Paul Valéry

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Última Visita a Mallarmé, Paul Valéry

Última Visita a Mallarmé, Paul Valéry

Nota sobre a tradução: Paul Valéry, nascido em 1871 e falecido em 1945, foi um dos mais importantes poetas-críticos franceses do século XX. É autor de poemas clássicos como O cemitério marinho e A jovem Parca, além de ser um pensando vigoroso no campo da literatura. Jacques Rancière se refere a esse texto, “Última visita a Mallarmé”, como as “p|ginas célebres” que Paul Valéry escreveu sobre Mallarmé e que todos conhecem. Valéry escreveu nove textos sobre Mallarmé. Os textos são um misto de análise da obra e recordações que Valéry guardou do convívio com Mallarmé e de sua personalidade. A amizade dos dois não foi longa - a primeira visita de Valéry a Mallarmé foi em 1891 - não chegando Valéry a fazer parte e desfrutar de fato de longa convivência pessoal com Mallarmé, bem entendido, a exemplo de Manet e outros artistas. No entanto, nenhum deles se expressou de maneira mais intensa, apaixonada, complexa e completa sobre Mallarmé. No texto abaixo, é possível sentir a admiração e o espanto de Valéry diante da “presença” de Mallarmé, “presença” que para ele não se fez sem o drama intenso de viver, sobretudo após a morte de Mallarmé, sufocado pela sua ausência/presença, no seu próprio dizer, “sob uma grande sombra”.
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Méditation sur les mystères de la création Paul Valéry et Omar al Khayyâm

Méditation sur les mystères de la création Paul Valéry et Omar al Khayyâm

La médit at ion sur la mort , l’ ordre de l’ exist ence ainsi que les myst ères de la Genèse const it ue l’ obj et principal des ét udes philosophiques dont s’ inspirent , de t emps à aut re, la poésie et la lit t érat ure. Cet t e recherche se f ixe comme obj ect if de démont rer si l’ at t it ude des poèt es Paul Valéry et Omar al Khayyâm à l’ encont re des not ions t elles que la mort et l’ exist ence t ire son origine de leur affres de la mort , ou bien elle prend ses sources dans leurs préoccupat ions philosophiques. Nous allons ét udier les at t ribut s narcissiques des poèmes de Valéry, en pleine cont radict ion avec des vers cosmopolit es et regorgés de sagesse de Khayyâm.
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LÍRICA E CLÍNICA: OS CADERNOS DE PAUL VALÉRY E O PROJETO DE SIGMUND FREUD

LÍRICA E CLÍNICA: OS CADERNOS DE PAUL VALÉRY E O PROJETO DE SIGMUND FREUD

O poeta Paul Valéry (1871-1945) e o médico Sigmund Freud (1856-1939) empreenderam no final do século XIX projetos que tocam em questões muito semelhantes, especialmente no que diz respeito à busca de um conhecimento objetivo do funcionamento da subjetividade. Fixado esse eixo, mesmo que se levem em conta as diferenças do estatuto científico (e ficcional) e da posição que ocupam no conjunto das obras de cada um, a aproximação entre os Cadernos de Valéry e o Projeto de uma psicologia científica de Freud se impõe não só por aquilo que dá a ver, como também pelo questionamento das condições históricas de possibilidade da constituição de um campo epistemológico comum. Afinal, a que se deve a convergência de interesses entre um poeta e um médico no final do século XIX, levados, como foram, por problemas internos a suas próprias especialidades?
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A poesia pura francesa na poesia brasileira: do abade Brémond e Paul Valéry a Henriqueta Lisboa, Cecília Meireles e Mário Quintana

A poesia pura francesa na poesia brasileira: do abade Brémond e Paul Valéry a Henriqueta Lisboa, Cecília Meireles e Mário Quintana

provável candidato a um posto entre seus insignes membros. A partir desse discurso, o assunto poesia pura tomou de assalto não só a Paris intelectual, mas também grande parte das cidadezinhas francesas através de discussões em jornais interioranos. Entretanto, a grande pergunta que se fez é o que estaria fazendo Valéry naquele discurso, poeta conhecido comumente como seguidor de um pensamento que se quer ver pensado, um teórico da poesia como fruto da razão criadora? O que tinha a ver Valéry com aquele palavrório cheio de termos como essência poética, inspiração e abandono a uma misteriosa corrente elétrica que passaria pelas palavras, tornando-as puras? 2 O que fazia o João Cabral francês – deixemos de lado a cronologia – naquele discurso de um abade cheio de religiosidade e de piedosas orações?
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Stéphane Mallarmé, Paul Valéry: um pensamento abstrato

Stéphane Mallarmé, Paul Valéry: um pensamento abstrato

possibilidades, para outras formas de expressao. Assim, escolher tun tema que conduza a rela~ao entre Mallarme e Valery consiste emre£letir sobre urna convergencia de sistemas que de[r]

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Auroras diversas de todas as épocas, de Paul Valéry

Auroras diversas de todas as épocas, de Paul Valéry

Nesse sentido, seria possível ler na atual reemergência da poesia de Valéry o ensejo para repensar outros modos de partilha deste mundo finito no qual teimamos em entrar de costas, modos intensivos, com arranjos mais sutis entre som e sentido, voz e pensamento, os seres e a linguagem, natureza e cultura. A era do mundo finito começa – diz Valéry – e não cessa de findar – difere Michel Deguy . Eis que o mito colonialista do novo e da expansão infinita da modernidade não cessa de ruir à nossa frente, ressuscitan- do uma vez mais o fascismo que subjaz tanto ao desenvol- vimentismo, sempre cadavérico e devastador, quanto ao tri- vializado domínio cínico da especulação financeira. Contra esse horizonte, a ressonância dos versos valerianos ativa suas nuances ao nos convidar a um pensamento intenso, hesitante, amorosa e refinadamente entre desejos e expec- tativas heterogêneas que se encontram e se equivocam na finitude do mundo reencontrada. O poeta como um polí- tico profundo, cujas potência e geometria, força e finesse não estariam em exercer uma vontade soberana, mas em modular e sobredeterminar diferentes sober-an-arquias.
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MITO E AUTOFICÇÃO: A DEFESA DE NARCISO

MITO E AUTOFICÇÃO: A DEFESA DE NARCISO

Como afirmou Paul Valéry, “existem eus mais eus que outros”. Assim, o grau de egotismo não seria idêntico de um autor a outro. Devemos pensar também que o “nar- cisismo” não decide quan[r]

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A torção do mito fáustico ou a despedida da modernidade

A torção do mito fáustico ou a despedida da modernidade

Se, de um lado, tem-se “uma reprise...” (VALÉRY, 2010, p.99) em Meu Fausto, a necessidade de reviver, marcada pelo tédio, decretando ali o fim da alma, do indivíduo – pilares da modernidade; de outro, tem-se o mito sofrendo uma (dis) torção – sem que a tradição seja trazida a partir de uma reverência. Talvez, a palavra mais apropriada no segundo caso seja referência. Ou seja: pode-se conceber que a “reprise” de Paul Valéry faz reverência à tradição fáustica, enquanto em Mann e Pessoa, tem-se referência à mesma, permitindo que o material fáustico, por não trazer em si o peso da tradição do mito, possa ser encarnado de outra forma. Possa ser, por exemplo, o material filosófico capaz de fomentar versos que trabalham na fronteira entre poesia e filosofia, e redimensionam o pensamento sobre o dramático, como no caso de Pessoa. Ou ainda, possa ser a premissa para que um romance seja, na verdade, uma grande obra teórica sobre arte. Em Mann e Pessoa tem-se a indistinção atingida pelo ultrapassamento de todas as fronteiras pré-estabelecidas entre o que seria um romance, poesia, filosofia ou teoria. Além disso, tem-se a impossibilidade de distinguir entre o que seria ou não o material fáustico. Afinal, seria necessário um pacto? E Margarida?
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Rev. Bras. Estud. Presença  vol.4 número2

Rev. Bras. Estud. Presença vol.4 número2

Gabriele Sofia University Paul Valéry Montpellier 3 – Montpellier, France ABSTRACT – Towards a 20 th Century History of Relationships between Theatre and Neuroscience 1 – This art[r]

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O começo do fim

O começo do fim

Em última instância e do ponto de vista restrito do artista não-europeu, a Antropofagia leva o escritor – o escritor brasilei- ro, no presente caso – a desenvolver o gosto pelo lento e paciente trabalho de arte. Sejamos mais precisos. Ela exige do artista, cuja tradição cultural se encontra em princípio desapossada do ideal de universalidade criado pela tradição ocidental, o gosto pelo trabalho artístico que não é desassociado do trabalho crítico, também de responsabilidade do próprio criador. Dessa pers- pectiva, soa falso todo esforço por criar oposição/contradição entre a escrita dita artística e a escrita dita crítica. Não há fissão e incompatibilidade entre elas. Ao se confundirem num escritor, criação e crítica se fundem e se confundem – são cofundadoras da literatura. Lembre-se de passagem do volume Variété I. Paul Valéry escreve que Charles Baudelaire é o poeta “que traz um crítico em si, intimamente associado por ele a suas próprias composições poéticas”. Baudelaire se torna figura emblemática dos escritores para quem – continua Valéry – “a composição, que é artifício, sucede a algum caos primitivo de intuições e de desenvolvimentos naturais”.
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J. Bras. Patol. Med. Lab.  vol.46 número1

J. Bras. Patol. Med. Lab. vol.46 número1

named his atelier-home The Yellow House and painted the Sunlowers series to decorate it. Despite his ambitious plans, only Paul Gaughin accepted his invitation to join the community in Arles. This was Van Gogh’s most productive phase. Within the three years before his death, he painted around 400 art pieces. It was the time of vigorous brush strokes with intense tones of yellow and lively red, colors and expressions that revealed his feelings.

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Andando com Paul Auster.

Andando com Paul Auster.

Uma vez mais ele voltava a Nova Iorque. Não para ficar duas, três semanas de férias. Quase dez anos tinham se passado desde a última vez. Agora, ficaria novamente um ano. Poderia ter ido a outro lugar. Eram tantos os lugares que não conhecia, em que nunca estivera, nunca estará. Não era nostalgia, era uma outra viagem. Os amigos de outrora não mais presentes. Não mais as emoções desencontradas da primeira vez que ficara tanto tempo longe de casa, longe do Brasil. Outras novas emoções, diversamente desencontradas, certamente. Tinha a ilusão de se sentir mais livre, menos ansioso. Um novo desafio se apresentava, um salto, falar do outro, do centro, do cânone. Teria o que dizer? Em 2002, publicara seu último livro e, desde então, nenhum outro livro, a não ser ensaios, que tinha a ilusão de estarem cons- truindo um outro livro, de uma outra forma, nem hipertexto de fragmentos, nem romance de ensaios autobiográficos, algo mais modesto, quadros de caminhadas e encontros de pessoas e personagens, imagens e lugares. Como antes, precisava de um fio condutor que não fosse apenas conceitual. A aposta agora era em Paul Auster, menos como obra e mais como ponto de partida para uma paisagem, ao mesmo tempo reconhecida e nova. Não, não era uma volta, queria olhar os olhos de Paul Auster, olhar com Paul Auster. Na chegada aos quarenta anos, sentia-se renovado, embora tudo parecesse familiar, estava aberto a esse outro desafio, essa outra procura.
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J. Bras. Patol. Med. Lab.  vol.46 número1 en v46n1a01

J. Bras. Patol. Med. Lab. vol.46 número1 en v46n1a01

named his atelier-home The Yellow House and painted the Sunlowers series to decorate it. Despite his ambitious plans, only Paul Gaughin accepted his invitation to join the community in Arles. This was Van Gogh’s most productive phase. Within the three years before his death, he painted around 400 art pieces. It was the time of vigorous brush strokes with intense tones of yellow and lively red, colors and expressions that revealed his feelings.

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Rev. paul. pediatr.

Rev. paul. pediatr.

Dessa forma, este estudo teve como objetivo avaliar se o tratamento oferecido pelo Centro de Recuperação e Educação Nutricional de Maceió-AL (CREN-AL), centro especializado para recup[r]

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Paul Cézanne.

Paul Cézanne.

exasperada vem se sobrepor à da véspera, até que o artista fatigado sinta fundirem suas asas à aproximação do sol, ou seja, abandona seu trabalho no ponto mais alto a que este pôde elevá-lo. De modo que, se ele houvesse tomado tantas telas quantas tivessem sido as sessões, teria resultado de sua análise uma soma de visões ascendentes, gradualmente mais vivas, cantantes, abstratas, harmoniosas, das quais a mais plena supranatureza seria a mais definitiva; mas, ao lançar mão de apenas uma tela para essa lenta e fervorosa elaboração, Paul Cézanne nos demonstra que a análise não é seu fim, que é apenas seu meio, que se serve dela como de um pedestal e que se importa apenas com a síntese destruidora e conclusiva. Esse método próprio de trabalho, ele o preconiza como o único justo, o único que deve levar a um resultado sério, e condena sem clemência toda decisão de simplificação que não passe pela submissão à Natureza, pela análise arrazoada e progressiva. Se um pintor se contenta com pouco, é porque, segundo Paul Cézanne, sua visão é medíocre, seu temperamento de parco valor.
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A arte do intercâmbio cultural – Paul Heritage e Ilana Strozenberg (orgs) – Editora Circuito

A arte do intercâmbio cultural – Paul Heritage e Ilana Strozenberg (orgs) – Editora Circuito

Temos certeza de que ambos precisamos de amizade e compreensão no mundo como um todo, e que as relações culturais são indispensáveis para alcançar isso: a textura e a profundidade do [r]

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Arq. NeuroPsiquiatr.  vol.38 número1

Arq. NeuroPsiquiatr. vol.38 número1

Entre estas, a utilização de ácido caínico, que provoca efeito excitotóxico... FRANZ PAUL PROBST..[r]

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Rev. paul. pediatr.

Rev. paul. pediatr.

As variáveis de associação analisadas por regressão logística foram: tempo de aleitamento materno, idade de introdução de leite de vaca e da alimentação complementar, faixa etária, ren[r]

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Rev. paul. pediatr.

Rev. paul. pediatr.

Objetivo: Relatar um caso raro de síndrome posterior do tronco cerebral em um lactente após um episódio hipóxico-isquêmico devido a sepse grave, e o uso da ventilação assistida ajusta[r]

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Rev. paul. pediatr.

Rev. paul. pediatr.

Case description: A 2-month-old male infant, previously healthy, presented with severe sepsis that evolved to dorsal brainstem syndrome, which usually occurs after hypoxic-ischemic in[r]

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