Redes de Cooperação Horizontal

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Fatores que influenciam o desempenho de uma rede de cooperação horizontal : um estudo de caso das redes de Cascavel - PR

Fatores que influenciam o desempenho de uma rede de cooperação horizontal : um estudo de caso das redes de Cascavel - PR

No final do século XX, uma revolução tecnológica transforma a sociedade e o cenário econômico mundial. E, este novo contexto, marcado pela incerteza, mudanças constantes e elevada competitividade, impõe novos desafios aos gestores das MPEs em busca de vantagens estratégicas para competir com as grandes empresas. Como alternativa, surgem as redes de cooperação horizontal, uma nova forma de organização e relacionamento entre empresas; um modelo associativo, onde empresas de um mesmo segmento econômico, com objetivos comuns, unem-se em busca de maior competitividade e melhores resultados. Desta forma, visando proporcionar uma maior compreensão sobre o assunto, este trabalho tem como objetivo analisar, sob a ótica dos gestores, os fatores que influenciam o desempenho das redes de cooperação horizontal de Cascavel (PR). Para isso, fez-se uso de uma metodologia de estudo de casos múltiplos, de caráter exploratório e abordagem qualitativa. Para a coleta de dados, foram realizadas entrevistas com os gestores de duas redes de cooperação, selecionadas de forma intencional, em função da acessibilidade e estágio de desenvolvimento. Também foram entrevistados sete gestores de cada uma das redes selecionadas e, ainda, dois consultores do Sebrae e uma consultora da Apras. A pesquisa foi complementada com uma análise documental. Após a análise dos dados, observa-se que a formação em redes gera benefícios, que nem sempre são percebidos pelos empresários, em função de seus objetivos individuais. Evidenciou-se, também, que a falta de comprometimento dos associados e uma cultura muito forte de concorrência são fatores que tem impactado de forma direta o desempenho das redes de cooperação horizontal de Cascavel.
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Redes de cooperação horizontais e seus níveis de competitividade

Redes de cooperação horizontais e seus níveis de competitividade

O objetivo desse trabalho é propor um modelo teórico-conceitual para a análise do desempenho da coopetição de redes de cooperação horizontal (RCH) de empre- sas. Para tanto, definiu-se como fatores de coopetição de uma rede de empresas a cooperação entre firmas e a competência interna destas. A partir de uma pesquisa bibliográfica, propuseram-se 20 fatores críticos de sucesso (FCSs), e 52 variáveis vinculadas à coopetição de RCHs. Como resultado, obteve-se um modelo, por meio da construção estatística de um diagrama, com o objetivo de diagnosticar o desem- penho coopetitivo de uma RCH. Ainda, por meio da análise sistêmica dos FCSs, consequentemente das variáveis e dos indicadores de desempenho que os mensu- ram, é possível também a detecção de deficiências de desempenho nas empresas constituintes da rede.
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Relacionamentos interorganizacionais e resultados: estudo em uma rede de cooperação horizontal da região central do Paraná.

Relacionamentos interorganizacionais e resultados: estudo em uma rede de cooperação horizontal da região central do Paraná.

Ao estudar as ações das organizações em um contexto de estratégia, torna-se importante compreender como as suas ações impactam seus resultados. No caso das redes, a literatura tem indicado que as organizações que participam de relacionamentos interorganizacionais cooperativos obtêm melhores resultados do que aquelas que não atuam dessa forma (e. g. Human & Provan, 1997; Mellat-Parast & Digman, 2008). Ocorre que os seus benefícios e resultados são difíceis e complexos de avaliar (Fryxel, Dooley, & Vryza, 2002; Gulati, 1998; Human & Provan, 1997), pois tanto indivíduos quanto organizações são afetados por esses resultados (Hall, 2004). Embora possa parecer simples, de acordo com o ponto de vista do observador, indivíduos diferentes podem ter concepções distintas de tais resultados (Provan & Milward, 1995). Nesse sentido, as consequências dos relacionamentos interorganizacionais podem ser avaliadas por observadores internos ou externos da organização, de maneira que concepções conflitantes demandem conciliação diante dessa problemática. De acordo com Oliver e Ebers (1998), poucos trabalhos se propõem a estudar as consequências dos relacionamentos interorganizacionais. Esses autores identificaram que não existe claro consenso na literatura sobre os seus resultados, de forma que os estudos se têm concentrado sobre poucos e diferentes tipos de implicações, o que dificulta a comparação dos achados e, consequentemente, compromete o completo entendimento dos resultados dos relacionamentos. Heimeriks e Shreiner (2002) acrescentam que tais pesquisas têm produzido poucas contribuições para a literatura em função da dificuldade em identificar construtos que possam mensurar tais resultados.
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A cooperação horizontal no sector dos transportes e na logística: uma abordagem qualitativa

A cooperação horizontal no sector dos transportes e na logística: uma abordagem qualitativa

A cooperação horizontal tem como objectivo analisar e criar conjunturas reciprocamente proveitosas entre os vários stakeholders que actuam no mesmo nível da cadeia de abastecimento, de modo a alavancar o seu desempenho, formando assim uma rede. Estas relações promovem arranjos cooperativos complexos entre parceiros, em vez de uma mera competição (Pfohl e Buse 2000). No seu estudo Greori e Soda (1995), mostram que as redes inter-empresas têm um papel fundamental na vida económica de uma empresa e apresentam um interesse comum entre os vários ramos das ciências. Estas redes têm como objectivo regular a interdependência entre as empresas, através de sinais como por exemplo o preço, acordos tácitos e movimentos estratégicos. Estes mesmos autores ainda exploraram vários pontos fundamentais para que as redes funcionem, nomeadamente: (i) criação de mecanismos de comunicação; (ii) negociação e decisão; (iii) controlo e coordenação da componente social; (iv) integração dos papéis e funções entre todas as organizações. (v) desenvolvimento de relações de autoridade ao longo da hierarquia da organização; (vi) desenvolvimento de sistemas de controlo para os vários planos traçados; (vii) criação sistemas de incentivos e sistemas de informação. Nem sempre é fácil cooperar com outras organizações, portanto é primordial criar infra-estruturas e suportes para que essas redes possam funcionar.
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Cooperação horizontal Sul-Sul: arranjos de concertação política entre a Índia, o Brasil e a África do Sul.

Cooperação horizontal Sul-Sul: arranjos de concertação política entre a Índia, o Brasil e a África do Sul.

Novas percepções também passaram a configurar a formulação e implementação das políticas externas dos três países em temas que podemos identificar como estáveis, com comportamentos em negociações comerciais aderindo a um multilateralismo econômico acentuado e institucionalizado como estratégia para obtenção de maiores benefícios e ampliação do comércio internacional e emergentes, com um comportamento menos reativo em temas como o meio ambiente (mudanças climáticas), direitos humanos ou a cooperação em nível de segurança da agenda internacional. Boa parte da agenda do Sul era determinada pelos mais avançados países em desenvolvimento (Brasil e Índia entre eles). Os ganhos políticos da liderança eram maiores que os ganhos econômicos e motivavam, tanto à Índia quanto ao Brasil, a se dar conta de eventuais perdas derivadas de posicionamentos arriscados. Desta forma, a manutenção da liderança fazia parte da estratégia, ainda que ferisse, de alguma forma, os interesses nacionais.
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A política externa do Brasil no século XXI: os eixos combinados de cooperação horizontal e vertical.

A política externa do Brasil no século XXI: os eixos combinados de cooperação horizontal e vertical.

negociações em vigor da Rodada Doha apresentam uma dinâmica e combinação dos eixos vertical e horizontal, envolvendo a formação do G-20, a aproximação com os EUA e as interações do G-4. Como o G-3, o G-20 é exemplo de uma aliança de geometria variável criada para as negociações da Rodada Doha referentes à Conferência Ministerial de Cancun em 2003. Liderada pelo Brasil, a aliança teve como objetivo impedir concessões adicionais dos países em desenvolvimento e LDCs aos países desenvolvidos no setor industrial e agenda de Cingapura sem reciprocidade na dimensão agrícola. À medida que os países desenvolvidos não aceitaram esta proposta, a reunião encontrou-se paralisada e acusações à “má-vontade” brasileira seguiram-se. Entretanto, esta paralisia pôde ser vista como uma vitória para o G-20 que continua em funcionamento (com alterações de membros). 23 A despeito destas elevações de retórica, ficou claro que
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Redes sem fio no Mundo em Desenvolvimento

Redes sem fio no Mundo em Desenvolvimento

• Ermano Pietrosemolli tem mestrado em telecomunicações pela Universidade de Stanford. Tem se envolvido com o planejamento e construção de redes de computadores nos últimos 20 anos, primeiro na Universidad de los Andes, onde é professor de telecomunicações desde 1970, e a seguir na função de presidente da Fundação Escuela Latinoamericana de Redes (“EsLaRed” www.eslared.org.ve). Como consultor, também expandiu suas atividades para o plano, projeto e implantação de redes de transmissão de dados na Argentina, Colômbia, Equador, Itália, Nicarágua, Peru, Uruguai, Trinidad e Venezuela onde mantém sua base na cidade de Mérica. Lecionou em cursos sobre redes sem fio também no Brasil, Índia, Quênia, México e República Dominicana. Desde 1996, colabora com o ICTP de Trieste nas atividades de formação e desenvolvimento em redes sem fio realizadas pela instituição com apoio da UIT. Esta colaboração frutífera levou a demonstrações da viabilidade de conexões Wi-Fi para distâncias de 279 km em 2006 e de 382 km em 2007.
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UNIVERSIDADE FEDERAL DE SÃO CARLOS CENTRO DE CIÊNCIAS BIOLÓGICAS E DA SAÚDE PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM GESTÃO DA CLÍNICA Dayane Aparecida Silva Costa

UNIVERSIDADE FEDERAL DE SÃO CARLOS CENTRO DE CIÊNCIAS BIOLÓGICAS E DA SAÚDE PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM GESTÃO DA CLÍNICA Dayane Aparecida Silva Costa

Art. 3º O Curso de Graduação em Medicina tem como perfil do formando egresso/profissional o médico, com formação generalista, humanista, crítica e reflexiva, capacitado a atuar, pautado em princípios éticos, no processo de saúde-doença em seus diferentes níveis de atenção, com ações de promoção, prevenção, recuperação e reabilitação à saúde, na perspectiva da integralidade da assistência, com senso de responsabilidade social e compromisso com a cidadania, como promotor da saúde integral do ser humano. Art. 4° VI - Educação permanente : os profissionais devem ser capazes de aprender continuamente, tanto na sua formação, quanto na sua prática. Desta forma, os profissionais de saúde devem aprender a aprender e ter responsabilidade e compromisso com a sua educação e o treinamento/estágios das futuras gerações de profissionais, mas proporcionando condições para que haja benefício mútuo entre os futuros profissionais e os profissionais dos serviços, inclusive, estimulando e desenvolvendo a mobilidade acadêmico/profisional, a formação e a cooperação por meio de redes nacionais e internacionais. II - Tomada de decisões: o trabalho dos profissionais de saúde deve estar fundamentado na capacidade de tomar decisões visando o uso apropriado, eficácia e custo- efetividade, da força de trabalho, de medicamentos, de equipamentos, de procedimentos e de práticas. Para este fim, os mesmos devem possuir competências e
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Gestão de redes de cooperação entre bibliotecas: análise dos casos REDARTE/RJ E CBIES/RJ

Gestão de redes de cooperação entre bibliotecas: análise dos casos REDARTE/RJ E CBIES/RJ

Na REDARTE/RJ, os mecanismos de coordenação observados a partir das formas, dos instrumentos e dos responsáveis pela direção das redes, possibilitaram a compreensão de um ambiente democrático, onde a participação de todos é importante na tomada das decisões. Esta perspectiva pode ser confirmada na fala de um dos membros da Rede ao ressaltar que “[...] todos os membros podem participar. Fica bem claro nas reuniões. Nunca é uma coisa impositiva. As pessoas podem falar, podem sugerir novas coisas e é sempre tudo bem estudado. [...] Todos podem ocupar cargos nas comissões ou nos grupos de trabalho.” Nota- se, portanto, que a combinação dos diversos mecanismos de coordenação favorece a cooperação e a integração entre os membros, outras redes e o Estado. A análise também propiciou entendimento sobre a uniformidade entre os objetivos da REDARTE/RJ e os de seus associados. Observa-se que a Rede desenvolveu laços fortes baseados na confiança mútua, retirou as bibliotecas do isolamento e criou uma cultura de cooperação. São esses laços que mantêm a REDARTE/RJ atuante.
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UNIVERSIDADE FEDERAL DE SÃO CARLOS CENTRO DE CIÊNCIAS EXATAS E DE TECNOLOGIA PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM ENGENHARIA DE PRODUÇÃO

UNIVERSIDADE FEDERAL DE SÃO CARLOS CENTRO DE CIÊNCIAS EXATAS E DE TECNOLOGIA PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM ENGENHARIA DE PRODUÇÃO

Os aglomerados de empresas têm sido amplamente estudados pelos ganhos gerados para os atores que os compõem. No entanto, o grande viés para tais estudos ainda recaem sobre os benefícios econômicos e muito pouco se aborda dos atributos dos relacionamentos sociais que constituem, integram e mantém tais redes. Assim, partiu-se para estudos e levantamentos de aglomerados, optando por focar em Arranjos Produtivos Locais (APLs), dentre as várias configurações possíveis. Com o objetivo de avançar nesta área este trabalho focou-se em desenhar, caracterizar e analisar as redes de cooperação entre empresas industriais em um Arranjo Produtivo Local (APL) calçadista do estado de São Paulo. Tomou-se então como base o APLs calçadista de Jáu, Estado de São Paulo. O método empregado para coleta de dados foi a aplicação de questionário in loco para os agentes-chave que compunham a rede e, posteriormente, o envio de questionários estruturados para as empresas. Os dados gerados foram convertidos em variáveis qualitativas ordinais, de modo que fosse possível o uso do software UCINET versão 6.283, para desenho e mensuração de rede. As análises possibilitaram a compreensão e mensuração das relações das redes das empresas e das empresas na rede presente no APL. Detectou-se que as motivações sociais para ações de cooperação por parte das empresas foram classificadas como de mesmo peso que as motivações econômicas.
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Empresas familiares do setor moveleiro e desenvolvimento local em Guarapuava - PR.

Empresas familiares do setor moveleiro e desenvolvimento local em Guarapuava - PR.

Como resultados da análise, obtiveram-se as seguintes categorias: redes informais de cooperação entre empresários; associativismo na classe moveleira; parcerias de negó[r]

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Redes de cooperação com foco em inovação: um estudo exploratório.

Redes de cooperação com foco em inovação: um estudo exploratório.

A crescente concorrência entre as empresas e a velocidade das mudanças no ambiente competitivo tem atuado como catalisador na geração de inovações tecnológicas. Com isto, produtos e processos produtivos tornam-se crescentemente complexos, extrapolando a esfera de conhecimento de uma empresa isolada, impossibilitando o domínio de todas as tecnologias envolvidas no desenvolvimento de novos produtos, além de aumentar a pressão financeira sobre seus resultados. A atividade inovadora, por sua própria natureza, é um processo social e coletivo, no qual o aprendizado se dá por meio das interações, sendo que, quanto mais complexo for o aprendizado, maior será a necessidade de interação e complementaridade (CARVALHO, 2009). Desta forma, esse novo ambiente de inovação aberta depende das comunidades e redes de inovação, que devem criar valor e trazer benefícios coletivos, apesar de ser um ambiente sujeito a incertezas, dado que nem sempre quem gera a inovação é quem capta valor nesse ambiente (CHESBROUGH; APPLEYARD, 2007).
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A pespectiva dos custos de transação na formação de redes de cooperação.

A pespectiva dos custos de transação na formação de redes de cooperação.

Finalizando e utilizando uma tese sustentada pelo sociólogo Émile Durkheim, segundo a qual todo fato social merece, ao menos, duas interpretações, ponderamos que a ECT é uma das lentes possíveis de ser utilizada para compreender a natureza das relações que se estabelecem entre as organizações. Do ponto de vista das Teorias Organizacionais, a Teoria Institucional e a Teoria da Contingência Estrutural podem também ser “boas lentes” para a continuidade das pesquisas. No que diz respeito às Teorias Econômicas, a Visão Baseada em Recursos e a Teoria da Agência podem contribuir para uma interpretação mais ampla do processo de formação e gestão de redes de cooperação. No mais, consideramos que o fenômeno redes de cooperação deve merecer atenção de múltiplas lentes teóricas, visando a uma melhor compreensão e, sobretudo, à ind icação dos caminhos a serem seguidos objetivando a construção de arranjos interorganizacionais mais eficientes e eficazes.
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A influência das redes de cooperação no desenvolvimento de iniciativas de sustentabilidade

A influência das redes de cooperação no desenvolvimento de iniciativas de sustentabilidade

A troca de experiências, inicialmente uma categoria emergida de características das redes de cooperação, ressalta a importância de sua presença para que a rede possa ter abertura de trocar tanto experiências positivas como negativas em relação à temática sustentabilidade. A partir das trocas de experiências na rede, as empresas associadas passam a ter acesso a atualização da legislação tanto ambiental como trabalhista, partilha de experiências anteriores com vistorias e visitas de Órgãos Reguladores, e também a contratação em conjunto de treinamentos para atualização ou adequação da legislação. O aprofundamento em temáticas como tecnologia limpa, associada à dimensão ambiental, também se torna recorrente no contexto. Esta troca de experiências permite as empresas copiarem iniciativas que deram certo das outras associadas, e promoverem tais iniciativas em forma coletiva. Tal fato viabiliza financeiramente, bem como também facilita a organização, mas principalmente acaba tendo uma amplitude muito mais abrangente.
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O jogo social e a produção de acontecimentos no território: o caso da Rede Arrozeiras do Sul.

O jogo social e a produção de acontecimentos no território: o caso da Rede Arrozeiras do Sul.

A maioria das associadas comercializa seus produtos para o Rio Grande do Sul, principalmente, para as cidades onde estão localizadas suas indústrias. Entretanto, seus principais mercados concentram-se nas regiões Sudeste e Centro-Oeste, ainda que algumas empresas também comercializem com a região Nordeste. Além dos diferentes mercados atendidos, a maioria das organizações associadas também difere quanto ao tipo de cliente atendido: algumas focam os grandes varejistas; outras, apenas atacadistas, e existem aquelas que atendem minimercados e restaurantes. Essas diferenças fazem com que os interesses sejam distintos, mas conciliáveis. Matus (1996a) afirma que quando essa configuração se estabelece, a estratégia de cooperação desemboca na típica análise de intercâmbios de problemas. Na interação, há negociação entre os atores, que comparam o custo de ceder alguma coisa com o benefício de receber outra em troca. Nesse sentido, as trocas estabelecidas podem resultar em negociações realizadas em conjunto, visando aumentar o volume de arroz beneficiado, por exemplo.
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Pedro Fernandes Saad O ESTUDO DO PAPEL POTENCIALIZADOR DA EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA NA DEMOCRATIZAÇÃO DO ACESSO À EDUCAÇÃO SUPERIOR NO BRASIL

Pedro Fernandes Saad O ESTUDO DO PAPEL POTENCIALIZADOR DA EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA NA DEMOCRATIZAÇÃO DO ACESSO À EDUCAÇÃO SUPERIOR NO BRASIL

i) UAB - Sistema Universidade Aberta do Brasil: busca ampliar e interiorizar a oferta de cursos e programas de ES, por meio da EaD. A prioridade é oferecer formação inicial a professores em efetivo exercício na educação básica pública, porém ainda sem graduação, além de formação continuada àqueles já graduados. Outrossim pretende ofertar cursos a dirigentes, gestores e outros profissionais da educação básica da rede pública. Outro objetivo do programa é reduzir as desigualdades na oferta de ensino superior e desenvolver um amplo sistema nacional de ES a distância. Há polos de apoio para o desenvolvimento de atividades pedagógicas presenciais, em que os alunos entram em contato com tutores e professores e têm acesso a bibliotecas e laboratórios de informática, biologia, química e física. Uma das propostas da UAB é formar professores e outros profissionais de educação nas áreas da diversidade, no intuito da disseminação e do desenvolvimento de metodologias educacionais de inserção dos temas de áreas como educação de jovens e adultos, educação ambiental, educação patrimonial, educação para os direitos humanos, educação das relações étnico-raciais, de gênero e orientação sexual e temas da atualidade no cotidiano das práticas das redes de ensino pública e privada de educação básica no Brasil.
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Fatores relevantes para o estabelecimento de redes de cooperação entre empresas do Rio Grande do Sul.

Fatores relevantes para o estabelecimento de redes de cooperação entre empresas do Rio Grande do Sul.

Há também o benefício da limitação do oportunismo, pelas sanções sociais. Na literatura econômica, as diferentes práticas oportunistas são combatidas por meio de salvaguardas contratuais ou do controle burocrático instituído pelas estruturas hierarquizadas (Williamson, 1985). Contudo os elevados custos e a reduzida eficiência transformam esses controles burocráticos em novos problemas. As redes de cooperação constituem uma alternativa para a redução das ações oportunistas, em virtude dos menores custos burocráticos e contratuais. Essa característica das redes é proporcionada tanto pelas salvaguardas endógenas, geradoras de pressões sociais em prol da manutenção dos relacionamentos (Ring & Van de Ven, 1994), quanto pelo risco da perda dos ganhos coletivos, em decorrência de sanções ou de exclusão da rede (Lado, Boyd, & Hanlon, 1997). Assim, o custo do comportamento oportunista é maior para as empresas associadas em redes de cooperação, em relação às relações de mercado (Gulati, Nohria, & Zaheer, 2000), evitando que um associado egoísta possa receber os benefícios de outro e não arcar com os custos em retribuição (Axelrod, 1990).
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Influências, prerrogativas e limites das redes de cooperação na produção de inovações

Influências, prerrogativas e limites das redes de cooperação na produção de inovações

Rosenbusch, Brinckmann e Bausch (2009) concluem em seu trabalho que a relação desempenho-inovação é dependente do contexto e que os projetos de inovação que envolve cooperação não têm qualquer efeito significativo de escala no desempenho de uma pequena e nova empresa. Isso porque a colaboração com parceiros externos em projetos de inovação implica grande complexidade no que diz respeito aos esforços de coordenação, proteção da propriedade intelectual, apropriação de propriedade, das rendas. Em contrapartida, um foco no desenvolvimento de inovação interna reduz a complexidade, permite o desenvolvimento de competências e uma apropriação completa dos retornos da inovação.
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O capital social nas aglomerações produtivas de micro e pequenas empresas: estudo de um arranjo produtivo turístico.

O capital social nas aglomerações produtivas de micro e pequenas empresas: estudo de um arranjo produtivo turístico.

Por outro lado, a participação da comunidade é evidenciada nos aspectos sociais, culturais e de preservação do meio ambiente, representada por associa- ções distintas. Quanto às atividades associativas voltadas para a dimensão eco- nômica do arranjo, deve ser ressaltado que as relações entre as associações (ASDECQ e ABCQ) não são estáveis e se caracterizam pela limitada integração e pela existência de ressentimentos de suas lideranças, o que é refletido nos insu- ficientes níveis de cooperação. Contudo, essa situação não é sentida na totalida- de das atividades das associações, porquanto foram verificadas, por meio da ob- servação direta, algumas ações desenvolvidas entre os agentes da dimensão eco- nômica do território, realizadas a partir de relações informais de cooperação e de trabalho conjunto, apesar de compromissos e vínculos formais desses agentes com as respectivas associações.
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Rev. Gaúcha Enferm.  vol.36 número2

Rev. Gaúcha Enferm. vol.36 número2

Essas Redes funcionam como uma estratégia de comunicação, vinculação, cooperação e sinergia entre enfermeiros interessados no desenvolvimento da atenção, gestão, pesquisa, informação e educação em Enfermagem com a fi nalidade de apoiar o desenvolvimento e avanço da profi ssão e contribuir para que os países alcancem a cobertura universal de saúde e o acesso universal aos serviços de saúde.

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