Primatas - Detecção

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Detecção de predadores por dicromatas e tricromatas humanos e a sua implicação na evolução da visão de cores em primatas

Detecção de predadores por dicromatas e tricromatas humanos e a sua implicação na evolução da visão de cores em primatas

Seguindo esta linha de raciocínio, Coss et al. (2005) investigaram as pistas visuais que indicam a presença de leopardos (Panthera pardus) para o macaco bonnet (Macaca radiata). O experimento foi realizado no ambiente natural destas espécies e consistia na exibição de diferentes partes de dois tipos de modelos sintéticos de leopardos para os macacos, seguida da quantificação do comportamento antipredatório dos animais frente ao estímulo do predador. Os pesquisadores constataram que a reação de fuga dos macacos era mais rápida quando o modelo de leopardo apresentado possuía a coloração mais frequente da espécie (i.e. amarelo com pintas escuras) em comparação ao modelo de coloração escura, que representa o fenótipo melânico raro (i.e. predominantemente preto). Os macacos também respondiam mais rapidamente quando a parte dianteira do modelo era apresentada, em comparação à parte traseira, mesmo quando ambos possuíam a coloração amarelada. Por se tratar de uma espécie tricromata uniforme, os M. radiata testados puderam associar o estímulo amarelado à presença do predador e detectá-lo prontamente no ambiente, mesmo quando apenas seu quarto traseiro era mostrado. Quanto à maior reatividade ao quarto dianteiro dos modelos, os autores especularam que a direção do olhar é de grande importância na identificação dos predadores. Como predadores em tocaia precisam monitorar visualmente o comportamento de suas presas, a seleção natural pode favorecer o reconhecimento de pares de olhos por presas que estão sendo observadas, mesmo que seus predadores possuam uma coloração que os camufle no ambiente. Assim, Coss et al. (2005) concluíram que outras pistas, além da coloração, podem influenciar a detecção visual de predadores por primatas.
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Estimativas de detecção de primatas e validação de modelos preditivos em duas unidades de conservação na Amazônia, Roraima, Brasil

Estimativas de detecção de primatas e validação de modelos preditivos em duas unidades de conservação na Amazônia, Roraima, Brasil

O requerimento ecológico do gênero Ateles pode ter afetado a ocorrência das espécies nas diferentes áreas. Ateles ocorre principalmente em floresta de terra firme (Mittermeier & Coimbra Filho 1977, Roosmalen & Klein 1988) de dossel alto acima dos 25 metros (Roosmalen 1985). De todas as espécies de primatas estudadas por Mittermeier & Roosmalen (1981), Ateles foi a mais restrita ao hábitat, sendo mais avistadas em florestas de terra firme alta no Suriname. Possivelmente, esse requerimento específico do hábitat causou poucos registros desse gênero no Viruá, visto que ocorre menos floresta de terra firme nesta área que em Maracá. No Viruá, A. paniscus foi mais avistado em áreas com influência de morros. Enquanto em Maracá, onde florestas de terra firme são encontradas em quase toda extensão da grade, A. belzebuth foi encontrada em grande parte da grade. A grande diferença na probabilidade de ocorrência entre as espécies de Ateles possivelmente foi causada pelas diferenças fitofisionômica entre as duas áreas. Em contrapartida, as probabilidades de detecção dessas espécies não foram diferentes, o que indica que quando as espécies deste gênero estão presentes no local, sua detectabilidade não é influenciada pelas características do hábitat.
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DETECÇÃO E CARACTERIZAÇÃO DE PARVOVÍRUS EM AMOSTRAS FECAIS DE PRIMATAS NÃO HUMANOS EM CATIVEIRO Mariana da Conceição Carrusca

DETECÇÃO E CARACTERIZAÇÃO DE PARVOVÍRUS EM AMOSTRAS FECAIS DE PRIMATAS NÃO HUMANOS EM CATIVEIRO Mariana da Conceição Carrusca

As novas sequências de BoV aqui descritas, provenientes exclusivamente de chimpanzé-comum, revelaram uma grande homogeneidade genética e, baseado na análise filogenética, uma relação estreita com duas outras sequência de BoV de chimpanzé e BoV3 humano. Para além do chimpanzé-comum, o gorila é o outro hospedeiro primata não humano onde foram identificados BoV o que, conjuntamente com estes resultados, sugere que os grandes símios sejam hospedeiros naturais destes vírus. As sequências de BuV, de um modo geral, surgem nas árvores filogenéticas segregadas de acordo com o grupo taxonómico do hospedeiro de onde derivam, sendo possível observar grupos monofiléticos que incluem i) BuV humanos e de chimpanzé- comum, ii) BuV de macacos do Velho Mundo e iii) BuV de gibões. De salientar que se trata da primeira descrição da detecção de BuV para qualquer uma das espécies acima mencionadas. É também de realçar que é a primeira vez que os parvovírus são identificados em primatas da família Hylobatidae e, considerando o seu posicionamento na árvore filogenética e distanciamento dos outros bufavírus, é possível que no futuro estes vírus venham a constituir uma nova espécie viral dentro do género Protoparvovirus. A sequenciação do genoma completo dos novos parvovírus descritos será fundamental para elucidar a sua origem e evolução, nomeadamente a ocorrência de potenciais eventos de recombinação. Conseguiu-se ainda demonstrar a replicação de BuV de chimpanzé numa linha celular humana, facto que permitirá estabelecer um modelo de replicação in vitro destes vírus.
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Estudo morfométrico de rins de primatas Callithrix jacchus em cativeiro

Estudo morfométrico de rins de primatas Callithrix jacchus em cativeiro

Alterações uni ou bilaterais na forma e tamanho dos rins freqüentemente representam importantes sinais clínicos de distúrbios renais (FORREST et al., 1998). A nefrite intersticial crônica e a estenose da artéria renal, por exemplo, freqüentemente resultam no decréscimo do tamanho dos rins, enquanto a pielonefrite aguda, a doença policística e a hidronefrose podem levar ao aumento do tamanho dos rins (FINCO et al., 1971; MAHAFFEY; BARBER, 1992). A detecção dessas alterações pode ser fundamental para o diagnóstico e prognóstico da doença. A mensuração renal é, portanto, uma informação clínica fundamental (BARR; HOLT; GIBBS, 1990; FELKAI et al., 1992).
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Criação e manejo de primatas não-humano

Criação e manejo de primatas não-humano

Os estudos de campo são bastante úteis para o estabelecimento das colônias de criação. A fisiologia reprodutiva da espécie envolvida constitui a base da manutenção efetiva de uma criação de primatas não-humanos. O sistema de acasalamento é adotado de acordo com a espécie, já que existem exemplares monogâmicos, poligâmicos e promíscuos. A vida reprodutiva inicia-se no período da puberdade, quando ocorrem alterações dos hormônios sexuais. Nos macacos do Velho Mundo, a puberdade nas fêmeas é identificada com o início da menstruação e da primeira ovulação, que normalmente não ocorre de forma simultânea (Tabela 1). No macho, essa fase é notadamente marcada pelo aumento do diâmetro testicular e pela espermatogênese. As alterações do peso e do tamanho corporal podem ocorrer antes, durante ou após o início desse ciclo reprodutivo, dependendo da espécie. Em muitos casos, principalmente nos primatas do Novo Mundo, o aumento do peso corporal constitui o único método para detecção do início da puberdade, e está diretamente relacionado com a secreção hormonal. Em decorrência do aumento dos níveis de hormônios sexuais, algumas espécies de primatas do Velho Mundo apresentam um fenômeno conhecido por sex skin (Fig. 5). Trata-se de alterações morfológicas externas, manifestadas, tanto nos machos quanto nas fêmeas, por uma vermelhidão que começa primeiramente na pele ao redor da linha pubiana, estendendo-se por debaixo da cauda, da parede abdominal, das nádegas, da porção caudal das costas e da parte interna das coxas, assumindo um formato aproximadamente simétrico, bilateral. O processo continua com inchaços germinados translúcidos dos dois lados da pele ventral da linha pubiana. O primeiro inchaço diminui e os subseqüentes aparecem periférica e progressivamente, desenvolvendo- se em uma inchada e edematosa fase, com rica proliferação vascular, conferindo forte coloração vermelha que, depois de algum tempo, adquire caráter cianótico.
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Estudo genético dos pigmentos visuais em primatas do Novo Mundo

Estudo genético dos pigmentos visuais em primatas do Novo Mundo

Em primatas existem três classes de células ganglionares especializadas: a do tipo anã, parasol e bi-estratificada. Os axônios das células ganglionares do tipo P ou anã recebem sinais dos cones M e L e dirigem-se às camadas parvocelulares do NGL através da via parvocelular de processamento (via P) que possui alta seletividade a estímulos cromáticos vermelho/verde e pouca seletividade a estímulos em movimento e baixo contraste de luminância. As fibras das células ganglionares do tipo M ou parasol também recebem sinais gerados pelos cones M e L, esses sinais partem da retina para o NGL através da via magnocelular de processamento (M) que constitui a base para a formação do canal de luminância e sua função esta relacionada com a detecção e localização dos objetos. As fibras das células ganglionares do tipo bi-estratificada recebem sinais dos cones S, M e L e suas projeções são direcionadas ao NGL através da via de processamento koniocelular (K) que está relacionada com o processamento das informações cromáticas do canal de oponência azul/amarelo. Essas vias em conjunto, são fundamentais para a discriminação de cores (Livingstone e Hubel, 1987; Hendry & Reid, 2000; Surridge et al., 2003; Lee, 2004).
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Estudos populacionais dos primatas em duas florestas nacionais do oeste do Pará,...

Estudos populacionais dos primatas em duas florestas nacionais do oeste do Pará,...

As pessoas do senso comum repetem os equívocos dos primeiros exploradores europeus quanto ao número de animais visíveis na Amazônia. Induzidas no passado pela grandeza do próprio bioma e incertezas do que existia além das matas ciliares, ou modernamente por programas televisivos, pressupõem a existência de grandes concentrações de animais selvagens neste bioma, semelhantes às encontradas nas planícies africanas ou no pantanal mato-grossense. No entanto, reza à lenda, que a Amazônia é ciumenta com seus bichos. Vê-los exige sacrifício e paciência do pesquisador. No presente estudo foi necessário percorrer 1.600 km, distribuídos em 17 meses entre 2005 e 2006, oitocentos quilômetros na Floresta Nacional do Tapajós (FNT) e 800 km na Floresta Nacional de Saracá-Taquera (FNS-T), ambas no estado do Pará (Brasil), para reunir detecções sobre os primatas nelas contidas que permitissem um robusto tratamento estatístico. Mesmo assim, para algumas espécies naturalmente raras, como por exemplo, Pithecia p. chrysocephala da região do Rio Trombetas, ou Ateles marginatus na região do Rio Tapajós, a freqüência de detecção ao redor de 10, para ambas as espécies, foi muito baixa para permitir inferências seguras. Considerando 40 detecções como o ideal, seria necessário então quadruplicar o esforço amostral, o que por limitações de tempo e recursos é inviável. Outras espécies descritas e observadas por residentes na região do Rio Trombetas, como Saguinus midas e Saimiri sciureus, sequer foram detectadas na floresta de terra firme. Provavelmente não suportando a competição com os primatas simpátricos do interior das florestas intactas foram compelidas a ocuparem e especializarem-se na exploração de florestas periféricas, onde seus alimentos preferidos, os insetos e frutos menores são mais abundantes. Por meio do programa SAS, foi calculado a ANOVA para testar a hipótese nula, de que não existiam diferenças populacionais entre as duas comunidades de primatas, uma vez
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Análise comparativa morfométrica e evolutiva dos dentes posteriores em primatas

Análise comparativa morfométrica e evolutiva dos dentes posteriores em primatas

Os primatas exibem uma diversidade de características morfológicas e dentárias que vem sendo estudadas na tentativa de entender os mecanismos existentes na evolução destes animais (Irish & Scott, 2015). Ribeiro et. al (2013) mostraram relações entre o comprimento mesio-distal relativo dos dentes posteriores e o comprimento do palato secundário. A análise dos parâmetros morfológicos relacionados aos dentes posteriores corroboram com este estudo, pois a maioria das melhores correlações foram entre medidas de mesma direção: comprimento do palato secundário com comprimento mésio-distal do grupo de dentes posteriores, e largura do palato com largura vestíbulo-lingual total dos dentes posteriores, com três exceções em molares: Calitriquídeos (largura), Prossímios (comprimento) e Platirrinos (com fórmula 3PM3M, largura). Além disso, existem alometrias distintas entre as fórmulas dentais, as quais são mais consistentes quando suportadas por grupos de espécies próximas filogeneticamente. Dentre elas, o fato de platirrinos (3PM3M), Prossímios e animais de fórmula 2PM3M terem tendência ao alongamento do palato quanto maior seu tamanho, e Calitriquídeos demonstrarem isometria entre largura e comprimento do palato secundário, além de apresentam a largura do palato maior que o comprimento do palato secundário. Esta característica é presente em alguns animais de outros clados, mas com menor diferença entre as medidas.
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Densidade e tamanho populacional de primatas em um fragmento florestal no sudeste do Brasil

Densidade e tamanho populacional de primatas em um fragmento florestal no sudeste do Brasil

É possível que esses três primatas utilizem algumas áreas de mata dos dois fragmentos vizinhos à Mata São José ou a mata ciliar do Ribeirão Claro, apesar de parte da vegetação ter sido queimada em vários incêndios decorrentes da queima de cana-de-açúcar. Em 2001 o fogo afetou principalmente a parte sudoeste da Mata São José, reduzindo ainda mais o habitat e disponibilidade de alimento para as espécies locais. Na Flores- ta Nacional de Rio Preto (Espírito Santo), Callicebus nigrifrons só foi encontrado em áreas de floresta onde incêndios não ocor- reram (C HIARELLO & M ELO 2001).
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Deteção e caraterização de adenovírus em amostras fecais de primatas não humanos em cativeiro

Deteção e caraterização de adenovírus em amostras fecais de primatas não humanos em cativeiro

Neste estudo, 128 amostras fecais de 34 espécies de PNH assintomáticos (grandes símios, macacos do Velho Mundo, macacos do Novo Mundo, gibões e lémures) do Jardim Zoológico de Lisboa foram testadas relativamente à presença de AdVs através da amplificação, por nested-PCR, de duas regiões conservadas dos genes da DNA polimerase (DNA-Pol) (~650 pb) e do hexão (~380 pb). Em 82,8% das amostras foram detetados amplicões com o tamanho esperado para pelo menos um dos genes. A análise filogenética de 13 sequências da DNA-Pol e 24 sequências do hexão revelou uma grande diversidade genética dos AdVs detetados refletindo a variedade de espécies dos hospedeiros. Com base na análise filogenética, classificou-se tentativamente os AdVs de chimpanzés nas espécies HAdV-C e -E e de gorila e orangotango na HAdV-B. Quando sujeita a análise de recombinação por bootscanning, uma sequência de DNA-Pol muito divergente de AdV de chimpanzé revelou um evento raro de recombinação interespecífica envolvendo HAdV-B e -E. As sequências de AdVs de gibões, aqui identificados pela primeira vez, apesar de agrupadas com HAdV-B, -C, -D e -E, são filogeneticamente muito afastadas podendo vir a constituir uma nova espécie. Relativamente aos AdVs dos macacos do Velho Mundo, as suas sequências surgem dispersas nas árvores filogenéticas dentro dos agrupamentos de HAdV-G e da recém-proposta SAdV-E ou ainda como ramos isolados que poderão corresponder a novos tipos ou mesmo espécies. Os AdVs identificados em saguins-imperador são filogeneticamente próximos do AdV previamente isolado de macacos-titi, outra espécie de macaco do Novo Mundo. Finalmente, foram obtidas pela primeira vez sequências nucleotídicas de AdVs de lémures, que se posicionam separadamente da árvore evolutiva dos AdVs de primatas, formando um aprupamento com sequências de AdVs de uma variedade de outros mamíferos, incluindo suínos, ovinos e equinos.
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Análises da região MHC - Classe IB em primatas neotropicais

Análises da região MHC - Classe IB em primatas neotropicais

As outras duas hipóteses apresentadas são 1) dispersão da América do Norte para a América do Sul, sugerindo um enorme intercâmbio faunístico entre os dois “continentes” como teria acontecido para diversas outras espécies de mamíferos, mas implica na entrada de primatas pela Ásia (Simpson, 1945) e 2) dispersão da Antártica para a América do Sul: este cenário depende de dispersões dentro da África| da África via Ásia e Austrália|ou Ásia via Austrália e Antártica até a América do Sul, sendo uma hipótese muito complicada de sustentar devido à ausência de registro fóssil e a presença de barreiras marinhas como o Canal de Drake que já existia no Oligoceno e o fato de que a Antártica não possui nenhuma conexão continental com África e Índia desde o Cretáceo (BRIGGS, 2003).
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Influência da dieta nos padrões espaciais dos primatas: proposta metodológica aplicada...

Influência da dieta nos padrões espaciais dos primatas: proposta metodológica aplicada...

118 frugívoro, no qual os itens dispersos representam quando muito um terço sobre o total de alimento ingerido. Nos períodos de escassez, a dieta desses primatas muda procurando outro tipo de itens agregados, em muitos macacos-prego é o fruto de palmeira. Nesses trabalhos, a categoria fontes agregadas e dispersas perde força explicativa. O comprimento da DDP depende da distribuição desse recurso alternativo, que pode aumentar se as fontes estão mais afastadas (como sugere a curva geral), mas também podemos encontrar outro tipo de relações. Por outro lado, o intervalo da dieta pode ser de consumo mais disperso, no qual esses itens representem como pouco um terço da dieta. A partir dessa proporção de consumo, a estratégia mais comum é diminuir o comprimento do caminho percorrido à medida que o alimento disperso aumenta na dieta. Por último, existe um ponto que devemos destacar. Vários trabalhos nos alertam sobre o perigo de considerar o consumo de insetos como um item mais da categoria fontes dispersas, o que traz conseqüências no cálculo do intervalo da dieta. Para compreender melhor a função dos insetos dentro da dieta, consideramos que é fundamental observar se o seu consumo foi constante, o se foi um substituto de outros itens nos períodos de escassez. Uma segunda versão da curva geral, menos abrangente, mas mais cautelosa seria a da figura 5.3.
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Fragmentação florestal, perda de habitat e ocorrência de primatas na Mata Atlântica

Fragmentação florestal, perda de habitat e ocorrência de primatas na Mata Atlântica

negativamente a ocorrência de espécies, principalmente de animais de grande porte (PERES, 2001). Para a região de estudo, apesar da população humana local (pomeranos) não ter uma tradição forte de caça aos primatas comparados a povos indígenas ou grupos que caçam por subsistência (REDFORD e ROBINSON, 1987; JEROZOLIMSKI e PERES, 2003; BENCHIMOL e PERES, 2013), houve relatos de caça aos macacos-pregos nas entrevistas, principalmente por causa do prejuízo que esses primatas podem causar a cultivos agrícolas. Esses relatos, porém, sempre remetem ao passado (mais de 30 anos atrás), o que não significa que a caça não tenha afetado a riqueza de espécies de primatas na região. Outros fatores como o uso e cobertura do solo e a configuração do entorno dos fragmentos também podem afetar a riqueza de espécies e populações de animais em fragmentos florestais (GASCON et al., 1999; PRUGH et al., 2008; STOUFFER et al., 2006).
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Efeitos da fragmentação insular sobre a comunidade de primatas na Amazônia Central

Efeitos da fragmentação insular sobre a comunidade de primatas na Amazônia Central

produção foliar pelas plantas no estrato intermediário; ainda que outros estudos tenham relatado a preferência de algumas espécies por dosséis fechados (Anderson 1984; Vidal & Cintra 2006). A maior quantidade de estratos permite a partição do espaço entre espécies co-ocorrentes (Kasecker 2006), devido às diferentes espécies de primatas utilizarem estratos verticais variados na floresta de acordo com suas distintas categorias comportamentais e de dieta (Mittermeier & Van Roosmalen 1981; Van Roosmalen 1985; Mendes Pontes 1997; Warner 2002), e nós observamos que esta variável agiu positivamente tanto na riqueza quanto na abundância total de espécies. Observamos neste estudo que ambientes com muito cipó são mais degradados fisicamente, o que pode ocorrer em decorrência do acentuado efeito de borda que facilita o crescimento das lianas e conseqüentemente aceleram a mortalidade das árvores (Laurance et al. 2002), influenciado negativamente o número de espécies presentes na área. No entanto Schwarzkopf & Rylands (1989) encontraram maior riqueza de primatas em fragmentos com maior número de lianas. Segundo os autores, com aumento da queda de árvores nos fragmentos, ocorrem mais falhas no dossel o que propicia maior produção das plantas e conseqüentemente maior produção de frutos pelas árvores, beneficiando os primatas.
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CARACTERIZAÇÃO MOLECULAR DE TRICHOMONADÍDEOS PRESENTES NO MICROBIOMA INTESTINAL DE PRIMATAS NÃO HUMANOS

CARACTERIZAÇÃO MOLECULAR DE TRICHOMONADÍDEOS PRESENTES NO MICROBIOMA INTESTINAL DE PRIMATAS NÃO HUMANOS

PNHs são os nossos ancestrais mais próximos, e apresentam uma grande variedade de espécies dentro da classe Mammalia. Algumas espécies estão sob perigo de extinção e exigem uma atenção especial para sua preservação (SMEJKALOVA et al., 2011). A proximidade da relação filogenética entre humanos e PNHs assim como similaridade em termos fisiológicos e anatômicos, podem resultar em um alto potencial para o intercâmbio de patógenos (ZHANG et al, 2014). Os primatas são considerados ótimos modelos experimentais para estudos nos campos das ciências básica e aplicada (PHILIPS et al., 2014). Os principais estudos que utilizam PNHs são relacionados com doenças infecciosas, como HIV/ AIDS; febre amarela e dengue (GALLER et al., 2005; MARTININELLI et al., 2015), estudos de neurociências (MITCHELL et al., 2018; MITCHELL e LEOPOLD, 2015) e farmacologia (BRENNAN et al., 2018). Os PNHs são modelos experimentais especiais por apresentarem uma grande semelhança de respostas imunológicas a agentes infecciosos (GIBBS et al., 2007), além de compartilhar doenças e infecções observadas em humanos.
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EFEITOS DO TIPO DE FLORESTA E DA ESTRUTURA DE HABITAT EM ASSEMBLEIAS DE PRIMATAS NO SUDOESTE DA AMAZÔNIA

EFEITOS DO TIPO DE FLORESTA E DA ESTRUTURA DE HABITAT EM ASSEMBLEIAS DE PRIMATAS NO SUDOESTE DA AMAZÔNIA

Saimiri ustus I. Geoffroy, 1843. O gênero Saimiri é referido como habitat –especialista de florestas inundáveis, tanto de várzea quanto de igapó [Peres, 1993; Haugaasen & Peres, 2005]. Peres [1997a], por exemplo, considera Saimiri e Alouatta os gêneros mais adaptados a florestas de várzea dentre todos os táxons de primatas amazônicos. Apesar de este estudo ter demonstrado um caráter generalista no uso do habitat por Saimiri ustus, os avistamentos em FTF foram sempre realizados próximos a FAI [cf. Haugaasen & Peres, 2005] e ao rio São Miguel. As maiores densidades observadas nas florestas inundáveis (FAI e FDI) sugerem que a presença de habitats ribeirinhos é determinante para a distribuição local de Saimiri ustus. Grande parte do sucesso ecológico de Saimiri em florestas inundáveis está associada ao seu menor porte dentre os primatas frugívoros –insetívoros neste tipo de floresta, a ausência de competição com outros primatas insetívoros de pequeno porte (calitriquíneos) e a maior densidade de sub-bosque [Rylands, 1987; Peres, 1997a]. As florestas inundáveis na REBIO Guaporé, além de se particularizaram pela ausência ou raridade de calitriquíneos, apresentaram maior número de árvores por hectare em relação à terra firme, tanto no sub- bosque quanto no dossel, sendo estas as variáveis de estrutura da floresta de maior correlação com a ocorrência de Saimiri ustus.
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Diagnóstico sorológico e molecular de Toxoplasma gondii em primatas não humanos em parque zoológico

Diagnóstico sorológico e molecular de Toxoplasma gondii em primatas não humanos em parque zoológico

A participação dos animais selvagens como reservatórios ou portadores de zoonoses na natureza e em cativeiro é uma preocupação emergente devido ao potencial de transmissão de agentes zoonóticos. Dentre os animais de cativeiro estão aqueles alojados em zoológicos, em particular os primatas de diferentes espécies. Este estudo teve como objetivo pesquisar a infecção por T. gondii em primatas não humanos em Parque Zoológico Municipal. Anticorpos anti-T. gondii foram avaliados pelos métodos sorológicos de Aglutinação Direta Modificada (MAD) e Reação de Imunofluorescência Indireta (RIFI), bem como a técnica molecular de Reação em Cadeia da Polimerase (PCR) em amostras de sangue de 43 primatas africanos, pertencentes às categorias do Velho Mundo e Novo Mundo (Neotropicais). Dos animais estudados, 16/43 (37,2%) apresentaram anticorpos anti-T. gondii à técnica de MAD e 10/43 (23,3%) à técnica de RIFI. À prova de PCR todas as amostras foram negativas. Nenhuma diferença significativa (P< 0,001) foi observada com relação às variáveis sexo, idade e às categorias Velho Mundo e Neotropicais. Os resultados demonstraram alta prevalência de anticorpos anti-T. gondii em primatas de Parque Zoológico, necessitando-se, portanto de um monitoramento constante para a infecção, pela realização periódica de testes sorológicos, bem como os cuidados relacionados aos fatores de risco, como a procedência da areia utilizada nos recintos e dos alimentos oferecidos aos animais, bem como, a higienização adequada das frutas e verduras fornecidas aos animais. Assim, a toxoplasmose deve ser monitorada em ambientes de zoológicos, principalmente pela orientação de seus funcionários e tratadores, pela modificação de hábitos no manejo sanitário dos animais, como forma de prevenção da infecção para os funcionários bem como para o público visitante.
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Enterite ulcerativa e granulomatosa com parasitismo de Molineus torulosus em primatas neotropicais

Enterite ulcerativa e granulomatosa com parasitismo de Molineus torulosus em primatas neotropicais

RESUMO.- [Enterite ulcerativa e granulomatosa com parasitismo de Molineus torulosus em primatas neo- tropicais.] São relatados 11 casos de enterite ulcerativa e granulomatosa associada ao parasitismo por Molineus torulosus em diferentes espécies de primatas neotropicais do gênero Sapajus. Todos os macacos afetados haviam sido apreendidos pela polícia ambiental e estavam sendo trata- dos em um centro de reabilitação de animais silvestres. O

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Analise da dentição posterior de primatas = modelo para predição de tamanho de molares

Analise da dentição posterior de primatas = modelo para predição de tamanho de molares

O aparato mastigatório dos primatas exibe uma variação considerável de tamanho e forma. Acredita-se que essa variação seja determinada por restrições funcionais impostas principalmente por adaptações dietéticas (Robinson 1954, Smith 1981). A redução em tamanho de maxilas e mandíbulas geralmente é acompanhada por uma redução de tamanho de dente. Este efeito foi particularmente evidente na evolução de hominídeos (Robinson 1954, Sofaer et al 1971, Sofaer 1973). Este padrão harmonioso foi certamente controlado pela seleção natural onde os genótipos produtores de fenótipos discrepantes (dentes grandes para mandíbula e maxíla reduzida, ou dentes pequenos para mandíbulas e maxilas grandes) foram eliminados ao longo de evolução (Sofaer et al 1971). Esta redução parece seguir uma regra simples: quanto mais tardio o desenvolvimento maior será sua redução. O terceiro molar, sendo o último dente a erupcionar, é presumivelmente o dente mais vulnerável, considerando que ele tem que se ajustar ao espaço disponível para ele. (Robinson 1954)
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Variações no sistema oxitocina-vasopressina em primatas e seu significado funcional e evolutivo

Variações no sistema oxitocina-vasopressina em primatas e seu significado funcional e evolutivo

Os membros da ordem Primates são reconhecidos por várias características tais como rosto curto, órbitas oculares frontais associadas à visão estereoscópica, capacidade craniana relativamente grande e polegares oponíveis (Myers 2000) São também caracterizados por apresentarem uma variedade de comportamentos sociais complexos. Os primatas estão entre os animais mais sociais, vivendo em grupos familiares, pares, haréns com um único macho e em grupos multimachos/multifêmeas (Grueter et al. 2012). Neste trabalho, algumas dessas características comportamentais e morfológicas serão consideradas em maiores detalhes, visto serem alvo de nossa investigação. Além disso, como veremos abaixo, o foco serão os primatas do Novo Mundo ou clado Platyrrhini.
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