Participação política da mulher

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VIOLÊNCIA DE GÊNERO, PARTICIPAÇÃO POLÍTICA E AÇÕES AFIRMATIVAS: CONCRETIZAÇÃO DA IGUALDADE JURÍDICA PARA A MULHER

VIOLÊNCIA DE GÊNERO, PARTICIPAÇÃO POLÍTICA E AÇÕES AFIRMATIVAS: CONCRETIZAÇÃO DA IGUALDADE JURÍDICA PARA A MULHER

Este artigo aborda os aspectos que desencadeiam a violência de gênero contra a mulher na socie- dade brasileira, bem como as conquistas feministas no âmbito legislativo, em busca da igualdade de participação política da mulher. A complexidade das relações interpessoais que perpassam a violência de gênero contra a mulher em uma sociedade patriarcal exige múltiplas ações estatais, no âmbito legislativo, educacional e cultural, como forma de diminuir a discriminação sofrida pelas mulheres nas esferas pública e privada. Por essa razão, ações afirmativas como as cotas eleitorais estabelecidas pela Lei nº 9.504/97 fazem-se necessárias como instrumentos reguladores na redução de desigualdades entre homens e mulheres. Mediante revisão bilbiográfica de autores feministas, buscar-se-á demonstrar que a lei referida se coaduna com o Princípio da Igualdade.
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UNIVERSIDADE FEDERAL DO CEARÁ FACULDADE DE DIREITO PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM DIREITO JÉSSICA TELES DE ALMEIDA

UNIVERSIDADE FEDERAL DO CEARÁ FACULDADE DE DIREITO PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM DIREITO JÉSSICA TELES DE ALMEIDA

Investiga-se um dos temas mais atuais e contemporâneos, no campo da crítica feminista democrática, que é a participação política da mulher e sua proteção jurídica. A partir da constatação de que, após 22 anos da instituição da primeira política afirmativa em prol de mulheres na política, as estatísticas continuam a indicar um quadro de desigualdade entre os sexos, diferente de outros países que adotaram, na mesma época, medidas semelhantes, procurou-se compreender como se dá a proteção jurídica da participação política da mulher, tanto na seara internacional, como nacional, a fim de se analisar se não seria o próprio modelo de proteção adotado pelo Brasil uma das causas para a persistência dessa desigualdade. Analisou-se, primeiramente, o que é participação política, como ela se manifesta e sua natureza jurídica, como se deu a evolução da participação política da mulher brasileira e se essa participação se exerce, na mesma medida e proporção, tanto na esfera da política formal, como informal. Em um segundo momento, estudou-se quais os principais gargalos ao exercício dessa participação no(s) âmbito(s) em que ela ainda é diminuta e quais os fundamentos jurídicos, democráticos e filosóficos para a proteção, em concreto, da mulher no exercício dessa participação política. Empós, analisou-se, sistematicamente, o modelo brasileiro de proteção desse bem jurídico e, a partir de categorias, quais as modalidades de ações que ele adota para defesa e fomento, em concreto, da participação política da mulher e os desafios para o implemento dessas ações. Posteriormente, realizou-se um diagnóstico desse modelo, à luz dos dados colhidos na prática (TSE) e teoria (literatura) e detectou-se que ele, diferente dos modelos adotados em outros países, revela-se insuficiente na defesa e promoção do bem jurídico em análise, razão por que, ao fim, essa pesquisa passou a realizar propostas normativas que poderiam ser adotadas, pelo Estado brasileiro, para o fortalecimento da proteção jurídica do bem em estudo. Para alcançar os resultados, dividiu-se a investigação em três fases, exploratória, descritiva e normativa e se utilizou de métodos de análise qualitativo dos dados, das bibliografias e dos documentos referenciados. A conclusão que essa pesquisa chegou foi que, sem uma defesa efetiva da participação política da mulher no âmbito formal (direito-meio), o processo de igualdade entre os sexos (direito-fim) na política não irá se implementar.
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<b>Discriminação de gênero e participação política: a atuação da mulher sem terra</b> - DOI: 10.4025/actascihumansoc.v25i1.2208

<b>Discriminação de gênero e participação política: a atuação da mulher sem terra</b> - DOI: 10.4025/actascihumansoc.v25i1.2208

A apreensã o dos papé is socialmente determinados ao homem e à mulher é acompanhada de valores sociais que os tornam distintos na sedimentaç ã o e na apresentaçã o concreta. Nã o só a conduta é especí fica, mas as formas das vestimentas e das ferramentas masculinas e femininas sã o, via de regra, distintas. Portanto, a forma do homem ou da mulher ser é , em um primeiro momento, determinada pela cultura e só em um segundo momento, e muito mais tarde, pelo processo de desenvolvimento da socializaç ã o secundá ria, essas formas podem sofrer modificaç õ es. Mas, isso implica, geralmente, que antes as condiç õ es de realidade ou contextos exijam essa mudanç a. A mudanç a, no que se refere a papé is institucionalmente constituí dos em uma cultura, implica a “reversã o do processo atravé s da desinstitucionalizaç ã o e a nã o ocorrê ncia da legitimaç ã o que justifica a ordem institucional dando dignidade normativa a seus imperativos prá ticos”. (Berger e Luckmann, 1998:128). Como os valores e papé is sã o socialmente construí dos e institucionalizados, eles podem ser socialmente desconstruí dos e reconstruí dos para expressar formas distintas de comportar-se.
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OS GRUPOS DE MULHERES NO ESTADO DA PARAÍBA NA CONJUNTURA DE NOVOS ESPAÇOS: um estudo de caso WOMEN’S GROUPS IN THE STATE OF PARAÍBA IN THE CONTEXT OF NEW SPACES: a case study

OS GRUPOS DE MULHERES NO ESTADO DA PARAÍBA NA CONJUNTURA DE NOVOS ESPAÇOS: um estudo de caso WOMEN’S GROUPS IN THE STATE OF PARAÍBA IN THE CONTEXT OF NEW SPACES: a case study

Diferentemente do CM8M, o MMTR é uma associação 6 , criada em 1982, com a finalidade de combater a discriminação contra as mulheres nos sindicatos rurais. Sua sede é na cidade de Pirpirituba, interior da Paraíba, com atividades desenvolvidas em 21 municípios circunvizinhos, chamados por suas militantes de “base”. O Grupo, hoje, tem como objetivo principal a luta pela igualdade entre homens e mulheres, enfocando o aumento da participação política da mulher na sociedade e o desenvolvimento do mercado de trabalho da mulher. Este Grupo se diferencia dos demais, por ser composto quase que exclusivamente por trabalhadoras rurais, e lutar por prioridades da classe tais como, acesso à terra, treinamento e capacitação para produção. Suas atividades principais são desenvolvidas através de reuniões, seminários, encontros, cursos de formação e capacitação, oficinas, visitas a comunidades, grupos de produção, programas de rádio e mobilizações (em nível municipal, estadual e nacional). As atividades são financiadas pela Christian Aid e pela OXFAM.
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Participatação da mulher na política: Uma análise bibliométrica da produção acadêmica no período de 2010 a 2018 / Women's participation in policy: An analysis of academic production in the period from 2010 to 2018

Participatação da mulher na política: Uma análise bibliométrica da produção acadêmica no período de 2010 a 2018 / Women's participation in policy: An analysis of academic production in the period from 2010 to 2018

Essa simbiose entre público e o privado e os ideias liberal-democráticos em países Norte-Americanos e França, por exemplo, impulsionou as mulheres a questionarem a naturalização do papel da mulher nos domínios da vida privada da família e do lar, e consequente anulação da sua participação política. Já no século XVIII havia movimentos e organizações feministas que passaram a lutar pala sua cidadania, direitos políticos, como o voto, direito à educação e à propriedade, promovendo novas estruturas de organização política, nova ordem social, e uma efetiva ruptura com o padrão absolutista de poder vigente (ÁLVARES, 2011).
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O gênero na política: a construção do "feminino" nas eleições presidenciais de 2010.

O gênero na política: a construção do "feminino" nas eleições presidenciais de 2010.

as primeiras etapas sejam galgadas com mais dificuldade do que no caso dos homens. Não são representadas como membros natos da política (o que incide sobre 1 e 3 ), não são visíveis no noticiário (o que incide em 3 , mas pode incidir também em 2 , uma vez que os partidos podem preferir apoiar alguém que tenha mais facilidade para obter visibilidade e menos empecilhos para se definir como o candidato “certo” para determinado cargo). Mas as representações convencionais do feminino e do masculino numa sociedade, presentes na mídia – e não apenas no jornalismo – podem também contribuir para o insulamento temático das mulheres na política. A divisão sexual do trabalho, conectada a estereótipos que definem papeis, pertencimentos e habilidades distintas para mulheres e homens, se transforma em expectativas quanto a sua atuação nas diferentes esferas sociais. Embora não exista uma única compreensão dos papéis de gênero ou de relação entre mulheres e atividade política, a forma como a mídia representa as mulheres é um desdobramento das formas atuais da dualidade entre privado/doméstico/feminino e público/político/ masculino (Miguel e Biroli, 2011) .
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Potencialidades e Fragilidades da rede de atenção à saúde da mulher no município de Limoeiro

Potencialidades e Fragilidades da rede de atenção à saúde da mulher no município de Limoeiro

A saúde da mulher no município de Limoeiro se resume aos cuidados do pré-natal de baixo e alto risco, citologia e exame de mama com solicitação de mamografia e USG mama além do encaminhamento aos especialistas. O enfrentamento da violência fica sob o programa “cultura de paz”, não é especifico para mulher. Com relação a violência sexual, oferece os exames e medicamentos de urgência, e o acompanhamento psicológico existe, porém não específico para essas mulheres. Não existe delegacia da mulher, nem uma coordenação específica da mulher, para trabalhar o programa criado pelo MS. Enfim, todo o trabalho da secretaria de saúde resume-se em atendimento ambulatorial e não há parcerias com outras secretarias 7 .
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A Participação da mulher na microeconomia rural: estudo multicaso em TauáCeará

A Participação da mulher na microeconomia rural: estudo multicaso em TauáCeará

Ao não poder exercer o papel principal de provedora, na maioria das famílias rurais, a mulher se sujeita ao papel titular ocupado pelo homem, tendo sua participação classificada apenas como ―ajuda‖. Nessa ajuda, o trabalho da mulher está incluído, pressupondo que a gestão da unidade de produção é essencialmente masculina ou no mínimo representada pelo homem (FISHER e GEHLEN, 2002). Outra classificação também utilizada é o trabalho ―leve‖ destinado a mulheres e crianças e o trabalho ―pesado‖ aos homens; no entanto, essa distinção de atividades denota muito mais uma construção de relações sociais do que uma separação de atividades. Pois, pode-se entender que o trabalho é em grande parte qualificado e valorizado em função de quem o executa, bem como a posição que os membros têm na posição social da família. Até porque o trabal ho considerado ―leve‖ não significa que exija menos esforço ou tempo de dedicação e sim é considerado como atividade secundária, por ser realizado por mulheres e crianças refletindo mais uma vez uma hierarquia centralizada na figura do homem. Logo, a divisão sexual do trabalho não pode ser interpretada só e nem apenas definida em função de uma racionalidade biológica, pois em grande parte ela é definida culturalmente (LARAIA, 1986).
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O gênero na política : a construção do

O gênero na política : a construção do

as primeiras etapas sejam galgadas com mais dificuldade do que no caso dos homens. Não são representadas como membros natos da política (o que incide sobre 1 e 3 ), não são visíveis no noticiário (o que incide em 3 , mas pode incidir também em 2 , uma vez que os partidos podem preferir apoiar alguém que tenha mais facilidade para obter visibilidade e menos empecilhos para se definir como o candidato “certo” para determinado cargo). Mas as representações convencionais do feminino e do masculino numa sociedade, presentes na mídia – e não apenas no jornalismo – podem também contribuir para o insulamento temático das mulheres na política. A divisão sexual do trabalho, conectada a estereótipos que definem papeis, pertencimentos e habilidades distintas para mulheres e homens, se transforma em expectativas quanto a sua atuação nas diferentes esferas sociais. Embora não exista uma única compreensão dos papéis de gênero ou de relação entre mulheres e atividade política, a forma como a mídia representa as mulheres é um desdobramento das formas atuais da dualidade entre privado/doméstico/feminino e público/político/ masculino (Miguel e Biroli, 2011) .
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Análise da participação da mulher na política como instrumento para a evolução da democracia brasileira / Analysis of women’s participation in policy as an instrument for evolution of brazilian democracy

Análise da participação da mulher na política como instrumento para a evolução da democracia brasileira / Analysis of women’s participation in policy as an instrument for evolution of brazilian democracy

Braz. J. of Develop., Curitiba, v. 6, n. 11, p. 87127-87144, nov. 2020. ISSN 2525-8761 Desse modo, a teor do direito fundamental formalmente assegurado de igualdade de gênero, parece coerente concluir que a pouca participação feminina na política brasileira e, portanto, poucas candidatas nas eleições e poucas mulheres eleitas em cada pleito eleitoral, dá-se por falta de interesse das mulheres na política ou que as mulheres têm prioridades diferentes do que a ocupação de cargos públicos. Contudo, é bastante simplista afirmar que mais da metade da população brasileira não tenha interesse em exercer a representação política de um país tão heterogêneo e diversificado como o Brasil. Faz-se necessário, então, analisar os fatores que influenciam a permanência da baixa participação das mulheres na política brasileira.
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Mudanças na distribuição dos rendimentos da população ocupada brasileira

Mudanças na distribuição dos rendimentos da população ocupada brasileira

O Plano Real, introduzido em 1 o de julho de 1994, tem sido considerado por diversos analistas como o mais bem-sucedido programa de estabilização observado no país (Lacerda, 1999: 205). O nível de atividade observou um crescimento em 1984 de 5,67%. A queda brusca da inflação teve repercussões favoráveis sobre o poder de compra da população, observando-se ainda um crescimento no emprego e na massa salarial até 1995. Nesse período, a abertura às importações de produtos finais e de insumos e bens de capital, impulsionou a modernização das empresas brasileiras levadas a enfrentar a acirrada concorrência internacional. A reestruturação produtiva se intensificou, embora em níveis não equivalentes aos países mais avançados, devido à política econômica restritiva monetária e fiscal que priorizava a estabilização dos preços e a entrada de recursos externos para o equilíbrio das contas externas, o que manteve os juros internos em patamares muito elevados.
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Antecedentes internos da participação política

Antecedentes internos da participação política

a ideia apresentada de que apesar de pertencer à dimensão conservação, as metas destes indivíduos são diretamente influenciadas pelo contexto político. Realização teve sua relação parcialmente mediada no modelo, sendo a relação direta positiva e a mediada negativa, esse resultado sugere que aqueles que pontuam alto em realização tendem a participar de forma nova, já aqueles que pontuam baixo, dependem de um conhecimento maior na área para participar. Quanto aos traços de personalidade, Extroversão manteve a relação negativa direta, atribuída ao fato de indivíduos com baixa extroversão optarem por métodos mais distantes, como a utilização de meios tecnológicos, para participar. Abertura a mudança tem o seu efeito dependente do Interesse por Política e da percepção de Eficácia Interna do indivíduo, o que indica que o indivíduo, mesmo com facilidade a lidar com mudanças, só decide por participar politicamente de forma Nova, se tiver Interesse pelo contexto e se se sentir preparado para fazê-lo. Ao todo o modelo permitiu explicar 38% da variabilidade de Participação Nova.
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Participação Política e Web 2.0

Participação Política e Web 2.0

V IVIA - SE EM PLENA GUERRA FRIA quando Isaiah Berlin proferiu em 31 de Outubro de 1958 a conferência inaugural na Universidade de Ox- ford, que serviu de base ao célebre ensaio “Os dois conceitos de liberdade”. 1 Os Estados Unidos da América e a União Soviética dividiam o mundo em dois campos bem distintos, nomeadamente o mundo capitalista caracterizado por regimes políticos pluripartidários e pela economia de mercado e o mundo socialista caracterizado por regimes de partido único e pela economia planifi- cada. A guerra fria significava não só um estado de beligerância latente entre os dois campos, agrupados militarmente pela NATO e pelo Pacto de Varsó- via, mas também a tentativa de alargar as respectivas zonas de influência ao resto do mundo, em particular aos novos estados emergentes da descoloni- zação então em curso no chamado terceiro mundo. A supremacia que cada campo buscava era não apenas de natureza militar e política, mas também tec- nológica e ideológica. O lançamento do satélite Sputnik pelos soviéticos em 4 de Outubro de 1957 marcava não só o início da era espacial, mas consti- tuía também um precioso trunfo na competição científica e tecnológica com os regimes das democracias burguesas. Enquanto os regimes burgueses pri- vilegiavam as tecnologias que servissem o mercado, em particular de bens de consumo, os regimes socialistas apostavam na tecnologia como campo de afirmação colectiva, em particular nas tecnologias de defesa.
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Como morrer em vida: performances literárias da morte

Como morrer em vida: performances literárias da morte

4 Esta entrevista é resultado da participação de Hilda Hilst no curso homônimo ao título de seu livro Feminino singular: a participação da mulher na literatura brasileira contemporânea,[r]

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Religião e política: a participação política dos pentecostais nas eleições de 2002

Religião e política: a participação política dos pentecostais nas eleições de 2002

Por exemplo, na Argentina houve uma ruptura da hegemonia católica com a entrada de novos atores e instituições religiosas, sobretudo os pentecostais, nos espaços públicos e na relação Estado-sociedade. A situação resultou mudanças de leis, costumes e regulamentações do país. Tanto que na reforma constitucional de 1994 foi eliminada a cláusula, segundo a qual, o presidente argentino deveria ser católico. No entanto, foi mantido o artigo que vincula o governo federal e a religião católica, demonstrando que ainda há uma considerável influência política e social do catolicismo. Contrários ao Brasil, não existem representantes evangélicos no congresso argentino. O Estado tenta através de uma nova lei de cultos, regulamentar e controlar a ação dos grupos religiosos não legitimados historicamente, o que mostra os limites pouco extensos do respeito e da tolerância religiosa deste país. A constatação é que ocorre ao mesmo tempo um processo de desinstitucionalização religiosa, sobretudo, em relação ao catolicismo e de reeinstitucionalização de grupos religiosos com fortes conteúdos identitários e emocionais (Mallimaci 1996:14).
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A acessibilidade nos sites do Poder Executivo estadual à luz dos direitos fundamentais das pessoas com deficiência.

A acessibilidade nos sites do Poder Executivo estadual à luz dos direitos fundamentais das pessoas com deficiência.

recente, do termo “governança eletrônica”. A governança eletrônica se divide nos seguintes aspectos: e-administração pública, relacionada com a melhoria dos processos governamentais e do trabalho interno no setor público com a utilização das TICs; e-serviços públicos, voltada à melhoria na prestação de serviços ao cidadão; e e-democracia, que diz respeito a uma parti- cipação cidadã mais ativa, possibilitada pelo uso das TICs no processo de tomada de decisão. Por sua vez, na visão de Piana (2007:108), a governança eletrônica, ou e-governança, é um conceito que inclui as ações estatais que se apoiam no suporte digital para elaboração de políticas públicas, tomada de decisões, participação ativa na elaboração de políticas, gestão e avaliação dos resultados. São processos dinamizadores da elaboração de políticas públicas ao gerar maior participação, controle e cogestão. Tem-se, portanto, que a e-governança é en- tendida hoje como um conceito mais amplo do que o de governo eletrônico, se preocupando também com a adoção, por meio da tecnologia, de mecanismos que estimulem a participação da sociedade civil na condução da política.
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Interrupção da Gravidez por Opção da Mulher – Guia Informativo – Normas de Orientação Clínica

Interrupção da Gravidez por Opção da Mulher – Guia Informativo – Normas de Orientação Clínica

As complicações são raras. No entanto, se nos dias seguintes à interrupção da gravidez a mulher tiver febre, com temperatura superior a 38ºc, perdas importantes de sangue, fortes dores abdo- minais ou mal estar geral acentuado deve contactar rapidamente o estabelecimento de saúde indicado aquando da prescrição dos medicamentos, pois pode tratar-se de uma complicação. A eFicáciA do Método

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Cidadania, participação social e mobilização política

Cidadania, participação social e mobilização política

Na altura, os inquiridos consideravam que o sistema de oportunidades era relativa- mente aberto; em contrapartida, o sistema de recompensas era considerado muito iníquo. Desde então, tenho-me concentrado nas me- diações socioculturais subjacentes ao exercício activo da cidadania e à satisfação com a de- mocracia. Num estudo internacional de 2004 (ver Quadro 1), pretendeu-se averiguar de que maneira se posicionavam a classe média-alta e a classe trabalhadora perante os atributos e atitudes que tipificam a participação política e a adesão à democracia. Comparei, assim, o conjunto das duas camadas superiores da so- ciedade europeia – empresários, proprietários, profissionais liberais, técnicos superiores, etc. –, que designei por elites , com o operariado , que não é, como se sabe, a classe mais pobre nem a menos organizada da nossa sociedade (Ca- bral, 2006).
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Crítica social e participação política na internet.

Crítica social e participação política na internet.

Também voltado ao contexto brasileiro, o artigo de Maria das Graças Pinto Coelho e Anna Karinna Dantas Bevilaqua discute os blogs políticos e a promessa de ampliação do debate público nesses ambientes de comunicação digital; o blog Território Livre, que alcançou relativo sucesso no Rio Grande do Norte durante as eleições de 2010, permitiu a identificação de posturas participativas e colaborativas dos internautas. Mas, na visão das autoras, essas posturas recaem, em grande parte das interações, na personalização do debate (os atores sobrepõem-se aos argumentos) e, portanto, não foram suficientes para validar uma perspectiva de participação democrática e plural.
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Participação política, legitimidade e eficácia democrática.

Participação política, legitimidade e eficácia democrática.

Habermas ([1962] 1984) atinente à decadência da esfera pública burguesa (já que a ênfase no estatuto da representação teria afastado a ativi- dade política dos cidadãos comuns e compro- metido a acessibilidade deles às arenas de deba- te e produção de decisões relacionadas à coisa pública) e chega até a algumas das produções mais recentes da área, de acordo com as quais, em diferentes ocasiões, testemunha-se o mero ajuntamento do substantivo “democracia” ao adjetivo “eleitoral” (Gastil, 2000; Miguel, 2003). Nesse sentido, determinados autores che- gam a indicar a existência de uma “crise da de- mocracia” in totum, uma vez que as promessas desse regime de governo atinentes à inclusão dos cidadãos nos debates destinados a tratar dos ne- gócios públicos, bem como aos mecanismos institucionais (ou seja, aqueles oferecidos pelas instituições do estado democrático) voltados para tal participação, ainda não se consolidaram da maneira e no ritmo esperado, limitando-se à in- tervenção mais relevante da esfera civil aos perí- odos eleitorais (Cohen; Arato, 1992; Galbraith, 1992; Giddens, 1994). Ou seja, se não há partici-
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