Política pública para a cultura

Top PDF Política pública para a cultura:

Programa Minas Território da Cultura: descentralização na implementação de política Pública

Programa Minas Território da Cultura: descentralização na implementação de política Pública

um primeiro momento trata-se do processo de surgimento do programa, em sequência do processo de formulação, e por último, sobre o processo de implementação do programa. Transversalmente a cada uma destas etapas são abordados os aspectos de descentralização na condução desta política pública. Na análise da descentralização de politicas públicas no campo da cultura, a partir da compreensão do ciclo político (etapas aqui chamadas de surgimento, elaboração e implementação) do programa do Governo de Minas Gerais nomeado Minas Território da Cultura, foi possível concluir sobre a gestão de política pública neste setor em nível estadual. Observou-se no estudo que o Programa Minas Território da Cultura (PMTC) tem buscado interiorizar seu alcance, mas este programa ainda não tem atingindo de modo substancial os municípios do interior no processo da construção de uma política cultural efetiva de valorização da cultura mineira. Isto porque, percebeu-se que as ações promovidas pela SEC necessitam ainda de maior interligação, no sentido de formar uma rede para a criação de politicas públicas para o campo da cultura. Constatou-se também que esta política, apesar dos esforços de descentralização, por meio de ações que tentam promover o diálogo entre diferentes esferas de governo, e por meio da repartição de responsabilidades entre as esferas estadual e municipal, ainda pode ser vista como predominantemente do tipo Top Down. Isto foi observado principalmente nas fases de formação de agenda (surgimento) e
Mostrar mais

146 Ler mais

Os espaços Mais Cultura e a Funarte: política pública como ferramenta de criação e difusão cultural

Os espaços Mais Cultura e a Funarte: política pública como ferramenta de criação e difusão cultural

Analisar os Espaços Mais Cultura como uma ação cultural significa compreendê-los como condições ou meios para que a sociedade produza seus próprios fins culturais num contexto caracterizado por intervenções urbanas para melhoria da condição de vulnerabilidade social. Sendo os Espaços Mais Cultura os instrumentos oferecidos pelo Estado para auxiliar a sociedade a produzir seus próprios fins culturais, a preocupação fundamental no momento da idealização desses espaços, principalmente porque se trata de uma política pública, é a quem eles se destinam, pois além de a resposta determinar o seu perfil e a sua localização, é importante ter em mente que são as relações que se estabelecem dentro do centro cultural que determinam seu conceito e seu progresso. Assim, é importante levar em consideração o sentimento de pertencimento do público em relação ao espaço criado teoricamente para ele,
Mostrar mais

12 Ler mais

Uma proposta de modelagem de política pública para a redução da violência escolar e promoção da Cultura da Paz.

Uma proposta de modelagem de política pública para a redução da violência escolar e promoção da Cultura da Paz.

Este trabajo presenta un modelo de políticas públicas visando la reducción de la violencia escolar y promoción de la Cultura de la Paz, teniendo como foco la prevención y la mediación del conflicto. Resulta de trabajo presentado a una Secretaria Municipal de Educación de ciudad de grande porte del Brasil y, después, perfeccionada con discusiones envolviendo agentes públicos estaduales y gestores del sistema público de educación. Parte de la hipótesis de que (1) la masificación de la escuela reunió alumnos distintos e diferentes, (2) que eso naturalmente provoca conflictos y (3) que los conflictos no trabajados provocan las situaciones de violencia. Conceptos, tipología y acciones específicas son presentados para la implantación de la política pública, bien como el cuestionario de orientación para discusiones y coleta de datos.
Mostrar mais

28 Ler mais

As organizações sociais e as ações governamentais em cultura: ação e política pública no caso do estado de São Paulo

As organizações sociais e as ações governamentais em cultura: ação e política pública no caso do estado de São Paulo

presente nos arranjos que envolvem políticas públicas culturais: a relação do Estado com outras organizações sociais produtoras de cultura por meio da disponibilização de recursos financeiros para temas específicos, na forma de editais públicos. O Ministério da Cultura também conta com uma política pública para o fomento a ações culturais produzidas fora do Estado, o Programa Nacional de Cultura, Educação e Cidadania – Cultura Viva, o qual também funciona com convocatórias via editais públicos por meio dos quais ações culturais vão sendo reconhecidas como Pontos de Cultura. Neste caso, no entanto, seu foco está voltado para a ação cultural independente do tema ou do tipo de produção e, por isso, destina recursos a organizações sociais, configurando um quarto tipo de arranjo para as políticas públicas neste tema. Organizações Sociais 10 relacionadas ao Governo do Estado de São Paulo, como aquela que faz a gestão do MIS-SP, por exemplo, seriam um quinto tipo, uma vez que estas organizações são privadas, não têm fins lucrativos e celebram contratos com o Governo Estadual por meio dos quais além de receber recursos financeiros governamentais, também assumem a responsabilidade da gestão de equipamentos, programas e ações da Secretaria de Estado da Cultura (SEC-SP), que permanecem como patrimônio do Estado. Trata-se de um mecanismo jurídico que surge no Brasil com a discussão de Reforma do Estado, a partir de 1995 (BRESSER-PEREIRA; SPINK, 1998). Essas múltiplas possibilidades explicitam a complexidade presente nas políticas públicas culturais. Não apenas nos tipos de arranjos, mas também no tipo de organizações presentes nessas dinâmicas. Embora algumas delas sejam bastante conhecidas, como as da administração pública direta e indireta, as empresas privadas com fins lucrativos e as organizações sociais sem fins lucrativos, essas políticas públicas sugerem ao menos dois tipos de organizações novas, particulares a este tema. Estas seriam os Pontos de Cultura e as Organizações Sociais e decorrem de políticas públicas específicas do Governo Federal e do governo estadual paulista, respectivamente.
Mostrar mais

254 Ler mais

O currículo do ensino fundamental como tema de política pública: a cultura como conteúdo central.

O currículo do ensino fundamental como tema de política pública: a cultura como conteúdo central.

A segunda medida relativa ao dimensionamento curricular diz respeito à imprescin- dível conexão dos conteúdos das chamadas disciplinas teóricas com os conteúdos rela- cionados às outras dimensões da cultura que farão parte do currículo. As ciências, as artes e a cultura em geral comportam divisões em disciplinas ou áreas, não para estas se fazerem estanques e independentes umas das outras, mas para facilitar o tratamento específico naquilo que lhes convém, concorrendo assim para o benefício do todo cultu- ral de que fazem parte. Por isso, também o currículo deve levar em conta essa condição. É preciso não se esquecer que, quando se advoga a superação do atual currículo fundado apenas em conhecimentos e informações, e se propõe a abordagem plena da cultura, uma das reivindicações é precisamente fazer com que essas outras dimensões da cultura deem mais sentido à escola, propiciando maior prazer e satisfação na apropriação dos conhecimentos. Para que isso aconteça, como afirmei no início deste artigo, é preciso que haja inter-relacionamento entre os vários conteúdos, de modo que os vários com- ponentes culturais propiciem aquilo que é próprio de uma educação verdadeiramente significativa: ser intrinsecamente interessante, enriquecer a vida presente do educando, enquanto forma sua personalidade e prepara para futuros enriquecimentos culturais.
Mostrar mais

23 Ler mais

Instituições e Cultura: difusão e modelagem internacional da política pública brasileira de combate à pobreza

Instituições e Cultura: difusão e modelagem internacional da política pública brasileira de combate à pobreza

Neri (2007, 2011) e dados oficiais (IPEA, 2012), como mencionado anteriormente, constatam que políticas com crité- rios de seletividade e transferência monetária, implementadas desde os governos Cardoso até os de Lula e Dilma, tiveram um impacto positivo no sentido de redução da desigualdade de ren- da e de diminuição da pobreza. Entendo que é neste ponto que reside o aspecto de continuidade das políticas pública de com- bate à pobreza dos governos Cardoso, Lula e Dilma, a despeito das posições partidário-ideológicas desses governantes, que têm rebatimentos e imprimem diferenças de prioridades, opções or- çamentárias e na formulação da política pública social em geral. Chama a atenção a possível relação nos anos dos gover- nos Lula e Dilma dos seguintes dados: concentração de mais de 70,0% dos documentos coletados das instituições internacionais; agravamento da crise econômica mundial e o recrudescimento das medidas e recomendações das IFI no sentido da austeridade econômica com encolhimento do sistema universalista de pro- teção social e priorização da destinação dos gastos e serviços sociais para os grupos empobrecidos; políticas sociais brasileiras para redução da pobreza são consideradas modelos pelos orga- nismos internacionais; e é principalmente nesses anos que os dados sobre o impacto positivo dessas políticas implementadas no Brasil desde o início dos anos 2000 são divulgados interna e internacionalmente (IPEA, 2012; Neri, 2007, 2011) (Tabela 5).
Mostrar mais

10 Ler mais

CULTURA COMO OBJETO DE POLÍTICA PÚBLICA.

CULTURA COMO OBJETO DE POLÍTICA PÚBLICA.

mentos mais originais e profundos. Até aí, tudo bem. Pena é que fique só como declaração de intenções, como com- promisso retórico, nas ocasiões em que tal encenação ainda consegue convencer. Porém, o que daí deriva de concreto é muito difícil de localizar. A diplomacia brasileira não se governa por diretrizes claras no domínio da cultura (Ribeiro, 1989), nem consegue administrar, com um mí- nimo de vontade efetiva e continuidade, as frentes de co- laboração cultural que poderiam produzir uma tênue re- versão que seja no quadro anteriormente desenhado. O exemplo mais desanimador está no fechamento, por res- trição orçamentária, de várias das Casas de Cultura Bra- sileira que o Itamaraty havia aberto em países vizinhos, na tentativa de difundir a língua portuguesa e a cultura nacional. Também não se detecta, nem no MRE nem no MinC, nenhum programa (quando menos uma diretriz efe- tiva) para ajudar o artista brasileiro a devotar mais aten- ção a países vizinhos, nem para conceder meios materiais para artistas de países vizinhos vivenciarem a realidade sociocultural brasileira. Isso poderia ser feito dando-lhes condições de viajar e trabalhar mais dentro do continen- te, de enfrentar confrontos de seu trabalho no circuito re- gional, antes de migrar temporária ou definitivamente para algum centro de Primeiro Mundo.
Mostrar mais

7 Ler mais

Archeology of the narrative about voucher for culture in Brazil: political performance in formulating the program’s legal framework

Archeology of the narrative about voucher for culture in Brazil: political performance in formulating the program’s legal framework

Silva (2013) explica que o campo da cultura teve o Estado como um poderoso aliado, em especial a partir de 2003, na primeira gestão do Governo Lula, com uma mudança conceitual de política pública, tanto no que se refere ao papel do Estado quanto na abertura à participação de todos os públicos que compõem o segmento cultural. Isso corrobora o entendimento apresen- tado por Calabre (2009, p. 263): “[...] o conceito de política cultural é abrangente [...] não se limita às ações dos ministérios da cultura ou dos órgãos governamentais similares”. Com base nessa premissa, desde 2003, todo o processo de reelaboração da atuação do Ministério da Cultura (MinC) foi e, até recentemente, vem sendo arquitetado com intensos diálogos com a socie- dade. Isso pode ser constatado nas Conferências Nacionais de Cultura e em seus efeitos nas decisões tomadas pelo executivo e pelo legislativo, bem como na implementação do Sistema Nacional de Cultura (SNC) e do Plano Nacional de Cultura (PNC). Vale ressaltar que essa ação não teve o mérito exclusivo da gestão pública à época. Pogrebinschi e Santos (2011) enfatizam que as diversas práticas participativas – orçamento participativo, conferências, conselhos, referendos, plebiscitos, audiências públicas – foram impulsionadas, em especial, pela Constituição de 1988, que possibilitou as condições favoráveis para a atuação de governos comprome- tidos com ideários mais democráticos. Como desdobramento da participação popular na formulação de políticas culturais, Silva (2013) expõe várias proposições legislativas que foram, em geral, apoiadas pelo MinC, por comporem seu modelo de novo padrão regulató- rio para as atividades culturais. Assim, o levantamento da atividade legislativa no Congresso Nacional de temas relativos à área cultu- ral, nos anos entre 2003 e 2012, mostra uma série de projetos que, juntos, configuraram um novo marco legal para a cultura no país. Considerando também esse contexto, Calabre (2009, p. 264) acrescenta a dimensão política às dimensões antropológica e sociológica da cultura: “[...] mais coercitiva, menos autoritária, inclusiva, socializada”, pois “[...] esse exercício permite compreender as relações de poder e o espaço para a participação social”. Nessa dimensão política, Chauí (1995) apresenta quatro posicionamentos do Estado em relação à cultura: o liberal, que identifica a cultura e, em especial, as belas-artes como um privilégio de uma elite escolarizada e consumidora de produtos culturais; o autoritário, em que o Estado se coloca como o produtor oficial de cultura e censor da produ- ção cultural da sociedade civil; o populista, manipulador de uma abstração genericamente denominada de cultura popular; e o neo- liberal, que identifica cultura como mass midia e tende a privatizar as instituições públicas de cultura (BEZERRA e GUERRA, 2012).
Mostrar mais

14 Ler mais

Mediações entre cultura, informação e política: reflexões sobre o Programa Nacional...

Mediações entre cultura, informação e política: reflexões sobre o Programa Nacional...

As políticas públicas da área da cultura no Brasil contemporâneo, fundadas a partir de noções antropológicas, sociodemocráticas e midiáticas, medeiam campos e circuitos diferenciados para a comunicação do conhecimento, o que coloca a Ciência da Informação frente a novas e importantes questões. O objetivo deste estudo exploratório e descritivo foi mapear, compreender e avaliar as mediações culturais, técnicas e da informação nas relações entre poder público e arranjos institucionais locais para a formulação/implantação de políticas de cultura, com foco na produção, circulação e apropriação de conhecimentos em redes e movimentos sociais. Como objeto de estudo buscamos analisar uma política pública de cultura denominada Programa Nacional me Cultura, Emucação e Cimamania – Cultura Viva – a partir de uma perspectiva local, com foco em pesquisa de campo/estudo de caso – e outros métodos da teoria social como entrevistas semi(ou não)-estruturadas e análise de redes sociais (ARS) – do processo de constituição e desdobramento da Reme Municipal me Pontos me Cultura de Ribeirão Preto-SP (2011-2014), destacando o papel dos atores presentes nesses processos e as trocas que estabelecem entre si. Com base em uma abordagem teórico-metodológica em interface interdisciplinar com outros campos e questões dos estudos culturais, das ciências sociais e da comunicação, inspirada sobretudo em George Yúdice (2006), Howard Becker (1999, 2009) e Jesús Martín-Barbero (1987, 2013), procuramos esboçar uma “tipologia” de ações/políticas culturais a partir dos casos analisados de modo a trazer novas perspectivas para a construção e o aprimoramento de indicadores que deem respaldo ao estabelecimento de estratégias de mediação entre distintos modos de produção, circulação e uso do conhecimento. Não restrita
Mostrar mais

197 Ler mais

POLÍTICA PÚBLICA CULTURAL EM CAMPOS DOS GOYTACAZES (RJ): A Política No Caminho Da Política Pública

POLÍTICA PÚBLICA CULTURAL EM CAMPOS DOS GOYTACAZES (RJ): A Política No Caminho Da Política Pública

Em texto publicado no início da década de 2000, Durand chama atenção para o fato de que, “no Brasil, sequer se sabe quantas prefeituras possuem secretarias de cultura e, por conseguinte, em quantas os assuntos culturais são tratados através de secretarias de educação, esportes e turismo, ou outra qualquer”. Porém, segundo o autor, o simples fato de ter “uma secretaria autônoma para cultura nos organogramas estadual e municipal não significa necessariamente que nos locais onde isso ocorre o trato da área seja mais eficien- te, ágil e substantivamente melhor” (DURAND, 2001, p. 67). O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), por meio da Pesquisa de Informações Básicas Municipais (MUNIC), cinco anos depois dessa publicação trouxe esses dados sobre a gestão da política cultural no âmbito local.
Mostrar mais

18 Ler mais

Educação ambiental como política pública.

Educação ambiental como política pública.

Nesse sentido, passamos a vislumbrar como meta uma educação ambiental para a susten- tabilidade socioambiental recuperando o significa- do do ecodesenvolvimento como um processo de transformação do meio natural que, por meio de técnicas apropriadas, impede desperdícios e real- ça as potencialidades deste meio, cuidando da satisfação das necessidades de todos os membros da sociedade, dada a diversidade dos meios natu- rais e dos contextos culturais. A educação am- biental entra nesse contexto orientada por uma racionalidade ambiental, transdisciplinar, pensando o meio ambiente não como sinônimo de nature- za, mas uma base de interações entre o meio físi- co-biológico com as sociedades e a cultura produ- zida pelos seus membros. Leff (2001) coloca a racionalidade ambiental como produto da práxis, ou seja, seria “um conjunto de interesses e de práticas sociais que articulam ordens materiais diversas que dão sentido e organizam processos sociais através de certas regras, meios e fins so- cialmente construídos” (Leff, 2001, p. 134).
Mostrar mais

15 Ler mais

Cultura e cultura política: sobre retornos e retrocessos

Cultura e cultura política: sobre retornos e retrocessos

Um ponto fundamental para se reconstruir o conceito de cultura política é reconhecer as mudanças na cena da política que, ocorridas principalmente a partir de fins dos anos 60, mas encon[r]

25 Ler mais

Memória política e constituição da cultura política brasileira

Memória política e constituição da cultura política brasileira

A presença desses fatores contribui para a manutenção de instituições e relações sociais e políticas arcaicas e injustas. Des- ta forma, a práxis política está fundamentada em duas questões básicas. A primeira é a contradição entre acumulação e demo- cratização, a qual se inscreve na própria natureza do capitalismo periférico que viabilizou uma retração da ação estatal nos investi- mentos e no gasto social, com um impacto muito forte nas classes populares. Isto ocorre porque, no momento em que o Estado se retira do gasto social, ninguém assume os serviços de saúde, edu- cação e a manutenção de uma infraestrutura. A segunda ocorre no campo político, ao institucionalizar-se uma concepção forma- lista e institucional da democracia. A democracia se reduz a um sistema de liberdades econômicas em benefício da acumulação privada. Uma democracia concebida nesses termos acaba sendo compatível com a degradação das maiorias e com uma queda na qualidade de vida da maioria dos cidadãos. Os cidadãos, em tal contexto, mostram uma tendência a afastar-se da arena política. Os cidadãos não veem as instituições como canais importantes para influenciar o processo decisório político-administrativo. Para os cidadãos, o contato direto com os gestores políticos locais, dis- cussões públicas e publicadas nos meios de comunicação de massa são canais mais importantes do que instituições formais.
Mostrar mais

9 Ler mais

ZONAS AUTÔNOMAS TEMPORÁRIAS E PARTILHA DO COMUM :: Brapci ::

ZONAS AUTÔNOMAS TEMPORÁRIAS E PARTILHA DO COMUM :: Brapci ::

Com ordem e contra ordens, com atos de extinção e remediação, o governo interino mostrava a que veio: destruir o que foi construído, induzir negativamente e desmontar um Sistema Nacional de Cultura que desconhecia, sem força e sem legitimidade para propor nada de novo. Não existe um projeto de Ministério da Cultura no governo interino, as mais de 80 exonerações de cargos comissionados com a saída de profissionais com mais de 30 anos de suas funções não faz sentido que não seja, na impossibilidade de extinguir, promover um silencioso desmonte. Mas cada ação anunciada teve a reação e o repúdio do campo cultural e produziu recuos importantes.
Mostrar mais

14 Ler mais

Avaliação da política de segurança alimentar implementada através dos restaurantes populares do Rio Grande do Norte

Avaliação da política de segurança alimentar implementada através dos restaurantes populares do Rio Grande do Norte

implementada através dos Restaurantes Populares do Rio Grande do Norte, A pesquisa é qualitativa do tipo exploratória e descritiva. O universo da pesquisa abrange todas as Unidades de Alimentação e Nutrição (UAN) dos Restaurantes Populares do Rio Grande do Norte. Para coleta de dados foram utilizados dois instrumentos: entrevista e formulário. As entrevistas tinham por objetivo analisar os quatro eixos da Segurança Alimentar: acesso, alimentos de qualidade, produção e comercialização de alimentos e arranjo organizacional, objetivos do Programa Restaurantes Populares. O formulário foi utilizado para verificar a qualidade nutricional e higiênico-sanitária dos alimentos servidos. Foram utilizados dois tipos de formulários: uma planilha com o cardápio semanal e as porções servidas para verificar se as refeições suprem as necessidades nutricionais propostas pelo programa; e o check-list da ANVISA para verificar as condições higiênico-sanitárias em cada unidade. Através do levantamento de dados e das análises efetuadas observa-se que na categoria acesso encontram-se alguns problemas como a falta de cadastro, falta de propaganda dos Restaurantes e desperdício dos recursos públicos, tornando a política que deveria ser de inclusão em uma política de exclusão. No aspecto nutricional observa-se certo descaso em relação à meta nutricional diária, pois não é realizada análise nutricional dos cardápios oferecidos, as nutricionistas desconhecem qual deve ser o valor nutricional da refeição servida; no aspecto higiênico-sanitário através dos problemas identificados conclui-se que não há garantia de alimentos de qualidade higiênico-sanitária, comprometendo, assim, o Programa como um programa de segurança alimentar. Sobre a produção e comercialização dos alimentos se observa alguns problemas como: a meta de venda das refeições não é alcançada em sua totalidade, a compra de gêneros não estimula a economia local, nem gera emprego e renda, e a atuação ineficiente do MEIOS quanto à função de fiscalização. Na análise do arranjo organizacional concluí-se que as parcerias são benéficas, apesar de alguns pontos negativos, pois, encontram-se nestas parcerias os problemas do não cumprimento, tanto do MEIOS quanto da Nutriti, de critérios importantes estabelecidos na parceria. Portanto, compreende-se que o Programa Restaurantes Populares na sua formulação original se propõe a ser uma política de Segurança Alimentar, mas apresenta alguns problemas que o impossibilitam de cumprir sua meta, tornando-o deficitário como política de Segurança Alimentar.
Mostrar mais

156 Ler mais

INSTITUTO DE CIÊNCIAS HUMANAS E SOCIAIS PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO DE CIÊNCIAS SOCIAIS EM DESENVOLVIMENTO, AGRICULTURA E SOCIEDADE TESE DE DOUTORADO

INSTITUTO DE CIÊNCIAS HUMANAS E SOCIAIS PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO DE CIÊNCIAS SOCIAIS EM DESENVOLVIMENTO, AGRICULTURA E SOCIEDADE TESE DE DOUTORADO

Durante os quase quatro anos que separam as chuvas de 2011 87 e o fechamento desta tese, novembro de 2014, acompanhamos as ações realizadas pelas Secretarias de Governo do Estado do Rio de Janeiro no território pesquisado. Participamos das reuniões na Comissão Permanente de acompanhamento das obras do Vale do Cuiabá instalada na Câmara de Vereadores de Petrópolis e presidida pelo Vereador Silmar Fortes. Tivemos acesso a todas as Atas desta Comissão em que agentes do Estado apresentavam seus projetos e prestavam informações relevantes à comunidade e sociedade, embora tenhamos usado apenas as registradas até 2013. Estivemos em mais de 160 reuniões comunitárias, no Palácio do Governo do Estado, em Audiências Públicas. Acompanhamos a Secretaria Especial de Direitos Humanos da Presidência da República em duas atividades de visita à região serrana. Realizamos quatro denúncias de violações de direitos ao Ministério Público Estadual e provocamos uma Audiência Pública na Assembléia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro sobre as violações de direito à moradia na região serrana. 88 Tivemos acesso a alguns documentos oficiais de forma solta e desconectada do todo e a muitos produzidos por atores diversos dos produzidos pelos responsáveis pela política de reconstrução.
Mostrar mais

227 Ler mais

A política pública de licitações no município de São Paulo entre 1991 e 1994: mecanismo de facilitação ou de restrição da competição entre potenciais fornecedores do poder público municipal?

A política pública de licitações no município de São Paulo entre 1991 e 1994: mecanismo de facilitação ou de restrição da competição entre potenciais fornecedores do poder público municipal?

Isto significa que uma análise da política pública de licitações no município de São Paulo segundo a ciência política poderia permitir o entendimento de que a política de licitações não [r]

147 Ler mais

RAPHAEL DE SOUSA MACHADO A CULTURA POLÍTICA DO CORONELISMO E SUAS REPRESENTAÇÕES SOCIAIS: ARAGUARIMG - 19301945

RAPHAEL DE SOUSA MACHADO A CULTURA POLÍTICA DO CORONELISMO E SUAS REPRESENTAÇÕES SOCIAIS: ARAGUARIMG - 19301945

sexagenário Bento Borges, que foi torpemente espancado a corda de bacalhau e arame farpado, em pleno dia em frente a cadeia pública, porque tinha ousado contrariar um dos filhos do coronel Marciano Santos, com quem tivera o atrevimento de discutir, verberando a falsificação da eleição federal de 1927 - fato que repercutiu, depois, no atentado contra o dr. Duque Estrada, engenheiro da mesma Estrada de Ferro; o infeliz Antônio Nunes de Carvalho Sobrinho, que, perseguido e forçado a abandonar sua cidade natal dentro de 48 horas, com sua numerosa família, e sem meios de subsistência, apaixonou-se e suicidou-se na cidade de Anápolis, Estado de Goiás, deixando explicado, em uma caderneta de notas, o motivo que o havia levado ao desespero e que fora a perseguição, que não teve forças para suportar, partida do prefeito Jeovah Santos, conforme ficou constando de um auto de arrecadação dos bens do suicida, lavrado perante o dr. Juiz de Direito daquela comarca.151 (grifo nosso)
Mostrar mais

123 Ler mais

UNIVERSIDADE DO ESTADO DE SANTA CATARINA PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM ADMINISTRAÇÃO MESTRADO PROFISSIONAL EM ADMINISTRAÇÃO JÚNIA ROSA SOARES

UNIVERSIDADE DO ESTADO DE SANTA CATARINA PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM ADMINISTRAÇÃO MESTRADO PROFISSIONAL EM ADMINISTRAÇÃO JÚNIA ROSA SOARES

 Cidadania: condição do ser humano como portador de direitos e deveres, que engloba as dimensões: legal, política, social e organizacional. A cidadania legal é expressa pelo direito a ter direitos. A cidadania política manifesta-se pelo envolvimento ativo e a capacidade de influenciar um sistema político. A cidadania social reflete o direito à igualdade de oportunidades e de participação na comunidade. A organizacional se refere a atos voluntários individuais que beneficiam uma organização: ajuda aos colegas de trabalho; proteção da organização; sugestões construtivas; contribuição para a reputação organizacional e o auto- desenvolvimento. Esta dimensão ocorre quando, espontaneamente, as pessoas extrapolam as atribuições dos seus papeis formais, comportando-se altruisticamente, unindo o bem comum e a consecução dos objetivos organizacionais, sem a perspectiva de retribuição pelo sistema de recompensas formais da organização. (BOBBIO, 1992; DENHARDT; DENHARDT, 2003; KATZ; KANH, 1978; MARSHALL, 1967).
Mostrar mais

19 Ler mais

A sátira e o jornalismo em Portugal

A sátira e o jornalismo em Portugal

Na primeira parte da notícia, na frase “(…) Tozé Seguro e Paulo Portas vão tentar mostrar que podem ser tão influentes no teatro da política mundial como Diogo Morgado, o cão de Obama ou o pastel de nata.”, as personagens políticas, Portas e Seguro, são comparadas a atores, a animeis e até a um bolo, dando a sensação que poderiam ocupar a mesma função deles, isto através da desvalorização do seu trabalho, usando a técnica de redução. É verificada também a presença das técnicas invetiva e ironia, como na frase “Portas dada a profundidade das duas ideias sobre a reforma do Estado leva braçadeiras, uma boia Donald e dois submarinos da armada.” É sugerido que as ideias para as reformas do Estado não foram muito inteligentes, e que sem a ajuda de algo se pode afogar nas suas próprias ideias (técnica invetiva), e que iria necessitar também de dois submarinos, fazendo alusão ao caso da compra de dois submarinos por Paulo Portas através da ironia.
Mostrar mais

85 Ler mais

Show all 10000 documents...