Processo artístico

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Tiros de Movimento-Imagem: estudo de um processo artístico e pedagógico de Cristiane Paoli Quito

Tiros de Movimento-Imagem: estudo de um processo artístico e pedagógico de Cristiane Paoli Quito

Esta pesquisa teve como principal objetivo estudar procedimentos pedagógicos de treinamento corporal de atores. Para isso, o processo artístico e pedagógico da diretora, atriz e professora da Escola de Arte Dramática EAD-USP, Cristiane Paoli Quito, serviu de guia e condutor desta pesquisa. Os sujeitos observados foram os alunos do terceiro ano da Escola de Arte Dramática, Turma 59/EAD-USP. O período estudado foi de agosto a dezembro de 2009. Foram observados e analisados os procedimentos pedagógicos de construção da dramaturgia corporal, utilizadas por essa diretora na montagem da peça teatral O Gato Malhado e a Andorinha Sinhá, adaptada ao teatro pelo dramaturgo e professor da Escola de Arte Dramática (USP), Rogério Toscano, com a colaboração de todo o elenco de atores/estudantes da turma 59/EAD-USP. A montagem da peça, O Gato Malhado e a Andorinha Sinhá, fez parte da aula de Estudos e Práticas de Montagem e foi dirigida por Cristiane Paoli Quito. Mesmo tendo observado e analisado a montagem teatral como um todo, concentrei-me em um foco principal: descrever e analisar o processo pedagógico de construção da dramaturgia corporal na montagem da peça O Gato Malhado e a Andorinha Sinhá de modo a compreender como Cristiane Paoli Quito trabalha, pedagogicamente, a construção da dramaturgia corporal com alunos/atores na criação de um espetáculo. Sendo assim, o trabalho pedagógico de construção das ações físicas com os atores da turma 59 EAD/USP teve maior importância nesta pesquisa, se comparada a outros elementos que envolvem uma montagem teatral (texto, direção, luz, cenário, música, figurino etc.). O trabalho da coreógrafa e bailarina Tarina Quelho também foi analisado, uma vez em que essa fez a parte da preparação corporal dos alunos/atores, através da técnica do BMC (Body Mind Centering). Rogério Toscano (professor da EAD/USP) participou como dramaturgista, auxiliando a turma 59 no que se refere à reelaboração do texto original de Jorge Amado. Seu trabalho também é amplamente citado nesta dissertação.
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O desenho desenha a si Convulsão, potência e continuum no processo artístico

O desenho desenha a si Convulsão, potência e continuum no processo artístico

Retomando o uso que Petherbridge faz do termo continuum, pode-se identifi- car na base do nexo que ela propõe a persistência de alguns dos aspectos mencio- nados na revisão da conceituação do tempo ocidental feita por Agamben: 1) uma vez que o desenho é visto prioritariamente como manifestação gráfica, e que cada versão para outro medium lhe é definitivamente distinta e outra, existe pela diferenciação a possibilidade de quantificação; 2) pelo desenvolvimento do esboço até o medium final qualifica-se uma única direção progressiva através do antes e do depois; 3) e se por um lado esta direção é linear e irreversível, uma vez que o trabalho tende a atingir seu objetivo final pela superação progressiva de suas etapas (“a origem, o desenvolvi- mento e a finalização”), por outro lado o processo do artista tende a reproduzir conti- nuamente tal encadeamento, curvando a linearidade em um ciclo. Enquanto Pether- bridge parece reclamar uma espécie de temporalidade unívoca para o desenho, que reproduz a noção predominante no ocidente, o argumento de Lee discorre, como já mencionado, sobre três formas de temporalidades diferentes em um sistema aberto. Na busca por valorizar a dimensão temporal em seu contato com a espacial, consi- derando esta última historicamente privilegiada, Lee menciona obras de artistas que problematizam a entropia, a causalidade, o acidental, enfim, que tateiam experiências menos ortodoxas do tempo na arte sem elaborar uma proposição única e conclusiva a respeito deste.
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Possibilidades de estruturação do processo artístico como imagem - no interior do tempo.

Possibilidades de estruturação do processo artístico como imagem - no interior do tempo.

do informe, desclassificante, bem como, sobretudo, o trabalho das re- lações, da rede de contatos, das semelhanças e dessemelhanças, ver- dadeiras e falsas, que faz o sentido ser dinâmico e impermanente. Isso resgata para o núcleo de No interior do tempo, em especial, as peças da série Humanoinumano (1995). Essas peças são cortes anatômicos, estão inteiramente contidas nos Poemas visuais interiores – e foram feitas na fábrica. Todo o processo da produção da série Humanoinu- mano – mais de vinte peças – envolveu uma experiência riquíssima de convivência com a fábrica nos anos 90, sob perspectivas múltiplas. Rendeu minha dissertação de mestrado e memórias de um investi- mento que até hoje me faz refletir, e que não caberia aprofundar aqui. Finalmente, puxo todos os demais trabalhos, Cabeça oval, La mére em si (ou MiniVer para olhar) e Cadeira mãe e filha, para esse núcleo, como capazes de estabelecer conexões: todos propõem uma dinâmica de desconstrução do antropomorfismo e das relações entre o dentro e o fora; foram trabalhos realizados em momentos diferentes, mas tive- ram também seu processo em que encontros foram significantes, como penso que é meu modo de trabalho.
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Eve-Line: processo artístico-jurídico de criação de uma personagem

Eve-Line: processo artístico-jurídico de criação de uma personagem

terceiros para uso ou exploração da obra; VII - a distribuição para oferta de obras ou produções mediante cabo, fibra ótica, satélite, ondas ou qualquer outro sistema que permita ao usuário realizar a seleção da obra ou produção para percebê-la em um tempo e lugar previamente determinados por quem formula a demanda, e nos casos em que o acesso às obras ou produções se faça por qualquer sistema que importe em pagamento pelo usuário; VIII - a utilização, direta ou indireta, da obra literária, artística ou científica, mediante: a) representação, recitação ou declamação; b) execução musical; c) emprego de alto-falante ou de sistemas análogos; d) radiodifusão sonora ou televisiva; e) captação de transmissão de radiodifusão em locais de frequência coletiva; f) sonorização ambiental; g) a exibição audiovisual, cinematográfica ou por processo assemelhado; h) emprego de satélites artificiais; i) emprego de sistemas óticos, fios telefônicos ou não, cabos de qualquer tipo e meios de comunicação similares que venham a ser adotados; j) exposição de obras de artes plásticas e figurativas; IX - a inclusão em base de dados, o armazenamento em computador, a microfilmagem e as demais formas de arquivamento do gênero; X - quaisquer outras modalidades de utilização existentes ou que venham a ser inventadas.
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André Feitosa de Sousa>

André Feitosa de Sousa>

Cheguei até minha ancestralidade africana. E, finalmente, entendi que minha discussão, de muitas formas, tratava de uma pergunta constante sobre ontologia e produção de realidade (mais que uma investigação de verdades científicas ou produção de ver- dades cênicas), através de uma hipótese de mundo e de materiali- dade onde não haja centralidade na figura da “pessoa” ou do “hu- mano”, com seus respectivos pressupostos político-epistêmicos. No primeiro semestre de 2015, novamente através do Butô, cheguei à inscrição de um novo processo artístico (“Os Criadores em Cena”), lançado pelo Porto Iracema das Artes/Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura, em Fortaleza. Tratava-se de uma resi- dência artística gratuita (abril, maio e junho daquele ano), com encontros diários, das várias linguagens que caracterizam seus interessados, em torno de uma proposta comum de criação ar- tística, supervisionada por Thiago Arrais (diretor e professor de teatro do IFCE campus Fortaleza).
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A Imagem como estímulo no processo de imersão e a memória como o regente no trabalho do ator.

A Imagem como estímulo no processo de imersão e a memória como o regente no trabalho do ator.

O presente artigo relata o proces- so artístico experimental teórico-prático desenvolvido no ano de 2013, referente à montagem do conto “O Espelho”, da obra Primeiras Estória, de João Guima- rães Rosa. Este processo artístico expe- rimental se propôs a investigar a relação do termo memória, de Henri Bérgson, em seu ensaio “Matéria e Memória” (1999), para tanto, são utilizadas as fotografias de Brooke Shaden³ como principal estímulo para a criação com a imagem fotográfica nesse processo. Portanto, com esse relato busca-se poder dividir com o leitor o que o laboratório prático e os ensaios possi- bilitaram ao espetáculo e, principalmente, ao trabalho da atriz.
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Intelectualidade e escritas de si: traços (auto)biográficos na obra de O. G. Rego de Carvalho / Intellectuality and Self Writing: (Auto)Biographical traits in the Literary Work of O. G. Rego de Carvalho

Intelectualidade e escritas de si: traços (auto)biográficos na obra de O. G. Rego de Carvalho / Intellectuality and Self Writing: (Auto)Biographical traits in the Literary Work of O. G. Rego de Carvalho

Assim, O. G. Rego de Carvalho intenta superar o tempo linear, realizando o entrecruzamento de temporalidades, nas quais há a “morte” do sujeito ao passo que fortalece o “nascimento” do sujeito autor. O nome próprio artístico-literário tem a função de localizar no passado uma espécie de marca, de emblema, de símbolo, através do qual a obra seja pensada por um nome e, de tal maneira, que o sujeito seja eternizado pelo seu correspondente artístico. A “arrumação dos ausentes”, mencionada por Michel de Certeau, destaca que a arrumação não se dá com os corpos físicos, mas com os elementos discursivos que se dão a “mostrar” sobre o passado, ou seja, como a escrita acaba por domesticar o passado. Trata-se, em grande medida, de falar da “arrumação dos ausentes presentes”, pois, ao remeter a um sujeito, o nome artístico faz algo semelhante, visto que o nome artístico-literário do escritor piauiense cria laços entre o sujeito (Orlando Geraldo Rego de Carvalho), o autor (O. G. Rego de Carvalho) e o leitor (que varia no tempo e no espaço, a partir de circunstâncias políticas, econômicas, educacionais, culturais, sociais). Mais que isso, o nome busca lidar com outro passado, pois o nome artístico-literário se propõe como o “novo” que cria um presente, uma “nova pessoa”. Isso “instaura uma relação didática entre o remetente e o destinatário” (CERTEAU, 2011, p. 109), que é o leitor, seja qual for a situação ou a temporalidade.
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Á descoberta de Túlio Espanca

Á descoberta de Túlio Espanca

6 Inventário Artístico de Portugal: distrito de Évora 7 Inventário Artístico de Portugal: concelho de Évora 8 Cadernos de história e arte eborense. 9 Visitas de embaixadores célebr[r]

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Processo Assistencial Integrado da Asma na Criança e no Adulto – Normas de Orientação Clínica

Processo Assistencial Integrado da Asma na Criança e no Adulto – Normas de Orientação Clínica

A abordagem dos PAI é uma abordagem multidisciplinar, integral e integrada que pressupõe a reanálise de todas as atuações de que o doente é alvo em qualquer ponto do Sistema de Saúde, do início ao fim do processo assistencial. Por outro lado, as atividades assistenciais baseadas na melhor evidência científica disponível, respeitam o princípio do uso racional de tecnologias da saúde e orientam a adoção de atuações terapêuticas custo-efetivas, ao mesmo tempo que se garante ao cidadão a qualidade clínica que é consagrada como um dos seus principais direitos.

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Levante Artístico - diverso e disperso

Levante Artístico - diverso e disperso

O levante artístico pode ser visto também como performance. Por outro lado, se pensarmos, junto com Bey, que o levante artístico também é algo que não se repete e que promove rupturas temporárias dentro do próprio sistema, poderemos entender que ele se trata, na realidade, da própria prática artística da ZAP 18. Explico: o grupo e sua sede poderiam ser vistos como uma ponte. Isso é, estaríamos/ocuparíamos mais de um lugar concomitantemente. Vale destacar que, mesmo com sua sede localizada na periferia de Belo Horizonte, a ZAP 18 ocupa um lugar importante na cena teatral da cidade participando de eventos de destaque, como o Festival Internacional de Teatro de Belo Horizonte (FIT - BH Palco & Rua), Encontro Mundial de Artes Cênicas (Ecum), entre outros festivais e ciclos de discussão. Ou seja, geograficamente, pode- mos considerar a ZAP 18 periférica, mas no mapa da produção teatral da cidade, o grupo tem sua centralidade.
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Os bens ferroviários nos tombamentos do Estado de São Paulo (1969 - 1984)

Os bens ferroviários nos tombamentos do Estado de São Paulo (1969 - 1984)

A indefinição de uma política específica para esse tipo de bem nos auxilia a formular questionamentos e atua como hipótese de pesquisa. Para nós, as proteções de bens ferroviários foram orientadas por múltiplos argumentos, valores originados por diferentes interpretações dos agentes sociais envolvidos no processo. Especificamente sobre os bens ferroviários, a ausência de diretrizes é indicada, por exemplo, no parecer do arquiteto Carlos Lemos para a Estação de Santa Rita do Passa Quatro (PROCESSO CONDEPHAAT 00467/74, p.20): “[...] encarecemos a necessidade de um plano de tombamentos que nos oriente no sentido de que tombar e o que não tombar dentro do Estado”. O texto indica ainda a existência de uma discussão interna sobre a questão: “Muito já foi falado a respeito disso [plano de tombamentos] e da necessidade de uma listagem lastreada em levantamentos pertinentes de dados [...]” (PROCESSO CONDEPHAAT 00467/74, p.20). Com base nessas considerações, acreditamos que o período tenha sido um momento de embate de ideias e construção das interpretações que orientaram a prática os tombamentos que investigamos. Nossa afirmação é complementar à hipótese e também é abordada neste trabalho.
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Capitalismo, socialismo e direito à liberdade sobre a questão da  dos direitos de cidadania

Capitalismo, socialismo e direito à liberdade sobre a questão da dos direitos de cidadania

No desenrolar de todo o trabalho, mostramos que a liberdade individual, em sua forma plena, é quase impraticável nos quadros da acumulação capitalista e do livre-mercado para a maioria da população, constituída pela classe trabalhadora, por aqueles cuja única propriedade para “vender” no mercado é a sua própria força de trabalho. Além disso, viu-se também que, mesmo em se tratando de uma liberdade relativa, como aquela cujo conteúdo se expressa nos chamados direitos civis, não há nada que impeça o bom funcionamento do mercado, o processo de valorização do capital e, portanto, a reprodução das relações sociais capitalistas. Tais direitos de primeira geração estariam reduzidos ao mínimo necessário para a continuidade da acumulação, como parece ser o caso da quase totalidade dos países da periferia do sistema capitalista mundial, sobretudo dos latino-americanos, vide o caso brasileiro, citado anteriormente, do “milagre econômico”, no qual altas
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Mestrado em Artes Instituto de Ciências da Arte Universidade Federal do Pará

Mestrado em Artes Instituto de Ciências da Arte Universidade Federal do Pará

Portanto, o fato artístico aqui proposto, ou seja, a seleção dos artistas paraenses para a XI Bienal de São Paulo, como a escolha de alguns eventos artístico da cidade de[r]

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Tipo de ensino e autoconceito artístico de adolescentes.

Tipo de ensino e autoconceito artístico de adolescentes.

Além disso, a frequência no ensino artístico parece permitir um desenvolvimento positivo do autoconceito artístico, uma vez que os resultados deste trabalho revelaram que os estudantes do ensi- no especializado apresentaram resultados supe- riores nas dimensões artísticas. Entretanto, contem- plando apenas os alunos do universo artístico, os resultados demonstraram que os alunos de cada especialidade desse tipo de ensino diferem signi- ficativamente dos seus pares de outras áreas artís- ticas e apresentam níveis de percepção artística superiores no domínio das artes em que se inserem. Esses resultados permitem, assim, suportar a ideia, defendida por vários autores (Harter, 1999; Hattie, 1992; Marsh, 1986; 1993), de que as pessoas não se avaliam com a mesma intensidade em todas as dimensões da sua vida, dando primazia às dimen- sões que entendem como mais importantes para si. Assim, neste caso, sendo que os alunos identi- ficam a sua área de especialização como importante para a construção do seu self, seria de esperar que manifestassem autoconceitos superiores no domínio do autoconceito artístico relativo à sua área, o que foi comprovado pelos resultados obtidos.
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Mapear o campo artístico

Mapear o campo artístico

O campo artístico age como um prisma que filtra e refracta forças externas, de acordo com a sua própria lógica e estrutura. Quanto maior for a autonomia do cam- po artístico e a sua capacidade para excluir factores e critérios de avaliação externa, tanto mais exigente será o trabalho de sublimação que ele requer dos seus membros e mais a sua história será cumulativa e portanto capaz de transmutar interesses mundanos em motivos e actos auto-referencialmente estéticos. A originalidade ar- tística é conseguida não por um dom carismático do artista mas através desta “transcendência de instituição” colectiva, tornada possível pelos mecanismos so- ciais do campo (Bourdieu, 1992: 375-380).
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Ártemis: por um feminismo crítico, artístico e libertário.

Ártemis: por um feminismo crítico, artístico e libertário.

Como editoras do periódico, acreditamos que, a fim de compreender o lugar que a Revista Ártemis – Estudos de Gênero, Feminismo e Sexualidades ocupa dentro da área de publicações feminist[r]

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Entre Portugal e São Paulo: um percurso artístico em construção

Entre Portugal e São Paulo: um percurso artístico em construção

A teoria do “Estranhamento”, no termo original “Ostranenie” (остранение) foi cunhada pelo formalista russo Viktor Chklovski (1893–1984), no texto “ A Arte como processo”, que foi publicado pela primeira vez em 1917. O conceito é criado para debater a função da Arte e da mimesis na sociedade, demarcando oposição às teorias do critico ucraniano Aleksandr Potebnia (1835–1891). Potebnia defendia que as imagens, são apenas ferramentas que possibilitam o agrupamento de ideias heterogéneas e a explicação de algo desconhecido através de algo conhecido. Para ele a Arte apresenta o desconhecido através da Natureza, essa sim, conhecida pelos seres humanos. É precisamente quanto a esta ideia, que Chklovski vai discordar de Potebnia, pois para ele, a inalidade da Arte é a de “dar uma sensação do objecto como visão e não como reconhecimento”. O processo da Arte, é um processo de singularização dos objectos e de criação de um “estranahamento” em volta dos objectos, para que dessa forma a percepção dos mesmos se torne mais difícil e duradora, na medida em que, o acto da percepção na Arte, é um im em si mesmo e deve por isso ser prolongado. O autor diz ainda que a Arte é uma forma de “sentir o devir dos objectos”. Por “estranhamento”, Chklovski entende, o efeito criado pela obra de arte literária, tendo como exemplo a poesia russa da sua época, que nos afasta do modo comum com que apreendemos o mundo e a arte e, nos eleva a uma nova e outra dimensão, a um lugar distante, apenas capaz de ser descoberto e evidenciado pelo olhar estético ou artístico. É neste sentido, que Carlos Fajardo relaciona a teoria do estranhamento com o olhar do estrangeiro, que através do seu olhar preplexo peranto o novo e o misterioso, revela e anuncia visões diferentes sobre o mundo.
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A axonometria e a cor no projeto de objeto artístico

A axonometria e a cor no projeto de objeto artístico

Esta apresentação é composta por três partes. A primeira inicia-se com o enquadramento teórico para aplicar a unidade didática. Irei analisar as aplicações da representação axonométrica, no campo das artes plásticas, passando pelo design e arquitetura e por último uma abordagem na arte contemporânea. De seguida, uma vez analisadas as aplicações pela representação axonométrica mais propriamente, contemplaremos um momento para a questão da cor na formulação de imagens e objetos. Será feita uma introdução à pintura no caso do modernismo e em seguida na arte contemporânea. De outro modo, será abordado o processo pelo qual o objeto artístico irá ser desenvolvido, destacando dois pontos essenciais: a representação e o projeto do objeto. Teremos uma fase dedicada aos esboços à mão livre, focando também a axonometria relativamente à sua estrutura e introdução. Para uma melhor compreensão será abordado o tema sobre cubos e redes ou malhas envolventes. Neste seguimento proceder-se-á á própria construção do objeto, para posteriormente dedicarmos uma breve nota sobre a morfologia do objeto, no que se refere á introdução da cor e a sua importância. No final será tomada em consideração a planificação e a maqueta do objeto final.
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Processo de Gestão da Medicação – Normas de Orientação Clínica

Processo de Gestão da Medicação – Normas de Orientação Clínica

B. O potencial para erros no processo de gestão da medicação, em especial em ambiente hospitalar é elevado, como consequência não só do número de medicamentos administrados ao doente enquanto está internado mas também pelo número de profissionais de saúde e atividades envolvidas no processo.

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Processo Assistencial Integrado da Pré-Obesidade no Adulto – Normas de Orientação Clínica

Processo Assistencial Integrado da Pré-Obesidade no Adulto – Normas de Orientação Clínica

A abordagem por Processos Assistenciais Integrados é multidisciplinar, integral e integrada, que pressupõe a reanálise de todas as atuações de que o doente é alvo em qualquer ponto do Serviço Nacional de Saúde, do início ao fim do processo assistencial. Por outro lado, as atividades assistenciais baseadas na melhor evidência científica disponível, respeitam o princípio do uso racional de tecnologias da saúde e orientam a adoção de atuações terapêuticas custo‐efetivas, ao mesmo tempo que se garante ao cidadão a qualidade clínica, que é consagrada como um dos seus principais direitos.
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