Realidade na literatura

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FICÇÃO E REALIDADE NA LITERATURA BRASILEIRA CONTEMPORÂNEA: FRONTEIRAS

FICÇÃO E REALIDADE NA LITERATURA BRASILEIRA CONTEMPORÂNEA: FRONTEIRAS

Esse dialogo, assim como no caso dos autores que antecederam a Semana de Arte Moderna, se da de diversas formas, estando as temologias virtuais presentes tanto como objeto de represen[r]

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Sobre a mimesis da alma e a representação da realidade na literatura

Sobre a mimesis da alma e a representação da realidade na literatura

Difícil definir o enredo da narrativa tal como o conce- bemos tradicionalmente. O foco recai sobre as reverbera- ções da ação que o nojo e o pavor a impulsionam cumprir: o esmagamento da barata. As dimensões que se abrem a partir de um “eu” tomando bruscamente consciência de sua individualidade e que se perde perante a representação do inumano, reproduzem o caleidoscópio da alma humana de uma perspectiva altamente dinâmica. Esse “eu” fora desor- ganizado, desfeito da forma que tinha antes da revelação. Diante da massa que escorria da barata esmagada, G.H. se permite perscrutar sua consciência, seu ser a respeito do ato de existir. A barata esmagada representa todo o contrário de civilidade superficial que a mulher se acostumou a encenar sem se dar por isso. O desejo de visitar as entranhas de sua natureza, apartada do mundo objetivo e organizado lhe to- mou com tamanha força que G.H. decide, finalmente, após longo embate entre uma “realidade” construída e sua realida- de interior, ultrapassar o limiar até então censurado de seu íntimo, provando da gosma branca que escorria da barata.
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Ficção e realidade ou literatura e sociedade: limiares

Ficção e realidade ou literatura e sociedade: limiares

Ao constatar que o humanismo naufraga, sobretudo como escola da formação humana por meio da literatura, Sloterdijk (2000, p. 60) tematiza “o perigoso fim” de um humanismo fundamentado na literatura como utopia da formação humana mediante a escrita e a leitura, as quais promoveriam “a atitude paciente” e educariam “para se julgar com circunspecção e manter os ouvidos abertos.” Como a referida utopia se norteia por uma razão preocupada com a verdade, com a realidade ou o seu correlato para o historiador tradicional, a sociedade, em que as historiografias da literatura se firmam, a mimesis ou a representação teriam um papel fundamental, e o realismo seria privilegiado, apesar de a literatura questionar incessantemente a polaridade entre a ficção e a realidade. Ao afirmar que a mimesis constitui “o termo mais geral e corrente sob o qual se conceberam as relações entre a literatura e a realidade”, Antoine Compagnon (2001, p. 97) situa Erich Auerbach no centro das referidas relações, uma vez que sua “monumental obra” tematiza a representação da realidade na literatura ocidental. Auerbach (2009, p. 499) se limita a escrever, quanto ao conceito de mimesis que nomeia sua obra, que parte originalmente da interrogação de Platão da interpretação da realidade pela representação, colocada em terceiro lugar depois da verdade.
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O campo e a cidade na literatura brasileira   Luiz Ricardo Leitão

O campo e a cidade na literatura brasileira Luiz Ricardo Leitão

Após a derrocada da república Velha e da política do ‘café com leite’ imposta pelas oligarquias de minas gerais e São paulo, o advento de um ciclo regionalista em nossa prosa de ficção é um fenômeno emblemático. o sucesso dos escritores nordestinos nos anos 30, em plena era de expansão monopolista do capitalismo brasileiro (cujo principal centro de acumulação era a burguesia agroindustrial pau- lista), é digno de nota. A literatura, a seu modo, não apenas pressagia como também influi sobre a marcha da modernização sem ruptura: fora da órbita cosmopolita dos bandeirantes, articula-se uma ampla frente do romance regionalista (de linguagem mais convencional, porém permeado por sopros de renovação estética e temas de grande interesse social, como nos evidencia a obra de graciliano ramos), que impõe outro ritmo à saga da modernidade brasileira. e assim, sob a cadência lenta e inexorável dessa metamorfose “prussiana”, é possível empreender uma reflexão acerca da decadência da velha ordem oligárquica, como faz José lins do rego em Fogo morto (1943), antes de chegarmos ao novo ciclo de industrialização dos anos 50-60, quando o pós-modernismo, seja na prosa única de guimarães rosa ou na poesia lapidada de João cabral de melo neto, se ocupará de reinterpretar o urbano e o agrário no imaginário coletivo nacional. repassemos, pois, essas três estações do Modernismo, valendo-nos dos textos preciosos de seus mestres.
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O TEMPO DA HISTÓRIA

O TEMPO DA HISTÓRIA

O autor mais citado de todo o livro é, sem contestação, Jacques Bainville, cujo nome aparece cerca de quinze vezes e de quem se mencionam a História de dois povos, A França e o império alemão (1915), a História da França (1924) e o Napoleão (1931). É com Bainville que se instaura o diálogo essencial, porque a sua História da França foi o "breviário" da adolescência de Ariès, porque a sua maneira de escrever a história foi a que dominou toda a vulgarização histórica dos anos 1930, ainda mais do que os autores da Action française, porque o seu êxito de livraria foi imenso, 7 porque permanece sendo após a guerra a referência obrigatória de todas as famílias de pensamento conservador. Afastar-se dele, caracterizar sua história como "uma física mecanicista" ou uma "mecânica dos fatos" era como uma blasfêmia nos meios de Ariès. Foi por isso, sem dúvida, que, ao responder às perguntas de Aspects de France, numa entrevista publicada em 23 de abril de 1954, ele suaviza um pouco o diagnóstico dado no livro, distinguindo Bainville de seus "continuadores": "Bainville tinha um talento muito grande. Sua História da Terceira República, por exemplo, é de uma pureza de linhas admirável. E, depois, que lucidez na análise dos acontecimentos! Considerem-se as obras luminosas que se fizeram após sua morte, reunindo seus artigos nos jornais. Acrescento que era um mestre grande demais para não ser sensível tanto ao particular quanto ao geral, tanto às diferenças quanto às semelhanças. Mas creio que certo perigo poderia provir dos continuadores de Bainville que aplicassem sem delicadeza seu método de interpretação e fizessem da história uma mecânica de repetição, pronta a nos dar sempre e em toda parte as lições já feitas. Para eles, a França deixaria rapidamente de ser uma realidade viva para tornar-se uma abstração submetida unicamente a leis matemáticas." Apesar da prudência de uma resposta destinada a não chocar demais os leitores do jornal monarquista, é claro que ao escrever em 1947 o ensaio "A história marxista e a história conservadora" Ariès pretendia romper com os hábitos intelectuais de sua família política, assim como, alguns anos antes, em plena guerra, tinha se distanciado de Maurras e da Action française: "Eu tinha me emancipado de meus antigos mestres e decidido não ter outros. O cordão umbilical estava cortado." 8
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A Memoria Coletiva   Maurice Halbwachs

A Memoria Coletiva Maurice Halbwachs

Recriminarão se nós despojarmos esta forma da memória coletiva que seria a história deste caráter impessoal, desta precisão abstrata e desta relativa simplicidade que dela fazem precisamente um quadro sobre o qual nossa memória individual poderia se apoiar. Se nos ativermos às impressões que fizeram sobre nós tais acontecimentos, quer a atitude de nossos pais em face dos acontecimentos que terão mais tarde uma significação histórica, quer os costumes somente, os modos de falar e de agir de uma época, em que se distinguem elas de tudo aquilo que ocupa nossa vida de criança, e que a memória nacional não reterá? Como a criança seria capaz de atribuir valores diferentes às partes sucessivas do quadro que a vida desenrola diante dela, e por que ficaria sobretudo admirada dos fatos ou dos episódios que mantêm a atenção dos adultos por que estes dispõem, no tempo e no espaço, de muitos termos de comparação? Uma guerra, um motim, uma cerimônia nacional, uma festa popular, um novo meio de locomoção, os trabalhos que transformam as ruas de uma cidade podem ser considerados com efeito de dois pontos de vista. São fatos únicos em seu gênero, pelos quais a existência de um grupo é modificada. Mas eles se resolvem, de outro lado, em uma série de imagens que atravessam as consciências individuais. Se você não retiver senão essas imagens, elas poderão sobressair-se das outras, no espírito de uma criança, por sua singularidade seu brilho intenso, sua intensidade; mas acontece a mesma coisa para muitas imagens que não correspondem a acontecimentos de semelhante porte. Uma criança chega à noite numa gare cheia de soldados. Que estes retornem das trincheiras ou para ali estejam voltando, ou que estejam simplesmente em manobras, eles não a impressionarão nem mais, nem menos. Como estava longe o canhão da batalha de Waterloo, era apenas um ribombar confuso de trovão? Um ser tal como uma criancinha, reduzida a suas percepções, não guardará de tais espetáculos senão uma lembrança frágil de pouca duração. Para que, atrás da imagem, ele atinja a realidade histórica, será preciso que saia de si mesmo, que se coloque do ponto de vista do grupo, que possa ver como tal fato marca uma data, porque penetrou num círculo das preocupações, dos interesses e das paixões nacionais. Mas nesse momento o fato cessa de se confundir com uma impressão pessoal. Retomamos contato com o esquema da história. É então, diremos, sobre a memória histórica que é preciso se apoiar. É através dela que esse fato exterior a minha vida de criança vem assim mesmo assinalar com sua impressão tal dia, tal hora, e que, a vista dessa impressão me lembrará a hora ou o dia; mas a impressão por si mesma é uma impressão superficial, feita de fora, sem relação com minha memória pessoal e minhas impressões de criança.
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REALIDADE VIRTUAL NA FISIOTERAPIA: UTILIZAÇÃO PARA CRIANÇAS COM PARALISIA CEREBRAL: REVISÃO DA LITERATURA

REALIDADE VIRTUAL NA FISIOTERAPIA: UTILIZAÇÃO PARA CRIANÇAS COM PARALISIA CEREBRAL: REVISÃO DA LITERATURA

Para alcançar os objetivos deste estudo foram elaboradas algumas etapas descritas a seguir, no percurso do estudo bibliográfico. Para realizar um primeiro mapeamento acerca do assunto da pesquisa foi desenvolvida uma busca simples, com as palavras-chave: “realidade virtual” e paralisia cerebral, nas bases de dados nacionais: Scielo (Scientific Eletronic Library Online), Google Scholar (Acadêmico) e Bireme (BVS) Biblioteca Virtual em Saúde, de acordo com os anos estipulados, de 2010 até 2015.

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COMO SE ESCREVE A HISTÓRIA

COMO SE ESCREVE A HISTÓRIA

Uma vez que causa superficial não significa causa menos eficaz que outra, não se pode descobrir grandes linhas da evolução, assim como não se descobriria também numa partida de pôquer que durasse mil anos. Quando se fala do acaso histórico ou de um de seus sinônimo (chefes, complô maçônico, líder, vagão blindado ou "simples acidente de percurso"), é necessário distinguir, cuidadosamente, o caso de um único acontecimento e o da história considerada em bloco. É bem verdade que alguns acontecimentos, a revolução de 1789 e a de 1917, têm causas profundas; não é verdadeiro que a história, em última instância, seja guiada exclusivamente por causas profundas, subida da burguesia ou missão histórica do proletariado: seria bom demais. Compreender a história não consiste, pois, em saber discernir grandes correntes submarinas por baixo da agitação superficial: a história não tem profundezas. Teremos conhecimento que sua realidade não é racional, mas é preciso saber que ela não é tão pouco sensata; não existem saídas que seriam normais, que dariam à história, pelo menos de vez em quando, o aspecto seguro de uma trama bem amarrada onde o que devia acontecer acabava acontecendo. As grandes linhas da história não são didáticas; o panorama do passado apresenta certos traços relevantes que são muito mais amplos do que outros; divulgação da civilização helenística ou ocidental, revolução tecnológica, estabilidade milenar de certos grupos nacionais, etc.; infelizmente, essas cadeias de montanhas não revelam a ação de forças racionais, moderadas ou progressistas; elas demonstram mais que o homem é um animal imitador e um conservador (também pode ser o contrário, mas os efeitos disso têm um aspecto tectônico diferente). A extensão dessas linhas é simples como uma rotina ou uma epidemia. É, pois, um preconceito pensar que a história de cada época tem seus "problemas" e que ela é explicada por eles. De fato, a história é cheia de possibilidades frustradas, de acontecimentos que não se realizaram; ninguém será historiador se não perceber, em torno da história que se produz realmente, uma multidão indefinida de histórias compossíveis,3 de "coisas que podiam ser de outra maneira".
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SARNA PSORÓPTICA EM UM EQUINO NO ESTADO DO CEARÁ: RELATO DE CASOThalys Kenny Ferreira PEIXOTO1 Bruno Venncio de ALMEIDAS2 Vicente Macedo de ARAJO JNIOR2 Israel Lima VIANA2 Ana Karine Rocha de Melo LEITE3

SARNA PSORÓPTICA EM UM EQUINO NO ESTADO DO CEARÁ: RELATO DE CASOThalys Kenny Ferreira PEIXOTO1 Bruno Venncio de ALMEIDAS2 Vicente Macedo de ARAJO JNIOR2 Israel Lima VIANA2 Ana Karine Rocha de Melo LEITE3

Nesse relato, conclui-se que a sarna psoróptica está presente em equinos que vivem no Estado do Ceará, sendo uma realidade para a equinocultura local. Essa enfermidade induziu alterações clínicas no animal, porém não foram tão severas, devido ao diagnóstico precoce. O contato do equino com ovinos acometidos pela sarna psoróptica foi essencial para a transmissão do ácaro ao equino. Dessa forma, é importante um manejo adequado como um método profilático para o controle de sarna psoróptica em diversas espécies animais que convivem em um mesmo ambiente.
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O MICRODESPOTISMO DA LAVOURA ARCAICA

O MICRODESPOTISMO DA LAVOURA ARCAICA

A proposição possui um cunho valorativo. Para Adorno, lembremos, o êxito estético depende da forma ser capaz de despertar o conteúdo nela depositado. O impacto de uma realidade que não se permite abordar deveria atingir não apenas o conteúdo, mas a própria forma do texto literário. Lidar com uma realidade impactante sem que a forma seja por ela atingida significaria falha na articulação literária entre forma e conteúdo.

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Pontifícia Universidade Católica de São Paulo PUCSP Patricia Cristina Cavalari de Oliveira

Pontifícia Universidade Católica de São Paulo PUCSP Patricia Cristina Cavalari de Oliveira

O enfoque principal no projeto pedagógico da Universidade Privada ECS-SP é a formação dos alunos dentro do contexto da rede do SUS e nesse âmbito vale destacar a parceria com a Secretaria de Saúde do Município de São Paulo, em especial com a Regional Sudeste de Saúde, que corresponde ao território onde está inserida a Universidade Privada ECS-SP, a qual abriga o curso de enfermagem. Desta maneira, os alunos podem compreender e atuar na realidade de saúde local. Esta parceria permite que os alunos, sempre supervisionados por um professor ou preceptor, realizem atendimentos em UBS e Ambulatório de Especialidade e Hospitais do município. Os alunos frequentam estes cenários de acordo com as DCN.
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Dominios da Historia   Ciro Flamarion Cardos

Dominios da Historia Ciro Flamarion Cardos

pioneiramente, formularam em pleno século XIX uma crí ca radical da modernidade; nem mesmo conseguiram livrar-se efe vamente das problemá cas próprias do modernismo — coisa que também demonstra Callinicos. O an -racionalismo pico da corrente às vezes se acompanha de certo desleixo teórico e metodológico (e mesmo, o que é especialmente grave no caso de historiadores, quanto à crí ca das fontes). Os pós- modernos costumam, com efeito, ser mais apodíc cos e retóricos do que argumenta vos: abundam em seus textos as afirmações apresentadas como se fossem axiomá cas e auto-evidentes, não sendo então demonstradas — como se bastasse dizer “eu acho”, “eu quero”, “minha posição é”... Nem mesmo se preocupam com a refutação detalhada e rigorosa das posições contrárias. Foucault, por exemplo, declarou certa vez que, diante dos que ainda querem falar do homem, com suas formas de reflexão “torpes e desviadas” — mas ele não demonstra que o sejam —, convém refugiar-se num riso filosófico “de certa forma silencioso”: algo bem mais cômodo, por certo, do que uma refutação com argumentos! Há paradoxos e aporias insolúveis em muitas das posições pós-modernas. Assim, por exemplo, no caso da “desconstrução”. Sendo os pontos de par da, no caso (por exemplo em Derrida), a negação de um sujeito agente e de qualquer relação referencial entre discurso e realidade, por que o discurso da desconstrução seria mais aceitável, teria maior autoridade do que qualquer outro dos discursos e escritas, no jogo dos significantes que se mul plicam até o infinito? E como conciliar a negação do sujeito e do homem com um método hermenêu co rela vista que, na prática, descamba para o subjetivismo? 46
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O Ensino de história e a criação do fato   Jaime Pinsky

O Ensino de história e a criação do fato Jaime Pinsky

camadas populares como de setores identificados com suas causas, posicionar-se melhor em relação ao presente. Se o livro não tratar da atuação popular ou apenas referirse superficialmente a ela, o aluno tenderá a menosprezar a própria realidade (fazemos abstração de outras variáveis que moldam as representações) e a exagerar o papel dos grupos dirigentes, das elites. Se o livro procurar registrar a dimensão real (tanto quanto possível) dessa atuação, sem cair na tentação da criação de heróis populares, cheios de virtudes, de bravura, o aluno será levado a pensar a própria realidade de maneira contraditória, com interesses antagônicos, uns dominantes, outros dominados, mas nem por isso passivos, à mercê da vontade dos dominantes. Se esse aluno perceber o passado não como mero produto da ação dos grupos
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Tutameia, o acaso como lugar da escrita rosiana: o ressoar silencioso da monstruosa voz

Tutameia, o acaso como lugar da escrita rosiana: o ressoar silencioso da monstruosa voz

Os recortes citativos levam a ressuscitar a questão que gira em torno do nome para quem escreve obras literárias, talvez sob uma forma mais ousada de ver e, por ventura, não inadequada, leva-se a pensar que é poeta, o nome pelo qual deve se chamar aquele que continua a ver com os olhos de menino, que encontra na língua seu brinquedo favorito. Na sua brincadeira, as palavras não precisam significar, se fazem no seu “faz de conta”, é “real”, ganha vida independente do mundo e passa a ser real como toda a verdade 27 da ficção. Essa, por sua vez, não atende a nenhum caráter de comprovação, o seu obedecimento remete apenas a si mesma voltando-se a sua própria linguagem. É tão “real” que nem ele, o sonhador menino, consegue explicar, apenas uma coisa ele sabe: é amor, mas permanece murado. O muro está como analogia para o fazer literário jogando com dois mecanismos em relação ao escritor: o que ele conhece e o que pode ser levado a pensar que conhece. O primeiro corresponde ao mundo e o segundo, à linguagem, nutrindo-o pela possível crença de poder representar o mundo. Porém, nesse jogo a cartada final vem com uma incrível descoberta que a ele pode até mesmo não vir sob a forma de “verdade”: a literatura não possui referente fora da linguagem.
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As estratégias de leitura e a literatura infantil: possibilidades na formação do leitor autônomo

As estratégias de leitura e a literatura infantil: possibilidades na formação do leitor autônomo

Em nossas pesquisas utilizamos as estratégias de leituras difundidas pelos americanos, dentro de uma proposta que se utiliza de livros de literatura infantil. A intenção é ensinar as crianças sobre como a leitura se processa em um leitor fluente e como este utiliza de estratégias para alcançar a compreensão profunda do texto. Ensinar a estratégia pela estratégia e comparar a metodologia e sua eficácia em dois países diferentes não é o propósito de nossos estudos, mas sim, oferecer atividades para que a criança compreenda além das palavras.

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As interações visuais e verbais no livro produzido para crianças: um olhar sobre o PNBE 2005

As interações visuais e verbais no livro produzido para crianças: um olhar sobre o PNBE 2005

2s5s1 Caracterizamdo o acervo do PNBE/2005 ssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssss83 2s5s2 Os recortes possíveis mo corpus da pesquisa sssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssss90 2s6 O que é um !"##$?ssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssss92 2s6s1 Picturebook: buscamdo uma momemclatura para a límgua portuguesa sssssssssssssssssssss99 2s7 Defimição do objeto de estudo – Os cimco 'livros imteraciomais'ssssssssssssssssssssssssssssssssss 101 2s7s1 A temática folclóricassssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssss 105 2s8 Dimemsões de Amálise Qualitativa ssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssss 109 CAPÍTULO III ' LINGUAGENS VISUAL E VERBAL: ANALISANDO A DINÂMICA EM SUAS RELAÇÕES ssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssss 111 3s1 Escolhas defimitivas ssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssss 111 3s2 Maria Peçomha: um comto do presemte com o olhar mo passado sssssssssssssssssssssssssssssssss 118 3s2s1s Limguagem Visual e Movimemtos Artísticos: primeiro pomto de amcoragem ssssss 119 3s2s2s Categorizações de Amálise: 1ª obrassssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssss 121 3s2s2s1 Imagem X Palavra: Elememtos Históricosssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssss 121 3s2s2s2 Imagem X Palavra: Elememtos Sociais ssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssss 126 3s2s2s3 Imagem X Palavra: Elememtos Culturais sssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssss 132 3s2s2s4 Imagem X Palavra: Corsssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssss 136 3s2s2s5 Imagem X Palavra: Formasssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssss 139 3s2s2s6 Imagem X Palavra: Texturasssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssss 140 3s2s2s7 Imagem X Palavra: Espaçossssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssss 141 3s2s2s8 Imagem X Palavra: Movimemtosssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssss 143 3s2s2s9 Relação Imagem X Realidade sssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssss 144 3s3 A Casa do Bode e da Omça comtada por Âmgela Lago: a mágica lembramça da imfâmcia sssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssss 147
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Sobre História   Eric Hobsbawm

Sobre História Eric Hobsbawm

Fazer isso sem algum tipo de exemplo é extraordinariamente difícil, e muitas vezes aqueles mais dedicados à inovação são tentados a procurar algum, por mais implausível que seja, inclu[r]

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O Queijo e os Vermes   ginzburg, carlo

O Queijo e os Vermes ginzburg, carlo

E a mesma de Panofsky, por exemplo, num de seus mais belos ensaios, "Et in Arcadia ego"/ no qual constroi uma analise esclarecedora da mentalidade artistica nos socul[r]

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Zygmunt Bauman   Modernidade e Holocausto

Zygmunt Bauman Modernidade e Holocausto

Consiste em lançar os objetos da ação em uma posição na qual não podem desafiar o ator na sua (dos objetos) qualidade de fonte de demandas morais; isto é, em extirpá-los da categoria de [r]

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