Regime de meta de inflação

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Regras monetárias e taxa de câmbio para o regime de meta de inflação brasileiro

Regras monetárias e taxa de câmbio para o regime de meta de inflação brasileiro

câmbio nestas economias não deve der desprezada quando da implementação da política.. REGRAS MONETÁRIAS E TAXA DE CÂMBIO PARA O REGIME DE META DE INFLAÇÃO BRASILEIRO. monetária. Com rela[r]

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Regime monetário de meta de inflação em um ambiente de heterogeneidade de estratégias de formação de expectativas de inflação.

Regime monetário de meta de inflação em um ambiente de heterogeneidade de estratégias de formação de expectativas de inflação.

Uma adequada administração e ancoragem das expectativas dos agentes privados, formadores de preços ou não, em relação à in- flação futura é uma dimensão essencial do regime monetário de meta de inflação. Por sua natureza de indicador anteceden- te de riscos inflacionários futuros, tal como percebidos e esti- mados pelos agentes econômicos privados, essas expectativas fornecem informações fundamentais para a condução da polí- tica monetária. Na prática, especialmente em um regime mo- netário de meta de inflação, a expectativa de inflação dos agen- tes privados é uma variável que assume, seja implícita ou expli- citamente, o papel de meta intermediária da política monetária. 1 Por sua vez, as expectativas de inflação dos agentes privados são heterogêneas em uma dupla dimensão: não somente as expectati- vas individuais em si são diversas, mas, inclusive, e mesmo mais relevante do ponto de vista da necessidade de administração dessas expectativas por parte da autoridade monetária, também o são os mecanismos utilizados na sua formação. De fato, como devidamente reportado na seção seguinte, existem evidências empíricas robustas, obtidas através tanto de pesquisas de opinião como de experimentos de laboratório, não apenas de que essas duas dimensões da heteroge-
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O regime de metas de inflação no Brasil: uma análise empírica do IPCA.

O regime de metas de inflação no Brasil: uma análise empírica do IPCA.

RESUMO: O regime monetário de metas de inlação é um padrão de conduta da polí- tica monetária que passou a ser utilizado por vários países a partir da década de 1990, dentre eles o Brasil, que adotou este modelo em 1999, após uma crise cambial. Com seu arcabouço teórico pautado nas premissas da teoria novo-clássica e tendo como principal característica o anúncio prévio de uma meta numérica para a inlação, este regime passou a ser adotado por países que buscavam alcançar a estabilidade de seus preços. O presente trabalho irá brevemente expor a base teórica e as características do referido regime. Porém, o foco principal será a discussão da utilização do IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) pelo regime de metas como balizador da inlação no Brasil.
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Descumprimento das metas, expectativas inflacionárias e taxa de juros: o caso brasileiro

Descumprimento das metas, expectativas inflacionárias e taxa de juros: o caso brasileiro

O Brasil adotou o regime de metas de inflação em 1999, após um período de quatro anos de câmbio fixo. Desde então, o regime brasileiro foi marcado por diversos episódios de descumprimento da meta, o que indica que o regime parece ser caracterizado como um em que o Banco Central segue uma meta “fixa, mas ajustável”, ou seja, a regra se mantém fixa para choques pequenos, mas ajustes podem ocorrer para choques grandes. O objetivo desse trabalho é estimar o efeito de tais episódios de descumprimento sobre as expectativas de inflação dos agentes privados. Os resultados mostram que os descumprimentos da meta têm impacto significativo sobre as expectativas que, por sua vez, têm grande importância na determinação da taxa básica de juros pelo Banco Central.
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Aplicação da regra de Taylor ao regime de metas de inflação

Aplicação da regra de Taylor ao regime de metas de inflação

TAYLOR, J. B. Using Monetary Policy Rules in Emerging Market Economics. Stanfod Unviersity, 2000 (Pag 10). Metas de inflação não é o suficiente. Existe muitos tipos de política - incluindo o uso de diferentes instrumentos – que alcançam uma inflação em torno de uma meta do que outras. E algumas políticas levarão a grandes flutuações em outras variáveis de preocupação dos formuladores de política, tais quais taxa de câmbio ou produto real. Então a escolha de metas de inflação continua deixando a maioria das questões importantes acerca de decisão política monetária. Isto é, onde a política monetária deve entrar. Isso prever detalhes acerca como metas de inflação deve está satisfeita. Sem uma boa regra política, metas de inflação nunca irá ser satisfeita ou ira ser satisfeita com instabilidade de outras variáveis que devem ser abandonadas, cessando um doloroso episódio de inflação ou desinflação. Regime monetário de metas de inflação precisam de procedimento de metas de inflação e regra de política monetária como um procedimento. Regime de metas de inflação de todos os tipos precisam de regras políticas.
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Expectativas de inflação sob o regime de metas no Brasil

Expectativas de inflação sob o regime de metas no Brasil

Além de respeitar a condição supracitada sobre o distúrbio, estes modelos estão assumindo: a) que as decisões do BC levam em conta as expectativas do mercado, cuja proxy é a pesquisa conduzida junto ao mercado financeiro. Essa hipótese nos parece bastante razoável, tendo em vista que, nos relatórios de inflação, sempre que o BC se refere às expectativas do mercado, ele está se referindo especificamente a esta pesquisa. No capítulo III, faremos uma análise detalhada sobre a qualidade destas previsões, mas por enquanto, basta-nos saber que essas expectativas não apenas fazem parte das informações que o BC recorrentemente monitora, mas também têm papel de destaque sobre as decisões acerca da política monetária; b) que o modelo está bem especificado, o que significa dizer que as decisões do BC podem ser explicadas pelo desvio da inflação em relação à meta, gap, e taxa de câmbio, ainda que possam existir outros fatores que influenciam a decisão de política monetária. Apesar de não existirem metas para a taxa de câmbio no MI, a justificativa para a utilização desta variável como uma das variáveis explicativas decorre de seus efeitos sobre o comportamento da inflação, de tal modo que, indiretamente, a preocupação com a inflação está associada ao comportamento do câmbio, sendo portanto razoável supormos que existam limites de flutuação do câmbio. Além disso, o excesso de volatilidade do câmbio gera instabilidade e prejudica os planos de investimentos dos agentes econômicos. Conseqüentemente, quando introduzimos o câmbio como uma das variáveis explicativas, estamos supondo que ele pode influenciar a política monetária, independentemente da informação que contém sobre as expectativas ou sobre o produto. A tabela 1 nos mostra que estes trabalhos vão, no máximo, até dezembro de 2002. Estendendo a análise até maio de 2005 podemos verificar que os principais resultados se confirmam.
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A nova política monetária: uma análise do regime de metas de inflação no Brasil.

A nova política monetária: uma análise do regime de metas de inflação no Brasil.

A meta de inflação é realizada com êxito quando a variação anual do índice inflacionário estiver dentro dos limites estabelecidos. Se a inflação ultrapassar a meta estabelecida pelo CMN, o presidente do BCB deve escrever uma carta de conteúdo público ao Ministro da Fazenda explicando as razões pelo fracasso no alcance da meta, bem como deve explicitar todas as medidas propostas para recuperar a meta e o tempo em que essas medidas deverão surtir efeito. A meta da taxa de juros estabelecida pelo Copom é a meta para a taxa de juros da Selic, a taxa de juros de empréstimos interbancários overnight. A meta da Selic é fixada em cada reunião do Copom e, em princípio, deve ser mantida inalterada até a próxima reunião. O presidente do Copom, todavia, tem o direito de alterar as metas da Selic nos períodos entre as reuniões regulares do Copom. Isso somente é possível caso o Copom tenha sinalizado um viés de alta ou de baixa ao fixar o valor da Selic em suas reuniões regulares, sendo que o viés refere-se ao afrouxamento ou aperto da política monetária. O Copom então autoriza o presidente do BCB a alterar a meta da taxa de juros na direção do viés no período entre as suas reuniões. Oito dias após cada reunião, o Copom emite as Atas no site do BCB e na imprensa. As Atas fornecem um sumário das discussões e decisões do Copom. Ao final de cada trimestre (janeiro/fevereiro/março, abril/maio/junho,
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A política monetária e a crise financeira: podem os Bancos Centrais se antecipar?.

A política monetária e a crise financeira: podem os Bancos Centrais se antecipar?.

Sobre a futura conjuntura econômica, o comitê sugeria que as preocupações continuariam. Nesse aspecto, também foi afirmado na ata que havia a incerteza normal associada à conjuntura econômica e à resposta dos BCs. Reconhecia-se que a crise contagiaria o setor real da economia nos EUA, mas a economia mundial seria menos afetada. Ou seja, o comitê subestimava o contágio da crise e não previa grandes choques na economia mundial. E como fator agravante, em 2008 o Bacen elevou as taxas de juros em meio ao colapso dos mercados financeiros mundiais. No início de 2007 a meta para a taxa Selic estava fixada em 13,25% ao ano, sendo reduzida até atingir 11,25% em abril de 2008, quando a economia dos EUA já se encontrava em recessão. A partir de então a taxa aumentou até atingir 13,75% em janeiro de 2009, quando voltou a cair. Portanto, enquanto a crise se agravava em setembro de 2008, a taxa básica de juros, já elevada para padrões internacionais, estava em meio a um período de elevação. Neste caso, o fato de a economia brasileira não ter sido impactada tanto quanto outras economias dificilmente pode ser atribuído à política monetária. E em que medida o regime de metas de inflação contribui para explicar este comportamento é uma questão a ser explorada em outro trabalho.
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A inércia na política monetária brasileira no regime de metas para inflação

A inércia na política monetária brasileira no regime de metas para inflação

Carvalho e Moura (2008) estimam oito diferentes versões da regra de Taylor para sete países da América Latina, selecionando o modelo mais apropriado para cada país com base em medidas de desempenho de previsão fora da amostra. No modelo para o Brasil, o coeficiente de longo prazo associado ao desvio da inflação não foi estatisticamente diferente de um, indicando que o BC não respeitou a regra de Taylor no período analisado; além disso, nota-se que o BC reage de forma mais agressiva cortando juros quando a inflação está abaixo da esperada do que aumentando juros quando está acima da meta, ou seja, notou- se assimetria, de provável origem devido a pressões políticas.
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EFEITOS DA CONDUÇÃO DA POLÍTICA MONETÁRIA SOBRE A ECONOMIA BRASILEIRA NO PERÍODO PÓS-PLANO REAL

EFEITOS DA CONDUÇÃO DA POLÍTICA MONETÁRIA SOBRE A ECONOMIA BRASILEIRA NO PERÍODO PÓS-PLANO REAL

Na Nova Zelândia, o regime de metas de inflação foi implementado após um plano de desinflação. Sua principal função foi manter a estabilidade de preços por meio de uma âncora das expectativas. Inicialmente, destaca-se o período compreendido entre março de 1990 e março de 1992. A sua principal característica reside na queda da inflação para patamares de 0 a 2 por cento ao ano, inicialmente com elevada taxa de juros, declínio gradual da taxa de câmbio, crescimento negativo do produto interno bruto e aumento do desemprego. No período de 1992 a 1994, a inflação flutuou acima de um por cento ao ano, a taxa de juros estava em declínio, e com a reversão da tendência da taxa de câmbio, o PIB subiu rapidamente com uma queda atenuada do desemprego. Após 1994, a taxa de inflação apresentou tendência de alta, com aumento da taxa de juros e contínua apreciação da taxa de câmbio. Foi observado, também neste período um elevado crescimento sustentado, com queda rápida do desemprego, e em duas oportunidades, a meta para a inflação não foi alcançada. Portanto, a adoção da política monetária apertada prejudicou o desempenho do produto gerando uma recessão e uma deflação. Em 1998, foram reduzidos os juros para combater a forte recessão na economia. Atualmente, o Reserve Bank conduz sua política monetária de forma mais conservadora, para a determinação apenas taxa de juros básica (MISHKIN; SCHMIDT-HEBBEL, 2001 apud DEZORDI, 2004).
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Coordenação entre política fiscal monetária no regime de metas de inflação

Coordenação entre política fiscal monetária no regime de metas de inflação

• Elevado Grau de Indexação: os choques de oferta e demanda tornam-se mais persistentes. Isso porque, caso os contratos (salários e/ou custos) e/ou as expectativas de inflação estejam vinculados à inflação passada, então um choque que desvie a inflação da meta tende a persistir por um período mais longo do que se os contratos e expectativas de inflação fossem forward looking. Novamente, sob um regime de metas de inflação, em que a função reação do Banco Central tenha um coeficiente maior do que uma vez o desvio da inflação (ou das expectativas de inflação) em relação à meta, então o BC tem que elevar a taxa de juros real até que a inflação volte aos patamares desejados. Segundo Minella et al. (2003), a inércia inflacionária foi responsável por cerca de 10% e 7% da inflação em 2001 e 2002, respectivamente. Já o trabalho de Vieira e Laurini (2003), utilizando um modelo com parâmetros variantes no tempo e GARCH(1,1) para controlar a heterocedasticidade condicional, mostra que a inércia inflacionária no Brasil aumenta em períodos de crise.
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A política monetária brasileira sob o regime de metas de inflação

A política monetária brasileira sob o regime de metas de inflação

O trabalho analisa a evolução da política monetária desde a implementação do regime de metas de inflação no período de 1999 a 2009 com o intuito de avaliar se há diferenças na condução de política monetária entre as gestões Armínio Fraga e Henrique Meirelles. Um modelo de equilíbrio geral novo-keynesiano baseado em expectativas racionais é utilizado para modelar a economia brasileira e deriva-se uma regra de Taylor para encontrar a condição suficiente para a convergência da inflação. O processo de analise empírica consiste em estimar um modelo de vetores auto- regressivos, cujos parâmetros variam ao longo do tempo assim como as inovações na matriz de variância-covariância. Para tanto, será utilizado um algoritmo de simulação de Monte Carlo. Os resultados empíricos mostram que (i) não há diferenças significativas na condução de política monetária durante as gestões Armínio Fraga e Henrique Meirelles; (ii) A partir de 2003, a taxa de juros permaneceu acima da necessária para a convergência da inflação de acordo com a condição de estabilidade; e (iii) a gestão Armínio Fraga agiu de acordo com a regra de estabilização na crise de 2002, porém a inflação permaneceu acima da meta por causa da magnitude choques exógenos.
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A Política Monetária Brasileira sob o Regime de Metas de Inflação.

A Política Monetária Brasileira sob o Regime de Metas de Inflação.

O trabalho analisa a evolução da política monetária desde a imple- mentação do regime de metas de inflação no período de 1999 a 2009 com o intuito de avaliar se há diferenças na condução de política mo- netária entre as gestões Armínio Fraga e Henrique Meirelles. Um mo- delo de equilíbrio geral novo-keynesiano baseado em expectativas ra- cionais é utilizado para modelar a economia brasileira e deriva-se uma regra de Taylor para encontrar a condição suficiente para a convergên- cia da inflação. O processo de analise empírica consiste em estimar um modelo de vetores auto-regressivos, cujos parâmetros variam ao longo do tempo assim como as inovações na matriz de variância-covariância. Para tanto, será utilizado um algoritmo de simulação de Monte Carlo. Os resultados empíricos mostram que (i) não há diferenças significa- tivas na condução de política monetária durante as gestões Armínio Fraga e Henrique Meirelles; (ii) A partir de 2003, a taxa de juros perma- neceu acima da necessária para a convergência da inflação de acordo com a condição de estabilidade; e (iii) a gestão Armínio Fraga agiu de acordo com a regra de estabilização na crise de 2002, porém a inflação permaneceu acima da meta por causa da magnitude choques exógenos.
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Avaliação do Regime de Metas de Inflação no Brasil: 1999 a 2015

Avaliação do Regime de Metas de Inflação no Brasil: 1999 a 2015

Barbosa-Filho (2008) descreveu a experiência brasileira com o regime de metas de inflação no Brasil no período de 1999 a 2006, analisando o comportamento das variáveis macroeconômicas tais como a inflação, a taxa de câmbio, o Produto Interno Bruto (PIB) e a taxa de juros. Em seu trabalho, a perfomance do Regime monetário foi divida em três fases. A primeira, entre 1999 e 2000, marcada pela implementação, onde as condições internacionais favoráveis e as modestas metas de inflação foram bem sucedidas. A segunda fase da análise foi marcada por crise do regime, entre 2001 e 2003, com a combinação de choques adversos de oferta e crises financeiras fizeram a ambiciosa meta baixa de inflação ser inviável. A terceira fase (2004-2006) foi a consolidação, onde o ambiente internacional favorável e alta taxa de juros doméstica resultaram numa rápida redução da inflação. A conclusão a respeito da aplicação do regime de metas de inflação no Brasil é que este representa uma melhoria em relação ao regime adotado anteriormente no país, entretanto ele pode e deve ser aperfeiçoado a fim de aumentar a taxa de crescimento do PIB.
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UNIVERSIDADE FEDERAL DE UBERLÂNDIA INSTITUTO DE ECONOMIA E RELAÇÕES INTERNACIONAIS 2018

UNIVERSIDADE FEDERAL DE UBERLÂNDIA INSTITUTO DE ECONOMIA E RELAÇÕES INTERNACIONAIS 2018

horizonte temporal de convergência para a meta inflacionária (quanto mais curto, mais rígido); a adoção de um ponto ou de uma banda para a meta (o anúncio de um ponto ou uma banda mais estreita indica que a condução da política monetária é mais rígida, mais comprometida, do que uma adoção de um regime de metas inflacionárias com bandas); a utilização de válvulas de escape, com o intuito de lidar com choques exógenos (a não adoção de válvulas de escape é associado a um regime mais rígido); independência do Banco Central, associado com autonomia de objetivos, de metas e a operacional (um regime mais flexível tem seus objetivos determinados pelo governo, e o Banco Central não cumpre única e exclusivamente a função de atingir a meta inflacionária); e, por fim, o índice inflacionário (um índice que exclua mudanças de preços que não afeta a tendência inflacionária é associado a regimes institucionais mais flexíveis). Análise realizada usando uma equação de Taylor tradicional backward-looking e trabalhando com técnica de dados em painel para os países selecionados, os autores chegaram à conclusão de que o Brasil, no período analisado, apresentou um regime institucional rígido, resultando numa maior reação do Bacen em relação ao desvio da inflação à meta.
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Mudanças de regimes na função de reação do Banco Central do Brasil: uma abordagem utilizando markov regime switching

Mudanças de regimes na função de reação do Banco Central do Brasil: uma abordagem utilizando markov regime switching

intervalos superior e inferior da meta principalmente como uma ferramenta de comunicação, (iii) estabelecer uma metodologia para calcular o caminho de convergência após um choque (metas ajustadas) e (iv) adaptar os programas do Fundo Monetário Internacional (FMI) à realidade do regime de metas de inflação. Em um estudo com os parâmetros da regra de política monetária variando no tempo, Bueno (2004) avalia empiricamente a Regra de Taylor para os Estados Unidos e Brasil, utilizando modelos de estado-espaço e Markov Regime Switching. Utilizando uma amostra com dados mensais de 1990:01 – 2003:12 para o caso brasileiro e aplicando o modelo de estado-espaço, o autor conclui que não houve alteração na reação de longo prazo à inflação por parte do BCB entre os períodos anteriores e posteriores ao Plano Real. Já utilizando os mesmos dados no modelo Markov Regime Switching, o autor conclui pela existência de três regimes de política monetária, sendo o primeiro regime de alta inflação pré-Plano Real, o segundo um regime transitório durante 1994/1995 quando o Plano Real foi implementado e o terceiro um regime consistente de política monetária pós Plano Real, apenas alterado em alguns poucos meses devido a crises internacionais e mudanças na taxa de câmbio. O estudo de Bueno (2004) não levou em consideração em seu modelamento o regime de metas de inflação implantado em 1999 no Brasil e a influência da reação do BCB à variação do câmbio.
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Inflation targets, monetary policy and investment.

Inflation targets, monetary policy and investment.

De outro lado, usando o conceito de neutralidade da moeda como linha divi- sória entre heterodoxia e ortodoxia econômicas, na visão ortodoxa a moeda é neutra (pelo menos) no longo prazo. Neste caso, o combate à inflação não deve afetar o lado real da economia, isto é, não afetaria a acumulação de capital, no longo prazo. Ademais, sugeriu-se que, seja baseando-se em Lucas (1981), ou em Barro e Gordon (1994), não há por que esperar uma correlação negativa entre valores contemporâneos da inflação e do investimento. Lucas (1981) argumenta que há uma correlação positiva entre preços e investimento, enquanto Barro e Gordon (1994) sugerem que um governo com má reputação deve aplicar política monetária restritiva, buscando a convergência da inflação com a meta estipulada e, também, a restauração de sua credibilidade. Todavia, neste caso, se houver uma correlação negativa entre inflação e investimento no curto prazo, esta não seria entre os valores contemporâneos dessas variáveis.
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Transparência do banco central: uma análise para o caso brasileiro.

Transparência do banco central: uma análise para o caso brasileiro.

A figura 2 mostra a evolução da variabilidade da taxa de juros (over-Selic). O procedimento para a mensuração da volatilidade é análogo ao utilizado para o caso da inflação. Observa-se que a volatilidade torna-se menos acentuada depois da adoção do regime de metas para inflação. Este resultado é importante porque revela uma maior capacidade de planejamento do setor privado em relação à to- mada de decisões. Uma possível conseqüência é que a combinação de uma menor taxa de juros e menor volatilidade possa estimular o setor privado a aumentar a taxa de investimento da economia. Deve-se notar que essa menor variabilidade pode estar relacionada ao fato de que a média da taxa de inflação e a sua variância também foram menores no período posterior à implantação do regime de metas. Além disso, tal como na análise para a inflação, o aumento da volatilidade obser- vado no ano de 2003 é reflexo do processo eleitoral ocorrido no ano anterior.
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“Feixe de Intervenções” de Prevenção de Infeção de Local Cirúrgico – Normas de Orientação Clínica

“Feixe de Intervenções” de Prevenção de Infeção de Local Cirúrgico – Normas de Orientação Clínica

b) Número de doentes submetidos a cirurgia hepatobiliar na unidade de tempo. 5) Taxa de adesão (mensal, trimestral, semestral, anual) à implementação do “feixe de intervenç[r]

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UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA CENTRO SÓCIO-ECONÔMICO CURSO DE GRADUAÇÃO EM CIÊNCIAS ECONÔMICAS DOUGLAS EDUARDO TURATTI

UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA CENTRO SÓCIO-ECONÔMICO CURSO DE GRADUAÇÃO EM CIÊNCIAS ECONÔMICAS DOUGLAS EDUARDO TURATTI

A partir de desenvolvimentos da regra de Taylor original, novas pesquisas aprimoraram o estudo sobre as regras de taxa de juros, focaremos aqui a Regra de Taylor Forward-Looking (FLTR) de Clarida, Galí e Gertler (1998). Em Clarida, Galí e Gertler (1998) o banco central fixa a taxa de juros com base na diferença da meta de inflação e de sua expectativa de inflação (dado o conjunto de informações presente na economia), e com base também no hiato do produto esperado. A justificativa seria que da realização da política monetária ao seu efeito sobre a inflação e produto existem defasagens, logo o banco central deve tentar prever as condições futuras e responder antes que efetivamente ocorram. Woodford (2003) afirma que nesta especificação o banco central responde mais a previsão ao invés do que o que realmente ocorreu. Então segue a Regra de Taylor Forward-Looking proposta por Clarida, Galí e Gertler (1998):
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