Recursos naturais - água

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Apego ao lugar e conservação de recursos naturais : o racionamento de água em questão

Apego ao lugar e conservação de recursos naturais : o racionamento de água em questão

Mudanças climáticas provocarão, em ritmo cada vez mais acelerado, transformações na forma como as pessoas vivem. O risco de escassez de água é uma consequência destas mudanças, que em 2017 afetou o Distrito Federal de tal maneira que foi necessária a implementação de um programa de racionamento deste recurso para a população. A adaptação de indivíduos e grupos a programas de proteção de recursos naturais, como o de racionamento de água, e a adesão a comportamentos pró-ambientais deverá ser cada vez mais frequente, caso se espere mitigar os efeitos das mudanças climáticas. O engajamento em medidas de conservação pode ser influenciado por fatores psicológicos, sóciodemográficos, e também por fatores ambientais. A Psicologia Ambiental vem investigando o papel do apego ao lugar de residência na proteção ambiental. Muitas vezes, a maior vinculação afetiva com o lugar onde se mora instiga maior envolvimento em ações que visam à preservação e proteção deste lugar frente a um risco ambiental. O presente estudo buscou, portanto, investigar as possíveis relações entre apego ao lugar de moradia e favorabilidade às medidas de racionamento de água implementadas, em duas localidades do Distrito Federal. Para cumprir o objetivo, foram aplicados 103 questionários a moradores da Asa Norte e Santa Maria, contendo perguntas acerca de suas percepções em relação ao racionamento de água, uma escala de mensuração de apego ao lugar de moradia, e perguntas sóciodemogáficas. Também foram realizados grupos focais nas duas localidades, para aprofundamento da compreensão sobre a vinculação dos participantes a seus locais de residência, e sobre o que consideravam barreiras e facilitadores para o engajamento no comportamento de conservação de água. Para a análise dos questionários foi realizada análise de correlação de Spearman para as variáveis apego
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A preservação dos recursos naturais na escola: a água.

A preservação dos recursos naturais na escola: a água.

E todos os alunos foram coerentes e conscientes em responder que sem agua potavei nao existe vida na terra; que para mantermos nossas vidas com saude e necessario manter a agua com qua[r]

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Comportamento humano e recursos naturais: qualidade e disponibilidade da água avaliadas pelos usuários.

Comportamento humano e recursos naturais: qualidade e disponibilidade da água avaliadas pelos usuários.

No que diz respeito à categoria simbologia da água, de modo geral a água, enquanto recurso, foi percebida pela amostra como um tema essencial para o presente e o futuro, tanto no âmbito doméstico quanto societal. Tal representação está sedimentada em noções valorativas e de direitos. Para a amostra geral, a água simbolicamente foi deinida a partir da avaliação do signiicado dado tanto no nível local quanto global. O mais importante signiicado dado à água se liga a temas relativos à ‘sobrevivência’ (49% da amostra), deinida pela importância dada à água como necessária, essencial e fundamental para a qualidade de vida. Também nessa ca- tegoria surgem como relevantes as atividades relativas ao ‘cotidiano’ (32% da amostra), como utilização do recurso em tarefas diárias de limpeza, alimentação, entre outras. Comparando o signiicado da água com os dados demo- gráicos, homens e mulheres, jovens e adultos, na mesma proporção, percebem a água como ligada à manutenção da sobrevivência – ou seja, as variáveis demográicas não exercem signiicativa inluência.
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Avaliação do uso dos recursos naturais de uma sub-bacia do Ribeirão São Bartolomeu com vista ao aumento da produção de água com qualidade

Avaliação do uso dos recursos naturais de uma sub-bacia do Ribeirão São Bartolomeu com vista ao aumento da produção de água com qualidade

em estado de degradação do ponto de vista da quantidade da água. Quanto a qualidade, apesar da constatação de fontes contaminadoras, esta se constituiu, para o período de seca, como boa no final da Microbacia, dado o poder de purificação que as quedas d’água e a vegetação hidrófila possui. Para todos os elementos diagnosticados na Microbacia, pelo menos uma técnica de recuperação e/ou conservação foi proposta. Verificou-se que as técnicas de recuperação e/ou conservação identificadas para a microbacia do Córrego dos Araújos, se forem aplicadas nas demais sub-bacias do Ribeirão São Bartolomeu, podem proporcionar aumento de vazão e melhoria da qualidade da água, gerando assim, benefícios sócio-econômicos (diminuição de custos com energia elétrica e com o tratamento da água bruta, além da diminuição de riscos à saúde dos usuários de água). Conclui -se principalmente que: as áreas de preservação permanente que estão ocupando os solos férteis de uso da comunidade local, prejudicam a sustentabilidade desta comunidade; que muitas ações de degradação são devido à falta de instrução da comunidade; e que, qualquer ação de melhoria da qualidade da água nas bacias de cabeceira serão sentidas pelos seus usuários à jusante, devendo, portanto, os manejadores de bacias hidrográficas, agirem localmente e pensarem globalmente.
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Gestão Ambiental e Recursos Naturais

Gestão Ambiental e Recursos Naturais

É através do SGA, certificado pela norma NP EN ISO 14001:2012 e integrado no sistema global de gestão do grupo EFACEC, que é assegurada a temática ambiental, são exemplo as atividades de gestão de resíduos, gestão de recursos naturais (água e energia), gestão de equipamentos com gases efeito de estufa, identificação de requisitos legais, identificação e avaliação de aspetos e impactes ambientais, entrega de documentação legal, controlo operacional, acompanhamento na resolução de não conformidades, identificação de melhorias ambientais nos produtos/sistemas e formação dos colaboradores sobre gestão ambiental. Os benefícios da integração da gestão ambiental na organização da empresa são notórios, podendo destacar-se a redução do tratamento de resíduos e efluentes e reutilização de recursos; redução do risco de acidentes tais como emissões, derrames e indemnizações deles resultantes; melhoria no desempenho ambiental através de processos tecnológicos de proteção e prevenção da poluição; melhoria da imagem da empresa no mercado e garantia de qualidade dos seus produtos e serviços.
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Natureza Conflituosa dos Recursos Naturais na África Subsahariana

Natureza Conflituosa dos Recursos Naturais na África Subsahariana

De 2007, data início do processo de reassentamento até 2010 o novo bairro ainda continua com vários problemas que desde a data da sua chegada vem enfrentado, pro- blemas tais como: falta de água, inexistência de hospital, mercado e de escola por perto. Dendja (2015) refere que muito dos desen- tendimentos que existe entre a Kanmare e a população são derivadas de várias promes- sas feitas pela empresa, que nunca foram compridas. A população sente-se privada de usufruir dos seus benefícios na qual tinham sido negociados antes de serem reassenta- das. Muitas das promessas feitas a popula- ção não foram compridas. Isso pode aumen- tar o gradiente de frustração que é a dife- rença entre as expectativas e as capacida- des de respondê-las. E se não acautelados os direitos dessas populações podem levar a conflitos.
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ÓS- GRADUAÇÃO EM ECOLOGIA E CONSERVAÇÃO DE RECURSOS NATURAIS

ÓS- GRADUAÇÃO EM ECOLOGIA E CONSERVAÇÃO DE RECURSOS NATURAIS

Para verificar a utilização dos estratos verticais pelas aves foram estabelecidas as seguintes classes de altura: 1= solo, 2= de 0,5 a 1,5 metros, 3= de 1,6 a 3 metros; 4= de 3,1 a 6 metros, 5= de 6,1 a 9 metros e 6= acima de 9 metros. Os substratos foram classificados em: árvore, arbusto, ar, substrato não-pavimentado (grama, areia, terra e brita); substrato pavimentado (asfalto, cimento e paralelepípedo); edificações (edificação, poste e cerca) e fio. As atividades comportamentais foram agrupadas em: forrageamento; repouso e manutenção; reprodução (côrte, cópula, aquisição de material para ninho, construção de ninho, incubação, cuidado parental, nidoparasitismo); procura por recursos e comportamento agonístico (inter e intra específico). Os recursos utilizados pelas aves foram categorizados da seguinte forma: abrigo; recursos reprodutivos (parceiro, material para ninho, local de reprodução, substrato para nidificação); insetos; alimento fornecido por humanos; flor; fruto; sementes de gramínea; água; outros itens alimentares (recursos alimentares não-identificados e os que tiveram poucos registros- vertebrado, animal morto, broto, folha, ovo, semente) e outros (recursos que não puderam ser identificados).
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Potencial florestal na conservação dos recursos naturais

Potencial florestal na conservação dos recursos naturais

A partir de 1992, houve inúmeras discussões sobre o tema, melhorando a conscientização e conhecimento da importância global dos ecossistemas de montanhas, um dos indicadores mais sensíveis do ambiente global e de trocas climáticas. Apesar disto, a maioria das regiões montanhosas do mundo permanece com um nível de desenvolvimento inaceitável, predominando pobreza, conflitos armados, desastres naturais, dilapidação de recursos naturais e poluição, dentre outros. Mesmo nas regiões mais desenvolvidas, estratégias de desenvolvimento inapropriadas têm gerado impactos sérios e negativos sobre a água, a flora, a fauna e os próprios moradores das montanhas. Na Europa, os ecossistemas de montanha têm sido uma questão de grande prioridade, em função de que vários países têm
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Pós-graduação em Ecologia e Conservação de Recursos Naturais

Pós-graduação em Ecologia e Conservação de Recursos Naturais

Marquis et al. 2002). De maneira geral, as plantas reduzem sua biomassa aérea nos períodos secos para acumular recursos que serão utilizados na reprodução durante os períodos úmidos (Batalha & Mantovani 2000). De fato, durante a seca, as espécies diminuíram, ou até mesmo interromperam a produção de folhas novas. Essa diminuição na produção de folhas pode ser decorrente da necessidade da planta em reter água e economizar energia durante um período de estresse hídrico (Wright 1991). Quando a água era abundante, como no início do período chuvoso, a produção de folhas jovens foi maximizada, embora algumas espécies não-decíduas tenham produzido folhas jovens ao longo do ano para repor as folhas senescentes naturalmente abortadas. Entretanto, esta sazonalidade não colaborou para diminuir o dano causado pelas saúvas, já que desfolhas por estas formigas foram observadas durante todo o ano, tanto na estação seca onde quase não houve produção de folhas, quanto na estação de chuvas, onde a produção de folhas, flores e frutos foi intensa. Isso provavelmente ocorreu porque as saúvas não têm um ciclo de vida e de atividades fortemente determinados pela sazonalidade climática, como é o caso para muitos outros insetos (Buse & Good 1996, Butterfield et al. 1999, Marquis et al. 2001). As formigas cortadeiras mudam o período do dia em que forrageiam de acordo
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Recursos Naturais: Uso, Proteção e Fiscalização

Recursos Naturais: Uso, Proteção e Fiscalização

Outra importante função das fl orestas é a purifi cação do ar poluído. O pro- cesso de fotossíntese faz com que as plantas da fl oresta absorvam dióxido de carbono da atmosfera, ao mesmo tempo em que liberam oxigênio. As plantas também cumprem um papel importante na fi xação da poeira, que ocorre na enorme superfície foliar das fl orestas, posteriormente, as folhas se livram dessa poeira através da água da chuva. Finalmente, outro interessante aspecto das fl orestas, como protetoras do meio atmosférico, é a grande capacidade que possuem de amortecer os ruídos, ou seja, de reduzir a poluição sonora. Também é importante, ao menos em escala humana, a função da fl oresta como lugar de descontração e recreio das pessoas, assim como ponto ideal para realização de campanhas de educação ambiental. Ambas as funções, especialmente a primeira, requerem a plena conscientização das pessoas sobre a fragilidade desses ecossistemas, bem como um plano de ordenamento do
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CONDOMÍNIOS SUSTENTÁVEIS: DESAFIOS DA ESCASSEZ DOS RECURSOS NATURAIS

CONDOMÍNIOS SUSTENTÁVEIS: DESAFIOS DA ESCASSEZ DOS RECURSOS NATURAIS

Nos nossos dias, o desperdício aliado ao aumento na procura deste recurso, tornou- se num problema que requer a atenção de todos, devido à decrescente disponibili- dade de água doce no nosso planeta. Deve se levar em conta que diariamente se usa água nas mais diversas atividades na nossa vida (higiene pessoal, alimentação, limpeza, na irrigação de jardins, na indústria e na agricultura), e nem sequer se tem a noção da sua importância, verifica-se todos tem muito o que aprender em relação à importância deste recurso para a sobrevivência das espécies. Portanto a sustenta- bilidade está na ordem do dia, cada dia mais a sociedade se mobiliza, e cada vez mais ações são realizadas para alcançar este objetivo. Os condomínios, locais de moradia de grande parte da população em centros urbanos, não podem ficar de fora. Mas não é fácil transformar um condomínio em exemplo de sustentabilidade, os sín- dicos que estão tentando sabem disso. Conscientizar os moradores, realizar mudan- ças nos hábitos e comportamentos do dia a dia pode ser difícil e demorado, mas é possível e necessário. O alto gasto com água é hoje um grande problema para os condomínios. Dependendo da estrutura do prédio e do número de moradores, o cus- to da água pode atingir o topo dos maiores gastos de todo o seu orçamento condo- minial. Este estudo foi elaborado no intuito de sugerir algumas medidas simples e de baixo custo que os condomínios podem adotar para economizar água, tais como; a implantação de arejadores nas torneiras, reuso da água da chuva, individualização da medição de consumo de água e conscientização ambiental dos condôminos. Os resultados esperados são uma economia significativa da taxa condominial, trazendo benefícios financeiros ao condomínio e condôminos, criando a perspectiva em para- lelo de um condomínio mais sustentável.
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PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM ECOLOGIA E RECURSOS NATURAIS

PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM ECOLOGIA E RECURSOS NATURAIS

revisão bibliográfica sobre a chegada desses elementos aos corpos d’água. De maneira geral, os metais nos corpos d’água podem vir de fontes pontuais ou fontes difusas. Dentre as fontes pontuais têm se as indústrias, atividades de mineração, efluentes domésticos, telhados e fachadas (os quais acumulam metais provenientes de deposição atmosférica, que são carreados por escoamento da água das chuvas para os corpos aquáticos). Dentre as fontes difusas estão: a deposição atmosférica (especialmente em áreas de poluição atmosférica, decorrente da queima de combustíveis), escoamento superficial em áreas agrícolas (que utilizam agrotóxicos), estradas e veículos (sendo o desgaste de pneus, rodas, rolamentos, freios e do pavimento fontes de metais, carregados posteriormente por águas de chuva), drenagem urbana, áreas de despejo de resíduos sólidos, cemitérios e do próprio solo (GONÇALVES, 2008). O resumo das fontes de metais é apresentado na Figura 2.
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Geografia política e gestão internacional dos recursos naturais.

Geografia política e gestão internacional dos recursos naturais.

O debate sobre a segurança ambiental internacional ainda carece de maior pro- fundidade. Entre as posições descritas acima, Grasa (1994) admite que é por meio de uma política de salvaguarda de interesses nacionais que se tem enca- minhado as negociações em fóruns internacionais sobre o ambiente. Sánchez (1998) prepara para os interessados no assunto um excelente panorama das distintas posições em discussão. Ao distinguir diversos entendimentos da segu- rança ambiental, permite que se aclarem as matrizes teóricas e de ação política de discursos que atravessam a temática da segurança ambiental internacional. Naredo (1994) e Gleick (1994) alertam para o tema que me parece o mais emer- gente como causador de conflitos no médio prazo: a disponibilidade de água doce e potável para diferentes usos. (Ribeiro, 2002, p.24-5)
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DEPARTAMENTO DE GEOLOGIA PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM EVOLUÇÃO CRUSTAL E RECURSOS NATURAIS Geologia Ambiental e Conservação de Recursos Naturais

DEPARTAMENTO DE GEOLOGIA PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM EVOLUÇÃO CRUSTAL E RECURSOS NATURAIS Geologia Ambiental e Conservação de Recursos Naturais

Em regiões com declividade moderada a baixa, os rios geralmente apresentam uma planície de inundação adjacente formada por depósitos de sedimentos provenientes de períodos de inundação. Em geral, as inundações mais frequentes cobrem parte da planície e apenas episódios mais raros de inundação conseguem atingir toda a planície. A largura desse depósito está intimamente relacionada com o potencial de descarga do rio. A deposição de sedimentos pode ocorrer de duas maneiras, por acresção lateral, quando o canal do rio migra através da planície de inundação, ou por acresção vertical, quando depósitos são acumulados além do confinamento do canal em períodos de inundação. Os depósitos de acresção lateral podem ser formados em rios entrelaçados ou meandrantes. No primeiro tipo, o curso do canal muda de direção e o canal abandonado encontra-se normalmente preenchido por material de granulometria grossa proveniente do leito do rio que posteriormente pode ser sobreposto por sedimentos finos com matéria orgânica em épocas de inundação. Nos rios meandrantes, a acresção lateral ocorre devido ao crescimento das barras em pontal na parte convexa do meandro, provocando o encurtamento do curso do rio e seu avanço em direção a parte côncava da curva. Os meandros abandonados se transformam em lagoas de cheias, depressões nas margens de rios preenchidas nas épocas de chuva. As diversas mudanças do curso do rio podem ser verificadas na Figura 3.4. Depósitos de levee são muito comuns em planícies de inundação, tratam-se de materiais depositados nas margens dos rios, paralelamente ao canal, devido às inundações (Figura 3.5). Até um certo momento, as águas do rio são contidas pelos levees, mas quando ocorre a subida do nível da água, ocorre o rompimento desses depósitos formando-se assim crevasses. O fluxo que preenche essas estruturas é capaz de transportar carga de granulometria grossa formando assim os depósitos crevasse-splay, como pode ser visualizado na Figura 3.5 (Sumerfield 1991).
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Pós-graduação em Ecologia e Conservação de Recursos Naturais

Pós-graduação em Ecologia e Conservação de Recursos Naturais

7 de forma a diminuir as chances de uso dos nectários artificiais por outros organismos (especialmente abelhas e vespas) que não as formigas. Em cada planta experimental foram distribuídos 40 por toda a extensão da copa. Estes foram completamente cheios e suas tampas fechadas, com uma conexão externa apenas através de um pequeno fio de algodão, que se estendia 3 cm para fora do recipiente (Figura 3). Este método já fora empregado com sucesso em outros estudos (p. ex. Lanza 1984, Lanza 1988). Cada foi preenchido com uma solução contendo 14 % de sacarose e cerca de 1% do aminoácido glutamina, porcentagem semelhante à encontrada no néctar extrafloral de muitas plantas (Blüthgen 2004b). O aminoácido glutamina, além de estar entre os mais utilizados pelas formigas (Blüthgen e Fiedler 2004a) foi escolhido pela facilidade de aquisição (pois é vendido comercialmente como suplemento alimentar) e por se dissolver bem em água. Nas árvores controle, foram colocados preenchidos apenas com água. Cada árvore teve 20 ninhos de madeira distribuídos pelos seus ramos (figuras 4 e 5), sendo que todos os ninhos tiveram cavidades de igual profundidade (10 cm) e largura (10 mm), mas aberturas de tamanhos diferentes (2, 3, 4, 5 e 6 mm) para que os mesmos pudessem ser colonizados por um amplo espectro de espécies de formigas (Powell 2011). Cada tamanho de abertura foi utilizado em quatro ninhos de madeira por planta. Foram considerados como colonizados apenas os ninhos que tinham operárias e prole (ovos, larvas ou pupas) ou os que tinham 10 ou mais operárias. Aqueles vazios ou com menos de 10 operárias foram considerados como não colonizados, já que um número tão pequeno de operárias mais provavelmente consistia em formigas que procuraram um refúgio temporário no momento da coleta dos ninhos.
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A conservação dos recursos naturais

A conservação dos recursos naturais

O aspecto da água como fôrça ou como fonte de energia, onde adquire posição do mais significativo valor, se bem que não envolva diretamente o interesse surgido da posição de auto-renovável, exige cuidados especiais. A energia hidráulica, para ser regular e economicamente aproveitada, precisa de que a água, no leito em que corre, na bacia a que pertence ou que a cir­ cunscreve, seja considerada de modo particular como uma unidade complexa, de vasto alcance e de condição absolutamente típica. Problemas de proteção às altas nascentes, de fixação das margens, de preservação das fontes de águar. minerais, de livre curso das águas, de medidas ccercivas, que evitem sejam entulhados os rios com terras de bota-fora, se fazem imprescindíveis a cada momento no país todo. Êstes são alguns dos aspectos essenciais de um pro­ grama de conservação de águas a ser desenvolvido no Brasil; todavia um pla­ nejamento global, a que se subordinem formas específicas locais e regionais, tende a desenvolver-se. Não se deve olvidar o papel dos pequenos rios, for­ madores, alimentadores e mantenedores dos grandes cursos — grandes em volume e em extensão — que foi fixado na monografia genial de P e r s o n , C o il e B e a l l . E’ urgente considerá-los na função parcial e no papel que de­
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Pós-graduação em Ecologia e Conservação de Recursos Naturais

Pós-graduação em Ecologia e Conservação de Recursos Naturais

sobrevivência claustral nas estradas em função da maior compactação do solo nesses locais. Estudos prévios em nossa área demonstraram que a dureza do solo nas estradas é maior do que no interior da vegetação (Vasconcelos et al. 2006). Isso poderia indicar que a água penetra mais lentamente no solo das estradas do que dentro da vegetação. De fato, observei a água acumulando-se nas estradas durante várias horas após fortes chuvas, enquanto que dentro da vegetação raramente vi isso. Como colônias claustrais normalmente estão entre 1 e 15 cm de profundidade (Autuori 1942; Fernández-Marín et al. 2004), uma menor penetração de água e a maior compactação do solo poderiam conferir uma estrutura mais estável e um microclima mais favorável ao ninho que acabou de ser fundado. De fato, foi sugerido que uma possível causa de mortalidade claustral são as grandes variações de umidade na camada superficial do solo e a inundação da câmara inicial (Autuori 1950). Dado que danos estruturais durante a fase claustral possivelmente não seriam reparados pela rainha sem um custo ao ninho, nidificar em um local onde a probabilidade de colapso seja menor seria vantajoso para a sobrevivência da colônia nesse período. Além disso, é provável que a compactação do solo na estrada favoreça de alguma forma processos de manutençao de umidade, temperatura interna e trocas gasosas (Weber 1966, Hölldobler & Wilson 1990) da colônia claustral. Dessa forma, a estrada seria um local que beneficiaria a sobrevivência e o desenvolvimento do fungo, que é bastante sensível a variações no microclima (Kleineidam & Roces 2000, Roces & Kleineidam 2000, Kleineidam et al. 2001).
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ECONOMIA DOS RECURSOS NATURAIS E AMBIENTAIS

ECONOMIA DOS RECURSOS NATURAIS E AMBIENTAIS

Em síntese, Ferreira (2008) retracta o facto das áreas urbanas terem crescido rapidamente, sem que esse crescimento tenha sido sustentado socialmente e culturalmente; sem que à necessidade de criar habitação e emprego tenha correspondido a igual preocupação em gerar dinamismos culturais e novos pólos de fruição e de criação; sem que à pressão da procura (quase sempre satisfeita desde a fase de projecto) tenha correspondido uma fiscalização das condições em que se concretizam os projectos aprovados, quer no plano da qualidade construtiva, quer no da interacção entre o edificado e a envolvente pública; sem que aos índices de ocupação do solo se tenha contraposto o escrupuloso cumprimento dos índices de criação de infra-estruturas ou de espaços de circulação e lazer. Acrescente-se ainda a tudo isto, o facto de algumas funções sociais tradicionais na vida portuguesa se terem tornado obsoletas ou excedentárias, e que outras, próprias da primeira urbanização, acabaram por atingir o coração das cidades, como as antigas zonas industriais que perderam o fulgor e a razão de ser de outras eras; as instalações militares desactivadas que, sobretudo nas cidades, constituem outras tantas bolsas que urge ocupar, com racionalidade e incorporando novas determinantes da intervenção urbana; as vastas zonas históricas degradadas, a pedir intervenção que não se resuma à simples recuperação de um ou outro edifício emblemático, mas que sejam capazes de pensar em termos de revitalização urbana; os cursos de água que o desmazelo ou a distracção transformaram em caneiros de despejo dos resíduos de toda a natureza; ou as vastas zonas arborizadas, que, uma vez abraçadas pelo crescimento urbano, exigem a sua apropriação criativa e cuidada pelo Homem, de forma que não se transformem em pontos de encontro da marginalidade e focos de insegurança, que todo o fenómeno de expansão urbana acarreta. Junte-se ainda a estas questões a preocupação em torno do uso dos recursos naturais, da preservação dos ecossistemas naturais, da biodiversidade, da poluição do solo, da água e do ar, entre outros factores que afectam os espaços urbanos.
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Integração sul-americana para defesa dos recursos naturais

Integração sul-americana para defesa dos recursos naturais

A América do Sul possui todos os recursos necessários para a subsistência humana, bem como todos os recursos necessários para a sa- tisfação dos requisitos complexos e crescentes das estruturas tecnológico-produtivas das eco- nomias e sociedades atuais: a imensa riqueza do patrimônio natural da América do Sul varia entre as enormes e incomparáveis reservas de água doce, florestas, biodiversidade e capaci- dade de produção de alimentos para as diver- sas fontes de energia, reservas minerais gigan- tescas - quase monopolísticas, em mais de um caso - e as chamadas ‘terras raras’. De acordo com as responsabilidades derivadas da prote- ção, defesa, preservação, exploração sustentá- vel e uso endógeno dessa herança, é imperativo que nossos países coordenem estratégias e po- líticas funcionais para esses objetivos e interes- ses comuns; em outras palavras, é essencial al- cançar, a nível regional, uma complementação e cooperação efetivas na implementação de cursos de ação concreta no assunto. (CENTRO DE ESTUDIOS ESTRATÉGICOS DE DEFENSA; CONSEJO DE DEFENSA SURAMERICANO; UNIÓN DE NACIONES SURAMERICANAS, 2015, tradução nossa).
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Recursos naturais e desenvolvimento democrático em Moçambique

Recursos naturais e desenvolvimento democrático em Moçambique

Marques, uma sociedade de consumo é movida pelas leis capitalistas. Por exemplo, no campo económico, as “velhas” mercadorias são rapidamente descartadas, no mercado, quando surgem “novos” produtos, fazendo com que o consumidor se interesse pelas forças do mercado, da moda e da propaganda. Neste limite, como advertido por Illich, “Os velhos servos (…) anseiam por sempre novas 'necessidades' e as recebem cotidianamente na veia. Os novos servos, ou aspirante a sê-los, deixam-se embalar pela ilusão de que, cedo ou tarde, serão incluídos no banquete imaginário de um 'primeiro-mundo' – ele próprio em processo de pauperização –, graças a uma virtuosa combinação de mercado, boa 'política económica' e tecnologia.” MARQUES, Luiz - obra citada, 2015, p. 19, uso de comas no texto nosso. Do ponto de vista ambiental, o comportamento da “sociedade de consumo” faz com que o crescimento económico contínuo possibilita, por um lado, a ilusão de uma sociedade segura e próspera; por outro, o consumismo ampliado pela exploração dos recursos naturais esgotam a matéria-prima e tem efeitos na devastação das florestas, o esgotamento dos recursos renováveis (água, florestas e o solo), a escassez de reservas de petróleo, gás, carvão, entre outros minérios utilizados pela sociedade.
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