Profissionais do Sexo

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Avaliação do significado social, econômico e cultural do tabagismo em mulheres profissionais do sexo

Avaliação do significado social, econômico e cultural do tabagismo em mulheres profissionais do sexo

Em Botucatu existe o programa municipal de Doenças Sexualmente Transmissíveis/AIDS, que possui uma equipe a qual atua identificando o território onde vivem diversos grupos populacionais vulneráveis a estas doenças, dentre estes, o grupo das mulheres profissionais do sexo. Em relação a essas mulheres, o programa prevê visita mensal a todos os locais de trabalho cadastrados, para entrega de preservativo, orientações voltadas à promoção da saúde e encaminhamentos em casos de identificação de problemas para as Unidades de Saúde. Inicialmente, foi feito contato com este programa, para realizarmos um levantamento das mulheres profissionais do sexo que se localizam na área de abrangência da Unidade Básica de Saúde CECAP e em outros pontos da cidade, com o objetivo de identificar estas mulheres.
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Profissionais do sexo: sentidos produzidos no cotidiano de trabalho e aspectos relacionados ao HIV.

Profissionais do sexo: sentidos produzidos no cotidiano de trabalho e aspectos relacionados ao HIV.

As entrevistadas atribuíram problemas intrafamiliares como os responsáveis por sua saída de casa e entrada na prostituição como conseqüência dessa situação. O valor da remuneração recebida foi apontado como o principal atrativo da atividade e como meio de sustento dos filhos. Ou seja, a família de origem seria a desencadeadora da entrada na prostituição e os filhos seriam os responsá- veis pela permanência nesta. Como se pode observar, a questão financeira é colocada com a “principal causado- ra” do início da atividade de Profissional do Sexo. Con- tudo, além da relação “causa-efeito” ser muito simplista, ao se considerar a realidade econômica da maioria das pessoas, com certeza deveria haver um número muito mais elevado de Profissionais do Sexo no País. Podemos pensar que esta atividade é uma forma de garantir seu sustento e o da família bem acima dos padrões a que outras mulheres em suas condições socioeconômicas teriam, fazendo com que o núcleo familiar mantenha-se coeso. Daí a repetição, nos discursos, das razões de sus- tento familiar como justificativa para início e permanên- cia de suas atividades. Além de dar-lhes maior destaque dentro da família, a prostituição também pode ser vista como um meio de negação dos papéis atribuídos às mu- lheres pela sociedade, como aponta Brigagão (1998). A remuneração do trabalho proporciona uma mudança no lugar da Profissional do Sexo dentro da família. Antes, elas estavam “à margem” da família e passaram a ser o “centro”, ou seja, a atividade contribuiu para a elevação do seu status dentro da família, levando-as, então, a exer- cer o papel de provedoras.
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Fatores biopsicossociais na história de vida de mulheres profissionais do sexo

Fatores biopsicossociais na história de vida de mulheres profissionais do sexo

Na próxima fase, que era a escolha de documentos, foi necessária a definição do “corpus” da análise, baseado na exaustividade (utilização de todos os elementos da pesquisa e a não exclusão de nada por razões subjetivas), na representatividade (quanto a escolha desses documentos representaria o objeto pesquisado), na homogeneidade (os documentos deveriam apresentar dados homogêneos com critérios preestabelecidos) e na pertinência (verificação de se o referencial documental estaria de acordo com o que se propõe a pesquisar, com seu objetivo). Assim, reuniram-se todos os documentos que possuíam este “corpus”: discurso dos colaboradores (pessoas que auxiliam no contato com as participantes), diferentes estudos que tinham como foco “profissionais do sexo” e registros das entrevistadoras (os dias que foram às ruas distribuir preservativos e falar sobre saúde). Em seguida, todas as informações recolhidas, em conjunto com as gravações e observações, foram viabilizadas em textos.
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As práticas informacionais das Profissionais do Sexo da zona boêmia de Belo Horizonte

As práticas informacionais das Profissionais do Sexo da zona boêmia de Belo Horizonte

em nosso trabalho. A informação sobre saúde, no cotidiano das profissionais, vem de fontes diversas: colegas, médicos, entidades sociais. O trabalho do poder público pode ser importante, muitas mulheres consideram que a interferência do Estado é um ponto positivo no processo informativo, quando este envolve as DST. Para algumas profissionais, é necessário que exista mais campanhas informativas sobre a prevenção de doenças voltadas para elas. Duas profissionais que vieram de São Paulo, disseram que nos postos de saúde onde são distribuídos preservativos, também são ministradas palestras sobre os riscos de contaminação, e é cobrada a participação das mulheres. Segundo elas, as ações deveriam ser mais incisivas nos locais de trabalho, pois quem quer se informar tem que ir atrás de informação em outros locais e isto nem sempre é possível para as profissionais do sexo. Para elas, muitas pessoas que pensam saber se prevenir têm atitudes que colocam em risco sua saúde. Como exemplo citam o caso de uma profissional que usava o mesmo preservativo em dois homens diferentes, colocando em risco sua saúde e a dos clientes. Elas dizem que muitas profissionais não sabem colocar o preservativo, que quando mal colocado aumenta as chances de contato com o pênis e de acidentes. Uma delas demonstra a importância da família neste processo informativo, dizendo que sua mãe exige que ela faça o controle de sua saúde com um médico regularmente e cobra os cuidados necessários para evitar a contaminação.
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Prevalência e fatores associados à testagem para HIV entre as mulheres profissionais do sexo em Fortaleza

Prevalência e fatores associados à testagem para HIV entre as mulheres profissionais do sexo em Fortaleza

As mulheres profissionais do sexo (MPS) são reconhecidas mundialmente como uma população chave de maior risco de adquirir a infecção pelo HIV. No Brasil, a prevalência de HIV em mulheres profissionais do sexo é 15 vezes maior que na população feminina brasileira em geral. Este estudo teve como objetivo identificar os fatores associados à testagem para o HIV entre as MPS residentes na cidade de Fortaleza, Ceará. Um estudo seccional utilizando o método Respondent Driven Sampling (RDS), foi conduzido 402 mulheres profissionais do sexo, residindo ao menos 3 meses nos últimos 3 meses em Fortaleza, com 18 anos ou mais de idade e relatando ter tido relação sexual em troca de dinheiro nos 4 meses anteriores foi conduzido entre setembro a dezembro de 2010. Respondent Driven Sampling Analysis Tool version 6.0 and o STATA version 11.0 foram usados. Regressão logística multinomial não ordinal foi conduzida com a variável desfecho escolhida que foi ter sido testado para HIV com < 12 meses. A variável “ter sido testada” foi testada com variáveis significativas para p<0.20 na análise multinomial. O modelo final incluiu variáveis significativas para p<0.005. A chance da MPS se testar mais tardiamente (>12 meses) aumentou para as mais velhas (25 e 39 anos), (OR=2,57; 95% IC=1,.09-6,02), para as que pertenciam as classes sociais mais baixa, (OR=2,71;95% IC=1,38- 5,30), para as separadas/divorciadas ou viúvas (OR=4,27;95% IC=1,24-7,51), para as que viviam apenas da prostituição (OR=2,52;95% IC=1,21-5,27), para as que não faziam programas em ruas e praças (OR=2,17; 95% IC=1,03-4,58), para as que tiveram ≤1 cliente no último dia de trabalho (OR=6,81; 95% IC=2,47-18,74), para as que afirmaram que o teste deve ser obrigatório para todas as pessoas (OR=2,30; 95% IC=1,15-4,6) e para as que tinham conhecimento sobre a transmissão do HIV (OR=3,95; 95% IC=1,90-8,24). A chance da MPS de não se testar aumentou para as que não trabalharam como MPS fora de Fortaleza (OR=2,15; 95% IC=1,83- 9,97), para as que tiveram ≤1 cliente no último dia de trabalho (OR=6,64;95% IC=2,23-19,8), para as que afirmaram ter chance moderada/grande de se infectar com HIV (OR=2,18; 95% IC=1,04-4,53), para as que afirmaram que o teste deve ser obrigatório para todas as pessoas (OR=2,43; 95% IC=1,22-4,85), e para as que desconheciam os locais onde o teste é feito gratuitamente ( OR=4,41; 95% IC=2,01- 9,69). As MPS acessadas no estudo apresentaram alta prevalência de HIV, exposição a inúmeros fatores de risco, e que não fazem o teste para HIV com a frequência apropriada. As Políticas de saúde precisam ser mais eficazes no atendimento às demandas profissionais das MPS para ser capaz de reduzir suas vulnerabilidades individuais, sociais e programáticos.
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Prostituição, estigma e marginalização: o reconhecimento do vínculo de emprego das profissionais do sexo

Prostituição, estigma e marginalização: o reconhecimento do vínculo de emprego das profissionais do sexo

Resumo: O presente artigo é voltado ao estudo da necessidade de reconhecimento da relação empre- gatícia existente entre as profissionais do sexo e os estabelecimentos em que laboram, utilizando-se de uma visão jurídica e sociológica. O entendimen- to jurisprudencial trabalhista majoritário se volta no sentido do não reconhecimento dessa relação de emprego em virtude da ilicitude do objeto do contrato de emprego, retirando das trabalhadoras dessa categoria a proteção trabalhista e os direitos trabalhistas a que fariam jus. A prostituição como profissão existe desde as primeiras civilizações, subsistindo hodiernamente como uma atividade presente na grande maioria das cidades brasileiras. Apesar disso, as prostitutas sofrem com um proces- so de estigmatização que as remete à margem da sociedade, fato que é legitimado pelo não reconhe- cimento de sua condição de trabalhadores como os demais. As profissionais do sexo, conforme entre- vistas realizadas, vêem a prostituição como uma profissão idêntica às demais, apesar de sofrerem preconceito por parte da sociedade em virtude de sua atividade. Cabe ao judiciário trabalhista re- conhecer a profissão das profissionais do sexo e conferir a elas a mesma proteção dada aos demais trabalhadores como forma de efetivar seu papel de conferir aos obreiros seus direitos constitucio- nalmente assegurados e concretizar o princípio da dignidade da pessoa humana.
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Promoção de Saúde de Profissionais do Sexo: análise de uma intervenção sob a perspectiva da saúde do trabalhador

Promoção de Saúde de Profissionais do Sexo: análise de uma intervenção sob a perspectiva da saúde do trabalhador

Nota-se que o trabalho das profissionais do sexo envolve, se não um risco necessário à integridade física, no mínimo a constante vivência dessa ameaça. As trabalhadoras permanecem em estado de alerta e a reação imediata a tal situação é a busca de proteção através da faca, arma que gera o potencial de a “garota” exercer a mesma violência que teme. A estratégia de defesa é bastante literal nesse caso: o objetivo é a auto-proteção. Contudo, subjetivamente, não deixa de representar a busca de domínio sobre o perigo. Além disso, observa-se que a faca passa a ser o instrumento utilizado para a solução de todos os conflitos encontrados, inclusive externos ao ambiente de trabalho. Na medida em que está sempre à mão, esse recurso gera o aumento do risco da violência dentro do bordel, podendo ser exercida não apenas pelo cliente, mas agora também pelos próprios colegas de trabalho. O círculo perpetua-se, naturalizando a violência nesse contexto.
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Percepções de mulheres profissionais do sexo sobre acesso do teste HIV: incentivos e barreiras

Percepções de mulheres profissionais do sexo sobre acesso do teste HIV: incentivos e barreiras

RESUMO Objetiva-se discutir as barreiras e os incentivos identificados pelas profissionais do sexo para a realização do teste HIV (Vírus da Imunodeficiência Humana) relacionados com a organização das ações e serviços no Sistema Único de Saúde. Pesquisa qualitativa realiza- da por entrevista semiestruturada na cidade de Fortaleza de 2012 a 2014. Das mulheres que fizeram o teste na atenção primária (30%), a maior parte (64%) teve acesso a ele pela assistên- cia pré-natal. Sobre a sua realização, 17% nunca tinham feito, 69% já tinham feito alguma vez na vida e 14% realizavam-no constantemente. Foram identificadas como barreiras a falta de vagas por demanda espontânea, preconceito e falta de sigilo.
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As vozes de mulheres profissionais do sexo sobre a legalização do seu trabalho : discurso e gênero .

As vozes de mulheres profissionais do sexo sobre a legalização do seu trabalho : discurso e gênero .

Sendo o sexo considerado uma atividade necessária e importante ao ser humano, tendo no desejo um ponto-chave, facilmente torna-se mercadoria, a fim de saldar pagamento de dívidas, além de outros fins, como troca de favores, pilhagem e sustento mesmo. A partir disso, o capítulo aborda a prostituição como exploração da arte sexual para fins profissionais. Não somente isso, mas percebendo que hoje acontece em um contexto de libertação feminina e aceitação de grupos minoritários e discriminados. Juntamente à questão mencionada, conhecemos o trabalho de Davida (ONG que visa ao direito das prostitutas), buscando a dignidade da profissão e até mesmo seu reconhecimento diante da sociedade. Uma luta por cidadania. Davida publica o Beijo da rua (jornal distribuído nos pontos das profissionais do sexo, que divulga atividades, leis, debates) e lança a Daspu, uma grife que tem como suas manequins as próprias profissionais do sexo e temas em defesa da prostituição em suas roupas, e que também faz uma paródia, em seu nome, da Daslu – uma loja de departamentos famosa de São Paulo.
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Profissionais do sexo feminino em três áreas do ceará : fatores que ampliam a  para DSTAIDS

Profissionais do sexo feminino em três áreas do ceará : fatores que ampliam a para DSTAIDS

Prostituição pode ser encontrada em qualquer país, independentemente do seu nível de desenvolvimento. Esta ocupação expõe o indivíduo a uma ampla gama de riscos para a saúde. Este estudo documental, seccional investigou os fatores de risco para HIV e outras DST entre profissionais do sexo feminino em três áreas geográficas do Ceará. Fatores relativos ao perfil sócio-demográfico, conhecimentos e práticas relativas às DST/aids, prevalência da infecção pelo HIV e pelo Treponema palidum foram relacionados ao envolvimento em relações sexuais desprotegidas. A amostra foi constituída por 819 mulheres que referiram prática sexual remunerada nos 180 dias anteriores à pesquisa recrutadas através de snowball nos municípios de Fortaleza, Sobral, Juazeiro do Norte e Crato, entre fevereiro e novembro de 2003. A análise foi realizada através do STATA, versão 10.0. A prevalência de HIV e sífils foi 2,1% e 19,5%, respectivamente. A maioria são mulheres jovens (<28anos; 64,6%), pardas (61,1%), com ensino fundamental incompleto (56,6%), com relacionamentos estáveis anteriores (44,1%), atuando em bares (54,2%) e bordéis (17,5%), com alta frequência de consumo de álcool semanal (44,2%). O comportamento sexual revela envolvimento em relações sexuais desprotegidas (35,1%). A prostituição caracterizou-se por uma média de sete parceiros diferentes nos últimos sete (7) dias da realiação do estudo, cobrança de baixos valores (<R$ 20,00; 40,6%), altas taxas de uso de preservativo com parceiros pagantes (75,5%) e baixa entre os não pagantes (30,4%), Na análise bivariada, observou-se diferenca estatisticamente significante entre envolvimento em relações sexuais desprotegidas (RSD) e aquelas maiores de 20 anos (37,0% vs..26,9%; p=0,02), com idade de início na prostituição < 15 anos (43,6% vs..33,8%; p=0,05,escolaridade
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Profissionais do sexo: perfil socioepidemiológico e medidas de redução de danos.

Profissionais do sexo: perfil socioepidemiológico e medidas de redução de danos.

Percebeu-se, no entanto, que uma das principais difi- culdades para a implementação dessas ações, sejam elas individuais ou coletivas, e independente da Instituição à qual está vinculada, é a resistência usual dessas mulheres à abordagem e ao acompanhamento pelos serviços de saúde. Qualquer que seja a medida de redução de risco para profissionais do sexo, é imperativa a abordagem da prevenção contra o câncer colo de útero, por meio de ações educativas, além do uso do preservativo em todas as relações sexuais, e coleta de colpocitologia oncótica que deve ser realizada, pelo menos, uma vez ao ano. (16)
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Representações sociais de mulheres profissionais do sexo sobre a AIDS.

Representações sociais de mulheres profissionais do sexo sobre a AIDS.

A exigência do uso do preservativo, conforme Carvalho (1998), entra em contradição com o discurso da fidelidade amo- rosa, enquanto um valor instituído culturalmente: “homens e mulheres, partilham a idéia de que ‘eu e o outro somos um’” (p. 93). No entanto, mesmo os adolescentes, ao criarem roteiros de propaganda preventiva para os outros, representam as rela- ções sexuais sem preservativo como um erro e associam este tipo de prática à punição de se tornar doente (Camargo, 2000). Os parceiros sexuais irão agir conforme os modelos e regras de condutas orientadas pelos estereótipos da sexuali- dade de cada época e cultura. Giami (1998) cita uma pesquisa em que as profissionais do sexo diferenciavam sexo pago do não-pago. O uso do preservativo era restrito ao sexo venal, enquanto o sexo com parceiros regulares, manifestação de uma relação considerada íntima ou amorosa, era feito sem o uso de preservativo. Os critérios descritos para a seleção de um parceiro deste segundo tipo foram: “o sentimento amoro- so, ‘o conhecimento’ do parceiro, a proximidade social, a apa- rência física e o tipo de relação entre os parceiros” (p. 221).
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A Bela Adormecida: estudo com profissionais do sexo que atendem à classe média alta e alta na cidade de Goiânia.

A Bela Adormecida: estudo com profissionais do sexo que atendem à classe média alta e alta na cidade de Goiânia.

RESUMO: Esse estudo propõe-se a fazer uma pesquisa exploratória entre profissionais do sexo que atendem à classe média alta e alta na cidade de Goiânia. Tal proposta justifica-se por Goiânia ter sido apontada como rota do tráfico internacional de mulheres e objetiva investigar quais são as percepções que a profissional do sexo de classe média tem a respeito de si, do seu corpo e de sua profissão. Tenta compreender como estas profissionais relacionam-se com a sua própria sexualidade e suas percepções sobre o tráfico de mulheres. Foram visitadas casas de shows da cidade e entrevis- tadas quatro profissionais do sexo. As entrevistadas em seus discursos tentam sustentar a posição de mercadoria, sem que isto resulte em maiores conflitos internos. As profissionais do sexo entrevistadas fazem uma cisão entre as identi- dades de mulher e de prostituta e idealizam situações de tráfico e exploração sexual.
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O contexto do uso de drogas entre travestis profissionais do sexo.

O contexto do uso de drogas entre travestis profissionais do sexo.

O contexto do uso de drogas aparece desafiador para a saúde pública brasileira. Ao relacioná-lo com a população de travestis, faz-se necessário uma sistematização singular, pela vulnerabilidade carac- terística desse segmento. Considerando o trabalho desenvolvido num serviço de saúde específico para travestis no Estado de Minas Gerais, foi desenvolvi- da uma pesquisa que teve por objetivo identificar e quantificar o uso e abuso de drogas pelas travestis, profissionais do sexo que frequentam o serviço oferecido. A metodologia é fundamentada em uma pesquisa de levantamento de dados dos prontuários das pacientes e o uso apoiador do caderno de campo. Foram utilizados 59 prontuários analisados por um instrumento de coleta que identificou: característi- cas demográficas da amostra, uso de drogas, tipos de drogas utilizadas, frequência de uso. O instrumento de coleta foi revertido para um banco de dados di- gitalizado que projetou as estatísticas. Como resul- tado, ressaltou-se um uso significativo para álcool e outras drogas entre essa população, bem como os tipos mais comuns e suas frequências. A análise dos dados prevê uma dissonância entre critérios diagnósticos da síndrome da dependência química e a autoidentificação das travestis sobre a própria saúde, relacionando o uso ao contexto de vida. Os desdobramentos desses resultados imprimem a necessidade de maiores levantamentos pela relação marcante entre abuso de substância, transmissão do HIV/Aids, de outras DSTs, bem como de situações de violência e da permanência desse segmento na marginalidade.
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OS DESAFIOS DO DIREITO E DO ESTADO CONTEMPORÂNEO: IMPACTOS DA REGULAMENTAÇÃO ALEMÃ DE 2002 SOBRE OS PROFISSIONAIS DO SEXO

OS DESAFIOS DO DIREITO E DO ESTADO CONTEMPORÂNEO: IMPACTOS DA REGULAMENTAÇÃO ALEMÃ DE 2002 SOBRE OS PROFISSIONAIS DO SEXO

A reunião de dados concretos e referenciais teóricos na construção da pesquisa permitiu, até então, a obtenção de um parecer concreto acerca do complexo cenário que envolve os direitos dos profissionais do sexo na Alemanha, que se configura de modo que de fato é necessário e importante a efetivação e positivação de direitos trabalhistas aos trabalhadores ligados ao sexo. Porém é preciso um efetivo controle por parte do Estado para evitar que os direitos trabalhistas, ao invés de serem algo positivo, acabem por se configurar como algo negativo.
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O IMAGINÁRIO DO MICHÊ: PROFISSIONAIS DO SEXO NO CORREIO BRAZILIENSE

O IMAGINÁRIO DO MICHÊ: PROFISSIONAIS DO SEXO NO CORREIO BRAZILIENSE

Os anúncios trabalhados nos moldes publicitários demonstram falar a linguagem do seu públi- co, trabalhando com elementos e características de indivíduos que, repetidos excessivamente, podem formar uma imagem simplista e tipificada de uma pessoa ou grupo, e essa é uma técnica utilizada para atingir o maior número de indivíduos com pensamentos em comum. Tal técnica é uma das práticas trabalhadas pela criação publicitária e é denominada como estereótipo. Apoiado a ele, a publicidade consegue fazer com que o seu público alvo se sinta mais próximo do que se objetiva vender e se iden- tifique com o mesmo, seja pela qualidade, pela novidade, pelos atributos, entre outros. Nota-se isso nos anúncios dos profissionais do sexo presentes na categoria de acompanhantes dos classificados.
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Prevalência de doenças sexualmente transmissíveis em mulheres profissionais do sexo, em um município do interior paulista, Brasil.

Prevalência de doenças sexualmente transmissíveis em mulheres profissionais do sexo, em um município do interior paulista, Brasil.

Mudanças no perfil das doenças sexualmente transmissíveis têm ampliado a necessidade de seu rastreamento, especialmente onde existe concentração de pessoas ou grupos com comportamentos de risco, para que o diagnóstico e tratamento imediato se traduzam na redução dos problemas causados. Objetivou-se identificar a prevalência de doença sexualmente transmissível entre mulheres profissionais do sexo, de município de médio porte do interior paulista. Este estudo de prevalência populacional foi realizado no ano 2008 com 102 profissionais do sexo. A prevalência geral de doença sexualmente transmissível foi 71,6%. Considerados isoladamente e em associação, os maiores valores encontrados foram: HPV (67,7%) e infecção clamidiana (20,5%). A tipagem do HPV evidenciou genótipos oncogênicos. A prevalência de sífilis foi de 4,0% e de tricomoníase 3,0%. Nenhum caso de hepatite B ou gonorreia foi identificado. Conclui-se que a prevalência de doença sexualmente transmissível foi elevada, pois, aproximadamente dois terços das mulheres, apresentavam alguma doença assim classificada.
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Características de população de profissionais do sexo e sua associação com presença de doença sexualmente transmissível

Características de população de profissionais do sexo e sua associação com presença de doença sexualmente transmissível

Este estudo teve como objeivo descrever a população de proissionais do sexo, consi- derando caracterísicas sociodemográicas, antecedentes gineco-obstétricos e compor- tamentais, e veriicar a associação com a pre- sença de doença sexualmente transmissível. Trata-se de estudo epidemiológico e trans- versal, realizado com 102 mulheres prois- sionais do sexo. Os dados foram obidos por meio de entrevista e exames padrão-ouro para diagnósico das doenças de interesse. A média de idade das mulheres foi de 26,1 anos, sendo que a maioria inha nove ou mais anos de aprovação escolar, era solteira e teve coitarca antes dos 15 anos. A práica de sexo oral nos parceiros foi citada por 90,2% das mulheres, 99% delas relataram fazer uso de preservaivo no trabalho, apenas 26,3% com parceiros ixos e 42,2% usavam drogas ilícitas. Não houve associação entre fatores sociodemográicos, antecedentes gineco- -obstétricos e fatores comportamentais com presença de doença sexualmente transmissí- vel e isso pode ser decorrente da escolarida- de e do fato da população estudada possuir caracterísicas muito semelhantes, diicultan- do o aparecimento de tais associações.
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O estilo interativo das profissionais do sexo de belo horizonte: um estudo sobre estratégias linguísticas

O estilo interativo das profissionais do sexo de belo horizonte: um estudo sobre estratégias linguísticas

No exemplo abaixo, a profissional do sexo, ao ser questionada sobre as vestimentas que utiliza para trabalhar, faz uso dos vocábulos povo e todo mundo como estratégias de efeito de indeterminação do sujeito, por meio de generalizações; são possíveis as seguintes inferências: o falante se exclui de um grupo específico (o povo falava = eles falavam) e se inclui em um grupo geral. Podemos observar tal estratégia, por meio de interpretação semântico-discursiva do uso da 1ª pessoa do plural (todo mundo veste = nós vestimos) e, não somente, por meio da referenciação formal à 3ª pessoa do plural (todo mundo veste roupa igual = eles vestem). O marcador conversacional de introdução de novo tópico mas funciona como prefaciador de novo tópico e/ou explicação, sendo responsável pela estruturação e coesão das unidades que compõem o texto conversacional e pela progressão temática da interação. Enquanto elemento de coesão, propicia a continuidade do tópico em andamento, atuando como sequenciador tópico de pressuposições e inferências acerca de tópicos anteriores.
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A vivência das profissionais do sexo.

A vivência das profissionais do sexo.

Sabe-se que o uso regular da camisinha ainda é um dos mais eicazes métodos de prevenção da conta- minação/transmissão das DSTs. Ainda assim, mesmo conscientes dos riscos que correm, algumas mulheres têm certa diiculdade para controlar o uso do preserva- tivo masculino, o que, muitas vezes, ica sob a autorida- de do homem. Mas cabe à mulher a decisão de permitir ou não a prática sexual sem proteção (GOMES et al., 2012). Tendo em vista o número de parceiros sexuais que as proissionais do sexo mantêm, e o costume nem sempre constante de uso do preservativo, tem-se com elas uma maior preocupação quanto à transmissão das DSTs, haja vista que a grande variedade de parceiros faz aumentar o risco de contaminação. Assim, percebe-se a necessidade de que as mesmas utilizem, sem restrições, o preservativo, mesmo com clientes ixos (MEDEI- ROS; RUFINO, 2012). A fala de uma das entrevistadas relata que as proissionais do sexo costumam acordar com os clientes o valor do programa e as práticas que não aceitam, como, por exemplo, o sexo sem proteção.
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