Processo judicial ou administrativo

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A PRESUNÇÃO DE NÃO CULPABILIDADE NO ÂMBITO DO PROCESSO ADMINISTRATIVO SANCIONADOR

A PRESUNÇÃO DE NÃO CULPABILIDADE NO ÂMBITO DO PROCESSO ADMINISTRATIVO SANCIONADOR

De forma semelhante, vincula-se o princípio em comento ao direito fundamental à ampla defesa e ao contraditório, definidos no art. 5º, LV, da Constituição Federal de 1988: “aos litigantes, em processo judicial ou administrativo, e aos acusados em geral são assegurados o contraditório e ampla defesa, com os meios e recursos a ela inerentes”. Desta feita, impõe-se ao Estado o fornecimento de condições materiais para que o acusado exerça seu direito de defesa, com todos os elementos necessários para tanto, além de assegurar a oportunidade de o acusado contestar todas as alegações contra ele dirigidas (BACELLAR FILHO, 2009, p. 33-5).
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MIGRAÇÃO COMO CRIME, ÊXODO COMO LIBERDADE.

MIGRAÇÃO COMO CRIME, ÊXODO COMO LIBERDADE.

Dispensar aos deslocados o tratamento securitário tem como pressuposto a mesma lógica binária do poder, na sua produção não repressiva (ou positiva), que é efetuar a distinção de normais e anormais: seja entre nacionais e não-nacionais, migrantes voluntários e involuntários, refugiados inocentes e migrantes “ilegais”, etc. O que conta, afinal, é definir a identidade normal e normalizada e o limite que se pode e não se pode traçar. Ou seja, definir a linha ou os limites que podem acionar sucessivos dispositivos de controle e repressão. Se a criminalização, com todos os seus aparatos, incluindo o processo judicial ou administrativo, a detenção ou encarceramento, a condenação e a expulsão, são a forma mais brutal e violenta dos dispositivos de poder, isso não significa que sejam as únicas formas de controle e que não coexistam com outras, tão relevantes quanto.
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O PROCESSO ADMINISTRATIVO COMO RELAÇÃO JURÍDICA:EXERCÍCIO DEMOCRÁTICO DO PODER

O PROCESSO ADMINISTRATIVO COMO RELAÇÃO JURÍDICA:EXERCÍCIO DEMOCRÁTICO DO PODER

Outros autores admitem o processo no âmbito administrativo, mas o reservam às relações entre o administrado e a Administração em que haja litígio. Fora do litígio, tem-se puramente um procedimento administrativo(BACELLARFILHO, 2003; FIGUEIREDO, 2001; JUSTEN FILHO, 2009). Justen Filho (2009) admite o processo administrativo nos casos de litígio, mas o distingue do judicial. Afirma que a posição do juiz é diferente no processo judicial, porque não é titular dos interesses em conflito, como acontece no administrativo. O ilustre professor vai além ao comentar, em nota de pé de página, que “admitir a existência de um „processo administrativo‟ pressupõe a adoção da teoria civilista do direito de ação, segundo a qual o direito de ação está contido na relação jurídica em que surge o litígio”.
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O PROCESSO ADMINISTRATIVO NO ÂMBITO DO PROGRAMA DE GESTÃO DE DOCUMENTOS

O PROCESSO ADMINISTRATIVO NO ÂMBITO DO PROGRAMA DE GESTÃO DE DOCUMENTOS

O princípio do informalismo é talvez uma das características mais diferenciadoras do processo administrativo em relação ao processo judicial. No processo administrativo, exceto quando a lei determina, não há formas para realização do ato. O processo é formal em si, uma vez “[…] que deve ser reduzido a escrito e conter documentado tudo o que ocorre no seu desenvolvimento, é informal no sentido que não está sujeito a formas rígidas” (ibidem, p. 772, grifo nosso). Mello (2009, p. 498) destaca que esse informalismo deve ser considerado principalmente em favor do administrado, devendo dele exigir apenas aquilo que é necessário para seu exercício como cidadão. O autor ainda destaca que tal princípio não se aplica a procedimentos concorrenciais, uma vez que poderia afetar a igualdade dos concorrentes. Di Pietro explica que a lei exclui esse princípio nos casos relacionados a processos que envolvam direitos e interesses dos particulares, obrigando assim a Administração a seguir um determinado rito e compor determinados documentos no processo administrativo (DI PIETRO, 2015, p. 772).
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O PRINCÍPIO DA BOA-FÉ NO PROCESSO ADMINISTRATIVO FEDERAL

O PRINCÍPIO DA BOA-FÉ NO PROCESSO ADMINISTRATIVO FEDERAL

Outra conduta processual vedada, pelo inciso V do art. 17, CPC repousa no agir temerário das partes. “Temeridade, temeritas, é palavra usada na terminologia jurídica luso-brasileira para designar o que se pratica com imprudência, arrojo, ousadia, audaciosidade.” (MIRANDA, 2001, p. 376) Um dos principais exemplos da conduta temerária está tipificada no art. 17, VI, CPC, que qualifica como litigância de má-fé a provocação de incidentes manifestamente infundados no processo, sendo que ambas hipóteses de litigância de má-fé relacionam-se, precipuamente, com o dever de praticar somente atos processuais necessários e úteis (art. 14, IV, CPC). Razoável notar que o diálogo processual revela-se bem-vindo e o uso dos meios de defesa assegura o devido processo legal. Contudo, o excesso do direito de resistir infringe a boa-fé objetiva. Neste sentido, a parte custeia os atos infundados em razão de comprovadamente protelatórios, impertinentes ou supérfluos, nos termos doa art. 31, CPC.
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O devido processo legal no processo administrativo disciplinar MESTRADO EM DIREITO

O devido processo legal no processo administrativo disciplinar MESTRADO EM DIREITO

RECURSO EXTRAORDINÁRIO - MATÉRIA TRIBUTÁRIA - SUBSTITUIÇÃO LEGAL DOS FATORES DE INDEXAÇÃO - ALEGADA OFENSA ÀS GARANTIAS CONSTITUCIONAIS DO DIREITO ADQUIRIDO E DA ANTERIORIDADE TRIBUTÁRIA - INOCORRÊNCIA - SIMPLES ATUALIZAÇÃO MONETÁRIA QUE NÃO SE CONFUNDE COM MAJORAÇÃO DO TRIBUTO - RECURSO IMPROVIDO. - Não se revela lícito, ao Poder Judiciário, atuar na anômala condição de legislador positivo, para, em assim agindo, proceder à substituição de um fator de indexação, definido em lei, por outro, resultante de determinação judicial. Se tal fosse possível, o Poder Judiciário - que não dispõe de função legislativa - passaria a desempenhar atribuição que lhe é institucionalmente estranha (a de legislador positivo), usurpando, desse modo, no contexto de um sistema de poderes essencialmente limitados, competência que não lhe pertence, com evidente transgressão ao princípio constitucional da separação de poderes. Precedentes. - A modificação dos fatores de indexação, com base em legislação superveniente, não constitui desrespeito a situações jurídicas consolidadas (CF, art. 5º, XXXVI), nem transgressão ao postulado da não-surpresa, instrumentalmente garantido pela cláusula da anterioridade tributária (CF, art. 150, III, "b"). O Estado não pode legislar abusivamente, eis que todas as normas emanadas do Poder Público - tratando-se, ou não, de matéria tributária - devem ajustar-se à cláusula que consagra, em sua dimensão material, o princípio do "substantive due process of law" (CF, art. 5º, LIV). O postulado da proporcionalidade qualifica-se como parâmetro de aferição da própria constitucionalidade material dos atos estatais. Hipótese em que a legislação tributária reveste-se do necessário coeficiente de razoabilidade. Precedentes. 300 (Grifos nossos)
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O processo  tributário e a teoria dos precedentes à luz do Código de Processo Civil de 2015

O processo tributário e a teoria dos precedentes à luz do Código de Processo Civil de 2015

em virtude de jurisprudência pacífica do Supremo Tribunal Federal, do Superior Tribunal de Justiça, do Tribunal Superior do Trabalho e do Tribunal Superior Eleitoral, sejam objeto de ato declaratório do Procurador-Geral da Fazenda Nacional, aprovado pelo Ministro de Estado da Fazenda; (Redação dada pela Lei nº 12.844, de 2013) III - (VETADO). (Incluído pela Lei nº 12.788, de 2013) IV - matérias decididas de modo desfavorável à Fazenda Nacional pelo Supremo Tribunal Federal, em sede de julgamento realizado nos termos do art. 543-B da Lei no 5.869, de 11 de janeiro de 1973 - Código de Processo Civil; (Incluído pela Lei nº 12.844, de 2013) V - matérias decididas de modo desfavorável à Fazenda Nacional pelo Superior Tribunal de Justiça, em sede de julgamento realizado nos termos dos art. 543-C da Lei no 5.869, de 11 de janeiro de 1973 - Código de Processo Civil, com exceção daquelas que ainda possam ser objeto de apreciação pelo Supremo Tribunal Federal. (Incluído pela Lei nº 12.844, de 2013). § 1o Nas matérias de que trata este artigo, o Procurador da Fazenda Nacional que atuar no feito deverá, expressamente: (Redação dada pela Lei nº 12.844, de 2013) I - reconhecer a procedência do pedido, quando citado para apresentar resposta, inclusive em embargos à execução fiscal e exceções de pré-executividade, hipóteses em que não haverá condenação em honorários; ou (Incluído pela Lei nº 12.844, de 2013) II - manifestar o seu desinteresse em recorrer, quando intimado da decisão judicial. (Incluído pela Lei nº 12.844, de 2013) § 2o A sentença, ocorrendo a hipótese do § 1o, não se subordinará ao duplo grau de jurisdição obrigatório. § 3o Encontrando-se o processo no Tribunal, poderá o relator da remessa negar-lhe seguimento, desde que, intimado o Procurador da Fazenda Nacional, haja manifestação de desinteresse. § 4º A Secretaria
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O uso do sistema de videoconferência no processo administrativo disciplinar

O uso do sistema de videoconferência no processo administrativo disciplinar

Os sistemas informatizados de tele- transmissão ao vivo e em tempo real ajudam a concretizar a ampla defesa no processo administrativo disciplinar. Tanto é assim que esses sistemas facili- tam o acompanhamento de todos os atos processuais, sem maiores desper- dícios de tempo e de recursos materiais. O servidor indiciado em processo admi- nistrativo disciplinar tem direito a rece- ber diárias e passagens quando do seu interrogatório. Contudo, o mesmo não acontece com o seu procurador, que tem as suas despesas franqueadas pelo próprio servidor. Ademais, o servidor também não tem direito a diárias e pas- sagens para ouvir interrogatórios de outros réus nem às oitivas de testemu- nhas, devendo arcar com todos os cus- tos de deslocamento.
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A aplicação do princípio da proporcionalidade no processo administrativo disciplinar

A aplicação do princípio da proporcionalidade no processo administrativo disciplinar

O presente artigo tem por finalidade expor análise sobre a aplicabilidade do princípio da proporcionalidade no âm- bito do Processo Administrativo Disciplinar, em especial destacando as fases processuais em que o postulado normativo se apresenta com mais inten- sidade. Para tanto, realizar-se-á breve incursão sobre a Teoria dos Princípios, identificando a grande mudança de pa- radigmas ocorrida no âmbito do mundo jurídico e a repercussão de tal mudança na doutrina e na jurisprudência que se debruçam sobre o Direito Disciplinar. Será, também, objeto do presente tra- balho a análise das controvérsias corre- latas ao tema, tais como conceito e pe- culiaridades do enquadramento administrativo, parâmetros de dosime- tria da pena, pareceres vinculantes da Advocacia-Geral da União e recente de- cisão do Superior Tribunal de Justiça.
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O enlace educacional da Universidade do Socioformación: do processo administrativo ao processo formativo

O enlace educacional da Universidade do Socioformación: do processo administrativo ao processo formativo

A partir de conocer y comprender la VEU a través del tiempo, se identifica que ha sido abordada como una actividad o un proceso administrativo que prioriza estudiar y comunicar las formas en las cuales se realiza el encuentro entre la universidad y la sociedad. No obstante, no ha sido abordado como un proceso formativo en sí mismo, su desarrollo teórico conceptual ha sido poco o nulamente abordado, por lo que los documentos que dan cuenta y comunican el quehacer de las universidades sobre VEU, se enfocan o priorizan las experiencias de procesos, por lo que tampoco se localizan evaluaciones consistentes sobre los logros obtenidos en aspectos de formación educativa y desarrollo social (MARTÍNEZ; TOBÓN; ROMERO, 2016; AKRAH; AL-TABBA, 2015).
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PROCESSO ADMINISTRATIVO DISCIPLINAR NA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA: SUSPENSÃO DO PROCESSO E CONSENSUALIDADE

PROCESSO ADMINISTRATIVO DISCIPLINAR NA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA: SUSPENSÃO DO PROCESSO E CONSENSUALIDADE

Pode-se afirmar que o TAC está asseverado implicitamente no artigo 37 da Constituição Federal que obriga a eficiência nos atos da Administração Pública e economia do erário durante o controle administrativo. O Termo de Ajustamento de Conduta precisa ser designado por uma autoridade superior à chefia imediata, podendo ser uma corregedoria, comissão permanente de disciplina, consultoria jurídica ou diretoria de recursos humanos, sempre depois de averiguado que a chefia imediata não obteve o resultado esperado em sua ação (ALVES, 2014).O TAC possui caráter formal e não poderá ocorrer dúvidas quanto a sua licitude e a expressa vontade do servidor público em concordar com os termos e o seu compromisso em cumpri-lo.
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Segurança Jurídica no Processo Administrativo Tributário

Segurança Jurídica no Processo Administrativo Tributário

A decisão administrativa irreformável equivale a dizer aquela da qual não cabe mais recurso aos órgãos da Administração, é posta como causa extintiva, consoante o item IX do art. 156 do Código Tributário Nacional. Ao mencioná-la, agregou-se a cláusula que não mais possa ser objeto de ação anulatória. Vem, então, a pergunta: teria a Fazenda Pública a possibilidade de predicar em juízo a anulação de ato por ela lavrado, depois de um ingente procedimento administrativo, o que é, de fato, uma sucessão de atos controladores da legalidade do lançamento? Estimamos que não. Percorrido o iter procedimental e chegando a entidade tributante ao ponto de decidir, definitivamente, sobre a inexistência de relação jurídica tributária ou acerca da ilegalidade do lançamento, cremos que não teria sentido pensar na propositura, pelo fisco, de ação anulatória daquela decisão.
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As sociedades por quotas por responsabilidade limitada: a noção de responsabilidade tributária no direito brasileiro e no direito português

As sociedades por quotas por responsabilidade limitada: a noção de responsabilidade tributária no direito brasileiro e no direito português

A este respeito, entendeu-se naquele aresto não existir violação do princípio da proporcionalidade, pois, «a responsabilização decorrente da norma questionada só afecta os gestores que "violando ilicitamente e com culpa os seus deveres, não promovam ou impeçam o acatamento das obrigações das empresas respectivas para com a Previdência". Mas sendo o pagamento das contribuições para a segurança social uma exigência imposta pelo interesse público, a inobservância dos ditames legais de gestão que devem assegurar tal pagamento não pode deixar de se considerar culposa, salvo a ocorrência de uma causa justificativa (neste sentido, Ruy de Albuquerque e Menezes Cordeiro, "A imputação aos gestores dos débitos das empresas à Previdência e o artigo 16º do Código de Processo das Contribuições e Impostos" e Rui Barreira, "A responsabilidade dos gestores de sociedades por dívidas fiscais", in Revista Fisco, 2º Ano, p. 6)».
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Breves reflexões sobre o “público” e o “privado”: síntese evolutiva

Breves reflexões sobre o “público” e o “privado”: síntese evolutiva

Corrobora-se o entendimento segundo o qual o controle judicial do mérito do ato administrativo deve ser viabilizado e otimizado conforme as necessidades do caso concreto, pois não se pode admitir no âmbito de um Estado que se diz democrático de direito a proibição da interferência judicial em casos em que a própria ingerência do Estado se faz necessária, em especial para materialização dos chamados objetivos de valor constitucional, o que deve ser realizada através da ponderação entre a teoria dos atos administrativos e a dignidade da pessoa humana (art. 1º da CF), os ideais de justiça social e distributiva (art. 3º da Constituição Federal) e a efetivação dos direitos fundamentais constitucionalmente assegurados, principalmente em países “periféricos” ou de “modernidade tardia” como é o caso brasileiro, onde a implementação de políticas públicas de cunho social ou econômico pelo Poder Público faz-se ainda imprescindível para sobrevivência e dignidade da grande maioria da população.
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DEVIDO PROCESSO LEGAL E PROCESSO ADMINISTRATIVO SANCIONADOR NAS AGÊNCIAS REGULADORAS

DEVIDO PROCESSO LEGAL E PROCESSO ADMINISTRATIVO SANCIONADOR NAS AGÊNCIAS REGULADORAS

Aborda o crescente destaque que, nas últimas décadas, tem adquirido o processo administrativo dentro do Direito Administrativo, ao mesmo tempo que ressalta a sintonia que guarda a processualidade com a nova feição assumida por este ramo jurídico. Enfoca a competência sancionadora das agências reguladoras, notadamente o que diz respeito ao balizamento processual que condiciona o seu exercício. Objetiva a reunião de elementos variados, muitas vezes dispersos pelo sistema jurídico, para que se torne possível elencar, com grau satisfatório de detalhamento, as diretrizes constitucionais de natureza processual indispensáveis ao sancionamento do particular por obra da ação punitiva das agências reguladoras. Destaca a cláusula do devido processo legal, pela abundância do conjunto protetivo que congrega em torno de si, como princípio constitucional balizador da aplicação de sanções pelas agências reguladoras. Examina a repercussão do princípio constitucional do devido processo legal sobre o Direito Administrativo, destacando os princípios mais relevantes nos quais aquele se desdobra. Analisa, à luz do princípio do devido processo legal, o processo administrativo sancionador desenvolvido no âmbito das agências reguladoras. Conclui que não há qualquer espaço, no ordenamento jurídico brasileiro como um todo, para que se apliquem sanções sumariamente; que impera, em nosso sistema, uma verdadeira presunção absoluta, ditada pela Constituição, de que somente por intermédio do regular processo é que deverá ser obtida, pela Administração Pública, a melhor e mais justa decisão a ser tomada nos casos em que possam ser afetados direitos de particulares; que, em respeito ao princípio do contraditório, é indispensável a motivação de decisão que imponha sanção; que deve haver, em homenagem ao princípio da ampla defesa e pela necessidade de ser preservada a autonomia do ente regulador, uma instância recursal internamente a cada agência; que devem ser obrigatoriamente observados pelas agências, por ser esta a única alternativa compatível com a Constituição, os princípios elencados na Lei Federal nº 9.784/1999.
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759

759

Das decisões da AdC proferidas nos procedimentos administrativos a que se refere a LdC, nos termos anteriormente delimitados, bem como da decisão ministerial que revogue decisão proibitiva da AdC (art. 34, n.º 1, dos Estatutos da AdC) cabe recurso judicial para o Tribunal da Concorrência, Regulação e Supervisão (art. 92, n.º 1), que tem sede em Santarém e jurisdição em todo o território nacional. 9

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Crédito no processo de recuperação judicial e extrajudicial

Crédito no processo de recuperação judicial e extrajudicial

A segunda análise, (ii) se a empresa é um cliente novo e está em RJ e em que fase do processo; se a empresa estiver em fase de aprovação do plano de recuperação, ou seja, entre o ingresso com a petição inicial e a homologação do plano pelo juiz, o crédito fica restrito, o que significa que a maioria dos respondentes informam que não participam da concessão de crédito para estas empresas, a menos que tenha sido previamente acordado com a empresa em crise e que esta tenha informado o FIDC de que optaria pela RJ e necessitaria do parceiro para fomentar o crédito. Contudo, se a empresa estiver em fase do plano aprovado, ou seja, homologado pelo juiz, o crédito analisará o plano de recuperação, a qualidade das duplicatas dos sacados, a capacidade produtiva e o caráter do acionista, dentre outras análises. Estando a empresa em condições de ser aprovada pelo crédito, existe a possibilidade de conceder crédito para a empresa. Em alguns casos, identificou-se que os fomentadores operam com as empresas durante o período de carência do plano de recuperação judicial e revendo ou encerrando o crédito, após o término da carência quando identificado, por certos respondentes, que as empresas entraram em RJ e não conseguirão cumprir o plano.
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Acesso à Justiça no Processo Eletrônico  Eraldo dos Santos Junior

Acesso à Justiça no Processo Eletrônico Eraldo dos Santos Junior

O mundo digital é uma realidade da qual não há como retroceder, e a cada dia que passa é inquestionável que a informatização na vida de cada cidadão se torna mais abrangente. O Direito e o Poder Judiciário são desafiados pelas mudanças tecnológicas de grande impacto sobre a sociedade, a adequar seus procedimentos, reformular conceitos e atender às mais variadas demandas que lhe são confiadas. O objetivo do trabalho é fazer uma abordagem ampla e detalhada do funcionamento do processo eletrônico, analisando se o uso da tecnologia no processo tem realmente servido como meio facilitador do direito fundamental de acesso à justiça. A informatização do judiciário é importante e o processo eletrônico será uma realidade permanente, que deve ser implantada de maneira gradativa para uma melhor adequação por parte dos seus usuários, sendo capaz de reduzir o tempo gasto com o andamento processual e substituir o processo físico pelo digital.
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O direito administrativo disciplinar como instrumento de combate à corrupção

O direito administrativo disciplinar como instrumento de combate à corrupção

Além, a norma não prevê ade- quadamente as etapas e caminhos dos ritos processuais. É comum na Administração Pública Federal iden- tificarmos as diferenças de ritos ado- tados por órgãos e entidades. A garantia ao devido processo passa pela definição clara de quais mean- dros existirão ao longo do rito proces- sual de forma. Tal definição garantiria à Administração iniciar e concluir com eficiência o processo e ao acu- sado organizar sua estratégia de de- fesa da forma mais conveniente. Destaque-se, ainda, que para a sindicância disciplinar, alçada à condição de processo pela Lei 8.112/90, da qual decorre a aplicação de penalidades, não foi previsto qual- quer rito. Apenas o denominado rito sumário (apuração de abandono de cargo, inassiduidade habitual e acu- mulação de cargos), detém algumas etapas mais detalhadas. Todavia, tais etapas não suprem e não sinalizam os caminhos reais que o próprio rito sumário percorre.
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O ARGUMENTO DE AUTORIDADE NO PROCESSO JUDICIAL: REPERCUSSÕES NO PROCESSO EDUCATIVO

O ARGUMENTO DE AUTORIDADE NO PROCESSO JUDICIAL: REPERCUSSÕES NO PROCESSO EDUCATIVO

RESUMO: O estudo buscou tratar, inicialmente, da constituição da autoridade no contexto do processo judicial, ampliando esta categoria para todos os sujeitos nele envolvidos, além de considerar a autoridade da lei, da doutrina, da juris- prudência e do processo educativo como bases da análise. Com a preocupação voltada para o discurso jurídico existente neste ambiente, discorreu-se sobre o argumento de autoridade, considerando suas características de formação e va- lidade para fins de demonstrar que o nível de certeza para as afirmações das autoridades jurídicas estão no âmbito da probabilidade (admitindo-se sua contra- riedade). Para tanto, demonstrou-se por via da zetética que todos os argumentos de autoridade merecem questionamentos para que se compreendam as razões de seu discurso, evitando-se o comodismo dogmático de se acatar um comando apenas porque emitido por uma autoridade. Por fim, abordou-se o processo edu-
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