Plano de Ações Articuladas

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Plano de Desenvolvimento da Educação e Plano de Ações Articuladas: interferências e contradições do Plano de Ações Articuladas na gestão dos sistemas municipais de ensino em Goiás

Plano de Desenvolvimento da Educação e Plano de Ações Articuladas: interferências e contradições do Plano de Ações Articuladas na gestão dos sistemas municipais de ensino em Goiás

De acordo com o MEC, o Plano de Metas Compromisso Todos pela Educação, pretende constituir um “novo regime de colaboração, que busca concertar a atuação dos entes federados sem lhes ferir a autonomia, envolvendo primordialmente a decisão política, a ação técnica e o atendimento da demanda educacional, visando à melhoria dos indicadores” (BRASIL, 2011b, p. 2). Os estados, os municípios e o Distrito Federal, ao aderirem ao Plano de Metas, são obrigados a elaborar o Plano de Ações Articuladas, que, na visão do governo, é um importante mecanismo de gestão, voltado para o planejamento de políticas educacionais em âmbito municipal e estadual constituindo-se em instrumento de avaliação e controle capaz de promover a qualidade da educação básica (BRASIL, 2007; 2011b). Assim, a partir do Decreto nº 6.094/2007, as ações de assistência técnica e financeira do MEC passaram a ocorrer mediante a adesão ao Plano de Metas e à elaboração do PAR. Para o governo, inaugurou-se um “novo regime de colaboração” entre os entes federados que vem possibilitando, em tese, maior aporte de recursos técnicos e financeiros, pois o PAR efetiva-se como termo de cooperação entre o MEC e o município capaz de transferir recursos financeiros adicionais. Ainda de acordo com o Decreto nº 6.094/2007, as ações de assistência técnica ou financeira permitem a implementação das 28 diretrizes e o cumprimento das metas do IDEB pelos municípios. O apoio técnico do MEC é orientado a partir de quatro dimensões relativas à gestão e ao planejamento dos sistemas municipais de educação, que são: I. gestão educacional; II. formação de professores e profissionais de serviços e apoio escolar; III. práticas pedagógicas e avaliação; IV. infraestrutura física e recursos pedagógicos (BRASIL, 2007b). O município se compromete, ao aderir ao Termo de Adesão ao Plano de Metas “Compromisso Todos pela Educação”, a realizar ações para cumprir as diretrizes e alcançar as metas avaliativas estabelecidas pelo MEC.
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O IMPACTO DO PLANO DE AÇÕES ARTICULADAS DO FUNDO NACIONAL DE DESENVOLVIMENTO DA EDUCAÇÃO NA QUALIDADE DA EDUCAÇÃO BÁSICA

O IMPACTO DO PLANO DE AÇÕES ARTICULADAS DO FUNDO NACIONAL DE DESENVOLVIMENTO DA EDUCAÇÃO NA QUALIDADE DA EDUCAÇÃO BÁSICA

e verificar a existência de equivalência estatística entre os grupos; (ii) determinar, a partir da literatura pertinente, a forma funcional do modelo econométrico; (iii) estimar os parâmetros e validar o modelo econométrico determinado; e (iv) examinar os resultados dos Programas de Reestruturação Física e Aquisição de Equipamentos para a Rede Escolar Pública à luz do referencial teórico determinado, de forma a debater e compreender as implicações geradas, a partir da intervenção realizada. Com base nos resultados obtidos, verificou-se que estes satisfazem os objetivos da pesquisa, na medida em que estabelecem grupos de tratamento e controle para os Programas de Reestruturação Física e Aquisição de Equipamentos para a Rede Escolar Pública, cria um modelo econométrico de avaliação de impacto dessa ação governamental na qualidade da educação básica e aponta possíveis caminhos de desenvolvimento e adaptação da ação pública. No que diz respeito ao problema de pesquisa, este foi solucionado, haja vista a constatação de que os Programas de Reestruturação Física e Aquisição de Equipamentos para a Rede Escolar Pública do FNDE, implementados por meio do Plano de Ações Articuladas, não impactaram a qualidade da educação básica brasileira nos períodos analisados. Este resultado sinaliza para a necessidade de continuidade da avaliação desses Programas e ampliação desta pesquisa, especialmente em virtude da carência de estudos dessa natureza.
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Federalismo e Planejamento Educacional: uma análise a partir do Plano de Ações Articuladas (PAR) (Federalism and educational planning: an analysis from the articulated actions plan)

Federalismo e Planejamento Educacional: uma análise a partir do Plano de Ações Articuladas (PAR) (Federalism and educational planning: an analysis from the articulated actions plan)

A redemocratização configurada pela Carta de 1988 trouxe a descentralização política e financeira, mudando o papel desempenhado pelos entes federativos, am- pliando o poder dos subgovernos em termos de gastos sociais. Com ela, o pacto político entre os governos federados sugeriu maior compromisso com as questões sociais e regionais, inaugurando, em termos constitucionais, não só maior descen- tralização de recursos, mas também um federalismo cooperativo, no entanto, isso não ocorreu. A União, fortalecida após a reforma do Estado na década de 1990, engendrou políticas educacionais que tendem a vincular os subgovernos nacionais a seus princípios por meio de um planejamento estratégico, de cunho mais geren- cial, como o Plano de Ações Articuladas (PAR), que possui um modelo específico de gestão que acaba por conflitar com as formas de gestão proferidas pelas Secretarias Municipais de Educação, acostumadas com uma lógica de gestão menos gerencial, criando um hibridismo para o planejamento educacional.
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O PLANO DE AÇÕES ARTICULADAS E SUAS IMPLICAÇÕES PARA A GESTÃO DA REDE MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO DE BARCARENA-PA

O PLANO DE AÇÕES ARTICULADAS E SUAS IMPLICAÇÕES PARA A GESTÃO DA REDE MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO DE BARCARENA-PA

A presente dissertação trata do Plano de Ações Articuladas (PAR) e as suas implicações para a gestão educacional na rede municipal de Barcarena-Pa, no período de 2007 a 2014. Partiu-se do pressuposto que o objeto é produto das diversas forças macroeconômicas, históricas e sociais. A gestão democrática pressupõe a descentralização do poder, a participação coletiva e a autonomia das instituições, o que contribui para a construção da cidadania. Como metodologia utilizou-se a análise documental e entrevistas. Para a análise da dimensão Gestão Educacional do PAR focalizou-se a área “Gestão democrática” a partir de quatro indicadores: 1. Existência de Conselhos Escolares; 2. Existência, composição e atuação do Conselho Municipal de Educação; 3. Composição e atuação do Conselho de Alimentação Escolar; e 4. Critérios para escolha da Direção Escolar. O estudo evidenciou que o PAR pouco contribuiu para a democratização da gestão educacional de Barcarena-Pa, haja vista a raiz fortemente gerencial e mercadológica que constitui o Plano. Nesta perspectiva, o Plano de Ações Articuladas apresenta um modelo de gestão “heterogêneo”, abrangendo características da gestão burocrática, gerencial e “pseudodemocrática”. Constatou-se a participação parcial e a autonomia relativa dos Conselhos de Educação, exceto o Conselho de Alimentação Escolar que apresentou situação satisfatória. No que tange à descentralização , o PAR apresenta todas as características da lógica gerencial e, de fato não descentralizou poderes, apenas desconcentrou-o. Destacou-se, ainda, a atuação dos Conselhos Escolares do município mais voltada ao controle e prestação de contas dos recursos financeiros, e um Conselho Municipal de Educação retilíneo aos interesses do poder executivo municipal de Barcarena.
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A GESTÃO EDUCACIONAL NO PLANO DE AÇÕES ARTICULADAS DO MUNICÍPIO DE MACAPÁ-AP: CONCEPÇÕES E DESAFIOS

A GESTÃO EDUCACIONAL NO PLANO DE AÇÕES ARTICULADAS DO MUNICÍPIO DE MACAPÁ-AP: CONCEPÇÕES E DESAFIOS

Este estudo tem como objetivo geral investigar o modelo de gestão educacional expresso no Plano de Ações Articuladas (PAR) do sistema municipal de ensino de Macapá-AP, para analisar as feições que a gestão municipal tem assumido no contexto de contrarreforma do Estado e da educação. Este estudo identifica e analisa a concepção de gestão presente na contrarreforma do Estado e da educação, pois o Estado brasileiro iniciou nos anos de 1990 um processo de mudança na sua estrutura administrativa, sob a orientação dos organismos multilaterais do capital que, no tocante à educação, propõe mudanças gerenciais para a organização e gestão desse setor, inspiradas nas práticas organizacionais da iniciativa privada. Essa apropriação teórica auxiliou no entendimento do modelo de gestão presente na política educacional do PDE/Plano de Metas, bem como o seu desenvolvimento no sistema municipal de ensino de Macapá, por meio do PAR. A hipótese apresentada nesta pesquisa foi de que o PAR traz elementos conformadores de uma gestão educacional alinhada ao modelo de gestão do campo empresarial, pautada na busca pela eficiência, eficácia e produtividade dos serviços. Embora os indicadores e ações do PAR apresentem aspectos que coincidem com o discurso dos educadores em prol da democratização da educação, na prática a autonomia, a participação e a descentralização, tem seus conceitos distorcidos e passam a garantir espaço para a realização de uma gestão pensada pela lógica do capital, que busca firmar contratos de gestão, controlar resultados, centralizar as decisões e descentralizar/desconcentrar a realização de tarefas sem, contudo, ter seu suporte político-ideológico questionado pelos sujeitos locais. Os fundamentos teórico-metodológicos desta investigação científica permitiram uma leitura crítica da realidade social. A intenção foi a de identificar o modelo de gestão trazido pelo PAR, a partir das categorias: descentralização, autonomia e participação. Para tanto, foram utilizados documentos e realizadas entrevistas semiestruturas com os sujeitos que integram a Equipe Técnica Local e o Comitê Local do Compromisso, que foram interpretados por meio da Análise do Discurso. Os resultados obtidos neste estudo mostraram que o PAR de Macapá trouxe elementos conformadores da gestão gerencial, pois a concepção de gestão subjacente à política do PDE/PAR contempla a descentralização como sinônimo de desconcentração de tarefas; a autonomia é utilizada para por em prática as ações do contrato de gestão; a participação se limita a fiscalização e responsabilização. Os sujeitos locais consideram o PAR um instrumento importante e necessário para a educação municipal, sem identificar os seus limites e contradições para a construção da gestão democrática no campo educacional.
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Planejamento Municipal: uma análise a partir do plano de ações articuladas (par) no Estado do Maranhão

Planejamento Municipal: uma análise a partir do plano de ações articuladas (par) no Estado do Maranhão

Quando os 9 (nove) entrevistados destacam o processo de autonomia dos municípios no PAR, a sinopse é a sobreposição do governo federal em relação às suas subunidades. Este fator mostra que a federação brasileira (União) exerce o poder de democracia que constrange (demos constraining) que seria de seus subgovernos nacionais, contrariando a tese de Stepan (1999) de que federações seriam antidemocráticas justamente porque o governo federal estaria restringido por seus subgovernos nacionais. Notamos o aspecto de democracia que constrange no debate dos entrevistados sobre a autonomia da Secretaria Municipal de Educação em relação ao Plano de Ações Articuladas, o que inviabiliza um regime de colaboração baseado na interdependência entre as partes sugerida pelo referencial teórico da Teoria do federalismo enquanto pacto a partir do argumento de Elazar (1987).
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A adesão ao Plano de Ações Articuladas influencia a gestão da educação básica no Distrito Federal?

A adesão ao Plano de Ações Articuladas influencia a gestão da educação básica no Distrito Federal?

Esta pesquisa teve por objetivo geral analisar de que forma a adesão ao Plano de Ações Articuladas - PAR e a busca por maiores valores do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica - IDEB influenciam as políticas de gestão do sistema de ensino e das escolas públicas do Distrito Federal. Para apreender o objeto, elegeram-se as seguintes questões: Há resquícios das proposições do Banco Mundial na gestão da educação básica do Distrito Federal? Como a política de gestão e planejamento viabilizada pelo Plano de Desenvolvimento e pelo Plano de Ação Articulada influenciou na gestão da escola? Para a realização deste estudo os dados levantados foram tratados na perspectiva histórica e abordagem qualitativa, buscando entender, à luz do PAR, as relações que os gestores e diretores estabelecem para alcançar as metas educacionais de qualidade. Na abordagem metodológica buscou-se aproximar do materialismo histórico dialético, num movimento da aparência à essência. O estudo está dividido em três capítulos: o primeiro analisa a gestão da educação básica pública sob a lógica do Banco Mundial; o segundo evidencia o planejamento da política de gestão da educação básica pública como medida de qualidade onde a gestão experimenta diferentes modalidades de planejamento; e o terceiro apresenta como gestores e diretores enxergam o Plano de Ação Articulada no Distrito Federal num cenário de continuidades e descontinuidades da política pública de gestão. Aponta como resultados: que o PAR favoreceu a retomada do planejamento instrumental racional e dá sinais de articulação do sistema, via SIMEC, possibilitando operacionalidade e organicidade. Aponta ainda que, no caso do Distrito Federal, persistem fragilidades e incertezas, pois as disputas entre grupos partidários locais inibem a construção do Plano Distrital de Educação. Aqui a ênfase foi estrutura física e equipamentos tecnológicos que junto à falta de recursos humanos com conhecimento técnico nas escolas prejudica a coleta de dados da realidade educacional local e prejudica a implantação do PAR.
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Políticas educacionais no estado do Maranhão: a formação continuada de professores no Plano De Ações Articuladas (PAR)

Políticas educacionais no estado do Maranhão: a formação continuada de professores no Plano De Ações Articuladas (PAR)

Este artigo decorre de uma pesquisa realizada no estado do Maranhão, cujo objetivo foi o de analisar o processo de implantação do Plano de Ações Articuladas (PAR) em municípios maranhenses, no período de 2007 a 2011. Discute a política educacional instituída no Plano de Desenvolvimento da Educação (PDE), no âmbito do qual o PAR constitui o planejamento estratégico que põe em prática programas e ações com vistas a garantir a melhoria da qualidade da educação básica no país, medida pelo Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB). Em sua especificidade, este artigo analisa a implantação do PAR na rede pública de ensino de São Luís, dando visibilidade à formação continuada de professores, considerada no Plano como importante ação para garantir esse objetivo. A análise se apoia, essencialmente, nas categorias: participação e contribuições da formação continuada de professores do PAR para a melhoria da qualidade da educação. A análise de documentos oficiais e de entrevistas com gestores educacionais e professores indica que a elaboração do PAR, bem como dos programas de formação continuada de professores, alijou a participação da comunidade escolar e não considerou as demandas advindas da escola. O período analisado permitiu, também, identificar que a formação continuada emanada do PAR articula- se com os propósitos neoliberais, ao imprimir a lógica da eficácia escolar com vistas à elevação do IDEB.
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Conselhos de Educação no âmbito do Plano de Ações Articuladas (PAR) em municípios de Mato Grosso do Sul

Conselhos de Educação no âmbito do Plano de Ações Articuladas (PAR) em municípios de Mato Grosso do Sul

Diante disso, o mencionado decreto define 28 diretrizes que devem ser cumpridas pelos entes federados e acordadas em um Termo de Cooperação Técnica (BRASIL, 2007b). O Ministério da Educação (MEC) afirma no documento denominado “O Plano de Desenvolvimento da Educação: razões, princípios e programas”, que esse Plano “agrega ingredientes novos ao regime de colaboração, de forma a garantir a sustentabilidade das ações que o compõem”. Para tanto, enfatiza que no lugar de “convênios unidimensionais e efêmeros, entram os Planos de Ações Articuladas (PAR), de caráter plurianual, que devem ser construídos com a participação de gestores e educadores locais” (BRASIL, 2007c, p. 24).
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O PLANO DE AÇÕES ARTICULADAS: O Regime de Colaboração na relação entre o governo municipal de Belém e o governo federal

O PLANO DE AÇÕES ARTICULADAS: O Regime de Colaboração na relação entre o governo municipal de Belém e o governo federal

A presente tese tem por objetivo analisar se o Plano de Ações Articuladas – PAR efetiva o Regime de Colaboração para o atendimento e a manutenção da Educação Básica no Município de Belém-PA. Consideramos que a política educacional desenvolvida no País, após as modificações promovidas pela contrarreforma do Estado, nos anos de 1990, apresenta um caráter multifacetado de gestão pública, em que o modelo que se evidencia apresenta uma flutuação, ora de gestão gerencial, ora de gestão democrática. Este formato dúbio de gestão permite, de forma velada, uma aproximação dos moldes que atendem ao modo de produção capitalista. As relações presentes nas políticas direcionadas à Educação Básica apresentam ênfase na gestão gerencialista. Esta gestão é evidenciada na assinatura de termos de compromissos ou contratos de gestão entre a União e os demais entes federativos, configurando uma relação de mercado. Destacamos que tal tendência mercadológica não é um fenômeno isolado com início e fim em si mesmo, mas é resultado da reestruturação macroglobalizada do sistema econômico capitalista, formulada pelos organismos multilaterais e suas exigências de reformas nas políticas educacionais nos países periféricos do capital. Questionamos então: tendo por parâmetro o Plano de Metas Compromisso Todos pela Educação, pacto assumido entre a União e o Município de Belém por meio do Plano de Ações Articuladas, como se efetiva o Regime de Colaboração para o atendimento e a manutenção da Educação Básica? Como hipótese de Tese, afirmamos que o PAR, como expressão de um contrato de gestão, não efetiva o Regime de Colaboração entre a União e os demais entes no atendimento e na manutenção da Educação Básica, principalmente, em razão de que as metas, as ações e as estratégias do plano
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O plano de ações articuladas em municípios paraenses: Incursões sobre a gestão educacional / The plan of articulated actions in paraensian municipalities: Incursions on educational management

O plano de ações articuladas em municípios paraenses: Incursões sobre a gestão educacional / The plan of articulated actions in paraensian municipalities: Incursions on educational management

Para exposição da temática o texto está organizado em três seções. A primeira aborda como se configura, nas políticas educacionais brasileira, a lógica da descentralização, considerando o caráter explicito da gestão gerencial presente na educação nacional. Na segunda seção discutimos a gestão educacional na perspectiva de identificar elementos centrais das características do modelo de gestão predominante no Plano de Ações Articuladas. E na última fazemos breve incursão do plano de ações articuladas em municípios paraenses na perspectiva de dialogarmos os dados empíricos com o aporte teórico que fundamentam nosso estudo.
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BALANÇO DAS AVALIAÇÕES MUNICIPAIS DO PLANO DE AÇÕES ARTICULADAS: DESAFIOS ATUAIS AO DESENVOLVIMENTO DA POLÍTICA NACIONAL PAR.

BALANÇO DAS AVALIAÇÕES MUNICIPAIS DO PLANO DE AÇÕES ARTICULADAS: DESAFIOS ATUAIS AO DESENVOLVIMENTO DA POLÍTICA NACIONAL PAR.

Por seu turno, as referências cuja avaliação da eficácia abarca as duas primeiras etapas do PAR (segundo subgrupo) se esteiam em dados provenientes não apenas da sua fase diagnóstica, mas agora relativos ao planejamento local das ações articuladas, em períodos compreendidos entre os anos 2007 e 2010. Visam, além da diagnose, às decisões suscitadas em uma ou mais dimensões do plano, analisando os objetivos e as metas definidas no termo de cooperação constantes do relatório síntese do PAR disponibilizado pelo SIMEC. Nesta perspectiva, Santana e Adrião (2012) e Santana (2011), pautados em 7 municípios do estado de São Paulo, analisam a dimensão “Gestão Democrática”; Durli, Nardi e Schneider (2011), fundamentados em 18 municípios pertencentes à Mesorregião Oeste do estado de Santa Catarina, além da “Gestão Democrática”, contemplam a “Formação dos Professores e dos Profissionais de Apoio e Serviço Escolar”; enquanto que Paccini e Corrêa (2012), concentrados em 4 municípios do estado do Mato Grosso do Sul, discutem as ações previstas para a Educação Especial. Um quinto estudo, de Souza (2010), privilegia a análise do regime de colaboração no processo de implantação do PAR no conjunto das 141 localidades do estado do Mato Grosso, enquanto Damasceno e Santos (2010) focalizam uma ação em particular do processo de gestão da implementação do PAR em municípios do estado do Pará 7 ,
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Severino Vilar de Albuquerque FORMAÇÃO CONTINUADA DE PROFESSORES NO ESTADO DO MARANHÃO: DO PLANO DE DESENVOLVIMENTO DA ESCOLA (PDE) AO PLANO DE AÇÕES ARTICULADAS (PAR)

Severino Vilar de Albuquerque FORMAÇÃO CONTINUADA DE PROFESSORES NO ESTADO DO MARANHÃO: DO PLANO DE DESENVOLVIMENTO DA ESCOLA (PDE) AO PLANO DE AÇÕES ARTICULADAS (PAR)

Em 2007, o Ministério da Educação (MEC) instituiu o Plano de Desenvolvimento da Educação (PDE) como indutor de políticas educacionais, tendo no Plano de Ações Articuladas (PAR) o planejamento estratégico para materializar programas e ações junto aos sistemas públicos de ensino do país. Esse plano tem o objetivo de melhorar a qualidade da Educação Básica, no âmbito da qual a formação de professores constitui importante dimensão para se alcançar tal objetivo. Nesse mesmo período, o MEC instituiu também o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), como instrumento de avaliação da qualidade desse nível de educação. Este estudo analisa o processo de formação continuada de professores, desenvolvido em três redes públicas municipais de ensino no estado do Maranhão, durante o período de implementação do PAR (2007 - 2011). O objetivo da pesquisa foi analisar, no entendimento de professores e gestores escolares, as contribuições da formação continuada para a qualidade da educação oferecida pelas escolas públicas de Ensino Fundamental do Maranhão. O estudo articulou o objetivo com experiências de formação continuada de professores, desenvolvidas e em andamento, nas redes públicas de ensino dos municípios de São Luís, Caxias e Santa Inês, aproximando o objeto de um olhar dialético sobre o que propugna o PDE/PAR e a materialidade das ações no âmbito das escolas, particularmente no que diz respeito à formação continuada de professores que atuam nos anos iniciais do Ensino Fundamental e à relação que esta estabelece com a qualidade da educação. A metodologia se pautou na abordagem qualitativa por meio de um estudo de caso abrangendo seis escolas de Ensino Fundamental dos três municípios investigados. Para a realização da pesquisa, foram utilizados documentos oficiais e entrevistas semiestruturadas
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A propagação de novos modos de regulação no sistema educacional brasileiro: o Plano de Ações Articuladas e as relações entre as escolas e a União.

A propagação de novos modos de regulação no sistema educacional brasileiro: o Plano de Ações Articuladas e as relações entre as escolas e a União.

A investigação analisou as relações intergovernamentais – co- nhecidas como regime de colaboração entre os entes federa- dos – pela via do mecanismo de planejamento educacional presente no sistema educacional brasileiro o “Plano de Ações Articuladas” (PAR), elaborado pelo Ministério da Educação. A abordagem acha-se associada à chamada sociologia das regu- lações sociais e constituiu chave de leitura do Plano de Ações Articuladas de Prefeitura Municipal e de 93 Planos de Desen- volvimento, construídos por escolas de redepública municipal. Os resultados obtidos indicam a associação do planejamento desenvolvido no âmbito de cada escola e do município com os projetos educacionais formulados e inanciados pela União. Ex- põem, também, tensões existentes na articulação das deman- das formuladas pelos atores situados nas escolas e as diretri- zes de políticas públicas. O estudo conclui que o PAR constitui importante mecanismo de efetivação do regime de colabora- ção, mediante a associação da regulação por desempenho e burocrático-proissional do sistema educacional brasileiro.
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A gestão educacional das secretarias municipais de educação de municípios maranhenses a partir do plano de ações articuladas 2007-2011

A gestão educacional das secretarias municipais de educação de municípios maranhenses a partir do plano de ações articuladas 2007-2011

Notamos o aspecto de demos constraining no debate dos entrevistados sobre a autonomia da Secretaria Municipal de Educação em relação ao Plano de Ações Articuladas, o que inviabiliza um regime de colaboração baseado na interdependência entre as partes sugerida pelo referencial teórico da Teoria do federalismo enquanto pacto. A questão abordada sobre a autonomia dos subgovernos nas entrevistas remonta um problema discutido por Pierson (1996) ao estudar as consequências dos padrões de governação instituídos por políticas públicas com aspectos do Estado de Bem- Estar Social. Pierson (1996) argumenta que as instituições políticas dos países variam com o passar do tempo as regras do jogo. Segundo o autor, as instituições podem estabelecer as regras do jogo para as lutas políticas - influenciando as identidades de grupo, preferências políticas e escolhas de coalizão - e reforçam o poder de negociação de alguns grupos, enquanto desvalorizam outros.
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Implementação do plano de ações articuladas (par) em municípios brasileiros: um olhar a partir da produção acadêmica na área da educação

Implementação do plano de ações articuladas (par) em municípios brasileiros: um olhar a partir da produção acadêmica na área da educação

Este artigo discute sobre o processo de implementação do Plano de Ações Articuladas (PAR), instituído pelo decreto 6.094/2007, no segundo mandato do Governo Luiz Inácio Lula da Silva (2007-2010), que adquiriu centralidade na política educacional brasileira no contexto do Plano de Desenvolvimento da Educação (PDE). Para tanto, expõe a produção acadêmica na área da educação que aborda esse processo, em teses e dissertações localizadas no banco de dados da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES), no período de 2011 a 2015, por meio das quais se apresenta como os municípios incorporam as regulamentações produzidas pelo Ministério da Educação (MEC) e como estão sendo estabelecidas as relações entre os entes federados.
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O PLANEJAMENTO NO CONTEXTO DAS POLÍTICAS EDUCACIONAIS NO PERÍODO DE 2003 A 2010: UMA ANÁLISE A PARTIR DO PLANO DE AÇÕES ARTICULADAS CECÍLIA CAROLINA SIMEÃO DE FREITAS

O PLANEJAMENTO NO CONTEXTO DAS POLÍTICAS EDUCACIONAIS NO PERÍODO DE 2003 A 2010: UMA ANÁLISE A PARTIR DO PLANO DE AÇÕES ARTICULADAS CECÍLIA CAROLINA SIMEÃO DE FREITAS

This dissertation examined the meanings and contours that planning made in the educational policies context targeted by the federal government in the 2003-2010 period, based on the analysis of the guidelines to preparation of the Plano de Ações Articuladas (Joint Action Plan). We performed a careful treatment of proposed government programs presented by the then candidate Luis Inácio Lula da Silva at the time of placing the economic, social and political context in which his government inserted the educational policies in the aforementioned period. This procedure made it possible to situate the planning in the conduct of public policy when it drew more clearly the basis for a "new developmentalism" as a model of development at Brazil. In the second moment, we discus about the educational policies implemented by facing the social, political and economic processes federal government, this approach became central to the implementation of the Plano de Desenvolvimento da Educação (Development Plan for Education, 2007) and the signing of the Compromisso Todos Pela Educação (All for Education Commitment) which linked the planning education through the development of the Plano de Desenvolvimento da Educação. Finally, the guidelines that shape the Plano de Ações Articuladas development were problematized, which was made on the categories planning, hybridity and regulation to an understanding of recent changes in the management of Brazilian basic education. The analysis developed inferences that the social project and the state role in the first decade of the XXI century has undergone a recomposition process of the power in national state through the recovery of his power , which was done by strengthening its regulatory capacity in ideological, political and socioeconomic levels. In this context we conclude that the regulatory approach taken by the state found in educational planning conditions to effect the coordinated decentralization, monitoring, managing and measuring the evolution of goals, important for the establishment of the responsibility assumed by the local micro-regulation strategies by condition sustainable management in the managerial conception of the state.
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Oferta educativa e responsabilização no PDE: o Plano de Ações Articuladas.

Oferta educativa e responsabilização no PDE: o Plano de Ações Articuladas.

Para procedermos à análise, após breve contextualização das recentes reformas na educação brasileira e da introdução de mecanismos de accountabi- lity (responsabilização) na esfera pública, refletimos sobre o formato, ainda que não concluído, da opção governamental, aqui em destaque, de responsabilizar as gestões municipais pelo padrão da oferta educativa nos municípios. Mediante convênios com as prefeituras, a União se compromete a transferir recursos e prestar assessoria técnica aos municípios através do MEC. Essa ajuda é con- dicionada à elaboração local de um Plano de Ações Articuladas – PAR – com vistas à implementação de diretrizes estabelecidas no Compromisso e ao cum- primento de metas intermediárias indicadas pelo Índice de Desenvolvimento da Educação Básica – Ideb.
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IMPLICAÇÕES DO PLANO DE AÇÕES ARTICULADAS NA GESTÃO ESCOLAR DO MUNICÍPIO DE BELÉM

IMPLICAÇÕES DO PLANO DE AÇÕES ARTICULADAS NA GESTÃO ESCOLAR DO MUNICÍPIO DE BELÉM

O objeto desta investigação é a área Gestão Democrática presente no Plano de Ações Articuladas – PAR do município de Belém, no período de 2007 a 2014. Este trabalho teve por objetivo analisar se as ações e estratégias adotadas no PAR contribuíram para a gestão democrática de quatro escolas municipais a partir da análise de três indicadores: 1) eleição para direção escolar; 2) existência e funcionamento dos Conselhos Escolares; e 3) existência e participação na elaboração do Projeto Pedagógico – PP. A realidade atual da gestão educacional e da gestão escolar demonstra o prevalecimento de um modelo gerencial que visa se articular ao princípio constitucional de gestão democrática, princípio esse propalado pelos diferentes programas e ações da política educacional brasileira dos últimos anos. No entanto, a essência da gestão democrática, que historicamente primou pela socialização do poder e pela priorização da vontade da maioria, conflita com a atual fase da sociedade capitalista. Nessa direção, a tese que norteia esta pesquisa é a de que a gestão democrática tem se configurado num instrumento formal de conciliação de classes, estimulado por indicadores, metas e ações que não incentivam a socialização do poder e que, estrategicamente, vêm implicando na perda de seu caráter subversivo. O referencial teórico- metodológico pautou-se em aproximações com o método materialista histórico e dialético, articulando as categorias contradição, totalidade e mediação às categorias do objeto de estudo: autonomia, descentralização e participação. A coleta de dados utilizou-se de documentos oficiais e realizamos entrevistas com quinze sujeitos. Os resultados da pesquisa apontaram que o processo de elaboração do PAR não contou com a participação das escolas e limitou-se a uma equipe selecionada no âmbito da SEMEC. No tocante à gestão democrática incentivada
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Diagnósticos locais do Plano de Ações Articuladas: uma análise de sua confiabilidade

Diagnósticos locais do Plano de Ações Articuladas: uma análise de sua confiabilidade

Ou seja, os padrões descritos para a pontuação 3 dos indicadores do PAR podem ter contribuído para inflacionar um caráter supostamente promissor da realidade educacional dos Municípios do Rio de Ja- neiro. O Gráfico 1, indicado anteriormente, apresenta números otimistas, mas ao se analisar os critérios que qualificam cada nível de pontuação é possível perceber incongruências entre a qualificação atribuída (satisfatória) e a situação dada. Ademais, cabe lembrar que o conceito 3 implica o reconhecimento formal de que o indicador possui mais aspectos positivos do que negativos, podendo até haver ajustes, mas não requer ações no PAR. Isto pode gerar um certo imobilismo por parte das autoridades municipais, pois o indicador encontra-se, em tese, de forma satisfatória. Em contrapartida, tal quadro permite ao MEC não só ser parcimonioso em sua assistência financeira aos Municípios, como pode também exibir números mais confortáveis nas estatísticas oficiais, ainda que distantes da concretude da realidade.
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