Organizações não-governamentais - São Paulo (Estado) - Estudo de casos

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As organizações sociais e as ações governamentais em cultura: ação e política pública no caso do estado de São Paulo

As organizações sociais e as ações governamentais em cultura: ação e política pública no caso do estado de São Paulo

As estruturas das quatro unidades gestoras de Contratos de Gestão também são apontadas como questão presente no funcionamento do arranjo. Por vezes, elas dizem respeito ao desejo de acompanhamento mais próximo das atividades desenvolvidas pelas OSs: não haveria técnicos suficientes para visitar e estar mais próximo das ações. Muitas vezes é citada como estrutura mínima de trabalho a disponibilização de um técnico para cada CG, o que não ocorre em nenhuma delas. Em outros casos, reclama-se a necessidade de técnicos em contabilidade para que sejam possíveis análises em maior profundidade de informações divulgadas pelas OSs, tais como balanços, fluxos de caixa e ativo mobilizado; ou mesmo advogados, capazes de acompanhar e auxiliar a construção de novos processos nas unidades. Além disso, a experiência de atuação nesse arranjo faz diferença: as Organizações Sociais podem contar com equipes maiores envolvidas há mais tempo com esse funcionamento. Mudanças bruscas na gestão das unidades, então, podem gerar a perda de informações relevantes – inclusive quanto a eventuais questionamentos futuros por parte dos órgãos de controle. Ao mesmo tempo, as discussões promovidas pelas OSs também estariam se tornando cada vez mais complexas, exigindo que a SEC-SP enfrente a questão dos profissionais que tem à sua disposição. O perfil de pessoas que precisaria ser reforçado nas estruturas da Secretaria envolve vivência na área da cultura, formação em áreas afins, conhecimento das práticas de gestão pública e compromisso com o funcionamento deste arranjo com as OSs, para que seja possível avançar frente a seus desafios. A capacidade para oferecer salários mais atrativos também poderia contribuir para a formação de equipes maiores e com mais tempo de atuação; esta é uma questão percebida como comum, inclusive, de outras áreas do Governo.
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Um estudo sobre a autosustentação financeira das organizações não governamentais

Um estudo sobre a autosustentação financeira das organizações não governamentais

• em grande parte dos casos, as atividades dessas instituições são mantidas através de recursos não financeiros (voluntariado), ato que pressupõe uma relação de ide[r]

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Educação profissional e organizações não governamentais: panorama dos cursos de formação...

Educação profissional e organizações não governamentais: panorama dos cursos de formação...

Entre as evidências, há as constantes inserções na mídia anunciando a falta de mão-de-obra técnica especializada ao longo dos últimos anos. Por exemplo, em 08 de novembro de 2007, a manchete do jornal Folha de São Paulo: “Oferta de trabalho está desequilibrada, Ipea diz que não há mão-de-obra para 123 mil vagas qualificadas, enquanto 207 mil profissionais qualificados estão desempregados”; em 30 de abril de 2010, no jornal Valor Econômico : “A população na fila para contratações não é pouco instruída. Mais da metade (59,5%) tem ao menos o ensino médio completo. A parcela com menos de oito anos de estudo representa apenas 17% do grupo. No entanto, as empresas reclamam de falta de profissionais qualificados”; e em abril de 2011 a revista Exame dedica uma capa ao assunto: “Procuram-se 8 milhões de profissionais. Este é o número de pessoas qualificadas que o Brasil precisará nos próximos cinco anos – se quiser continuar a crescer. Entre as empresas, a disputa por gente nunca foi tão grande.” Pouco se conhece da atuação das Organizações não Governamentais nos chamados “cursos profissionalizantes”. De modo geral, artigos e teses referem-se ao papel das ONGs no âmbito da Cidadania, Saúde, Cultura e Educação não-formal, num sentido mais amplo e genérico 5 . Um estudo mais próximo ao tema específico desta pesquisa foi o realizado pela Fundação Odebrecht, com apoio do Ministério do Trabalho, FAT – Fundo de Amparo ao trabalhado, PLANFOR – Plano Nacional de Qualificação do Trabalhador e Sistema S, no ano de 1996. A pesquisa “Educação Profissional de adolescentes: Cadastro das Iniciativas não- formais” produziu um registro nacional das entidades que realizavam algum tipo de formação profissional voltada a adolescentes.
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A experiência de gravidez, parto e pós-parto das imigrantes bolivianas e seus desencontros...

A experiência de gravidez, parto e pós-parto das imigrantes bolivianas e seus desencontros...

Os deslocamentos de pessoas ou grupos dentro dos países e para fora destes podem ser motivados por fatores ambientais, econômicos, políticos ou religiosos. Atualmente, os bolivianos representam o grupo mais numeroso entre os hispano-americanos que vivem na cidade de São Paulo, com grande contingente de mulheres em idade reprodutiva. Elas neste processo migratório trazem consigo costumes de tradições culturais. Objetivos: Compreender as experiências vividas pelas mulheres bolivianas durante a assistência à saúde na sua gravidez, parto e pós-parto na cidade de São Paulo. Metodologia: Trata-se de um estudo qualitativo de base etnográfica que busca compreender os significados do contexto pesquisado. Foi realizada observação de plantões em ambientes do hospital na cidade de São Paulo, onde as mulheres bolivianas geralmente dão à luz. Os registros empíricos foram complementados com entrevistas individuais, realizadas na casa das mulheres depois da alta hospitalar. Resultado: Os cuidados de atenção do parto estão centrados em intervenções de rotina (episiotomia, cesárea, utilização de fórceps, manobras de Kristeller) diferentes dos procedimentos geralmente adotados no país de origem das mulheres entrevistadas. Os cuidados pós-parto (práticas alimentares, autocuidado no pós-parto) também contradizem os cuidados próprios de sua cultura. Referem que são ignoradas pela maioria dos profissionais durante o atendimento e que as informações sobre os procedimentos realizados e sobre a evolução do bebê não são claras. As peculiaridades culturais e linguísticas constituem barreiras adicionais à utilização dos serviços de saúde. Apesar de o direito universal à saúde ser reconhecido, na prática as mulheres enfrentam dificuldades no acesso aos serviços de saúde durante o processo de gravidez, parto e pós-parto. Conclusões: A pesquisa permitiu conhecer o contexto social e cultural de alguns saberes e práticas tradicionais das mulheres bolivianas e suas diferenças quanto à cultura do Brasil. A adaptação da assistência às especificidades culturais, a oferta de um ambiente mais acolhedor e a garantia do direito ao acompanhante no parto podem reduzir os medos e desconfianças pelos quais passam as usuárias e contribuir para uma melhor assistência a este grupo populacional.
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FACULDADE DE COMUNICAÇÃO - PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO

FACULDADE DE COMUNICAÇÃO - PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO

Nota-se que a opção desta pesquisa é trabalhar com um estudo de caso único, fato que se ancora num dos cinco fundamentos lógicos apresentados por Yin 215 , mais exatamente no fundamento que justifica a importância de realizar um estudo único quando se trata de um caso representativo ou típico. O Cfemea pode ser considerado uma organização típica de um determinado segmento do campo social, campo este que se articula por meio da Associação Brasileira de Organizações Não-governamentais (Abong) e que se auto-identifica com a luta democrática, por justiça social e pelos direitos humanos. É identificado também com outras organizações que fazem a luta pelos direitos das mulheres e pela igualdade de gênero. Ainda segundo Yin, os outros quatro fundamentos que justificam a pesquisa de caso único são: nas situações em que o caso é decisivo para testar uma teoria; quando representa um caso raro ou extremo; quando se trata de um caso revelador; e quando é um caso longitudinal (estuda dois ou mais pontos diferentes no tempo).
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Contexto int.  vol.27 número1

Contexto int. vol.27 número1

exceções. É nesse contexto histórico que é publicado o livro de Mô- nica Herz e Andrea Ribeiro Hoffmann, quando começa a ser possível sistematizar os avanços e retrocessos relativos a esse tipo de meca- nismo de cooperação multilateral na arena política internacional. Em termos formais, o livro é de indiscutível inovação em virtude de duas peculiaridades: por ser a primeira publicação no mercado edito- rial brasileiro que versa sobre organizações internacionais do ponto de vista da política internacional, e não do direito internacional pú- blico; e também por citar, ao fim de cada capítulo, uma lista com sites na internet como opção, além das referências bibliográficas tradicio- nais, para obtenção de mais informações.
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Um olhar arqueológico da saúde pública brasileira.

Um olhar arqueológico da saúde pública brasileira.

Os argumentos que associam eiciência, rentabilidade e setor privado são efeitos de superfície, ou melhor, polêmicas do modo discursivo. Por exemplo, é certo que o setor hospitalar era mais custoso nos idos da década de 1960, porém o aumento do custo, em princípio, não tem peso diferenciado para o setor público ou privado nem causa impactos diferentes na eiciência desses setores. Sobre essa discussão, Mello airma: “Um dos mais correntes argumentos contra a intervenção do Estado nos mais diversos setores, e cada vez mais amplamente, é a propalada ineiciência da administração pública” (1965, p. 322). Todavia, baseado no estudo de Benedito Silva, ele continua: “as empresas privadas, sobretudo as grandes empresas, padecem dos mesmos males das organizações governamentais, inclusive o nepotismo, o favo- ritismo e todos os demais fatores decorrentes do elemento pessoal, comum a ambos os tipos de empresas” (Idem, p. 322, grifo do autor).
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ESTUDO COMPARADO DA AÇÃO GESTORA NA APROPRIAÇÃO DOS RESULTADOS DO PROALFA: ANÁLISE DE DOIS CASOS DE SUCESSO EM GOVERNADOR VALADARES

ESTUDO COMPARADO DA AÇÃO GESTORA NA APROPRIAÇÃO DOS RESULTADOS DO PROALFA: ANÁLISE DE DOIS CASOS DE SUCESSO EM GOVERNADOR VALADARES

facilitadores do processo de apropriação dos resultados do PROALFA, permitindo que o professor alfabetizador faça uso dos mesmos em sua prática pedagógica. Para isso, através do estudo de duas situações exitosas de gestão, que se configuram por bons resultados nessa avaliação, verifiquei se esse processo de facilitação tem ocorrido. Realizamos uma análise comparativa entre gestões de duas escolas estaduais, localizadas no município de Governador Valadares. Apresentam perfis socioeconômicos semelhantes, mas diferentes características em relação à gestão escolar, com intuito de observar se as diferentes ações desses gestores interferem no resultado. Variei no que diz respeito ao nível de ensino atendido, com o intuito de observar se esse fator interfere na gestão de resultados. Pesquisei como realizam a gestão de resultados educacionais, através da disseminação da apropriação dos resultados PROALFA entre os alfabetizadores. Utilizei como metodologia a entrevista semiestruturada a partir de um roteiro básico, porém flexível, que pôde ser adaptado de acordo com as necessidades que surgiram no decorrer da investigação. Minha estratégia metodológica foi a de comparar as duas escolas selecionadas, identificando a relação entre diferentes gestões e diferentes formas de apropriação da avaliação externa, fazendo um paralelo com os padrões e competências do gestor escolar (MINAS GERAIS, 2010) e as competências do gestor na dimensão da gestão de resultados educacionais (LUCK, 2009). Realizei, ainda, análise documental dos resultados do PROALFA entre os anos de 2008 e 2010; plano de intervenção pedagógico produzido a partir dos resultados; pautas e atas das reuniões. A análise dos dados da pesquisa apontou que os gestores das duas unidades de ensino reconhecem que as avaliações externas traduzem o diagnóstico
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Sistemas de custos em organizações hospitalares: estudo de casos

Sistemas de custos em organizações hospitalares: estudo de casos

rateio, e como indiretos, os que, por nao se identificarem di retamente com os centros, são alocados atraves destes criterioso Nos sistemas restantes, são conside[r]

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Comunicação dialógica de organizações governamentais no Facebook

Comunicação dialógica de organizações governamentais no Facebook

Nesse sentido, empresas e organizações passam a buscar um posicionamento diferenciado na internet, afim de alcançar a participação e o engajamento do seu público. Brandão (2007) define esse objetivo como base da comunicação pública identificada como comunicação governamental. Isto é, uma comunicação que visa estabelecer e interligar um fluxo de informações entre órgãos governamentais e cidadãos. Também nesse contexto, novos paradigmas para a comunicação organizacional surgem, onde os meios digitais possibilitam uma aproximação e estimulam a comunicação institucional na construção de relacionamentos. Dessa forma, as relações públicas assumem cada vez mais um importante papel na gestão do processo comunicacional, visando criar relações confiáveis e duradouras, além de construir uma imagem e identidade positiva da organização (Kunsch, 2009).
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Etapas e dificuldades de elaboração do Balanço Social de organizações não governamentais: um estudo de caso

Etapas e dificuldades de elaboração do Balanço Social de organizações não governamentais: um estudo de caso

O Balanço Social é um grande instrumento no processo de reflexão sobre as ativida- des das empresas e dos indivíduos no contexto da comunidade como um todo. É um pode- roso conjunto de informações nas definições de regulamentação dos recursos humanos, nas decisões de incentivos fiscais, no auxílio sobre novos investimentos e no desenvolvimento da consciência para a cidadania e por isso fica a necessidade de conscientizar as organizações brasileiras da importância da elaboração desse relatório e estimulá-las a divulgar suas ativi- dades com transparência, pois, ao prestar conta do seu investimento nas ações sociais, está permitindo à sociedade acompanhar o seu desempenho e sua responsabilidade social.
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Photovoice: implicações do método colaborativo para as pesquisas em Educação Física e Saúde

Photovoice: implicações do método colaborativo para as pesquisas em Educação Física e Saúde

Em outras palavras, a Sociologia e, particularmente, a Antropologia da Saúde, progressivamente ganham maior espaço e destaque no campo inves- tigativo e isto pode ser explicado, por um lado, pelos avanços teórico-meto- dológicos da área alcançados na discussão teórica de diversas temáticas de estudo, a exemplo da sexualidade, AIDS, exclusão social, corporeidade e vul- nerabilidade. E, por outro, pela crescente influência do conhecimento médico e biológico na vida social, como um fenômeno privilegiado para investigar os aspectos centrais das Ciências Sociais, a relação entre indivíduos e sociedade, natureza e cultura, as relações de poder e de gênero 20 .
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Ambientalismo: um estudo sobre as identidades das ONGs ambientalistas no Brasil

Ambientalismo: um estudo sobre as identidades das ONGs ambientalistas no Brasil

Este trabalho tem como objetivo analisar a criação e atuação de organizações não- governamentais ambientalistas (ONGs), seus modos de operação, infra-estrutura, influências externas e fontes de recursos técnicos e financeiros utilizados nos seus projetos ambientais. Metodologia: levantamento e realização da pesquisa bibliográfica; realização de pesquisas na Internet, com visitas aos sites das 46 ONGs selecionadas e ao banco da Associação Brasileira de Organizações Não- Governamentais (Abong); aplicação de pesquisa estruturada enviada por correspondência eletrônica às 46 ONGs selecionadas; aplicação estatística sobre os dados levantados em sites da própria organização e sites diversos; realização de entrevista semi-estruturada com os diversos atores sociais ligados ao tema, como os profissionais de ONGs ambientalistas, de empresa privada, de academia, de organismos internacionais e do Ministério Público. Conclusões: a criação das ONGs está relacionada diretamente com o momento político em que elas estão inseridas; há preferência de localização de suas sedes em grandes centros econômicos e políticos do país; apesar de terem suas sedes nesses grandes centros, atuam em diversas outras regiões; o voluntariado é expressivo nos seus afazeres; a participação em conselhos e fóruns é uma estratégia de fortalecimento dessas organizações; a participação em rede adquire importância crescente como estratégia de fortalecimento; a cooperação internacional é a maior fonte de financiamento; os financiamentos oriundos dos governos federal e estadual também exercem forte influência na composição orçamentária dessas organizações; configura-se estratégica a elaboração de relatórios para a sociedade; faz-se necessária a profissionalização das pessoas que trabalham nas ONGs ambientalistas; e faz-se necessária uma maior e melhor veiculação de informações sobre os trabalhos desenvolvidos com as diversas comunidades.
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Liderança e gestão: um estudo em Organizações Não Governamentais (ONGs) na região metropolitana do Recife, PE

Liderança e gestão: um estudo em Organizações Não Governamentais (ONGs) na região metropolitana do Recife, PE

Esse conceito define a continuidade organizacional das ONGs como a demanda por meio da combinação próxima da perfeição das fontes de financiamento e a relação da capacidade contínua de aquisição de recursos (materiais, financeiros ou humanos) que uma organização possui, aliada ao seu potencial de empregar os recursos obtidos com competência e foco em seus objetivos (CALEGARE; SILVA JUNIOR, 2009; FALCONER, ANDRES PABLO, 1999). Em meio a uma conjuntura de mudanças econômicas, políticas e sociais, as organizações sem fins lucrativos são desafiadas a se fortalecerem institucionalmente; dessa forma, o desenvolvimento organi- zacional passou a ser um ponto importante como condição da continuidade (OLIVEIRA, 2011). Acredita-se que, quando o conceito de continuidade é trazido ao Terceiro Setor, é utilizado para tratar da permanência e continuidade de longo prazo dos esforços realizados para atingir-se o desenvolvimento humano (KISIL, 2005). A continuidade de uma organização sem fins lucrativos não se restringe apenas a fatores que contribuem para continuidade financeira, mas deve con- siderar seu capital humano e um conjunto amplo de outros fatores.
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UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA CENTRO SÓCIO ECONÔMICO DEPARTAMENTO DE SERVIÇO SOCIAL

UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA CENTRO SÓCIO ECONÔMICO DEPARTAMENTO DE SERVIÇO SOCIAL

Neste sentido, Mioto (2000), ressalta que é necessário que as organizações governamentais e não governamentais visualizem a família como um espaço a ser cuidado. desta i[r]

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O Serviço social nas organizações não-governamentais: tendências e particularidades

O Serviço social nas organizações não-governamentais: tendências e particularidades

O presente estudo trata do exercício profissional do(a) Assistente Social nas ONGs associadas à ABONG, no município de Natal/RN, no que se refere às condições de trabalho, às demandas e às respostas profissionais, diante da conjuntura de reestruturação do capital. O conjunto de transformações sócio-históricas, resultado da dinâmica capitalista pós-1970, engendra um processo de novas configurações na relação Estado e sociedade as quais interferem diretamente no tratamento da questão social na atualidade, desconstruindo direitos sociais conquistados historicamente pelos trabalhadores. Nesse contexto, as ONGs, assumem função social estratégica no enfrentamento da questão social, contribuindo para o deslocamento das responsabilidades com o social, da órbita do Estado para o chamado terceiro setor. Esse movimento societário desencadeia mudanças para o Serviço Social, uma vez que é uma das profissões que atuam nas expressões imediatas da questão social. A partir de uma pesquisa qualitativa fundamentada numa perspectiva teórico-metodológica crítica e dialética, foi possível desvendar algumas contradições, particularidades e tendências do exercício profissional do(a) Assistente Social em ONGs. Sinteticamente, os resultados da pesquisa indicaram que: a) nas condições de trabalho há uma tendência de precarização, instabilidade, insegurança e desarticulação dos profissionais; b) as demandas estão associadas ao momento de reordenamento do capital, cujas “novas” exigências e responsabilidades profissionais têm sintonia com as necessidades do capital em tempos de crise estrutural; c) os limites e as contradições estão presentes no cotidiano profissional, principalmente em função das características de gestão e funcionamento das ONGs; d) as profissionais entrevistadas apresentam dificuldades significativas na articulação entre a singularidade do cotidiano profissional nas organizações e a totalidade dos processos sociais, limitando a capacidade de efetuar a crítica às requisições (im)postas pelo capital.
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Qual a importância do trabalho voluntário para sustentabilidade de organizações não-governamentais?

Qual a importância do trabalho voluntário para sustentabilidade de organizações não-governamentais?

ou a algum tipo de proveito próprio como a participação na construção de uma praça que poderá ser utilizada pela família do voluntário. Coelho (2002: 72) destaca que algumas empresas passaram a ter interesse por pessoas que exerçam algum tipo de trabalho voluntário em virtude de ele se caracterizar “não apenas como um mero estágio, mas como um elemento formador essencial, pois como essas organizações funcionam com pouco dinheiro, o indivíduo é freqüentemente obrigado a desenvolver a criatividade, a aprimorar técnicas de gerenciamento, a cumprir mais de uma função, etc.”. Interessante observar que essa perspectiva do trabalho voluntário enquanto capaz de desenvolver habilidades profissionais parece ser responsável, em parte, pelo crescimento e popularização do trabalho voluntário. Na medida em que as empresas valorizam as experiências com o voluntariado, o número de pessoas que busca o engajamento em algum tipo de ação social como forma de aumentar as suas chances de encontrar um emprego se acentua. Neste sentido, Cohen (1964: 67) afirma que o trabalho voluntário traz como subproduto o “desenvolvimento pessoal intelectual e emocional obtido através do treinamento e das novas experiências a que o voluntário se submete”. Mesmo que a atribuição dessa função ao trabalho voluntário possa ser questionada, muitas organizações do terceiro setor parecem utilizar desse argumento como forma de aumentar a sua disponibilidade de recursos humanos.
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A representação social do papel de gestores em organizações não governamentais

A representação social do papel de gestores em organizações não governamentais

dinâmica da sociedade. Em primeiro lugar, pela força econômica que o setor possui. Conforme a pesquisa, caso fossem somados todos os trabalhadores em tempo integral no terceiro setor nos países estudados e comparados ao nível de emprego nas maiores empresas privadas de cada um deles, o emprego sem fins lucrativos superaria o regular numa proporção de seis para um. Em segundo lugar, verificou-se que o terceiro setor se faz presente em todos os países estudados, de maneira não uniforme, em maior ou menor grau, mesmo com os Estados Unidos à frente em números de emprego no setor não lucrativo. Como terceira conclusão, o estudo mostrou como a ação de organizações do terceiro setor é sensível no atendimento às especificidades dos países onde estão situadas, ou seja, as organizações do terceiro setor apresentam padrões de composição e de atuação diferentes de um país para outro. Por fim, a pesquisa concluiu que o surgimento do terceiro setor não está diretamente atrelado à presença de pessoas ricas desejosas por promover ações de caridade, já que as principais fontes de financiamento são taxas e encargos sobre serviços e os Estados nacionais, sendo as doações privadas responsáveis por menos de 10% do aporte financeiro. Assim, a pesquisa reconheceu que o terceiro setor constitui um conjunto de organizações concretas que representam uma expressiva força econômica, contribuem para o fornecimento de serviços à sociedade e buscam apoio financeiro em fontes diversas (SALOMON, 1997).
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Representações sociais do papel de gestores de organizações não-governamentais.

Representações sociais do papel de gestores de organizações não-governamentais.

Nessa discussão, vozes e questões se levantam quanto à tendência de to- mar a gestão como definidora do sucesso ou do fracasso das organizações do ter- ceiro setor. Dowbor (1999) mostra que as áreas sociais adquiriram importância ape- nas nos últimos anos e que, ainda, não se formou uma cultura do setor, já que os paradigmas que a gestão social herdou têm profundas raízes no capitalismo indus- trial. Associar critérios de gestão social com gestão pública, numa tentativa de reduzir lógicas não idênticas a um mesmo denominador é, conforme argumenta Dowbor (1999), uma saída que não conseguirá atender às demandas sociais a contento. O modelo burocrático estatal não possui a agilidade e a flexibilidade ne- cessárias para atender a uma demanda de necessidades sociais díspares. Assim, “há cada vez menos espaço para simplificações desse tipo” (DOWBOR, 1999, p. 36). De outra forma, segundo Andion (1998), as ferramentas de gestão utilizadas por organizações do terceiro setor não foram concebidas para atender às particu- laridades que o trabalho de tais organizações efetiva. Adaptaram-se, assim, mo- delos de gestão de empresas privadas cujos conteúdos são considerados inade- quados ao enfrentamento dos problemas específicos ao campo social. Daí o cará- ter de desafio que o terceiro setor tem a enfrentar para sair do abismo conceitual e operacional (SALVATORE, 2004, p. 32) em que se encontra.
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