Produção de metano

Top PDF Produção de metano:

O USO DA TERMOGRAFIA INFRAVERMELHA COMO INDICADOR DA PRODUÇÃO DE METANO EM OVINOS MAÍRA DE CARVALHO PORTO BARBOSA

O USO DA TERMOGRAFIA INFRAVERMELHA COMO INDICADOR DA PRODUÇÃO DE METANO EM OVINOS MAÍRA DE CARVALHO PORTO BARBOSA

O metano é um importante gás de efeito estufa que, quando comparado à era pré-industrial, teve um considerável aumento nas suas emissões. Com potencial de aquecimento global maior que o do gás carbônico, tem chamado atenção para suas fontes geradoras. Um dos motivos para o aumento de sua concentração atmosférica deve-se à pecuária, por ser um gás produzido durante a fermentação entérica do alimento pelos ruminantes. A intensificação da produção de alimentos de origem animal que ocorreu nas últimas décadas fez com que os níveis registrados de emissão de metano aumentassem de forma considerável. Os microrganismos do reino Archaea, conhecidos como metanogênicos, se utilizam de substratos resultantes da degradação bacteriana, realizada na ingesta, para produzir energia. O gás metano é um dos produtos dessa interação. Por estar relacionado com a fermentação ruminal, sua produção é influenciada por inúmeros fatores como tipo de alimento, taxa de passagem da ingesta, microbiota do rúmen e até da localização geográfica do rebanho. Além da importância ambiental, causa perdas na produtividade, pois sua produção gera de 2 a 12% de perda da energia ingerida e absorvida pelo animal. Essa perda energética manifesta-se na forma de calor e faz parte do incremento calórico da alimentação. Para mensurar a quantidade de metano produzido por um ruminante as técnicas mais tradicionais existentes são da câmara respirométrica, marcador de hexafluoreto de enxofre, marcador interno de gás carbônico e produção in vitro de gases. Alguns novos métodos estão sendo estudados, entre eles está a termografia infravermelha. A aferição da temperatura superficial de um objeto, com o auxílio da câmara termográfica, tem sido pesquisada como forma de predizer a produção de metano, baseando-se no conceito de que a metanogênese leva a uma perda perceptível de calor.
Mostrar mais

75 Ler mais

Torta de babaçu: consumo, digestibilidade, desempenho, energia metabolizável, energia líquida e produção de metano em ruminantes

Torta de babaçu: consumo, digestibilidade, desempenho, energia metabolizável, energia líquida e produção de metano em ruminantes

Objetivou-se avaliar as características nutricionais da torta de babaçu em dietas de ruminantes, caracterizando o seu efeito sobre o consumo de nutrientes, digestibilidade aparente, balanço de nitrogênio, metabolismo energético, produção de metano, desempenho produtivo e comportamento ingestivo. No experimento 1 utilizou-se 25 ovinos machos para determinação do consumo, digestibilidade aparente dos nutrientes, balanço de nitrogênio, metabolismo energético e produção de metano. Os animais receberam dietas contendo torta de babaçu em substituição ao feno de tifton-85 (7%, 14%, 21%, 28% e 35%), em delineamento inteiramente casualizado. Os consumos dos nutrientes não foram afetados pelas dietas (P>0,05). Apenas a digestibilidade da FDA teve comportamento linear decrescente e o NDT apresentou comportamento linear crescente (P<0,05). O balanço de nitrogênio apresentou comportamento linear crescente (P<0,05). Os consumos de energia digestível e metabolizável cresceram linearmente (P<0,05). A produção de metano, em % da EB, apresentou comportamento linear decrescente (P<0,05). No experimento 2 foram avaliados níveis de substituição da cana-de-açúcar por torta de babaçu (0%; 10%; 20% e 30%) sobre o consumo de nutrientes, desempenho produtivo e comportamento ingestivo de 24 novilhas leiteiras, distribuídas em delineamento inteiramente casualizado. O peso final (299,7 kg) e a conversão alimentar (4,6 kg MS/kg GP) não foram afetados pelas dietas (P>0,05), contudo, o ganho médio diário apresentou comportamento quadrático, com ponto máximo de ganho em 19% de inclusão de torta de babaçu. Os tempos gastos em alimentação e ruminação aumentaram em 0,11% e 0,31%, respectivamente, para cada 1% de inclusão de torta de babaçu (P<0,05). A torta de babaçu, devido à suas características nutricionais e disponibilidade no mercado, pode ser incluída na dieta de ruminantes como fonte protéica e energética.
Mostrar mais

89 Ler mais

Codigestão anaeróbia de tortas de oleaginosas visando à produção de metano

Codigestão anaeróbia de tortas de oleaginosas visando à produção de metano

Nesta pesquisa buscou-se estudar o tratamento anaeróbio de diferentes tortas de oleaginosas, resíduos da produção do biodiesel, usando reatores anaeróbios em batelada com diferentes configurações, a fim de gerar biogás e um resíduo mais estável do ponto de vista ambiental. Foi estudada a digestão anaeróbia das tortas de mamona e algodão, inoculadas com lodo de reator UASB. A pesquisa foi dividida em três fases. Na primeira fase, estudou-se a digestão anaeróbia das tortas de mamona e algodão, com duas proporções entre inóculo e sólidos voláteis. Na segunda fase, verificou-se o impacto do adsorvente zeolita na redução da concentração de amônia e avaliou-se sua influência na produção de biogás da torta de mamona. Foram testadas duas zeolitas naturais com diferentes características físicas e comparadas com reatores sem a inclusão do adsorvente. Na terceira fase, foram desenvolvidos experimentos físico-químicos a fim de acelerar a hidrólise dos substratos e, consequentemente, melhorar o desempenho dos reatores. Testaram-se pré-tratamentos térmico, ultrasônico, ácido e alcalino, e seus efeitos na produção de metano foram avaliados estatisticamente por meio de experimento fatorial multivariado. A pesquisa mostrou que é possível produzir metano a partir das tortas de oleaginosas, com até 0,194 CH 4 g -1 SV, para a torta de mamona, e
Mostrar mais

157 Ler mais

Desempenho, características de carcaça, produção de metano e metabolismo ruminal...

Desempenho, características de carcaça, produção de metano e metabolismo ruminal...

A monensina é o ionóforo mais estudado e é rotineiramente utilizado em bovinos de corte e na alimentação de gado leiteiro. Há também algumas pesquisas com o uso de monensina como modificador no rúmen em vários sistemas de produção quanto a mitigação da produção de metano. Os ionóforos afetam a produção de metano de duas maneiras, aumentando a eficiência da conversão alimentar e reduzindo o metano por unidade de produto e diminuindo a quantidade de metano produzido por unidade de matéria seca consumida devido seu efeito sobre a fermentação ruminal (VAN NEVEL; DEMAYER, 1996). Odongo et al. (2007) forneceram 24 mg de Rumesin Premix para vacas em lactação, que não influenciou no consumo de matéria seca e nem na produção de leite, porém a produção de metano foi reduzida quando adicionaram o ionóforo. Diferentemente Grainger et al. (2010) em dois experimentos, um com animais em pastejo com a técnica do marcador hexafluoreto (SF6) e outro com os animais em câmaras respirométricas, administraram 471 mg/dia de monensina para vacas em lactação, e a produção de metano não foi influenciada com a adição do ionóforo. Morsy et al. (2015) avaliaram in vitro o extrato de própolis (brasileiro e egípicio) de abelha e o ionóforo monensina e observaram que ambos atuam na redução do metano, além disso o extrato de própolis reduz a população de protozoários. Segundo os mesmos autores a composição química, que está intimamente relacionado com a vegetação do local, da própolis e sua atividade biológica é altamente variável, e no estudo atribuiu-se a presença de flavonóides e ácidos graxos no controle microbiano.
Mostrar mais

114 Ler mais

Produção de metano a partir de cortiça contaminada com óleos vegetais

Produção de metano a partir de cortiça contaminada com óleos vegetais

Nos ensaios de co-digestão das lamas de ETAR com cortiça contaminada ou com óleo de girassol verificou-se um aumento significativo da produção cumulativa máxima de metano (p<0,01) que variou entre e 34-101 % e 65-155 %, respetivamente (figuras 6a e 7 e tabela 9). Comparando a produção de metano nos frascos aos quais se adicionou apenas óleo de girassol (figura 6a) com aqueles em que se adicionou cortiça contaminada com óleo (figura 7) verificou-se maior produtividade quando se adicionou apenas óleo, tal como nos ensaios com chorume. No entanto, no ensaio de co-digestão com lamas de ETAR verificaram-se rendimentos superiores, principalmente quando se adicionou apenas o óleo de girassol (tabela 10), mostrando uma maior capacidade por parte desta comunidade microbiana para biodegradação completa do óleo a metano. Contudo, os rendimentos obtidos nos frascos em que foi adicionado apenas óleo diminuíram à medida que se aumentou a concentração do óleo, possivelmente devido a efeitos de inibição por parte dos AGCL.
Mostrar mais

48 Ler mais

Produção de metano entérico em pastagens tropicais.

Produção de metano entérico em pastagens tropicais.

Segundo Cottle et al. (2011), nos sistemas de produção de bovinos em pastagens, o nível de consumo, qualidade da forragem disponível e a digestibilidade da massa ingerida são fatores determinantes para a produção de metano entérico pelos animais e variam conforme a espécie forrageira, o sistema de manejo adotado e a estação do ano. Técnicas nutricionais como o uso de ionóforos, glicerol, tanino, saponinas, óleos, gorduras, vacinas, anticorpos policlonais, técnicas de manejo de pastagens, melhoramento genético e sistemas eficientes de produção têm sido utilizados para manipular o rúmen e reduzir a emissão do gás (MOHAMMED et al., 2004). Entretanto, mais pesquisas são necessárias para o entendimento da produção de metano entérico e eficiência energética de animais suplementados que são mantidos em pastagens tropicais. A utilização de ionóforos em dietas para bovinos foi proposta por Guan et al. (2006) como uma estratégia para a mitigação das emissões de CH 4 entérica.
Mostrar mais

15 Ler mais

PRODUÇÃO DE METANO A PARTIR DE EFLUENTE DE FECULARIA E SUINOCULTURA ASSOCIADOS COM GLICEROL BRUTO

PRODUÇÃO DE METANO A PARTIR DE EFLUENTE DE FECULARIA E SUINOCULTURA ASSOCIADOS COM GLICEROL BRUTO

A suinocultura e os setores ligados à Mandiocultura são atividades que vem ganhando destaque no agronegócio brasileiro, acentuando sua participação nos impactos provocados ao ambiente, uma das alternativas para minimizar os efeitos causados é a digestão anaeróbia, que além de remover a carga orgânica produz o biogás. O objetivo deste estudo consistiu na digestão anaeróbia de efluente de fecularia e de suinocultura, ambos associados com glicerol bruto derivado da produção de biodiesel e o efeito desta associação sobre a remoção de sólidos totais (ST) e voláteis (SV) e produção de metano. O tempo de retenção hidráulica (TRH) foi de 21 dias, com temperaturas na faixa mesófila. O inoculo utilizado foi o lodo procedente de um reator contínuo destinado à digestão anaeróbia de dejeto suíno. A adição de glicerol bruto no efluente de fecularia aumentou em 94%, a produção de metano, já para o efluente de suinocultura a maior produção de metano ocorreu no efluente sem adição de glicerol. A redução de ST e SV foi maior com a adição de glicerol, para o efluente de
Mostrar mais

11 Ler mais

Estratégias de prétratamentos para a produção de metano a partir dos resíduos lignocelulósicos dos biocombustíveis

Estratégias de prétratamentos para a produção de metano a partir dos resíduos lignocelulósicos dos biocombustíveis

De forma mais específica, estes resíduos foram caracterizados e tratados visando potencializar a produção de metano. Buscou-se encontrar a condição operacional mais adequada para produção de açúcares ou remoção de lignina com menor geração de substâncias tóxicas, proporcionando a maior biodegradabilidade anaeróbia. Inúmeras pesquisas com resíduos lignocelulósicos vêm sendo realizadas, dentre elas algumas adotaram como ferramenta estatística o planejamento fatorial multivariado (BARBOSA et al., 2005; CANETTIERI et al., 2004; SARROUH et al., 2005; DÍAZ et al., 2010; KIM; HAN, 2012; VELMURUGAN; MUTHUKUMAR, 2012; DUQUE et al., 2013). Este tipo de ferramenta possibilita a obtenção de dados confiáveis que possam ser utilizados para confirmar, ou não, as hipóteses formuladas, relacionadas aos objetivos específicos de cada pesquisa. Além disso, o planejamento experimental possibilita uma redução do número de ensaios o que implica em redução de tempo e recursos financeiros. Para isto, foram variados os parâmetros temperatura, tempo de reação e concentração dos catalisadores.
Mostrar mais

135 Ler mais

Eng. Sanit. Ambient.  vol.22 número3

Eng. Sanit. Ambient. vol.22 número3

A partir dos dados obtidos, foi possível estabelecer algumas conclusões. Os resultados encontrados para os parâmetros físico‑químicos analisa‑ dos contribuíram positivamente para a biodegradação dos resíduos, e para produção de metano no biorreator, uma vez que as concentrações desse gás chegaram a valores próximos a 60%, o esperado para esse tipo de reator. A fase degradativa em que se encontram os RSO presentes no biorreator estudado é a metanogênica, devido às elevadas concentrações de metano (60%) observadas no estudo. O pH se manteve dentro da faixa que era esperada para cada fase do processo de degradação anaeróbia, apresentando‑se mais baixo no início (fase acidogênica e acetogênica) e se elevando na fase meta‑ nogênica, o que contribuiu para as elevadas concentrações de metano gerado. Os valores de alcalinidade apresentados foram suficientes para garantir a estabilidade do sistema durante a maior parte do processo
Mostrar mais

7 Ler mais

Avaliação do farelo de pinhão manso (Jatropha curcas L.) detoxicado na dieta de ...

Avaliação do farelo de pinhão manso (Jatropha curcas L.) detoxicado na dieta de ...

Animais monogástricos contribuem diretamente com uma proporção relativamente pequena do total de metano emitido pelos animais de produção, no entanto, suínos, embora sejam responsáveis pela emissão de uma pequena proporção de metano entérico / cabeça / ano, quando contabilizados um bilhão de suínos em todo o mundo, a contribuição global torna-se bastante elevada. O objetivo deste trabalho foi quantificar a produção de metano entérico de suínos em terminação alimentados com dieta controle e uma dieta com 2% de farelo de pinhão manso detoxicado (FPMD). Dez suínos machos castrados (70 ± 2,5 kg PV) foram pesados e, aleatoriamente, alojados em baias individuais. Os suínos foram alimentados diariamente com 2 kg de ração, duas vezes por dia, às 08:00 e 16:00 h. Após cinco dias, os animais foram levados para as câmaras de circuito aberto para a quantificação das emissões de metano entérico. As câmaras, equipadas com uma entrada de 5 cm na frente e uma saída de 5 cm na parte traseira, utilizaram bomba de escape ligada ao orifício traseiro da câmara para remover o ar interior, mensurados em L / min. A saída de ar foi amostrada para um balão de 5 L (revestidas com filme de alumínio), a taxa de 100 mL / min usando bomba peristáltica. Um circulador de ar foi colocado dentro das câmaras, para fazer circular o ar e manter os níveis de temperatura confortáveis para os animais. As temperaturas (23 ± 2 ° C) e a umidade (87 ± 4%) foram medidas em intervalos regulares. A concentração de metano no gás coletado foi determinada pela calibração externa usando uma curva analítica preparada com gás metano puro. A quantidade de metano produzido pelo animal na câmara foi calculada como o produto da quantidade de ar aspirado através das câmaras, corrigidas para a temperatura e pressão padrão, e a concentração de metano no ar que sai da câmara, corrigida para a concentração do metano no ar ambiente. A inclusão de 2% do FPMD reduziu (P<0,05) a emissão de metano entérico pelos suínos. Diante do observado, a inclusão de 2% de FPMD pode ser uma importante ferramenta para a mitigação da emissão de metano entérico pelos suínos.
Mostrar mais

93 Ler mais

Avaliação de lodo anaeróbio e dejeto bovino como potenciais inóculos para partida de digestores anaeróbios de resíduos alimentares

Avaliação de lodo anaeróbio e dejeto bovino como potenciais inóculos para partida de digestores anaeróbios de resíduos alimentares

Os processos de metanização podem ser classificados quanto ao teor de umidade dos resíduos afluentes aos reatores: esses são definidos como processos via úmida ou via seca de metanização. Reatores em via úmida operam com teor de sólidos inferior a 15%, são geralmente dotados de misturadores que garantem o regime hidráulico de mistura completa. A diluição do substrato apresenta como vantagem a minimização dos riscos de choque de carga e de compostos tóxicos ou inibidores ao processo, devido à redução das concentrações destes. Notam-se, ainda, maiores taxas de produção de metano em sistemas por via úmida, devido ao elevado fluxo de transferência de ácidos produzidos durante a acidogênese e acetogênese, conduzindo simultaneamente a elevadas eficiências de remoção de sólidos e altas produções específicas de metano. Contudo, devido ao maior teor de umidade, são requeridos maiores volumes de reatores, sistema de desidratação do lodo e tratamento de percolado (OSTREM, 2004; DE BAERE, 2010; LINDMARK, 2010; NAGAO et al., 2012)
Mostrar mais

115 Ler mais

Atividade Metanogênica Específica (AME) de lodos industriais provenientes do tratamento biológico aeróbio e anaeróbio.

Atividade Metanogênica Específica (AME) de lodos industriais provenientes do tratamento biológico aeróbio e anaeróbio.

As relações entre os diversos grupos de microrganismos envolvidos neste processo são complexas e interdependentes (Florentino et al., 2010). Para obter a máxima eficiência na produção de metano, que é um gás combustível e pode ser convertido em energia elétrica, faz- se necessário o monitoramento dos microrganismos metanogênicos. A quantificação da biomassa anaeróbia capaz de tratar certos tipos de águas residuárias é obtida através do teste de Atividade Metanogênica Específica (AME) (Chernicharo, 1997). Neste teste mensura-se a taxa máxima de produção de metano em condições específicas, que avalia a capacidade de conversão de substrato orgânico a metano (Aquino et al., 2007; Souto et al., 2010). Geralmente, a produção de metano é indicativa do bom funcionamento do sistema em avaliação, como por exemplo, reatores anaeróbios do tipo UASB (Ahn et al., 2000).
Mostrar mais

11 Ler mais

Efeitos de dietas contendo Leucaena leucocephala e Saccharomyces cerevisiae sobre a fermentação ruminal e a emissão de gás metano em bovinos.

Efeitos de dietas contendo Leucaena leucocephala e Saccharomyces cerevisiae sobre a fermentação ruminal e a emissão de gás metano em bovinos.

O pH é considerado fator importante quando se relaciona a produção de metano ao metabolismo ruminal. Segundo Van Kessel & Russell (1996) e Lana et al. (2000), bovinos recebendo dietas exclusivas de forragens apre- sentam pH ruminal relativamente com pequena variação (6,6 a 6,9), mas, quando recebem concentrado na dieta, o pH diminui para valores abaixo de 5,4. Bactérias no rúmen em animais com dietas exclusivas de forragens convertem CO 2 e H 2 em metano, enquanto, com dietas à base de concentrados ou de forrageiras de muito boa qualidade, a produção de metano diminui drasticamente quando o pH é menor que 6,0. Neste trabalho, as forragens fornecidas aos animais foram de excelente qualidade, entretanto, o pH ruminal não apresentou valores abaixo de 6,5 e a produção de metano foi relativamente baixa. Os valores obtidos, no entanto, foram semelhantes aos encontrados por outros pesquisadores com bovinos recebendo dietas ricas em volumosos (Pedreira et al., 2004; Primavesi et al., 2004).
Mostrar mais

8 Ler mais

Potencial da jazida de Charqueadas para o armazenamento geológico de CO2 e produção de gás natural utilizando parâmetros petrofísicos e testes de adsorção

Potencial da jazida de Charqueadas para o armazenamento geológico de CO2 e produção de gás natural utilizando parâmetros petrofísicos e testes de adsorção

A busca por tecnologias mais limpas na utilização do carvão, as clean coal technologies (tecnologias de carvão limpo) alavanca a produção de energia de maneiras não convencionais deste recurso, como a produção de metano a partir de camadas de carvão não mineráveis. Além disso, as jazidas brasileiras, especialmente as sulriograndenses, não estão completamente disponíveis para explotação. Para ser extraído e utilizado comercialmente na geração convencional de energia (através de termoelétricas), o carvão deve estar a uma profundidade acessível, possuir um bom potencial para queima, ter uma espessura (volume total) que viabilize a economicidade de sua extração e preferencialmente ter um baixo teor de matéria mineral em sua composição. Nestes casos, podem então consideradas outras maneiras para seu aproveitamento, chamadas de métodos não- convencionais. Dentre estes métodos encontram-se a produção de metano a partir de camadas de carvão (CBM, sigla da expressão em inglês, coalbed methane), a produção de metano em camada de carvão com recuperação avançada deste gás através da injeção de um fluído, geralmente o dióxido de carbono – CO 2 (ECBM,
Mostrar mais

158 Ler mais

Consumo, digestibilidade aparente e emissão de metano em novilhos F1 Holandês x Gir suplementados com monensina e/ou virginiamicina

Consumo, digestibilidade aparente e emissão de metano em novilhos F1 Holandês x Gir suplementados com monensina e/ou virginiamicina

A melhoria na eficiência de utilização de energia tem sido efeito consistente reportado na literatura, em função da utilização de ionóforos. Todavia, são poucos os estudos com virginiamicina em ruminantes, principalmente com relação à produção de metano e com experimentação in vivo. Neste estudo, verificou-se o efeito associativo (P<0,05) da monensina e da virginiamicina em reduzir a produção desse gás. A maioria dos autores justifica a redução na produção de metano em função do uso de ionóforos com base na redução do consumo de alimentos. Esse fato parece estar relacionado ao maior aproveitamento da energia dietética, o que está vinculado à mudança na concentração dos principais ácidos graxos de cadeia curta (acético, propiônico e butírico) produzidos no rúmen retículo e à maior disponibilidade intestinal de peptídeos de origem alimentar (Hanson & Klopfentein, 1979; Byers, 1980; Clary et al., 1993). Neste trabalho, não houve (P>0,05) redução significativa no consumo de MS, enquanto que a concentração de ácidos graxos de cadeia curta e de amônia rumenal não foram determinados. Entretanto, pode-se inferir com base na redução da produção de metano, que a monensina e a virginiamicina, quando associadas nas doses 22 e 30 mg/kg de MS, respectivamente, promovem efeito positivo sobre a eficiência de utilização da energia em bovinos, visto que a produção desse gás foi sempre menor (P<0,05) para os animais que os consumiram, independente da maneira como foi expressa. Somado a esse fato, não se verificou comprometimento dos índices de digestibilidade, efeito positivo que sugere um bom aproveitamento das dietas pelo trato gastrointestinal dos animais.
Mostrar mais

65 Ler mais

Efeitos da uréia em dietas com duas proporções volumoso: concentrado no metabolismo...

Efeitos da uréia em dietas com duas proporções volumoso: concentrado no metabolismo...

Os resultados da análise de metano podem ser observados na Tabela 8. Quando analisamos a produção de metano por mmol/frasco obtivemos diferença significativa para dieta (p=0,0314) e espécie (p=0,0343). A dieta 50S (0,1479 mmol/fr) diferiu da dieta 80U que obteve valor 0,0908 mmol/frs e o inoculo dos bubalinos (0,1473 mmol/frs) gerou uma maior produção de metano nos frascos do que com o inoculo ruminal de bovinos (0,1050 mmol/frs). Assim, é interessante ressaltar que na dieta contendo 80% de volumoso com adição de uréia esperava-se uma maior produção de metano devido a menor quantidade de carboidratos prontamente solúvel disponível em relação à dieta com maior relação concentrado:volumoso. Porém, a dieta 80S também promoveu menor concentração total por dia de acetato embora não houve diferença significativa (Tabela 7). Por outro lado, a dieta que produziu maior concentração de ácido propiônico (50U) não foi capaz de reduzir a produção de metano quando comparada com a dieta 80U.
Mostrar mais

64 Ler mais

TRATAMENTO OXIDATIVO DE CASCAS DE CAFÉ COM OZÔNIO COM VISTAS À PRODUÇÃO DE BIOGÁS E ETANOL 2G

TRATAMENTO OXIDATIVO DE CASCAS DE CAFÉ COM OZÔNIO COM VISTAS À PRODUÇÃO DE BIOGÁS E ETANOL 2G

Depois do pré-tratamento, a celulose e as hemiceluloses ficam mais acessíveis às exoenzimas dos micro-organismos, de forma que, na etapa de hidrólise, estes compostos complexos são transformados a compostos mais solúveis (glicose, xilose, arabinose e manose) por bactérias fermentativas hidrolíticas. Uma vez solubilizados, estes açúcares são utilizados por micro-organismos fermentativos acidogênicos e convertidos a acetato, outros ácidos graxos de cadeia curta (propiônico, butírico, valérico), álcoois, hidrogênio e gás carbônico. A etapa seguinte da digestão anaeróbia consiste na ação de bactérias acetogênicas envolvidas na conversão dos produtos orgânicos à ácido acético, hidrogênio e gás carbônico que serão então utilizados por micro-organismos metanogênicos (arqueias metanogênicas) na produção de metano. A mistura de hidrogênio e gás carbônico é transformada em metano por bactérias metanogênicas hidrogenotróficas, enquanto o acetato é transformado em metano por bactérias metanogênicas acetoclásticas (MONLAU et al., 2013). A etapa de hidrólise tem sido considerada a etapa limitante no caso da digestão anaeróbia de biomassa lignocelulósica de forma que o pré-tratamento deste material é fundamental para aumentar a eficiência e as taxas de produção de metano (CIRNE et al., 2007; PAVLOSTATHIS; GIRALDO-GOMEZ, 1991).
Mostrar mais

139 Ler mais

Avaliação da auto-suficiência energética de reatores anaeróbicos aplicados ao tratamento de resíduos de uma cervejaria em escala piloto

Avaliação da auto-suficiência energética de reatores anaeróbicos aplicados ao tratamento de resíduos de uma cervejaria em escala piloto

O projeto em questão teve como objetivo analisar a viabilidade da produção de metano a partir da digestão anaeróbia dos resíduos de cervejaria, verificando se o balanço energético do sistema é favorável. A eficiência da produção de metano foi calculada a partir dos parâmetros de dois trabalhos científicos que trataram sólidos de tamanho inferior a 1mm, os quais não são degradados pelos sistemas convencionais de tratamento. Os cálculos foram baseados nas reações de degradação anaeróbia das macromoléculas que compõem os resíduos cervejeiros, a partir da produção teórica e da produção efetiva de metano. Os resultados obtidos foram 50,44% e 52,86%. Em relação ao balanço de energia do tratamento anaeróbio, constatou-se a elevada influência da seleção e do regime de funcionamento dos equipamentos elétricos no potencial energético. A situação mais favorável, na qual alcançou-se a auto-suficiência energética, foi verificada quando se utilizou o agitador mecânico em regime intermitente (1min/h), sem controlador de temperatura, para a carga orgânica máxima de 4,0 gSV/L.dia (dias 248-258). Neste caso, seria gerada uma quantidade de energia igual a 0,0356 kWh/dia, capaz de superar o consumo energético dos equipamentos em torno de 6,5 vezes. Além disso, verificou-se a interferência da aplicação de diferentes cargas de sólidos nos reatores, uma vez que aplicação da maior carga orgânica gerou 5 vezes mais energia do que a aplicação da menor carga orgânica de sólidos.
Mostrar mais

57 Ler mais

Análise de tipos e concentrações de inóculos para potencializar a geração de biogás na digestão anaeróbia da fração orgânica dos resíduos sólidos domiciliares (FORSD) do Bairro Pici, Fortaleza – CE

Análise de tipos e concentrações de inóculos para potencializar a geração de biogás na digestão anaeróbia da fração orgânica dos resíduos sólidos domiciliares (FORSD) do Bairro Pici, Fortaleza – CE

Por meio do cálculo do ponto de inflexão e a máxima taxa de variação de produção de metano, para o modelo de MMF, segundo Tabela 36, ao avaliar estes resultados para o Inóculo 1 com relação A/M de 0,5, foi identificado que no decorrer de 0,49 dias com uma produção cumulativa de metano de 2,16 mL houve uma máxima taxa de variação de 0,95 mL/dia. Identificando que esse momento, na qual a derivada da função sigmoidal passa a ter concavidade para baixo, é o ideal para realizar uma alimentação do reator, a suprir a necessidade dos microrganismos e impulsionar a produção de metano.
Mostrar mais

140 Ler mais

Show all 10000 documents...