Papel das Organizações Internacionais

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Globalização e espaçamento das políticas sociais

Globalização e espaçamento das políticas sociais

O presente artigo tem o objetivo de fazer uma discussão entre os vários processos de globalização e suas relações com a redefi nição do papel do Estado nas atividades econômicas, políticas e sociais. A discussão das várias defi nições de globalização; a constituição das estruturas formais de poder no mundo atual; o infl uente papel das organizações internacionais, representadas por elites econômicas de caráter planetário e regional; e, fi nalmente, como todo esse contexto interfere no âmbito dos Estados Nacionais, provocando nos mesmos profundas transformações internas na regulação da economia e dos serviços públicos.
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Hegemonia compartilhada e organizações internacionais: a proposta trilateralista dos anos 1970

Hegemonia compartilhada e organizações internacionais: a proposta trilateralista dos anos 1970

Um segundo problema dos arranjos institucionais internacionais, segundo o relatório coordenado por Bergsten em 1976, seria a falta de consistência e “liderança decisiva”. A história teria mostrado que um sistema internacional efetivo requer um “zelador”, e ele precisa ser um país relativamente grande ou um grupo de países, porque somente uma entidade assim seria tanto atenta a respeito dos efeitos sistêmicos de suas próprias ações e, portanto, ciente de seu papel de zelador, quanto apta para “aceitar os efeitos políticos domésticos das ações para defender o sistema” (BERGSTEN, BERTHOIN & MUSHAKOJI, 1976, p. 10). Os Estados Unidos, desde o primeiro pós-guerra do século XX, viveram historicamente o dilema entre priorizar os interesses domésticos e cumprir o papel de garantidor de um sistema internacional estável. A questão que o relatório se colocava era simples, embora a resposta fosse difícil: sem os Estados Unidos, quem agora poderia cumprir tal papel?
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Um outro olhar: sobre a análise gramsciana das organizações internacionais.

Um outro olhar: sobre a análise gramsciana das organizações internacionais.

pelo funcionamento espontâneo dos mecanismos de mercado. Mas esse reconhecimento é pura- mente negativo. O liberalismo econômico carece de uma teoria positiva do Estado. De seu ponto de vista próprio, isto não chega a ser um incon- veniente. Afirmando, por princípio, a excelência do mercado idealizado, carente de — ou des- comprometido com — qualquer definição positi- va sobre o papel e os limites da ação estatal, o liberalismo econômico forjou para si um podero- so dispositivo retórico que lhe permite, em qual- quer momento e em quaisquer circunstâncias, denunciar como excessiva e despótica a interven- ção do Estado. É assim que, ao criticar o welfare state, no final do século XX, Hayek, Friedman e cia. repetem argumentos formulados por Spencer (1969) contra os tímidos ensaios de assistência social da Inglaterra vitoriana.
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Conflito e cooperação nas relações internacionais: as organizações internacionais no século XXI.

Conflito e cooperação nas relações internacionais: as organizações internacionais no século XXI.

No campo das relações econômicas internacionais, o Fundo Monetário Internacional de hoje tem muitas características ou funções que não existiam quando de sua criação, enquanto muitas daquelas para as quais fora criado, como a de ser a principal instituição responsável pela administração da liquidez internacional, virtualmente deixaram de existir. O manejo do equilíbrio entre as economias hoje depende apenas parcialmente dos instrumentos de ação do FMI, ao mesmo tempo em que a instituição foi, gradativamente, assumindo um curioso papel de auditor internacional das contas internas e externas dos países endividados. Essa transformação ocorreu em grande parte porque os desequilíbrios nos balanços de pagamento cresceram a tal ponto que tornaram irrisórios os recursos e os mecanismos do FMI para manejar esses desequilíbrios. Na verdade, desde a sua fundação, os recursos postos à disposição do Fundo pelo mecanismo de quotas sempre foram insuficientes para enfrentar situações de desequilíbrio mais graves, e o crescimento da economia internacional apenas agravou essa insuficiência. Os empréstimos do Fundo ainda continuam servindo para equilibrar as contas externas dos países, mas apenas quando esses desequilíbrios são relativamente pequenos e ocasionais. Em situações mais críticas, geralmente decorrentes não de desequilíbrios comerciais mas de crises financeiras, o Fundo tem atuado como principal elemento catalisador de empréstimos de fontes variadas e não como provedor de fundos para estabilizar economias em dificuldades.
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Atuação das Organizações Internacionais no combate a pandemia de COVID-19

Atuação das Organizações Internacionais no combate a pandemia de COVID-19

Como o COVID-19 tornou-se um problema de ordem internacional,as organizações internacionais estão tendo um papel de importante valor nesta situação. Estão buscando formas de amenizar os prejuízos causados de forma imediata. Porém é de conhecimento geral esta situação deixará sequelas em vários setores de diversos países. Devido a um vírus que apareceu repentinamente e espalhou-se de maneira acelerada por todo o planeta. Literalmente parou o mundo.

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FOCAC: estratégia econômica e política de cooperação Sul-Sul Sino-Africana

FOCAC: estratégia econômica e política de cooperação Sul-Sul Sino-Africana

O FOCAC se constitui como a principal plataforma ao diálogo e coordenação China-África no século XXI. A China se compromete com grandes investimentos e outros benefícios aos países africanos em troca da concessão na exploração do petróleo e outras matérias-primas – estratégia oil for infrastructure. O artigo tem como objetivo analisar como o FOCAC tornou-se um mecanismo institucional para a consolidação política-econômica chinesa na África. A nossa hipótese é de que o FOCAC tornou-se uma plataforma multilateral que facilita e fortalece a relação bilateral da RPC com os países africanos frente aos objetivos chineses de garantir a sua segurança em relação aos recursos naturais, abrir a economia para novos mercados e para oportunidades de investimentos. No âmbito político, o Fórum assumiu papel relevante ao reforçar o comprometimento dos países africanos junto à China nas Organizações Internacionais, principalmente na Organização das Nações Unidas (ONU).
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O histórico da segurança humana e o (des)encontro das agendas de desenvolvimento e segurança

O histórico da segurança humana e o (des)encontro das agendas de desenvolvimento e segurança

O desenvolvimento humano, para Amartya Sen (1999), pode ser visto como um processo de expansão das reais liberdades que os indivíduos gozam e afirma que focar nas liberdades do ser humano contrasta com visões mais restritas do desenvolvimento, como identificar desenvolvimento através desenvolvimento através da mensuração do crescimento do produto interno bruto (PIB) ou com aumento de rendas pessoais, industrialização, avanço tecnológico, industrialização ou modernização social. Aumentos de renda ou PIB podem ser meios significativos para que indivíduos expandam as suas liberdades enquanto membros da sociedade, mas existem outros determinantes destas liberdades como arranjos econômicos — tais como acesso à educação e saúde — bem como direitos políticos e civis — por exemplo, ter a liberdade para participar em discussões públicas. Da mesma forma, o progresso tecnológico, industrial ou modernização social podem contribuir substancialmente na expansão da liberdade humana, mas estes também podem sofrer influências. Ver desenvolvimento em termos de expansão de liberdades substantivas direciona atenção para os fins que fazem o desenvolvimento importante, ao invés de alguns meios terem meramente um papel proeminente no processo (SEN, 1999).
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PORTUGAL E A COOPERAÇÃO TÉCNICO-MILITAR: UMA ANÁLISE DAS POTENCIALIDADES, VULNERABILIDADES, OPORTUNIDADES E AMEAÇAS CRISTIAN CAMILO OSPINA VARGAS

PORTUGAL E A COOPERAÇÃO TÉCNICO-MILITAR: UMA ANÁLISE DAS POTENCIALIDADES, VULNERABILIDADES, OPORTUNIDADES E AMEAÇAS CRISTIAN CAMILO OSPINA VARGAS

No âmbito do seminário, também se discutiu como é que o terrorismo internacional pode afetar a segurança interna de Portugal, mormente com a introdução da livre circulação de pessoas, bens e capitais, e a arquitetura de segurança dos países europeus. As organizações terroristas têm mais capacidade de mobilidade e abrangência geográfica, bem como a possibilidade de acesso a novas tecnologias, entre as quais as armas de destruição massiva. Ademais, os problemas de narcotráfico, contrabando, imigração ilegal e comércio ilícito de armas, facilmente conectados ao terrorismo transnacional, também vão ser uma constante do futuro previsível, pelo que as Forças Armadas Portuguesas devem consolidar as suas estruturas de prevenção e resposta, focando-se na segurança preventiva, ativa e sistemática.
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A ONU e o combate ao terrorismo

A ONU e o combate ao terrorismo

colocada a bordo e que causou a morte de 270 pessoas em 1988, que no início dos anos 90 o Conselho de Segurança adoptou a Resolução 748 (1992) para obrigar a Líbia a extraditar dois nacionais seus, suspeitos do atentado de Lockerbie. Nessa resolução o Conselho de Segurança considerou, pela primeira vez, que o terrorismo constituía uma ameaça contra a paz e segurança internacionais e impôs sanções à Líbia. O Conselho de Segurança tinha já também imposto antes do 11 de Setembro diversas sanções contra o regime taliban no Afeganistão (interdição de ligações aéreas, de fornecimento de material militar, redução da presença diplomática taliban e restrição dos seus movimentos, congelamento de contas, etc.) nas Resoluções 1267 (1999) e 1333 (2000), designadamente pela protecção conferida a terroristas que aí possuíam campos de treino e bases das suas organizações, exigindo ainda a entrega de Bin Laden e o fim de todas as actividades de apoio a terrorismo. Normalmente estes regimes de sanções impostos pelo Conselho de Segurança são posteriormente reafirmados pela União Europeia, tornando-se assim directamente aplicáveis e vinculativos não só para os Estados Membros da União Europeia mas também para os seus nacionais, quer sejam pessoas singulares ou colectivas. Em reacção aos ataques terroristas contra os Estados Unidos em 11 de Setembro de 2001, o Conselho de Segurança adoptou a Resolução 1368 no dia 12 de Setembro, que condenou inequivocamente esses actos e os considerou, como todo o terrorismo internacional, uma ameaça à paz e segurança internacionais.
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O papel da gestão de pessoas dentro das organizações

O papel da gestão de pessoas dentro das organizações

As organizações atuais são caracterizadas pelos seus objetivos e papéis junto à sociedade e, cada vez mais, servem a uma clientela mais exigente, mais consciente de seus direitos e de suas necessidades. Na era da Sociedade do Conhecimento e de Serviços, a qualidade não é mais um diferencial, mas uma necessidade constante. Qualidade é sinônimo de Gestão de Pessoas e icaz. É sinônimo de boa liderança, de pessoas motivadas, de pessoas satisfeitas e de pessoas comprometidas. Com isso as organizações buscam o contínuo processo de quali icação, adaptação e inovação para si própria e para seus funcionários.
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O papel da motivação intrínseca nas organizações de arte

O papel da motivação intrínseca nas organizações de arte

criar uma necessidade dentro de outra pessoa, como também não pode. criar a fome, a sede ou o impulso sexual, que são os motivadores[r]

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A natureza jurídica dos empréstimos por organizações internacionais de cooperação financeira: as licitações brasileiras realizadas com normas internacionais

A natureza jurídica dos empréstimos por organizações internacionais de cooperação financeira: as licitações brasileiras realizadas com normas internacionais

entidades de fomento, e sim de tentar conciliar as regras internas com as diretrizes do órgão financiador. A utilização de regras estranhas à Lei nº 8.666/93 é uma faculdade, e, mesmo atendida a Constituição Federal, a autoridade administrativa deve retorquir diante de pontos importantes e sempre por em prática o seu poder de negociação. 10. De tão cristalino, esse já era o posicionamento deste Tribunal desde pelo menos 1992, quando, ainda estando a licitação sob a conformação do Decreto-Lei nº 2.300/86, foi prolatada a Decisão nº 245/92-Plenário, em processo de consulta (TC 001.525/1992-1), a qual esclareceu que a existência de normas das entidades de financiamento ‘não obsta que a mutuária ou executora, utilizando-se do poder de negociação (...) procure junto a essas agências internacionais de crédito fazer prevalecer os procedimentos estatutários internos, considerados relevantes na formalização das despesas públicas, sem prejuízo da tentativa de conciliação entre as práticas eventualmente conflitantes, naquilo que não for incontornável. Caso contrário, incumbe ao Administrador-Responsável nacional adotar sempre a decisão que melhor atenda aos interesses da União, expressos na legislação pertinente ”. (TCU. Decisão nº 1.640/2002, p. 25, grifo nosso).
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A PARTICIPAÇÃO DA ORGANIZAÇÃO MARÍTIMA INTERNACIONAL NA GONANÇA SOBRE A EXPLORAÇÃO DE PETRÓLEO OFFSHORE  Francisco Campos da Costa, Eliane Maria Octaviano Martins

A PARTICIPAÇÃO DA ORGANIZAÇÃO MARÍTIMA INTERNACIONAL NA GONANÇA SOBRE A EXPLORAÇÃO DE PETRÓLEO OFFSHORE Francisco Campos da Costa, Eliane Maria Octaviano Martins

comuns da(s) sociedade(s), seja numa dimensão doméstica, seja numa dimensão global. Nesse sentido, este trabalho busca demonstrar que apesar da Convenção de Montego Bay (que é posterior à criação da International Maritime Organization) definir que apenas os Estados possuem personalidade jurídica, jurisdição plena e absoluta sobre as áreas cobertas pelas águas, a Organização Internacional e a Organização Não-Governamental Internacional supracitadas possuem atuação, preocupação e interesse no cenário internacional sobre as consequências da exploração pelos Estados dos recursos naturais marinhos, o que as torna relevantes para as discussões que visem criação de convenções internacionais e a positivação de normas internacionais.
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Educação de Jovens e Adultos

Educação de Jovens e Adultos

Numa vertente sociocultural e antropológica, letramento tem sido deinido como o conjunto de práticas sociais de uso da escrita. Neste conjunto está incluído tudo o que as pessoas fazem com e a partir da língua escrita. A participação nessas práticas tem início quando se começa a conviver com as diferentes manifestações da escrita e se prolonga por toda a vida, com a crescente possibilidade de participação em variadas práticas relevantes e necessárias que en- volvem essa modalidade da língua. Essas práticas, nas quais a escrita tem um papel crucial, são muito variadas e podem ser designadas como práticas de letramento. Se pararmos para reletir sobre o que as pessoas fazem com esta modalidade de língua, podemos concluir que diferentes sociedades e grupos sociais que as compõem têm variadas formas de letramento, isto é, usam-na de acordo com seu modo de vida, padrões culturais, costumes, valores e ne- cessidades. Estas práticas estão integralmente conectadas às identidades e à consciência de si mesmos, daqueles que as realizam; uma mudança nessas práticas resulta em mudanças iden- titárias, porque corresponde a transformações nas formas de interação e modelos de ação no mundo. Vejamos um exemplo dessas mudanças identitárias:
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COVID-19: RESPOSTAS DA COMUNIDADE INTERNACIONAL X OS RELATOS SOBRE SAÚDE DOS MIGRANTES

COVID-19: RESPOSTAS DA COMUNIDADE INTERNACIONAL X OS RELATOS SOBRE SAÚDE DOS MIGRANTES

Nesse sentido, o presente trabalho pretende dispensar essa atenção devida ao direito de migrar, especialmente relacionado ao direito à saúde desses grupos de migrantes vulneráveis, diante do surto viral. Isso se buscará pelo exame das respostas oficiais de organizações preocupadas com o cenário dos fluxos migratórios no mundo e das recomendações dos sistemas regionais de proteção de direitos humanos. Assim, após um panorama das reações oficiais da comunidade internacional à crise do novo Coronavírus, possa então ser realizado um cotejo destas com as práticas dos governos nacionais, no intuito de perceber, em meio à pandemia, a qualidade da proteção e a efetivação do direito de migrar vinculado à saúde, entendida esta com seus determinantes sociais, como esteio basilar para concretização dos direitos humanos em geral.
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MAJ Ribeiro Brasil o despertar do gigante Sul Americano

MAJ Ribeiro Brasil o despertar do gigante Sul Americano

A República do Peru está delimitada a norte pelo Equador e Colômbia, a sul pelo Chile e a leste pela Bolívia e Brasil com que divide uma fronteira de 2995 km. O antigo Vice-Reinado espanhol do Peru é o terceiro maior país em território, o quarto mais populoso e a sexta maior economia sul-americana (Index Mundi, 2009). Marcado pela instabilidade interna, estimulada tanto por grupos como por dirigentes, iniciou relações com o Brasil em 1826. Estas foram várias vezes cortadas, não devido a rivalidades mas a conflitos contra terceiros. O papel do Brasil no processo de paz entre o Equador e o Peru, em 1998, reafirmou a sua cooperação. As suas prioridades são a Amazónia, a cooperação fronteiriça, a integração energética, física e de transportes e o combate ao narcotráfico. O Peru associou-se ao MERCOSUL em 2003 e apoia o Brasil na reforma da ONU. A balança comercial bilateral (USD 2 298 milhões) tem sido favorável ao Brasil (MRE, 2009).
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Aspectos Específicos da Administração Internacional de Recursos Humanos

Aspectos Específicos da Administração Internacional de Recursos Humanos

De permeio, existem, porém, os organismos internacionais de âmbito re­ gional — tais como, para dar uns poucos exemplos abrangendo o mundo oci­ dental, o mundo socialista e o chamado terceiro mundo, o Mercado Comum Europeu (MCE), o Conselho de Ajuda Econômica Mútua (COMECON), a Or­ ganização dos Estados Americanos (OEA) e a Organização da Unidade A fri­ cana (OUA) — cujos problemas são, em escala reduzida, os mesmos da ONU, a sa b e r: distância geográfica, variedade de idiomas e multiplicidade de na­ ções envolvidas no processo de recrutamento.
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UNIVERSIDADE DE BRASÍLIA FACULDADE DE DIREITO PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM DIREITO

UNIVERSIDADE DE BRASÍLIA FACULDADE DE DIREITO PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM DIREITO

Em 1991, os Estados do CARICOM adotaram um acordo estabelencendo a Agência de Gestão de Desastres e Emergências do Caribe (CDEMA) como resposta à necessidade de complementar as iniciativas do Projeto Pan Caribenho de Prevenção e Preparação a Desastres 208 . O Acordo cria diversos órgãos internos que visam a reforçar a cooperação e providenciar regras detalhadas para implementar respostas de assistência a desastres coordenadas e imediatas aos Estados afetados, assegurando: a) a coordenação da prestação de informação confiável e precisa a organizações não- governamentais e intergovernamentais sobre desastres que afetem os Estados partes; b) mobilização e coordenação da asssistência a desastres por parte de organizações intergovernamentais e não governamentais aos Estados Partes afetados; c) mitigação ou eliminação, o máximo possível, das consequências imediatas dos desastres nos territórios dos Estados Partes; d) promover a criação e a manutenção de bases de resposta a desastres entre os membros participantes da agência. Enquanto a maioria das disposições refere-se ao aprimoramento de sistemas de alerta e de recuperação, o Acordo prevê que os Estados identifiquem, mantenham e deixem à imediata disposição do Coordenador da Agência recursos materiais e humanos necessários em casos de resposta a desastres (Artigo 13). O Acordo regula também o envio de missão de recuperação inicial em casos de solicitação de assistência, a divisão de custos da
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O discurso da sustentabilidade e suas implicações para a educação.

O discurso da sustentabilidade e suas implicações para a educação.

A primeira matriz corresponde ao discurso oficial da sustentabilidade, que detém a hegemonia presente do campo, e que, para muitos efeitos, atua como “a verdade” sobre o tema. Compreende o desdobramento da proposta de sustentabilidade, originada nos trabalhos da Comissão Brundtland e reproduzida nas grandes conferências internacionais e nos programas governamentais sobre meio ambiente e desenvolvimento. Tanto pela força de sua posição hegemônica, quanto pelo conteúdo que a constitui, esta interpretação também foi assimilada por setores não-governamentais e empresariais, em sua forma pura ou acrescida de adaptações ao perfil particular de cada grupo.
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 MAJ Rui Vieira

MAJ Rui Vieira

O modelo foi construído numa era diferente da de hoje, e por esse facto, sofreu modificações que iremos abordar e suportar. O Mundo de hoje é caracterizado por um ambiente de complexidade, turbulência e mudança. Na era da globalização e da sociedade em rede, a informação circula com uma velocidade cada vez mais elevada e as interacções entre os vários sistemas e subsistemas políticos, sociais, económicos e culturais, são cada vez mais importantes e subtis. As modalidades de acção estratégicas, confrontados com o falhanço das receitas antigas, procuram agora paradigmas inovadores que respondam à nova realidade. O decisor de hoje, tem de assumir que o mundo em que se insere é em certa medida, imprevisível, instável e sensível a pequenas causas. Este ambiente complexo caracteriza-se ter por relações de causa-efeito não lineares e desproporcionadas 150 e por isso, o decisor tem de mudar o seu quadro mental, abandonar as ilusões de que o êxito esteja associado à regularidade e de que seja possível prever o comportamento de uma organização a longo prazo. Na sua acção, não bastará definir objectivos/fins a atingir (ENDS), as modalidades (WAYS) e os meios (MEANS), como se estivesse num ambiente com relações lineares de causa-efeito, terá de incluir o estudo e a definição dos efeitos (EFFECTS) produzidos e a produzir. Para Ralph Stacey, teorizador da Teoria do Caos, no âmbito da administração das organizações, refere que “o actual planeamento estratégico a médio e longo prazo é apenas uma forma de reduzir a ansiedade dos elementos da organização, podendo até os seus efeitos serem nefastos, ao prender uma organização a uma visão estratégica ultrapassada pela evolução da realidade, retirando-lhe a capacidade de criar, inovar e reagir” 151 . É, por conseguinte, necessário procurar as dinâmicas do êxito, longe do equilíbrio e rejeitar a condução estratégica rígida.
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