Pessoas empregadas com o pretérito perfeito do indicativo

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Uma análise cognitiva do valor contrassequencial do Pretérito Perfeito do Indicativo

Uma análise cognitiva do valor contrassequencial do Pretérito Perfeito do Indicativo

Este artigo traz análises do valor contrassequencial do Pretérito Perfeito do Indicativo encontrado em textos orais, representantes do português em uso no Brasil. Esse valor verbal foi analisado através de diagramação condizente com o Modelo dos Espaços Mentais da Linguística Cognitiva. Devido ao fato de, no âmbito desse quadro teórico, as expressões linguísticas revelarem aspectos da cognição humana, investigou-se uma motivação de caráter cognitivo para a ocorrência do referido valor verbal. Considerou-se, ainda, que a construção adequada de significados verbais requer a observação do contexto linguístico e/ou extralinguístico dos enunciados.
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Um estudo das formas verbais do pretérito perfeito do indicativo em português arcaico

Um estudo das formas verbais do pretérito perfeito do indicativo em português arcaico

Em relação aos processos, vistos sob a perspectiva das fonologias não-lineares (sobretudo a Fonologia Métrica), temos que as formas da 2ª e 3ª conjugação, no pretérito perfeito do modo indicativo, sofrem o processo de crase (fusão) da vogal temática na primeira pessoa do singular com o morfema de número-pessoa (NP), por serem da mesma natureza ([+alta]). Esse fenômeno cria uma forma com sílaba aberta final acentuada, que foge ao padrão da acentuação nas demais formas verbais. Entretanto, essa aparente irregularidade pode ser explicada pelo fato de que restam dois tempos no tier prosódico unidos a uma mesma vogal, com a fusão. Por essa razão, a sílaba resultante é pesada,
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O PRETÉRITO PERFEITO COMPOSTO DO INDICATIVO EM LÍNGUA ESPANHOLA: VALORES ASPECTUAIS

O PRETÉRITO PERFEITO COMPOSTO DO INDICATIVO EM LÍNGUA ESPANHOLA: VALORES ASPECTUAIS

PAIXÃO, F.T. O valor aspectual veiculado ao pretérito perfeito composto na variante mexicana. Dissertação (Mestrado em Letras Neolatinas) – Curso de Pós-graduação em Letras Neolatinas, Universidade Federal do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 2011. SANKOFF, David; TAGLIAMONTE, Sali A. e SMITH, E. Goldvarb X - A multivariate analysis application. Toronto: Department of Linguistics; Ottawa: Department of Mathematics. 2005. SILVA, Iandra Maria da. As voltas que o modo dá: parâmetros funcionais da alternância indicativo/subjuntivo em espanhol. Tese (Doutorado em Linguística) – Curso de Pós-graduação em Linguística, Universidade Federal de Santa Catarina, Florianópolis, 2009.
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Proposta de sequência didática para intervenção nos desvios ortográficos de verbos do pretérito perfeito do indicativo

Proposta de sequência didática para intervenção nos desvios ortográficos de verbos do pretérito perfeito do indicativo

competência escrita, contribuindo para a clareza e compreensão das ideias. Dessa maneira, torna-se necessário um ensino mais sistemático e reflexivo que vise à formação de um aprendiz capaz de perceber a importância do uso adequado das regras ortográficas no seu cotidiano. Diante disso, esta pesquisa buscou analisar a aplicabilidade de uma sequência de três atividades relacionada às correspondências regulares morfossintáticas, mais especificamente a substituição do grafema <u> por <l> (por exemplo, <correu> por <correl>) e do <am> por <ão> (por exemplo, <correram> por <correrão>) em verbos de terceira pessoa do pretérito perfeito do indicativo. A investigação envolveu 48 alunos de duas turmas do 6º ano, experimental e controle, de uma escola pública de Fortaleza. Durante o processo foram apresentadas estratégias, com base na concepção do ensino sociointeracionista de Vygotsky, voltados para a realização de atividades prévias, à compreensão do professor como mediador e do aluno como sujeito ativo da sua aprendizagem. Além disso, o trabalho se baseou nos processos fonológicos de Roberto (2016) e sua contribuição para a superação de dificuldades específicas de alunos referentes à ortografia. Com relação a natureza, esta pesquisa se utilizou da pesquisa- ação que se configura a partir de uma ação ou um problema coletivo no qual pesquisadores e participantes se envolvem de modo participativo e colaborativo. Valendo-se do processo em espiral da pesquisa-ação apresentado por Lewuin (1946), esta pesquisa identificou, através de uma escrita espontânea e de um ditado, as principais dificuldades dos alunos relacionadas à ortografia. A partir dessa observação, foram planejadas ações que objetivaram superar as dificuldades verificadas, considerando sempre que as avaliações de cada resultado norteariam possíveis alterações nas ações seguintes. Após as intervenções com a sequência de atividades, foram aplicados dois pós- testes semelhantes aos diagnósticos. Os pós-testes apontaram resultados favoráveis, diminuindo o percentual de erros de 66,7% no primeiro pré-teste para 33,4% no último pós-teste. Conclui-se, dessa forma, que a valorização do conhecimento prévio do aluno, aliado a uma atividade planejada e ao domínio do professor acerca dos processos linguísticos são imprescindíveis para a construção de um conhecimento produtivo e consistente.
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Estudo das formas verbais do pretérito perfeito do modo indicativo nas Cantigas de Santa Maria

Estudo das formas verbais do pretérito perfeito do modo indicativo nas Cantigas de Santa Maria

Este estudo tem como objetivo principal fazer um vínculo entre o passado e o presente, comparando processos morfofonológicos desencadeados pela flexão verbal através das formas do pretérito perfeito do modo indicativo, ou seja, processos que alteram a forma dos morfemas e geram alomorfias em vários níveis no Português Arcaico (PA) dos séculos XII-XIII analisados a partir de teorias não lineares (cf. Fonologia Lexical, Fonologia métrica e Geometria de Traços). Para a realização desta pesquisa foram considerados como objeto as formas verbais do pretérito perfeito do modo indicativo, tanto dos verbos regulares quanto dos verbos irregulares. A metodologia foi baseada no mapeamento das formas verbais nas Cantigas de Santa Maria. Contamos também com glossários, vocabulários, dicionários, e especialmente o glossário de Mettmann (1972), como auxílio na categorização das formas verbais. Depois de coletados, os dados foram separados de acordo com o tipo de processo morfofonológico verificado. O corpus de base, para o PA, foi constituído pelas Cantigas de Santa Maria (CSM), elaboradas em galego-português e atribuídas a Dom Afonso X de Castela, o Sábio, com a colaboração de trovadores, músicos, desenhistas e miniaturistas que acolhia em sua corte. Correspondem a um monumento literário de mais elaborada importância, que ocupa um lugar privilegiado na literatura medieval galego-portuguesa. Ao final da análise dos processos morfofonológicos, nos resultados obtidos, verificamos a alta produtividade da harmonização vocálica e da neutralização e crase da vogal temática em um estágio inicial da língua que denominamos de período arcaico. Podemos comprovar que os processos morfofonológicos, sobretudo a harmonia vocálica, já ocorriam desde o estágio inicial do português com as mesmas características e produtividade dos dias de hoje, uma vez que, na passagem do latim para o português, as conjugações verbais já eram bastante definidas. Além dos processos
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Pretérito Perfeito do Indicativo nas Cantigas de Santa Maria

Pretérito Perfeito do Indicativo nas Cantigas de Santa Maria

De acordo com Mattos e Silva (1989, p.395), o verbo trager apresenta nos tempos do perfeito os lexemas variantes TROUV- e TROUX-. A forma mais mapeada foi TROUX-. 395) ainda afirma que[r]

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Pretérito Perfeito do Indicativo nas Cantigas de Santa Maria

Pretérito Perfeito do Indicativo nas Cantigas de Santa Maria

De acordo com Mattos e Silva (1989, p.395), o verbo trager apresenta nos tempos do perfeito os lexemas variantes TROUV- e TROUX-. A forma mais mapeada foi TROUX-. 395) ainda afirma que[r]

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Marília, de de. NOME: Nº: TURMA: SAIU, ESTAVA E CORREU. SAIU E CORREU: PRETÉRITO PERFEITO DO INDICATIVO ESTAVA: PRETÉRITO IMPERFEITO DO INDICATIVO

Marília, de de. NOME: Nº: TURMA: SAIU, ESTAVA E CORREU. SAIU E CORREU: PRETÉRITO PERFEITO DO INDICATIVO ESTAVA: PRETÉRITO IMPERFEITO DO INDICATIVO

(aprender) Quando eu resumir esse texto, APRENDEREI mais sobre ecologia. b) Se eu comesse mais verduras e frutas, TERIA uma vida mais saudável.(ter) Quando eu comer mais verduras e fr[r]

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O uso do Pretérito Imperfeito e do Pretérito Perfeito do Indicativo em português europeu por estudantes com cantonês como L1

O uso do Pretérito Imperfeito e do Pretérito Perfeito do Indicativo em português europeu por estudantes com cantonês como L1

Este trabalho tem como objetivo averiguar que condições de uso implicam mais desvios relativamente ao emprego do Pretérito Perfeito Simples (PPS) e do Pre- térito Imperfeito (PI) por aprendentes chineses de PLE, de nível A2 (QECRL), com L1 cantonês, procurando encontrar algumas explicações para a sua ocor- rência. A análise, quantitativa e qualitativa, parte do contraste entre o português e o cantonês quanto à marcação do tempo e do aspeto e descreve os desvios mais frequentes num corpus de produções escritas dos estudantes. Face a alguns resultados inesperados, procedeu-se também a uma verificação de ocorrências do Presente em vez do PPS e do PI, como forma de confirmar ou não, possíveis explicações. Os resultados indicam que não parece haver uma transferência direta do valor dos marcadores aspetuais perfetivos e imperfetivos do cantonês para a utilização do PPS e do PI ou do Presente, mas uma transferência da concetuali- zação perfetivo/imperfetivo no cantonês, independentemente do tempo.
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O pretérito perfeito composto do indicativo em língua espanhola: valores aspectuais

O pretérito perfeito composto do indicativo em língua espanhola: valores aspectuais

Em nossa pesquisa, trataremos da relação entre Tempo e Aspecto ao analisarmos os valores aspectuais atrelados ao uso do Pretérito Perfeito Composto (PC). Tomaremos por base os valores elencados por García Fernández (2006) para o Aspecto Perfeito, a saber: experiencial e resultativo. Outra questão, que devemos considerar, reside no fato de os gramáticos apresentarem o Pretérito Perfeito Composto (PC) com funções e papéis fixos. No entanto, sabemos que a língua não é um objeto estável e regido por regras fixas e pré-determinadas, ou seja, homogênea. Ao verificarmos o funcionamento de uma língua, percebemos que, nos diferentes contextos, ela se apresenta de forma heterogênea, ou seja, apresenta variações. Tarallo (2002), retomando a proposta de Coseriu (1976), classifica essas variações como: diatópicas (diferenças em função do espaço geográfico); diastráticas (diferenças em função dos aspectos sociais; como sexo, idade, etnia etc.) e diafásicas (diferenças em função da utilização dos diversos estilos de linguagem na comunicação).
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A formação da interlíngua dos aprendentes chineses : aprendizagem do uso do pretérito imperfeito versus pretérito perfeito simples do indicativo

A formação da interlíngua dos aprendentes chineses : aprendizagem do uso do pretérito imperfeito versus pretérito perfeito simples do indicativo

contratada por serviços públicos ou empresas mais conceituadas. Assim sendo, ou os alunos são realmente muito bons e conseguem prová-lo ou as suas famílias possuem conhecimentos ou pessoas influentes que os ajudam a obter os empregos desejados. Ainda assim, Scollon tem uma outra explicação para o facto que nos parece muito interessante e da qual os nossos estudantes não terão consciência: há muitos séculos, os pensadores chineses interessavam-se por quantificar, com toda a precisão, tudo o que fosse possível e até impossível de medir, ou seja, mesmo quantidades que não podiam ser medidas com precisão esses pensadores esforçavam-se por quantificá-las. Queremos também acrescentar que estes discentes, mais concretamente da turma que utilizamos neste trabalho como referência, são bastante empenhados nas próprias aulas, tomando a iniciativa de participar, trabalhando de forma proveitosa em grupos (o que nem sempre acontece com os estudantes chineses) ou em pares, realizando os trabalhos de casa. Resumindo, são estudantes bastante disciplinados e aplicados, do nosso ponto de vista. Quando o uso do PI vs. PP foi introduzido, estes alunos encontravam-se no nível A2 do
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Pretérito Imperfeito e Pretérito Perfeito do Indicativo: alguns contextos de uso problemáticos para estudantes croatas de português 1

Pretérito Imperfeito e Pretérito Perfeito do Indicativo: alguns contextos de uso problemáticos para estudantes croatas de português 1

Pretérito Imperfeito and the Pretérito Perfeito Simples: some challenging contexts of use for Croatian learners of Portuguese This paper presents an exploratory study, based on written production data, on the learning of the distinction between the Pretérito Perfeito Simples (PPS) and the Pretérito Imperfeito (PI) in European Portuguese (EP) by B2-level learners of Portuguese with Croatian L1. The results point to a possible interference of the L1, specifically with the Perfekt tense, which may correspond to PPS and PI in PE, and to the use of the contrast between perfective/imperfective, with association of duration to imperfective.
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Modo indicativo Pretérito perfeito Eu fiquei Tu ficaste Ele ficou Nós ficamos Vós ficastes Eles ficaram

Modo indicativo Pretérito perfeito Eu fiquei Tu ficaste Ele ficou Nós ficamos Vós ficastes Eles ficaram

Eu reouve Tu reouveste Ele reouve Nós reouvemos Vós reouvestes Eles reouveram Eu reavia Tu reavias Ele reavia Nós reavíamos Vós reavíeis Eles reaviam Pretérito mais-que-perfeito Futuro do presente Futuro do pretérito Eu reouvera Tu reouveras Ele reouvera Nós reouvéramos Vós reouvéreis Eles reouveram Eu reaverei Tu reaverás Ele reaverá Nós reaveremos Vós reavereis Eles reaverão Eu reaveria Tu reaverias Ele reaveria Nós reaveríamos Vós reaveríeis Eles reaveriam Modo subjuntivo Presente Pretérito imperfeito Futuro ----------

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3.ps.sg. imperfeito indicativo. 3 ps.sg. pretérito perfeito conjuntivo tenha trazido. 2.ps.sg. imperfeito conjuntivo

3.ps.sg. imperfeito indicativo. 3 ps.sg. pretérito perfeito conjuntivo tenha trazido. 2.ps.sg. imperfeito conjuntivo

Disse que não iria com ele ao cinema porque não tinha tempo.. Até às dez horas tê-lo-á concluído.[r]

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A variação entre o pretérito perfeito simples e o pretérito perfeito composto no espanhol argentino

A variação entre o pretérito perfeito simples e o pretérito perfeito composto no espanhol argentino

Este estudo analisa a variação entre as formas do Pretérito Perfeito Simples (PPS) e do Pretérito Perfeito Composto (PPC) do indicativo, no âmbito jornalístico, especiicamente em jornais regionais virtuais da Argentina, concentrando seu foco em zonas dialetais deste país. Guiamo-nos pela teo- ria sociolinguística variacionista para analisar os contextos linguísticos e extralinguísticos correlacionados à variação dessas formas na codiicação da função de passado em relação ao momento de fala. Conforme Sá (2014, 110), a Sociolinguística é “a linha de pesquisa responsável por conceituar o estudo da língua em seu contexto social, ou seja, por descrever todas as áreas do estudo da relação entre língua e sociedade”. Considera-se a visão da Sociolinguística de Labov (1972, 1994, 2001), para quem o con- texto social funciona como um sistema de referência que explica os usos individuais da linguagem.
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Pretérito perfeito composto e quantificação em português europeu

Pretérito perfeito composto e quantificação em português europeu

Para que haja leitura iterativa, o PPT deve ser coincidente com o momento de enunciação. Veja-se o exemplo (4a), em que comparece o adverbial “esta semana”. Contudo, se o PPT não for o momento da enunciação, perde-se a leitura iterativa. Assim, em (4b), o PPT do PPC (na frase matriz) é dado pela oração temporal “quando chegares a casa”, a qual, em virtude do tempo em que ocorre o verbo “chegar” (futuro do conjuntivo), projeta o PPT da oração principal num intervalo de tempo posterior ao momento da enunciação. Deste modo, a situação “o João arrumar a casa” tem uma leitura de eventualidade única. Note-se que a localização de um PPT para o PPC posterior ao momento da enunciação é possível; pelo contrário, a localização do PPT num intervalo de tempo anterior ao momento da enunciação para o PPC gera agramaticalidade. Veja-se (4c), em que, na oração temporal que funciona como PPT para o PPC da frase matriz, ocorre um pretérito perfeito do indicativo.
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Anterioridade a um ponto de referência passado: pretérito (maisque) perfeito

Anterioridade a um ponto de referência passado: pretérito (maisque) perfeito

Assim, a extensão do modelo variacionista para tratar fenômenos sintático- discursivos “abriu as portas à incorporação de hipóteses funcionalistas, no sentido de atribuir a motivações fora da estrutura da língua, decorrentes de necessidades comunicativo-funcionais, a origem da variação” (Paredes, 1993:885). É neste contexto teórico-metodológico que se inscreve a presente pesquisa. Nosso ponto de partida, na análise, é uma função: anterioridade a um tempo de referência passado9. Nossa hipótese é que tal função seja codificada por uma regra variável, cujas variantes correspondem aos tempos verbais pretérito mais-que-perfeito e pretérito perfeito do modo indicativo. Partir dá função para as formas de codificação parece ser um importante passo dado. Se duas ou mais formas codificam uma mesma função, então, devem expressar o mesmo significado representacional.
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Sobre a iteração do Pretérito Perfeito Composto em Português Europeu

Sobre a iteração do Pretérito Perfeito Composto em Português Europeu

RESUMO: O Pretérito Perfeito Composto do Indicativo é um tempo gramatical que apresenta, em português europeu, tipicamente uma leitura iterativa, o que o distingue das restantes línguas em que existem construções semelhantes. Neste trabalho, pretende-se, por um lado, identificar as condições em que surge esta leitura e, por outro lado, apresentar uma proposta de descrição formal baseada em algumas das suas características temporais, aspetuais e quantificacionais. De facto, a leitura iterativa está dependente do ponto de perspetiva temporal e do tipo aspetual básico da predicação. Para além disso, há restrições evidentes relativas ao tipo de quantificação que pode operar sobre o argumento direto interno ou sobre expressões temporais que ocorrem no escopo da predicação relevante. Assim, e no seguimento dos trabalhos de Van Geenhoven (2004) e Laca (2006), propomos que o Pretérito Perfeito Composto do Indicativo em português europeu tem subjacente um operador que toma uma eventualidade básica e a projeta numa eventualidade da mesma natureza, mas de tipo grupal, constituída pela iteração da eventualidade básica. Esta proposta afasta-se de outras propostas de explicação do Pretérito Perfeito Composto do Indicativo em português europeu, na medida em que a eventualidade grupal criada por este tempo gramatical não é uma mera pluralização de situações, mas uma entidade ontologicamente superior, tal como, no domínio nominal, um nome coletivo denota uma entidade de estatuto ontologicamente superior ao das entidades atómicas que o constituem. Na parte final deste trabalho, abordaremos alguns tópicos relacionados com os contextos em que surge a leitura não iterativa deste tempo gramatical, procurando apontar percursos de investigação futura.
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3 - Estudo diacrônico do pretérito perfeito no português do Brasil

3 - Estudo diacrônico do pretérito perfeito no português do Brasil

Pretérito perfeito: sucintas definições semânticas Para realizar a análise das formas do Pretérito Perfeito Simples (PPS) e do Pretérito Perfeito Composto (PPC) do modo indicativo no Português Brasileiro, embasamo-nos teoricamente em estudos semânticos sobre as categorias tempo e aspectos verbais . Além disso, partimos do princípio de que as interpretações dos tempos verbais no sintagma, na frase e no texto são solidárias e consideramos como núcleo sintático-semântico da frase, o verbo. Admitimos também que as categorias tempo e aspecto não estão apenas morfologica- mente amalgamadas no Português, mas também se relacionam es- truturalmente do ponto de vista semântico, ainda que muitas vezes seja possível identificar a predominância de uma delas na realização dos enunciados.
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Sobre a natureza homogénea do Pretérito Perfeito Composto em Português Europeu

Sobre a natureza homogénea do Pretérito Perfeito Composto em Português Europeu

O Pretérito Perfeito Composto do Indicativo (PPC) do Português Europeu é um tempo que, no quadro das línguas românticas (e não só), apresenta traços peculiares. De facto, as predicações que comparecem com este tempo podem ter um leque de interpretações variado. Em primeiro lugar, em certos casos, podem ter uma leitura – obrigatória – de repetição de eventualidades, como em (1), leitura esta que não surge em construções similares em outras línguas românicas (cf. Paiva Boléo 1937; Castilho 1968; Squartini & Bertinetto 2000, e.o.). Em (1), a única interpretação possível é a de que houve uma sucessão de eventos de “o rapaz tossir”, sucessão essa que teve início no passado e que se prolonga até ao momento da enunciação.
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