Relação pai e filho

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Aspectos relacionais, familiares e sociais da relação pai-filho com deficiência física

Aspectos relacionais, familiares e sociais da relação pai-filho com deficiência física

RESUMO: a pesquisa buscou informações da relação pai-filho deficiente físico quanto ao espaço, responsabilidades e sentimentos que o pai tem na relação parental. Dez pais, com idade entre 31 e 66 anos, níveis de instrução e profissão diversos, responderam a um questionário com 19 questões semiestruturadas, agrupadas em 16 categorias de análise. Concluímos que há diferenças no tempo de percepção dos pais sobre a deficiência. A informação geralmente chega pelo médico, mas quando a deficiência não possui alto grau de visibilidade e comprometimento só será percebida com o tempo. O choque da descoberta e comportamentos de rejeição são sentimentos prevalecentes nos pais. A maioria aponta diferenças de papéis na criação e consideram que cabe exclusivamente a eles prover a família e à mãe acompanhar o filho. Sentem que dividem com as mães as responsabilidades pelo cuidado, na maioria das vezes não se sentem acusados em se distanciar, e procuram acompanhar os tratamentos. Os filhos são tão apegados a eles quanto aos demais familiares. Para viver com um mínimo de Qualidade de Vida, foi unânime a necessidade de melhor rendimento e do Benefício de Prestação Continuada. A maioria assume o sentimento de medo de gerar outros filhos com deficiência; a baixa expectativa em relação à independência total dos mesmos, e entre os pais que possuem mais que um filho, a maioria reconhece a existência de tratamento diferenciado. A maioria atribui as causas a erros médicos. Os pais sentem como as mães, mas manifestam-se diferentemente.
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A relação pai-filho com síndrome de down na fase adulta

A relação pai-filho com síndrome de down na fase adulta

Em algumas situações, uma busca de certa equidade no desempenho dos cuidados com o filho por parte de pais e mães não é “permitida”. Como apontado por Serralha (2014), existem aquelas mães que não possibilitam dividir a criação dos filhos com os pais, interferindo na relação pai-filho. Já em outros casos, como no estudo de Dessen e Oliveira (2012), com relação aos cuidados com os filhos, as mães apontaram que os pais participavam de algumas das atividades mais básicas como vestir e banhar. Embora as mães referissem que os pais não participavam muito dos afazeres domésticos, apontaram estarem satisfeitas com a participação deles em geral com a família. Foi perceptível que a responsabilidade maior do pai, no entender das mães, era de provedor da família em termos materiais. Para elas, o pai ideal, mesmo não desempenhando muitas atividades do lar, é aquele que dispunha de tempo para a sua família (DESSEN; OLIVEIRA, 2012). Como visto, já no caso desta pesquisa, percebe-se um compartilhamento de cuidados mais básicos como na parte da alimentação, por exemplo, em que não só a mãe, mas o pai – através do uso do termo “a gente” – também pode envolver- se com tais atividades, quebrando, assim, com a ideia do papel do homem “apenas” como (um dos) provedor(es) financeiro(s) do sistema familiar.
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A relação pai e filho embalada pela síndrome de Down em O filho eterno e Mallko y papá

A relação pai e filho embalada pela síndrome de Down em O filho eterno e Mallko y papá

As obras O filho eterno, de Cristóvão Tezza, e Mallko y papá, de Gusti Rosemffet, narram a relação entre o pai e seu filho com síndrome de Down (SD). Elas contam a experiência individual da paternidade em relação à singularidade desse encontro. Os relatos são emocionados e, ao mesmo tempo, conduzem ao exercício literário, artístico. Assim, não são obras instrucionais ou de autoajuda, com dicas sobre como viver com um filho especial; ao contrário, os conflitos, as ambiguidades, os ódios, as vergonhas vêm à baila no tramado das histórias. Enquanto Tezza utiliza apenas a escrita, Gusti desenha e escreve, e ambos os narradores confessam suas dificuldades em face da diferença, de um projeto que “não saiu como esperado”. E, diante dessa difícil situação, em que as atitudes e os sentimentos apresentam-se ambíguos, “a aceitação desse filho ‘diferente’, através da construção de outras representações psíquicas que contemplem a nova realidade, pode proporcionar um ‘novo nascer’, um verdadeiro encontro entre pais e filho” (Góes, 2006, p. 542).
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Ser pai de filho surdo : vivências paternas

Ser pai de filho surdo : vivências paternas

Esse arquétipo de pai discutido anteriormente é resultado de uma construção que veio se consolidando no pensamento social coletivo ao longo de anos. Nolasco (21) faz uma análise sobre a história da paternidade, argumentando que desde a década de 30 vem ocorrendo gradativas transformações sobre o significado de ser pai, se deslocando do pai visto como alguém investido de uma autoridade, cujo modelo era do pai patrão, modelo apoiado em imagens rígidas, distantes e comprometido mais com a disciplina, a norma e a punição, se aproximando do pai que está envolvido com respostas às demandas apresentadas a partir da relação pai-filho. Assim o autor considera que em menos de cinquenta anos esta imagem vem sendo derrubada, se distanciando de representações que se tornaram obsoletas para se aproximar de uma outra, dita ‘nova’, cujos comportamentos esperados dos homens divergem qualitativamente dos anteriores. As abordagens atuais fizeram com que os pais tenham deixado de ser vistos como estritamente provedores do ponto de vista material, afastados e desinteressados do cotidiano de seus filhos, produzindo um efeito de encontro entre pai e filho.
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Pai e filho(a) deficiente: o brincar e a intersubjetividade inata

Pai e filho(a) deficiente: o brincar e a intersubjetividade inata

Para muitas crianças com deficiências, o brincar pode tornar-se difícil ou uma atividade sem prazer. Várias patologias podem ser acompanhadas de disfunções na integração sensorial, interferindo no brincar pelo número maior de restrições que a realidade apresenta. Por exemplo, a gravidade exerce uma excessiva restrição para crianças cujo tônus muscular ou respostas posturais não são adequados para resistir a ela. Da mesma maneira, brinquedos complexos podem inibir uma criança cuja capacidade de planejamento motor é pobre (BUNDY et al., 2002). Além disso, existem crianças que recusam diversas brincadeiras com o pai por serem intolerantes ao movimento; outras brincam solitariamente por apresentarem defensividade tátil ou auditiva, outras mantêm o mesmo repertório por anos, pela pobre consciência corporal e propriocepção.
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Ser pai de filho surdo: da suspeita ao enfrentamento.

Ser pai de filho surdo: da suspeita ao enfrentamento.

RESUMO. O presente artigo é um recorte de uma pesquisa que investigou as vivências de pais de filhos surdos. Neste texto, discutiremos, sob a ótica dos pais, os sentimentos envolvidos na significação da surdez de seus filhos, desde a suspeita até o enfrentamento. O estudo consiste de uma pesquisa qualitativa em que foram ouvidos cinco genitores que tinham filhos com diagnóstico de surdez. Para a coleta dos dados utilizou-se a entrevista semiestruturada, realizada individualmente. Os relatos foram gravados, transcritos, lidos e agrupados em categorias temáticas, e a seguir, discutidos. Os resultados apontaram uma diversidade de sentimentos e reações experimentados pelos pais, abrolhados muitas vezes pelo desconhecimento sobre a surdez. Imobilidade, impotência, fragilidade e tristeza apareceram nos relatos dos pais, assim como a falta de recursos internos para lidar com as demandas da nova situação. O tempo e a convivência se mostraram fatores importantes na ressignificação da surdez e aceitação do filho.
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PAI E FILHO: UMA RELAÇÃO DE AFETO

PAI E FILHO: UMA RELAÇÃO DE AFETO

hierárquica entre homem e mulher; do primeiro como superior, mas condenado ao sacrificio do trabalho, da tranformaccio da natureza por Ter sucumbido it sua parte feminina, e a[r]

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Pai e filho: Édipo e Laio - a influência sem angústia

Pai e filho: Édipo e Laio - a influência sem angústia

Nesse sentido, os Teixeiras versam sobre o tema, geram novos significados a partir do “pré-formado” que se atualiza, posto que o contexto, o universo de sua música, de seu trabalho são outros. Neste universo, o filho deixará o campo pela cidade. Versar sobre um tema é desenvolver um assunto de modo próprio, de forma individual - e versão é o que os franceses chamam de theme e que é algo, de acordo com Costa, “a ser executado partindo-se de um código doméstico familiar, (língua 1) para um código estrangeiro, estranho (língua 2)”. (1996, p. 182). Porém, o inverso também é verdadeiro, pois para o leitor inglês Pai e filho será sempre uma versão do original. Portanto, aqui temos a questão do tema em dois sentidos, como versão e no sentido propriamente dito, como assunto.
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O significado de ser mãe ou pai de um filho com autismo

O significado de ser mãe ou pai de um filho com autismo

Uma das mães mencionou que quando teve o seu primeiro filho, não sabia como lidar com o papel de mãe e agia com agressividade quando seu filho não acatava suas ordens, mas, com a chegada do filho autista, teve a possibilidade de resgatar essas experiências e transformá-las em atitudes benéficas para cuidar e oferecer todo carinho tanto para sua criança autista quanto para os demais filhos:

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Percepção do pai sobre sua presença no nascimento do filho

Percepção do pai sobre sua presença no nascimento do filho

Por outro lado, é concebido que mesmo diante dos benefícios para a parturiente, o companheiro pode não querer compartilhar esse momento com a mulher, contrariando assim, o preconizado pelos órgãos governamentais, quando se referem ao homem como acompanhante na sala de parto. Tal fato, pode trazer transtornos conjugais frente ao desejo e necessidade da parturiente de ter ao seu lado o cônjuge. Mediante esse entendimento, faz-se necessário apreender percepções do homem/companheiro sobre sua presença no momento do parto. Pois, admite-se que ao incentivá-lo a vivenciar essa fase, o profissional, sobretudo, o enfermeiro, deve estar atento a acepção que o homem tem sobre sua presença durante o nascimento do filho.
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Vivências do pai/ acompanhante no processo da hospitalização do filho

Vivências do pai/ acompanhante no processo da hospitalização do filho

A presença do homem junto ao filho hospitalizado ainda é inexpressiva e as relações estabelecidas no âmbito hospitalar culminam em situações diversas que podem influenciar a sua vivência. O estudo objetivou analisar a vivência do pai/ acompanhante durante a hospitalização do filho. Trata-se de uma pesquisa exploratória e descritiva, com abordagem qualitativa, desenvolvida junto a 11 pais que acompanhavam o filho enfermo em um Hospital Pediátrico, situado na Grande Natal, Rio Grande do Norte, Brasil. Conforme os critérios de inclusão, os participantes deveriam estar com idade igual ou superior a 18 anos; ter condições emocionais favoráveis para responder o questionamento; ser acompanhante do filho na faixa etária de um a cinco anos e internados em enfermarias clínicas ou cirúrgicas. A coleta de dados ocorreu nos meses de março e abril de 2014, por meio de entrevista semiestruturada. Antecedeu essa etapa a anuência da Secretaria de Saúde do Estado do Rio Grande do Norte, a aprovação pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade Federal do Rio Grande do Norte, com Certificado de Apresentação e Apreciação Ética nº 22821513.1.0000.5537 e parecer nº 562. 308 como também assinatura do Termo de Consentimento Livre e Esclarecido pelos entrevistados. O tratamento dos dados ocorreu à luz do Método de Análise de Conteúdo na modalidade de categorias temáticas proposta por Bardin. A partir das falas, emergiram duas categorias: A presença do pai na hospitalização do filho e Responsabilidade e atitudes paternas na hospitalização do filho, as quais foram analisadas e discutidas com base na literatura sobre a família no contexto da hospitalização da criança e as considerações sobre os cuidados com a criança. Constatou-se que os entrevistados ao vivenciaram a hospitalização do filho inseriram-se em um contexto de participação ativa de tarefas e compartilhamento de responsabilidades. Assim, com base no estudo, considerou-se a necessidade da efetivação dos direitos do pai como ente familiar na prática dos cuidados com os filhos em detrimento às questões sociais e de gênero ainda presentes na sociedade contemporânea. Diante disso, faz-se relevante que a equipe de Enfermagem considere as situações diversas enfrentadas pelo homem durante o período de internação infantil, tendo como primícia a aproximação deste do processo de cuidar do filho assim como minimizar as sequelas advindas do seu afastamento do núcleo familiar.
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Envolver o pai no processo de nascimento: Uma estratégia para a promoção da ligação precoce pai/filho

Envolver o pai no processo de nascimento: Uma estratégia para a promoção da ligação precoce pai/filho

Durante a realização do estágio foi constatado que a ocorrência de episódios de choro do RN gerava, por vezes, nos pais sentimentos de angústia e stresse, verbalizados através de sentimentos de insegurança na prestação de cuidados ao filho, pelo que a nossa intervenção passou essencialmente por potenciar os conhecimentos e habilidades dos pais para lidar com esta situação. São vários os estudos que têm demonstrado que a resposta das mães/pais perante o choro influencia o desenvolvimento da criança, pelo que a nossa intervenção teve como objetivo principal a promoção do desenvolvimento de competências na gestão dos diferentes tipos de choro. O choro é a primeira forma de comunicação do RN e é considerado uma manifestação normal e fisiológica durante os primeiros meses de vida (Murahovschi, 2003). É considerado um ato reflexo desde o nascimento até ao 1º mês de vida, que se desenvolve progressivamente e tem especificidades próprias que os pais aprendem progressivamente a interpretar adequando os cuidados prestados (Gotzke e Gosse, 2007). Estão descritos na literatura vários tipos de choro que não foram descritos aos pais pelo potencial em gerar ansiedade ou frustração perante a incapacidade de os identificar, tendo sido apenas salientado o facto de que à medida que vão conhecendo o seu filho vão identificando facilmente os vários tipos de choro. Para uma identificação mais eficaz do tipo de choro os pais foram sempre aconselhados a considerar vários fatores, como a hora da última mamada, muda de fralda ou última sesta tal como a reação do RN à luz, ruído e temperatura ambiente. No que diz respeito à gestão do choro aos casais foram ensinadas estratégias de consolo e relaxamento que deveriam ser adequadas ao tipo de choro identificado, como o colo, a movimentação rítmica, a massagem infantil, o banho de imersão, a emissão de sons calmos, envolver o RN, o estímulo do reflexo de sucção e a técnica dos 5 S´s (Karp, 2007).
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Cuidar e o conviver com o filho prematuro: a experiência do pai.

Cuidar e o conviver com o filho prematuro: a experiência do pai.

O estudo obj etivou descrever e com preender a experiência do pai de prem aturo que nasceu com peso inferior a 1.500g. Adot ou- se o referencial m et odológico da et nografia e os dados foram colet ados por m eio da observação participante e entrevistas. A terapia intensiva neonatal de um hospital de ensino e os dom icílios de seis pais const it uiram - se no cenário cult ural. Os result ados foram apresent ados sob a form a de narrat iva com análise, segundo o Mét odo Biográfico I nt erpret at ivo. Das oit o cat egorias cult urais em ergiram dois t em as: a capacidade para tornar- se pai - m om entos de luta e crescim ento e o cuidar e conviver com o filho. As vivências t ransform adoras na vida dos hom ens foram com preendidas em duas sit uações: int ra- hospit alar, represent adas pelo nascim ent o pr ecoce, sofr im ent o im post o na int er nação e r eligiosidade; ex t r a- hospit alar , m anifest adas pelo conviver no dom icílio e esperança no fut uro da criança, am bos perm eados por experiências posit ivas e negat iv as.
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Pai-acompanhante e a sua compreensão sobre o processo de nascimento do filho

Pai-acompanhante e a sua compreensão sobre o processo de nascimento do filho

Portanto, participar ativamente do nascimento de forma natural aproxima pais e filhos de forma mais efetiva, ao contrário do parto cesariano que parece diminuir a possibilidade de uma ligação entre eles. Talvez porque o parto natural dê ao pai a oportunidade de aproximar-se e ter contato com o bebê logo após o nascimento e iniciar precocemente o conhecimento, a interação e a formação de vínculo conforme descrevem Espírito Santo, Bonilha (2000). Ressalta-se, também, que “o contato visual e auditivo na sala de parto pode ser tão importante quanto colocar a criança ao peito”. (BRAZELTON, CRAMER, 1992, p. 63). Pinto, et al (2003), em suas observações durante o parto, dizem que foi possível acompanhar as manifestações de afeto do pai ao segurar o filho pela primeira vez, auxiliando no registro da impressão plantar e demais cuidados como banho, injeções, troca da roupa.
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ANA CRISTINA MARZOLLA O PAI E SEU FILHO SURDO: UM OLHAR PSICANALÍTICO

ANA CRISTINA MARZOLLA O PAI E SEU FILHO SURDO: UM OLHAR PSICANALÍTICO

decorreu do reconhecimento de que alguns dos impedimentos verificados nas crianças sobre o avanço em seu processo terapêutico de acesso à língua oral relacionavam-se fortemente ao modo como a família estava afetada pela deficiência do filho. O aproveitamento pela criança da terapia fonoaudiológica quanto aos processos constitutivos da linguagem, e igualmente o desenvolvimento de outros aspectos (intelectual, social, psíquico) sofrem o efeito dos cuidados recebidos pelos pais, das fantasias parentais sobre a criança, assim como sobre a surdez do filho, enfim, efeitos que vão além do dano orgânico. É muito comum observar pais queixosos – após a colocação do AASI 6 , ou após o mapeamento realizado posteriormente à cirurgia de implante coclear – de que a criança não está desenvolvendo a fala conforme esperavam: não se dão conta de seu papel fundamental no processo de aquisição da linguagem pelo filho. Se os pais ficarem emudecidos, como acontece com uma boa parcela deles, a criança terá dificuldade para desenvolver tal processo. Mesmo que falem, há que se ter o cuidado necessário que envolve considerar as especificidades dos filhos: escutam melhor em certas frequências, em certas intensidades, e em alguns casos deve haver o apoio da pista visual que propicia a leitura orofacial, etc.
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De Pai para Filho: A Sucessão em Pequenas e Médias Empresas Familiares

De Pai para Filho: A Sucessão em Pequenas e Médias Empresas Familiares

Essas conclusões, originadas deste estudo em pequenas e médias empresas familiares permitiu o delineamento de proposições a serem testadas, de maneira mais ampla, em investigações futuras, tais como: em PME´s, a sucessão bem-sucedida não está, necessariamente atrelada ao seu planejamento; quando há diferença de percepção sobre o modelo de gestão a ser adotado, há maior dificuldade , por parte do sucedido, em abrir mão da administração do negócio; nas PME´s, a escolha do sucessor é feita de maneira intuitiva, a partir da experiência do herdeiro na empresa, com predominância para escolha do filho mais velho; nas PME´s, mesmo informalmente, os gestores familiares e sucedidos têm se organizado de forma a criar uma estrutura de governança que defina o papel de cada um na empresa; nas PME´s o ingresso do sucessor pode gerar conflitos intergeracionais, mas também pode gerar mudanças e oxigenação do sistema organizacional.
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O corpo do pai e a raça do filho: Noé, Schreber e a maldição do pacto.

O corpo do pai e a raça do filho: Noé, Schreber e a maldição do pacto.

Mason Stokes (2001) afirma que a cor do sexo é negra. Para muitos brancos, o caráter do “negro” é se- xual. Ainda que o fenômeno da “raça” seja muito me- nos simples do que a frase anterior sugere, ele não pode, creio eu, ser entendido ou historicamente supe- rado sem que se entendam as relações entre alteridade, especularidade e a negação do desejo incestuoso entre o pai e o filho. Estou sugerindo que os dois primeiros, resultados do terceiro, representam, em parte, feridas simbólicas do pai (um dia filho) quando ele amaldi- çoa o filho do filho (um dia um pai, talvez, que terá que continuar a maldição). A convenção que requer a obediência filial e a reprodução geracional institucio- nalizou o repúdio daquele desejo visual. Os danos que isso inflige não são originados ou estão contidos em um evento literal, é claro, mas sim dentro de um even- to místico. Eles são reestimulados e dados como agres- sivos, formas sociais e políticas viciosas, durante mo- mentos específicos na história da imaginação ocidental. Aquela forma socialmente viciosa é a Maldição – não só a de Cam, mas a outra maldição: a servidão desses filhos que sublimam (que não olham, que fingem que ele – Noé – não está nu) e são recompensados com o Reino de Deus, aquele sistema patriarcal racializado em que não só as mulheres constituem “unidades de moeda corrente” em submissão “cortesã” para homens que se imaginam brancos.
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Buscando uma chance para o filho vir a ser: a experiência do pai na UTI.

Buscando uma chance para o filho vir a ser: a experiência do pai na UTI.

Decidir também significa agir e é neste movimento de ação, de até transformar seu medo em esperança como discutido no tema anterior, que parece repousar a vivência do pai nessa exper[r]

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DE PAI PARA FILHO: A HERANÇA ESTÉTICA DE GRACILIANO RAMOS PARA RICARDO RAMOS

DE PAI PARA FILHO: A HERANÇA ESTÉTICA DE GRACILIANO RAMOS PARA RICARDO RAMOS

Diferentemente do que ocorre no conto “Ribeira turva”, em “Os desertos” a figura paterna não se destaca pela força da personalidade ou pela aparência física — o pai é “mirrado” —, mas sim pela forma como se comporta frente aos torneios discursivos conduzidos pela mãe: calado, resignado, impotente. Uma clara demonstração de submissão diária ao gênio da mulher. Ela, sem pausa, emenda palavras de acusação e de lamentos: “O timbre agudo se nivela, uma ladainha cansativa, insistente, que atravessa as janelas da sala e chega nítida à varanda, igual, mormacenta” (RAMOS, 1961, p. 39). Enquanto ela fala, pai e filho movimentam as peças do jogo, em silêncio, escutando a mulher, que não interrompe seu solilóquio. A certa altura do conto, fica-se sabendo que a frequente descompostura que a mulher passa no marido decorre de um problema do passado: o homem tivera em mãos a chance de multiplicar certa quantia em dinheiro: “Uma oportunidade viera, o pai a desperdiçara canhestro, misturando os termos de um negócio. E a pequena herança da mulher fora por água abaixo” (RAMOS, 1961, p. 40). O homem falhara; fizera escolhas erradas. A mulher, inconformada, lembra com insistência que o resultado de suas decisões se refletia em um presente minguado e sem perspectivas.
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O pai, a mãe e o filho: diálogo e tradição em Samuel Rawet

O pai, a mãe e o filho: diálogo e tradição em Samuel Rawet

enxerga  simultaneamente  ao  gesto  de  aproximação  da  condição  judaica  com  as   minorias  marginalizadas,  o  distanciamento  do  escritor  em  relação  ao  seu  grupo   de  origem.  Segundo  Waldman:  “É  também  de  distanciamento  do  seu  grupo  de   origem  o  movimento  que  faz,  quando  equaciona  a  diferença  judaica  a  de  outras   minorias   marginalizadas,   e   a   instala   na   rubrica   do   conflito   de   classe   ou   das   situações   limítrofes,   do   ponto   de   vista   existencial,   diluindo-­‐‑a   numa   generalidade   mais   ampla”.   (2003,   p.   76)   Não   se   acredita   numa   diluição   da   especificidade  judaica  frente  à  cultura  hegemônica  dado  que  o  que  importa  ao   escritor   são   os   traços   negativos,   universais,   que   enformam   o   princípio   de   exclusão,  este  sim  baseado  numa  espécie  de  indiferença  absoluta  ao  objeto  da   exclusão.   O   princípio   de   identificação,   cuja   violência   fora   diagnosticada   por   Adorno  e  Horkheimer  no  célebre  ensaio  Dialética  do  esclarecimento,  é  um  atributo   de   poderes   totalitários   cuja   lógica   opera   sob   o   apagamento   das   diferenças.   Acredita-­‐‑se,   ainda,   que   o   gesto   de   Rawet,   através   de   seu   amplo   esforço   de   nomeação  das  diferenças  coexistentes  às  partilhadas  por  seu  grupo  de  origem,  é   capaz  de  provocar  um  leque  de  alianças  estratégicas,  de  caráter  ético-­‐‑político,   capaz   de   fazer   frente   ao   poder   cultural   hegemônico.   Tudo   isso   sem   deixar   dissolver-­‐‑se  no  interior  deste  mesmo  conjunto.  
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