Organizações do setor público

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Organizações saudáveis e qualidade do trabalho na Europa. Desafios para organizações e profissões no setor público de saúde.

Organizações saudáveis e qualidade do trabalho na Europa. Desafios para organizações e profissões no setor público de saúde.

E m um contexto global marcado pela intensificação da competitividade, tem sido reconhecida a necessidade de se identificar as características das “or- ganizações saudáveis”, entendidas como aquelas com a “agenda dual” de consecução dos seus objetivos organizacionais e, simultaneamente, de pro- moção da qualidade de vida dos trabalhadores. Focando especificamente o caso das organizações do setor público de saúde, este artigo discute como é que as demandas de produtividade estão influenciando a qualidade de vida dos profissionais de saúde na Europa. A análise baseia-se nos resultados do projeto QUALITY, financiado pela Comissão Europeia. Conjugando métodos quantitativos e qualitativos, 32 organiza- ções foram analisadas, com recurso a cerca de 8 mil questionários e 111 entrevistas com trabalhadores europeus de oito países. Este artigo foca a qualidade do trabalho nos vários países, apresentando depois um estudo de caso intensivo em um hospital universitário português. Os resultados demonstram diferenças significativas entre paí- ses que têm como fatores explicativos o seu funcionamento institucional e o contexto socioeconômico. Foram também encontradas diferenças entre grupos profissionais, justificadas pelas distintas condições de trabalho a que estão expostos.
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A integração entre o planejamento estratégico e o processo de elaboração orçamentária no setor público: o caso das organizações da Marinha

A integração entre o planejamento estratégico e o processo de elaboração orçamentária no setor público: o caso das organizações da Marinha

Para possibilitar o atendimento de demandas crescentes, e a cada dia mais complexas da sociedade, as organizações públicas necessitam utilizar ferramentas que permitam a condução de suas instituições a determinadas direções, buscando-se a melhoria dos serviços públicos e a redução do desperdício. Nesse cenário, o planejamento estratégico se mostra imprescindível, no entanto, não basta a sua formulação, esse tem que ser efetivamente implementado, permeando os demais processos da organização. Assim, este trabalho investigou a integração entre o planejamento estratégico e os sistemas gerenciais das organizações, em especial o orçamentário, que possui elevada relevância no setor público. O objetivo dessa pesquisa é identificar quais os fatores que influenciam a relação entre o planejamento estratégico e o processo de elaboração orçamentária nas organizações. Para tal, foi utilizada metodologia qualitativa, por meio de um estudo de caso múltiplo, que analisou quatro organizações da Marinha do Brasil. Os resultados da pesquisa permitiram o levantamento de diversos fatores, assim como os impactos causados por esses na relação estudada. No entanto, poucos fatores se apresentam da mesma forma nas organizações militares, havendo grande heterogeneidade não só entre as organizações, como também entre os setores de cada organização. Além disso, verifica-se que a implementação do planejamento estratégico, assim como de outras ferramentas administrativas que o fortalecem, encontra-se em plena evolução na Marinha, havendo tendência de fortalecimento do pensamento estratégico nessa Força nos próximos anos.
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Organizações virtuais no setor público: uma nova abordagem

Organizações virtuais no setor público: uma nova abordagem

É crescente o envolvimento de organizações públicas e privadas com alianças e parcerias. No novo cenário colaborativo, uma nova abordagem para o planejamento das organizações precisa ser desenvol- vida, com especial atenção para o setor público, em cujo ambiente a escassez de recursos pode ser total ou parcialmente suprida pela criação ou incremento de redes entre organizações e sistemas. A nova abordagem para a coordenação interorganizacional no âmbito do planejamento governamental pode resultar em algum tipo de “organização virtual” para o setor público, à semelhança do que já ocorre no setor privado. O artigo destaca a importância da reflexão sobre as implicações e possibilidades que os conceitos relativos a organizações virtuais podem trazer para a coordenação interorganizacional no âmbito do planejamento governamental, de forma a contribuir para incrementar a efetividade da ação de governo, por meio de ambiente informacional cooperativo. Aspectos como cultura organizacional, poder e controle, fronteiras e estruturas organizacionais, confiança e gestão cooperativa da informação deverão ser observados no contexto do planejamento governamental, caso se pretenda evoluir na aplicação do conceito de organizações virtuais no setor público.
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Estrutura de equipes-cliente em projeto de implantação de sistemas de informação no setor público: evidências em reuniões por videoconferência entre organizações federais.

Estrutura de equipes-cliente em projeto de implantação de sistemas de informação no setor público: evidências em reuniões por videoconferência entre organizações federais.

Estrutura de Equipes-Cliente em Projetos de Implantação de Sistemas de Informação no Setor Público: Evidências em reuniões por Videoconferência entre Organizações Federais.- João Pess[r]

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Fatores e estratégias que impactam a aplicabilidade de organizações virtuais no setor público: a percepção dos gerentes-executivos do PPA

Fatores e estratégias que impactam a aplicabilidade de organizações virtuais no setor público: a percepção dos gerentes-executivos do PPA

O trabalho apresenta e analisa os resultados de uma pesquisa de campo realizada junto aos gerentes-executivos de programas do Plano Plurianual (PPA) sobre a possibilidade de aplicação do conceito de organização virtual no setor público. Em uma organização virtual, os parceiros compartilham informações e infra-estrutura de maneira sinérgica, incrementando a efetividade para um nível que nenhum deles poderia alcançar sozinho. Nesta nova Era, tradicionais conceitos são abandonados ou questionados, e o próprio conceito de “organização” está mudando, de forma a refletir os desafios inerentes ao novo ambiente. O trabalho descreve e analisa o contexto que molda essa nova abordagem para o processo de planejamento governamental, e os resultados de pesquisa de campo, na qual foram avaliados os fatores e estratégias que impactam a coordena- ção interorganizacional requerida para o adequado funcionamento de uma organização virtual. Entre as conclusões, destaca-se a possibilidade de aplicação, no setor público, do conceito de organizações virtuais, as quais operam necessariamente a partir do compartilhamento de recursos, informações e de objetivos de organizações formalmente independentes, o que requer lidar com diferentes impressões sobre autonomia, poder e controle e diferentes culturas organizacionais, alterando, radicalmente, conceitos e práticas acerca de fronteiras organizacionais, propriedade de recursos, gestão da informação e processo decisório.
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Além da capacitação: desenvolvimento de líderes para o setor público

Além da capacitação: desenvolvimento de líderes para o setor público

contínua ao longo da carreira. Pode-se argumentar que o aumento da diferença salarial entre o setor público e o privado, no que diz respeito a executivos e dirigentes, pode tornar-se o principal obstáculo para o recru- tamento e a retenção de líderes altamente qualificados no setor público. No entanto, as questões de remuneração e de futura estrutura do serviço público ultrapassam em muito o âmbito deste curto artigo. Ele, portanto, apenas focaliza as medidas práticas que podem ser implementadas pelas organizações do setor público, para desenvolver e cultivar futuros líderes entre seus atuais servidores. São amplas as possibilidades de aprimoramento nessa área. Tais medidas práticas podem compensar parcialmente algumas dessas desvantagens, enquanto os dirigentes políticos tentam resolver os grandes problemas econômicos e estruturais da política de emprego do serviço público.
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Canadá: organizações de aprendizagem no setor público

Canadá: organizações de aprendizagem no setor público

“incubadora de aprendizado”, ou uma unidade à qual é delegada a tarefa de cultivar iniciativas de aprendizado localizadas e projetos piloto. Outro ponto de vista é o de que o aprendizado organizacional deve ocorrer mais organi- camente, com gerentes e unidades empenhando-se em uma disposição diversificada de experimentos através da organização. Capacitando os indi- víduos com aquelas competências que promovem o aprendizado organizacional, a colaboração e a inovação se propagam rapidamente pela organização. Na realidade, a maioria das organizações emprega uma combinação destas estratégias. Iniciativas corporativas mais amplas, por exemplo, são particularmente úteis para o desenvolvimento de infra-estruturas e liberação de recursos. Por outro lado, dar poderes aos indivíduos com novas competências promove o aprendizado em níveis pessoal e interpessoal. Por meio do processo de implementação, a verificação dos resultados permanece um fator importante, embora seja conduzida de maneira ligeira- mente diferente. É difícil, e em alguns casos impossível, localizar detalha- damente algumas atividades de aprendizado. Os benefícios do aprendizado nem sempre aparecem imediatamente. A aquisição de algumas formas de conhecimento nem sempre conduz à criação de indicadores empíricos. Estas questões sugerem a necessidade de indicadores alternativos de desempenho e de retorno sobre o investimento para as atividades de apren- dizado. Existe, atualmente, muito de experimentação na criação de novos indicadores para as atividades de aprendizado, de investimentos e de “insumos” (inputs), assim como a relação desses indicadores com resul- tados mensuráveis (outcomes). Existe algum debate, no entanto, sobre como se deve fazer para implementar estes indicadores de forma objetiva, sem impor obstáculos com procedimentos oficiais. Além disso, a bateria de indicadores usados precisa ser suficientemente simples para ser signifi- cativa para fins de informação e credibilidade.
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O setor público não-estatal: as organizações sociais como possibilidades e limites...

O setor público não-estatal: as organizações sociais como possibilidades e limites...

No final dos anos 80 e início dos 90, à luz do movimento de reforma, o Banco Mundial emitiu documentos para orientar as reformulações no setor de saúde. Segundo as proposições apresentadas, o Estado tem por obrigação prover, diretamente ou por intermédio de terceiros, a assistência à saúde dos pobres. Para isso, no entanto, hão de se introduzir mecanismos de pagamento pelos cuidados à saúde em segmentos sociais que possam arcar com tais despesas e repassar os serviços de saúde para entidades privadas, desobrigando o Estado da execução de serviços para o público em geral e, assim, captar recursos para o atendimento dos que necessitam de seu amparo. Nessa lógica definem-se como funções do Estado no setor de saúde as seguintes atribuições: 1. desenvolvimento de ações voltadas para o controle de doenças transmissíveis; 2. organização de sistemas de informação; 3. responsabilização pelo programa de imunização; e 4. regulamentação dos seguros de saúde (MISOCZKY, 1995).
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O papel das organizações públicas para o desenvolvimento de redes em turismo: O caso da Beira Baixa

O papel das organizações públicas para o desenvolvimento de redes em turismo: O caso da Beira Baixa

Resumo | O turismo é um setor complexo que engloba uma grande variedade de atores públicos e pri- vados. As redes de organizações têm sido reconhecidas como uma ferramenta com um papel importante no setor do turismo. Estas contribuem para a colaboração entre os atores relacionados com o setor do turismo, de modo a permitir que se alcance uma oferta integrada dos produtos turísticos. Uma vez que, na Beira Baixa (NUTS III) se constatam algumas diferenças entre o setor público e privado no que se refere à colaboração em rede e os seus efeitos na prática, procurou-se com este artigo compreender o papel das organizações públicas neste setor. Recorreu-se à recolha de dados primários, com recurso a questionários e entrevistas aos atores que compõem a oferta turística da região, com o objetivo de construir uma rede de organizações relacionadas com o turismo na Beira Baixa, e na qual se destacam alguns subgrupos. Logo, depreende-se que os subgrupos com um papel central na rede de organizações em turismo na Beira Baixa são principalmente constituídos por organizações públicas. Sendo que estas têm uma perceção otimista em relação ao desenvolvimento das redes e procuram ultrapassar os proble- mas derivados do turismo através da colaboração conjunta das partes interessadas.
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Boas práticas no setor público

Boas práticas no setor público

A ideia de responsabilidade social das empresas teve início com Bowen em 1953 no auge do capitalismo. Contudo foi na década de 90 que o conceito foi definitivamente aceite e aplicado nas organizações públicas e privadas, com ou sem fins lucrativos. O contributo de Carroll (1991), citado por Miranda & Amaral (2010), produziu a fragmentação do conceito de responsabilidade social corporativa em quatro componentes (responsabilidades): económica, legal, ética e filantrópica. A componente económica tem subjacente a crença que as organizações devem ser lucrativas quando produzem bens e serviços solicitados pelos consumidores, atuando contudo dentro do enquadramento legal promulgado pelo governo, resultando assim na componente legal. A componente ética refere-se à conduta da organização relativamente às normas e valores que se constituem como forças na criação de leis e regulamentações. A componente filantrópica é constituída pelo conjunto de ações corporativas respondendo às expectativas e bem-estar da sociedade. O autor incorpora essas quatro componentes na estrutura piramidal hierárquica apresentada na figura 1, na qual se verifica que a componente económica é o alicerce das outras.
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Os dois futuros do ato de governar: processos de descentralização e recentralização no ato de governar

Os dois futuros do ato de governar: processos de descentralização e recentralização no ato de governar

As reformas do setor público ajudaram a torná-lo mais eficiente e eficaz, mas também gera- ram vários problemas. Tanto as reformas ao estilo do New Public Management quanto da governança contribuíram para os problemas contemporâneos no ato de governar. Tais problemas têm sido em grande parte políticos, refletindo a tendência de se enfatizar valores administrativos em detri- mento dos valores democráticos. Os governos começaram a reagir aos problemas reais e percebi- dos no setor público desenvolvendo diversos instrumentos de “meta-governança” que podem ajudar a governar organizações públicas, mas que envolvem menos comando e controle diretos. Este artigo aborda as funções de governança contemporâneas na restauração da direção e coerência nas políticas e, ao mesmo tempo, no apoio à autonomia das organizações políticas e no envolvimento de redes de políticas no ato de governar.
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Pesquisa sobre estratégia no setor público brasileiro: avaliação da produção científica no período 2007 – 2011

Pesquisa sobre estratégia no setor público brasileiro: avaliação da produção científica no período 2007 – 2011

Como agenda de pesquisa, propõe- se que se dê maior atenção ao tema Estratégia nas organizações públicas tanto do ponto de vista da prática quanto da pesquisa, visto que os fundamentos do campo são igualmente aplicáveis à Administração Pública no nível organizacional. No entanto, do ponto de vista teórico, (BROWN, 2010) em uma análise da evolução da Estratégia no Setor Público, afirma-se que o campo precisa caminhar para aproveitar o potencial de teorias com visões alternativas de mundo diferentes daquelas fundamentadas, principalmente, na visão de mundo competitivo no qual dois ou mais atores competem por um conjunto escasso de recursos. O autor não defende uma nova teoria de Estratégia para o Setor Público, mas se percebe, em sua análise, que a área de Estratégia focada no setor público precisa evoluir, utilizando novas abordagens teóricas, como é possível também observar-se no desenvolvimento deste trabalho.
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ESTRATÉGIA E ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA: O CASO DO PROGRAMA "CHOQUE DE GESTÃO" DO GOVERNO DO ESTADO DE MINAS GERAIS

ESTRATÉGIA E ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA: O CASO DO PROGRAMA "CHOQUE DE GESTÃO" DO GOVERNO DO ESTADO DE MINAS GERAIS

políticas atreladas ao choque de gestão. O conceito de planeja- mento estratégico, aqui, está associado a um método que possibilitou aos gestores públicos estabelecerem suas metas principais, bem como as diretrizes para alcançá-las e os projetos e ações prioritárias, tendo em vista as particu- laridades do ambiente interno e externo às organizações públicas (GUIMARÃES; ALMEIDA, 2006). Entre as diversas políticas que compunham o choque de gestão, uma característica esteve sempre presente: o planejamento estratégico. Nesse sentido, e tomando como base a reforma administrativa ocorrida na esfera federal brasileira no ano de 1995, a lógica de intervenção do setor público em Minas Gerais foi revertida para uma lógica de planejamento estratégico da ação estatal baseada em resultados. Para viabilizar o desenvolvimento de um governo que consiga a implementação de políticas públicas, como resultado de um processo de planejamento estratégico, foram definidas iniciativas de curto prazo que facilitariam o alcance dos resultados almejados no longo prazo (CORRÊA, 2007).
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Ci. Inf.  vol.34 número2

Ci. Inf. vol.34 número2

Essa nova abordagem para a coordenação interorganizacional no âmbito do planejamento governamental pode resultar em algum tipo de “organização virtual” para o setor público, à semelhança do que já ocorre no setor privado, requerendo o suporte de sistemas interorganizacionais, habilidades específicas e compromisso por parte das organizações envolvidas. Para explorar o tema, o trabalho foi estruturado em sete tópicos, incluindo a introdução. Na seqüência, é apresentado o contexto que condiciona e estimula as organizações a migrar para a nova abordagem de colaboração. Em seguida, são apresentados os conceitos de “ambiente informacional cooperativo” e de “organização virtual”. Os dois tópicos seguintes abordam a questão da gestão da informação no âmbito da coordenação interorganizacional, tanto no processo de planejamento propriamente dito, quanto na fase de implementação dos planos.
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Inovação no Setor Público em Portugal

Inovação no Setor Público em Portugal

Este tipo de visão tem seus pontos negativos. Alguns referidos por Stipak (1979, 1980) como as avaliações feitas pelos cidadãos podem não corresponder a real satisfação dos mesmos, e também a subjetividade inerente a este tipo de avaliação. Apesar dos pontos negativos a perspetiva dos cidadãos no estudo sobre a performance da administração pública no geral tem tido um crescente interesse (Vigoda-Gadot et al., 2008). Os mesmos autores referem as vantagens deste tipo de visão. Permite novas perspetivas para as organizações, nomeadamente perspetivas de fora da organização, a voz dos cidadãos acaba por ter mais peso e consideração no processo inovador e permite também o foco e a análise dos resultados da inovação além da visão intra-organizacional. Alem dessas vantagens que enriquecem a compreensão da inovação para lá dos resultados a nível intra-organizacional, permitem também informações sobre os resultados e burocracias não inovadoras.
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Gestão de pessoas no setor público

Gestão de pessoas no setor público

Um primeiro desafio que se coloca a uma proposta como esta reside na própria delimitação das posições de alta direção, diferenciando-as daquelas que devem permanecer de livre nomeação política. A atividade de direção no setor público está fortemente relacionada ao exercício das atividades de natureza política, sendo muito tênue a linha divisória entre o que deve ser político e o que deve ser objeto de uma seleção profissional, apresentando diferentes nuances conforme a natureza da política pública, do nível hierárquico da posição, ou da sensibilidade política do problema a ser gerenciado. Assim, recomenda-se que essa delimitação seja analisada caso a caso para cada organização pública e que se adote uma estratégia incremental de incorporação destas organizações neste novo modelo de seleção. No Chile, o programa teve início com pouco menos de 30 organizações, e hoje já contempla sua quase totalidade no Sistema de Alta Direção.
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Uma tendência comum, casas diferentes: devolução na Itália, Espanha e Reino Unido

Uma tendência comum, casas diferentes: devolução na Itália, Espanha e Reino Unido

de administração pública e aos efeitos sobre as organizações individuais do setor público, ou seja, os fatores em nível nacional que são objeto de estudos comparativos – afetam os processos de devolução. A análise deve ser de alguma forma “livre” de outros fatores, razão pela qual a nossa análise foca-se em episódios de nível macro de devolução que envol- veram uma pluralidade de setores de políticas públicas e os efeitos são estimados em termos de valores “médios” no país como um todo. Além disso, a implantação da devolução é profundamente afetada pelo processo mais amplo de implementação de polí- ticas públicas (K INGDON , 1994). Final-
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Manipulação de Resultados no Setor Público

Manipulação de Resultados no Setor Público

As motivações regulatórias relacionadas com incentivos fiscais fazem-se sentir não só em Portugal, mas também um pouco por todo o mundo, visto que todos temos de pagar impostos. Porém, no caso de países como Portugal isso verifica-se bastante devido à grande carga fiscal suportada (Cunha, 2013). As organizações são tributadas consoante os seus resultados logo poderá haver claramente um incentivo a alterar as práticas contabilísticas de forma a reduzir os resultados e assim diminuir a carga fiscal a pagar. Marques (2008) verificou que as empresas portuguesas com maiores taxas de imposto evidenciam sinais de manipulação de resultados. Vila (2012, p. 35) ao citar Amaral (2001) afirma que “no que diz respeito aos impostos, (…), a predominância da fiscalidade na contabilidade é marcante, uma vez que se entende que a informação financeira serve, em grande medida, para determinar o montante de imposto a pagar pela empresa”.
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Finalidade pública, autoridade governamental e poder coletivo

Finalidade pública, autoridade governamental e poder coletivo

Finalmente, futuras reformas também exigirão uma compreensão mais dinâmica da governança e da administração pública que apoie o desenvolvimento de capacidades. É necessário o desenvolvi- mento de competências em novas áreas para se buscar o bem público em um ambiente global cada vez mais imprevisível, mas esse trabalho deve começar pela valorização e preservação das capacidades existentes. O foco na conformidade é primordial, a marca de um bom governo. Isso inclui: o respeito ao Estado de Direito e às instituições públicas, o devido processo legal, a responsabilização (accountability) e os valores do setor público. Esses fatores contribuem para proporcionar uma sólida base institucional para as organizações públicas. Os administradores públicos devem também preservar o seu foco no desempenho. Isso inclui: tornar o governo mais produtivo e eficiente; melhorar a prestação de serviços articulando “silos” organizacionais; responder às expectativas dos cidadãos; melhorar os processos de governança; e otimizar o poder das tecnologias de informação e comunicação modernas.
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O individualismo e o colectivismo nas organizações do terceiro setor

O individualismo e o colectivismo nas organizações do terceiro setor

De forma geral, o Terceiro setor é formado por organizações sem fins lucrativos, incluindo as entidades de defesa de causas específicas, fundações que investem na área social e instituições diversas, as quais buscam dar respostas e soluções que o Estado não tem conseguido resolver. Trata-se de entidades não-governamentais que expressam a sociedade civil organizada para atendimentos de interesse público em diferentes áreas e segmentos (Costa, 2002). Segundo Defourny e Develtere, (1999:44-50), o terceiro setor deteve e detém duas condições principais de desenvolvimento, a “condição de necessidade” e uma condição de identidade coletiva ou de destino comum. Dentro destas iniciativas as ONG’s distinguem-se com intervenção em muitas áreas, no comércio justo, experimentando alternativas de colocação no mercado ocidental de produtos vindos do sul a preços justos para consumidores e produtores, o crédito solidário entre outros. Estas iniciativas desenvolveram-se na inserção no mercado de trabalho de várias categorias de públicos socialmente desfavorecidos, nos serviços pessoais e de proximidade, no desenvolvimento local e sustentado, no ambiente, na gestão e manutenção de espaços urbanos coletivos, no apoio a grupos sociais com necessidades específicas tais como crianças e idosos, indivíduos com diminuições físicas e mentais. Emergiram nos anos 70 e para criar formas alternativas de resposta aos problemas sociais distintos das que já existiam. Mobilizam vários recursos, desde financiamentos e benefícios fiscais públicos a trabalho voluntário, donativos, vendas de bens e serviços no mercado, parceria com outras entidades tudo com um objetivo social. Ao longo dos anos 80 as iniciativas destas organizações consolidaram-se e nos anos 90 criaram-se novos quadros jurídicos em vários países da União Europeia. A Comissão Europeia e a OCDE designam estas organizações de empresas sociais e pela economia social através de abordagens da Nova Economia Social ou Solidária, (Quintão, 2004:6).
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