Professores e alunos - Estudo e ensino

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O aprendizado da Química na concepção de professores e alunos do ensino médio: um estudo de caso.

O aprendizado da Química na concepção de professores e alunos do ensino médio: um estudo de caso.

Tem por objetivo promover uma reflexão a respeito de alguns aspectos relativos ao processo de ensino e aprendizagem da Química desenvolvido em uma escola de ensino médio do Nordeste brasileiro. Para isso, um estudo de campo foi conduzido por meio da aplicação de questionários a professores e alunos dessa escola. Os resultados das análises das respostas às questões revelaram alguns aspectos desse processo que merecem uma profunda reflexão. O gostar dos conteúdos da disciplina, por parte dos alunos, depende sobremaneira do desempenho e da segurança que o professor apresenta quando da exploração do conteúdo nas suas aulas. As metodologias de ensino diferenciadas e não tradicionais conseguem ser melhores instrumentos de estímulo e de motivação ao aprendizado da Química. As formações inicial e continuada não adequadas do profissional professor ainda continuam a ser um dos grandes entraves para a melhoria de nossa educação. Por fim, destacamos a deficiência que os alunos apresentam em conhecimentos explorados em outras disciplinas, por exemplo, Língua Portuguesa.
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 Leitura e suas práticas: um estudo junto a professores e alunos de um curso de Ensino Médio para a formação de professores

Leitura e suas práticas: um estudo junto a professores e alunos de um curso de Ensino Médio para a formação de professores

Onde está, então, o desafio? Qual a justificativa deste trabalho? Primeiramente, expus a você, leitor, a minha paixão antiga pela leitura e escrita o que explica o recorte da presente pesquisa. Segundo, por ter iniciado minha carreira profissional como alfabetizadora, centrando o trabalho maior no ensino da leitura e da escrita. Terceiro, durante alguns anos fui professora no curso do magistério no mesmo estabelecimento onde o concluí, e assisti estarrecida ao seu fechamento. Também estive presente à sua reabertura. Nunca deixei de buscar suportes para embasar minha prática e, para tanto, elenquei alguns dos autores cujos trabalhos estão voltados para a questão da leitura e me têm influenciado, nesta caminhada. Acrescente-se que, enquanto profissional da rede pública, percebo o quanto me constituo pelos saberes veiculados sob a vertente filosófica de escola pública, ao mesmo tempo em que busco ler, reler e refletir sobre os vestígios presentes em minha prática diária e determinantes dela. Diante disso, por um lado assumo ser, em parte, produto dela e, por outro lado, à medida que nela atuo como professora posso ser ‘re-produtora’ destes saberes, junto aos meus alunos. Enfim, carrego em mim seus vestígios e, pelo meu trabalho, deixo vestígios do meu saber e do meu poder.
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Tecnologia assistiva para o ensino de alunos com deficiência: um estudo com professores do ensino fundamental

Tecnologia assistiva para o ensino de alunos com deficiência: um estudo com professores do ensino fundamental

O assunto da formação seja inicial ou continuada, ressaltado por vários autores, vem se arrastando há décadas, pois os estudos sobre formação de professores, para atender alunos com deficiência, são inúmeros e atraem a atenção de estudiosos com o objetivo de mostrar a realidade e chamar a atenção para que se atinja o essencial, o esperado e o necessário: professores capacitados para não se sentirem impotentes diante da situação, pois a maioria dos professores se diz despreparado e alguns, com uma certa resistência, mas muitos deles, se tiverem condições adequadas, formações, recursos e apoios, estarão dispostos a aceitar os alunos com deficiências em suas salas de aulas e fazerem com que o seu desenvolvimento aconteça da melhor forma possível, mas para isso os governos deverão se apressar no sentido de prestar total assistência na formação inicial e continuada destes profissionais, pois como relata Lima (2006, p.123)
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Os professores enquanto líderes : um estudo com alunos do Ensino Básico

Os professores enquanto líderes : um estudo com alunos do Ensino Básico

Neste ponto apresentamos as principais conclusões do estudo, as suas implicações, limitações e possíveis pistas para futuras investigações. Como referimos anteriormente, este trabalho está enquadrado num projeto mais vasto – o Projeto Teachers Exercising Leadersip (PTDC/CPE- CED/112164/2009). Partindo das questões de investigação: Como veem os alunos os professores líderes? Que perceções têm sobre a tomada de decisão e o grau de influência dos diferentes atores na escola? Quais são as perceções dos alunos sobre a liderança docente?-; pretendemos com este estudo dar voz aos alunos, conhecer as suas experiências e vivências sobre a escola, sobre os seus professores e as suas visões acerca da liderança docente. Valorizando uma abordagem qualitativa e compreensiva da realidade, através da realização de focus group a alunos do 1.º CEB (n=63) e alguns alunos do Pré-Escolar (n=6), oriundos de sete escolas de Portugal Continental, centramo-nos nos seguintes objetivos: conhecer as perceções dos alunos participantes na Fase II do projeto TEL sobre a liderança dos professores; e compreender a visão do professor na perspetiva dos alunos. Da análise de conteúdo dos focus groups ressaltaram várias conclusões que explanaremos de seguida.
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A percepção de professores e alunos do ensino médio sobre a atividade estudo de caso.

A percepção de professores e alunos do ensino médio sobre a atividade estudo de caso.

Outro desafio apontado pelos professores é a aplicação da EEEC em uma escola na qual os recursos são escassos. Por exemplo, a falta de acesso à internet na escola para que os alunos pesquisem sobre o caso, já que muitos alunos não têm ainda acesso a esse recurso em casa. Quando esses profissionais se posicionam fica mais enfatizada a necessidade de mudança e investimento nas escolas brasileiras. É necessário frisar que o êxito da EEEC, tal como outras propostas de ensino, está associado a outras variáveis, como a postura do professor, a estrutura da escola, a relação professor-aluno. Uma sugestão para a falta de recurso para a pesquisa é a produção ou organização, pelo professor, de materiais que amparem o estudante durante a resolução do caso. Como exemplos têm-se: reportagens, artigos científicos, capítulos de livros. Foram destacadas aqui sugestões para superar os empecilhos citados pelos entrevistados; no entanto, não queremos desvalorizar as dificuldades encontradas pelos docentes, visto que fazem parte da realidade escolar e devem ser ressaltadas e problematizadas.
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A imagem dos cientistas no ensino secundário angolano: um estudo com professores de ciências e alunos

A imagem dos cientistas no ensino secundário angolano: um estudo com professores de ciências e alunos

Após a independência, ocorrida em 1975, Angola possuía um sistema educativo herdado do período da colonização portuguesa, caracterizado pela existência de poucas escolas, localizadas apenas nas zonas urbanas, com fraca acessibilidade e equidade relativamente às populações autóctones, que resultou em taxas de alfabetização muito reduzidas, traduzida em aproximadamente 85% da população analfabeta (INIDE, 2011). Em 1978 foi implementado um sistema educativo que tinha como propósitos, o acesso gratuito à educação, e melhoria da formação do quadro docente (INIDE, 2011). Vários fatores externos e internos fizeram com que este novo sistema educativo não cumprisse os seus propósitos, nomeadamente a formação de alunos em quantidade e em qualidade (INIDE, 2011). Assim, em 2001, foi aprovada a Lei de Bases do Sistema de Educação (LBSE), a Lei 13/01, de 31 de Dezembro, que estabeleceu as bases legais para a realização da segunda reforma educativa em Angola (INIDE, 2011). Reporta-se no relatório do Ministério da Educação (MED) de exame nacional 2015 da educação para todos, que esta segunda reforma compreendeu as fases de experimentação, de generalização e a de avaliação (MED, 2014). Esta reforma tinha como objetivos uma maior expansão escolar, a melhoria da qualidade de ensino, a equidade e o reforço da eficácia do sistema de educação (LBSE,2001).
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<b>Ensino/aprendizagem de inglês em escolas públicas: um estudo etnográfico</b> - DOI: 10.4025/actascihumansoc.v25i1.2203

<b>Ensino/aprendizagem de inglês em escolas públicas: um estudo etnográfico</b> - DOI: 10.4025/actascihumansoc.v25i1.2203

Constatou-se que, dentro do contexto da escola pesquisada especificamente (na opinião de gestores escolares, dos professores de inglês e dos próprios alunos), a posição socioeconômica da grande maioria dos alunos (considerada elevada perante outras escolas públicas da região) foi o fator gerador do desinteresse em aprender inglês em escola pública, já que grande parte dos alunos poderia freqüentar cursos de idiomas fora da escola. Além disso, revelou-se uma clara distinção entre alunos dos turnos diurno e noturno dentro da instituição, acreditando-se estarem os últimos em posição social e econômica inferiorizada, o que influiria na importância que os mesmos dariam a aprender o idioma e o uso efetivo que os mesmos fariam deste conhecimento ao se colocarem no mercado de trabalho.
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JUARINA ANA DA SILVEIRA SOUZA PERMANÊNCIA E EVASÃO ESCOLAR: UM ESTUDO DE CASO EM UMA INSTITUIÇÃO DE ENSINO PROFISSIONAL

JUARINA ANA DA SILVEIRA SOUZA PERMANÊNCIA E EVASÃO ESCOLAR: UM ESTUDO DE CASO EM UMA INSTITUIÇÃO DE ENSINO PROFISSIONAL

Acredita-se que isso ocorreu porque o câmpus era novo na cidade e a comunidade em geral não tinha conhecimento de sua existência. De forma que o público que concorreu praticamente foi selecionado para compor as duas primeiras turmas, ou seja, não houve uma seleção acirrada dos candidatos e teve acesso alunos com diferentes níveis de desempenho educacional. A gestão e alguns professores entendem que uma das causas para o número significativo de alunos não terem permanecido no curso deveu-se, provavelmente, ao baixo nível de exigência da seleção realizada. Posteriormente, em conversas com alguns professores, muitos desses alunos afirmaram que objetivavam entrar na instituição por ser de qualidade, mas que não tinham muita clareza ou aptidão pelo curso. Diante desses depoimentos dos alunos e dos profissionais da escola, nos perguntamos: será que a falta de clareza ou aptidão pelo curso foi um dos motivos de tantos alunos não terem permanecido no curso? Que outras causas teriam? E, mesmo havendo todos estes possíveis motivos, o que leva, então, o aluno a permanecer no referido curso?
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FORMAÇÃO CONTINUADA DOS PROFESSORES ALFABETIZADORES DO PNAIC DA REDE MUNICIPAL DE ENSINO DE CATENDE - PE: DESAFIOS E APRENDIZAGENS

FORMAÇÃO CONTINUADA DOS PROFESSORES ALFABETIZADORES DO PNAIC DA REDE MUNICIPAL DE ENSINO DE CATENDE - PE: DESAFIOS E APRENDIZAGENS

A proposta de organização da formação de professores no âmbito do PNAIC contempla variadas estratégias contínuas de formação (em todos ou quase todos os encontros). Essas estratégias fizeram e fazem parte da rotina dos encontros desde o primeiro ciclo de formação até o momento atual, conforme segue: i) Leitura Deleite - sem objetivos didático-pedagógicos, sem a "obrigação" de trabalhar em aula sobre o que foi lido, esse momento é sempre de distração e reflexão sobre o que é lido; ii) Tarefas de casa e escola e retomada do encontro anterior - nas formações são propostas tarefas a serem realizadas em casa e na escola, essas atividades contemplam: leitura de textos para ser discutida no próximo encontro, aplicação de avaliação, preenchimento de quadros de acompanhamento dos alunos, etc.; iii) Estudo dirigido de textos - são realizados estudos de textos com o objetivo de que estes textos possam contribuir para a reflexividade crítica e a compreensão de princípios que orientam as experiências práticas; iv) Planejamento de atividades a serem realizadas nas aulas seguintes ao encontro - essa tarefa tem como objetivo refletir a respeito do que é possível fazer em sala de aula, a partir do que foi trabalhado na formação.
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POR QUE ALGUNS ALUNOS CHEGAM AO 6º ANO DO ENSINO FUNDAMENTAL SEM SABER LER E ESCREVER? – Mestrado em Gestão e Avaliação da Educação Pública

POR QUE ALGUNS ALUNOS CHEGAM AO 6º ANO DO ENSINO FUNDAMENTAL SEM SABER LER E ESCREVER? – Mestrado em Gestão e Avaliação da Educação Pública

Esta dissertação tem como pergunta principal e objetivo saber quais os motivos que levam os alunos a não conseguirem se alfabetizar nos três primeiros anos de escolaridade e chegarem ao 6º ano do Ensino Fundamental sem ler e escrever. Assumindo que a alfabetização é uma construção que se dá nas relações interpessoais, mediadas pela linguagem, esta dissertação busca, no discurso dos alunos e professoras dos anos iniciais do Ensino Fundamental, os sentidos atribuídos à alfabetização e letramento. Para tal, este estudo fundamenta-se teoricamente na concepção de linguagem como constituidora da consciência e espaço de inter-relações sociais, tendo como aportes teóricos principais os estudos desenvolvidos por Lev Seminovich Yygotsky sobre o fenômeno da linguagem e a mediação e os estudos desenvolvidos por Mikhail Bakhtin. Além desses teóricos, constituem-se como interlocutores autores que abordam especificamente sobre a alfabetização, a leitura e a escrita como Soares, Kleiman, Mortatti, Cagliari, Schapper, entre outros. A perspectiva histórico-cultural orientou os procedimentos de pesquisa e as análises desenvolvidas sobre o material empírico produzido na observação de aula do 3º ano do Ensino Fundamental e atividades nos encontros dialógicos com os alunos em situação de comprometimento de aprendizagem do 3º e 5º anos do Ensino Fundamental. A partir das análises chegou-se a conclusão que os alunos, desses dois níveis de ensino pesquisados, estão muito aquém do nível desejado, ficando claro e evidente a falta de empenho da própria escola na condução do processo educacional, sendo que, a escola sozinha não conseguindo fazer um bom trabalho, necessita da ajuda das famílias, direção e professores. Observou-se que as professoras são comprometidas, mas o número excessivo de alunos por turma as impedem de fazer uma intervenção mais intensa. Esses alunos chegarão ao 6º ano do EF da maneira que estão. Cabe à direção escolar, dar o aval para mudar essa realidade com um projeto de intervenção extraclasse e com o apoio da família para que se esse ciclo se quebre e que as crianças tenham sua vida escolar normalizada.
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O recurso à Web 2.0 na sala de aula de física e química: um estudo com professores e alunos dos ensinos básico e secundário

O recurso à Web 2.0 na sala de aula de física e química: um estudo com professores e alunos dos ensinos básico e secundário

Num estudo realizado por Alzahrani e Wollard (2012), numa Universidade da Arábia Saudita, com 24 estudantes do sexo masculino, foi aplicado um questionário cujo objetivo era determinar a perceção do uso do, wiki, por parte dos alunos. Este estudo mostrou que: todos os alunos tinham acesso ao computador e à Internet, sendo que 84% tinham o seu próprio computador mas só 16 % possuíam Internet, podendo, no entanto, os que não possuíam Internet, aceder a ela Universidade ou em Cybercafés; o facto de todos poderem aceder à Internet permitiu que todos também acedessem à ferramenta em estudo; os alunos referiram que as condições de acesso dentro da Universidade, nem sempre eram as melhores; a maioria dos alunos revelou uma elevada experiência no uso de computadores e de Internet e uma facilidade no manejo da ferramenta em estudo; para os alunos existiram dois tipos de aprendizagem, individualizada e colaborativa, sendo em termos de preferências não houve uma diferença muito acentuada, entre a individualizado (48%) e a colaborativo (52%); a maioria dos alunos (72%) não sabia a diferença entre aprendizagem síncrona e assíncrona; o conceito wiki, era desconhecido para quase todos, sendo que muitos consideraram wiki como sinónimo de Wikipédia; e, finalmente, estes inquiridos preferiram o dito método tradicional de ensino (64%), ao e– learning (20%) ou à mistura dos dois, b-learning (16%). Assim, estes autores concluíram que, embora a maioria dos alunos não tivesse experiência suficiente nos wikis, os alunos não tiveram dificuldades e gostaram de os usar, o que revela a facilidade e apetência que os alunos atuais têm para este tipo de ferramenta. No entanto, o estudo também permitiu identificar um número significativo de alunos que não entenderam e não assimilaram os conceitos por de trás da aprendizagem baseada em wikis e na sincronicidade.
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EDUCAÇÃO INFANTIL NO MUNICÍPIO DE LIMEIRA – SP: UM ESTUDO COMPARATIVO DO DESEMPENHO DE ALUNOS DE CRECHES E PRÉ- ESCOLAS NOS ANOS INICIAIS DO ENSINO FUNDAMENTAL – Mestrado em Gestão e Avaliação da Educação Pública

EDUCAÇÃO INFANTIL NO MUNICÍPIO DE LIMEIRA – SP: UM ESTUDO COMPARATIVO DO DESEMPENHO DE ALUNOS DE CRECHES E PRÉ- ESCOLAS NOS ANOS INICIAIS DO ENSINO FUNDAMENTAL – Mestrado em Gestão e Avaliação da Educação Pública

Gestores e professores das Escolas de Ensino Fundamental da Rede Municipal de Limeira – SP, principalmente aqueles envolvidos diretamente com o primeiro ano do Ensino Fundamental, têm colocado, como um problema pedagógico a ser enfrentado em suas Escolas, a existência de um descompasso de aprendizagem e desempenho entre estudantes oriundos das Escolas Municipais de Educação Infantil - EMEIs (pré-escolas) e os dos Centros Infantis (Creches). Segundo a avaliação desses profissionais, os alunos provenientes das Creches municipais apresentariam dificuldades de natureza comportamental (imaturidade), espacial (quanto ao uso do caderno), no letramento matemático (contagem, reconhecimento e identificação de números de 0 a 10 e sua relação com a quantidade que representam) e, em especial, de compreensão do sistema da escrita e sua realização gráfica, como direção e linearidade. Enquanto isso, discentes advindos das EMEIs (pré- escolas) já teriam superadas essas dificuldades, configurando-se, assim, as diferenças de aprendizagem e desempenho entre estudantes da mesma etapa de ensino, porém advindos de instituições diferentes.
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FÉ CRISTÃ E CONTEÚDOS CIENTÍFICOS NAS AULAS DE CIÊNCIAS DA NATUREZA: UMA ANÁLISE A PARTIR DE TRABALHOS PUBLICADOS NOS ÚLTIMOS ANOS

FÉ CRISTÃ E CONTEÚDOS CIENTÍFICOS NAS AULAS DE CIÊNCIAS DA NATUREZA: UMA ANÁLISE A PARTIR DE TRABALHOS PUBLICADOS NOS ÚLTIMOS ANOS

A complexidade das relações entre conhecimentos científicos e crenças religiosas por parte de estudantes e ou professores, têm sido objeto de investigação em Ensino de Ciências já há alguns anos. Jorge (1995), por exemplo, investiga como alunos de um curso de formação de professores enfrentam o conflito entre concepções religiosas e científicas. A autora constatou que seus alunos se relacionam com o conhecimento científico de forma utilitarista, enquanto o conhecimento religioso fornece as explicações para questões existenciais e de valores, amenizando o conflito. Falcão, Belo e Barroso (2004) apresentam um estudo sobre as concepções de natureza entre estudantes de graduação em biologia e física e observam que a ideia de natureza como criação de Deus tende a ser substituída, ao longo do curso pela ideia de natureza como tudo, sugerindo que a religiosidade dos alunos não interfere na aceitação de teorias científicas. Por outro lado, Sepúlveda e El-Hani (2004) analisam como educação religiosa e educação científica relacionam-se à formação profissional de alunos protestantes em uma Licenciatura em Ciências Biológicas. Baseando-se no mapeamento das concepções de natureza dos alunos investigados e na caracterização de suas estratégias para administrar a convivência entre conhecimento científico e conhecimento religioso em sua visão de mundo, os autores reconheceram, na amostra investigada, a presença de dois grupos distintos: um apresentando uma recusa total e sistemática do discurso científico e outro o apreendendo por meio de uma síntese entre o conhecimento científico e sua visão de mundo teísta.
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Anexo C   Carta de apresentação

Anexo C Carta de apresentação

Este projecto de investigação tem por objectivo conhecer as dificuldades dos professores do ensino regular no seu trabalho com alunos com SA em contexto de sala de aula e fornecer propostas de intervenção a todos os participantes neste estudo, fundamentadas nos resultados estatísticos obtidos.

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INCLUSÃO SOCIAL E DESEMPENHO DOS ALUNOS COTISTAS NO ENSINO SUPERIOR NA UNIVERSIDADE FEDERAL DE VIÇOSA

INCLUSÃO SOCIAL E DESEMPENHO DOS ALUNOS COTISTAS NO ENSINO SUPERIOR NA UNIVERSIDADE FEDERAL DE VIÇOSA

estão sempre em cima , sempre cobrando, sempre tentando estimular a gente. E isso é bem marcado no primeiro ano sabe. É, eu no primeiro ano assim tive é bastante dificuldade de adaptação pela quantidade de matéria, pela diferença do tipo de estudo do ensino médio para a faculdade né. Mas e também assim, querendo ou não, entenda isso, chega todo mundo, todo mundo da medicina assim é bom. A galera estuda muito, a galera é muito boa... isso gera, assim, certa não competição, mas todo mundo quer se destacar, todo mundo quer tentar se sair melhor. E isso no início é um pouco complicado. Você olhar e você falar “pô eu não estou tão bem quanto os meus colegas”, eu poderia render mais, isso no início foi um pouco difícil pra mim. Mas depois eu fui me adaptando ao meu estudo, fui vendo que cada um tinha seu ritmo, cada um tinha sua forma de aprender e o processo foi um pouco demorado, mas logo me adaptei. Eu acho que a UFV, assim o que eu destaco é essa proximidade com os professores que a gente tem bastante, é as turmas serem pequenas. A gente esta inserido assim na prática desde o início, desde o início a gente atende pacientes, a gente vai para os consultórios, e também pela estrutura assim de outros departamentos juntos com a medicina, tipo a bioquímica, biologia celular que são departamentos já consolidados e com uma tradição muito grande né. Então isso é ótimo, assim. Ah, sobre meu rendimento acadêmico acho que, é, sempre foi bom. Assim, nunca, nunca tomei pau, nunca fui pra final, nunca perdi média em nenhuma prova, mas eu tive um esforço assim absurdo, eu estudei demais. É, eu estava conversando esses dias, eu estou formando agora se eu sair um médico ruim não foi por falta de esforço não, sabe? Mas estudei muito. Não foi de mão beijada, não. É, e é isso. As matérias que tive mais dificuldade foram no início, anatomia, essas do ciclo básico assim. Mas eu acho que muito também era de falta de adaptação, hoje eu vejo que eu tenho mais facilidade pra entender anatomia sabe. Por exemplo, estou aqui no estágio em BH, um estágio de cirurgia que estou fazendo, um eletivo, e eu vejo que eu lembro muita coisa de anatomia. E eu pego pra estudar aqui e eu tenho uma facilidade muito maior que na época. Acho que muito foi por causa de adaptação e não saber valorizar o que é importante, estudar muito detalhe ao invés de valorizar aquilo que realmente importa, mas isso é tudo é aprendizado.
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Os espaços-tempos cotidianos na Geografia escolar: do currículo oficial e do currículo praticado

Os espaços-tempos cotidianos na Geografia escolar: do currículo oficial e do currículo praticado

Para além desta lógica, verificamos que o foco do estudo centrado nas representações de espaços cotidianos dos alunos facilitou a compreensão da organização dos mapas e o estabelecimento de relações entre o representado e o vivido. Como exemplo, citamos quando uma aluna encontra o Jardim Nova Rio Claro no setor localizado entre o bairro da escola e o bairro onde reside (Jardim Novo), e indica “passar” por aquele “polígono verde”, que representa o setor no mapa ( A: Aqui! No Jardim das Palmeiras, eu passo aqui. ); ou ainda quando um aluno corresponde o vazio ( chamado de corte reto por Vitor ) entre a grande mancha urbana de Rio Claro e alguns bairros periféricos representados no mapa à rodovia Washington Luiz (que passa pelo município e historicamente atua como um entrave ao crescimento urbano de Rio Claro). Hoje esta rodovia é atravessada diariamente por grande parte dos moradores destes bairros (onde reside a maioria dos alunos do CAIC – única escola estadual “depois” da estrada) que se deslocam ao trabalho, ao centro da cidade, em busca de serviços que não contemplam esta parte da cidade ( P: Este corte reto que tem aqui nos bairros, que separa a gente, o que é?/As: A Washington. ).
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Influência cultural nos estilos de ensino: chinês e português como língua estrangeira

Influência cultural nos estilos de ensino: chinês e português como língua estrangeira

Mia Couto (2009, p. 184) diz que “as línguas são a mais poderosa agência de viagens, os mais antigos e eficazes veículos de trocas”. Elas levam-nos para outros mundos e também para fora de nós, permitindo-nos conhecer o Outro e comunicar com ele. Neste aspeto, aprender uma língua estrangeira é comprar um bilhete para uma viagem com vários destinos. No nosso tempo, em que a mobilidade crescente intensificou os contactos entre gentes diversas com diferentes objetivos, aprender línguas estrangeiras tornou-se uma necessidade. Nas salas de aula, professores nativos ou não de uma determinada língua ensinam-na a alunos de proveniências várias. As aulas de línguas estrangeiras são sempre plurilingues e, consequentemente, pluriculturais, já que língua e cultura são irmãs gémeas. Isto é um desafio para quem aprende e para quem ensina, sobretudo quando estamos perante um professor nativo de uma língua que vem dum mundo muito diferente daquele a que os alunos pertencem. O facto de não partilharem as mesmas referências culturais pode dificultar a comunicação entre um e outros e criar mal-entendidos. Cremos que o trabalho que desenvolvemos nos capítulos anteriores comprova isto mesmo. Como vimos, dentro de uma sala de aula luso-chinesa, as culturas de ensino portuguesa e chinesa entram em conflito em vários aspetos importantes. Cada cultura tem filosofias diferentes sobre como ensinar e aprender, sobre qual o papel do professor e do aluno, assim como as suas respetivas responsabilidades. Ambas as culturas encorajam estratégias de aprendizagem distintas, enaltecem diferentes qualidades dos alunos e valorizam diferentes etiquetas dentro da sala de aula.
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GIULIA ENGEL ACCORSI ENTRE A MOLÉSTIA E A CURA: A EXPERIÊNCIA DA MALARIOTERAPIA PELOS PSIQUIATRAS DO RIO DE JANEIRO (1924-1956)

GIULIA ENGEL ACCORSI ENTRE A MOLÉSTIA E A CURA: A EXPERIÊNCIA DA MALARIOTERAPIA PELOS PSIQUIATRAS DO RIO DE JANEIRO (1924-1956)

7 Em meio a esta conjuntura político-social, característica das primeiras décadas do novo regime governamental, o campo da psiquiatria carioca passava por renovações teóricas e reformas institucionais, buscando sua legitimação enquanto ciência médica. Muito influenciado pelos princípios de institucionalização da ciência tipicamente germânicos, por exemplo, a combinação entre pesquisa e ensino, esta área do conhecimento médico colecionava membros que simpatizavam profundamente com a cultura em questão. As fontes nos permitem afirmar que muitos dos médicos que atuavam na SBNPML liam, escreviam e falavam o idioma. Psiquiatras como Henrique Roxo e Juliano Moreira fizeram viagens acadêmicas para países de língua alemã, tendo a oportunidade de estudar com mentores, como Emil Kraepelin 14 . No entanto, estas visitas eram realizadas numa via de mão dupla. Ícones como Alfons Jakob e Max Nonne também vieram ao Brasil ministrar cursos e participar de eventos, sendo ilustre e pomposamente recebidos pelos anfitriões cariocas. Assim, podemos dizer que a troca de conhecimento e de discussões inerentes a esta área da medicina foi intensa entre o Brasil e os países de língua alemã. No que diz respeito à produção de conhecimento sobre a malarioterapia, isso fica claro quando, no discurso dos médicos cariocas, identificamos a permuta de dados, métodos e opiniões relativos à técnica. Teria sido muito interessante se tivéssemos acesso à visão dos pesquisadores germânicos e austríacos sobre os trabalhos, acerca do tema, desenvolvidos no Brasil para que pudéssemos construir uma noção mais completa sobre as diferentes formas e aspectos de apropriação da terapêutica palúdica por profissionais destas diferentes nacionalidades. Mas, infelizmente, isso não foi possível nos limites de uma dissertação de mestrado.
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Projeto Incorporais: método e material lúdico-didático para professores e estudantes do ensino médio – Mestrado em Gestão e Avaliação da Educação Pública

Projeto Incorporais: método e material lúdico-didático para professores e estudantes do ensino médio – Mestrado em Gestão e Avaliação da Educação Pública

as narrativas, os alunos terão maior facilidade de apreender seus contextos históricos, as questões do autor, permitindo o entrelaçamento de diferentes disciplinas através das situações apresentadas. Ao longo da narrativa, conceitos de História, Literatura, Geografi a, Matemática, Biologia, Ética, Meio ambiente, dentre outros podem entrar em cena. O material traz sugestões para os docentes nesse sentido, estimulando que eles criem seus próprios exercícios. Os materiais didáticos produzidos para o kit apresentam dois sistemas de regras, um básico e mais intuitivo para os docentes iniciantes em TNI, e um sistema avançado que permite a construção de personagens e situações narrativas mais elaboradas. Assim, os professores fi cam à vontade para seguir o percurso que julgarem mais adequado para seu contexto, podendo convidar alunos para serem narradores de outros grupos de alunos.
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Casa de Oswaldo Cruz – FIOCRUZ Programa de Pós-Graduação em História das Ciências da Saúde JOSIANE SILVA DE ALCÂNTARA

Casa de Oswaldo Cruz – FIOCRUZ Programa de Pós-Graduação em História das Ciências da Saúde JOSIANE SILVA DE ALCÂNTARA

A presente dissertação está organizada em três capítulos, onde se buscou examinar as relações entre intelectuais, imprensa e a divulgação científica para melhor entender es[r]

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