Poder executivo - São Paulo (SP)

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Gestão estratégica do poder executivo do estado de São Paulo frente ao processo de integração regional do Mercosul

Gestão estratégica do poder executivo do estado de São Paulo frente ao processo de integração regional do Mercosul

No caso em estudo, a análise procurou identificar a visão e a atuação do Poder Executivo em relação ao tema da integração regional do Mercosul, expressas em seu projeto de governo, assim[r]

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Uma reforma muito além do judiciário

Uma reforma muito além do judiciário

A lei 11.429 de 2006 estabelece, em seu artigo 1º, que estes depósitos sejam feitos apenas “em instituição financeira oficial da União ou do Estado”. Na Justiça Estadual do Rio de Janeiro e também na de São Paulo, a remuneração de tais depósitos nos bancos oficiais é dada pela TR + 6% ao ano, o que significa uma remuneração de aproximadamente 7,5% ao ano. Já na Justiça Federal, a remuneração dos depósitos é determinada pela taxa SELIC linear mensal, resultando em algo em torno de 10,48% ao ano. Se um banco tivesse um saldo médio de seis bilhões ao ano, pagasse aos depositantes 7,5% ao ano e emprestasse pela taxa SELIC capitalizada, hoje em torno de 11,25% ao ano, teria um ganho, de 225 milhões. Se pagasse aos depositantes 10,48%, o ganho seria de 46,2 milhões. Este seria o montante mínimo da renda transferida compulsoriamente dos depositantes, partes judiciais, para os bancos do Poder Executivo. Mais uma vez, através do Judiciário, que aparece como agente responsável por esta transferência de renda.
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A Educação secundária no interior paulista: estudo histórico sobre o ginásio estadual de Matão (1940-1965)

A Educação secundária no interior paulista: estudo histórico sobre o ginásio estadual de Matão (1940-1965)

Desse modo, o presente trabalho objetiva realizar um amplo e sistemático estudo acerca da criação do Ginásio Estadual de Matão com vistas a contribuir no entendimento do papel do ensino secundário no interior do Estado de São Paulo no período de 1940-1965, e sua representação social. Para tanto, o estudo em questão pretende reconstituir a história desse estabelecimento de ensino, examinar o jogo político entre o Poder Executivo Municipal e o Poder Executivo Estadual empenhado na criação e expansão do primeiro ciclo do ensino secundário em Matão, bem como caracterizar o seu corpo discente considerando condições socioeconômicas (profissão dos pais, local da residência), de gênero e idade, utilizando-se, entre outras fontes, da imprensa local e de documentos escolares (livros de matrícula, prontuários dos alunos, mapas de movimento, entre outros), levando-nos a uma compreensão mais ampla da política educacional do Estado de São Paulo, principalmente a qual público esta atendia e, ao mesmo tempo, permitindo-nos uma maior percepção de como tais relações políticas eram interpretadas pela comunidade local em âmbito escolar, materializando-se no cotidiano da escola. Nesse aspecto,
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O governo estadual na experiência política brasileira: os desempenhos legislativos das assembléias estaduais.

O governo estadual na experiência política brasileira: os desempenhos legislativos das assembléias estaduais.

com a interpretação “clássica”, na medida em que foi a primeira a ser formulada nos anos 1990, haveria uma preponderância do poder Executivo estadual frente à subordinação dos respectivos legislativos. Em geral, nos estados “não há eqüipo- tência entre os poderes, mas sim uma hipertrofia do executivo, configurando um sistema ultrapre- sidencial” (ABRUCIO, 1998, p. 110-111). A es- sência do argumento é que os governadores con- trolam as assembléias legislativas que, por sua vez, exercem apenas um papel homologatório. A relação básica entre o poder Executivo e o poder Legislativo é expressa nesses termos. Os deputa- dos estaduais, frente à fraqueza das agremiações partidárias, dependeriam do acesso a recursos públicos. Assim, eles garantiriam o apoio ao Go- vernador que, em resposta, promoveria a distri- buição de recursos ou cargos do poder Executivo. Dentro das possíveis implicações que essa forma de argumentar acarreta, uma implicação central para este trabalho é que a dinâmica do processo legislativo estadual é dominada pelo poder Executivo. Assim, nas palavras de Fernando Abrucio, “os governadores possuíam controle total das assembléias legislativas, aprovando, com grande facilidade, os principais projetos de lei que lhes interessavam” (idem, p. 163). Essa afirmação é seguida por estudos semelhantes que verificaram a grande capacidade de aprovação de legislação iniciada pelo poder Executivo em outras assembléias estaduais brasileiras como São Paulo (ABRUCIO, CARVALHO TEIXEIRA & COSTA, 2001), Espírito Santo (DOMINGUES, 2001) e, mesmo que de maneira menos enfática, para o
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FEDERALISMO COMO INSTRUMENTO DEMOCRÁTICO  Flávio Couto Bernardes

FEDERALISMO COMO INSTRUMENTO DEMOCRÁTICO Flávio Couto Bernardes

O federalismo possui uma série de características que lhe são peculiares, sendo que dentre elas se pode destacar: a rigidez das normas jurídicas de competência inseridas no texto constitucional - sendo absoluta (imutável) ou relativa (modificável); a própria Carta Magna discrimina as competências legislativas entre as pessoas jurídicas de direito público interno; e a existência de um poder fiscalizador do cumprimento da Constituição Federal. Tem-se, ainda, a impossibilidade de usurpação de competências locais, isto é, o legislador federal não está autorizado a legislar sobre matérias cuja competência seja estadual ou municipal. Sendo importante ressaltar que a descentralização política presente no Estado Federal é que informa a divisão de competência entre as diversas ordens jurídicas parciais, inclusive no que se refere à matéria tributária.
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OS DIREITOS HUMANOS SOCIAS E A CONSTRUÇÃO DE UM SISTEMA JURÍDICO HUMANÍSTICO NA AMÉRICA LATINA  Marcelo José Grimone, Fabricio Moreno Furlan

OS DIREITOS HUMANOS SOCIAS E A CONSTRUÇÃO DE UM SISTEMA JURÍDICO HUMANÍSTICO NA AMÉRICA LATINA Marcelo José Grimone, Fabricio Moreno Furlan

Acontece que a Constituição, por mais humanista que seja, por mais que ela prestigie a Democracia de três vértices, não pode fazer o milagre de atuar sem os seus humanos aplicadores. São eles – e somente eles – que particularizam por modo progressivo os comandos dela constantes. Particularização que obedece à seguinte e natural ordem cronológica: principia com os atos do Poder Legislativo, passa em imediata sequência pela atuação do Poder Executivo (ou dos particulares que atuam, ou deixam de atuar, após a edição do Direito-lei), para terminar nas decisões do Poder Judiciário. Donde a lógica enumeração que faz o artigo 2º da Constituição de 1988, a saber: são três os Poderes da União, independentes e harmônicos entre si, o Legislativo, o Executivo e o Judiciário.
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Da proteção à precarização um estudo do fenômeno jurídico trabalhista no contexto das transformações do capitalismo

Da proteção à precarização um estudo do fenômeno jurídico trabalhista no contexto das transformações do capitalismo

Também destacamos a relação de vários grupos da sociedade política atuando em conjunto para a concretização e legalização de transformações que afetam diretamente trabalhadores em todo o país. Um controle racional do capital. Neste item da pesquisa, encontramos contradições dentro do Judiciário (positivas e negativas): (a) a mesma categoria (magistrados do trabalho), ora aceita as disposições da Lei 11.442/07 (julgamento do agravo), ora dirige direta manifestação contra a lei (na ADI); (b) dentro do órgão, nas discussões jurídicas, há a possibilidade efetiva da inclusão de ideologia de grupos da sociedade civil, como vimos entre os participantes da ADI; e (c) o mesmo instituto (saúde do trabalhador) pode ter tratamento diferenciado, dependendo do interesse do órgão julgador. Importante salientar, quanto ao último ponto, que a exceção aberta para a supressão do intervalo dos rodoviários em transporte coletivo não se baseia em entendimento autônomo do Judiciário. A jurisprudência sobre um tema é formada com base em repetições de argumentos das partes nos litígios, a partir dos quais os tribunais formam um entendimento. Podemos relacionar o Poder Judiciário a grupos de interesse em algumas situações concretas.
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Estud. av.  vol.11 número31

Estud. av. vol.11 número31

Nesse contexto, as autoridades estaduais e os juízes das comarcas são atores principais do processo. Os primeiros, porque podem decidir sobre a forma de ven- der as terras devolutas, e resolver qualquer conflito sobre a posse de um lote ofere- cendo a uma das partes envolvidas no conflito um lote alternativo às terras devolutas. Os segundos, porque têm o poder de reconhecer os sinais de ocupação que garanti- riam o domínio privado sobre as terras. Nossa concentração fundiária é fruto desse processo histórico. Os conflitos eram resolvidos ao nível das autoridades locais e, aparentemente, nos dois episódios mais marcantes em que a autoridade central foi chamada a intervir utilizando forças militares para conter movimentos sociais – Canudos e Contestado –, o que estava em jogo era muito mais a autonomia do movimento do que a questão da terra. A ordem foi sempre estabelecida pelos pode- res locais dentro desse sistema de ocupação.
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A   NAS POLÍTICAS PÚBLICAS E OS DIREITOS SOCIAIS  Fernanda Priscila Ferreira Dantas

A NAS POLÍTICAS PÚBLICAS E OS DIREITOS SOCIAIS Fernanda Priscila Ferreira Dantas

Urge, todavia, perseguir a concretização dos direitos sociais para um maior número de cidadãos, de forma que o controle orçamentário prévio à execução do orçamento pelo Poder Executivo é crucial para garantir o caráter coletivo e a adoção de políticas públicas voltadas para um maior número de beneficiários. Ademais, na ocorrência do controle na fase de execução orçamentária, devem ser fomentadas e priorizadas as ações coletivas em detrimento das demandas individuais para que, efetivamente, o gozo dos direitos fundamentais sociais seja possibilitado a todos os necessitados, indistintamente.
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Políticas de recursos humanos, do discurso oficial à prática : estudo realizado na administração direta do estado do Espírito Santo

Políticas de recursos humanos, do discurso oficial à prática : estudo realizado na administração direta do estado do Espírito Santo

para os servidores da Administração Direta do Poder Executivo do Estado do Espírito.. Santo, no período de 1971 a 1991.[r]

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A JUDICIALIZAÇÃO DOS DIREITOS SOCIAIS ESTUDOS DE CASO NA ÓTICA DO MÍNIMO EXISTENCIAL

A JUDICIALIZAÇÃO DOS DIREITOS SOCIAIS ESTUDOS DE CASO NA ÓTICA DO MÍNIMO EXISTENCIAL

É certo que não se inclui, ordinariamente, no âmbito das funções in- stitucionais do Poder Judiciário – e nas desta Suprema Corte, em es- pecial – a atribuição de formular e de implementar políticas públicas [...], pois, nesse domínio, o encargo reside, primariamente, nos Poderes Legislativo e Executivo. Tal incumbência, no entanto, embora em bases ex- cepcionais, poderá atribuir-se ao Poder Judiciário, se e quando os órgãos estatais competentes, por descumprirem os encargos político-jurídicos que sobre eles inci- dem, vierem a comprometer, com tal comportamento, a eficácia e a integridade de direitos individuais e/ou coletivos impregnados de estatura constitucional, ainda que derivados de cláusulas revestidas de conteúdo programático.
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Sistema Nacional de Ouvidorias do Poder Executivo Federal

Sistema Nacional de Ouvidorias do Poder Executivo Federal

Também, diversamente do serviço de atendimento "Fale conosco", bas- tante utilizado na Internet, que bus- ca uma maior aproximação com o usuário, permite o tratamento mais específico dos problemas. No entan- to, raramente é o intermediário nas soluções que extrapolem o poder de- cisório do gerente de atendimento. Procura, apenas, registrar os contatos e dar tratamento estatístico às infor- mações recebidas. Entretanto, não tem função de propor alterações na gestão estratégica da instituição. Geralmente, a sua esfera de atuação se limita à análise de dados.
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O controle interno no poder executivo federal brasileiro

O controle interno no poder executivo federal brasileiro

cinco componentes de adesão ao controle interno e as variáveis e como variáveis independentes o nível hierárquico do ACI, a principal atividade-fim da UGE e o montante de recursos orçamentários recebidos pela UGE em 2012. Para analisar a relação entre o tamanho da equipe do ACI e a aderência aos itens de verificação do sistema de controle interno, recorreu-se ao cálculo de coeficientes de correlação, tomando como variáveis independentes o tamanho do efetivo de nível superior, técnico e auxiliar, bem como o tamanho do efetivo total. Como análise derradeira desta dissertação, encerra-se o Capítulo 5 com a verificação das possíveis correlações existentes entre os resultados encontrados ao longo das investigações procedidas desde o Capítulo 4, com fundamento na revisão bibliográfica realizada no Capítulo 2, de modo a apresentar uma resposta cientificamente válida ao problema de pesquisa, assim consubstanciado: em que medida a regulamentação do sistema de controle interno do Poder Executivo Federal do Brasil é adequada e qual a sua influência sobre os sistemas de controle interno atualmente implementados pelas entidades públicas federais existentes em sua estrutura organizacional?
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UNIVERSIDADE FEDERAL DO CEARÁ FACULDADE DE DIREITO CURSO DE GRADUAÇÃO EM DIREITO THIAGO JOSINO CARRILHO DE ARRUDA

UNIVERSIDADE FEDERAL DO CEARÁ FACULDADE DE DIREITO CURSO DE GRADUAÇÃO EM DIREITO THIAGO JOSINO CARRILHO DE ARRUDA

prestar assistência técnica àquele que o constituiu, dispensando-lhe orientação jurídica perante qualquer órgão do Estado — converte a sua atividade profissional, quando exercida com independência e sem indevidas restrições, em prática inestimável de liberdade. Qualquer que seja o espaço institucional de sua atuação (Poder Legislativo, Poder Executivo ou Poder Judiciário), ao advogado incumbe neutralizar os abusos, fazer cessar o arbítrio, exigir respeito ao ordenamento jurídico e velar pela integridade das garantias jurídicas – legais ou constitucionais — outorgadas àquele que lhe confiou a proteção de sua liberdade e de seus direitos, dentre os quais avultam, por sua inquestionável importância, a prerrogativa contra a auto-incriminação e o direito de não ser tratado, pelas autoridades públicas, como se culpado fosse, observando-se, desse modo, as diretrizes, previamente referidas, consagradas na jurisprudência do Supremo Tribunal Federal. Se, não obstante essa realidade normativa que emerge do sistema jurídico brasileiro, a Comissão Parlamentar de Inquérito — ou qualquer outro órgão posicionado na estrutura institucional do Estado — desrespeitar tais direitos que assistem à generalidade das pessoas, justificar-se-á, em tal específica situação, a intervenção, sempre legítima, do advogado, para fazer cessar o ato arbitrário ou, então, para impedir que aquele que o constituiu culmine por auto-incriminar-se. O exercício do poder de fiscalizar eventuais abusos cometidos por comissão parlamentar de inquérito contra aquele que por ela foi convocado para depor traduz prerrogativa indisponível do advogado no desempenho de sua atividade profissional, não podendo, por isso mesmo, ser cerceado, injustamente, na prática legítima de atos que visem a neutralizar situações configuradoras de arbítrio estatal ou de desrespeito aos direitos daquele que lhe outorgou o pertinente mandato. (HC 88.015-MC, Rel. Min. Celso de Mello, decisão monocrática, julgamento em 14-2-06, DJ de 21-2-06)
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O comportamento dos sujeitos processuais como obstáculo à razoável duração do pr...

O comportamento dos sujeitos processuais como obstáculo à razoável duração do pr...

2. Como fundamental que é, tal garantia tem natureza jurídica de direito subjetivo, público e autônomo, cristalizando obrigações (i) que tem o Poder Executivo de dotar o Poder Judiciário de meios materiais e humanos suficientes para atender de forma minimamente satisfatória a todas as demandas; (ii) do legislador, de instituir leis processuais aptas o bastante para tornar ágil na exata medida em que deve ser o desenrolar dos processos; (iii) dos sujeitos processuais, de cooperarem para que o processo se desenvolva sem intercorrências procrastinatórias, ou seja, de atuarem de forma leal e sob estrita observância das regras processuais de conduta; enfim, o Estado há de prestar tutela jurisdicional em tempo razoável em respeito aos jurisdicionados e à própria Lei Fundamental, e todos, absolutamente todos que intervêm no processo devem cooperar para tanto;
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Os caminhos da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF): instituições, idéias e incrementalismo

Os caminhos da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF): instituições, idéias e incrementalismo

Legislativo ao Executivo (e não uma usurpação de poder), com ganhos para todos: zyxwvutsrqponmlkjihgfedcbaZYXWVUTSRQPONMLKJIHGFEDCBA.. "...as MPs foram o principal instrumento de for[r]

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O Poder no Executivo: explicações no presidencialismo, parlamentarismo e presidencialismo de coalizão.

O Poder no Executivo: explicações no presidencialismo, parlamentarismo e presidencialismo de coalizão.

A indicação de ministros-júnior de partidos que não o do ministro reduz a vantagem informacional do ministro e desempenha assim duas tarefas: a de monitoramento das ações dos ministros e a de freio sobre a sua capacidade de implementar decisões. Dessa forma, o poder de agenda dos ministros frente ao gabinete é diminuído dando a este a capacidade de manter as decisões do governo sob controle. A indicação de ministros-júnior seria um mecanismo para alcançar o resultado Pareto superior em termos de políticas. O modelo de Thies (idem) prevê que esse mecanismo será utilizado quando: 1) os ministros não forem “constrangidos” por outros mecanismos institucionais como por exemplo um primeiro ministro forte e com grande assessoramento organiza- cional direto; 2) quando o portfólio for de maior saliência; 3) quanto maior for a incerteza. Essas condições implicam que a indicação de ministros-júnior apre- senta custos e deve ser usada estrategicamente.
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A crise do presidencialismo brasileiro: a questão da estabilidade do poder executivo

A crise do presidencialismo brasileiro: a questão da estabilidade do poder executivo

Alguns autores apontam para o fato de que a predominância do Poder Executivo no presidencialismo brasileiro não é algo exclusivo do Brasil nem do sistema de governo presidencialista, sendo, ao contrário, a norma observada na maioria das democracias modernas, particularmente nos regimes parlamentares da Europa (Limongi, 2006). A predominância do Executivo consiste no controle que este tem sobre a agenda legislativa (Limongi, 2006: 20), controle esse que se pode constatar em ambos os sistemas de governo. Essa dominância é comumente atribuída ao advento do Welfare State, no século XX. A lentidão das deliberações legislativas demonstrou-se inadequada para as novas atribuições do Estado, agora encarregado de conduzir e transformar diversos aspectos da vida social e econômica nacional. A necessidade de agilizar e acelerar a aprovação de leis e projetos para os quais havia grande demanda social fez com que a grande maioria das democracias modernas optasse por superar a “paralisia” dos parlamentos, recorrendo à legiferação pelo Poder Executivo (Filho, 2015: 280-281). O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) brasileiro, Gilmar Mendes, fala em “hiperpotencialização” do Executivo, a centralização de poder na figura do Presidente da República, e também atribui a predominância do Executivo à necessidade de responder as demandas impostas pelo Welfare State, o qual acarretou na multiplicação das tarefas que o Estado contemporâneo foi chamado
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A ATIVIDADE LEGISLATIVA DO PODER EXECUTIVO: A INSTABILIDADE JURÍDICA COMO UM DE SEUS REFLEXOS

A ATIVIDADE LEGISLATIVA DO PODER EXECUTIVO: A INSTABILIDADE JURÍDICA COMO UM DE SEUS REFLEXOS

forma como se apresenta no sistema brasileiro e realmente se mantém efetivada e em respeito a tripartição de funções do Poder, petrificada na Constituição Federal vigorante no país. O atual trabalho de pesquisa se propôs à análise de dispositivos que permitem a atividade legiferante pelos detentores da prerrogativa Executiva, além das responsabilidades ou não que lhes incumbe no processo, além de terem sido apresentados os requisitos para a adoção de tal instituto, bem como dos reflexos positivos e negativos. Ao analisar o instituto, foi possível verificar as distinções entre modelos adotados no direito estrangeiro e a forma como é procedido no Brasil através das Medidas Provisórias. Também tornou possível, questionar-se acerca da responsabilidade dos representantes frente à Constituição, diante dessa prerrogativa de legislar em casos extraordinários, de maneira a sugerir que se possa utilizar o instituto de forma correta e respeitosa ao princípio que lhe originou, consagrado por Montesquieu. No entanto, em momento algum se teve por pretensão esgotar-se a temática, mas sim ampliar os espaços de discussão.
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Ministérios como 'barganha': coalizão de governo e organização do Poder Executivo

Ministérios como 'barganha': coalizão de governo e organização do Poder Executivo

Ministerios como “barganha”: coalición de gobierno y organización del poder ejecutivo En el contexto del presidencialismo de coalición con creciente número de partidos involucrados, el poder de “negociación” del presidente para asegurar la gobernabilidad tiene implicaciones sobre aspecto estructural de los mandatos y, consecuentemente, sobre la capacidad estatal en la entrega de bienes y servicios a la sociedad. Poco se discute en relación a los efectos de la distribución de poder sobre la organización de la administración pública. Este trabajo buscó, de modo exploratorio, describir posibles correlaciones entre el tamaño de las coaliciones de gobierno y la dinámica de las transformaciones del gabinete. El análisis comparativo aquí emprendido recorre 72 años de historia política y administrativa, contrastando períodos democráticos en diferentes contextos político-partidarios. Los resultados de la investigación indican que las trayectorias de las coaliciones de gobierno y de la estructura del Poder Ejecutivo federal están correlacionadas. En general, el aumento del número de partidos en la coalición va acompañado de la expansión del número de ministerios. Por otro lado, disminuciones del número de partidos en las coaliciones son paralelos a la disminución o mantenimiento de la composición del gabinete. Estos resultados suscitan el debate sobre las consecuencias de esas transformaciones sobre las condiciones y resultados de la acción estatal.
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