Preservação da Arquitetura Moderna

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Preservação da arquitetura moderna: edifícios de escritórios no Rio de Janeiro construídos...

Preservação da arquitetura moderna: edifícios de escritórios no Rio de Janeiro construídos...

reconhece significante para proteção e transmissão para o futuro deste período podem ser verificadas no Registro Nacional de Sítios Históricos. Dentre os bens protegidos do período posterior a 1950 a maioria está identificada como importantes exemplos de uma tipologia construtiva, de um estilo arquitetônico, de um período histórico ou método construtivo. Destacam-se entre os exemplares obras de grandes mestres da arquitetura moderna americana, como Paul Rudolph e Louis Kahn, a obra de Frank Lloyd Wright, assim como os arranha-céus das corporações americanas. Nos últimos anos a atenção se voltou para obras de arquitetos menos conhecidos, mas que são reconhecidas pela sua importância regional e também para o desenvolvimento de determinada comunidade. As atividades de preservação, nos Estados Unidos, também são desenvolvidas por entidades não governamentais, e o National Thrust for Historic Preservation é uma organização deste tipo que apóia as ações de preservação. A preservação da arquitetura moderna tem sido mais eficaz no caso de residências isoladas, muitas vezes desenvolvidas por entidades curadoras como é o caso da Casa de Cascata preservada pela Western Pennsylvania Conservancy e do Taliesin West mantida pela Frank Lloyd Foundation. Destacam-se os seminários realizados, “Preserving the Recent Past 1”, em 1995, em Chicago, organizado para reunir profissionais da América do Norte e da Europa em torno dos problemas específicos do patrimônio do século XX. Na ocasião, sessenta ensaios foram publicados cobrindo uma extraordinária gama de aspectos desde a preservação do concreto armado da Casa da Cascata até a preservação do paisagismo contemporâneo, passando pelas questões relativas à conservação de materiais como os plásticos e a fibra de vidro. No ano de 2000, a segunda edição do seminário “Preserving the Recent Past 2”, foi realizada na Filadélfia, por iniciativa do Historic Preservation Education Foundation.
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A cidade universitária da Universidade Federal do Rio de Janeiro: preservação da...

A cidade universitária da Universidade Federal do Rio de Janeiro: preservação da...

95 dirigia a Escola (1930-31). Como Recém-formado participa, paralelamente ao trabalho em uma construtora, de diversos concursos de projeto, onde reafirma a opção pelo racionalismo. Nestes projetos as principais referências usadas pelo arquiteto são os exemplos corbusianos, mas também traz referências a Bauhaus e a Warchavchik. (Conduru, 1999, p.16) Estes trabalhos lhe colocaram como importante ator no cenário da arquitetura moderna carioca que despontava, não a toa é convidado por Lúcio Costa a compor a equipe que iria projetar o Ministério da Educação e Saúde em 1936. Como membro desta equipe teve a oportunidade do contato direto com o trabalho de Le Corbusier, que veio ao Brasil como consultor deste projeto. Este contato consolida a formação de Jorge Moreira e o filia de vez à vertente corbusiana. Nesta mesma ocasião, Le Corbusier presta também consultoria ao projeto do Campus da Universidade de Brasil, ainda no terreno da Quinta da Boa Vista, desenvolvendo um plano de ocupação.
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Inventário da arquitetura moderna no Ceará  o Campus do Pici

Inventário da arquitetura moderna no Ceará o Campus do Pici

Como assevera Nestor Goulart Reis Filho (2011, p.120), “o inventário da produção cultural e seu registro técnico é atividade intelectual. Seu escopo deve ser abrangente e isento de preconceitos, na medida do possíve l”. Evidentemente, “não podemos pretender a preservação de todos os exemplares de todas as manifestações ”. Não é possível conservar todos “os edifícios urbanos com seus usos originais, como não foi possível conservar os engenhos de açúcar e todas as fazendas de café”. Contudo, lembramos que com as atuais técnicas – fotos digitais, desenhos em computador – é “possível, necessário e conveniente, proceder-se a um inventário amplo” da produção cultural na cidade (REIS, 2011, p.120/121). É somente com um amplo inventário da arquitetura modernista, que podemos objetivamente conhecer a respectiva produção e agirmos no sentindo da preservação e conservação dos objetos representativos do período.
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A casa do arquiteto: residências de arquitetos como paradigmas da arquitetura moderna...

A casa do arquiteto: residências de arquitetos como paradigmas da arquitetura moderna...

Em função da proteção contra raios solares em excesso e também como barreiras visuais para preservação das áreas internas da casa, Bratke utilizou elementos vazados de concreto (ou cobogós) em diversas situações nos setores de uso diurno. Únicos elementos verticais de vedação alinhados ao perímetro externo da grelha estrutural, os cobogós de geometria horizontal foram utilizados na divisa entre o jardim interno e as salas de estar e lareira e, no escritório, na fachada externa a noroeste – sempre acompanhados internamente a caixilhos de vidro de altura piso-teto. Na face onde se encontram as aberturas da cozinha e copa – orientadas a sudoeste e também protegidas por janelas de vidro alinhadas internamente com a alvenaria – foi executado, na altura total do pé-direito delimitado pela estrutura, o fechamento em cobogó com aberturas quadradas reduzidas, de modo a evitar que as janelas destes ambientes fossem visíveis na fachada.
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A obra de Rino Levi e a trajetória da arquitetura moderna no Brasil

A obra de Rino Levi e a trajetória da arquitetura moderna no Brasil

na Tehnische Hochschule, em Dresda, em 1890, tendo a seguir passado três anos nos Estados Unidos, onde foi à Feira Mundial de Chicago e trabalhou durante a sua estada como construtor e desenhista. Em 1896 voltou à Europa e instalou-se em Viena, onde exerceu a sua influência primeiramente através do que escrevia. De 1897 em diante publicou artigos, principalmente na Neue Freie Presse, de Viena. Esses artigos foram mais tarde coligidos e impressos como Ins Leere Gesprochen (1921) e Trotdzem (1931). Loos atacava sem descanso o ornamento superficial, decorativo, que achava supérfluo e já nem moderno, sequer. A sua defesa radical dessas opiniões e o polêmico artigo “Die Protemkinsche Stadt” (A cidade Potemkine) acabou, finalmente, numa ruptura entre si e os arquitetos importantes da Secessão de Viena, Hoffmann e Olbrich. Os primeiros louvores a Loos resultaram da sua reconstrução do Museu do Café, em Viena – que devido ao seu interior austero e sem decoração, passou a ser conhecido por Café Nihilismus – e pelo interior disciplinado, mas, elegante do Knize Atelier. Em 1907, encomendaram-lhe o Kärntner Bar (Bar da Caríntia), um bar minúsculo onde a habilidosa utilização de espelhos criava a ilusão de espaço: a fachada espetacular ostentava a tabuleta American Bar, e quatro pilastras de mármore aguentavam uma cobertura oblíqua com bandeira das Stars and Strips feita em vidro colorido. Em 1908, Loos publicou o famoso Ornamento e Delito, um apelo à forma bela e com um objetivo. Com a casa na Michaelerplatz (1909/11), Loos demonstrou o que queria dizer com aquilo: a parte comercial, no térreo, era revestida de mármore verde de Cipollino, enquanto a fachada da zona de apartamentos, na parte superior do edifício, era simplesmente caiada. As janelas não possuíam caixilho algum, como se tivessem sido estampadas na empena. O projeto foi recebido com grande hostilidade e as autoridades citadinas não paravam de pedir que se detivesse a obra. Ao mesmo tempo, Loos trabalhava em Viena, na Vila Steiner, onde o tamanho do prédio era obscurecido, na parte da frente, por uma cobertura abobadada que se estendia para baixo, até ao nível da cobertura do térreo. Em 1912 fundou uma Escola de Arquitetura, sem autorização oficial, e ensinou alguns alunos , sem pagamento, entre eles Neutra e Schindler. Em 1920, Loos tornou-se arquiteto-chefe da Siedlungsamt de Viena, mas, abandonou o cargo dois anos depois e mudou-se para Paris. Deu aulas na Sorbonne e construiu a residência e atelier do dadaísta Tzara (1925/26). Em 1928 projetou uma casa para Josephine Baker, com um revestimento de mármore preto e branco, mas que nunca foi construída. Alguns dos edifícios mais importantes do seu último período de trabalho incluem a Vila Moller, em Viena (1927/28) e a Vila Müller, em Praga (1930), onde mais uma vez Loos consegue os seus efeitos criando uma tensão entre o material dispendioso e a forma rigorosa.
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A construção social do campo da arquitetura moderna em Belo Horizonte

A construção social do campo da arquitetura moderna em Belo Horizonte

Em Belo Horizonte, pode-se dizer que a arquitetura moderna encontra sua origem antes de qualquer edifício construído. As raízes da modernidade belo-horizontina estão no planejamento que deu forma à cidade. Inaugurada em 1897, Belo Horizonte fora concebida a partir de um projeto progressista. Não por acaso a idealização do projeto para a nova capital e sua posterior construção ficaram a cargo do engenheiro Aarão Reis (1853 –1956). Convidado pelo Presidente do Estado de Minas Gerais 1 , Afonso Pena (1847 –1909), Aarão Reis, desde seu tempo de estudante na Escola Politécnica do Rio de Janeiro, era um entusiasta e divulgador dos preceitos republicanos e dos ideais progressistas, o que o fez identificar-se com o Partido Republicano ao qual pertencia Afonso Pena. As características do planejamento original de Belo Horizonte concretizaram em matéria os ideais do engenheiro chefe e do partido dominante no Estado. As premissas progressistas da nova capital se juntaram ao modo de vida tradicional dos moradores que chegavam do interior de Minas Gerais para compor o novo centro administrativo. A relação paradoxal entre a cidade voltada para o futuro e a vida tradicional conduziu a capital a um desenvolvimento com diversas representações contraditórias, tanto no âmbito social quanto no que diz respeito à própria estrutura da cidade.
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Arquitetura moderna institucional em Teresina: reflexos de um arquiteto migrante

Arquitetura moderna institucional em Teresina: reflexos de um arquiteto migrante

A inserção arquitetônica em um sítio já consolidado permite uma primeira leitura edifício versus praça partindo do pressuposto de alinhamento do ministério à Praça da Bandeira, como forma de manter uma continuidade do espaço urbano e edificado. No caso da relação edifício versus arquitetura preexistente, ocorre um conflito entre o ministério e a Igreja Matriz da cidade, justificado pelo avanço da fachada do edifício moderno em relação à cota da fachada da igreja, proporcionando um avanço do volume inserido em relação ao espaço urbano consolidado. Além disso, o pequeno recuo mantido entre as laterais dos dois edifícios causa a sensação de disputa pela presença: a monumentalidade da igreja torna-se questionável quando o ministério ultrapassa o gabarito do volume principal – apesar de não ultrapassar as torres da Igreja Matriz, a robustez do ministério contrapõe-se à imponência do edifício religioso – da primeira edificação da cidade. Nesse caso, ao receber a obra com a delimitação estrutural e gabarito definidos, o arquiteto procura minimizar tais impactos criando fachadas simétricas e similares além da utilização de materiais como o mármore branco e o vidro, que enaltecem a sobriedade e a estática do conjunto arquitetônico. Mesmo com essa tentativa, o edifício modernista materializa-se, marcando fortemente a paisagem.
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Recepção e difusão da arquitetura moderna brasileira: uma abordagem historiográf...

Recepção e difusão da arquitetura moderna brasileira: uma abordagem historiográf...

) ......................................................................................................................132 Figura 3.26: Rafael Grimaldi, Edifício Atalaia (1957). Fonte: Arquivo de Lúcio Silveira Mendonça apud Isabella Aragão (SANTOS, 2011) .................................................................133 Figura 3.27: Rafael Grimaldi, Terminal Rodoviário Luiz Garcia (1960-62). Fonte: Isabella Aragão (SANTOS, 2011) ..........................................................................................................133 Figura 3.28: Palácio Alencastro, com antiga Residência dos Governadores em primeiro plano, Cuiabá-MT. Fonte: autora ......................................................................................................138 Figura 4.1 :à Capaà doà liv oà Arquitetura Kitsch: suburbana e rural ,à deà Di ahà Gui a ae sà eà Lauro Cavalcanti ......................................................................................................................148 Figura 4.2: Capa do livro The rise of popular modernist architecture in Brazil, de Fernando Lara .........................................................................................................................................148 Figura 4.3: Res. Aristeu Sampaio (Londrina), engenheiro Milton Gavetti, 1957. Fonte: Guadanhim (2002) .................................................................................................................154 Figura 4.4: Casa Bittencourt (Belém), eng. Camilo Porto, 1953. Fonte: Chaves (2008) ........155 Figura 4.5 :à Exe ploà doà aioà ueà oà pa ta à deà Bel .à Fo te:à Nata aelà Cui a ,à E e so à Cunha, Divan Rodrigues e Elidelson Souza .............................................................................156 Figura 4.6 :àáàutilizaçãoàdeàpila esàe à V à asà esid iasàdeàCa poàG a de. Fonte: Arruda (2003) ......................................................................................................................................156 Figura 4.7: Residência Manoel Pereira de Miranda (Campina Grande), desenhista Geraldino Duda, 1956. Fonte: Almeida (2010) ........................................................................................157 Figura 4.8: Reprodução das colunas do Palácio da Alvorada em residência de Uberlândia-MG. Fonte: Ana Paula Tavares Miranda ........................................................................................158 Figura 4.9: Reportagem sobre o CTA de São José dos Campos, O Cruzeiro, 05 jul. 1952, p.62- 63 .............................................................................................................................................161 Figura 4.10: Inauguração do Hotel Amazonas, O Cruzeiro, 12 mai. 1951, p.55.
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Arquitetura moderna em Mato Grosso: diálogos, contrastes e conflitos

Arquitetura moderna em Mato Grosso: diálogos, contrastes e conflitos

is oàpositi istaàdeà ode idadeà o oàe p ess oàdoà o o ,àe te didoàe àte osà e a e teà cronológicos. Não surpreende que monumentos ainda presos a estilos pretéritos, como a referida catedral de Cuiabá, inaugurada em 1973, tenham sido festejados como modernos pelo simples fato de tomarem o lugar de prédios mais antigos. Essa mesma visão truncada da história não contribui para que marcos relativamente recentes da história arquitetônica regional sejam reconhecidos e preservados como tais. A confiar nessa definição de moderno como simples negação do preexistente, intervenções modernizadoras jamais poderiam interagir com a realidade histórica ou geográfica do Estado, sob pena de se incorrer numa contradição de termos. Pretender analisar a arquitetura moderna a partir das suas relações com as particularidades do contexto soaria igualmente contraditório, dada a aparente impossibilidade de contemplar, ao mesmo tempo, qualidades gerais e particulares, universais e individuais. O impasse reclama um conceito mais amplo de modernidade, capaz de conciliar esses opostos. O projeto modernizador gestado pela Ilustração europeia tem caráter universal porque se pretende válido para todos os indivíduos, independentemente de barreiras nacionais, raciais ou culturais. Por outro lado, confere ao individualismo um papel positivo na formação de uma sociedade racionalmente organizada, onde os sujeitos poderiam se manifestar como pessoas concretas e não apenas como membros de uma coletividade (ROUANET, 1993).
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Manual de Obras Públicas-Edificações

Manual de Obras Públicas-Edificações

Este preço deverá compreender todas as despesas decorrentes do fornecimento dos materiais, ferramentas, eventuais equipamentos e mão-de-obra necessários à completa execução dos escritóri[r]

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Manual de Obras Públicas-Edificações

Manual de Obras Públicas-Edificações

3.7 A Caderneta de Ocorrências, com páginas numeradas em 3 (três) vias, 2 (duas) destacáveis, será destinada ao registro de fatos e comunicações que tenham implicação contratual, como: m[r]

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Manual de Obras Públicas-Edificações

Manual de Obras Públicas-Edificações

3.3.13 A gestão do Sistema de Manutenção, de preferência, será apoiado por um Sistema de Informação (SI), “software” para a montagem e gerenciamento de todos os dados e informações perti[r]

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FACULDADE DE ARQUITETURA E URBANISMO

FACULDADE DE ARQUITETURA E URBANISMO

O arquiteto projetista situa-se em posição-chave na prática privada da arquitetura, qualquer que seja o tamanho da firma. O arquiteto projetista é o profissional generalista que conduz o projeto desde sua fase inicial (o que inclui momentos anteriores à encomenda formal do projeto) até o seu planejamento e desenvolvimento, preparação de sua documentação, orçamento, propostas ou negociação do contrato de construção - e até a organização da obra, seu início e assistência, ou ainda além. Em pequenos escritórios (ou em pequenos projetos, não importando o tamanho do escritório) os arquitetos projetistas acabam por fazer tudo. Em escritórios maiores, ou no caso de grandes projetos, podem coordenar equipes de projetistas, consultores e mesmo outras firmas de arquitetura.
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Modernização e modernidade: uma leitura sobre a arquitetura moderna de Campina Grande...

Modernização e modernidade: uma leitura sobre a arquitetura moderna de Campina Grande...

O que a arquitetura moderna vem conseguindo em matéria de conforto e beleza nas residências dificilmente se pode aplicar aos imóveis comerciais de apartamentos, pequenas gaiolas onde será uma tristeza prender crianças e confinar adultos, que, depois das canseiras de sua jornada de trabalho, precisam de espaço para respirar mais ar puro, gozar do silêncio e da tranqüilidade do bairro residencial, ter sua arvorezinha no quintal e seu canteiro de flores no jardim. (LOPES, 1958, p.07) Em outra matéria do “Diário da Borborema”, era defendida uma “tese anti-arranha-céu”, que confrontava os dois posicionamentos: se os arranha-céus davam a impressão de “pujança de metrópole econômica do interior do Nordeste”, por outro lado roubavam “cedo a poesia das ruas e avenidas centrais, com esses megatérios de cimento armado a interromper-nos a visão dos horizontes que se dilatam após as nossas fronteiras citadinas.” Em defesa da “tese”, levantava a questão do clima que, no Nordeste, impunha “a construção de casas baixas e arejadas”. Por essas razões, concluía que, para Campina Grande, “o arranha-céu não é somente anti-estético, como anti- natural porque está em choque flagrante com as condições do nosso clima” (INSTANTÂNEOS..., 1958, p.07).
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Arquitetura para educação: escolas públicas na cidade de São Paulo (1934-1962)

Arquitetura para educação: escolas públicas na cidade de São Paulo (1934-1962)

(R) Aquela parte do artigo da Lina, eu gostei muito. Foi feito por um arquiteto que conhece o assunto e sabe sobre o quê está falando. Falou com clareza, mas com simplicidade. Falou, falou mesmo. Naquela época isso ficou como uma preocupação constante dos arquitetos: o programa da escola. Como funcionava a escola. Uma coisa que tornasse a escola mais aberta. O programa aí não era uma coisa bitolada que não sai daquilo. Enfim, como conceituar o espaço do ensino, a sala de aula, o que era uma sala de aula, problemas de orientação, essas coisas todas que surgiram com a arquitetura. Naquele tempo não foi só a escola, acho que a arquitetura surgiu de um modo geral. Ela saiu de uma fase, vamos dizer assim, pioneira para uma fase de implantação mesmo. Então aí todo um processo de, não vou de dizer de adaptação, mas de reformulação em função de uma realidade, não só da realidade humana, social, mas uma realidade material também, de processo construtivo. Você não podia pegar uma escola projetada pelo Le Corbusier e projetar igual, fazer aqui, não ia funcionar. Uma casa a mesma coisa, não funciona. Então a gente teve que pegar essas coisas... Frank Lloyd Wright, qualquer um daqueles caras. Foi o trabalho do Lúcio Costa, do Oscar, do pessoal daquela época, que estão entre nós e aqueles. Eles que nos passaram a bola. E entre nós estava lá o Hélio Duarte que é um desses pioneiros. Ele foi, inclusive, um dos autores do projeto do IAB de São Paulo. Mas o Hélio tinha uma visão socialista mesmo.Na arquitetura tudo é indissociável. Então se ele pensa que a escola não é para meia dúzia de privilegiados, ela tem que ser uma escola econômica, ela tem que obedecer a um plano de produção do edifício escolar, e fazer escola para uma quantidade enorme de crianças, escolas que sejam de fácil manutenção. Então ele dava muita importância para essa parte econômica também. Você sabe que isso influi também na arquitetura, no desenho. Influi muito no desenho. Então
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O novo mundo do espaço: Le Corbusier e o papel da fotografia na mediação entre o...

O novo mundo do espaço: Le Corbusier e o papel da fotografia na mediação entre o...

A fotograia evoluiu tecnicamente desde o seu nascimento há mais de 150 anos, percorrendo inúmeros caminhos à procura de uma linguagem. Alguns nomes foram mais lembrados pela história, mas os inventores da fotografia foram mais de um, em diversos países europeus e também no Brasil. Recorda-se sobretudo de Daguerre, que colaborou com Niépce, morto em 1833, e de Talbot, na Inglaterra. Acrescente-se a esse panorama internacio- nal as experiências de Antoine Hercules Romuald Florence no Brasil resgatadas pelo prof. Boris Kossoy. Arquitetura e cidade têm espaço garantido, como objetos de interesse ao lado da fotograia de objetos, aparecendo como um dos primeiros temas para as recém- criadas câmeras fotográicas na metade do século XIX, devido ao longo tempo de exposição necessário para se obter uma imagem. Os prédios sabiam esperar pacientemente pela longa exposição necessária para se ixar a imagem com emulsões disponíveis no início da fotogra- ia (ROBINSON, 1987, p. 2). Mesmo nas experiências pioneiras a fotograia de arquitetura trazia algumas vantagens em relação ao desenho, realizado com muita qualidade, pois a execução da foto era mais veloz, mostrava detalhes antes despercebidos a olho nu e, acima de tudo, trazia o estatuto de veracidade. Considerava-se a fotograia como sendo o próprio edifício e não uma interpretação.
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ARS (São Paulo)  vol.14 número28

ARS (São Paulo) vol.14 número28

Sua pesquisa faz um amplo retrospecto que envolve as primeiras ideias de construção de uma capital na região central do país, as manifestações de uma arquitetura moderna brasileira, os processos de trabalho de Gautherot bem como suas primeiras iniciativas no campo da fotografia, desenvolvidas ainda em Paris. Enfim, Heloisa articula um conjunto de dados que mapeia as trajetórias de vários outros artistas que cruzaram seus caminhos num momento em que o país buscava iniciativas criativas e inovadoras em todos os campos de atuação profissional.

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Arquitetura forense do Estado de São Paulo: produção moderna, antecedentes e sig...

Arquitetura forense do Estado de São Paulo: produção moderna, antecedentes e sig...

por esse território, desde que evidenciadas as características semelhantes, são testemunhas de uma identidade cultural e, também, social, que, junto com a língua, são indicadores fortes de comprovação da efetividade de um povo em um território, que conforma uma nação e tem, portanto, legitimidade de pleitear, não apenas ser um Estado, mas um Estado soberano, para além do direito internacional. Assim, tendo traços arquitetônicos comuns, programas semelhantes (a casa brasileira), a economia de meios e a verdade construtiva (lições pretéritas) como paradigmas, estes passaram a ser pesquisados e trabalhados como características nacionais: por um lado, porque veriicáveis no passado, por outro, pela sua proximidade com o modernismo. 4 O estabelecimento do vínculo com o passado é importante, mas o fundamental é o encontro do passado com o moderno. A nação histórica, como airma Chauí, paradoxalmente não tem história, é uma construção do presente. É no presente que a nação moderna ganha vida. O modernismo, em vários campos, soube apresentar-se histórico pela via da atualidade e conceitualmente a arquitetu- ra moderna brasileira, principalmente pelas formulações de Lúcio Costa, constituiu- se em um feliz episódio deste entrelaçamento. Garantida uma genealogia nacional e como forma de conirmar o seu caráter nacional, a arquitetura participou desta construção e de sua representação, que pode ser associada ao processo de mo- dernização do Estado-nação brasileiro.
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Arquitetura industrial. Patrimônio edificado, preservação e requalificação: o caso...

Arquitetura industrial. Patrimônio edificado, preservação e requalificação: o caso...

As observações e análises apresent adas nesse t rabalho não t êm a pret ensão de esgot ar o assunt o, mas levant am algumas quest ões sobre a preservação do pat rimônio indust rial e propõem caminhos para novos est udos e pesquisas. Tampouco aqui se defende que t odos conjunt os indust riais sejam preservados sem dist inção; o que se quis most rar foi a import ância de se realizar est udos mult idisciplinares abrangent es para que se faça um reconheciment o fundament ado daquilo que se deve preservar. Out ro int uit o da pesquisa foi most rar a necessidade de se at uar segundo os princípios consolidados at ravés das proposições t eórico-met odológicas e t écnico-operacionais de um campo disciplinar, o rest auro, realizando um a releit ura crít ica de seus princípios basilares 172 para a sit uação at ual, como algo necessário para evit ar t ransformações arbit rárias e efet ivament e salvaguardar as obras em seus aspect os document ais, mat eriais e formais.
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FACULDADE DE ARQUITETURA E URBANISMO

FACULDADE DE ARQUITETURA E URBANISMO

Com a intenção de construir referências a partir de experiências “próximas”, atuais e locais, foi criada uma seção de depoimentos Brasilienses, (“fragmentos” de excelente qualidade) que se inicia na presente versão das notas de aula com a inestimável colaboração de arquitetos como o prof. (Titular) Frank Eugen Algot Svensson, da FAUUnB e de Antônio Carlos Moraes de Castro, Presidente da Federação Pan-Americana de Arquitetos. Também foi incluída a colaboração de um jovem arquiteto de Brasília, Camilo de Lannoy, formado na FAUUnB, convidado a escrever sobre a corrente - pouco discutida e muito praticada - informatização na Arquitetura. O acesso a informações acerca da legislação profissional recente foi facultada pela Superintendente do CONFEA, Engª Águeda Lúcia Avelar Pires, devendo ainda agradecer o apoio recebido do CREA-DF - sobretudo de seu assessor técnico, Engº Luciano Maia (enfatizando que, de modo algum esses excelentes profissionais podem ser responsabilizados pelas posições expressas no presente trabalho, no que contiverem de polêmico ou impróprio).
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