Partido Republicano

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Protestantes fundamentalistas e o Partido Republicano nos EUA: uma trajetória de encontros, engajamentos e transformações mútuas (1948 a 1980)

Protestantes fundamentalistas e o Partido Republicano nos EUA: uma trajetória de encontros, engajamentos e transformações mútuas (1948 a 1980)

$ D¿QLGDGH GR PRYLPHQWR SURWHVWDQWH IXQGDPHQWDOLVWD FRP DV guerras culturais, o dualismo manifesto na interpretação dos elementos FRQWUDRVTXDLVVHFRQWUDS}HHRFRQÀLWRFRQVWDQWHSHODKHJHPRQLDGD construção material da cultura estadunidense, junto com as experiências políticas durante o século XX, gestaram as condições necessárias para que a integração do ideário fundamentalista não se desse mais apenas de forma marginal, como uma subcultura do movimento conservador, mas no protagonismo pela tomada do comando, do discurso e do progra- ma do Partido Republicano. Mantendo a mesma mentalidade no plano religioso, cultural e com relação aos objetivos concretos, “como uma atividade humana deste mundo (Diesseitig TXHVHRULHQWDVLJQL¿FDWLYD- PHQWHGHDFRUGRFRP¿QVRUGLQiULRV´ 52 , os protestantes fundamentalistas
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Do nacional-desenvolvimentismo ao neoliberalismo: o Partido Republicano, o Estado nacional e os impostos.

Do nacional-desenvolvimentismo ao neoliberalismo: o Partido Republicano, o Estado nacional e os impostos.

como mais conservador do que realmente era mostra o controle partidário de que dispunha então a ala mais conservadora dos republicanos (BRENNAN, 1995, p. 137). Com sua renúncia em 1974, em meio ao escândalo do caso Watergate, assumiu a Presidência o republicano Gerald Ford, que perderia a reeleição para o democrata Jimmy Carter em 1976; mas o breve triunfo eleitoral democrata não se sustentaria apesar da ilusória hegemonia proporcionada pelo controle simultâneo do Congresso e da Casa Branca. Uma economia desacelerada e um cenário externo turbulento (com a Revolução Iraniana de 1979 e o seqüestro de reféns da embaixada estadunidense em Teerã) proporcionaram ao Partido Republicano farta munição para críticas, prometendo tanto a retomada do crescimento econômico com menos impostos, quanto uma atitude mais dura na defesa dos interesses estadunidenses no mundo. A débâcle de Nixon com o caso Watergate provocou a marginalização definitiva dos setores centristas no interior do Partido Republicano (BRENNAN, 1995; GOULD, 2003) e 1980 finalmente assistiria à candidatura presidencial de Ronald Reagan, tão conservadora em essência quanto a de Goldwater em 1964, mas muito mais carismática. O conservadorismo partidário enfim encontrava em Reagan seu campeão definitivo, capaz de articular um conservadorismo ideológico com uma roupagem propositiva e atraente, no que suas habilidades como ator ajudavam-no enormemente.
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O golpe de 31 de Janeiro de 1891 : uma ousadia breve?

O golpe de 31 de Janeiro de 1891 : uma ousadia breve?

estratégias defendidas pelos diversos grupos de republicanos a que se juntaram dissensões internas, por vezes quase pessoais, impediram a elaboração de um projecto credível e unifi cador da acção a desenvolver para alteração do regime. Porém, a ausência de um partido republicano forte não pode ser apontada como determinante para o insucesso do 31 de Janeiro, como o não fora poucos meses antes no Brasil. De relevar, entre os factores coadjuvantes do insucesso, a já referida ausência de militares graduados no golpe e também nas fi leiras republicanas cuja desorganização desagradava aos ofi ciais, mesmo àqueles que delas se tinham aproximado aquando do ultimatum. O rei também ajudara a apaziguar os ofi ciais multiplicando-se em actos de cortesia e simpatia. Percorrendo quartéis ou oferecendo um banquete na Ajuda aos ofi ciais que partiam para África, D. Carlos procurava cortejar os militares e estancar qualquer acto de indisciplina.
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Cidadania e política

Cidadania e política

aos republicanos - caso exemplar é o de Minas Gerais, onde o Partido Republicano Mineiro será capturado pelas antigas lideranças monar- quistas; com o movimento político-militar de 1930[r]

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A Revolução Federalista (1893-1895): o contexto platino, as redes, os projetos e discursos construídos pela Elite Liberal-Federalista

A Revolução Federalista (1893-1895): o contexto platino, as redes, os projetos e discursos construídos pela Elite Liberal-Federalista

Os federalistas afirmavam que o regime existente no país era a “negação da República Federativa”. A situação vigente era caracterizada pelo “desrespeito à lei, pelos atentados contra o direito dos povos, contra a justiça e contra todas as liberdades públicas”. Por isso, sustentavam a necessidade de “rever e reformar a Constituição Republicana, expurgando-a de todas as disposições contrárias ao sistema republicano federativo; dar ao Estado do Rio Grande do Sul uma organização constitucional autonômica de pleno acordo com os princípios fundamentais daquele sistema político [...]” (PARTIDO Republicano Federal. Jornal A Reforma. Porto Alegre: 24 de abr. 1891). Nesse artigo, além de os liberais- federalistas defenderem a organização da República de acordo com o federalismo e de criticarem o desrespeito às liberdades públicas, afirmavam claramente que a situação vigente era um atentado contra o “direito dos povos”, utilizando, portanto, um argumento do Direito Natural e das Gentes, referindo-se, provavelmente, tanto ao desrespeito à autonomia estadual, como também à autonomia dos municípios.
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Rev. adm. empres.  vol.12 número1

Rev. adm. empres. vol.12 número1

Luta de Bernardino para forçar o Partido Republicano Paulista a aderir ao abolicismo; papel do PRP na Proclamação da República; expansão dos clubes republicanos paulistas durante o Impér[r]

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Alexandre Herculano e o antigo regime : "pontes" de uma ruptura

Alexandre Herculano e o antigo regime : "pontes" de uma ruptura

E todavia, um mês depois da data centenária do nascimento do escritor (28 de Março de 1910), decidido em congresso, em Setúbal, pelo Partido Republicano Português, o assalto ao poder, [r]

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Um partido, duas táticas: uma história organizativa e política do Partido Comunista...

Um partido, duas táticas: uma história organizativa e política do Partido Comunista...

O sistema oligárquico levou a dissidências dentro da própria classe dominante. A burguesia tomou um papel acentuado nessa divisão interna. Junto a grupos da oligarquia, fundaram ligas em prol do processo civilizatório, que incluía o voto secreto e o respeito à lei. A partir de 1924, esse grupo dissidente entrou em crise. Ao mesmo tempo em que desejavam os burgueses se aproveitar dos levantes tenentistas e de suas reivindicações, buscavam se afastar deles, quando no poder. Em 1929, diante da situação econômica, uma parte do Partido Republicano Paulista (PRP) começou a apontar as políticas econômicas de valorização do café que haviam se transformado em desastre. Uma ala do PRP se separou e formou o Partido Democrático 40 . O recém fundado partido ganhou apoio dos: (1) grupos financeiros, que não queriam mais sustentar os fazendeiros de café; (2) grupos militares descontentes e participantes dos movimentos revolucionários de 1924 a 1926; (3) grande parte da burguesia industrial; (4) pequena burguesia;(5) grupos intelectuais desiludidos; e (6) grande parte do proletariado. Formou-se, com base nessas forças, a Aliança Liberal. A Aliança Liberal incluía em sua plataforma as principais pautas dos dois grandes movimentos que haviam se desenvolvido no país: o voto secreto, defendido pelos tenentistas, e políticas trabalhistas, defendidas pelo proletariado. 41
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Crise monárquica e as experiências de República no município de Franca (1880-1906)

Crise monárquica e as experiências de República no município de Franca (1880-1906)

crise do II Reinado. Muito pelo contrário. Na colônia a República significou “[...] a revolta contra a metrópole, a negação do estatuto colonial.” A independência do Brasil também deu uma nova conotação ao ideal republicano. Toda e qualquer manifestação que lembrasse, ou que usasse a palavra República para justificar, ou denominar algum movimento contestatório, era tida como “oposição ao governo”. No processo de independência brasileiro a República foi cogitada por uns poucos indivíduos de tendências radicais “utópicas”, que se espelhavam nas Repúblicas da América, nos federalistas norte-americanos, alimentando o sonho de uma possível República para o Brasil. No entanto prevaleceu a Monarquia Constitucional, pois nas circunstancias que o Brasil se encontrava no limiar da independência a saída monárquica foi aquela que mais de adequava a uma situação já pré-estabelecida anteriormente, que assegurava uma gama de interesses políticos e econômicos a uma elite muito bem enraizada cuja característica foi a de construir um Estado que atendesse as suas necessidades de manutenção do poder, prevalecendo dessa forma “[...] a maior continuidade com a situação pré-Independência [mantendo] um aparato estatal mais organizado, mais coeso e talvez mais poderoso.” COSTA, E.V. Da Monarquia a República: momentos decisivos. São Paulo: Brasiliense, 1999. p. 478-479. Para Américo Brasiliense, “[...] as idéias republicana há muito circulavam pelo país.” O referido autor rememora fatos que comprovam as pretensões republicanas: Revolução Pernambucana de 1817, Confederarão do Equador de 1824, Revolução Farroupilha ou a República do Piratini de 1835. Apesar da presença do ideal republicano em vários momentos da história. BRASILIENSE, A. O programa dos partidos e o Segundo Império: exposição e princípios. São Paulo: Tipografia de Jorge Seclkler, 1978. p. 87-89. Emilia Viotti da Costa considera “[...] essa primeira fase poderia ser considerada a do republicanismo utópico, pois não havia propriamente uma ação organizada, um partido republicano e muito menos um planejamento revolucionário.” COSTA, E.V. Da Monarquia a República: momentos decisivos. São Paulo: Brasiliense, 1999. p. 479.
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O X Congresso Republicano de 1909

O X Congresso Republicano de 1909

À medida que o tempo ia passando, nas fileiras do partido republicano são cada vez menos as vozes que defendam a continuaçåo da via eleitoral para a conquista do pod[r]

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INSTITUTO DE ECONOMIA E RELAÇÕES INTERNACIONAIS PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM RELAÇÕES INTERNACIONAIS Gabriel de Almeida Ribeiro

INSTITUTO DE ECONOMIA E RELAÇÕES INTERNACIONAIS PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM RELAÇÕES INTERNACIONAIS Gabriel de Almeida Ribeiro

Em números absolutos não são maioria, não passam de cerca de 25% do eleitorado hábil a votar. Porém, essa “minoria estatística” de perfil branco, evangélico e rico, que clama por uma “maioria moral”, consegue, na hora do voto, mostrar-se extremante articulada. Trata-se de pensarmos numa estrutura de 70 mil igrejas, mais de 200 canais de televisão e 1500 estações de rádio. Programas populares como os de Pat Robertson, na televisão, e de James Dobron, no rádio, atingem respectivamente um universo de mais de um milhão de telespectadores em noventa países com mais de 40 línguas diferentes e cinco milhões de ouvintes por semana. Em 1998, os candidatos da Coalizão Cristã dentro do partido Republicano obtiveram a vitória em 18 Estados, sendo seus votos também muito decisivos em outros 13 Estados. Toda essa influência no âmbito do poder decisório no executivo que vemos hoje é fruto de uma mobilização de quarenta anos cujos alvos centrais de ataque foram: o avanço das mulheres em seus direitos e no mercado de trabalho; o avanço nos direitos dos homossexuais; a AIDS como um problema de saúde pública; o avanço da educação sexual nas escolas públicas; as conquistas em relação ao aborto em termos legais; a separação entre religião e escola pública e o aumento da violência na grande mídia (FINGERUT, 2007, p. 2)
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A nova direita radical americana o "Movimento Tea Party" : entre a homogeneidade e a heterogeneidade política

A nova direita radical americana o "Movimento Tea Party" : entre a homogeneidade e a heterogeneidade política

Vejamos então se a primeira opção é plausível. O Movimento Tea Party tem um peso não negligenciável, a sua importância não decresceu muito após a eleição de 2012. Muitos eleitores tradicionais do Partido Republicano, bem como grande parte da chamada elite intelectual republicana, estão exasperados com o Movimento. Devido à impopularidade do Tea Party junto de alguns membros do partido do elefante, tem-se falado muito da possibilidade do Movimento ultraconservador criar o seu próprio partido político (independente), já que mais de 16% do eleitorado continua a apoiar o movimento. Contudo, será este o seu objetivo? Não será suicida? O objetivo do Tea Party não é, afirmam todos os seus membros, o de criar um novo partido, longe disso. O seu objetivo principal era, é, e, continuará a ser, segundo o mesmo, o de impulsionar o Partido Republicano, ressuscitá-lo e regenerá-lo, bem como influenciar as elites republicanas e, em última análise, todo o eleitorado americano. Os militantes do Tea Party têm organizado campanhas agressivas com o intuito de atrair para o Partido Republicano o máximo de eleitores possíveis, eleitores que na maioria dos casos nunca tinham tido nenhuma participação política, alguns deles nunca tinham sequer votado, mas que estão extremamente desapontados com o rumo que o país adotou, e que estão preocupados com o seu futuro. O objetivo não é o de atrair estes eleitores para um novo partido, mas sim para o Partido Republicano. Os militantes do Tea Party estão a tentar fazer o que o Partido Democrata fez em 2008, quando os militantes democratas conseguirem levar milhões de jovens, pertencentes às minorias do país (negros, latinos, outros) a votar no então candidato Barack Obama:
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Um aspecto relevante da contribuição de silvio romero às ciências sociais no brasil

Um aspecto relevante da contribuição de silvio romero às ciências sociais no brasil

Em Doutrina Contra Doutrina, examinando os partidos polí- ticos, Sílvio Romero, que era pela República, critica os membros do partido republicano, em sua grande pa[r]

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UNIVERSIDADE DO VALE DO RIO DOS SINOS - UNISINOS UNIDADE ACADÊMICA DE PESQUISA E PÓS-GRADUAÇÃO PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM HISTÓRIA NÍVEL MESTRADO

UNIVERSIDADE DO VALE DO RIO DOS SINOS - UNISINOS UNIDADE ACADÊMICA DE PESQUISA E PÓS-GRADUAÇÃO PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM HISTÓRIA NÍVEL MESTRADO

1915 muda-se para Porto Alegre, sendo nomeado secretário particular do então presidente do estado, Antônio Augusto Borges de Medeiros. Foi deputado à Assembleia Legislativa gaúcha, onde exerceu a liderança da maioria. Entre 1925 e 1930 dirigiu o vespertino A Federação, órgão do Partido Republicano Rio Grandense (PRR), cuja direção integrou em 1929. Após a Revolução de 1930 tornou-se secretário do interventor federal no Rio Grande do Sul, José Antônio Flores da Cunha, chegando a exercer interinamente a chefia do Executivo estadual. Pressionado por Vargas, entretanto, Flores da Cunha foi obrigado a se demitir do governo em outubro de 1937, um mês antes da implantação do Estado Novo (1937-1945). Afastando-se da política partidária, Rosa passou a dedicar-se exclusivamente ao Cartório de Registro Especial do qual era titular na capital gaúcha. Pertenceu ao Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Sul, do qual foi vice-presidente, à Academia Sul-Rio-Grandense de Letras, à Comissão Gaúcha de Folclore, ao Instituto Brasileiro de Educação, Ciência e Cultura e à Comissão Nacional da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO). Foi ainda diretor do Jornal da Noite, de Porto Alegre. http://www.fgv.br/cpdoc/acervo/dicionarios/verbete- biografico/otelo-rodrigues-rosa. Acesso em dezembro de 2016.
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Repositório de memórias: o arquivo de Nicolau Araujo Vergueiro

Repositório de memórias: o arquivo de Nicolau Araujo Vergueiro

São nomes de familiares, médicos e farmacêuticos (que atuaram na cidade e na Sociedade de Medicina), integrantes do Clube Pinheiro Machado, do Partido Republicano [r]

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Conflito e interesse no pensamento político republicano

Conflito e interesse no pensamento político republicano

Maurizio Viroli, em um pequeno livro de divulgação, Republicanism, em que descreve as características que demarcariam esta corrente de pensamento, diferenciando-a não somente da corrente liberal, mas também da comunitária, oferece algumas observações que convém serem colocadas aqui. A primeira definição, feita de modo relativamente simples, é a seguinte: o pensamento republicano é um corpo teórico político comprometido em sustentar o princípio da liberdade e explicar quais meios políticos e legais para obtê- la e preservá- la 14 . Nesta caracterização, o que deve ser destacado é que a liberdade não é um atributo já existente, não importa de que ente, cidadão ou comunidade política, que deva ser preservado. Ela deve ser obtida. Teríamos, então, a liberdade como não-dominação de que fala Pettit? A definição e o texto de Viroli sugerem que não apenas. No campo do pensamento republicano, trata-se de pensar quais os mecanismos lega is que preservarão essa liberdade, por meio, sim, de evitar a não- dominação, mas também de desenvolver nos cidadãos algo que mantenha a comunidade coesa, que por muito tempo no pensamento republicano foi a virtude cívica. Trata-se, portanto, de voltar a atenção para a fundação e constante modificação do corpo político de modo que os cidadãos sejam livres e possam manter a sua liberdade e a do próprio corpo político. Liberdade, aqui, é um atributo não só dos cidadãos, mas do próprio corpo político. E, na constituição desse atributo, a existência de leis destinadas para esse fim é imprescindível para o seu êxito. Note-se que não se trata de um fetichismo da lei, ou mesmo de colocá- la como a fonte emanadora de direitos invioláveis dos cidadãos em face do Estado, mas sim de um conjunto de regras constitutivas da própria vida cívica e, conseqüentemente, da liberdade dos cidadãos. Estas leis não servem apenas de limites, e sua legitimidade vem da própria vida pública. Segundo Lefort, no republicanismo.
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A segunda alma do partido dos trabalhadores.

A segunda alma do partido dos trabalhadores.

A principal consequência ideológica da configuração recente é que as idéias anticapitalistas, que o PT herdara do período pós-64 e car- regara até as vésperas da campanha de 2002, resvalam para um se- gundo plano, fechando longo ciclo cultural aberto com a derrota do populismo. Embora seja um grave equívoco desconhecer que o gover- no Lula cumpriu parte do programa histórico do partido ao estimu- lar um mercado interno de massa, é verdade que, desconectados de uma postura anticapitalista, os ganhos materiais conquistados levam água para o moinho de um estilo individualista de ascensão social, embutindo valores de competição e sucesso. O espírito do Anhembi, com sua profunda valorização da ordem, é alimentado e alimenta o PT enquanto “partido dos pobres”. O êxito eleitoral lhe augura uma dominação prolongada.
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Origem e transformação do enraizamento sindical do Partido Justicialista (Argentina) e do Partido dos Trabalhadores (Brasil).

Origem e transformação do enraizamento sindical do Partido Justicialista (Argentina) e do Partido dos Trabalhadores (Brasil).

Posteriormente, mesmo que ambos os partidos conservassem suas marcas de origem e sua dependência a respeito, a inferência descritiva que propôs esta investigação permitiu observar como o caminho foi diferente, e inclusive foi variável no interior de um mesmo caso. Na Argentina, a preeminência política sob a sindical originária terminou impondo-se na maior parte do período analisado; entretanto, a partir da redemocratização dos anos 1980, se gerou uma mudança de sentido do vínculo partidário-sindical. No Brasil, apesar de ter se mantido a preeminência sindical sob a política durante todo o período posterior à origem do PT – com o qual seria possível relacionar uma forte dependência da origem –, em realidade a relação partidária- sindical foi se alterando através de mudanças graduais no interior do partido, especialmente pela variação do tipo de dirigências sindicais e as mudanças programáticas, que acompanharam a pretensão eleitoral do PT.
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PARTIDO COMUNISTA BRASILEIRO E PARTIDO COMUNISTA DO BRASIL: MEIO SÉCULO DE DISPUTA PELA MEMÓRIA COMUNISTA

PARTIDO COMUNISTA BRASILEIRO E PARTIDO COMUNISTA DO BRASIL: MEIO SÉCULO DE DISPUTA PELA MEMÓRIA COMUNISTA

Para obter seu registro legal em 1945, o PCB utilizou subterfúgios para que um parlamento majoritariamente burguês não tivesse outra saída, no contexto do pós- guerra, a não ser legalizá-lo. Não fosse pela manobra jurídica, de apresentar um “estatuto apenas para fins de registro”, o partido não teria obtido seu registro. Nos detivemos nesta questão porque entre os envolvidos nas estratégias para a legalização em 1945, estava o já citado João Amazonas e também Maurício Grabois, juntamente com Prestes. Estes três nomes foram os que tentaram, após a cassação do partido, fazer com que a agremiação continuasse funcionando como sociedade civil. Amazonas e Pomar estiveram na linha de frente contra o processo de legalização de 1961 e foram responsáveis por afirmações como: “A luta pela legalidade do Partido é uma luta política e não pode ser feita escondendo-se seus objetivos, sua doutrina e suas tradições (...) Assim pensando, não podemos concordar com a alteração do nome do nosso glorioso Partido” (PARTIDO COMUNISTA DO BRASIL, 1961).
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