Políticas Públicas e o papel do Estado

Top PDF Políticas Públicas e o papel do Estado:

HIDRELÉTRICAS E CONSEQUÊNCIAS SOCIOAMBIENTAIS:  O Papel do Estado e das Políticas Públicas

HIDRELÉTRICAS E CONSEQUÊNCIAS SOCIOAMBIENTAIS: O Papel do Estado e das Políticas Públicas

forma complementar e contraditória, ou seja, dialeticamente. Como num sistema orgânico. Esse conceito está diretamente e contraditoriamente correlacionado ao conceito de “fratura metabólica” ou, “ruptura metabólica”, pois, na medida em que o capitalismo se constitui como um sistema, um todo fechado em sua própria lógica de reprodução social ad infinitum, como uma totalidade, inevitavelmente, choca-se com seus próprios limites, sendo um deles, a natureza. Como escreve Altvater (2010): Tais limites da natureza opõem-se à infinita dinâmica (autorreferencial) acumulativa do capitalismo global, à sua forma social” (ALTVATER, 2010, p. 24), cuja contradição diz respeito à completa incapacidade dos fluxos de energia e de outros insumos serem distribuídas equitativamente entre os diferentes processos e subsistemas. Os fluxos de energia necessários para o cultivo de uma leguminosa, por exemplo, que, será comercializada e consumida em outro continente – como ocorre hoje na produção de commodities –, constitui parte dessa ruptura metabólica do sistema produtivo local onde fora cultivada, na medida em que essa energia (nutrientes, luz, água, etc.) não circulam no local. Tal interferência provocada no sistema orgânico relativamente harmônico entre natureza e sociedade até o advento da sociedade industrial, foi considerada por Karl Marx no episódio do ‘roubo da madeira’ em que os direitos consuetudinários (costumeiros) de coleta da madeira morta nas florestas era comum entre os camponeses que, após a implantação do direito de propriedade privada pelo Estado capitalista, inaugura-se esse conflito que configura, formalmente a ruptura metabólica entre sociedade e natureza como prática ‘normal’ (cf. FOSTER, 2013).
Show more

28 Read more

POLÍTICAS PÚBLICAS E GESTÃO DA EDUCAÇÃO EM TEMPOS DE REDEFINIÇÃO DO PAPEL DO ESTADO

POLÍTICAS PÚBLICAS E GESTÃO DA EDUCAÇÃO EM TEMPOS DE REDEFINIÇÃO DO PAPEL DO ESTADO

determinando, assim onde a escola deve melhorar e influenciando na gestão e currículo escolares. Neste caso, as redes públicas não recebem investimentos do Instituto, ao contrário pagam por este monitoramento. É também o caso de outros Programas do Instituto, como as Classes de Aceleração e a Alfabetização, em que os municípios pagam pelos Kits, e o pior é que têm a proposta pronta passo a passo, determinando assim o currículo da escola pública. São dois questionamentos: o Instituto vive principalmente de dinheiro das empresas que deixam de pagar impostos e entrar nos 25% da educação e, além de perderem esse dinheiro, os municípios pagam o material, e ainda envolvem toda a rede de ensino público. Professores, coordenadores pedagógicos, diretores, quadros das secretarias de educação, todos, enfim, passam a definir suas atividades em função das determinações do Instituto, tanto na área de gestão, como na pedagógica, redefinindo assim o espaço público e sua autonomia. (PERONI, 2006 a )
Show more

15 Read more

A crise do capital e a redefinição do papel do Estado como provedor de políticas públicas educacionais

A crise do capital e a redefinição do papel do Estado como provedor de políticas públicas educacionais

Consolidava-se, então, segundo Morais, “um novo mundo político, marcado pela negociação entre corporações empresariais e proletárias, intermediadas e institucionalizadas pelo poder público” (p. 31). O retorno do liberalismo viria então a partir da metade dos anos 70, quando programas neoliberais tomaram poder: com Margaret Thatcher, na Inglaterra, em 1980; com Reagan, nos Estados Unidos, em 1982; e com Helmut Kohl, na Alemanha. Esta nova doutrina representa um ataque às formas de regulação econômica, ao socialismo, ao keynesianismo, ao estado de bem-estar social, ao terceiro-mundismo e ao desenvolvimento latino-americano. Segundo o neoliberalismo, a sobrecarga do Estado levava à ingovernabilidade das democracias, e para solucionar tal problema supunham “limitar a participação política, distanciar a sociedade e o sistema político, subtrair as decisões administrativas ao controle político” (MORAIS, 2001, p. 16).
Show more

11 Read more

Estado, políticas públicas e agronegócio no brasil: revisitando o papel do crédito rural

Estado, políticas públicas e agronegócio no brasil: revisitando o papel do crédito rural

que se beneficiaram dos programas, seja em termos geográficos (com a expressi- va participação das regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste), seja em termos de produtos (soja à frente) ou valor médio dos contra- tos. Em que pese a emergência do Pronaf nos últimos 20 anos, carreando recursos aos agricultores familiares, é importante destacar que, mesmo nas áreas de forte e reconhecida expansão do “agronegócio”, como é o caso do estado de Mato Grosso, apresentado nesse artigo, a contribuição do setor público ainda se mostra relevante nas estratégias de expansão do setor, embora o financiamento das grandes propriedades mescle fontes governamentais e privadas. O que nos parece importante resgatar aqui é que o acesso ao financiamento entre os produtores de soja em Mato Grosso é bas- tante diferenciado segundo o tipo de pro- dutor (incluindo nessa distinção o tamanho da propriedade, sua localização, etc.), bem como a maior ou menor capacidade do mesmo em se articular com as grandes tra-
Show more

26 Read more

Consumo sustentável e ambiente : o papel do Estado e das políticas públicas na inculcação de disposições ambientalistas

Consumo sustentável e ambiente : o papel do Estado e das políticas públicas na inculcação de disposições ambientalistas

entre a Administração e os núcleos de investigação pura e aplicada’, nacionais e internacionais, neste domínio. O governo propõe-se voltar a analisar a estrutura, as condições de funcionamento e a distribuição de competências dos organismos em torno da Agenda 21 e Agenda 21 Local – ‘pensar global, agir local’ e deste modo valorizar e prestigiar a Administração do Ambiente e, assim, aumentar a eicácia das políticas neste domínio. Outras medidas prendem-se com o reforço do papel do Conselho Nacional da Água, o melhoramento da rede de abastecimento de água e saneamento básico, a melhoria do ambiente nas cidades e dos padrões de qualidade de vida nas mesmas, o incentivo à reciclagem, reutilização e redução de consumos de materiais, a criação de programas de desenvolvimento e gestão das áreas protegidas, a sensibilização e a formação dos cidadãos através de programas de educação ambiental, o acesso à justiça e a defesa dos direitos dos consumidores na área da saúde e da segurança, a utilização dos recursos inanceiros (Fundos de Coesão) para resolver os grandes problemas nacionais na área do ambiente e airmar o papel de Portugal em ações de cooperação internacional associadas à gestão de recursos naturais. Dando continuidade às políticas desenvolvidas na legislatura anterior, o XIV Governo Constitucional (1999-2002) propõe-se continuar a gerir de forma sustentável os recursos ambientais, em particular no que se refere às infraestruturas de gestão da água, de tratamento de resíduos (urbanos, industriais e hospitalares) e à qualidade do ar (redução das emissões atmosféricas). Entre as ações desenvolvidas para alcançar os objetivos destacamos a conclusão do Plano Nacional da Água, a intervenção em áreas críticas (contaminação dos solos, poluição), ações centradas nos transportes, na habitação, na ação social, na saúde com vista a melhorar o ambiente nas cidades, a implementação dos Planos de Ordenamento da Orla Costeira (POOC) e a elaboração da Carta de Risco do Litoral, a preservação da biodiversidade (rede Natura 2000) associada ao turismo e, por último, o incentivo da agricultura biológica. Neste Governo a designação do organismo que tutela o ambiente é alterada para ‘Ministério do Ambiente e do Ordenamento do Território.
Show more

28 Read more

O papel do Estado nas políticas públicas de saúde: um panorama sobre o debate do conceito de Estado e o caso brasileiro.

O papel do Estado nas políticas públicas de saúde: um panorama sobre o debate do conceito de Estado e o caso brasileiro.

Este artigo é resultado de uma revisão bibliográ- fica narrativa, visando o desenvolvimento de um panorama acerca do debate ideológico sobre a con- cepção de Estado nas políticas de saúde. Tendo por referência Rother (2007), essa revisão constitui-se na descrição do estado da arte do assunto em pauta, considerando-se autores relevantes para a apreen- são dos contextos a partir dos quais o problema das políticas públicas foi enunciado no campo das Ciên- cias Sociais em geral e da Saúde Coletiva brasileira, em particular. Assim, o propósito deste trabalho não é estabelecer um caminho metodológico para a reprodução da busca de referências e das fontes de informação utilizadas, tampouco a avaliação da seleção dos trabalhos por meio de procedimentos estatísticos. Pelo contrário, este artigo é uma análise crítica de cunho pessoal dos autores acerca do papel do Estado brasileiro no desenvolvimento da política de saúde. Argumentamos que, mesmo sob a pressão do mercado globalizado, pode-se criar alternativas para promover e direcionar o desenvolvimento eco- nômico e social, e que isso não significa submeter-se às restrições econômicas impostas pelo ideal liberal de mercado. Nesse sentido, a discussão do tema coloca a questão da saúde no centro do debate das Ciências Sociais. Concordamos com Kerstenetzky (2012, p. 250) quando diz que o financiamento pú- blico à saúde “[...] é um efetivo seguro contra riscos médicos não cobertos por seguro privado, enquanto o financiamento público à educação garante o arris- cado e incerto investimento em educação no início da vida”. Essas ações permitem um instrumento efetivo contra a pobreza e a exclusão social.
Show more

14 Read more

ESTADO, POLÍTICAS PÚBLICAS E EDUCAÇÃO

ESTADO, POLÍTICAS PÚBLICAS E EDUCAÇÃO

ESTADO, POLÍTICAS PÚBLICAS E EDUCAÇÃO 9 APRESENTAÇÃO Maria de Lourdes Pinto de Almeida Marilda Pasqual Schneider Jaime Moreles Vázquez As políticas educacionais concebidas nas últimas décadas na maioria dos países latino-americanos e europeus decorrem majoritariamente do processo de reestruturação do capitalismo mundial. Sob a égide dos princípios do neoliberalismo, as mudanças realizadas especialmente entre os anos de 1980 e 1990 – e em desenvolvimento nesse início do século XXI – no campo da educação tiveram como palco as fortes críticas de organismos internacionais às funções dos Estados nacionais frente à crise do processo de acumulação capitalista. Associadas à percepção de uma crise também no sistema educativo, as reformas implementadas sofreram “um processo de indução externa” (Krawczyk e Vieira 2008, p. 15) sendo resultantes de mudanças sistêmicas empreendidas no tocante ao papel do Estado.
Show more

18 Read more

O PAPEL DA ANCINE NAS POLÍTICAS PÚBLICAS PARA O AUDIOVISUAL BRASILEIRO

O PAPEL DA ANCINE NAS POLÍTICAS PÚBLICAS PARA O AUDIOVISUAL BRASILEIRO

estimule uma ação guiada por indicadores técnicos e metodologias estáveis. Assim, o maior obstáculo da Ancine foi sobreviver, enfrentando turbulências institucionais, a cinco diferentes presi- dentes da República – FHC, Lula, Dilma, Temer e Bolsonaro – de matizes políticas bastante distintas. O desafio era estabelecer uma nova institucionalização para o setor audiovisual, baseada em políticas de Estado, e não propriamente de governo. Isto é, que a agência adquirisse maturidade institu- cional e reconhecimento social a fim de estabelecer suas próprias políticas, segundo critérios e parâmetros específicos de sua área de atuação, independentemente dos desígnios presidenciais.
Show more

21 Read more

Gestão de resíduos sólidos: uma discussão sobre o papel das políticas públicas e arranjos institucionais do estado

Gestão de resíduos sólidos: uma discussão sobre o papel das políticas públicas e arranjos institucionais do estado

São os princípios que estabelecem o marco regulador da política pública orientando os organismos públicos e privados sobre os objetivos desejados (BROLLO e SILVA, 2001). Os princípios defendidos por Moraes e Borja (2004) são importantes por que o saneamento que deveria ser um benefício permanente, seguro e incontestável à toda população tem sido oferecido com qualidades diferentes entre as classes sociais. A gestão deve ser pública, pois os déficits de saneamento dificilmente serão superados na lógica capitalista. Na lógica capitalista as políticas públicas favorecem investimentos para o acúmulo de capital, então as tecnologias apropriadas e de maior efetividade muitas vezes não são consideradas para favorecer o que Lobo (2003, p.38) definiu como construção “de uma ficção, sustentada em bases tecnológicas modernas e aceitáveis mas, na realidade, criada pelas grandes empreiteiras e pelos interesses que estavam por detrás delas”, quando referiu-se ao momento vivido no Brasil institucionalizado em 1969 por meio do Plano Nacional de Saneamento – PLANASA. Na época do PLANASA, Lobo (2003) relata que implantou-se obras faraônicas onde enterraram-se grande volume de recursos muito superiores aos necessários para se resolver os problemas urbanos, a presente realidade ainda se reproduz vistos os diversos casos como o da transposição do São Francisco, Programa Baia Azul, entre tantos outros.
Show more

239 Read more

O PAPEL DOS CONSELHOS MUNICIPAIS DE EDUCAÇÃO DO ESTADO DE MINAS GERAIS NA FORMULAÇÃO DE POLÍTICAS PÚBLICAS DE EDUCAÇÃO

O PAPEL DOS CONSELHOS MUNICIPAIS DE EDUCAÇÃO DO ESTADO DE MINAS GERAIS NA FORMULAÇÃO DE POLÍTICAS PÚBLICAS DE EDUCAÇÃO

Este estudo analisou, comparativamente, o papel de formulador de política pública em educação exercido pelos Conselhos Municipais de Educação (CME) de Belo Horizonte, Contagem, Divinópolis, Juatuba, Juiz de Fora, Ribeirão das Neves, Sabará, Santa Luzia e Sete Lagoas, no âmbito dos seus respectivos sistemas de ensino. O objetivo geral da pesquisa foi compreender o papel dos CME do estado de Minas Gerais, integrantes de Sistema Municipal de Ensino, na formulação das políticas públicas de educação. Em termos específicos, a pesquisa objetivou compreender o surgimento dos CME, bem como sua relação com os respectivos sistemas municipais de ensino; investigar o desenho institucional dos Conselhos no que tange às condições institucionais para a sua atuação, considerando as forças sociais e políticas que neles atuaram e atuam; compreender como se efetiva a atuação desses conselhos na formulação de políticas públicas de educação nos respectivos municípios; comparar a atuação desses órgãos no que tange à participação na formulação de políticas públicas de educação no município. O estudo partiu das seguintes questões: os CME atuam efetivamente na fase de formulação da política pública municipal de educação e influenciam essa política? Quais aspectos explicam as possíveis variações na atuação dos CME em relação ao seu papel de formulador de política de educação no município? Em consonância com essas questões, procedeu-se à revisão da literatura sobre os CME, demarcada pelo período subsequente à promulgação da Constituição Federal do Brasil (CF de 1988) (BRASIL, 1988). Para aferir o papel legislador dos CME, a abordagem metodológica utilizada foi o método comparativo. A opção pela pesquisa comparada, qualiquantitiva, realizada a partir de análise de conteúdo e de análise descritiva das informações quantitativas coletadas por meio de questionário, possibilitou verificar e comparar os aspectos que potencializam ou constrangem o exercício do papel legislador dos CME. Os resultados da pesquisa apontam fragilidades do desempenho do papel normativo dos CME no âmbito dos respectivos SME. As variações da atuação dos CME, como órgãos normatizadores dos respectivos SME, decorrem dos aspectos atinentes aos constrangimentos impostos pelo desenho institucional, à dinâmica associativa e condições políticas do município, bem como pela atuação dos atores em interconexão com outras arenas decisórias.
Show more

369 Read more

FABIANE GRANDO O PAPEL DO ESTADO NA IMPLANTAÇÃO DE POLÍTICAS PÚBLICAS PARA A SUSTENTABILIDADE URBANA CURITIBA 2011

FABIANE GRANDO O PAPEL DO ESTADO NA IMPLANTAÇÃO DE POLÍTICAS PÚBLICAS PARA A SUSTENTABILIDADE URBANA CURITIBA 2011

FABIANE GRANDO O PAPEL DO ESTADO NA IMPLANTAÇÃO DE POLÍTICAS PÚBLICAS PARA A SUSTENTABILIDADE URBANA Dissertação de Mestrado apresentada ao Programa de Pós-Graduação em Direito da Universidade Federal do Paraná, área de concentração em Direito do Estado, sob a orientação da Profª. Dra. Angela Cassia Costaldello, como requisito parcial à obtenção do título de Mestre.

8 Read more

POLÍTICAS PÚBLICAS PARA O ENSINO SUPERIOR: O PAPEL DAS POLÍTICAS PÚBLICAS NA CONTRUÇÃO DO ENSINO SUPERIOR EM CABO VERDE

POLÍTICAS PÚBLICAS PARA O ENSINO SUPERIOR: O PAPEL DAS POLÍTICAS PÚBLICAS NA CONTRUÇÃO DO ENSINO SUPERIOR EM CABO VERDE

Santos (S/A), também tem uma perceção parecida com Simões et all (2002), considerando como um primeiro ator a burocracia estatal. Nesse grupo se inserem os funcionários de carreira, concursados, e há os políticos eleitos que podem contratar outros funcionários nos chamados “cargos de livre provimento”. Emerge aí um primeiro conflito, no campo estatal: os interesses “técnicos” dos funcionários de carreira e os interesses “políticos” dos funcionários nomeados. Em geral, aos primeiros é atribuída a preocupação com as ações de longo prazo (políticas de Estado), enquanto aos segundos é associada a preocupação com as ações de curto prazo (políticas de governo). Ainda que essa divisão não seja assim tão rígida, e muitas vezes é possível observar até uma inversão nessas expectativas, é preciso considerar que aquilo que chamamos Governo não é um bloco com uma posição única, logo é natural emergir conflitos em seu próprio seio; um exemplo disso seria a relação entre o gestor e os sindicatos de funcionários públicos. Poderíamos até mesmo discorrer sobre as diferentes perspetivas de ocupantes de secretarias com funções diferentes, como seria, por exemplo, o caso de um secretário de educação – preocupado com a expansão dos gastos nessa área – e de um secretário de finanças – focado na missão de conter qualquer tipo de gasto. Mas fiquemos por ora com essa ideia da multiplicidade de interesses governamentais.
Show more

65 Read more

Políticas Públicas e Estado: o Plano Real.

Políticas Públicas e Estado: o Plano Real.

O artigo aborda o papel do Plano Real na reconstrução do Estado brasileiro. A tese principal é que havia então uma crise sociopolítica do Estado (crise de hegemonia do pacto de domi- nação) e não apenas uma crise de governabilidade, segundo avaliava o pensamento predominante na literatura da ciência política brasileira à época. O sucesso do Plano Real explica-se por ele ter sido o carro-chefe de um programa de mudança que foi conduzido num processo de repactuação sociopolítica liberal do poder de Estado. O envolvimento da esfera político- institucional nesse processo de mudança logrou a superação da crise de governabilidade existente até 1993. No período histórico aberto pelo Plano Real, até o principal partido de esquerda, o PT, foi induzido a aderir, ao seu modo, desde a campanha eleitoral de 2002, a uma política macroeconômica liberal, embora o governo de coalizão de Lula esteja executan- do também políticas contra-hegemônicas. A análise identifica a origem e os determinantes da crise e algumas conjunturas de seu processo, com ênfase no governo Itamar Franco. O argu- mento mostra a importância da liderança política de Fernando Henrique Cardoso no processo do Plano Real, mas não adere a uma explicação voluntarista ou indeterminista, pois insere as ações dos sujeitos nos constrangimentos estruturais.
Show more

42 Read more

Estado, políticas públicas e organismos internacionais:

Estado, políticas públicas e organismos internacionais:

Estado e infl uência internacional Refletir sobre o processo educacional que vivemos na atualidade, as diversas formas e modelos implantados na escola pública brasileira e os objetivos a serem atingidos com uma proposta de educação para todos, exige antes de tudo, uma análise tomando como princípio a articulação entre os interesses do Estado e a sociedade. As definições das políticas públicas seguem quais modelos e influências? Qual o papel da educação frente às propostas provenientes de modelos internacionais de gestão? A quem se destinam as políticas compensatórias no setor? Essas são algumas questões que abordaremos nesse trabalho e tentaremos de forma articulada apresentar subsídios para uma reflexão mais aprofundada do que realmente venha a ser o conceito de educação dentro das políticas compensatórias do Estado.
Show more

15 Read more

GT 5: POLÍTICAS PÚBLICAS E PRÁTICAS SOCIAIS ESTADO-PROVIDÊNCIA X ESTADO REGULADOR E POLÍTICAS PÚBLICAS

GT 5: POLÍTICAS PÚBLICAS E PRÁTICAS SOCIAIS ESTADO-PROVIDÊNCIA X ESTADO REGULADOR E POLÍTICAS PÚBLICAS

João Barroso (2005, p. 727) assevera que muitas referências afetas ao novo papel regulador do Estado “servem para demarcar as propostas de ‘modernização’ da administração pública das práticas tradicionais de controlo burocrático pelas normas e regulamentos que foram (e são ainda) apanágio da intervenção estatal”. Numerosos estudos publicados nas últimas décadas discutem a crise do Estado- providência e sua mudança para um Estado neoliberal. Gladys Beatriz Barreyro e José Carlos Rothen (2007, p. 134) afirmam que essa mudança se caracteriza, basicamente pela diminuição da intervenção estatal e da prestação de serviços, tanto na economia quanto das áreas sociais, sendo que estas atividades são transferidas para o setor privado. Segundo os autores esse cenário configura dois movimentos, onde num primeiro momento ocorre a desregulação das atividades econômicas e a retirada do Estado das suas atividades clássicas e o segundo momento marcado pela volta do Estado na função de regular a economia no sentido de fiscalização da iniciativa privada, agora sob regulação do Estado (BARREYRO; ROTHEN, 2007). Nessa perspectiva, o Estado regulador passa a ter centralidade na avaliação de políticas públicas.
Show more

8 Read more

ÁREA 1 - Políticas Públicas, Estado e Desenvolvimento. Linha 1 Políticas públicas, Constituição e Organização do Estado

ÁREA 1 - Políticas Públicas, Estado e Desenvolvimento. Linha 1 Políticas públicas, Constituição e Organização do Estado

1.3 – Direitos Sociais e sua efetividade: finalidade; sujeito passivo; classificação; teorias da reserva do possível, mínimo existencial e vedação do retrocesso; três problemas dos direitos sociais de acordo com Canotilho. Módulo II. DIREITO À MORADIA (6 aulas) – seminários apresentados pelos alunos 2.1 - O campo do Direito Urbanístico: conceito de urbanismo, urbanização, urbanificação e de Direito Urbanístico; concepções do conceito de cidades; Carta de Atenas e Nova Carta de Atenas; evolução histórica do Direito Urbanístico no Brasil e no mundo; objeto e papel do Direito Urbanístico; legislação urbanística básica; interfaces com o Direito Civil, Ambiental e Agrário; autonomia do Direito Urbanístico.
Show more

11 Read more

As políticas públicas e o apoio à internacionalização das empresas: o papel das ECAs

As políticas públicas e o apoio à internacionalização das empresas: o papel das ECAs

As ECAs representam uma parcela de extrema importância no que respeita à estrutura do sistema financeiro internacional, visto que a larga maioria dos países industrializados têm, pelo menos, uma ECA. O principal fundamento para a sua existência centra-se no facto de estas apoiarem as exportações nacionais, impulsionando o potencial exportador das empresas. Além deste motivo que justifica a existência das ECAs, também é de salientar que estas colmatam as imperfeições dos mercados financeiros ao apoiarem exportações que têm como destino países considerados de risco; concedem assistência a médio e a longo-prazo em oposição às tradicionais agências de crédito; contribuem de forma directa e indirecta para o desenvolvimento económico e social quer para os países exportadores, quer para os países importadores. O apoio que as ECAs concedem às empresas consiste na cobertura de riscos com garantia do Estado, o que resulta no incentivo aos empréstimos por parte das instituições bancárias. Deste modo, o banco estará sempre protegido contra o facto de perder dinheiro.
Show more

99 Read more

O papel das cooperativas da agricultura familiar no desenvolvimento de políticas públicas

O papel das cooperativas da agricultura familiar no desenvolvimento de políticas públicas

O conceito de agricultura familiar foi estabelecido em meio a muitas controvérsias conceituais, tendo sua legitimação alcançada, a partir de um longo caminho do PRONAF. Nas décadas de 60 e 70, a intervenção do Estado brasileiro na agricultura buscava estabelecer um processo de capitalização do campo, interligada com o capital financeiro e industrial. A partir desse período, foram criadas políticas agrícolas como o Sistema Nacional de Crédito Rural (SNCR), a Política de Garantia Preços Mínimos (PGPM), a transferência de tecnologia e assistência técnica pela Empresa Brasileira de Assistência Técnica e Extensão Rural (EMBRATER), inovações tecnológicas promovidas pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (EMBRAPA), e garantia de seguro agrícola por meio do Programa de Garantia da Atividade Agropecuária (PROAGRO). Ainda que muito tenham contribuído, todas essas políticas não estavam voltadas para os agricultores familiares, a estes restaram “as consequências do processo de modernização: endividamento, desemprego, perda das terras, êxodo rural e agrícola, degradação ambiental etc.” (GRISA, 2010, p. 84).
Show more

21 Read more

Políticas públicas para a promoção da inovação nas PME: o papel do IAPMEI

Políticas públicas para a promoção da inovação nas PME: o papel do IAPMEI

É evidente que em qualquer situação económica o Estado é o pilar principal para desemcadear e estimular os investimentos de um país. Contudo, como foi relatado pelo autor acima descrito mesmo que o Estado elimine todas as barreiras que dificultam o crescimento do empreendedorismo, ainda assim não seria o suficiente para garantir um acréscimo nos investimentos. Os investidores muitas vezes têm medo de arriscar, sobretudo quando se sabe, que a nível mundial a situação económica encontra-se em fases torbulentas. Mas para marcar a diferença entre os concorrentes é preciso estar atento as mudanças do mercado, arriscar e estar consciente que é necessário disponibilizar verbas para pesquisas de investigação e desenvolvimento tecnológico se realmente os empreendedores querem estar um passo á frente as exigências dos clientes, garantindo assim uma posição no mercado. E é aí que nascem as Startups. Uma empresa em fase inicial com uma proposta de negócio inovador e com grande potencial de crescimento. Uma startup precisa ter uma proposta que ainda não foi testada no mercado e por isso não se sabe se vai dar certo, é precisso arriscar.
Show more

115 Read more

POLÍTICAS PÚBLICAS,  POPULACIONAL E PREVIDÊNCIA SOCIAL: QUAL O PAPEL DO ESTADO NESTE CENÁRIO?  Aline Fagundes dos Santos

POLÍTICAS PÚBLICAS, POPULACIONAL E PREVIDÊNCIA SOCIAL: QUAL O PAPEL DO ESTADO NESTE CENÁRIO? Aline Fagundes dos Santos

Entretanto, o principal argumento que tem sido apontado para a adoção de modificações na legislação previdenciária até o presente momento, é apenas a questão que envolve o envelhecimento da população brasileira, ou seja, não existe nenhuma preocupação do Estado, em analisar a pauta integralmente e criar políticas públicas que atendam as necessidades de uma sociedade que cada vez mais tem presente, por exemplo, o fenômeno da feminização do mercado de trabalho, ponto diretamente relacionado com a queda de fecundidade, e que também impacta o RGPS, por conta do pacto de gerações, anteriormente citado, ou ainda o aumento dos postos de trabalho informal, que cada vez mais absorvem jovens que no futuro não gozarão de nenhuma proteção previdenciária.
Show more

22 Read more

Show all 10000 documents...