Recifes de corais

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Análise da atividade turística desenvolvida na área de proteção ambiental dos Recifes de Corais RN

Análise da atividade turística desenvolvida na área de proteção ambiental dos Recifes de Corais RN

A criação das unidades de conservação é uma das principais formas de intervenção do governo, visando reduzir as perdas da biodiversidade, entretanto pode ocorrer a desterritorialização de grupamentos sociais. Na Área de Proteção Ambiental Estadual dos Recifes de Corais/RN (APARC), encontra-se o parracho de Maracajaú que é um dos principais pontos turísticos visitado do Estado. Este trabalho objetiva identificar a imagem que turistas e moradores têm com relação ao parracho de Maracajaú, para isso pretende-se a) mostrar a importância dada ao Parracho pela comunidade de Maracajaú; b) mostrar o significado do Parracho para a comunidade de Maracajaú; c) identificar como os turistas obtêm as primeiras informações sobre a APARC e d) saber se para os turistas existe alguma importância em visitar um local que faz parte de uma área de proteção ambiental. A metodologia utilizada foi quali- quantitativa, com a aplicação de questionários e a realização de entrevistas. Os dados foram analisados através de softwares estatísticos bem como técnicas de análise de conteúdo. Os resultados mostram que moradores e turistas têm uma imagem inadequada do local, destacando mais o retorno financeiro que a proteção da biodiversidade.
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Macrofauna de ambientes não consolidados adjacentes à recifes da área de proteção ambiental dos recifes de corais Rio Grande do Norte, Brasil

Macrofauna de ambientes não consolidados adjacentes à recifes da área de proteção ambiental dos recifes de corais Rio Grande do Norte, Brasil

Objetivou-se caracterizar, pela primeira vez, os invertebrados bentônicos que habitam a região de fundos moles adjacentes aos recifes da Área de Proteção Ambiental dos Recifes de Corais (APARC), a fim de situá-los como importante componente das zonas infralitorais costeiras do Nordeste do Brasil. As áreas de fundos moles, ou não consolidadas, da APARC compreendem regiões de infralitoral, vegetadas pela angiosperma marinha Halodule wrightii, e regiões de infralitoral não vegetadas, ambas submetidas a um considerado estresse hidrodinâmico. Através de mergulho autônomo, foram analisadas amostras biológicas e sedimentares de ambos os habitats, com auxílio de amostrador cilíndrico de PVC. Foram identificados 6160 indivíduos, distribuídos em 16 grandes grupos e 224 espécies, sendo que o grupo macrofaunal mais abundante foi Polychaeta (43%), seguido de Mollusca (25%) e Crustacea (14%), resultado já esperado para ambientes não consolidados infralitorais. No primeiro capítulo, relacionado às áreas vegetadas, foram testadas três hipóteses: a existência de diferenças na estruturação da fauna associada a bancos de H. wrightii, submetidos a diferentes condições hidrodinâmicas; a ocorrência de menores variações temporais sobre a macrofauna associada aos ambientes mais protegidos do estresse hidrodinâmico; e se a diversidade da macrofauna é afetada, tanto pelos predadores bentófagos como pela biomassa da própria H. wrightii. Foi verificado que a macrofauna associada do banco Exposto apresentou diferenças na estruturação quando comparado ao banco Protegido, sendo a granulometria dos bancos, a qual varia conjuntamente com o hidrodinamismo, a responsável por estas variações. Os resultados também apontaram para uma menor variação temporal na estrutura da macrofauna no banco Protegido e uma relação negativa entre a abundância macrofaunal
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ÁREA DE PROTEÇÃO AMBIENTAL DOS RECIFES DE CORAIS - ÁREA DOS PARRACHOS DE MARACAJAÚ/RN: DESAFIOS PARA O USO SUSTENTÁVEL

ÁREA DE PROTEÇÃO AMBIENTAL DOS RECIFES DE CORAIS - ÁREA DOS PARRACHOS DE MARACAJAÚ/RN: DESAFIOS PARA O USO SUSTENTÁVEL

A elaboração do plano foi iniciada em 2009 e aprovado no primeiro semestre de 2012, 18 anos após o início das atividades turísticas em Maracajaú e 11 anos depois da criação da APARC, em desacordo com o Sistema Nacional de Unidades de Conservação, que determina um prazo máximo de cinco anos para elaboração do plano de manejo após a criação da UC (BRASIL, 2005). Entretanto, devido às recomendações feitas pelo Ministério Público, colônias de pescadores e comunidade, o plano sofreu algumas alterações e só entrou em vigor em dezembro de 2012. De acordo com o “Parecer sobre documento que propõe o Plano de Manejo da APA dos Recifes de Corais”, elaborado por duas pesquisadoras com estudos na área da APARC e mais especificamente nos Parrachos de Maracajaú, o plano de manejo apresenta uma série de falhas, como a superficialidade dos estudos da atividade turística e dos conflitos existentes na área, uso de metodologia inadequada no diagnóstico para quantificar as espécies da fauna, falta de embasamento técnico necessário em alguns programas propostos e ausência de discussão sobre as possíveis pressões antrópicas causadas aos parrachos advindas do continente, como o esgoto doméstico, por exemplo (FEITOSA; ARAÚJO, 2012).
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Caracterização das comunidades algais na Área de Preservação Ambiental dos Recifes de Corais (APARC), RN: subsídios para monitoramento e conservação

Caracterização das comunidades algais na Área de Preservação Ambiental dos Recifes de Corais (APARC), RN: subsídios para monitoramento e conservação

A zona intertidal das áreas recifais está incluída entre os ecossistemas que mais são afetados pelas pressões antrópicas. Por isso, estudos sobre as características das comunidades algais, como a riqueza, diversidade e abundância são importantes para avaliar a qualidade ecológica desses ambientes. O presente estudo foi dividido em dois capítulos: o capítulo 1 teve como objetivo caracterizar e comparar a distribuição das macroalgas em relação à zonação que ocorre em uma área recifal inserida na Área de Preservação Ambiental dos Recifes de Corais (APARC), no Rio Grande do Norte. Para esse estudo 3 estações de coleta foram selecionadas e em cada estação foram demarcados 3 pontos na região intertidal (superior, médio e inferior). Em cada ponto foram realizados 3 transectos (10 m), onde foram posicionados 3 quadrados de 0,25 m 2 para determinação da biomassa. Todo o material contido no quadrado foi coletado e identificado. Nesse estudo foram registradas 56 espécies de macroalgas, das quais 37 pertenciam a divisão Rhodophyta, 8 Heterokonthophyta e 11 Chlorophyta. Os pontos da zona intertidal médio e inferior apresentaram maior biomassa, diversidade e riqueza de espécies, enquanto a zona intertidal superior apresentou a maior dominância. A partir desses resultados, foi possível estabelecer diferenças na composição das macroalgas entre os pontos da zona intertidal em todas as estações, sendo essas diferenças causadas pelas variações na intensidade do hidrodinamismo. No Capítulo 2, o objetivo foi analisar as contribuições do cultivo de algas na conservação dos bancos naturais, e nas questões socioeconômicas que envolvem os membros da Associação de Maricultores de Algas de Rio do Fogo (AMAR). Nesse estudo ficou evidenciado que o cultivo de algas tem contribuído para diminuir a pressão sobre os bancos naturais e tem se tornado um complemento de renda familiar para os associados.
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Gestão participativa em unidades de conservação e representatividade da atividade turística: o caso da área de proteção ambiental dos Recifes de Corais (RN)

Gestão participativa em unidades de conservação e representatividade da atividade turística: o caso da área de proteção ambiental dos Recifes de Corais (RN)

Unidades de Conservação são áreas com limites definidos cuja função é a conservação da biodiversidade. A gestão participativa, nessas áreas, é garantida através da Lei do SNUC (9.985/00) e do Decreto nº 4.340/02 que consolidaram o direito da participação das populações na criação, implantação e gestão das Unidades de Conservação. Uma das formas desse direito ser exercido é através da participação nos conselhos gestores da unidade de conservação. O presente trabalho analisa os mecanismos e processos de gestão participativa, sob o enfoque da atuação do conselho gestor, da Área de Proteção Ambiental dos Recifes de Corais (Aparc), que é uma unidade de conservação que apresenta o turismo como uma das principais atividades desenvolvidas no local, por meio da caracterização dos princípios da gestão participativa aplicados na implantação e gestão da Aparc, como também da análise da participação dos representantes no conselho gestor e sua atuação em relação às propostas para o turismo. Para isso, procede-se a um estudo descritivo com abordagem qualitativa. Para essa análise, foram revisados vários documentos da Aparc e de seu conselho gestor, desde a sua oficialização, em 2001, até a última reunião do conselho realizada em 2013, documentos esses compreendendo 55 atas, listas de presenças, decretos e leis. Utilizou-se, ainda, como métodos de coleta, a observação direta durante as reuniões do conselho e entrevistas de caráter semiestruturado com conselheiros e ex-conselheiros. Os resultados mostraram que os processos e mecanismos de uma gestão participativa na Aparc foram atendidos parcialmente, podendo ser considerada uma prática em construção, necessitando de um maior comprometimento das entidades que compõem o conselho gestor. Em relação ao turismo, é uma atividade debatida em conselho desde sua criação, sendo assunto de pauta de todas as reuniões, cujos representantes do setor apresentaram maiores índices de frequência, necessitando, porém, de um maior entendimento entre todos os envolvidos no processo para que o turismo desenvolvido na Aparc seja consciente, sustentável, participativo e economicamente democrático.
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Diversidade de macroalgas marinhas bentônicas dos recifes de Maracajaú, área de preservação ambiental dos recifes de corais, Rio Grande do Norte, Brasil

Diversidade de macroalgas marinhas bentônicas dos recifes de Maracajaú, área de preservação ambiental dos recifes de corais, Rio Grande do Norte, Brasil

Apesar de toda a importância dos recifes para a humanidade, estes ambientes vêm sendo ameaçados em todo o mundo. Diversos são os fatores que podem contribuir para a degradação destes ambientes. Os recifes de Maracajaú, na Área de Preservação Ambiental dos Recifes de Corais, localizada no litoral norte-oriental do Rio Grande do Norte, vêm recebendo um número cada vez maior de turistas, o que está causando preocupações quanto a integridade do local. Neste estudo, as comunidades de macroalgas dos recifes de Maracajaú foram estudadas com a finalidade comparação entre duas subáreas diferenciadas pela presença/ausência de turistas. Foram estabelecidas duas estações de coleta: uma (I) onde as atividades de mergulho praticadas por turistas são intensas e outra (II), onde estas práticas não ocorrem. Em cada estação foi estabelecida transectos de 10 metros, onde foram distribuídos de forma aleatória 5 quadrados (625cm 2 ).
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Uso do habitat e atividade de forrageio de duas espécies de Sparisoma (Labridae: Scarinae), na Área de Proteção Ambiental dos Recifes de Corais, Maracajaú-RN

Uso do habitat e atividade de forrageio de duas espécies de Sparisoma (Labridae: Scarinae), na Área de Proteção Ambiental dos Recifes de Corais, Maracajaú-RN

Com relação à ictiofauna, os peixes conhecidos popularmente como cirurgiões (Acanthuridae) e budiões ou peixes-papagaio (Labridae: Scarinae) representam o grupo móvel dominante dentre os herbívoros recifais, sendo componentes de grande importância ecológica das comunidades em vários recifes tropicais (Ogden & Buckman, 1973; Lewis & Wainwright, 1985; Choat et al., 2002; Hoey & Bellwood, 2008). Somando-se ao importante papel desempenhado na herbivoria, os budiões são também considerados uns dos maiores produtores e transportadores de sedimento dos recifes, uma vez que porções do substrato são ingeridas juntamente com as algas, triturados em sua faringe fortificada e eliminados nas fezes em forma particulada (Bellwood, 1995; Belwood, 1996; Bonaldo et al., 2006; Belwood et al., 2012; Froese & Pauly, 2012). Além disso, devido a sua forma de forrageio, são grandes responsáveis por moldar estruturalmente os recifes (Frydl & Stearn, 1978).
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Caracterização morfodinâmica e sedimentologia da Plataforma Continental Rasa na APA Estadual dos Recifes de Corais - RN

Caracterização morfodinâmica e sedimentologia da Plataforma Continental Rasa na APA Estadual dos Recifes de Corais - RN

No Brasil, os recifes de coral distribuem-se por cerca de 3000 km da costa nordeste, desde o sul da Bahia até o Maranhão, constituindo os únicos ecossistemas recifais do Atlântico sul. Os complexos recifais localizados na área de estudo estão inseridos em um dos cinco grupos de ambientes recifais existentes no Brasil e representam uma linha extensa elevações de rochas espaçadas, suportados por uma base arenítica, onde estão inscrustados corais e algas calcárias em locais concentrados, tendo o coral Siderastrea stellata como o principal construtor (Maida & Ferreira, 1997).
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Marcadores moleculares na análise de espécies e composição populacional de peixes marinhos de recifes de corais da família Pomacanthidae (Perciformes).

Marcadores moleculares na análise de espécies e composição populacional de peixes marinhos de recifes de corais da família Pomacanthidae (Perciformes).

A família Chaetodontidae reúne também um grande número de espécies associadas a recifes tropicais de todo o mundo e compartilha uma série de características com os pomacantídeos (Bauchot et al., 1988), os quais foram separados dos Chaetodontidae em 1972 após revisão de Burgess, com base em diferenças morfológicas, ósseas e de desenvolvimento larval. No litoral brasileiro são encontradas pelo menos sete espécies dessa família, popularmente conhecidas como peixes-borboleta (Rocha et al., 1998, Nelson, 1994), sendo algumas delas endêmicas da Província Brasileira, como Chaetodon obliquus, uma das espécies recifais brasileiras representadas na lista de fauna ameaçada de extinção. A espécie Chaetodon striatus, por sua vez, é a mais abundante do Atlântico Sul, habitando tanto áreas recifais como baías e costões rochosos (Menezes & Figueiredo, 1985). Assim como os peixes-anjos, os representantes dessa família são apreciados no comércio aquariófilo, embora com menor valor de mercado, determinando a captura de exemplares para povoar sistemas artificiais (Mills, 1993).
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Avaliação da cobertura e monitoramento do branqueamento de corais nos recifes de Maracajaú/RN

Avaliação da cobertura e monitoramento do branqueamento de corais nos recifes de Maracajaú/RN

O branqueamento de corais tem sido o foco de um número crescente de estudos desde a década de 1980 quando foi verificado o aumento na frequência, intensidade e número de áreas atingidas. No Brasil o fenômeno tem sido registrado desde 1993, associado à elevação da temperatura das águas superficiais do mar decorrente de eventos de El-Niños e anomalias térmicas, conforme a maioria dos relatos em todo o mundo. No litoral do Rio Grande do Norte registrou-se branqueamento em massa de corais nos recifes da Área de Proteção Ambiental dos Recifes de Corais (APARC) em Março e Abril de 2010, quando a temperatura da água atingiu valor de 34 ◦C durante vários dias. Cerca de 80% dos corais do complexo recifal de Maracajaú exibiram branqueamento parcial ou total. Os objetivos deste trabalho foram verificar qual a representatividade do recobrimento de corais no Parracho de Maracajaú e como a dinâmica de branqueamento se desenvolve entre as espécies. A cobertura de corais foi estimada de acordo com o protocolo Reef Check Brasil associado ao método de quadrado, e o branqueamento foi avaliado a partir de censos visuais quinzenais em 80 colônias de Favia gravida, Porites astreoides, Siderastrea stellata e Millepora alcicornis. Ao mesmo tempo foram monitorados a temperatura da água, pH, salinidade e transparência horizontal, e a ocorrência de mortalidade e sintomas de doenças. Foram utilizadas a Análise de Variância e a Regressão Múltipla sob a perspectiva do conceito do time lag para avaliar a dinâmica de branqueamento entre as espécies e a relação da variação das médias com a variação dos fatores abióticos, respectivamente. As espécies apresentaram diferença significativa entre si quanto à variação das médias de branqueamento ao longo do tempo, mas a dinâmica de variação exibiu padrões semelhantes.
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Composição, abundância e diversidade de peixes recifais dentro e fora do Santuario Marinho de Vamizi (Nordeste Moçambique)

Composição, abundância e diversidade de peixes recifais dentro e fora do Santuario Marinho de Vamizi (Nordeste Moçambique)

Os peixes de coral influenciam a estrutura, funcionamento e estado de equilíbrio das comunidades que constituem os recifes, participando diretamente na distribuição e zonação da comunidade coralina, predação de invertebrados e reciclagem de nutrientes (Pereira, 2000). Neste estudo pretendeu-se estimar e comparar a diversidade e a abundância relativa de peixes recifais dentro e fora do Santuário Comunitário de Vamizi de modo a compreender e descrever a estrutura dessa comunidade piscícola com vista a contribuir para o seu funcionamento sustentado. Os peixes carnívoros de recifes de coral têm uma importância económica elevada para o desenvolvimento das comunidades pesqueiras, onde o grande número das comunidades é dependente da pesca para geração de receitas assim como sua principal fonte de proteína (Pet et al., 2006). Os peixes herbívoros são reconhecidos pela importância e resiliência em ecossistemas de recifes de corais (Roberta, 2010). O papel da herbivoria nos recifes de corais é sobretudo o de controlar as populações de macroalgas. Este controle é bastante importante para manter os recifes de corais saudáveis permitindo-lhes competir com as algas. O estudo mostrou que houve diferenças na abundância tanto de peixes carnívoros como herbívoros, mas nem sempre no sentido esperado.
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A importância da espécie Mussismilia braziliensis para o Parque Nacional Marinho dos Abrolhos

A importância da espécie Mussismilia braziliensis para o Parque Nacional Marinho dos Abrolhos

O turismo, a exploração de recursos naturais, a poluição em decorrência da instalação de projetos industriais e a exploração de petróleo são algumas das ações que têm ameaçado os recifes de Abrolhos (AMADO FILHO et al. 1997; COUTINHO et al. 1993, LEÃO, 1994 1996; LEÃO, et al. 1994 apud LEÃO, 2002, p.357). Mesmo que os três últimos impactos citados, decorrentes à ação humana, não ocorrem dentro da unidade de conservação, porém podem prejudicar os recifes de corais do ParNaM-Abrolhos, já que esta unidade fica cerca de 70 km da zona costeira.
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Mapeamento de recifes submersos na costa do Rio Grande do Norte, NE Brasil: Macau a Maracajau.

Mapeamento de recifes submersos na costa do Rio Grande do Norte, NE Brasil: Macau a Maracajau.

O recife de Maracajau (litoral Oriental, Fig. 4) ´e o maior recife da APA dos Recifes de Corais com 9 km de extens˜ao e 3 km de largura. O topo permanece a uma profundidade m´edia inferior a 5 m e durante as mar´es baixas fica parcialmente exposto. ´E cons- titu´ıdo por um agrupamento de edificac¸˜oes biogˆenicas (cˆomoros e canteiros) de tamanho vari´avel, superf´ıcie irregular, permea- das de reentrˆancias. Foram constru´ıdos pela acumulac¸˜ao de al- gas calc´arias (coralin´aceas incrustantes) e corais zooxantelados. Corredores de largura e extens˜ao diversos, `a moda de labirin- tos e “piscinas”, delimitam essas estruturas concentrando se- dimentos terr´ıgenos e fragmentos de carapac¸as de organismos (Fig. 4c). O sedimento de fundo varia de acordo com a ener- gia hidr´aulica predominante entre areias silicicl´asticas e argilas com mat´eria orgˆanica. Observa-se um aumento na profundidade e uma diminuic¸˜ao no tamanho dos cˆomoros e canteiros de oeste para leste. De acordo com a classificac¸˜ao usada neste estudo o complexo enquadra-se na categoria de recifes afastados da costa. Essa morfologia ´e condicionada pelo povoamento de orga- nismos bentˆonicos e o modo de crescimento das formas de vida – corais escleract´ınios e algas coralin´aceas – respons´aveis pela edificac¸˜ao recifal sobre um substrato que tem participac¸˜ao na morfologia dessa edificac¸˜ao (Fig. 4d). Foram registradas as seguintes esp´ecies de corais: Siderastrea stellata (Verrill, 1868), Agaricia fragilis (Dana, 1846), Agaricia agaricites (Ver- rill, 1901), Porites astreoides (Lamark, 1816), Porites branneri (Rathbun, 1888), Favia gravida (Verrill, 1886), Meandrina brasi- liensis (Milne Edwards & Haime, 1848), Mussimilia hartii (Ver- rill, 1868). E de hidr´oides calc´arios: Millepora alcicornis (Linn´e, 1758) e Millepora brasiliensis (Verrill, 1868). Na face oceˆanica do recife (leste), verifica-se a ocorrˆencia de rod´olitos arredonda- dos, anˆemonas e esponjas.
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Geologia e geomorfologia dos recifes de Maracajaú-RN e plataforma rasa adjacente

Geologia e geomorfologia dos recifes de Maracajaú-RN e plataforma rasa adjacente

14 Devido ao impacto da ação humana (poluição, pesca descontrolada etc.) e das mudanças climáticas (aquecimento global), os recifes de corais no mundo inteiro sofrem grande ameaça. Segundo Fernandes (2000), estudos coordenados pela Global Coral Reef Monitoring Network, organização internacional que monitora os recifes de corais, estimam que 27% dos corais do mundo já foram destruídos, representando uma ameaça para todo o ecossistema marinho. O mesmo estudo revela algumas áreas afetadas, como é o caso da Flórida, nos Estados Unidos da América, onde alguns recifes perderam aproximadamente 95% de seus corais vivos desde 1975 e o Oceano Pacífico, onde morreram cerca de 90% dos recifes de corais que vivem em águas rasas. De acordo com esta autora, no Brasil a pesquisa sobre os recifes de corais ainda é recente, e não há dados quantitativos sobre quantos deles estariam ameaçados. Por isso, o estudo aprofundado dos recifes de corais torna-se importante, principalmente quando esse ambiente vem sofrendo risco de degradação ambiental, tanto do ponto de vista biótico quanto abiótico, como é o caso da área do presente estudo.
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Caracterização bioecológica e conservação das comunidades recifais subtidais de Pirangi, RN, Brasil

Caracterização bioecológica e conservação das comunidades recifais subtidais de Pirangi, RN, Brasil

O substrato recifal de diversos recifes de corais do mundo está sendo cada vez mais dominados por algas (Done 1992, Hughes 1994). Muitos estudos vêm discutindo os possíveis mecanismos responsáveis por essa transição nos ecossistemas recifais (Bellwood et al. 2004). A maioria deles aponta que tais mudanças são em sua maioria decorrentes de distúrbios globais, como por exemplo, mudanças climáticas (Hughes et al. 2003) e atividades locais de origem antrópica, como a sobrepesca e a eutrofização (Jackson et al. 2001, McCulloch et al. 2003), resultando em indicadores, como branqueamento e doenças de corais. A sobreexplotação pesqueira sobre organismos-chave do ecossistema também pode ocasionar um efeito top-down na cadeia trófica do recife e provocar mudanças na composição das comunidades bentônicas recifais (Dulvy et al. 2004, McClanaham et al. 2012). Tais organismos exercem papéis cruciais na dinâmica das comunidades recifais, como é o caso dos herbívoros, que têm demonstrado serem importantes reguladores das relações entre algas e corais (Bellwood et al. 2004, Burkholder et al. 2013). Isso porque a herbívora é reconhecidamente um fator chave na estruturação da comunidade fital dos recifes de corais (Cheal et al. 2010), pois controlam o as populações de algas e favorecem os corais no processo competitivo por espaço no substrato recifal (Venera-Ponton et al. 2011). Assim, a abundância de algas é vista como uma potencial ameaça para a qualidade ecológica de um ambiente recifal coralíneo (Sandim et al. 2008), geralmente associadas a ecossistemas de baixa diversidade funcional e pouca qualidade dos serviços ecológicos (Bellwood et al. 2004, Martins et al. 2012).
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Caracterização bacteriológica da água do mar e diversidade de bactérias cultiváveis associadas ao coral Siderastrea stellata nos recifes costeiros de Cabo Branco, João Pessoa-PB

Caracterização bacteriológica da água do mar e diversidade de bactérias cultiváveis associadas ao coral Siderastrea stellata nos recifes costeiros de Cabo Branco, João Pessoa-PB

Bactérias desempenham um papel fundamental na saúde dos corais. Devido à confirmação de que elas podem ser patogênicas ou mutualistas, aumentou o interesse no estudo de microrganismos associados aos corais. Nos recifes costeiros do Estado da Paraíba observam-se casos de alteração de pigmentação no escleractíneo Siderastrea stellata, que provavelmente ocorre no processo de branqueamento de corais. Neste trabalho objetivou-se analisar a quantidade e diversidade de bactérias cultiváveis associadas ao coral S. stellata sadio e com coloração alterada (roxo) dos recifes de corais de Cabo Branco, João Pessoa – PB, bem como os parâmetros físico-químicos e microbiológicos de água do mar da área estudada durante um ano. Entre as variáveis ambientais (temperatura, salinidade, pH, oxigênio dissolvido, turbidez) da água dos recifes e da praia de Cabo Branco apenas a turbidez apresentou maiores diferenças entre os locais estudados. Na base das análises de coliformes termotolerantes, Escherichia coli e enterococos foi constatado que a água dos locais analisados se enquadra dentro dos parâmetros para águas salinas de classe I (CONAMA 274/00). Em geral, os valores da densidade de bactérias totais e Vibrio spp. foram significativamente maiores em água do mar nos meses de dezembro, janeiro e fevereiro. Na base de dados de sequenciamento parcial do gene RNAr 16S foi constatado que as bactérias isoladas de S. stellata sadia e roxa pertenceram ás classes de Alfa-proteobactéria e Gama-proteobactéria, sendo que a variedade dos gêneros de bactérias foi bastante distinta entre os isolados das duas colônias. Os isolados da colônia roxa apresentaram um alto percentual de Vibrio spp., que são bactérias geralmente relacionadas com as doenças de corais.
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Composição e estrutura de comunidades de peixes nos parrachos de Muriú, Estado do Rio Grande do Norte, Brasil

Composição e estrutura de comunidades de peixes nos parrachos de Muriú, Estado do Rio Grande do Norte, Brasil

A bancada de recifes de Muriú abrange uma área de 6 km de comprimento por 1 km de largura, distando a menos de um 1 km da praia, com profun- didades que variam de 1 a 4 metros da linha d`água ao fundo arenoso na baixa-mar. A base dos Parra- chos de Muriú é arenítica, onde estão incrustados corais, algas calcárias e vermetídeos, sendo os corais Siderastrea stellata e Montastrea cavernosa os princi- pais construtores (Maida & Ferreira, 1997). Além dos corais, sua superfície é recoberta pelo zoantídeo Palythoa caribaeorum e macroalgas, estas últimas tam- bém sendo encontradas em volta dos recifes.
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Influência de marés na distribuição vertical de larvas de peixes de recifes costeiros e escolha de substratos de assentamento no Parque Marinho Luíz Saldanha

Influência de marés na distribuição vertical de larvas de peixes de recifes costeiros e escolha de substratos de assentamento no Parque Marinho Luíz Saldanha

junto aos recifes costeiros do PMLS. O facto das larvas destas espécie que se encontram mais próximas do fundo terem tamanhos superiores e estarem na sua maioria em fases de pós-flexão, sugere que as larvas com capacidades natatórias e sensoriais mais desenvolvidas, são as que mais facilmente conseguem recorrer a comportamentos que podem permitir a sua retenção. Por outro lado, no estudo de Borges et al. (2007b) através de arrastos realizados com a ajuda de uma embarcação, estados prematuros desta espécie foram encontrados à superfície, embora em densidades inferiores às encontradas perto da costa, a duas milhas fora dos recifes costeiros do PMLS, indicando também para uma dispersão das fases menos desenvolvidas. Autores como Gibson e Hesthagen (1981) mostraram que adultos da espécie Pomatoschistus minutus, recolhidos numa praia com uma larga amplitude de maré na Escócia sob condições laboratoriais constantes, evidenciaram um pico de actividade coincidente com as horas de Vazante no ambiente natural. Breitburg et al. (1995) efectuaram um estudo sobre larvas da família Gobiidae (Gobiossoma bosc) no qual verificaram maiores agregações desta espécie em áreas de menor intensidade de correntes, normalmente abrigadas atrás de rochas onde existe um menor fluxo de água durante correntes de Enchente e Vazante resultando numa menor advecção para fora do recife. Para espécies costeiras poderá ser vantajoso, no fim do período larvar, permanecerem junto à costa de modo a facilitar o encontro de habitats de assentamento apropriados (Hickford and Schiel, 2003). Laprise e Dodson (1989) reanalisaram os dados de Roger’s (1940) e concluíram que, em sistemas estuarinos, as larvas deveriam permanecer junto á superfície durante a fase de Enchente e junto ao fundo durante a fase de Vazante de modo a que o transporte para fora do estuário fosse o menor possível (in Neilson e Perry, 1990). Outros autores como: Leis, (1986), Jager Z (1999), Schultz et al. (2003), Paris e Cowen (2004), Lo-Yat et al. (2006), Islam e Tanaka (2007), Aceves-Medina et al. (2008), Yamaguchi e Kume (2008) também mostraram evidências de que a combinação dos regimes de correntes locais com a distribuição vertical tem consequências directas sobre a retenção larvar.
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Atividade de limpeza e clientes de Elacatinus figaro (Pisces: Gobiidae) nos recifes de coral dos Parrachos de Muriú, Nordeste do Brasil.

Atividade de limpeza e clientes de Elacatinus figaro (Pisces: Gobiidae) nos recifes de coral dos Parrachos de Muriú, Nordeste do Brasil.

Resumo: Peixes limpadores removem ectoparasitas, tecido doente ou ferido, muco e escamas da superfície corporal de outros peixes, sendo portanto de fundamental importância para a manutenção do equilíbrio e da saúde dos peixes do ecossistema recifal. Na costa brasileira são registradas 24 espécies de peixes limpadores, das quais se destaca Elacatinus figaro, uma das espécies de limpadores mais especializada. Este estudo registrou a diversidade de clientes e o período de atividade de limpeza de Elacatinus figaro nos recifes de coral dos Parrachos de Muriú, Rio Grande do Norte. Foram registradas 21 espécies de clientes pertencentes a 11 famílias, das quais 15 espécies (68,4% do total de espécies) são ativas durante o dia, cinco (25,3%) têm atividade noturna e uma (5,3%) atividade diurna e noturna. Os clientes mais frequentes de E. figaro foram espécies de Haemulidae (25,6%) e Pomacentridae (22,8%) e a categoria trófica planctófago/invertívoro foi a mais representativa (23,6%). A atividade de limpeza teve início entre 05h14 e 06h28 e término entre 17h13 e 17h25. Os tamanhos dos clientes de E. figaro variaram de 7-40 cm com média de 12-30 cm de comprimento total. Um total de 127 ± 3 interações de limpeza e 34 ± 1,7 minutos utilizados na limpeza por estação por dia (2-6 indivíduos de E. figaro) foi registrado
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CLOROFÍCEAS MARINHAS BENTÔNICAS DA PRAIA DE SERRAMBI, PERNAMBUCO, BRASIV

CLOROFÍCEAS MARINHAS BENTÔNICAS DA PRAIA DE SERRAMBI, PERNAMBUCO, BRASIV

Comentários: encontrada no infralitoral das 3 estações de coleta, sobre fundo biodetrítico ou recifes parcialmente cobertos por estes. Ocasionalmente ocorreu como epífita sob[r]

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