. Desde a grande seca do final do século XVIII, em que as teorias miasmáticas orientaram as ações propostas pela comissão pernambucana para dar combate às epidemias que dizimavam a pequena população local; passando pelos códigos de postura (prática que se tornou universal, quase ao mesmo tempo, em várias partes do mundo) e pelos planos de expansão da ci- dade, as teorias médico-higienistas deram o tom. Desde o final do sé- culo XX, quando a natureza voltou a ser tema de reflexão e o discurso ecológico e ambientalista se impôs como novo paradigma a orientar a ação dos homens no espaço urbano, não está sendo diferente. Também agora procuram-se formas de adaptação para essas teses que levem em conta a natureza do lugar: a seca, a areia, os ventos, o clima, etc.
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