Perturbação da aquisição e desenvolvimento da linguagem

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O vocabulário em crianças com perturbação da aquisição de linguagem: estudos de caso

O vocabulário em crianças com perturbação da aquisição de linguagem: estudos de caso

resultados obtidos mostram que apesar das semelhanças entre as crianças no fraco domínio nos itens de vocabulário mais abstratos (ex. os verbos e em itens pertencentes à classe de palavras fechada), a criança com PEL consegue distinguir-se da criança com PEA pelo facto de ter obtido menos dificuldades quer no conhecimento dos itens apresentados a nível do seu significante e pela diversidade de itens que consegue utilizar, quer através da sua capacidade de os definir, mostrando desta forma um desenvolvimento concetual mais abstrato e considerado mais próximo do conhecimento adulto. Esta criança apresentou também uma melhor capacidade de evocação de itens, apropriados aos contextos de frases, de forma mais eficaz e respeitando a coerência sintática e semântica da mesma. As situações descritas levam a crer que com o avançar da idade as crianças com PEL melhoram a diversidade lexical e o conhecimento de itens com o aumento de relação entre eles. A concetualização destas crianças torna-se mais madura conseguindo estabelecer associações entre os itens de formas paradigmáticas, sintagmáticas e na base da hierarquia com o conhecimento da classe de palavras (maior capacidade de abstração). Desta forma, tal como refere Bishop (2008) as dificuldades patentes nestas crianças PEA e PEL, embora possam ser semelhantes especialmente a nível da linguagem, são diferentes “it would be a mistake to group together children with ASD and SLI (…) because the similarities in their language deficits are superficial rather than indicative of shared etiology”.
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Compreensão e Produção de Interrogativas Parciais em Crianças do Português Europeu com Perturbação Específica do Desenvolvimento da Linguagem

Compreensão e Produção de Interrogativas Parciais em Crianças do Português Europeu com Perturbação Específica do Desenvolvimento da Linguagem

De uma forma geral, existiram diferenças significativas na média de produção de interrogativas parciais correctas entre os 3 grupos: Grupo de controlo (idade)> Grupo de controlo (CME)> Grupo de PEDL. No que diz respeito aos erros, identificaram-se diferenças significativas entre os grupos na omissão do sintagma interrogativo (em particular para – o quê e –quem), na omissão do sujeito e na manutenção da ordem canónica dos constituintes (SI+Sujeito+verbo). O grupo de PEDL, face ao grupo de controlo (idade) realizou significativamente mais omissões do sintagma interrogativo e do sujeito, assim como não estabeleceu a regra V2. O sintagma omitido com mais frequência foi – “o quê”. Todas as crianças dos grupos de controlo realizaram a inversão dos elementos sintácticos, ao contrário do grupo de PEDL. Estes últimos dados revelam que a inversão dos elementos frásicos é problemática para as crianças com PEDL, pelo que a inversão ocorre logo na fase de aquisição, ao contrário do que se verifica noutras línguas. Uma possível justificação é o facto da língua sueca implicar a inversão dos elementos, quer para a construção de uma frase interrogativa, quer para uma frase declarativa (sempre que esta não comece por um sujeito), interferindo aspectos de frequência no input e menos complexidade estrutural.
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Análise de itens sintácticos em provas de avaliação da linguagem - Relevância para identificação de perturbação específica do desenvolvimento

Análise de itens sintácticos em provas de avaliação da linguagem - Relevância para identificação de perturbação específica do desenvolvimento

Tome-se como exemplo o parâmetro, bastante abstracto, que determina se uma língua tem – ou não – movimento do verbo para a categoria funcional Flex. Apesar de existir alguma dificuldade em construir tarefas que permitam indicar resultados inequívocos e robustos acerca da aquisição do parâmetro de movimento do verbo (Costa & Santos, 2009), há evidência de que este parâmetro se encontra adquirido pelas crianças desde cedo. De facto, Gonçalves (2004 cit por Loureiro, 2006) realizou um estudo com 4 crianças, cujas idades variavam entre os 1;09 e os 3;01, e verificou que estas utilizavam algumas produções indicativas de que o parâmetro do movimento do verbo já se encontrava consolidado, nomeadamente, aquelas em que um verbo antecede um advérbio e nas que envolvem respostas a interrogativas globais. Também Santos (2006; 2009 cit por Costa & Santos, 2009), num estudo com 3 crianças entre os 1;05 e os 3;11, obteve resultados indicativos da competência no uso do parâmetro linguístico referido. Estes dados são corroborados noutras línguas, como o Francês (Pierce, 1992 cit por Costa & Santos, 2009) e o Italiano (Guasti, 1993/1994 cit por Costa & Santos, 2009).
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Aquisição e desenvolvimento da linguagem oral e escrita Entrevista com a profª Drª Nenagh Kemp

Aquisição e desenvolvimento da linguagem oral e escrita Entrevista com a profª Drª Nenagh Kemp

6- Uma notícia publicada em sites brasileiros 1 no final do ano passado falava sobre uma conferência que você proferiu sobre a relação entre a ortografia, a leitura e a abreviação das palavras em mensagens SMS. Gostaríamos de saber um pouco mais a este respeito, visto que, no Brasil, isso também acontece e parece ser um importante campo de pesquisas sobre essa peculiar forma de linguagem escrita:

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A influência do ambiente familiar e escolar na aquisição e no desenvolvimento da linguagem: revisão de literatura.

A influência do ambiente familiar e escolar na aquisição e no desenvolvimento da linguagem: revisão de literatura.

Averiguou-se que as variáveis relacionadas ao ambiente escolar e familiar ainda são pouco explo- radas, indicando a necessidade de estudos que aprofundem seus conhecimentos nessas variáveis. Além disso, percebe-se que a grande maioria dos artigos utiliza duas a três variáveis no controle de sua pesquisa; por exemplo, idade, sexo e escola- ridade materna, ou ainda escolaridade dos pais e nível socioeconômico. É importante que os estudos busquem analisar o maior número possível de vari- áveis que incluam o ambiente em que a criança se encontra inserida. Somente dessa forma, será possível apresentar resultados signiicantes a respeito da inluência do ambiente no desenvol- vimento da linguagem infantil (Figura 5). Dentre Nas Figuras de 1 a 3 estão apresentados a
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UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARÁ INSTITUTO DE FILOSOFIA E CIÊNCIAS HUMANAS PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM TEORIA E PESQUISA DO COMPORTAMENTO INTENCIONALIDADE, LINGUAGEM E ANÁLISE DO

UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARÁ INSTITUTO DE FILOSOFIA E CIÊNCIAS HUMANAS PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM TEORIA E PESQUISA DO COMPORTAMENTO INTENCIONALIDADE, LINGUAGEM E ANÁLISE DO

Em geral, o presente trabalho sugere que os principais conceitos (e.g., intencionalidade, intencional, motivação) utilizados na proposta de Tomasello e cols. sobre a evolução da cognição humana e, especificamente, na teoria da aquisição da linguagem baseada no uso, são compatíveis com conceitos aplicados em outras áreas do conhecimento, como a filosofia da mente e a Análise do Comportamento. Neste sentido, a proposta de Tomasello e cols. pode responder às críticas conceituais freqüentemente atribuídas a ela, respaldando-se nessas áreas. Quanto aos demais conceitos (e.g., objetivo, intenção, representação cognitiva dialógica), consideramos que eles são compatíveis com posturas representacionistas, e, portanto, podem dificultar a interlocução com modelos funcionalistas. No presente trabalho, tentamos oferecer algumas possibilidades de reformulação desses conceitos, por meio da adoção de definições funcionalistas.
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Aquisição e desenvolvimento da linguagem em crianças em situação de risco, na idade pré-escolar

Aquisição e desenvolvimento da linguagem em crianças em situação de risco, na idade pré-escolar

O presente estudo, de carácter exploratório, baseia-se no princípio de que a linguagem se constitui, como um factor determinante do desenvolvimento humano na sua relação com o conhecim[r]

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Tendências da aquisição lexical em crianças em desenvolvimento normal e crianças com Alterações Específicas no Desenvolvimento da Linguagem.

Tendências da aquisição lexical em crianças em desenvolvimento normal e crianças com Alterações Específicas no Desenvolvimento da Linguagem.

presentações semânticas e fonológicas são reinadas à medida que o vocabulário aumenta; portanto, quanto maior o número de palavras aprendidas, melhor a habilidade de acrescentar novas palavras, tanto pelas relações semânticas e fonológicas comparativas estabelecidas quanto pela prática (treino) das habilidades necessárias para processar as novas informações. Embora a frequência, as similaridades fonológicas com outras palavras e a regularidade morfológica auxiliem o acesso e a produção das novas palavras, as crianças com AEDL utilizam processos diferentes das crianças normais para analisá-las e armazená-las e, de maneira geral, fazem isso de forma mais lenta. Assim, vários fatores interagem entre si e parecem ser determinantes para as diiculdades das crianças com AEDL na aquisição lexical, especiicamente, e nos progressos linguísti- cos subsequentes (35) .
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A QUESTÃO DA REFORMA AGRARIA E DO AGRONEGÓCIO, SOB O ASPECTO DA PRODUTIVIDADE – O CASO DA REGIÃO DE RIBEIRÃO PRETO-SP

A QUESTÃO DA REFORMA AGRARIA E DO AGRONEGÓCIO, SOB O ASPECTO DA PRODUTIVIDADE – O CASO DA REGIÃO DE RIBEIRÃO PRETO-SP

O custo-benefício da reforma agrária distributivista não compensa e, pior, faltam recursos e políticas decididas para garantir o desenvolvimento rural, o emprego e a renda do campo. [...] Acabar com o latifúndio e livrar-se do imperialismo eram, na época, receita certa contra a pobreza e as desigualdades sociais, que manchavam a florescente nação. Nesse contexto, democratizar a posse da terra representava um imperativo econômico, uma forma de ampliar a produção, criar mercado interno e promover o crescimento brasileiro. Derrotar o latifúndio, portanto, significava progresso econômico e, por conseguinte, a tese reformista contava com o forte apoio dos empresários nacionais. [...] Os latifúndios aos poucos se transformaram em empresas rurais. Continuaram grandes, mas se tornaram áreas produtivas. (GRAZIANO, p.11, 13 e 15).
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Rev. CEFAC  vol.19 número1

Rev. CEFAC vol.19 número1

A importância da relação mãe-bebe também foi referida nos estudos selecionados, visto que a estimu- lação precoce tem como um dos princípios, a orien- tação aos pais para a estimulação do desenvolvimento da criança. Buscando veriicar o impacto da interação mãe-criança no desenvolvimento da linguagem oral de crianças pré-termo, pesquisa veriicou que as mães consideravam mais importante educar e controlar o comportamento das crianças do que estimulá-las e as crianças, por sua vez, apresentaram desempenho abaixo do esperado em todos os testes envolvendo a linguagem. Diante disto, os autores concluíram que esses resultados abaixo do esperado podem ser atribuídos à quantidade e qualidade da interação mãe-criança, insuiciente 36 .
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Desempenho nas habilidades da linguagem em crianças nascidas prematuras e com baixo peso e fatores associados.

Desempenho nas habilidades da linguagem em crianças nascidas prematuras e com baixo peso e fatores associados.

Objetivo: Analisar as habilidades do desenvolvimento da linguagem em crianças de 2 a 3 anos de idade, nascidas prematuras e com baixo peso e os fatores de risco associados. Métodos: Estudo transversal com aplicação do teste de Denver II (Denver Developmental Screening Test) e escala ELM (Early Language Milestone Scale). Foi utilizado o teste de Qui-quadrado e todas variáveis com p<0,20 entraram no modelo de regressão logística binária, nível de significância (p<0,05). Resultados: Das 77 crianças avaliadas, 36,4% apresentaram desempenho global alterado no teste de Denver II, considerando os quatro setores, e 37,6% apresentaram cautelas e atrasos no setor da linguagem, especificamente na avaliação da habilidade de linguagem pela escala ELM, 32,5% das crianças apresentaram alterações. O desempenho alterado, considerando os quatro setores do teste de Denver II e da linguagem na escala ELM, após regressão logística, permaneceu associado com: suspeita dos pais de alterações no desenvolvimento (Denver II e ELM); peso <1500 g e cesariana (Denver II somente); hemorragia intracraniana e renda familiar mensal per capita ≤1/2 salário mínimo (ELM somente). Conclusão: Crianças nascidas prematuras e com baixo peso apresentaram atraso na aquisição de habilidades no desenvolvimento da linguagem, com maior comprometimento da função auditiva expressiva, associado a fatores de risco socioeconômicos e de histórico.
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Caraterização de Alunos Identificados em Risco na Leitura num Sistema de Triagem Universal

Caraterização de Alunos Identificados em Risco na Leitura num Sistema de Triagem Universal

Neste contexto, Mccardle et al. (2001) trazem à discussão um modelo que na tentativa de contribuir para a compreensão das dificuldades na leitura, coloca ênfase na existência de um deficit fonológico central, com repercussão ao nível da consciência fonológica, da descoberta do princípio alfabético e ao nível da aprendizagem da descodificação (STANOVICH; SIEGEL, 1994). Numa apresentação mais detalhada deste modelo Scarborough (2005) remete para a existência de um atraso no desenvolvimento do sistema fonológico nos primeiros três anos de vida, que conduz a uma perda na consciência fonológica que se manifesta entre os quatro e os cinco/seis anos de idade e que tem repercussões, nos primeiros anos de escolaridade, ao nível da precisão e da velocidade no reconhecimento de palavras, da descodificação e da ortografia. Estes deficits traduzem-se, consequentemente, à medida que a idade e a escolaridade avançam, em desprovimentos secundários ao nível da compreensão e numa reduzida experiência de leitura, que por sua vez conduzirão a deficits terciários ao nível do vocabulário, do QI e do conhecimento em geral. Ainda que a influência da consciência fonológica na leitura seja indiscutível (MCCARDLE et al., 2001) trata-se, contudo, de acordo com Mccardle et al. (2001), de um modelo que não representa tudo o que já se conhece acerca dos problemas de leitura, e que não estabelece relações por exemplo com perturbações específicas da linguagem (SCARBOROUGH, 2005). Na tentativa de expandir a ideia central deste modelo outros foram surgindo.
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Diagnóstico e Rastreio Laboratorial da Infeção pelo Vírus da Imunodeficiência Humana (VIH) – Normas de Orientação Clínica

Diagnóstico e Rastreio Laboratorial da Infeção pelo Vírus da Imunodeficiência Humana (VIH) – Normas de Orientação Clínica

O rastreio laboratorial da infeção pelo Vírus da Imunodeficiência Humana (VIH) deve ser efetuado em todos os indivíduos com idade compreendida entre os 18 e 64 anos (Nível de Evidência [r]

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Tratamento e Seguimento da Fibrose Quística – Normas de Orientação Clínica

Tratamento e Seguimento da Fibrose Quística – Normas de Orientação Clínica

Pseudomonas aeruginosa: No tratamento da colonização por Pseudomonas aeruginosa considerar as fases (colonização inicial, intermitente e crónica e exacerbação) a que [r]

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Aquisição da linguagem: palavras iniciais

Aquisição da linguagem: palavras iniciais

dos do produto da atividade linguística, registrado em corpora, numa diversidade de gêneros textuais e de fatores sociolinguís- ticos condicionantes que muitas vezes não eram suficientemente controlados ou considerados pelo linguista. É importante ressaltar que, na abordagem das ciências cognitivas, o uso da linguagem não é compreendido como o produto da atividade verbal na interação linguística. Ele não se confunde com a própria interlo- cução comunicativa face a face, como parece ser a interpretação aproximada do termo uso para a sociolinguística, para as abor- dagens funcionalistas e para o sociocognitivismo. Nas ciências da mente, usar a linguagem é pôr em ação os mecanismos mentais (como memória, atenção, conhecimento linguístico etc.) que, sem que tenhamos consciência, são recrutados para que possamos produzir e compreender sentenças e discursos. Segundo essa acepção, o uso da linguagem é também um fenômeno cognitivo escondido na caixa preta da mente humana. Dessa forma, o estudo do comportamento linguístico numa perspectiva cognitiva é conduzido, preferencialmente, em situações laboratoriais contro- ladas, que permitam a manipulação e a observação de variáveis psicológicas, que raramente estão sob controle em situações mais ou menos livres, como aquelas que geram os registros de corpora. É nesse sentido que as pesquisas sobre a aquisição e mudança de parâmetros, conduzidas no método da socioparamétrica ou pela observação longitudinal de crianças, apenas indicavam a possível reconciliação entre teoria linguística e estudo do uso da linguagem.
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A interpretação dos numerais na aquisição da linguagem

A interpretação dos numerais na aquisição da linguagem

uma segunda teoria para a aquisição dos numerais está diretamente vinculada à capacidade de contagem. num trabalho clássico, Gelman (1972) afirmou que crianças na faixa dos três anos possuem conhecimento de um conjunto de princípios que carac- terizam o processo de contagem legítimo, embora careçam das condições necessárias para articular ou explicitar tais princípios. Cinco princípios foram definidos, cujo conhecimento implícito forneceria as bases para a caracterização da capacidade de contar (GeLMan & GaLLISteL, 1978): o princípio da correspondência um-a-um, o princípio de ordem estável, o princípio de cardina- lidade, o princípio de abstração e o princípio da irrelevância da ordem. Os três primeiros definiriam os procedimentos básicos da contagem. O princípio um-a-um determina que cada elemento de um conjunto seja associado a um rótulo, ou seja, os itens de um dado arranjo são designados com sinais distintivos de forma que uma e apenas uma marca seja utilizada para cada item. O segundo princípio estabelece que a ordem dos rótulos deve ser sempre a mesma e o terceiro diz respeito ao fato de que o último rótulo utilizado na sequência de contagem indica o número total de elementos no conjunto. Os restantes princípios teriam um caráter complementar. no modelo para aquisição dos numerais proposto pelos autores (Counting Model), a linguagem não é considerada como um pré-requisito para a contagem e, nesse sentido, são distinguidos os numerlogs (palavras de contagem convencionais) dos numerons (rótulos que obedeçam aos princípios do contar, mas que não precisam ser verbais ou sequer perceptíveis no compor- tamento do sujeito). nesta perspectiva, as crianças adquiririam o significado dos numerais com base na forma como estes são utilizados na sequência de contagem, em particular a ordem de cada elemento na sequência seria um ponto relevante.
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Terapêutica e quimioprofilaxia da gripe sazonal – Normas de Orientação Clínica

Terapêutica e quimioprofilaxia da gripe sazonal – Normas de Orientação Clínica

terapêutica e, neste caso, os dias de quimioprofilaxia já efetuados não são contabilizados; g. A quimioprofilaxia deve ser suspensa se houver exclusão laboratorial de gripe no caso índ[r]

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Aquisição da linguagem oral: relação e risco para a linguagem escrita.

Aquisição da linguagem oral: relação e risco para a linguagem escrita.

Neste estudo, entre os fatores não-lingüisticos que poderiam influenciar no desenvolvimento da linguagem, somente aparece o uso de bico/chupeta e mamadeira com diferença significativa. O resultados indicam que o tempo de uso do bico/chupeta po- de estar ligado a atrasos na aquisição fonológica, e uma hipótese para que isso aconteça é a interferência do objeto na boca, atrapalhando a articulação dos fonemas. Por outro lado, o tempo de uso de mamadeira foi maior no grupo controle, que não teve alterações no desenvolvimento da fala. Se com- parados os dois hábitos orais, considerando que ambos são deletérios, é possível que o tempo de exposição seja a explicação desses resultados, ou seja, no uso de bico/chupeta o tempo é elástico e pode ser bastante prolongado, durante várias vezes ao dia, enquanto a mamadeira tem o seu tempo de exposição limitado ao término do líquido ou da saciedade da criança.
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Aquisição da variação: a interface entre aquisição da linguagem e variação linguística .

Aquisição da variação: a interface entre aquisição da linguagem e variação linguística .

Guy e Boyd (1990) examinaram outro fenômeno já bem estudado e descrito no inglês, ou seja, o apagamento de (t, d) em verbos “semifracos” ou “ambíguos” do tempo passado, com falantes entre 4 e 65 anos. Os autores concluíram que a aquisição do apagamento de (t, d) em verbos semifracos é um processo potencialmente longo com os falantes mais jovens, não produzindo os segmentos oclusivos num todo, o que os levou a acreditar que não estavam presentes nas representações subjacentes dessas formas. Roberts (1997) apresenta um resultado diferente para esse mesmo fenômeno, com crianças entre 3 e 4 anos, que será abordado posteriormente. Um estudo de Labov (1989), sobre a variação estilística e linguística dessa mesma variável, e da aplicação de (ing), em uma amostra pequena de crianças e de seus pais da área King of Prussia, da Filadélfia, mostrou que um menino de 7 anos replicou os padrões estilísticos e linguísticos de seus pais para o apagamento de (t, d), com exceção do tratamento dado aos verbos semifracos, os quais foram analisados como palavras monomorfêmicas, apresentando o mesmo padrão de apagamento de (t, d). Essa mesma criança também lidou com as restrições linguísticas e estilísticas da alternância de (ing), enquanto outra, de 6 anos, lidou somente com a variação estilística, e outra, de 4 anos, não mostrou qualquer sinal de estar adquirindo as restrições da alternância dessa variável.
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Elaboração e avaliação de um website sobre o desenvolvimento da linguagem infantil: portal dos bebês - desenvolvimento da linguagem.

Elaboração e avaliação de um website sobre o desenvolvimento da linguagem infantil: portal dos bebês - desenvolvimento da linguagem.

Essas orientações permitem a prevenção de atrasos no desenvolvimento e possibilita um diagnóstico precoce das alterações da comunicação oral. Dessa forma, a criação do website é de grande relevância, pois reúne as informações básicas a respeito do desenvolvimento da linguagem infantil, permitindo o acesso as orientações quando neces- sário. A partir deste trabalho, qualquer pessoa pode ter acesso a este tipo de informações pelo endereço http://portaldosbebes.fob.usp.br, que foi avaliado como satisfatório à excelente por pais e/ ou cuidadores.
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