Psicanálise - Discursos

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Quanto custa uma análise?: Os discursos construídos por estudantes de psicologia sobre a significação do pagamento em psicanálise

Quanto custa uma análise?: Os discursos construídos por estudantes de psicologia sobre a significação do pagamento em psicanálise

O ato de pagar no processo da clínica em psicanálise é muito significativo. Essa questão deve ser tratada tão singularmente como o sofrimento único daquele que fala, ou seja, o pagamento ocorre de forma diferente em cada par analista-analisando. Desta forma, é importante que tal fato não seja negligenciado no decorrer da análise, pois o ato de pagar está para além da moeda corrente, é parte da sintomatologia do sujeito. Guiados por essa premissa, realizamos uma pesquisa, que teve como objetivo principal analisar os discursos construídos sobre o pagamento em Psicanálise por estudantes do curso de Psicologia da Universidade Estadual da Paraíba - UEPB. O grupo pesquisado dividiu-se entre alunos inseridos no grupo de pagantes e estagiários implicados na experiência de não cobrar o atendimento oferecido na Clínica Escola. Optamos por uma metodologia qualitativa, na qual foram obtidos 16 depoimentos orais, dois de sexo masculino e 14 de sexo feminino. Para a análise das entrevistas, utilizamos a orientação teórico-metodológica da Psicologia Social Discursiva - a produção de sentidos a partir da análise de discurso. Os resultados mostraram que os discursos, em geral, reproduzem sentidos que vinculam o pagamento: a uma prestação de serviço do analista, a um investimento do sujeito; está ligado a demanda de amor, a angústia, ao sofrimento e a desistência do processo analítico. Além disso, todos os entrevistados em seus discursos sugerem a implantação de um preço simbólico na clínica escola de psicologia da UEPB, pois para eles o valor simbólico fará com que os pacientes se impliquem mais no seu tratamento. PALAVRAS-CHAVE: Pagamento; Psicanálise; Análise de discurso; Clínica Escola. ABSTRACT:
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Os discursos de/sobre o inconsciente: Psicanálise e filosofia

Os discursos de/sobre o inconsciente: Psicanálise e filosofia

Na nossa opinião, apenas uma teoria da enunciação, que é também uma determinação do conceito de inconsciente, nos permitia precisar as distin- ções e as relações entre [r]

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Uma pontuação possível aos discursos sobre autismo: a voz no autista - interlocuções entre análise de discurso, psicanálise e musicoterapia

Uma pontuação possível aos discursos sobre autismo: a voz no autista - interlocuções entre análise de discurso, psicanálise e musicoterapia

Como já foi mencionado anteriormente, o tema do autismo é tratado pela Psicanálise, a partir dos neofreudianos. Cabe sublinhar que o autismo, enquanto abordado pela Psicanálise, abriga posicionamentos diversos. Chiapetta (2009) elenca contribuições de especialistas (Melanie Klein, Bruno Bettelheim e Frances Tustin, principalmente), mostrando formas diferenciadas de abordagem ao estudo do autismo. A autora sinaliza o momento histórico em que a Psicanálise se propagou nos Estados Unidos, como o berço de algumas divisões teóricas nessa questão. Além disso, Chiapetta (2009) aponta para o deslocamento sofrido, nas concepções teóricas do autismo, quando seu estudo se torna alvo do interesse dos psicanalistas, uma vez que as primeiras incursões ao tema originam-se na Psiquiatria. Tal fato merece destaque, visto ser o materialismo histórico elemento fundamental para as construções em Análise de Discurso. Desse modo, pode-se inferir que algumas falas institucionais, a serem analisadas posteriormente, trazem esta marca ideológica. A partir do enfoque lacaniano, destacamos alguns teóricos, pois sabemos quão extensa é a literatura psicanalítica sobre o autismo. Assim nos ativemos às considerações teóricas de autores que contribuem para as indagações desta pesquisa: Laznik (2011; 2013), Catão (2009;2011) e Touati (2014). Por vezes esses autores utilizam termos não psicanalíticos embora sejam psicanalistas. No entanto, para alcançar o autismo em sua complexidade, é extremamente difícil encontrar eficácia no manejo de apenas um referencial teórico, como bem recorda Touati (2014).
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O queer dizer da psicanálise? paradoxos da normalização do gênero e da sexualidade na psicanálise em São Luís

O queer dizer da psicanálise? paradoxos da normalização do gênero e da sexualidade na psicanálise em São Luís

Observei que as analistas que se disseram heterossexuais falaram de sua identidade sexual sem hesitar e sem comentários adicionais. Posteriormente, uma delas veio a relatar uma experiência de envolvimento amoroso com uma mulher, tendo afirmado que não chegou, no entanto, a consumar nenhum ato sexual. Isso me chamou a atenção para o risco de essencializar as identidades: apesar dos investimentos e atuações reiteradas dos sujeitos, está sempre presente alguma margem ou espaço para deslocamentos e novas vivências de gênero e sexualidade. As analistas que se apresentaram como não heterossexuais, por sua vez, mostraram certa hesitação em enunciar uma categoria identitária em termos de sexualidade e, somente o fizeram, através de comentários suplementares. Um analista afirmou que isso hoje não era mais uma questão e citou a situação de uma analisante cujo filho lhe dissera que era gay. Ela teria reagido mal a princípio, chorosa. Quando o filho começara a comunicar o fato a várias pessoas, a mãe lhe teria dito: “Meu filho, ninguém se apresenta para as pessoas dizendo eu sou isso, eu sou aquilo, eu sou homossexual, eu sou …”. O entrevistado me relatou que achou isso interessante. Acrescentou que nunca perguntaram a ele no consultório sobre sua orientação sexual, mas já haviam perguntado a um outro psicanalista que ele citou. Disse que quando o analista era gay e a analisante acabava mais ou menos por descobrir sua orientação, fazia um discurso de defesa, de apoio. De vez em quando, teria acontecido com ele. “Quando o tempo vai passando, vai aprofundando, surgem os discursos de ‘eu não tenho nada contra’”. Outro entrevistado relatou que essas classificações sociais não lhe pegavam muito e ao se autoidentificar como bissexual afirmou que isso não implicava juízos de valor ou hierarquias
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Litorais da psicanálise.

Litorais da psicanálise.

a referência ao tema dos discursos foi abordada por lacan (1992), como se sabe, a partir de um diálogo com Foucault. Neste diálogo ele icou interessado em pensar a posição do mestre no discurso, propondo, a partir daí, quatro estruturas discursivas como determi- nantes da posição do sujeito no campo da linguagem. Não é certo que cada discurso esteja situado no lugar onde sua designação se coloca. Por exemplo, não é certo que o discurso universitário esteja na universi- dade, pode estar em outras instituições. O discurso da histérica, por exemplo, não está colado à sintomática histérica. Os discursos não estão colados ao lugar de onde lacan se inspirou para nomeá-los. de outro lado, por que quatro discursos? Porque lacan jogou com dois determinantes fundamentais da constituição do sujeito: de um lado, a determinação signiicante pelo S1 –S2; de outro, a posição do sujeito no fantasma. aqui se situa a função que exerce a fantasia na amarração de nossos orifícios corporais a partir da desnaturação da linguagem. Esses são os determinantes fundamentais do sujeito. O discurso do mestre insere o sujeito na linguagem, que recorta a letra pulsional, inserindo-a nas relações a partir da fantasia.
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O mal-estar na modernidade e a psicanálise: a psicanálise à prova do social.

O mal-estar na modernidade e a psicanálise: a psicanálise à prova do social.

A modernidade e seus impasses são a problemática fundamental deste ensaio. Temos a intenção de trabalhá-la sob a perspectiva teórica da psicanálise, na medida em que esta tematizou, com Freud, não apenas a modernidade enquanto tal, mas também as impossibilidades construídas para o sujeito naquela. Isso implica dizer que os discursos forjados por Freud para enunciar a questão da subjetividade no campo da civilização, no sentido universalista desta última, foram na verdade comentários tecidos sobre a condição do sujeito na modernidade. É preciso considerar essa especificidade na leitura freudiana sobre a civilização para dar a esta leitura toda a espessura de sua relatividade histórica e retirá-la, em contrapartida, do estatuto ingênuo de totalizações inconsistentes e abstratas. Portanto, é preciso explicitar que as interpretações freudianas sobre os impasses do sujeito no mundo da civilização constituem, de fato e de direito, comentários críticos sobre a inscrição do sujeito na modernidade.
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A lei e a norma na psicanálise

A lei e a norma na psicanálise

DA IDENTIDADE À TRANSFORMAÇÃO A proposta de Foucault, assim, é algo diferente do que apenas uma dessacralização da lei. Sua fala implica em uma reviravolta mais radical, mesmo que nem sempre seja muito claro até que ponto os conceitos de norma e de lei se misturam e se distinguem. Hans Kelsen, por exemplo, em seu livro póstumo Teoria geral das normas (Kelsen, 1986), nos fala que na investigação sobre a origem das leis, seríamos remetidos a um regressum infinitum, onde cada norma seria determinada por outra superior, até chegarmos, na origem, à ficção de uma primeira lei. Já com seus 80 anos, como nos lembra Célio Garcia (Garcia, 2011), Kelsen reconhece que sua crença na norma básica como fundamento poderia estar enganada, declarando que esta não passaria de uma ficção. Ele passa, assim, a fazer uso da ficção para trabalhar o fundamento de suas teorias. Vemos, aqui, uma ressonância com Freud, que lança mão dos mitos para trabalhar as origens. Suprimos a carência de fundamento por meio da ficção, entendendo esta “não no sentido de quimera ou fábula, mas como aparelhos linguísticos articuladores de motivos e desejos, última instância encontrada por trás dos interesses” (Garcia, 2011, p. 35). Uma ficção “convocada como modalidade operatória” (Garcia, 2011, p. 37). O que também não deixa de ter suas dificuldades. Os mitos, por exemplo, ao estabelecerem lugares e hierarquias, carreiam uma problemática perspectiva moral. Para Garcia, “se a psicanálise pretende ser algo mais que um mito, algo como uma ciência do real, ela deverá poder elaborar teoricamente essas questões sem passar pelo mito” (Garcia, 2011, p. 75).
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PSICANÁLISE ALÉM DOS MUROS

PSICANÁLISE ALÉM DOS MUROS

A Casa dos Cata-Ventos embora a preocupação com a educação e a formação das crianças esteja presente daqueles que lá trabalham. Não é um espaço de recreação, ainda que o brincar seja parte essencial do fazer. Não é um serviço de contra turno escolar, tão comum na rede sócio assistencial, embora se tenha um olhar sobre as necessidades socioeconômicas da população atendida e preocupação com a garantia dos seus direitos. Não é um consultório psicanalítico, por mais que os atos estejam fundamentados em sua ética. Na Casa dos Cata- Ventos não há cadastro de usuários nem de famílias, e todos que vierem serão acolhidos. A Casa não abre todos os dias e não há horário de entrada nem de saída. Mas, afinal, o que é a Casa dos Cata-Ventos? Poderia responder apressadamente: é um lugar de acolhimento da vida em comum. É um ambiente onde os adultos se ocupam com as crianças. É um tempo para experienciar à relação com o Outro com leveza. (PEDROSO; SOUSA, 2014, p. 2).Pois, é no testemunho, a partir do encontro mediado pela escuta, que pode haver compromisso e responsabilidade sobre o que se diz e se escuta. Encontro que, para que haja uma escuta (como define a psicanálise), é mediado por um “princípio de ignorância”, assim definido por Endo (2005, p. 265), tanto de quem escuta como de quem fala para o ainda não sabido surgir. Que este não-sabido possa sair da condição de objeto-dejeto em que a sociedade o coloca, para que a falta-a-ser não signifique uma ameaça, mas encontro com o qual pode se produzir o novo. (ROSA, 2002, p. 13).
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O corpo e violência na psicanálise

O corpo e violência na psicanálise

como objeto de sacrifícios e penitências, estabelece uma ligação entre o gozo e a transgressão. No Renascimento, com os conhecimentos anatômicos, o corpo é investigado pelos cientistas e gloricado pelos artistas. O corpo máquina de Descartes separa mente e corpo que somente se ligam por uma pequena ponte chamada glândula pineal. Como máquina, era um corpo sem vida. A Era Vitoriana impõe restrições severas aos prazeres advindos do corpo, tempos de recalcamento dos desejos. A psicanálise surge nesse contexto repressivo e Freud recebe críticas severas pela importância que dá à sexualidade de um modo geral e, em especial, a sexualidade infantil. No século XX, o corpo é tomado pela via do saber e, assim, é estudado por diversos campos do conhecimento, do biológico ao social, da pedagogia à política.
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PACIENTES SOMATIZADORES NA PSICANÁLISE

PACIENTES SOMATIZADORES NA PSICANÁLISE

Psychoanalytic Society of Porto Alegre (Revista de Psicanálise da Sociedade Psicanalítica de Porto Alegre) and books of psychoanalysis. In addition, the articles selected for review were searched in the references of the studies that achieved the requirements for inclusion in the review. It has been evident the similar approach that some authors do to somatization and psychosis, including using the defense mechanisms to clarify the psychosomatics, but to other authors the concept of cleavage is directly used to explain the process of somatization in their theories. As a conclusion it was possible to notice the theoretical differences of the authors when positioning themselves on the thematic, although all emphasize that the origin of these pathologies refers to the conflicts prior to Oedipus Complex phase. Thus the primordial relationship between mother/baby, previous to the entry of a third-party, is a essential start point to explain psychosomatic diseases.
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A Psicanálise e a prisão do eu profundo

A Psicanálise e a prisão do eu profundo

psicanálise rima muito mais com libertação do que com prisão. Talvez porque para mim, a psicanálise não é apenas uma ciência que procura explicar o funcionamento humano, mas é, sobretudo, um método de investigação da subjectividade e da intersubjectividade humana, sendo, por isso, um processo de contínua investigação de nós próprios e das relações intersubjectivas onde nos criamos e transformamos. O que nos permite dizer que a psicanálise é, também, uma forma de estar na vida, marcada pelo desejo e pela possibilidade dum contínuo questionamento e exploração do nosso mundo interno e relacional, para aí encontrar caminhos de crescimento que permitam sair da repetição para a inovação, retomando o desenvolvimento onde ele ficou suspenso. O mesmo é dizer, marcada pela possibilidade dum “pensamento pensante”, experimentado e vivido, que na relação consigo e com cada outro, se descobre e encontra, transformando-se num diálogo interno, instalado no mais profundo de si mesmo, que não cessa de se dirigir ao outro.
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Destino e daímon na psicanálise

Destino e daímon na psicanálise

El objetivo de este estudio es contribuir a la investigación psicoanalítica del Destino. Para tal propósito seguimos los desdoblamientos de la noción en la obra de dos psicoanalistas — Sigmund Freud y Fabio Herrmann —, reuniendo y retomando sus análisis sobre el tema, además de arriesgarnos a elaborarlas un poco más. El argumento se divide en dos partes: I. Versiones del Destino en Freud; II. Destino en la Teoría de los Campos. La Parte I comienza con el examen del término destino en la lectura freudiana de Edipo Rey y del drama de destino marcando la atmósfera de invención del psicoanálisis (1897-1900). En seguida reconstruye el artículo que inaugura el Destino como problema clínico — “El significado del padre para el destino del individuo”, de Carl Gustav Jung (1909) — y finaliza deteniéndose en la metapsicología del Destino, articulando las consideraciones freudianas sobre el tema, que surgen a partir de 1920. La Parte II se inicia recuperando el espíritu de dirección de la Teoría de los Campos: el rescate del horizonte vocacional del psicoanálisis. A seguir comenta la definición de Destino que consta en el libro Andaimes do real: psicanálise da crença [Andamios de lo real: psicoanálisis de la creencia] (1998) y, por último, se inclina sobre la teoría de los tres tiempos, formulada por Herrmann (1991, 2001, 2015). El recorrido demuestra que hay dos concepciones opuestas de Destino en el psicoanálisis: por un lado, la que denominamos Destino compulsivo (en Freud), por otro, la de Destino dialogístico (en Herrmann). Y en calidad de propuesta original de la tesis, hay una invitación a apropiarse del término griego δαίμων (daímon) como concepto metodológico: daímon es el operador del paso del Destino compulsivo hacia el dialogístico. Se concluye que este tránsito define el propio proceso analítico, reencontrado al interior de una única palabra: Destino. La investigación finaliza con algunos estudios complementarios que desarrollan ideas específicas derivadas de las conclusiones.
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Discursos

Discursos

xando, como exemplares de sua afouteza, mais de uma montanha vencida, mais de uma floresta perlustrada, mais de um rio trans- posto, se bem que não raro em pegadas ensangüentadas bali- [r]

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Destino e daímon na psicanálise

Destino e daímon na psicanálise

Além disso, ressaltamos que nem todas as variantes do Destino na psicanálise serão examinadas nesta pesquisa. Não temos pretensão exaustiva, mas sim comparativa: a escolha dos autores (Freud e Herrmann) se deu pelo fato de que, no cotejamento das diversas análises feitas sobre o Destino, evidenciou-se a oposição que habita essa noção, possibilitando, assim, desenhar duas concepções simetricamente contrárias. Chamamos uma de Destino compulsivo e outra de Destino dialogal ‒ e, tal como em um ímã, são como polos opostos no interior de um mesmo termo, uma sorte de origem antitética da palavra Destino. 1 Apenas ao final da pesquisa, talvez tarde demais, reconhecemos que estávamos a analisar o trânsito de uma definição para outra: os caminhos que levam do Destino compulsivo ao dialogal ‒ esta passagem, que é o objeto retroativo, também constitui o próprio processo analítico. Com isso, ao esboçar a investigação psicanalítica do Destino, foi possível também rever o trabalho da análise.
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Sobre o sujeito da psicanálise

Sobre o sujeito da psicanálise

C onsiderando que cada um dos conceitos fundamentais da psicanálise, embora se sustente em sua especificidade, não se desvincula dos demais, tampouco os exclui, nosso ponto de partida é pen- sar a noção de sujeito como efeito de linguagem; um sujeito que surge no momento do enlaçamento pulsional. Portanto, o que se torna uma questão im- portante para nós é a articulação entre significante e corpo, a partir da qual pensamos ser possível falar, para além da relação do sujeito com sua consciên- cia, do estatuto do corpo no mundo humano; ou seja, de um corpolinguagem, cuja satisfação obedece à lógica de uma trama argumentativa cujas teias, ao mesmo tempo em que possibilitam sempre confi- gurações singulares, vão definir o modo como o humano vai exercer sua sexualidade, isto é, satisfa- zer a pulsão.
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A dialógica fenomenologia<>psicanálise

A dialógica fenomenologia<>psicanálise

‘secondary discourses’ [(Freud; Lacan; Bollas (an object relations theorist); Object Relations School wider ‘secondary discourse’; among others] presented here, which, from my perspective, illustrates the clinical and epistemological validity of the psychoanalytic clinical method in a prison setting” DIAS, «The Heritage of Freudian Theoretical and Clinical Constructs in Contemporary Psychoanalytical Practice: Epistemological Conjectures and Clinical Refutations»[Thesis]; «The significance of the Menninger Clinic in the validation of psychoanalysis in international mental health practice inherent to the contributions of Lacan, Fairbairn, Matte-Blanco, Bion, Grotstein & Kernberg» [Subtitle], in Doctoral thesis, Goldsmiths, University of London, 2010, pp. 260- 273, pesquisável em Items of Type Thesis - Goldsmiths Research Online; alterações nossas. Esta reflexão valida empiricamente não só a dinâmica psicanalítica do «si» maligno e respectiva hermenêutica fenomenológica, mas também, por inerência, a articulação por nós defendida ao longo de toda a nossa investigação doutoral acerca da relação, no que concerne ao «si», entre psicanálise e fenomenologia, razão pela qual, não arbitrariamente, intitulámos a nossa Tese justamente de dialógica fenomenologia<>psicanálise.
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Sobre a psicanálise nas psicoses

Sobre a psicanálise nas psicoses

Segundo ele, o psicótico está mesmo ávido de transferir, quer na sua parte saudável, quer na sua parte doente, e o analista não deve dissolver o transfert positivo[r]

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CONTRIBUTOS DA HERMENÊUTICA PARA A PSICANÁLISE

CONTRIBUTOS DA HERMENÊUTICA PARA A PSICANÁLISE

Paul Ricoeur criticou imenso a construção freudiana da teoria psicanalítica. Mas, no fim da carreira, veio a reconhecer, em Psychanalyse et Interprétation, un retour critique, que a prática da psicanálise vai sempre mais além da teoria. Existe na prática uma relação entre o analista e o analisando. Existe sempre uma resistência, por parte do analisando, e igualmente uma transferência e contratransferência que levam Ricoeur a repensar algumas críticas anteriormente realizadas. Não nos parece que a psicanálise para Paul Ricoeur fosse estritamente apreendida como uma inimiga. Pelo contrário, é uma aliada: “Estaríamos errados em pensar que a relação que Paul Ricoeur tinha com a psicanálise era marcada, em primeiro lugar, por hostilidade ou polêmica” (Porée, 2009, p.406).
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Egas Moniz e a Psicanálise

Egas Moniz e a Psicanálise

" (lanes, 1958-1969, 111: 475) É também provável que Egas Moniz tenha alguma razão quando sugere que em muitos dos personagens masculinos dos seus romances Júlio Dinis, que morrerá a[r]

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A agressividade na psicanálise winnicottiana

A agressividade na psicanálise winnicottiana

No início, ela é simplesmente parte do apetite, da espontaneidade e da motilidade do bebê; b a agressividade, como todas as outras dimensões humanas, precisa ser experienciada ao longo d[r]

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