Receptores de células T

Top PDF Receptores de células T:

Fisiopatologia da dermatite de contato alérgica: papel das células T CD8 efetoras e das células T CD4 regulatórias.

Fisiopatologia da dermatite de contato alérgica: papel das células T CD8 efetoras e das células T CD4 regulatórias.

Em contraste com a HSC contra haptenos for- tes, há poucas informações sobre as células efetoras mediando a HSC a haptenos moderados, fracos e muito fracos. A principal razão é a falta de modelos animais reprodutíveis para esses haptenos fracos. De fato, as tentativas de desenvolver DCA a haptenos fra- cos em camundongos normais falharam até o momento. Várias hipóteses não mutuamente exclusi- vas poderiam explicar por que o contato cutâneo repetido com haptenos fracos não é capaz de induzir DCA: i) ao contrário dos haptenos fortes, os hapte- nos fracos não possuem propriedades pró-inflamató- rias intrínsecas e, portanto, não podem emitir sinais de perigo mandatórios para a ativação, diferenciação e migração de CD cutâneas para os linfonodos de drenagem; ii) o contato da pele com haptenos fracos gera células T específicas sem funções efetoras, devi- do à sua baixa freqüência e/ou à baixa afinidade de seus receptores de células T; iii) conseqüentemente, a HSC a haptenos fracos pode ser mais sensível a células T reguladoras/supressoras, o que poderia evi- tar de forma eficiente o "priming" de células T efeto- ras específicas.
Mostrar mais

13 Ler mais

Papel dos receptores de glutamato tipo NMDA em macrófagos, células dendríticas e...

Papel dos receptores de glutamato tipo NMDA em macrófagos, células dendríticas e...

Afim de avaliar a apoptose por células T CD4 mediante os estímulos com NMDA ou MK, conduzimos ensaios de dose-resposta para viabilidade celular e apoptose em diferentes concentrações de NMDA e MK801. Pudemos observar que o estímulo com o antagonista MK801 sozinho reduz a viabilidade celular e provoca apoptose a uma concentração igual ou superior a 500 μM. O estímulo com NMDA a diferentes concentrações demonstra que, mesmo a β00 μM, quantidade superior à que usamos em laboratório, as células T CD4 não apresentam apoptose. No entanto, quando combinamos estímulos de NMDA e MK801 na cultura, verificamos que concentrações crescentes de MK801 resultam em aumento de apoptose. No ensaio de células estimuladas com NMDA e MK801 houve uma discreta redução de células vivas para a quantidade de MK801 utilizada em laboratório, 100 μM, embora a viabilidade tenha se mantido elevada. A quantidade que utilizamos de MK801, está de acordo com a literatura, uma vez que outras equipes de pesquisa também utilizam o antagonista na mesma concentração, 100 μM, para estudo da função de NMDAR em células imunes [37,56]. E, da mesma forma, a concentração de NMDA que utilizamos em cultura também está adequada, uma vez que já foi demonstrado por Mashkina et al (2007) que o uso de uma dose de NMDA 50 vezes superior à utilizada por nosso grupo não compromete a viabilidade desse tipo celular [54]. Sendo assim, podemos afirmar que a quantidade de NMDA e MK801 aplicadas em cultura de células em nosso laboratório são corretas e, portanto, apoptose não é o motivo para a redução de citocinas pró-inflamatórias ou da ativação da via de sinalização de MAP quinases. Podemos concluir que os resultados funcionais obtidos com os estímulos de células T CD4 com NMDA e MK801 é resultante da ação do receptor NMDAR sobre as mesmas.
Mostrar mais

51 Ler mais

Efeito da terapia antituberculose na expressão dos receptores TLR-2 e 4, do fator de transcrição Foxp3, da Óxido Nítrico Sintase Induzível, no perfil de citocinas e nas alterações genóticas

Efeito da terapia antituberculose na expressão dos receptores TLR-2 e 4, do fator de transcrição Foxp3, da Óxido Nítrico Sintase Induzível, no perfil de citocinas e nas alterações genóticas

resposta imune nas infecções. As Tregs podem se desenvolver intratimicamente, de precursores CD4 + simples (20,21) , que desenvolem a função de células da linhagem Treg antes de sair para a periferia e podem também ser geradas extratimicamente de células T CD4 + CD25 - naïve, nas quais a expressão de Foxp3 é induzida na dependencia de TGF- (22) . As Treg expressam o marcador de superfície CD25 + , e o fator nuclear de transcrição Forkhead box P3 (FoxP3), o qual parece ser fundamental para o desenvolvimento e função desta capacidade supressora, sendo o marcador molecular mais específico (23-25) . Estas células inibem a proliferação e/ou a produção de citocinas por outras células e esta capacidade supressora requer o contato célula-célula e/ou produção de citocinas inibitórias, tais como, IL- 10 ou TGF- . Desssa forma, os mecanismos de supressão da resposta imune descrito contra o M. tuberculosis incluem aumento da atividade destas células (26,27) . As Tregs são recrutados para órgãos infectados e nestes diminui a resposta imune contra a infecção pelo Mtb, previnindo o clearence da micobactéria, suprimindo as células T CD4+ antígeno-específico e interferindo com as células apresentadoras de antígenos (28,29,30) . Assim Tregs têm a capacidade de controlar o dano tecidual, enquanto interfere no controle adequado da replicação dos bacilos (31) , permitindo a persistência e o estabelecimento de uma infecção crônica, porém podem também estar envolvidas na reativação da infecção e disseminação do Mtb. Estudos demonstram aumento na expressão do mRNA Foxp3 e aumento na proporção de células T CD4 + CD25 + high em células mononucleares do sangue periférico de indivíduos com TB do que em controles saudáveis (32) . Além disso, tem sido demonstrado aumento na proporção de células T CD4+ CD25+ high e níveis aumentados na expressão de mRNA Foxp3 de indivíduos com TB ativa quando comparado a indivíduos com TB latente ou em controles (33) .
Mostrar mais

130 Ler mais

Avaliação da reconstituição imunológica e da resposta anti-citomegalovirus nos receptores...

Avaliação da reconstituição imunológica e da resposta anti-citomegalovirus nos receptores...

O citomegalovírus (CMV) é uma séria ameaça aos receptores de transplante de medula óssea. A reativação está associada com uma imunidade mediada por células TCD8+ defeituosa. Nosso objetivo foi correlacionar as diferentes subpopulações de células TCD8+ com a reconstituição imunológica dos pacientes, especificamente a imunidade anti-CMV, analisando as subpopulações de células T infundidas nas diferentes modalidades de transplante de medula óssea. Receptores de transplante alogênico de células tronco mobilizadas para o sangue periférico (n=16) ou coletadas diretamente da medula óssea (n=28) e receptores de transplante autólogo de células tronco mobilizadas para o sangue periférico (n=22) foram avaliados. Verificamos que as transferências de células mobilizadas para o sangue periférico dos doadores, tanto nos transplantes alogênicos como autólogos, são proporcionalmente enriquecidas por subpopulações de células memória efetora e efetora, comparadas às transferências de células procedentes diretamente da medula óssea. Este enriquecimento por subpopulações de células TCD8+ mais diferenciadas foi também correlacionado com maior número de células contendo altos níveis de granzima B, considerado um marcador para linfócitos citotóxicos, sendo também encontrado em maior número nas transferências de células do sangue periférico. Entretanto, no pós- transplante, observou-se que somente os receptores de transplante autólogo de células tronco mobilizadas para o sangue periférico, e não os das outras modalidades de transplante, exibiam números elevados de células T CD8+ de memória-efetora e efetora. Ao mesmo tempo, estes receptores apresentaram menos freqüentemente episódios de reativação pelo CMV, e mais freqüentemente produziram IFN-γ em resposta ao CMV. Portanto, a transferência de células do sangue periférico, desde que em ambiente autólogo, está associada não só com a transferência de células TCD8+ com um fenótipo mais maduro, mas também com uma persistência mais prolongada das mesmas, podendo proporcionar uma resposta imunológica antiviral mais rápida e eficiente, como esperado para as células de memória versus naïve.
Mostrar mais

282 Ler mais

VALIAÇÃO DA PARTICIPAÇÃO DE RECEPTORES DO TIPO TOLL NA INDUÇÃO DE RESPOSTA IMUNE POR

VALIAÇÃO DA PARTICIPAÇÃO DE RECEPTORES DO TIPO TOLL NA INDUÇÃO DE RESPOSTA IMUNE POR

Em conjunto, estes trabalhos nos dão subsídios para a formulação de uma hipótese para explicar as discrepâncias encontradas nos perfis de IFN-γ, citocina e RNAm, entre os animais selvagens e deficientes para TLR-2. Em um primeiro momento, células T reguladoras presentes entre os esplenócitos poderiam ser inibidas de exercer sua atividade supressora, através da ativação dos receptores TLR-2 por Ldmc. Esta ativação poderia ocorrer diretamente nas células T reguladoras, inibindo sua atividade, ou em células T efetoras tornando-as menos susceptíveis à ação supressora das células T reguladoras pela indução de IL-2. Esta modulação permitiria inicialmente uma produção significativa de IFN-γ por linfócitos T auxiliares e, conseqüentemente, a eliminação do estímulo Ldmc por macrófagos ativados por esta citocina. A redução dos níveis do agonista de TLR-2, a partir da eliminação do lactobacilo, possibilitaria o restabelecimento da atividade supressora das células T reguladoras e, conseqüentemente, o controle da resposta inflamatória. Por outro lado, esta inibição da atividade supressora das células T reguladoras não ocorre na cultura de esplenócitos de camundongos deficientes para TLR-2, podendo haver uma modulação da resposta inflamatória inicial. Desta forma, podemos observar que, para este caso, após 48 horas, os níveis da citocina IFN-γ se encontram inferiores aos da linhagem C57BL/6. Já a presença de RNAm é significativamente superior, demonstrando o retardo na resposta.
Mostrar mais

93 Ler mais

Linfoma subcutâneo de células T paniculite-símile.

Linfoma subcutâneo de células T paniculite-símile.

A his- topatologia é caracterizada por padrão paniculite- símile com envolvimento neoplásico do tecido subcu- tâneo. Essa infiltração do subcutâneo por células T pleomórficas e macrófagos benignos mimetiza pani- culite lobular. Envolvimento da derme pode ser observado; no entanto, em geral a extensão da inva- são dérmica é mínima, e o envolvimento da epiderme é raro. A proliferação mista de linfócitos atípicos é constituída, mais comumente, por grandes células de entremeio a médias e/ou pequenas células. As células malignas são predominantemente células T citotóxi- cas com expressão αβ ou γδ dos receptores das célu- las T (TCR). 6
Mostrar mais

5 Ler mais

Células T reguladoras na asma experimental

Células T reguladoras na asma experimental

A fase tardia da asma é caracterizada pela migração de células inflamatórias, principalmente eosinófilos, para o tecido pulmonar, sendo que o dano tecidual, hiperreatividade brônquica e produção de muco são outros atributos dessa fase. Mais uma vez, a produção de citocinas pelas células T CD4 + tem influência direta no perfil inflamatório. O micro-ambiente formado com o início da fase tardia através da produção de citocinas do tipo 2, quimiocinas (eotaxina, RANTES, MIP-1α e outras) [11], moléculas de adesão e seus receptores (como VLA-1, VLA-4, α4β7, ICAM-1, VCAM- 1) [12, 13], mediadores lipídicos (principalmente PAF, LTB 4 , LTC 4 e PGE 2 ) [12, 14, 15]
Mostrar mais

32 Ler mais

Monitoramento da terapia com anticorpo policlonal antilinfócitos T em transplantados renais: comparação da contagem de células T CD3

Monitoramento da terapia com anticorpo policlonal antilinfócitos T em transplantados renais: comparação da contagem de células T CD3

objetivo suprimir as respostas humorais e celulares, de forma a evitar a rejeição aguda. A ATG de coelhos, os bloqueadores do receptor de interleucina (IL) 2, e os anticorpos monoclonais anti-CD-52 são os anticorpos mais empregados na indução de receptores de trans- plante de órgãos. Hoje em dia, em torno de 80% dos centros de transplante dos Estados Unidos empregam a terapia de indução, principalmente à base de anticor- pos policlonais anticélulas T. (10) Em linhas gerais, tra-

7 Ler mais

Imunoterapia: novo paradigma para tratamento de cancro oral

Imunoterapia: novo paradigma para tratamento de cancro oral

A imunoterapia mediada por células T é também uma estratégia atractiva para os cancros induzidos por vírus. Estudos preliminares demonstraram a exequibilidade da terapia adoptiva de células T dirigida contra o HPV tipo 16, demonstrando a capacidade de as células T transferidas para reactivar e expandir células específicas de E6 e E7 a partir de mais de 60% dos doentes com cancro da orofaringe testados. Assim, a transferência de células T com receptores de antigénios quiméricos tem sido uma terapia explorada em diversos tipos de tumores e possivelmente, segundo Schoenfeld (2015), pode ser uma terapia usada para o tratamento de cancros da cabeça e pescoço. As células T podem ser projectadas com especificidade para o EGFR. Como já foi referido anteriormente, o EGFR está presente em 90% dos cancros da cabeça e pescoço, e o cetuximab, o anticorpo monoclonal anti-EGFR tem demonstrado benefícios na sobrevivência de cancros da cabeça e pescoço. Embora potencialmente eficaz, a transferência de células T com receptores de antigénios quiméricos com demais afinidade para EGFR, poderia demonstrar efeitos secundários prejudiciais dada a expressão disseminada de EGFR (Schoenfeld, 2015).
Mostrar mais

86 Ler mais

Relação da imunoexpressão da BMP-2, BMPR-IA e BMPR-II com o perfil clínico-patológico em carcinoma epidermóide de lábio inferior

Relação da imunoexpressão da BMP-2, BMPR-IA e BMPR-II com o perfil clínico-patológico em carcinoma epidermóide de lábio inferior

Atualmente as proteínas morfogenéticas do osso (BMPs) têm efetiva participação no crescimento de neoplasias malignas. Sabendo que são escassos os trabalhos envolvendo BMPs e o carcinoma epidermóide oral, este trabalho realizou um estudo imunoistoquímico da BMP-2, BMPR IA e BMPR II em carcinomas epidermóides (CE) de lábio inferior relacionando com os aspectos clinico-patológicos desta lesão. A amostra constou de 40 casos de CE de lábio inferior, sendo 20 casos de CE de lábio inferior com metástase linfonodal regional e 20 casos sem metástase. A gradação histológica de malignidade foi realizada no front invasivo da lesão. Foi avaliada a intensidade de expressão (escore 1 para marcação ausente/ fraca e escore 2 para marcação forte), bem como foi verificado a porcentagem de células positivas, onde o escore 1 era os casos com 0 a 50% das células positivas; escore 2 com 51 a 75% das células positivas; e escore 3 com mais de 75% das células positivas. A amostra foi composta por 72,5% de homens com a média de idade de 65,8 anos, houve um predomínio do estágio II e 52,5% dos carcinomas foram classificados como de baixo grau, sendo os carcinomas com metástase regional apresentando a maioria dos casos (70%) como carcinomas de alto grau de malignidade (p =0,004). O maior número de casos de CE de lábio inferior que estavam nos estágios I/ II (61, 9%) foi classificado em carcinomas de baixo grau de malignidade e os carcinomas nos estágios III/ IV foram classificados em alto grau de malignidade (p =0, 024). A BMP-2 apresentou intensidade da imunomarcação forte em 82,5%, BMPR-IA observou-se 55% dos casos com intensidade de imunomarcação ausente/ fraca e a BMPR-II revelou 85% dos casos com intensidade de imunomarcação ausente/ fraca. Apenas a proteína BMPR-IA apresentou associação estatisticamente significante com todos os parâmetros clinico-patológicos estudados, metástase (p<0,001), TNM (p<0,001) e gradação histológica de malignidade com ( p=0,028). Quanto à porcentagem de células positivas, todos os marcadores apresentaram o maior número de casos com mais de 75% das células positivas (escore 3) e apenas a BMPR-II apresentou diferença estatística quando relacionada com a presença e ausência de metástase (p=0,049). Conclui-se que existe distúrbio na via de sinalização BMP-mediada no CE de lábio inferior e que a alta expressão da BMP-2 associada com a expressão da BMPR-IA e BMPR-II estão relacionadas com a metástase neste carcinoma.
Mostrar mais

106 Ler mais

Estudo da marcação com lutécio-177 de derivados da bombesina e avaliação das propriedades...

Estudo da marcação com lutécio-177 de derivados da bombesina e avaliação das propriedades...

Têm sido estudadas novas modalidades para o diagnóstico e tratamento de câncer de próstata avançado baseado em peptídeos. Receptores para o peptídeo liberador de gastrina (GRPr) são superexpressos em vários tipos de células cancerígenas, incluindo câncer de mama e próstata. A bombesina é um análogo do peptídeo GRP de mamíferos que se liga com alta especificidade e afinidade a GRPr. Várias pesquisas têm sido realizadas para desenvolver e radiomarcar um análogo da bombesina com lutécio-177 com interesse para terapia de tumores pequenos ou metástases, devido às características físicas e viabilidade comercial do radionuclídeo. O objetivo deste trabalho foi estudar o processo de marcação e controle de qualidade de derivados da bombesina, usando como agente quelante DTPA e DOTA e espaçador aminoacídico Gly 5 , e realizar estudos de estabilidade
Mostrar mais

127 Ler mais

Efeito da administração da Deslorelina por 70 dias na forma de implante na dinâmica folicular, perfil endócrino e expressão de receptores endométriais de estrógeno, progesterona e ocitocina de vacas nelore (Bos taurus indicus)

Efeito da administração da Deslorelina por 70 dias na forma de implante na dinâmica folicular, perfil endócrino e expressão de receptores endométriais de estrógeno, progesterona e ocitocina de vacas nelore (Bos taurus indicus)

NOGUEIRA, M. F. G.; PINTO, M. L. G.; RAINHO, C. A.; AVELLAR, M. C. W.; PRICE, C. A.; BURATINI, J. R. J.; BARROS, C. M. Expressão das isoformas do gene codificador do receptor de LH em células da teca e da granulosa de folículos antrais bovinos. Acta Scientiae Veterinariae, 2005 (resumo aceito). NUNES, C. B. Estudo imunoistoquímico comparativo entre seis anticorpos anti-HER2 em arrays de carcinomas mamários: correlação com hibridação in situ cromogênica e avaliação interobservador. Belo Horizonte, 2007. 97p. Dissertação (Mestrado) – Faculdade de Medicina, Universidade Federal de Minas Gerais, Belo Horizonte, 2007.
Mostrar mais

145 Ler mais

Avaliação in vitro dos mecanismos  induzidos por leishmania amazonensis na resposta imune de indivíduos sadios

Avaliação in vitro dos mecanismos induzidos por leishmania amazonensis na resposta imune de indivíduos sadios

As linhagens de camundongos C57BL/6 e C3H são geneticamente resistentes à infecção por Leishmania e capazes de apresentar uma resposta preferencialmente Th1. As células Th1 são produtoras de IFN- e IL-12 e estão geralmente associadas com resposta imune celular incluindo ativação do macrófago e hipersensibilidade retardada. Camundongo BALB/c, por outro lado, é uma linhagem altamente susceptível à infecção, apresentando uma forte resposta Th2 e desenvolvendo lesões crônicas que imitam as lesões apresentadas por pacientes com leishmaniose cutânea difusa. As células Th2 produzem IL-4, Il-5, IL-10 e IL-13, e estão associadas com imunidade humoral, em particular resposta imune mediada por IgE. Camundongos BALB/c são mais susceptíveis a L. amazonensis e L. mexicana do que qualquer outra linhagem de camundongo, e têm sido utilizados em estudos sobre a produção inicial de citocina e quimiocina no desenvolvimento da infecção (SCHARTON-KERSTEN; SCOTT, 1995; MATTHEWS e cols., 2000; BOURREAU e cols., 2001 b; JI e cols. 2002).
Mostrar mais

75 Ler mais

Leucemia/linfoma de células T do adulto.

Leucemia/linfoma de células T do adulto.

Muito embora a maioria dos portadores do HTLV-I não desenvolva doenças associadas, alguns deles podem manifestar enfermidades de difícil con- trole, como a leucemia/linfoma de células T do adulto (ATL), a paraparesia espástica tropical/mielopatia asso- ciada ao HTLV-I (HTLV-I – associated myelopathy/tro- pical spastic paraparesis – HAM/TSP) e a dermatite infecciosa associada ao HTLV-I (DIH). O HTLV-I tem ação muito lenta no organismo, e, por isso, as doen- ças que causa são, à exceção da DIH, de aparecimen- to muito tardio, mesmo quando a infecção ocorre nos primeiros anos de vida. 1
Mostrar mais

9 Ler mais

Linfoma/Leucemia de células T do adulto

Linfoma/Leucemia de células T do adulto

cientes com neoplasias de células T, sendo 40 portadores de leucemia ou linfoma linfoblástico, cinco de leucemia prolinfocítica, 53 de L/LTA, 54 linfomas cutâneos de células T, 29 linfomas pleo- mórficos e sete leucemias linfocíticas de grandes células. Dos 53 L/LTA referidos, 48 (90,5%) tive- ram ELISA positivo, destes 44 foram submetidos ao teste confirmatório Western Blot (WB) e 42 (95%) eram positivos e 35 ao PCR com positividade para 29 amostras (81%). Apenas dois outros pa- cientes com síndrome linfoproliferativa T tiveram ELISA positivo, um WB positivo e nenhum PCR positivo. Este estudo revelou que o L/LTA no Bra- sil apresenta o mesmo quadro de outros países endêmicos, com apenas duas diferenças: idade, os brasileiros são mais jovens que os japoneses, e o grupo étnico, onde 1/3 dos brasileiros são brancos caucaseanos e descendentes de europeus.
Mostrar mais

8 Ler mais

Histomorfometria e histoquímica dos ovários, tubas e útero de ratas hipotireóideas em metaestro-diestro.

Histomorfometria e histoquímica dos ovários, tubas e útero de ratas hipotireóideas em metaestro-diestro.

A participação dos hormônios tireoidianos na diferenciação e maturação das células da granulosa já foi estabelecida (Dijkstra et al., 1996). Como isso é um fator essencial ao desenvolvimento folicular, poder-se-ia afirmar que na deficiência dos hormônios tireoidianos a seqüência do desenvolvimento folicular é interrompida, já que ficou demonstrado no hipotireoidismo a redução da foliculogênese ovariana a partir dos folículos secundários (Tab. 1). Mas, nas ratas hipotireóideas adultas deste estudo, o número reduzido de AgNORs nas células da granulosa revela diminuição da atividade proliferativa dessas células. Djkstra et al. (1996) relataram que o hipotireoidismo altera a diferenciação e não modifica a proliferação das células da granulosa em ratas pré-púberes hipotireóideas. Como a proliferação e diferenciação das células da granulosa é essencial à esteroidogênese e conseqüente formação do antro folicular, característica dos folículos terciários (Priedkalns, 1982), a participação dos hormônios tireoidianos na proliferação das células da granulosa pode explicar o porquê da redução significativa também no número de folículos terciários. Como seria esperado, com a redução do número de folículos secundários e terciários, o número de folículos pré-ovulatórios deveria ser menor nas ratas com hipotireoidismo, o que não ocorreu. Aliás, era raro encontrar folículos pré-ovulatórios nos ovários estudados. Esse resultado não surpreende visto que os folículos pré-ovulatórios não são evidenciados durante o metaestro- diestro. Mas, o número de corpos lúteos significativamente menor nas ratas hipotireóideas (Tab. 1) e a correlação positiva e altamente
Mostrar mais

12 Ler mais

Estudo dos receptores purinérgicos em células gliais do glânglio da raiz dorsal

Estudo dos receptores purinérgicos em células gliais do glânglio da raiz dorsal

Como em outros fenótipos celulares, as [Ca 2+ ]i basais em células de glia variam de 25 a 400 nM (VERKHRATSKY et al., 1998). A concentração extracelular de Ca 2+ livre é da ordem de 1,2 mM. A baixa concentração intracelular é mantida ao custo de energia (ATP), consumida por Ca 2+ -ATPases da membrana celular e do retículo endoplasmático ou indiretamente pelo trocador Na + /Ca 2+ , que se vale do gradiente favorável ao influxo de Na + mantido pela Na + /K + -ATPase. A sinalização por Ca 2+ se dá pelo aumento rápido da sua concentração, em volumes restritos do citoplasma. Por suas propriedades físico-químicas, o Ca 2+ se coordena com vários sítios, em diversas proteínas, modificando-lhes a estrutura terciária. Assim, dá-se a sinalização.
Mostrar mais

21 Ler mais

Vírus linfotrópico de células T humanas - HTLV

Vírus linfotrópico de células T humanas - HTLV

ALVES, F.A. Prevalência de infecção pelos vírus linfotrópicos de células T humanas dos tipos 1 e 2 (HTLV-1 e HTLV-2) e vírus da imunodeficiência humana do tipo 1 (HIV-1) em população infectada pelos vírus da hepatite B (HBV) e hepatite C (HCV). Programa de Pós- Graduação em Ciências da Coordenadoria de Controle de Doenças da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo. [Dissertação]. São Paulo: Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, 2018.

5 Ler mais

Papel das células T reguladoras no desenvolvimento de dermatoses.

Papel das células T reguladoras no desenvolvimento de dermatoses.

A biologia e o mecanismo de supressão por essas células estão detalhados nesta revisão. Será discu- tida a maneira como Tregs previnem sensibilização e como esse processo regulador fica defeituoso ou é superado naqueles indivíduos que desenvolvem doen- ça da pele. Outros aspectos incluindo terapia imuno- moduladora que induz sinais inibitórios usando Tregs são mencionados. Adicionalmente, será abordado o potencial para manipulação das Tregs por uma terapia, como forma atrativa de tratamento de muitas doenças dermatológicas. O entendimento dos mecanismos benéficos desses tratamentos pode conter importantes lições para imunorregulação das doenças da pele. MÉTODOS
Mostrar mais

13 Ler mais

Vírus Linfotrópico das Células T Humanas (HTLV)

Vírus Linfotrópico das Células T Humanas (HTLV)

detecção foi de 10 cópias de HTLV-1. Um total de 89 pacientes (44 HAM/TSP e 45 saudáveis portadores do HTLV-1) acompanhados no Instituto de Infectologia "Emilio Ribas" e na Divisão de Clínica Neurológica do Hospital das Clínicas foram estudados. Os portadores assintomáticos com HTLV-1 tinham um número médio de 271 cópias (variando de 5-4756), enquanto os casos de HAM/TSP apresentou uma mediana de 679 cópias (5-5360 cópias) em 10.000 CMN. Assim, os pacientes HAM/TSP apresentaram um número significativamente maior carga de DNA proviral de HTLV-1 que os portadores sãos. Conforme observado em outras infecções persistentes, quantificação da carga proviral de DNA pode ser uma ferramenta importante para monitoramento de indivíduos infectados pelo HTLV-1. No entanto, somente um longo prazo de acompanhamento será necessário para validar este teste na prática clínica. Portanto, esses pacientes apresentavam maior quantidade de carga proviral nas células CMN que indivíduos assintomáticos para HTLV-1 (MONTANHEIRO et al. 2005). Esse foi o primeiro artigo nacional descrevendo a padronização da utilização de PCR em tempo real para quantificação da carga proviral do HTLV-1 e vem sendo utilizada para seguimento longitudinal dos pacientes do ambulatório. Mais recentemente, que entre 150 pacientes foram testados por PCR em tempo real, onde cinco (4%) dos portadores assintomáticos e 7 (26%) daqueles com HAM/TSP apresentaram carga viral plasmática detectável. Portanto, 12 indivíduos (8%) apresentaram positividade para o RNA viral, indicando que este pode ser um estágio de replicação do vírus, especialmente nos casos de HAM/TSP. Nas 40 amostras submetidas ao PCR qualitativa, sete foram excluídas da análise. Das 33 restantes, seis (18%) apresentaram positividade no plasma. Em conclusão, foi possível identificar vírions livres de HTLV-1 no plasma, tanto em pessoas assintomáticas quanto em HAM/TSP. A detecção de partículas virais do HTLV-1 no plasma abre novas possibilidades de discussão sobre as estratégias de replicação do vírus e das vias de transmissão, sugerindo maiores investigações para elucidar o assunto (CABRAL et al., 2011).
Mostrar mais

49 Ler mais

Show all 10000 documents...