Regime de proteção social

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ENTRE A  DO APOSENTADO E A  DO SISTEMA  Marcelo Leonardo Tavares, Murilo Oliveira Souza

ENTRE A DO APOSENTADO E A DO SISTEMA Marcelo Leonardo Tavares, Murilo Oliveira Souza

O RGPS é organizado na modalidade de seguro institucional, baseado na técnica de repartição, com gestão financeira em regime de caixa e cálculo atuarial coletivo 12 . A característica de seguro faz com que a proteção social fique limitada aos filiados do sistema. A relação jurídica estabelecida entre os segurados e o INSS está fundada diretamente na lei, pois é um seguro institucional e não baseado em relação contratual. Seu sistema financeiro não adota a capitalização, em que as contribuições pagas pelos segurados formam fundo individualizado. Em seu modelo, de repartição, os valores arrecadados em determinada competência servem para garantir o pagamento de despesas atuais de toda a coletividade protegida.
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O SUAS NA PROTEÇÃO SOCIAL BRASILEIRA

O SUAS NA PROTEÇÃO SOCIAL BRASILEIRA

vêm estruturando a organização atual da proteção social brasileira: garantia de renda, serviços continuados de oferta universal e enfrenta- mento de desigualdades associadas a públicos específicos. O campo da garantia de renda, sob responsabilidade do governo federal, engloba políticas e programas que operam benefícios monetários de base con- tributiva e não contributiva, previdenciária e assistencial. Amplian- do sua cobertura para além de trabalhadores vinculados a contratos formais de trabalho e incluindo os trabalhadores rurais em regime de economia familiar, idosos, deficientes em situação de indigência e, por fim, as famílias em situação de pobreza, essas ações públicas respon- dem ao duplo desafio da substituição e da complementação de renda. Uma segunda modalidade se realiza por meio do acesso a serviços e políticas universais, em ofertas nacionais sob responsabilidade par- tilhada dos três níveis de governo, vinculadas à garantia de atenções primárias na saúde, educação ou assistência social, que visam alcançar resultados que reduzam desigualdades e concentração de oportuni- dades. Por fim, adensa-se um terceiro campo de políticas, voltado a estratégias de reconhecimento e promoção de determinados públicos submetidos a expressivos padrões de desigualdade, discriminação ou subalternidade social. Sejam mobilizadas pelo combate ao racismo e à desigualdade racial, pela pauta da igualdade de gênero ou de dignidade e direitos de populações tradicionais, as ações diferenciadas em prol da equidade e da igualdade se fortalecem.
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Família e proteção social.

Família e proteção social.

Diversos estudos, por um lado, têm analisado como, na história brasileira, os desafios de combate ao pauperismo e de regulação e controle das desigualdades e das injustiças nunca foram priorizados e efetivamente enfrentados (Car- valho, 2001). Todavia, o projeto desenvolvimentista pelo menos incorporava certa lógica de integração e as altas ta- xas de crescimento econômico por ele propiciadas via- bilizaram, durante algumas décadas, uma expansão signifi- cativa das oportunidades de emprego e de obtenção de renda, bem como perspectivas de mobilidade e ascensão social, abortadas com sua crise e seu esgotamento. Por outro lado, notadamente na década de 80, na luta contra o regime au- toritário, as reivindicações dos trabalhadores e as deman- das da grande massa excluída dos benefícios da moderni- zação e crescimento do país alcançaram nova expressão e relevância política, colocando o enfrentamento da questão social no centro da agenda da redemocratização; para isso, eram enfatizadas melhor distribuição das oportunidades e da riqueza e a ampliação e a universalização dos direitos de cidadania, notadamente pelo sistema de proteção e de um conjunto de políticas públicas de caráter social.
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Apoio à mulher que denuncia o vivido da violência a partir de sua rede social.

Apoio à mulher que denuncia o vivido da violência a partir de sua rede social.

O processo de conhecimento do contexto social das mulheres estudadas possibilitou que elas participassem ativamente da elaboração do seu mapa de rede social, sendo que, para tal, utilizou-se um roteiro semiestruturado constando de perguntas sobre características sociodemográicas e contexto relacional. Para a elaboração do mapa de rede social, foi solicitado a cada participante do estudo que listasse as pessoas que conhecia e que estavam presentes na sua vida e, posteriormente, indicasse/comentasse sobre as que lhe ofereceram ajuda/apoio na situação de violência vivida. Concomitante a isso, foi solicitado que a mesma auxiliasse a pesquisadora na confecção de um desenho, representando as pessoas ou famílias que estavam próximas ou distantes do seu contexto familiar, a presença de vínculos trabalhistas e as instituições que frequentava ou que recebia algum benefício, indicando a posição que esses ocupam em relação a ela. Para esse momento, utilizaram-se iguras geométricas que representavam os membros da sua rede e outro com a representação gráica do traçado correspondente ao tipo de vínculo estabelecido. Esses indicadores permitem analisar a rede quanto à sua estrutura (7-8) .
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A mobilidade social na sociedade de Antigo Regime.

A mobilidade social na sociedade de Antigo Regime.

Alguma mobilidade começava, desde logo, por ser impossível. Não se podia deixar de ser mulher, por exemplo. Demente era também um estado tendencialmente definitivo. Menor, deixava-se naturalmente de se ser, mas pela passagem objetiva e natural do tempo, a menos que interviesse algo de extraordinário, como a graça real da emancipação. Selvagens e rústicos podiam, relativamente, aperfeiçoar-se. Mas os progressos eram problemáticos e lentos, ligados a um êxito educativo mais longo e mais incerto do que o das crianças. Menos definitivo era o estado de mecânico ou de pobre. Mas, mesmo nestes casos, a mudança tinha que respeitar ritmos e passos que não dependiam senão em muito pouco da vontade própria. Não quero com isto dizer que a situação (econômica, social, cultural) das pessoas não mudasse, para melhor ou para pior. Quero antes sugerir que isto: a) quase não se via; b) pouco se esperava; c) e mal se desejava.
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O processo de rualização e o sistema único de assistência social/Suas : uma interlocução necessária entre proteção social básica e proteção social especial

O processo de rualização e o sistema único de assistência social/Suas : uma interlocução necessária entre proteção social básica e proteção social especial

O Processo de Rualização de sujeitos adultos e famílias em situação de rua, a implantação do SUAS na cidade de Porto Alegre e sua a inserção desses a partir da interface das Proteção Social Básica e Proteção Social Especial é a questão central da presente dissertação, que tem como objetivo refletir sobre como os documentos legais que se direcionam à População em Situação de Rua, e como abordam o Processo de Rualização de sujeitos adultos e famílias que se encontram nesta condição, contemplando processos de prevenção, proteção e inclusão social a este segmento populacional. Para tanto, realizou-se análise documental nos documentos que instituem a Política Nacional de Assistência Social/PNAS e o Sistema Único de Assistência Social/SUAS, na Política Nacional de Inclusão da População em Situação de Rua/PNIPSR, e no Plano Municipal de Enfrentamento a Situação de Rua/PMESR, o que foi complementado por registros do trabalho de supervisão e monitoramento realizado na FASC, junto aos serviços que atendem a esta população. Na presente pesquisa foi utilizado o método dialético-crítico, e os resultados demonstram que é necessário mediar a visão dialética a respeito do fenômeno social que se configura no processo de rualização, superando uma leitura estática desse processo. É necessário reconhecê-lo como produto de múltiplos condicionantes, expressões da questão social. Configura-se em questões multicausais, tendo o tempo em que se está nesta condição categoria importante para análise. A tentativa de contribuir com essa discussão, sugerindo alternativas concretas na implantação do SUAS que altere a relação de interface existente entre as Proteções também teve destaque neste estudo. Aponta-se uma dificuldade significativa nesta interlocução com clara necessidade de ampliar esse debate que se mostra ainda fragmentado, muito frágil e pouco ousado, principalmente no que se refere à oferta de serviços em ambas as proteções, para ampliar a efetividade dos atendimentos direcionados a esses sujeitos.
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DOUTORADO EM DIREITO SÃO PAULO 2015

DOUTORADO EM DIREITO SÃO PAULO 2015

empresarial – é decisiva para o regime dos direitos e deveres dos sócios. Se os lucros sociais não constituem um resultado necessário da atividade social, é evidente que os sócios não têm direito nem pretensão à produção de lucros. [...] Se assim é, como definir a posição jurídica dos sócios no tocante aos lucros sociais? Essa posição varia, conforme o estágio em que se encontra a produção de lucros, no patrimônio social. Numa primeira fase, os lucros ainda não foram produzidos, mas podem sê-lo. Num segundo estágio, os lucros já surgiram no patrimônio social, como excedente positivo no balanço de ingressos e dispêndios, mas ainda não se deliberou a sua distribuição entre os sócios. Finalmente, numa última fase, já houve deliberação social no sentido de se distribuírem entre os sócios os lucros apurados. Direito dos sócios aos lucros sociais somente existe, propriamente, nas duas últimas fases: direito de participar dos lucros sociais já apurados e direito de crédito ao pagamento de sua quota-parte nos lucros cuja distribuição foi deliberada. Na primeira fase, ou seja, quando existe tão-só a possibilidade ou expectativa de lucro, os sócios não têm direito subjetivo algum em relação a ele. Não podem exigir um resultado que é, pela sua própria natureza, aleatório. Aliás, de quem exigiriam esse resultado, senão uns dos outros? Ora, todos os sócios encontram-se na mesma posição de igualdade de direitos e deveres, nesse particular. Todos correm o risco da empresa. O que há, apenas, na pessoa de cada sócio, é o que se denominou ‘interesse legítimo’, ou, em termos menos ambíguos, ‘interesse ocasionalmente protegido’” (COMPARATO, Fabio Konder. Direito empresarial: estudos e pareceres cit., p. 151).
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O REGIME INTERNACIONAL DE BIOSSEGURANÇA E SUAS IMPLICAÇÕES PARA OS CIDADÃOS BRASILEIROS

O REGIME INTERNACIONAL DE BIOSSEGURANÇA E SUAS IMPLICAÇÕES PARA OS CIDADÃOS BRASILEIROS

outras, porque cada regime constitui uma combinação dos três. Por exemplo, existem regimes que envolvem alto grau de obrigação e precisão, mas pouca delegação. Se as três dimensões forem fortes, o custo para a soberania aumentará imediatamente. Em outras palavras, se um Estado se comprometer a uma norma obrigatória, sua margem para a ação será reduzida. A fim de evitar isto, Estados podem fazer lobby por normas que não sejam ligadas a nenhum tema. Se a norma for muito precisa, limita a capacidade de interpretação das partes comprometidas. Como resultado, alguns acordos são propositadamente amplos, com recurso a princípios gerais, e são pouco contestados. Quando a norma envolve delegação, as partes perdem autonomia na implementação, no controle e na sanção das normas do regime. Essa interpretação é uma forma muito interessante de explicar a natureza do Protocolo de Biossegurança, que tem sido descrita como obrigatória para as partes e pouco precisa e fraca em relação à delegação. É importante enfatizar que o Protocolo foi elaborado utilizando terminologia ampla, vaga em vários pontos, mas que não permite exceções aos Estados. 34
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O BENEFÍCIO DO PROFESSOR NO REGIME DE PREVIDÊNCIA SOCIAL

O BENEFÍCIO DO PROFESSOR NO REGIME DE PREVIDÊNCIA SOCIAL

No entanto, até a década de 30, a administração das CAPs ficava a cargo dos próprios empregados e foi somente a partir de meados dessa década que a administração estatal passou a se envolver, surgindo os primeiros Institutos de Aposentadorias e Pensões (IAPs), que se caracterizavam como autarquias de nível nacional, organizadas em torno de categorias profissionais. Já ao final dos anos 50, quase a totalidade da classe trabalhadora com vínculo empregatício estava filiada a um plano de Previdência Social, ou seja, a um dos vários IAPs existentes. Ademais, em 1954 já se estabelecia uma uniformização dos princípios gerais aplicáveis a todos os IAPs com a assinatura do Decreto 35.448.
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A proteção social entre a luz e a sombra.

A proteção social entre a luz e a sombra.

Enredados nas teias invisíveis e ambivalentes da formação do sujeito — que produziram e produzem, na subjetividade humana, muitos conflitos entre o “nós” e o “eu” (Morin, 1996) — os homens perderam, ainda mais, a clareza sobre a dinâmi- ca do processo social que os esculpe, assim como à sociedade. É preciso, pois, ampliar o horizonte para percebermos que o “eu” independente está atravessado pelo “outro”. Assim, pensar o indivíduo em detrimento da sociedade é algo tão míope quan- to o fazer inversamente. Os homens nada mais são do que as possibilidades de ser; não há neles uma natureza humana fixa e biologicamente 4 dada. Como sujeitos em
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Rio de Janeiro, Outubro de 2006

Rio de Janeiro, Outubro de 2006

No Tópico II.2, será aprofundado o estudo acerca do perfil ocupacional da população e os sistemas de produção subjacentes, com base nas entrevistas realizadas junto às famílias e junto a técnicos e gestores locais, bem como com base na análise o acesso à água e aos serviços de energia elétrica. Destaque será dado à organização familiar de produção e à relação entre produção para autoconsumo e produção para o mercado; o acesso ao crédito e projetos que estão sendo elaborados para a conformação de arranjos produtivos locais; e projetos ligados à agroecologia e resgate de sementes crioulas, desenvolvidos pela Cáritas Diocesana. Ao final será pontuado o fato de que essas ações contribuem para reverter as tendências dominantes vistas na Parte I e no Tópico II.1, mas que, segundo os próprios técnicos, elas se encontram bem aquém das necessidades do município. Em termos de SistLocSan, no entanto, é importante ressaltar o grau de intersetorialidade percebido entre as ações do governo municipal, das ONGs e de entidades como a Emater-MG; o fato dessas ações estarem sendo baseadas no princípio da sustentabilidade e que buscam a participação social dos atores envolvidos.
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“Microcrédito” na integração económica dos pobres em Cabo Verde Contributos a partir de experiências de Cabo-verdianos a residir em Portugal

“Microcrédito” na integração económica dos pobres em Cabo Verde Contributos a partir de experiências de Cabo-verdianos a residir em Portugal

As teorias ligadas ao socialismo também tiveram um importante contributo para o conceito de desenvolvimento embora muito menos que as capitalistas. Nelas as possibilidades de participação e de inclusão dos mais desfavorecidos foram encaradas. Karl Marx é talvez entre os teóricos o que mais destacou. Marx defendeu o comunismo, ataca de forma veemente, no início, a propriedade privada por, no seu entender, servir para “alienação” do ser humano (maioria de trabalhadores assalariados pelos capitalistas). Também inicialmente propõe a supressão do Estado pois não significava nada mais, no seu intender, que uma organização para defesa dos interesses da burguesia. Propôs então o nascimento de uma nova classe, composta pelos explorados, a que designou de “proletariado” e a luta e revolução desta classe visando uma “sociedade perfeita”. Veio a reconhecer futuramente, através de uma análise histórica à origem da alienação pela propriedade privada 10 , que a razão da sua existência deve-se à divisão do trabalho decorrente da multiplicidade de necessidades humanas e a necessidade de constituição da sociedade para satisfazê-las. Propõe então, a remoção não de toda a propriedade privada mas apenas a burguesa que serve para exploração de massas (exploração da força do trabalho pelo capital). A remoção decorre não apenas por métodos pacíficos. Reconhece que a propriedade privada deve ser regulada e assume que após o assalto e remoção da referida propriedade privada (remoção de todo o capital à burguesia) o prolectariado deve centralizar “instrumentos de produção” no Estado (mas este já como organização da classe proletariado) ganhando cada vez mais poder. Propôs então a organização da sociedade sob o regime da “propriedade colectiva dos meios de produção”. Mais tarde na sua Obra O Capital Marx entendeu o capitalismo como um sistema económico que representa “um modo de produção e de vida social” que contem dentro de si divisões e contradições 11
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SEGURIDADE SOCIAL: UM SISTEMA CONSTITUCIONAL DE PROTEÇÃO E DE JUSTIÇA SOCIAL

SEGURIDADE SOCIAL: UM SISTEMA CONSTITUCIONAL DE PROTEÇÃO E DE JUSTIÇA SOCIAL

Conforme ensina Fábio Zambite Ibrahim, é preciso admitir a necessidade de ter a previdência social como direito fundamental. Para ele, o seguro social é meio necessário e eficaz de garantia da vida digna ao firmar sua posição em todas as sociedades desenvolvidas e que, ademais, a previdência social, na sua dimensão objetiva, seria uma garantia institucional, pois supera a solidão individualista da concepção clássica dos direitos fundamentais, já que as diretrizes do aparelho previdenciário e sua própria existência são também resguardadas de alterações pelo legislador ordinário, em uma realidade mais abrangente e eficaz na valoração da pessoa humana. IBRAHIM, Fábio Zambitte. A previdência social como direito fundamental. In: SOUZA NETO, Cláudio Pereira; SARMENTO, Daniel (Coord.). Direitos sociais: fundamentos, judicialização e direitos sociais em espécie. Rio de Janeiro: Editora Lumen Juris, 2008. p. 1062.
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Trabalho, proteção social e desenvolvimento.

Trabalho, proteção social e desenvolvimento.

Tal como demonstrado pela experiência brasileira do período 2003-2013, não apenas foi possível compatibilizar certa retomada de crescimento econômico com reestruturação geral do mercado de trabalho e manutenção da estabilidade monetária, como isso se deu sem que tivesse havido reforma profunda – mantra liberal – do padrão de regulação do trabalho ou da proteção social no país. Com isso, demonstramos a incompatibilidade intrínseca entre o modelo de estruturação do mercado de trabalho com proteção social historicamente constituído no Brasil e modelos de desenvolvimento de cunho liberal. Tal incompatibilidade se dá, funda- mentalmente, pela inadequação que se estabelece entre a dinâmica econômica de tipo liberal e a natureza heterogênea e desigual do mercado de trabalho brasileiro. Modelos de tipo liberal são, assim, inadequados a economias de tipo periférico-tar- dias como a brasileira, e contraproducentes a mercados de trabalho delas derivados. A questão de fundo é que desde a promulgação da CF-1988, há no Bra- sil, grosso modo, dois projetos políticos em disputa no debate corrente. De um lado, coloca-se novamente em pauta – por setores conservadores da sociedade, comunidades da política (partidos, sindicatos e outras agremiações) e da própria burocracia, além da mídia e empresariado – o caminho liberal, de orientação privatista, que havia vivenciado melhores dias na década de 1990.
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Conceitos Jurídicos  no Direito Tributário. Inaplicáveis ou Inevitáveis?  Pilar de Souza e Paula Coutinho Eloi

Conceitos Jurídicos no Direito Tributário. Inaplicáveis ou Inevitáveis? Pilar de Souza e Paula Coutinho Eloi

Em consequência, a segurança jurídica não mais fundamenta um regime legal que dê proteção máxima para um contribuinte, na defesa de seu interesse econômico, consiga se desonerar de cumprimento da norma tributária, a partir de sua menor ou maior astúcia na manipulação das formas jurídicas, caso esta atitude se dê em detrimento dos outros indivíduos. É que no Estado Social e Democrático de Direito não há mais espaço para a libertarismo vulgar, que vê a relação tributária como um esbulho à propriedade, entendida como um direito absoluto e originário, esquecendo-se de que o reconhecimento e a proteção desta depende da existência de um sistema jurídico patrocionado pelo Estado que, por sua vez, tem seu funcionamento subordinado aos recursos financeiros dos tributos. (2008, pg. 55)
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GESTÃO ESCOLAR EFICAZ: O DIFERENCIAL DE UMA ESCOLA EM CONTEXTO DE VULNERABILIDADE SOCIAL

GESTÃO ESCOLAR EFICAZ: O DIFERENCIAL DE UMA ESCOLA EM CONTEXTO DE VULNERABILIDADE SOCIAL

Esta pesquisa teve por objetivo investigar quais foram as ações gestoras realizadas em uma escola, durante o período de 2009 a 2011, para que seus alunos alcançassem níveis de desempenho satisfatórios em diversas avaliações sistêmicas. A escola em questão, e este é o motivo da definição desta escola para investigação, está inserida em um contexto de alta vulnerabilidade social e em função desta condição apresentava problemas de infrequência dos alunos, falta de envolvimento das famílias com a escola e, ainda, baixo desempenho acadêmico, o que acarretava consequências no desempenho insatisfatório nas avaliações sistêmicas. Apesar dos problemas elencados, a escola passou, a partir do ano de 2009, a se destacar dentre as escolas de seu grupo de referência apresentando crescimentos nos índices de avaliações externas, tais como: Avalia-BH, avaliação do município de Belo Horizonte; PROALFA (Programa de Avaliação da Alfabetização), avaliação do Estado de Minas Gerais; e, também, no IDEB (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica), avaliação do Ministério da Educação (MEC).
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ESTUDOS I

ESTUDOS I

A verdade é que o governo nunca deu grande importância às guerrilhas, considerando que o seu extermínio competia aos meios de defesa militar das próprias regiões. Mas quando teve conhecimento das relações dos guerrilhas com as tropas «Carlistas», que na raia espanhola ameaçavam proceder à fusão ibérica das forças contra-revolucionárias, o governo decidiu extirpar o mal pela raiz. Forças treinadas e bem armadas, instruídas nos preceitos da guerrilha e avisadas das dificuldades do terreno, foram enviadas para a serra do Algarve, responsabilizando-se as populações citadinas pelo patrocínio financeiro das operações de combate. Isto é, os algarvios viram-se obrigados a pagar a defesa do seu território e dos seus bens, através de um empréstimo forçado no valor de 25 contos de réis, sem os quais não se poderiam equipar as tropas dos meios bélicos e logísticos, capazes de coroar de êxito as perigosas incursões à serra. E, com efeito, o “empréstimo” deu-se por bem empregue, pois que as campanhas iniciadas em Maio pelo coronel Fontoura culminariam a 2 de Agosto de 1838 com o fuzilamento do Remexido. Sem o seu líder carismático a guerrilha andou à deriva durante dois anos, ao longo dos quais foram abatidos os principais chefes dos rebeldes dispersos pelos montes alentejanos. O próprio filho do Remexido não escapou às “montarias” das tropas governamentais, sendo o último a cair. Daí por diante assistiu-se à consolidação do regime constitucional, definitivamente expurgado das bolsas de resistência miguelista. Não deixa de ser, porém, curioso que o fim das guerrilhas, operado nos princípios da década de quarenta, amainasse a contestação camponesa, abrindo, talvez, o caminho ao retorno do partido cartista às cadeiras do poder, sob a égide dos irmãos Costa Cabral.
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Proteção social e seguridade social no Brasil: pautas para o trabalho do assistente social.

Proteção social e seguridade social no Brasil: pautas para o trabalho do assistente social.

A assistência social, política pública de proteção social, opera por um sistema único federativo, o Suas, em implantação em todo o território nacional. Como a saúde sua condição de política de proteção social é distinta da forma de seguro social. Organizada em dois níveis de proteção, a básica e a especial, desenvolve sua ação por meio de serviços e benefícios para o acesso de pessoas e famílias demandantes de proteção social face a agravos de fragilidades próprias do ciclo de vida humano, pela presença de deiciências, decorrentes de vitimizações, por violência, por desas‑ tres ambientais, pela presença de discriminação, pela defesa da sobrevivência e de direitos humanos violados. Seu processo de trabalho tem centralidade relacional, e opera com escuta qualiicada, construção de referências, acolhida, convívio, relações familiares, relações sociais de âmbito coletivo com abrangência territorial, opera oferta de seguranças sociais. O escopo de suas atenções envolve situações humanas complexas que incluem abandono, violência em variadas faixas etárias, com inci‑ dência de gênero e de formas de ocorrência dentro e fora da família, restauração de padrões de dignidade, resgate de vida social de pessoas de diferentes faixas etárias vivendo nas ruas, adolescentes em medidas socioeducativas.
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Proteção social e pessoa com deficiência no Brasil.

Proteção social e pessoa com deficiência no Brasil.

Resumo O trabalho analisa a proteção social à pessoa com deficiência no Brasil. Descreve o pa- drão de demanda e elegibilidade do Benefício de Prestação Continuada (BPC) no período 1996- 2014. O artigo defende que o BPC é consequência direta do pacto social produzido pela Constituição Federal de 1988. O BPC é um benefício da Assis- tência Social em forma de transferência monetá- ria no valor de um salário-mínimo para pessoas com deficiência e idosos com mais de 65 anos. A elegibilidade da pessoa deficiente depende de teste de meios e avaliação pela burocracia pública da condição social e médica. A metodologia de pes- quisa utilizou a coleta e a análise de dados de sé- ries de tempo e transversal. Variáveis qualitativas categóricas foram também usadas na descrição do padrão de demanda e elegibilidade. O artigo de- monstra que o BPC é um importante mecanismo de garantia de renda básica à pessoa com deficiên- cia e idosa. Entretanto, identifica barreiras siste- máticas de acesso à pessoa com deficiência. O tra- balho argumenta que o padrão de indeferimento pode ser associado aos procedimentos de avaliação da burocracia das agências governamentais locais. O trabalho sugere que os instrumentos e os proces- sos de avaliação possam ser revistos para ampliar a capacidade de inclusão no BPC.
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Surdez, redes sociais e proteção social.

Surdez, redes sociais e proteção social.

Resumo A surdez traz repercussões na vida do indivíduo que por ela é afetado, assim como na vida da família, que usualmente deve modificar sua dinâmica para adequar-se às necessidades e demandas que a perda auditiva impõe. Muitas vezes, para isso, a família mobiliza recursos in- ternos, mas também busca apoio e ajuda fora de seu núcleo, em um a rede de recursos externos. Descrever as redes sociais acessadas pelas famílias de surdos na busca de sua reprodução cotidiana é um dos objetivos a que este texto se propõe. Ainda, busca discutir o significado dessas redes no con- texto da proteção social. Para isso, pesquisa quali- tativa foi desenvolvida, através de entrevistas se- miestruturadas com dezoito pais de crianças ou adolescentes surdos, usuários de program as de atendimento em um centro de reabilitação. O ma- peamento das redes de relacionamentos e de re- cursos sociais acessados por famílias de pessoas surdas mostrou o entrelaçamento de relações en- tre os familiares, demais parentes, amigos, vizi- nhos, profissionais, organizações privadas e ser- viços públicos. As redes cumprem papel de apoio e proteção social para a família da pessoa surda na reprodução cotidiana da vida.
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