Planejamento educacional

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Nos atalhos do pedir: favores, paternalismo e planejamento educacional no Ceará

Nos atalhos do pedir: favores, paternalismo e planejamento educacional no Ceará

Este trabalho objetiva discutir a produção de discursos sobre planejamento educacional, paternalismo e troca de favores, no Ceará de 1963 a 1982. Para tanto, analisamos programas educacionais, correspondências pessoais e institucionais caracterizadas por solicitações da esfera da educação destinadas ao político Virgílio Távora durante a época em que exerceu as funções de Governador, Deputado e Senador, no Estado do Ceara. As correspondências mencionadas compreendem parte do fundo documental Virgílio Távora que compõe o acervo do Arquivo Público do Estado do Ceará. No trabalho de investigação das fontes documentais, abordamos as tensões sociais existentes entre ações de planejamento da educação e correspondências sobre o campo educacional, especificamente, as perpassadas pela política do favor, por discursos associados ao paternalismo, clientelismo, trabalho e qualificação profissional. Os programas educacionais de governo referentes ao período ora focalizado, foram coletados do acervo da Biblioteca Pública Menezes Pimentel. Estes documentos estabeleceram diretrizes para o desenvolvimento do setor educacional local e são elementos balizadores da construção da abordagem proposta por esta pesquisa; na perspectiva de problematizar os embates construídos nos domínios da gestão da educação estadual e solicitações educacionais destinadas a Virgílio Távora. A documentação aludida permitiu inquirir sobre as estratégias discursivas produzidas sobre o campo educacional, entrecortadas pela lógica da eficiência, técnica e planejamento estatal, gestados no Ceará durante o corte temporal desta pesquisa. No universo teórico- metodológico da investigação desenvolvida, procuramos atentar para as construções e apropriações produzidas pelos discursos contidos nas fontes documentais, sobre planejamento educacional, troca de favores, e paternalismo. Elementos constitutivos do cotidiano da educação no Ceará que foram alvo de análise do trabalho produzido.
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Planejamento educacional: um olhar a partir da fala dos profissionais

Planejamento educacional: um olhar a partir da fala dos profissionais

Esta pesquisa possui como foco o estudo do Planejamento Educacional em unidades escolares, considerando o planejamento como recurso administrativo relevante pelo caráter político pedagógico que viabiliza pela mobilização dos sujeitos, podendo expressar a construção identitária da instituição. Partindo da correlação do local de trabalho com as determinações do sistema, na figura do Estado mantenedor, buscamos compreender a percepção dos profissionais da educação, a respeito do planejamento, que atuam no âmbito da gestão escolar, Diretores e Pedagogos. A opção metodológica pauta-se na pesquisa qualitativa, utilizamos como procedimentos o levantamento de referenciais teóricos, tais como: Ball (2011), Power (2011), Saviani (1998), Paro (2008), Calazans (2003) entre outros, e pesquisa de campo, por meio de questionário aberto à Diretores e Pedagogos do município de Londrina oriundos da rede estadual do Paraná, alcançando uma amostragem de 27% de cobertura. Procuramos reconhecer o contexto de atuação dos profissionais no Sistema de Ensino do Paraná, bem como suas demandas e especificidades na organização do trabalho pedagógico escolar.
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Planejamento educacional e poder local na elaboração dos planos municipais de educação

Planejamento educacional e poder local na elaboração dos planos municipais de educação

Resumo: Este texto tem como objetivo apreender as particularidades atinentes ao planejamento educacional em nível local, particularmente no processo de elaboração dos Planos Municipais de Educação (PMEs) em dois municípios do Estado de Mato Grosso do Sul. A pesquisa foi desenvolvida a partir de documentos oriundos dos governos federal e municipal, reportagens difundidas nos veículos de comunicação e participação na elaboração dos planos desses municípios. As disputas em torno da tramitação e aprovação dos PMEs evidenciam a centralidade do poder político local, cuja condução do itinerário participativo nem sempre resulta em um plano que represente o ideário dos segmentos participantes, o que coloca o princípio da gestão democrática ainda como um desafio no plano local.
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Abordagens de planejamento educacional em Cadernos de Pesquisa (1972-1986).

Abordagens de planejamento educacional em Cadernos de Pesquisa (1972-1986).

Originalmente, o artigo de Philip H. Coombs foi publicado em 1970. Era o primeiro título da série Fundamentos do Planejamento Educacional, do IIPE, embora impresso somente após a publicação dos doze primeiros opúsculos. De acordo com explicações de Beeby, o atraso ocorreu devido ao fato de Coombs ter se tornado diretor do IIPE, o que lhe acarretou um acúmulo de tarefas e, também, por conta das rápidas mudanças nas teorias sobre o planejamento educacional, na década de 1970. A estratégia do autor para discorrer sobre o planejamento foi a adoção de uma abordagem histórica acerca do planejamento educacio- nal, em que tratou dos caminhos percorridos pela reflexão sobre o pla- nejamento educacional nas décadas de 1950 e 1960 para, em seguida, apontar tendências à década de 1970, buscando contemplar o dilema do planejamento naquele período. Dentro dessa perspectiva histórica, Coombs destacou condições políticas e administrativas que representa- vam desafios aos planejadores educacionais.
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Planejamento Educacional Individualizado na Educação Especial: propostas oficiais da Itália, França, Estados Unidos e Espanha

Planejamento Educacional Individualizado na Educação Especial: propostas oficiais da Itália, França, Estados Unidos e Espanha

A Declaração de Salamanca (1994) preconizou a prática da escolarização de pessoas em situação de deficiência nas classes comuns das escolas regulares, desencadeando a necessidade de otimização do planejamento das práticas pedagógicas a fim de responder às necessidades educacionais particulares de alguns estudantes em classes heterogêneas. Em vários países da Europa e América do Norte, a oficialização da prática do planejamento educacional individualizado é uma das ferramentas adotadas para melhorar a educação de estudantes em situação de deficiência. Embora a terminologia referente a essa prática seja diferente entre os diversos países, variando de termos, tais como, plano\planejamento\projeto, educacional\escolástico\de escolarização e personalizado\individualizado, o ponto central dessas propostas é a existência de dispositivos legais que garantem a todo estudante em situação de deficiência o direito de um plano educacional talhado individualmente para responder às suas necessidades diferenciadas. Considerando a ausência desse tipo de requisito legal no Brasil, e que esta lacuna explica alguns dos problemas atuais apontados nas políticas e práticas de inclusão escolar em nossa realidade, o propósito do presente estudo consistiu em descrever, analisar e comparar as propostas de PEI na Itália, França, E.U.A. e Espanha, buscando descrever como ele regulamentado nesses países, a fim de identificar subsídios para elaboração de sugestões de como essa prática poderá ser instituída no Brasil. Este estudo, de natureza documental, teve como fonte de dados os documentos obtidos nos sites oficiais do Ministério da Educação daqueles países, publicados no período entre 1994 a 2008. A metodologia utilizada envolveu as seguintes etapas: 1) estudo preliminar da viabilidade da proposta da pesquisa; 2) busca, identificação e seleção dos documentos oficiais; 3) análise do conteúdo dos documentos referentes à prática do PEI; 4) organização dos dados; e 5) descrição e análise dos dados. Os resultados mostraram a diversidade entre os países desde a concepção sobre a inclusão escolar, bem como sobre a inclusão total\radical até aquela que pressupõe a existência do contínuo de serviços de apoio, e também evidenciaram a variedade nos modelos de PEI, desde aqueles que visam apenas à escolarização até os que contemplam uma atenção mais generalizada para além do domínio da vida escolar. As considerações finais apontam para a importância de dispositivos legais relacionados à implementação do PEI destinado a estudantes em situação de deficiência para que o direito à educação escolar seja de fato garantido.
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Federalismo e planejamento educacional no exercício do par.

Federalismo e planejamento educacional no exercício do par.

Para finalizar esta seção, é importante destacar que a retomada da prática de planejamento no segundo governo Lula aponta para uma realidade inovadora, no sentido de firmar o Estado como mediador na condução da melhoria da qualidade da educação pública. Mas a inovação somente pode ser observada se materializada na prática social e, por- tanto, precisa ser investigada com o uso de procedimentos científicos assentados no contexto da federação brasileira, conhecida pelas práticas tradicionais de concorrência territorial e de patrimonialismo. Nessa di- reção, um questionamento deve ser colocado para reflexão na próxima seção deste artigo: é possível que um planejamento educacional, como o formalizado pelo Compromisso, contribua para o desejado e necessário equilíbrio federativo? A análise aqui será desenvolvida com base em da- dos coletados na pesquisa “Gestão das políticas educacionais no Brasil e seus mecanismos de centralização e descentralização: o desafio do Plano de Ações Articuladas (PAR)”.
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O planejamento educacional na pós-graduação em educação no Brasil.

O planejamento educacional na pós-graduação em educação no Brasil.

O primeiro problema do planejamento educacional brasileiro pare- ce ser um problema de semântica. A palavra planejamento, com as conotações que ela atualmente recobre, irrompeu no seio de uma camada da intelligentsia educacional que, embora não podendo resistir à sua pressão, tampouco poderia admiti-las sem negar-se a si mesma. As circunstâncias levaram para a mão de liberais, a fim de que estes o manejassem, um instrumento da destruição da ideologia liberal. Mas, no primeiro round, foram os liberais que des- truíram o instrumento. Aos ouvidos desse grupo – que, na verdade, representava a geração do começo do século – a palavra plano brotava de uma velha semântica, e não significava nada de novo: não se tratava de articular a práxis educacional no país, mas de deixá-la desenvolver-se naturalmente, apenas acompanhada pela ação supletiva do Estado. Não se cuidou de estabelecer um novo projeto nacional, servido por novas instrumentalidades, mas so- mente revigorar os meios de ação existentes. Havia até, por parte desse grupo, uma irritada perplexidade diante do que se pretendia inculcar como a novidade do planejamento. É que este substituía as disciplinas e técnicas de ação da sociedade de que ele era re- manescente. (MENDES, 2000, p. 17-18)
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PLANEJAMENTO EDUCACIONAL BASEADO EM CENÁRIOS PROSPECTIVOS NA EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA

PLANEJAMENTO EDUCACIONAL BASEADO EM CENÁRIOS PROSPECTIVOS NA EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA

Reduzindo o abismo entre os trabalhos de construção e análise de cenários com foco na educação e entre as atividades industriais, Thiesen (2009) propõe o desenvolvimento de um mé[r]

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Direito à educação básica no Brasil: reflexões a partir do planejamento educacional

Direito à educação básica no Brasil: reflexões a partir do planejamento educacional

Embora o Brasil venha avançando no sentido da ampliação da oferta educacional desde a década de 1970, foi somente a partir dos anos 1980 que amplas camadas da população, anteriormente excluídas da escola, foram integradas ao Ensino Fundamental. Tal fato trouxe como desafio fundamental a “universalização da educação básica” com qualidade, uma vez que a garantia legal requer o desenvolvimento de ações efetivas que possibilitem sua materialização. É preciso que de fato a inclusão na escolaridade obrigatória resgate um direito de cidadania. Nas palavras de Cury (2002):
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INCLUSÃO ESCOLAR E PLANEJAMENTO EDUCACIONAL INDIVIDUALIZADO: avaliação de um programa de formação continuada para educadores

INCLUSÃO ESCOLAR E PLANEJAMENTO EDUCACIONAL INDIVIDUALIZADO: avaliação de um programa de formação continuada para educadores

Sagor (1992) descreve a primeira etapa como aquela crucial para ajudar os pesquisadores a identificar os temas de maior interesse dos profissionais. Nessa etapa, os pesquisadores identificam o que eles já sabem sobre o tema da pesquisa, o que eles ainda necessitam saber e seu entendimento das variáveis que afetam o assunto. Na segunda etapa, o foco foi a coleta de dados propriamente dita, a qual o autor ressalta ser o aspecto definidor da credibilidade de uma pesquisa para que esses dados possam apoiar as conclusões. A terceira etapa envolveu a análise dos dados, sendo essa baseada no olhar sistemático do pesquisador para todos os dados coletados com a finalidade de identificar tendências ou padrões emergentes e as considerações que a pesquisa permite extrair. Por último, a quarta etapa envolveu o relato dos resultados, momento por meio do qual se torna imperativo compartilhar o ensino e a aprendizagem proporcionada por esse tipo de pesquisa. Segundo o autor, a última etapa envolve o planejamento da ação, propósito da pesquisa-ação colaborativa, que é melhorar a prática profissional. Dessa maneira, o processo não estará completo enquanto não forem colocados em prática os planos que incorporaram o aprendizado como resultado da investigação sistemática.
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Mecanismos do planejamento educacional brasileiro: sua implantação no Estado de Goiás

Mecanismos do planejamento educacional brasileiro: sua implantação no Estado de Goiás

nejado e decidido. De um perfeito e ntrosamento entre os aspectos técnicos, politicoS e administrativos depende o sucesso ou o fracasso de qua l quer tipo de plane[r]

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BAIA HORTA, Liberalismo, tecnocracia e planejamento educacional no Brasil

BAIA HORTA, Liberalismo, tecnocracia e planejamento educacional no Brasil

} o planejamento educacio- nal como um forma, entre outras, de intervenção do Estado em Educação, com vistas à implantaÇão de uma de- terminada pol (tica educacional, [r]

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O planejamento da educação na contemporaneidade: a visão de gestores de escolas públicas de Recife e Olinda

O planejamento da educação na contemporaneidade: a visão de gestores de escolas públicas de Recife e Olinda

Esta pesquisa se voltou para o estudo do planejamento da educação, tendo por foco o Plano Municipal de Educação das cidades de Recife e de Olinda. O estudo foi realizado por meio de uma abordagem com caráter exploratório. Os sujeitos entrevistados foram três gestores escolares, quatro vice-gestores e quatro coordenadores pedagógicos de quatro escolas, sendo duas de Recife e duas de Olinda, os quais contribuíram para a concepção de planejamento educacional vivenciado em escolas públicas. Como principais resultados, foi possível perceber que os Planos de Recife e de Olinda sinalizaram uma concepção de planejamento educacional global, sistematizando diferentes dimensões para a concretização de uma educação pública de boa qualidade. Ficou perceptível que os gestores escolares das instituições pesquisadas não têm a mesma visão sobre o planejamento da educação apresentada nos Planos.
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Rev. adm. empres.  vol.11 número4

Rev. adm. empres. vol.11 número4

"Implícito na própria abordagem dêstes conceitos está o que pode ser considerado o problema crucial do planejamento educacional nos PMDs, qual seja a pergunta: para que tipo de socie[r]

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Cad. Pesqui.  vol.44 número153 a02v44n153

Cad. Pesqui. vol.44 número153 a02v44n153

Em seguida, os autores abordam a história do planejamento educacional no Brasil, apresentando os principais fatos e documentos que difundiram o planejamento como concepção e prática de governo, assim como os principais atores sociais que contribuíram para que o planejamento fosse alvo de cursos de formação em pós-graduação, entre eles Durmeval Trigueiro Mendes e os próprios autores. O texto estabe- lece uma reflexão sobre o planejamento como prática concreta, no âm- bito do antigo Conselho Federal de Educação, e nos cursos de Mestrado em Planejamento, nas décadas de 1960 e 1970, ampliando a compreen- são sobre o planejamento educacional ao situá-lo como processo social e prática presente na política e condicionada pela dinâmica de poder entre as instâncias de decisão do governo.
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ASPECTOS HISTÓRICOS DOS PLANOS NACIONAIS DE EDUCAÇÃO DO BRASIL: DA DÉCADA DE 30 À DE 80

ASPECTOS HISTÓRICOS DOS PLANOS NACIONAIS DE EDUCAÇÃO DO BRASIL: DA DÉCADA DE 30 À DE 80

Em 1964, devido à polarização entre as forças populares/populistas e os interesses das classes hegemônicas nacionais e internacionais, resultou o golpe militar, com a instalação dos governos militares que revezaram de 1964 a 1985. Nessa época, a escola é utilizada como veículo de inculcação dos ideais da “revolução” (Brasil: ame-o ou deixe-o). Também nesse mesmo período transfere-se o protagonismo do Planejamento Educacional dos educadores para os tecnocratas, isso, em termos organizacionais, visto que o Ministério da Educação é subordinado ao Ministério do Planejamento, cujos corpos técnico e dirigente, eram oriundos da área de Ciências Econômicas. Dessa forma, os Planos para a educação estavam diretamente ligados aos Planos Nacionais de Desenvolvimento (PNDs) do país, ganhando a denominação de Planos Setoriais de Educação e Cultura. Isto mostra que o Planejamento Setorial da Educação estava relacionado por lei às diretrizes e normas do Plano Geral do Governo.
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Diagnóstico de fragilidades na gestão educacional paulista com vistas à melhoria

Diagnóstico de fragilidades na gestão educacional paulista com vistas à melhoria

O conceito de gestão educacional aplicado segue a visão de LÜCK (2010), que leva em consideração o todo em relação com suas partes e destas entre si, de modo a promover maior efetividade do conjunto. Nessa perspectiva, embora necessários, a existência das concepções, insumos e pessoas não são suficientes para produzir por si mesmos os resultados desejados. A promoção de mudanças pressupõe a transposição da questão da baixa qualidade do sistema educacional para além do discurso. A mera declaração de intenções e compromissos, embora seja passo essencial, não é capaz de, por si só, estabelecer as mudanças estruturais necessárias.
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SISTEMATIZAÇÃO CRÍTICA DA PRODUÇÃO ACADÊMICA

SISTEMATIZAÇÃO CRÍTICA DA PRODUÇÃO ACADÊMICA

Pois bem, o avanço das discussões em torno da Reforma Urbana e da democratização das cidades, permitiu que essa ruptura fosse pouco a pouco desfeita. É claro que ajudou para isso o fato de que, em certo momento, não se pôde mais “tapar o sol com a peneira”. A desigualdade urbana gerada pelo modelo de urbanização desigual tornou-se grande demais para ser invisível. Cerca de 40% da população das grandes cidades vive hoje na informalidade, em algumas das modalidades resultantes da urbanização com baixos salários (Maricato, 1997), em favelas, loteamentos irregulares ou clandestinos, cortiços, ou mesmo nas ruas. Isso sem falar da parcela importante que vive dentro da legalidade, mas ainda assim em bairros e casas bastante precários. Entender a “cidade” sem enxergar tal contingente populacional, enquanto os noticiários são regularmente invadidos pelas tragédias – enchentes, deslizamentos, incêndios – que se abatem invariavelmente sobre ele tornou-se um exercício de cinismo por demais inaceitável. Politicamente, a questão habitacional se reinseria na agenda eleitoral, e com isso tornava-se evidente, inclusive para as novas gerações de estudantes, que a “questão urbana” se referia a um todo, no qual o planejamento da cidade deveria incorporar, talvez até como seu problema central, a problemática da moradia. De certa forma, a obrigatoriedade de realização de Planos Diretores, e sua vinculação à aplicação dos instrumentos do Estatuto da Cidade – aspectos centrais dos avanços de que falamos – foram elementos importantes nesse processo transformador. Mais do que isso, hoje trabalha-se com a obrigatoriedade, para a obtenção de recursos federais, da realização de Planos Locais de Habitação de Interesse Social, especificamente voltados, dentro da política de planejamento dos municípios, para a questão do déficit habitacional.
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Política educacional e planejamento participativo: a experiência dos fóruns itinerantes de educação em Pernambuco

Política educacional e planejamento participativo: a experiência dos fóruns itinerantes de educação em Pernambuco

RESUMEN – A la luz del debate sobre la educación escolar como un derecho social básico, y de la escuela como un espacio de formación y de ejercicio de ciudadanía, el texto analiza el proceso participativo de construcción del plan decenal de educación del estado de Pernambuco (Brasil), el período de 1987 a 1999. Tal proceso ha involucrado las municipalidades y sectores organizados de la sociedad política y de la sociedad civil en la búsqueda del establecimiento de una política educacional capaz de favorecer la elevación del patrón de escolaridad de la población y de contribuir para la instauración de formas colegiadas de gestión en el sistema de enseñanza y en las escuelas estaduales. El texto enfatiza aspectos relevantes de esta experiencia que demarcan con nitidez las diferencias entre las formas de gestión educacional en una perspectiva democrática y aquellas que se pautan en el ideario de la competencia y del ranqueamiento entre las unidades escolares y las redes de enseñanza.
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Planejamento estratégico e gestão feminina em pequenas empresas: o caso das escolas particulares em Curitiba - Paraná.

Planejamento estratégico e gestão feminina em pequenas empresas: o caso das escolas particulares em Curitiba - Paraná.

No âmbito das pequenas empresas, diversos estudos têm indicado a deficiên- cia da gestão e ausência de planejamento como um dos seus fatores de fracasso (DORNELAS, 2005; CHER, 1991; CAVALCANTI et al., 1981; DEGEN, 1989, DUTRA e PREVIDELLI, 2003), ressaltando a importância de modelos de gestão adequados à realidade da pequena empresa. Atualmente, com a expansão dos estudos na área de pequenas empresas, alguns autores começaram a tratar o tema de forma mais específica, como, por exemplo, o fizeram Gimenez (1993; 2000); Fischman & Almeida (1991); Almeida (1997; 2001) e Almeida e Almeida (2003). Segundo esse último autor, a utilização de estratégias comuns pode trazer grande benefício para as empresas, particularmente para as pequenas empresas. Segundo Almeida e Almeida (2003), o planejamento estratégico aplicado às pequenas empresas ne- cessita de grande grau de simplificação para sua viabilização; no entanto, quando isso é possível, o resultado é benéfico, uma vez que as pequenas empresas dificil- mente fazem alguma reflexão sistemática sobre estratégias. O planejamento es- tratégico auxilia as empresas na ordenação das idéias das pessoas, possibilitan- do a criação de um caminho a seguir. Consiste, portanto, acima de tudo, no exer- cício que proporciona aprendizagem e direcionamento para a empresa, em face de suas características internas e do ambiente em que está inserta.
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