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AMAZÔNIA: INFERNO VERDE OU PARAÍSO PERDIDO? CENÁRIO E TERRITÓRIO NA LITERATURA ESCRITA POR ALBERTO RANGEL E EUCLIDES DA CU

AMAZÔNIA: INFERNO VERDE OU PARAÍSO PERDIDO? CENÁRIO E TERRITÓRIO NA LITERATURA ESCRITA POR ALBERTO RANGEL E EUCLIDES DA CU

Na compreensão generalizadora de Euclides a Amazônia mostrava-se também como um espaço a ser protegido, a “terra sem pecado” que perdera sua condição edênica ao longo da intervenção exploratória da colonização necessitando agora de um defensor. Contudo, a missão profética assumida por ele encontrava nos seus demais estudos e descrições sobre as sociedades e paisagens amazônicas uma contradição já presente na ideia de seu livro idealizado: “Um Paraíso Perdido”. Em carta endereçada a José Veríssimo, escrita no mesmo dia da missiva destinada a Coelho Neto, Euclides indaga: “Acha bom o título Um Paraíso Perdido para o meu livro sobre a Amazônia? Ele reflete bem o meu incurável pesimismo” (GALVÃO, p. 268). Mas o pessimismo que guiava o esforço interpretativo de Eulcides não parece ser tão forte, novamente por meio de uma carta, escrita em 1905, ele informava ao amigo Arthur Lemos sobre o seu mais novo projeto: “Escreverei Um paraíso Perdido, por exemplo, ou qualquer outro em cuja amplitude eu me forre de uma definição positiva dos aspectos de uma terra que, para ser bem compreendida, requer o trato permanente de uma vida inteira” (GALVÃO, p. 269).
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Literatura e espaço épico: o caso de O Paraíso Perdido / Literature and Epic Space: The Case of Paradise Lost

Literatura e espaço épico: o caso de O Paraíso Perdido / Literature and Epic Space: The Case of Paradise Lost

Se o poeta protestante realmente admirou, de certa forma, a colonização na Nova Inglaterra e Virgínia ou não, lembremo-nos de que O paraíso perdido não foi o lócus literário escolhido por Milton para discutir prolongada e sistematicamente assunto tão ideologicamente dividido e fragmentário. No entanto, praticamente um lugar-comum nos estudos miltonianos, Milton não promoveu nenhum programa político explícito com relação à colonização da Nova Inglaterra ou Virgínia. A viagem satânica ao Novo Mundo é uma paródia do colonialismo e os resultados dessa viagem são uma sátira aos abusos desse mesmo colonialismo. A falta de liberdade ideológica em Milton, ao menos em relação à colonização e ao imperialismo inglês da Commonwealth, está inscrita nas diversas possibilidades de leitura da viagem satânica de conquista ou da retomada divina da ação política. Que Milton estava relativamente limitado por um gênero literário, o gênero épico, ou que ele estava limitado às diversas opiniões da época sobre o colonialismo, isso não é uma questão a ser debatida.
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“O jardim todo pesquisar me cumpre”: um estudo sobre O paraíso perdido, de John Milton

“O jardim todo pesquisar me cumpre”: um estudo sobre O paraíso perdido, de John Milton

Antes de chegar ao século dezesseis inglês, essas tradições que dão conta de um paraíso perdido e de um jardim edênico na terra sofreram algumas alterações. No medievo inglês, por exemplo, o tema do jardim ocupa um lugar de suma importância. Esse locus amoenus medieval se parecia algumas vezes com o sanctum interior de uma igreja, um local de paz e repouso próprio para a contemplação e prece. Outras vezes, esse sanctum interior transformava-se em local de encontros amorosos que servia de cena para os prazeres carnais. De forma esquemática e breve, o jardim edênico medieval inglês podia ser ora um local agradável de encontro entre amigos, ora um local recôndito perfeito para escapadelas românticas, ora um local onde filósofos, pensadores e poetas podiam elucubrar calmamente, sem as exigências do mundo exterior. Curiosamente, o jardim edênico ou locus amoenus medieval era às vezes descrito como um labirinto alegórico representando os quatro rios do paraíso terrestre, listando as misérias humanas, sugerindo que o fim é
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Miguel Torga: em busca do paraíso perdido

Miguel Torga: em busca do paraíso perdido

Inquieto e dorido, punha-me a defender no paraíso que era de ambos o isolamento de cada um. E vinha a resposta: um dilúvio de lágrimas silenciosas. Pranto amargo de quem sabia que não há solidão onde caiba a esperança. Nas horas de maior desânimo, descria da própria sinceridade do meu afecto, incapaz de lhe compreender as contradições. Nesses momentos, cega de desespero, queria matar-se, cometer loucuras. E isso, longe de abrandar, endurecia o braço do carrasco. Simples, a sua natureza pedia simplicidade. E dois homens opostos viviam dentro de mim. O campônio de Agarez, a caminho da formatura, pragmático, acautelado, instintivamente necessitado de prolongar a espécie; e o poeta, sedento de absoluto, inconformado com a precariedade das coisas terrenas, insocial e rebelde. Igualmente poderosas, as duas forças exigiam igual aceitação. 220
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DIREITOS HUMANOS LGBTI+ EM TELA: DEBATENDO O FILME "PARAÍSO PERDIDO" À LUZ DAS DECISÕES JUDICIAIS RECENTES NO BRASIL

DIREITOS HUMANOS LGBTI+ EM TELA: DEBATENDO O FILME "PARAÍSO PERDIDO" À LUZ DAS DECISÕES JUDICIAIS RECENTES NO BRASIL

Fora do Congresso, pastores com forte atuação política e forte presença nas redes sociais, como Silas Malafaia (da Assembleia de Deus Vitória em Cristo), dão voz à sua pauta (MIG[r]

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O PIBID NA FORMAÇÃO INICIAL DO PROFESSOR DE LÍNGUA INGLESA: EM BUSCA DO PARAÍSO PERDIDO

O PIBID NA FORMAÇÃO INICIAL DO PROFESSOR DE LÍNGUA INGLESA: EM BUSCA DO PARAÍSO PERDIDO

Assim, a realização de uma pesquisa narrativa que problematize os discursos de um grupo de pibidianos, bolsistas do Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência – [r]

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<b>Educação ambiental em busca do “paraíso perdido”</b> - DOI: 10.4025/actascihumansoc.v28i2.152

<b>Educação ambiental em busca do “paraíso perdido”</b> - DOI: 10.4025/actascihumansoc.v28i2.152

inevitável da crise, associada à noção genérica do “ser em lugar do ter”, obteve “um poderoso apoio coletivo por parte dos grandes meios de informação” (Acot, 1990, p. No en[r]

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Brutalidade antiga: sobre história e ruína em Euclides.

Brutalidade antiga: sobre história e ruína em Euclides.

­ são as grandes massas hídricas, em perpétua turbulência, responsáveis pela dispersão dos esforços povoadores e pela impressão geral de paraíso perdido, de inacabamento da paisagem aind[r]

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Crítica literária em busca do tempo perdido?

Crítica literária em busca do tempo perdido?

Será que a época dos grandes debates, das grandes polêmicas intelectuais não se pode repetir nos nossos dias? Há saída para o marasmo e para a repetição que reinam em nosso meio? Polêmicas como as de Romero e Machado, Romero e Veríssimo, Haroldo e Cândido, Carpeaux e Bernanos, ou debates como o de Mário Ferreira dos Santos e Caio Prado Junior, são, deixando de lado as questões pessoais, oportunidades grandiosas para se conhecerem com profundidade posicionamentos antitéticos e que buscam sua superioridade. O livro que resenharemos a seguir, Crítica literária: em busca do tempo perdido?, de João Cezar de Castro Rocha, é um elogio à polêmica, uma apologia do confronto intelectual.
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A identificação na melancolia: do objeto perdido ao objeto a

A identificação na melancolia: do objeto perdido ao objeto a

Continuando os desenvolvimentos sobre a ideia do que é especificamente perdido na melancolia – ou seja, de que natureza é essa perda, qual seria seu objeto – temos que, no texto Projeto para uma Psicologia científica , Freud (1950 [1895]/2006) apresenta um esquema quantitativo do aparelho psíquico cujo princípio é manter a tensão próxima a zero (princípio de inércia), a partir da descarga de uma determinada quantidade (Q) de estímulos. Quando o estímulo é proveniente do mundo externo, a descarga geralmente se dá a partir de funções que “envolvem a cessação do estímulo: fuga do estímulo .” (FREUD, 1950 [1895]/2006, vol. 1, p. 348, grifo do autor). No entanto, o pai da psicanálise foi percebendo que, à medida que o organismo se torna mais complexo interiormente, o princípio de inércia encontra dificuldades em sua manutenção, já que o sistema nervoso também recebe estímulos internos (Qή) que, da mesma forma, precisam encontrar um destino, ou seja, ser descarregados. Desses estímulos, diferentemente do que ocorre com os estímulos externos, o organismo não pode se esquivar, de forma que certas ações específicas devem ser realizadas no mundo externo a fim de provocar a cessação dos estímulos endógenos.
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Bergson e a busca metódica do tempo perdido.

Bergson e a busca metódica do tempo perdido.

o eu profundo se cala, permanecemos indiferentes ao plano do tempo perdido (plano da interioridade, da memória integral), e a liberdade não se realiza plenamente; e quando o eu superficial reina, a lei nos é dada do exterior, principalmente pelas necessidades sociais. Quando o eu profundo emerge e se impõe, não há um processo de escolha propria- mente dita, nem de dever, mas existe antes uma inversão súbita da re- lação de forças, normalmente desfavorável à manifestação de diferen- ças individuais, íntimas. Mas se não há que se falar em escolha nem em decisão, devemos nos perguntar então o que faz com que se realize essa inversão na relação de forças. Somos levados assim a observar o papel singular exercido pelas circunstâncias nessa análise acerca do proble- ma da liberdade. São as circunstâncias excepcionais vividas pelo indi- víduo que provocam de alguma maneira o eu profundo, dando-lhe den- sidade e fazendo com que ele se imponha à sua camada mais superficial. E só mesmo circunstâncias muito especiais são capazes de nos retirar da nossa cômoda posição de superfície. O sujeito atemporal do livre-arbítrio dá lugar assim ao indivíduo, o qual não pode ser um a priori, mas um contemporâneo do ato livre: é a pessoa que encontra a ocasião de se recolher, de contrair todo o seu ser num ponto, em um ins- tante que lhe dará uma direção única.
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Sucesso na manutenção do peso perdido em Portugal.

Sucesso na manutenção do peso perdido em Portugal.

Da mesma forma, a análise de diferentes ca- raterísticas psicossociais destas pessoas com su- cesso na manutenção do peso perdido pode ter consequências no tratamento da obesidade, per- mitindo direcionar de forma mais eficaz as inter- venções. As caraterísticas reportadas pelos parti- cipantes do RNCP apontam para a importância de serem melhoradas variáveis como a percepção de qualidade de vida física e relacionada com o peso, a autoestima, a satisfação com a imagem corporal e reduzida preocupação com a forma corporal, a autoeficácia e a motivação autodeter- minada (geral e relacionada com a atividade físi- ca) sublinhando o papel que um perfil psicosso- cial positivo pode ter no sucesso da gestão do peso 17 .
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GEOGRAFIA MARINHA - A RETOMADA DO ESPAÇO PERDIDO

GEOGRAFIA MARINHA - A RETOMADA DO ESPAÇO PERDIDO

A vinculação entre Geografia e Oceanografia também se manteve nos tópicos de oceanografia das disciplinas de Geografia Física, em todos os níveis de ensino e nas pesquisas em Geomorfol[r]

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Produção de abelhas rainhas africanizadas Apis Mellifera L. pelo método de puxada artificial / Production of africanized queen bees Apis Mellifera L. by artificial pull method

Produção de abelhas rainhas africanizadas Apis Mellifera L. pelo método de puxada artificial / Production of africanized queen bees Apis Mellifera L. by artificial pull method

Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Roraima - Campus Novo Paraíso Rodovia BR 174, km 512, Vila de Novo Paraíso - CEP: 69365-000.. Caracaraí – RR, Brasil E-mail: josi[r]

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DA OBRA DE PROUST EM BUSCA DO TEMPO PERDIDO

DA OBRA DE PROUST EM BUSCA DO TEMPO PERDIDO

Mas também em relação a esta segunda questão levantada por Adorno, é possível uma outra leitura, que privilegie o reconhecimento social, não de um ponto de vista exclusivamente narcísico[r]

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Paraíso Terrestre” ou “Terra sem mal?

Paraíso Terrestre” ou “Terra sem mal?

O impacto cultural e religioso causado pelo encontro dos indígenas e europeus no Novo Mundo me levou à busca de uma reconstrução do universo mental, simbólico e religioso dos povos que vi veram no Brasil, nesse período.Para entender as origens, as matrizes fundantes, da religiosidade brasileira busquei, através da análise dos relatos dos cronistas quinhentistas, uma via para essa compreensão. Sabe-se que durante muito tempo a historiografia brasileira desconheceu o fenômeno das “Santidades Ameríndias”, ou seja, a dimensão dessa religiosidade envolta em magia, mas que pode ser observada e relatada pelos cronistas. Podemos verificar que o sagrado perpassa o campo social e o político dos indígenas brasileiros. Além da crença religiosa, existe a crença em outras forças que regem esse mundo: a crença nas profecias, nas “benzeções” para afastar os males e na cura ou nos feitiços que podem fazer o mal para seus desafetos. Todavia, nosso propósito não é um estudo da magia ou da religião, mas uma tentativa de abordar as crenças, a religiosidade indígena, nesse Paraíso Terrestre, que por um bom tempo foi o Brasil do Século XVI. O principal personagem: o “profeta-caraíba” é, ao mesmo tempo, sacerdote e fiel seguidor dos princípios tradicionais, fundamentais de sua tribo. Esse guia espiritual, com a missão de derrotar as forças do mal e libertar sua tribo das garras do inimigo, é quem deverá os conduzir até a Terra sem Mal.
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Revisão do paraíso na aldeia global

Revisão do paraíso na aldeia global

alguém capaz de exercer de fato a paternidade também é encenado no relato de vida construído tanto para Buell Quain quanto para Bernardo Carvalho. Fragmentos de cartas escritas pelo e para o antropólogo, assim como de depoimentos realmente conce- didos por pessoas que com ele conviveram misturam-se a fatos ocorridos com o narra- dor-autor, cuja vida se expõe corajosa e despudoradamente. E ambos recusam-se a assumir o lugar do pai, um lugar que também se mostraria vazio em suas próprias histórias. Pode-se dizer que a viagem ao Xingu teria adquirido, para eles, o sentido de uma busca – seja do reencontro com o exótico, da visão de um paraíso tal como o conhecido quando criança pelo estrangeiro Quain ao lado do pai, seja, talvez, de uma explicação que fornecesse sentido às marcas deixadas no autor do romance por uma infância atormentada pelo inferno em que teriam se transformado as visitas às Reservas Indígenas, também ao lado do pai. Tal busca se mostra, evidentemente, fadada ao insucesso, uma vez que o gesto (auto)etnográfico, o exercício de fixação da memória própria e/ou alheia, se depara com a impossibilidade de se preencher as lacunas que inevitavelmente persistem em qualquer narrativa. Mas, se a orfandade é uma condição generalizada no romance, isso não significa que a assimetria das posições ocupadas na arena das trocas culturais não seja denunciada. Esse fato pode ser percebido pela citação abaixo, que, embora longa, merece ser deixada aqui registrada para dar testemunho dos impasses da representação na atualidade:
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O Grupo Rio Pardo (Proterozoico médio a superior) : uma cobertura paraplataformal...

O Grupo Rio Pardo (Proterozoico médio a superior) : uma cobertura paraplataformal...

camacã, Água preta, serra do paraíso e santa Maria, que consti_.. RES[JMO.[r]

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INSTITUTO SUPERIOR MIGUEL TORGA

INSTITUTO SUPERIOR MIGUEL TORGA

ISABEL MARIA PARAÍSO FARIA LOPES.. Dissertação de Mestrado em Gestão de Recursos Humanos e.[r]

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O Paraíso – nostalgia do mundo ao contrário

O Paraíso – nostalgia do mundo ao contrário

Também Mircea Eliade se referiu à “nostalgia do Paraíso” (1994: 473) de um ser humano que, na sua perspectiva, “não pode viver senão num espaço sagrado”, que ele designa como “centro do mundo”: o lugar “onde o Céu e a Terra se encontram”, o lugar por onde passa o Axis mundi (cf. ibidem: 465). O centro do mundo exprime o desejo humano de se encontrar “no coração do mundo, da realidade e da sacralidade”, isto é, de “superar de maneira natural a condição humana e recobrar a condição divina” (ibidem: 474).

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