Planejamento urbano - São Paulo (SP)

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Planejamento urbano e formas ideológicas no Brasil. O caso de São Paulo

Planejamento urbano e formas ideológicas no Brasil. O caso de São Paulo

Este trabalho discute o planejamento urbano no Brasil como produto de contextos ideológicos, compreendendo sua praticabilidade como intrinsecamente condicionada pela base material da sociedade brasileira. Com isso, tendo como fundamento dessa interpretação a Dialética da Acumulação Entravada (Deák, 1990), desenvolve-se a hipótese de que as iniciativas de planejamento urbano originadas da ideologia Social-Democrata – isto é, originadas de uma ideologia incompatível àquele fundamento material da sociedade brasileira – não conferem com o exercício real do Estado brasileiro nem poderiam legitimá-lo, sendo, por isso, impossíveis de suceder no Brasil. De modo diferente, as experiências de planejamento filiadas ao ideário neoliberal, ainda que de maneira superficial, constituem argumentos justificativos para a ação do Estado e, de tal sorte, são absorvidas pela prática social no Brasil como instrumento de perpetuação do status quo. O trabalho empreende sua proposta por meio da organização de um arcabouço teórico e de um estudo de caso enfocando São Paulo, em especial o Plano Urbanístico Básico de São Paulo (PUB-1968), elaborado em meio à conjuntura da Social-Democracia, e o Plano Diretor Estratégico (PDE- 2002), concebido no contexto neoliberal.
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INDICADORES DE SUSTENTABILIDADE E O PLANEJAMENTO URBANO-AMBIENTAL: UMA CONTRIBUIÇÃO PARA A APLICAÇÃO NA CIDADE DE SÃO PAULO

INDICADORES DE SUSTENTABILIDADE E O PLANEJAMENTO URBANO-AMBIENTAL: UMA CONTRIBUIÇÃO PARA A APLICAÇÃO NA CIDADE DE SÃO PAULO

O presente trabalho tem como objetivo discutir o uso de indicadores de sustentabilidade na cidade de São Paulo, Brasil, como instrumento de suporte às políticas públicas, em especial as de meio ambiente e planejamento urbano, bem como apresentar uma breve análise do próprio conceito de sustentabilidade urbana. Adotando-se a metodologia GEO (Global Enviromnental Outlook), do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente – PNUMA (2004), que têm como marco conceitual PEIR (Pressão-Estado- Impacto e Resposta) e a partir dos resultados obtidos em duas experiências já existentes na cidade pretende-se discutir alguns indicadores utilizados, em especial os de precariedade urbana, demografia, densidade construtiva e cobertura vegetal, para uma análise crítica das potencialidades e limitações do uso deste instrumento para as políticas de planejamento urbano e meio ambiente.
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A crise do planejamento urbano: uma experiência alternativa em São Paulo (o caso dos núcleos regionais de planejamento)

A crise do planejamento urbano: uma experiência alternativa em São Paulo (o caso dos núcleos regionais de planejamento)

Objetivando a democratização e descentralização do processo de planejamento e gestão municipal, a experiência manteve-se por um curto período de tempo - de abril de 1989 a junho de 1990,[r]

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Origem das decisões em planejamento urbano: o metrô de São Paulo

Origem das decisões em planejamento urbano: o metrô de São Paulo

A evolução urbana da Zona Sudoeste vai nos mostrar co mo os serviços e o sistema viãrio vão historicamente atender pr~ ferencialmente }s populações de alta renda. "Em são Paulo, jã n[r]

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A extrafiscalidade como instrumento de planejamento urbano: a experiência do município de São Paulo 1950-1980

A extrafiscalidade como instrumento de planejamento urbano: a experiência do município de São Paulo 1950-1980

Artigo 59 Esta Lei entrará em vigor na data de sua publica ção, revogadas as disposições em contrário... c -- zyxwvutsrqponmlkjihgfedcbaZYXWVUTSRQPONMLKJIHGFEDCBA As garagens coletivas. [r]

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Planejamento urbano em São Paulo (1899-1961): introdução ao estudo dos planos e realizações

Planejamento urbano em São Paulo (1899-1961): introdução ao estudo dos planos e realizações

São Paulo, Prefeitura - Problemas Urbanos da Capital,. Planejamento Geral e Lef!:islaçao Urbanistica - Sito[r]

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Planejamento urbano, do populismo ao estado autoritário: o caso de São Paulo

Planejamento urbano, do populismo ao estado autoritário: o caso de São Paulo

ma relação entre forma de Estado tida como unidade, ou seja, a.. forma especifica do sistema do aparelho de Estado globalmente.[r]

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Continuidade e mudanças em políticas urbanas: o caso da avenida Faria Lima em São Paulo, 1968-1993

Continuidade e mudanças em políticas urbanas: o caso da avenida Faria Lima em São Paulo, 1968-1993

Palavras-Chave: Administração Pública - Planejamento Urbano - Política Urbana - São Paulo - Operação Urbana - Avenida Faria Lima... Em memória de William Gerson Rolim de Camargo, meu pai[r]

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Planejamento urbano e estratégias empreendedoras em Brasília

Planejamento urbano e estratégias empreendedoras em Brasília

lugar de moradia de uma população excluída dos processos da globalidade e da mo- dernização. Como afirma Barata salgueiro (1994: 97) “o caráter internacional do mercado imobiliário se traduz numa fragilização acrescida das cidades”, fato que não é diferenciado no Brasil, onde as cidades possuem uma importante segregação socio- espacial e econômica. econômica no sentido de que os investimentos meramente es- peculativos podem gerar crises financeiras valorizando demasiadamente e artificial- mente o preço dos imóveis em detrimento dos investimentos para o desenvolvimento local. Mesmo em cidades de maior desenvolvimento econômico, em que há várias intervenções urbanísticas, como são Paulo e rio de Janeiro, os problemas advindos da segregação agravam-se. Por um lado há grande valorização de terrenos impulsio- nando os negócios imobiliários, e de outro, uma cidade socialmente fragilizada e empobrecida. as populações locais, principalmente as de menores rendas, devido a essa restrição econômica, possuem suas chances de acesso à moradia, (e à cidade pelo mercado, e mesmo por políticas públicas) diminuídas (segregação residencial) e aca- bam por se localizar nos espaços urbanos menos qualificados (distantes, sem infraes- truturas, sujeitos a inundações e/ou deslizamentos, etc.). Quanto maior a internacio- nalização dos interesses financeiros e imobiliários sobre o espaço urbano, maiores são as fragilizações sociais e econômicas impostas às cidades.
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Sustentabilidade e planejamento urbano e regional

Sustentabilidade e planejamento urbano e regional

“O presente projeto de lei complementar assenta-se na Lei Complementar 760/94 e na Constituição do Estado de São Paulo, cujo artigo 152 dispõe que a organização do Esta- do deve se dar por meio de planejamento regional, de modo que promova o desenvolvimento socioeconômico e melho- ria da qualidade de vida, a cooperação dos diferentes níveis de governo, visando o máximo aproveitamento dos recursos públicos a eles destinados, a utilização racional dos recursos naturais e culturais do Estado, a proteção do meio ambien- te, a integração do planejamento e da execução de funções públicas de interesse comum aos entes públicos atuantes na região e a redução das desigualdades sociais e regionais. A Região de Franca é formada por quase um milhão de pesso- as, e se destaca pelo seu potencial econômico agroindustrial, bem como por possuir um arranjo produtivo local que englo- ba, coordena e estabelece interdependência entre os 23 mu- nicípios que a compõem. Por outro lado, a região de Franca possui características específicas - geográficas, econômicas e sociais - que a diferencia dentre as demais regiões do Estado, além disso, o fato de se situar ao longo de extensa faixa de divisa com Minas Gerais, justifica a necessidade de planos específicos de desenvolvimento, voltados para aproveitar essa proximidade. Merece destaque também seu potencial industrial, com o maior parque de indústrias de calçados masculinos da América Latina e com um segmento de in- dústria de moda em fase de expansão (vestuário, confecções, lingerie e cosméticos), pelo seu potencial agrícola, em espe- cial nas culturas do café e da cana-de-açúcar, sua contribui- ção com produção de energia, entre outros.” (ALESP, 2012)
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Estud. av.  vol.31 número91

Estud. av. vol.31 número91

O planejamento urbano deve levar em conta questões que vão proporcio- nar à população uma vida digna, mas o planejamento urbano, instrumento do Estado, é pouco realizado para a população já que se mantém na concepção e não na execução – o planejamento acaba sendo mais um exercício de mapea- mento em papel pintado destituído de compromisso entre projeto e realidade. E que bom seria se a minha querida Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo (FAU-USP) fosse verdadeira agente de um desen- volvimento urbano para toda a população.
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Planejamento urbano e produção do espaço da Barra Funda

Planejamento urbano e produção do espaço da Barra Funda

Dessa forma, o Capítulo 1 – Barra Funda: formação de um bairro num período de reestruturação da cidade discorre sobre os movimentos políticos, econômicos e sociais que marcam a cidade de São Paulo, entre os anos de 1870 e 1929. Na virada do século XIX, novos bairros como a Barra Funda surgem na cidade. A implantação das estradas de ferro, o fortalecimento da economia cafeeira e a imigração européia são os principais elementos que influenciam transformações na cidade de São Paulo, ao mesmo tempo em que estimulam o arruamento da Chácara do Carvalho, que dá origem a Barra Funda, e constituem as primeiras ocupações no bairro, separadas pela ferrovia em parte alta e baixa. Articulado à implantação e expansão da ferrovia está o processo de industrialização e modernização da cidade que também apresenta reflexos no perfil populacional e no tipo de ocupação no bairro, caracterizadamente misto (residencial, industrial e comercial). O processo de modernização da cidade alterou a organização social, assim como introduziu serviços públicos no cotidiano, tais como a iluminação pública e, principalmente, a implantação do sistema de bondes elétricos, sendo que a primeira linha tinha como origem o Largo São Bento e destino a Barra Funda. Respectivamente, a ferrovia, a economia cafeeira, a imigração européia e a industrialização relacionam-se diretamente com o surgimento da Barra Funda e constituem, já nesse período, a caracterização do bairro industrial e operário.
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Percepção espacial como instrumento participativo de planejamento urbano

Percepção espacial como instrumento participativo de planejamento urbano

Ferrara (1993) apresenta pesquisa desenvolvida em 1989-1990, que teve como corpo de análise três bairros de São Miguel Paulista, na cidade se São Paulo, com o objetivo de verificar a capacidade que o morador tem de desenvolver informação nova a partir de impactos ambientais próprios e, a partir deles, criar sistemas de representação que correspondam a sua escala de valores e seu padrão de comportamento. Nesse projeto utilizou- se de uma pesquisa de percepção ambiental informacional, que segundo a autora “é situada, localizada, apreendida no contato direto com uma realidade urbana múltipla e instável, que oferece dados de pesquisa mais ou menos confiáveis porque são apenas possíveis”. Isto porque se deixa de considerar vários fatores, tais como: temporais, porque a percepção pode se alterar rapidamente no tempo; espaciais, porque varia de lugar para lugar, de região para região, de bairro para bairro; humanos, porque decorre das limitações ou extensões quantitativas e qualitativas dos repertórios culturais envolvidos, aquele do usuário urbano e do próprio pesquisador.
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Operações urbanas em São Paulo: interesse público ou construção especulativa do ...

Operações urbanas em São Paulo: interesse público ou construção especulativa do ...

Planos e projetos urbanos, incluindo obras arquitetônicas emblemáticas, voltados para a reestruturação física e social de partes de cidades têm sido objeto de uma parcela considerável das práticas recentes em gestão urbana, em diferentes países. Mesmo um exame superficial e desavisado das publicações recentes na área de arquitetura, urbanismo e planejamento urbano revelaria tal tendência. O mesmo pode ser constatado com relação a seminários, congressos e publicações especializadas que reportam a produção acadêmica em pesquisa urbana, indicando um notável e renovado interesse pela temática. Recoloca-se o interesse nos processos de renovação urbana, compreendidos como implantação de novos arranjos funcionais e sociais em áreas urbanas mais ou menos extensas, qualificadas como subutilizadas, degradadas, obsoletas ou simplesmente inadequadas, substituindo populações e atividades, conformando partes da cidade existente a novas solicitações detectadas em relação aos territórios, às localizações e ao ambiente construído. Entretanto, mesmo que não seja considerado o concurso da destruição de partes de cidades por incêndios, catástrofes naturais ou ações de guerra, tanto os projetos e obras de reestruturação intra-urbana como as análises e tomadas de posição crítica ou aprobatória em relação a estes foram freqüentes, pelo menos desde meados do século XIX, principalmente nos países de capitalismo avançado.
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O patrimônio da cidade: arquitetura e ambiente urbano nos inventários de São Paulo...

O patrimônio da cidade: arquitetura e ambiente urbano nos inventários de São Paulo...

Esta dissertação tem por objetivo a investigação dos trabalhos de inventário do patrimônio da cidade de São Paulo, realizados entre os anos de 1974 e 1978, que tinham o objetivo de identificar imóveis a serem preservados na Área Central e na Zona Leste da cidade. Procurou-se compreender estes trabalhos como parte integrante das novas abor- dagens no campo da preservação do patrimônio que estavam em gestação na capital paulista, tanto no que diz respei- to aos conceitos quanto às metodologias neles adotados. Os trabalhos de inventário, assim como, as ações efetivas para a preservação de imóveis são compreendidos como parte de uma nova sensibilidade em relação ao patrimônio da cidade, então em rápido processo de transformação em decorrência das demolições advindas da verticalização ou da implantação de grandes obras viárias e de infra-estrutura, como a implantação do metrô. Procura-se estabelecer os nexos entre esses estudos e as práticas de planejamento urbano e de regulamentação do uso do solo realizados no período. Foram investigados os critérios e conceitos defendidos pelos agentes dos inventários focalizados, procuran- do-se detectar as referências e os diálogos intelectuais mantidos com as experiências nacionais e internacionais, crité- rios considerados decisivos na formação dos novos discursos e métodos empreendidos, especialmente àqueles que contribuíram à construção, entendimento e afirmação do conceito de “patrimônio ambiental urbano”, utilizado pelos agentes preservacionistas a partir desse período.
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Planejamento urbano descentralizado - o planejamento de bairros na cidade de Santo André.

Planejamento urbano descentralizado - o planejamento de bairros na cidade de Santo André.

Durante a década de 1940, ao lado da implantação das indústrias, crescia também o número de operários e a sua organização sindical que passava a reivindicar questões relativas à melhoria das condições de trabalho mas, também, a melhoria das condições de vida na cidade onde, parte da pauta de reivindicações, referia-se à falta de moradias. Diversos sindicatos de trabalhadores de São Paulo e Santo André encaminharam solicitação ao Instituto de Aposentadoria e Pensões dos Industriários (IAPI). O IAPI foi responsável por um dos poucos grandes empreendimentos da ocasião na cidade de Santo André – tratava-se de um projeto que ocupava cerca de 450.000 m² – 14 que , foi implantado em área contínua ao centro, antigo bairro da estação. Anteriormente, em 1936, naquele local havia sido aprovado o projeto de um bairro-jardim com ruas curvas e sinuosas que chegaram a ser implantadas e, então, foram aproveitadas no novo conjunto. Em 1948, foram concluídas as quatro etapas em que eram ofertadas para locação, aos seus associados, 435 casas térreas e 1289 apartamentos, vendidos posteriormente aos seus
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Bicicleta no planejamento urbano e nas estratégias: um aproveitamento para o turismo

Bicicleta no planejamento urbano e nas estratégias: um aproveitamento para o turismo

Entre as duas cidades, São Paulo consegue in- corporar de maneira mais ampla e objetiva a bi- cicleta na mobilidade. Entretanto, não pôde ser vericada a existência de programas ou plano de metas para o desenvolvimento da bicicleta como meio de transporte ou relacionada a seu incentivo como no caso das capitais europeias abordadas. Ambas as cidades europeias apresentam plano de metas para o desenvolvimento da ciclomobilidade e realizam anualmente o monitoramento desse pro- cesso. Berlim e Copenhaga não elaboraram apenas incentivos e programas para fomentar a ciclomo- bilidade, mas também o desincentivo ao uso de veículos motorizados individuais e melhoria na in- tegração dos transportes coletivos com a bicicleta. Compreende-se, a partir dos exemplos de Co- penhaga e Berlim, a importância de políticas que contemplem a mobilidade por bicicleta nas cida- des, pois a partir da existência de infraestrura ci- cloviária o turista sente-se mais seguro ao utilizar a bicicleta como meio de transporte como uma op- ção em sua viagem para desfrutar a cidade. Além de utilizar infraestrutura cicloviária existente, Tel- les (2018) arma que existem benefícios economi- cos em torno da atividade cicloturistica como a utilização do comécio local e nas viagens de longa distância feitas de bicicleta os turistas passam por cidades em que o turismo não é consolidado, per- macendo mais dias nessas cidades.
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Novas perspectivas na gestão do saneamento: apresentação de um modelo de destinação final de resíduos sólidos urbanos.

Novas perspectivas na gestão do saneamento: apresentação de um modelo de destinação final de resíduos sólidos urbanos.

Adotando o estudo de Pfeiffer (2000) como modelo explicativo sobre a mudança do contexto municipal brasileiro desde a Constituição de 1988, ações mais vigorosas e novas competências são necessárias para o trabalho de implementação das políticas públicas devido à transferência de gestão e de encargos do governo central para o local. Os municípios não se aparelharam para tanto, a transferência de responsabilidades não foi acompanhada pela preparação e fortalecimento dos municípios, já que as prefeituras não possuem condições organizacionais, técnicas e administrativas para aproveitar a autonomia adquirida, além de enfrentar a globalização, que vem trazendo mudanças na estrutura econômica do Brasil, competição entre os municípios e terceirização de serviços (Pfeiffer, 2000). Esses fatores vêm estimulando a governança pública a adotar novas práticas de desenvolvimento urbano, práticas estas que respondam a um gerenciamento moderno e dinâmico, que sejam capazes de lidar adequadamente com as influências externas.
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Criativa e maravilhosa pra quem? Como as cidades estão transformando a cultura no ativo mais valioso da empresa urbana global

Criativa e maravilhosa pra quem? Como as cidades estão transformando a cultura no ativo mais valioso da empresa urbana global

É no contexto dessas relações que as cidades vão se transformando e o planejamento urbano dá lugar ao planejamento estratégico, isto é, a empresa capitalista se sobrepõe à organização do espaço nas cidades. A cidade do pós-guerra, para a qual a funcionalidade do espaço urbano deveria resolver o problema das desigualdades existentes em seu território, dá lugar à cidade global do fim do século XX, cujo principal objetivo é não ser excluída do circuito dos fluxo de capitais mobilizados em seu território, ou mais ainda, atrair cada vez mais empresas para esse espaço. De modo que, o perfil das políticas em torno do redesenho das cidades vai ganhando um contorno, que em sua essência se volta prioritariamente à reprodução econômica, ainda que, no plano normativo, com o objetivo de promover a melhoria da qualidade de vida de suas populações.
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A experiência curitibana e o planejamento urbano brasileiro

A experiência curitibana e o planejamento urbano brasileiro

A astúcia do planejamento tem sido a de utili­ zar rapidamente a sua capacidade de produzir pro­ jetos para os quais há linhas de financiamento dis­ poníveis nas esferas estadual e federal. Essa é uma deformação do nosso sistema tributário, que preci­ sa ser corrigida. Às vezes, a maior prioridade, den­ tre as carências setoriais de uma cidade, são as obras contra enchentes, ou então a despoluição; mas os maiores créditos de financiamento disponíveis são para obras viárias, ou de transportes. E aí, o que fa­ zer? Nossa idéia tem sido não desperdiçar as ofer­ tas que possam melhorar ainda mais os serviços que ja são bons, e em paralelo tentar conseguir ajuda pa­ ra aqueles problemas que realmente precisam ser re­ solvidos. Porém, todos esses programas de obras es­ tão intimamente ligados e procura-se fazer com que eles se apóiem mutuamente.
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