Política do Salário Mínimo

Top PDF Política do Salário Mínimo:

A política do salário mínimo no governo Lula

A política do salário mínimo no governo Lula

Este trabalho está dividido em quatro capítulos, além desta introdução e das considerações finais. O primeiro capítulo se apresenta em três partes, iniciando com um breve antecedente, um segundo item sobre o processo de instituição do salário mínimo no mundo e sua importância nas diferentes economias até os dias atuais, e o terceiro item descrevendo a trajetória de instituição do salário mínimo no Brasil, enfatizando os principais pontos que contribuíram para esta construção. O segundo capítulo se subdivide em quatro itens e descreve a evolução da política do salário mínimo, conforme as distintas fases do nosso desenvolvimento econômico. O primeiro item trata da abrangência do instrumento do salário mínimo e do processo de unificação nacional do seu valor. O segundo item analisa a fase inicial da política de fixação e reajuste do valor do mínimo no início do nosso desenvolvimento industrial, destacando o período entre 1940-1951. O terceiro ponto do mesmo capítulo aborda a trajetória da política do salário mínimo desde as iniciativas para sua recuperação, nos anos 50, e posterior arrocho, no Regime Militar, até o início dos anos 90, passando pelo período de deterioração do seu valor ao longo da década de 80, no contexto da crise da dívida, até 1993 – cenário de baixo crescimento do PIB, inflação elevada e ampliação da deterioração do mercado de trabalho. O quarto item aborda o momento de concretização do processo de recuperação do piso nacional e seus resultados, a partir de 1995, destacando as particularidades do período - fase da abertura econômica e reestruturação produtiva, caracterizada pela estabilidade monetária, porém baixo crescimento e elevados índices de desemprego -, através da análise comparativa entre os dados de 1995 e 2003.
Mostrar mais

214 Ler mais

Impacto da Política do Salário Mínimo sobre o gasto público, inflação e mercado de trabalho

Impacto da Política do Salário Mínimo sobre o gasto público, inflação e mercado de trabalho

[...] as restrições à continuidade do crescimento real do salário mínimo não são de natureza fiscal, posto que os indicadores dessa área demonstraram bom desempenho na última década. Desde 2003, houve queda acentuada na relação dívida/PIB, crescimento considerável da arrecadação tributária a despeito das muitas desonerações e predominou a geração de superávits primários paralelamente a uma política ativa de aumento do gasto público, especialmente dos gastos sociais vinculados ao salário mínimo. Portanto, os desafios à continuidade da política de crescimento real do salário mínimo são de outra ordem, aqui apontados como tendo uma natureza estrutural, exigindo a adoção de estratégias emergenciais que elevem a produtividade média, estimulem a indústria, alarguem a infraestrutura, impulsionem o desenvolvimento científico e tecnológico e a educação e que tragam a melhoria da qualificação da mão de obra e redução da precariedade do trabalho. O ambiente econômico brasileiro sugere, portanto, mais ativismo por parte da política fiscal. (Gentil; Araújo, 2015, p. 2)
Mostrar mais

58 Ler mais

A política de salário mínimo no Brasil e os impactos da sua valorização no período recente sobre a distribuição de renda e o crescimento

A política de salário mínimo no Brasil e os impactos da sua valorização no período recente sobre a distribuição de renda e o crescimento

No primeiro capítulo, antes de discorrer a respeito do histórico do salário mínimo no Brasil, são revisados o seu conceito e origem, bem como as suas tendências globais no século XXI. Em relação ao seu histórico, o período analisado inicia-se com a abolição da escravidão, em 1888, e a intensificação da luta operária, com a chegada dos imigrantes europeus, e termina com a implantação do Plano Real, em 1994. A partir da sua criação em 1940, procura-se avaliar a capacidade do salário mínimo de proteger a renda dos trabalhadores ao longo do tempo e a forma como essa política se relacionou com a conjuntura política e os programas econômico-sociais dos diferentes governos. Neste trabalho busca-se cobrir o período do corporativismo varguista, o desenvolvimentismo de Juscelino Kubitschek, com ampliação do emprego e expansão do mercado interno, a aceleração da inflação, o crescimento dos movimentos sociais e o acirramento do conflito distributivo no governo João Goulart. Segue-se o período do "arrocho salarial" e a repressão aos movimentos sociais durante a ditadura militar, e, finalmente, a crise da dívida externa e a hiperinflação nos anos 80.
Mostrar mais

58 Ler mais

A Política de Valorização do Salário Mínimo e seus Determinantes no Contexto da Retomada Econômica, 2003 - 20101

A Política de Valorização do Salário Mínimo e seus Determinantes no Contexto da Retomada Econômica, 2003 - 20101

Embora com a continuidade de um arranjo restritivo de política econômica, marcada pelos juros elevados - priorizando o controle inflacionário -, câmbio flutuante e a busca dos recorrentes superávits primários - para pagar o custo da dívida pública e reduzir a relação dívida/PIB -, com o aquecimento da economia os níveis absolutos e relativos de desemprego pararam de subir no mesmo ritmo anterior e, a partir de 2004, com o PIB crescendo em média 3,5% ao ano, entre 2004-2006, houve um gradativo aumento da elasticidade do emprego em relação ao produto, com as ocupações aumentando cerca de 2% ao ano – ver tabela 2. A informalidade e o grau de desproteção previdenciária arrefeceram, e a massa dos rendimentos do trabalho, captada pela PNAD, cresceu consideravelmente entre 2004-2006, mas, sobretudo entre 2005-2006, tanto pelo aumento das ocupações formais, como devido ao crescimento da renda média do trabalho – ver tabela 4 -, a qual se encontrava em níveis bastante baixos em 2004 (Baltar et. all., 2009, p. 4). Sendo assim, tal cenário acabou significando melhores condições para a continuidade do processo de recuperação do valor real do salário mínimo.
Mostrar mais

24 Ler mais

Os efeitos da política de valorização do salário mínimo sobre o emprego e a distribuição de renda: simulações computacionais para análise de resultados teóricos

Os efeitos da política de valorização do salário mínimo sobre o emprego e a distribuição de renda: simulações computacionais para análise de resultados teóricos

Esta dissertação consistiu em avaliar os efeitos da Política de Valorização do Salário Mínimo sobre o emprego e a distribuição de renda no longo prazo. Com base nas teorias de Keynes e Kalecki foram discutidos os efeitos de um aumento do salário sobre o nível de emprego e sobre a distribuição de renda, e os prováveis canais e fatores a partir dos quais esses efeitos podem incidir sobre as variáveis em questão. A metodologia da dissertação consistiu em gerar simulações computacionais, com base no modelo macroeconômico multissetorial MKS, desenvolvido por Cavalcanti Filho (2002), para testar os efeitos da PVSM e identificar se foram válidos os canais e fatores keynesianos e kaleckianos. Para um conjunto de combinações de parâmetros de políticas econômicas (alíquotas tributárias e regras para a expansão dos gastos públicos e de determinação das taxas de juros pelo Banco Central), a análise das simulações gerou resultados que correspondem aos apontados pelos fundamentos teóricos. Conclui-se que, para as diferentes combinações de políticas fiscal e monetária simuladas, a Política de Valorização do Salário Mínimo se mostrou eficaz para expandir o emprego e melhorar a distribuição de renda em favor dos trabalhadores.
Mostrar mais

528 Ler mais

Salário mínimo no Brasil: a importância da política de valor

Salário mínimo no Brasil: a importância da política de valor

De acordo com Saboia (1985a), nessa fase verifica-se a exclusão do salário mínimo da política salarial (1979); a queda do número de níveis distintos entre salários, que atingiu dois valores em 1983 e valor unificado em 1984 (antiga reivindicação da classe trabalhadora somente concretizada 44 anos depois); e a perda do poder aquisitivo das famílias de baixa renda, sobretudo pela recessão de 1981 e do novo surto inflacionário de 1983. O autor afirma que até 1985 houve muito poucos benefícios vinculados ao salário mínimo e que o maior salário mínimo daquele ano se encontrava em um patamar de níveis sensivelmente inferiores aos que prevaleceram 25 anos antes.
Mostrar mais

55 Ler mais

Salário Mínimo, Benefício Previdenciário e as famílias de baixa renda

Salário Mínimo, Benefício Previdenciário e as famílias de baixa renda

Esta tese desconsidera que, desde 1995, somente boa parte das remunerações são determinadas por mecanismos endógenos ao mercado de trabalho, sendo que somente os empregados formais com renda próxima ao piso legal têm sua remuneração afetada pela política do salário mínimo. Ademais, a realidade mostra que a despeito de um mínimo fixado, parcela ponderável de ocupados aufere renda inferior ao salário mínimo e que, ademais, os rendimentos médios vêm apresentando tendência de aproximação ao valor do piso legal No caso das famílias de baixa renda, observa-se a recorrência de um rendimento do trabalho inferior ao salário mínimo. Isto é, os mecanismos de determinação salarial via mercado de trabalho não têm produzido o resultado esperado por aqueles que argumentam contra a política pública de valorização do salário mínimo.
Mostrar mais

13 Ler mais

Salário mínimo, benefício previdenciário e as famílias de baixa renda.

Salário mínimo, benefício previdenciário e as famílias de baixa renda.

Esta tese desconsidera que, desde 1995, boa parte das remunerações é deter- minada por mecanismos endógenos ao mer- cado de trabalho, sendo que somente os empregados formais com renda próxima ao piso legal têm sua remuneração afetada pela política do salário mínimo. Ademais, a reali- dade mostra que, a despeito de um mínimo fixado, parcela ponderável de ocupados aufere renda inferior ao salário mínimo e que, além disso, os rendimentos médios vêm apresentando tendência de aproximação ao valor do piso legal. No caso das famílias de baixa renda, observa-se a recorrência de um rendimento do trabalho inferior ao salário mínimo. Isto é, os mecanismos de determi- nação salarial via mercado de trabalho não têm produzido o resultado esperado por aqueles que argumentam contra a política pública de valorização do salário mínimo.
Mostrar mais

14 Ler mais

O estudo do salário mínimo através do custo da cesta básica em Aracaju-SE

O estudo do salário mínimo através do custo da cesta básica em Aracaju-SE

Desde meados de 1990 que a política do salário mínimo ganhou espaço no debate político e econômico nos países desenvolvidos e subdesenvolvidos. As dificuldades para manter a elevação da remuneração de base dessas economias tem se mostrado acentuadas. Existe uma necessidade inquestionável de uma política de valorização do SM como instrumento de distribuição de renda, estruturação do mercado de trabalho e que faz parte do processo de desenvolvimento do país. Essa valorização provoca a elevação das remunerações mais baixas revertendo a enorme desigualdade de renda encontrada no país (BALTAR et al, 2005).
Mostrar mais

56 Ler mais

The challenges of minimum wage policy = a zambian perspective = Os desafios da política de salário mínimo: uma perspectiva zambiana

The challenges of minimum wage policy = a zambian perspective = Os desafios da política de salário mínimo: uma perspectiva zambiana

De acordo com (CSO - LFS 2012) , o Governo da República da Zâmbia formula as políticas de emprego e de trabalho para melhorar a trabalhadores e empregadores ' relações de trabalho e condições de emprego. Estas políticas também visam reduzir a pobreza através da criação de postos de trabalho decentes para os cidadãos ( CSO- LFS 2012). A fim de tornar as políticas relevantes , o Governo realiza avaliações sobre a economia através de vários meios , como a realização de vistorias Forças de Trabalho (IFT) , Living Pesquisas Condições de Monitoramento (LCMS) , os programas de monitoramento de desempenho econômico e outras iniciativas socioeconômicas relacionadas. Além disso, o governo também promove a educação para os seus cidadãos , uma vez que percebe que uma força de trabalho educada é essencial para o desenvolvimento econômico (CSO - LFS , 2012). A promoção de ambos os investimentos locais e estrangeiros em diversos setores também é uma importante política de qualquer governo deve implementar com vista à criação de empregos decentes e reduzir a pobreza . Como Amartya Sen tem opinou , o crescimento econômico tem que ser para o efeito e a maneira mais simples de caracterizar esse objetivo é dizer que os cidadãos devem ser capazes de adquirir as capacidades e que eles precisam escolher a vida que eles têm razões para valor (SEN , 1999) . De acordo com ( Layard 2004; Oferta 2006; Wilkinson e Picket 2010) , o aumento medido em DGP foi visto como referência inadequada do progresso social e parece ter pouco ou nenhum impacto sobre a felicidade ou satisfação com a vida . Esta visão é apoiada por noção de Sen de "desenvolvimento como liberdade" , o que implica que as pessoas possam desfrutar de liberdade genuína apenas na medida em que se baseia em segurança econômica e social. De acordo com o painel de especialistas sobre a Comissão
Mostrar mais

143 Ler mais

EFEITOS DISTRIBUTIVOS DO SALÁRIO MÍNIMO NO MERCADO DE TRABALHO DA REGIÃO NORDESTE.

EFEITOS DISTRIBUTIVOS DO SALÁRIO MÍNIMO NO MERCADO DE TRABALHO DA REGIÃO NORDESTE.

Dado que o salário real é um dos principais determinantes dos níveis de emprego e um dos indicadores de distribuição de renda no país, surge a necessidade de analisar o impacto que essa evolução teve sobre a desigualdade de renda. Aliás, são insatisfató‑ rias as respostas, até então, ao seguinte questionamento: em que medida a política do salário mínimo contribuiu na desconcentração de renda do Nordeste brasileiro? O artigo pretende dar uma resposta que seja mais completa. Para tanto, incorpora à aná‑ lise a diferença entre os sexos masculino e feminino. Essa é a razão maior pela qual este artigo se distingue dos demais: ele tem com propósito verificar qual o efeito da eleva‑ ção do salário mínimo real sobre os rendimentos das diferentes categorias de empre‑ gados, em particular, o comportamento das variáveis casuais para o gênero feminino e masculino da região Nordeste.
Mostrar mais

27 Ler mais

ANÁLISE  DA VARIAÇÃO DE PREÇOS DE PRODUTOS BÁSICOS DE CONSUMO E SUA RELAÇÃO COM O VALOR DO SALÁRIO MÍNIMO

ANÁLISE DA VARIAÇÃO DE PREÇOS DE PRODUTOS BÁSICOS DE CONSUMO E SUA RELAÇÃO COM O VALOR DO SALÁRIO MÍNIMO

Os incovenientes da inflação destacados pelos governos contemporâneos colocam a redução da taxa de inflação entre as principais metas de sua política econômica. Isto ocorre porque a inflação provoca um grande número de distorções na economia de mercado, que serão expostas a seguir: perda do poder aquisitivo dos salários e outras rendas fixas; desorganização de mercado de capitais e aumento da procura por ativos reais; surgiemento de déficits no balanço de pagamentos e dificuldades para o financiamento do setor público (VICECONTI e NEVES, 2013).
Mostrar mais

11 Ler mais

Salário mínimo e desigualdade no Brasil entre 1981-1999: uma abordagem semiparamétrica.

Salário mínimo e desigualdade no Brasil entre 1981-1999: uma abordagem semiparamétrica.

Para o período de 1988-1999, porém, os resultados são pouco robustos. Na primeira ordem da decomposição, os efeitos do mínimo são pequenos e apresentam sinal contrário ao esperado, embora seus efeitos ainda sejam maiores para o setor informal. Na ordem inversa, porém, os efeitos apresentam o sinal esperado e parecem ser mais importantes para o setor formal do que para o setor informal (além de serem maiores em módulo que na decomposição anterior). As tabelas com estes resultados estão disponíveis em Rodrigues and Menezes-Filho (2003, 2004). Não pudemos constatar, portanto, robustez nas estimações. De fato, na literatura brasileira não há consenso sobre os efeitos diferenciados do mínimo nos dois setores. Por um lado, há tanto evidências favoráveis ao “efeito farol” em ambos os setores (Fajnzylber, 2001), como evidências desfavoráveis ao efeito do mínimo no setor informal (Cacciamali et al., 1994). Além disso, Neri (1997) encontra resultados diferentes dos nossos, pois ele observa uma maior efetividade da política do mínimo no setor formal ao longo dos anos 80, mas percebe o resultado inverso para os anos 90, isto é, maiores efeitos do mínimo entre os trabalhadores informais.
Mostrar mais

22 Ler mais

A importância do salário mínimo para a valorização do rendimento do trabalho e para a distribuição de renda

A importância do salário mínimo para a valorização do rendimento do trabalho e para a distribuição de renda

Ao longo dos setenta anos que se deram entre sua instituição e os dias atuais, a política de salário mínimo no Brasil não teve uma trajetória contínua e ascendente de valorização. Muito pelo contrário, ela passou por períodos de intensa desvalorização e até hoje não conseguiu alcançar valor real superior ao conquistado em janeiro de 1959. Ademais, como pode ser percebida, a evolução do poder de compra do salário mínimo, dependeu sistematicamente de decisões pontuais dos governos, fato que explica a trajetória errante que ele conheceu ao longo de toda a sua existência. É interessante notar que, em nenhum momento, levantou-se a hipótese de eliminação da legislação do salário mínimo por nenhum governo.
Mostrar mais

118 Ler mais

Perfil dos trabalhadores ocupados que ganham até um salário mínimo na Região Metropolitana de Salvador: uma avaliação

Perfil dos trabalhadores ocupados que ganham até um salário mínimo na Região Metropolitana de Salvador: uma avaliação

O objetivo principal desse trabalho é caracterizar na Região Metropolitana de Salvador os indivíduos ganhadores de valores até um Salário Mínimo. Sendo esta população a encontrada nos extratos mais baixos dos rendimentos, trata-se de traçar um perfil qualitativo e quantitativo dos indivíduos praticamente excluídos do processo de distribuição da renda metropolitana, qual seja, caracterizada por negros, mulheres, um baixo nível de instrução dentre outras características. É dado inicialmente um arcabouço teórico sobre a distribuição de renda e as suas teorias, um enfoque ao Estado como interventor de políticas sociais e montada a história do Salário Mínimo brasileiro, sua trajetória e importância em termos de determinação de rendimentos, além do seu papel como política social.
Mostrar mais

51 Ler mais

A disscussão sobre a criação do salário mínimo em Cabo Verde

A disscussão sobre a criação do salário mínimo em Cabo Verde

Considerando que os rendimentos do trabalho praticamente mantiveram - pelo menos desde 1998 até 2008 - o mesmo poder de compra, já que somente conseguiram reajustes que foram suficientes para repor a inflação, e que a taxa média de crescimento da produtividade foi de cerca de 5% ao ano na maior parte desse período, deve-se ressaltar que o comportamento da economia cabo-verdiana nos último 20 anos, não foi um impedimento para que os salários de base e os rendimentos médios pudessem ter apresentado um comportamento mais favorável. Assim, esse fraco desempenho dos salários, num contexto de forte elevação da produtividade, deve ser considerado como um elemento importante nas recentes discussões sobre a fixação do valor do salário mínimo. Isso porque um dos objetivos de uma política de salário mínimo é contribuir para que os salários possam ter seu poder de compra elevado de acordo com o desempenho da economia e a elevação da produtividade, fato não ocorrido pelo menos no período 1998-2008. Ainda que não seja fácil, no processo de negociação do valor do mínimo, incorporar todo o ganho de produtividade nos valores de referência apontados pelos estudos, a apresentação desse fato, no processo de negociação, parece ser algo muito importante para suportar argumentos de que o piso a ser fixado deveria ser maior. Também serve para mostrar que sem uma política efetiva de salário mínimo, os trabalhadores, geralmente, ficam excluídos dos benefícios do crescimento econômico. Isso ocorre principalmente quando a estrutura social, as formas de organização dos trabalhadores, a situação de desemprego e informalidade, entre outros aspectos sociais, culturais e políticos, contribuem para uma definição de correlação de forças desfavoráveis aos trabalhadores diante dos empresários. Diante do maior poder de mercado e junto ao governo que, geralmente, eles representam, verifica-se também essa ocorrência.
Mostrar mais

103 Ler mais

Análise do salário mínimo no Brasil entre julho de 1994 a dezembro de 2004

Análise do salário mínimo no Brasil entre julho de 1994 a dezembro de 2004

A crise do México no fim do ano de 1994 fez o Plano Real sofrer seu primeiro abalo no primeiro trimestre de 1995, época em que o plano foi vitima de um grande ataque especulativo (entre março e abril de 1995), época em que foram criadas bandas cambiais as quais por sua vez permitiam que a taxa de câmbio fosse ajustada pelas autoridades monetárias dentro de estreitos limites. Apesar disto o Governo Brasileiro não desvalorizou a moeda, ao menos de maneira intensa, no entanto o déficit em conta corrente se agravou e as contas públicas não foram ajustadas, não permitindo assim o equilíbrio fiscal. Este período ocasionou enormes perdas em nossas reservas, porém o Real manteve sua política cambial, porém à custa de uma intensa elevação das taxas de juros e dos tributos (LACERDA, 1997, p.XI), a qual pode ser observada até hoje.
Mostrar mais

65 Ler mais

SALÁRIO MÍNIMO E SATISFAÇÃO DE NECESSIDADES VITAIS BÁSICAS NO BRASIL (2004-2013)

SALÁRIO MÍNIMO E SATISFAÇÃO DE NECESSIDADES VITAIS BÁSICAS NO BRASIL (2004-2013)

Analisando a Speenhamland à luz das finalidades da política social, e do salário mínimo em particular, pode-se fazer, ao menos, as seguintes considerações. Primeiro, em termos imediatos, esta lei foi uma intervenção da esfera pública na economia de mercado, um contramovimento da sociedade frente ao mercado no sentido de proteger os trabalhadores e suas famílias em face da expansão de um sistema socioeconômico que não proporcionava recursos suficientes à sua sobrevivência. Segundo, a instituição da Speenhamland se deu num período de intensa perturbação social, causada pelo pauperismo. Tendo isso em vista, devido ao temor da classe dominante de que as massas empobrecidas se rebelassem - e não por motivos humanitários ou benevolentes -, instituiu- se esse mecanismo de proteção social visando à contenção da revolta popular, isto é, a manutenção da paz social. Terceiro, a Speenhamland proporcionou a reprodução da força de trabalho por meio da garantia de uma renda mínima atrelada ao preço do pão. Quarto, tal medida também favoreceu a acumulação de capital por subsidiar os salários pagos pelos empregadores, disseminando a prática de baixos salários, pois a reprodução da força de trabalho estava assegurada de qualquer maneira mediante o complemento da renda materializado no abono salarial.
Mostrar mais

257 Ler mais

Estudo comparativo de desempenho:  Salário Mínimo Nacional X Dólar e Euro

Estudo comparativo de desempenho: Salário Mínimo Nacional X Dólar e Euro

Afirma Belluzzo (2005), que os Estados Unidos passaram a manejar com grande agilidade a sua política monetária, convertendo-a numa máquina de sucção de liquidez, de capitais e da "produtividade" dos trabalhadores centro-americanos e asiáticos para sustentar o crescimento acelerado de sua economia, sem tensões inflacionárias. O último ciclo americano comprovou a eficácia desta forma de integração financeira e produtiva, à medida em que propiciou uma espetacular expansão do crédito à produção e consumo.

12 Ler mais

Minimum wage in Indonesia = Salário mínimo na Indonésia

Minimum wage in Indonesia = Salário mínimo na Indonésia

A Indonésia é um país que tem heterogeneidade em vários aspectos da vida, incluindo seus recursos, tais como fatores geográficos, sociais e econômicos. O emprego na Indonésia é um desses fatores interessantes a serem explorados. O salário mínimo é uma questão muito fundamental no emprego. Na Indonésia, a questão do salário mínimo não é apenas econômica, mas também envolve as questões políticas contidas em leis trabalhistas. Este estudo explora o salário mínimo na Indonésia durante várias épocas políticas: antes de 1980, em 1998 e 2010. Devido às limitações dos dados, estudo usa os dados selecionados que satisfazem os fins da presente pesquisa. A Indonésia ainda não tem um sistema de salário mínimo nacional. As evidências deste estudo sugerem que existem diferentes salários mínimos para cada província. Os dados analisados neste estudo avaliam o salário mínimo de quatro províncias em cada uma das regiões Oeste e Leste, e cinco províncias da região central da Indonésia, representando treze províncias fora da Indonésia de trinta e três, onde, quando combinados, abrangem mais de setenta por cento do total população. Alguns empregadores alegam que a fixação anual dos salários mínimos nas provinciais pode limitar a contratação e reduzir a força de trabalho, prejudicando os níveis de produção. No entanto, os baixos salários impedem os trabalhadores de terem uma vida digna. O autor argumenta que a fixação do salário mínimo é necessária para respeitar a dignidade dos trabalhadores como seres humanos, conforme a UUD 1945, Constituição da República da Indonésia. A fixação do salário mínimo não é suficiente para resolver o problema dos salários em geral. É preciso melhorar o salário médio na Indonésia. A melhoria no salário médio deve aumentar a desigualdade salarial, caso não haja um aumento no salário mínimo. Então é necessária uma política para melhorar os salários e, simultaneamente, reduzir a desigualdade de renda. Uma possibilidade seria combinar a política de reajuste do salário mínimo com o fortalecimento dos sindicatos para negociar os salários para um conjunto mais amplo de trabalhadores e, assim, aumentar o salário médio.
Mostrar mais

71 Ler mais

Show all 10000 documents...