Religião nas relações internacionais

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Deus abençoe a América: religião, política e relações internacionais dos Estados Unidos

Deus abençoe a América: religião, política e relações internacionais dos Estados Unidos

público americano. O foco deste trabalho reside na investigação dos transbordamentos desta interface religião/política para as relações internacionais dos Estados Unidos. Para tanto, destaca-se a relevância da mentalidade religiosa na percepção da alteridade e a projeção dos interesses da direita cristã sobre a agenda internacional americana, seja através da ajuda externa, com as Iniciativas Baseadas na Fé, ou do sionismo cristão subjacente ao lobby de Israel. Por fim, destacamos a política de liberdade religiosa como dupla influência da religião na política externa americana na virada para o terceiro milênio. A aprovação do International Religious Freedom Act de 1998 foi resultado de uma mobilização da sociedade civil religiosa, incluindo lideranças da direita cristã. A tramitação da lei no Congresso revelou forças diferentes no movimento evangélico americano que, no entanto, traziam a mesma meta de levar a religião para dentro de Departamento de Estado americano e consolidar a liberdade religiosa ao redor do mundo.
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A propaganda e as relações internacionais

A propaganda e as relações internacionais

Um caso bastante nítido tem ocorrido recentemente nos Estados Unidos, com um universo político basicamente ramificado em duas agremiações (Democratas e Republicanos), com redes de televisão focados em notícias tendenciosamente parciais para determinados lados dos ideais políticos defendidos pelos partidos. Em geral, são cadeias focalizadas em notícias, como a rede CNN, de viés democrata, cujas informações são bastante questionáveis pelo atual governo estadunidense, atualmente gerida pelo presidente Donald Trump, do Partido Republicano. Vale recordar que a política dos Estados Unidos é marcada por conflitos internos em seus próprios Partidos Políticos. Como sintaxe disso, há uma clara evidência de vinculação dos Atores políticos com os veículos de comunicação onde em certos pontos são bastante determinantes para os atos de relações socioeconômicas e diplomáticas. Evidente que este fator padece de fortes impactos com a propaganda de multinacionais, cujos públicos-alvo são destinados na prática numa escala universal, ou seja, em aspectos baseados nos parâmetros especificados nas teses da Globalização. Assim, essas empresas produzem comerciais com padrões estabelecidos para que sejam vendidos seus produtos ou serviços de maneira uniformes para todos os consumidores espalhados por todo o mundo, mas que inevitavelmente estão sujeitas as adaptações de acordo com os costumes culturais ou mesmo legislações de acordo com as restrições impostas em certas regiões, como em Estados confessionais, onde a religião é parte da essência de um país, casos de países de maioria adeptos do Islamismo. Enquanto nos Estados laicos, que engloba massivamente a maior parte dos países democráticos.
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As fronteiras nas Relações Internacionais

As fronteiras nas Relações Internacionais

(...) os limites entre as nacionalidades se caracterizam por uma faixa de transição onde os valores de cada parte, particularmente a língua, raça, religião, ideologia, costumes e comércio, se interpenetram. Realmente, as faixas fronteiriças, quando habitadas, são regiões de endosmose cultural, daí a caracterização sociológica do chamado homem fronteiriço. Esta interpenetração se faz natural e pacificamente quando se trata de Estados amigos e é limitada e mesmo proibida quando se trata de Estados rivais. Mas, se a caracterização jurídica da fronteira é a linha, a sua realidade cultural ou administrativa (instalação de postos de controle, alfândegas, elementos de vigilância ou defesa) é a faixa. Por isso, Ratzel justifica sua tese sobre a realidade da faixa e a subjetividade da linha de fronteira (MEIRA MATTOS, 1990: 34)
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DISSERTAÇÃO EM CIÊNCIA POLITICA E RELAÇÕES INTERNACIONAIS VERTENTE EM RELAÇÕES INTERNACIONAIS

DISSERTAÇÃO EM CIÊNCIA POLITICA E RELAÇÕES INTERNACIONAIS VERTENTE EM RELAÇÕES INTERNACIONAIS

Actualmente, as pessoas definem a sua identidade em termos étnicos e religiosos, e é provável que vejam que existe um “nós” versus “eles” em relação a povos de uma etnia ou religião diferente, criando assim diferenças sobre questões políticas, que vão dos direitos humanos à imigração e do comércio ao ambiente. Os esforços do Ocidente para manter a sua predominância militar e colocar à frente os seus interesses económicos originam respostas das outras civilizações. Os governos e os grupos, cada vez menos capazes de mobilizarem apoio e de formarem coligações na base da ideologia, apelam à religião comum e à identidade civilizacional. O “Choque de Civilizações” vai ocorrer, assim, em dois níveis: através de grupos adjacentes que vivem ao longo das linhas divisórias das civilizações e que lutam entre si, normalmente com violência, pelo controlo do território, o caso do actual conflito no Médio Oriente; e o outro nível será o nível em que estados de civilizações diferentes entram em competição pelo poder militar e económico, pelo controlo de instituições internacionais e de terceiras partes e, promovendo os seus próprios valores políticos e religiosos. A religião, em virtude da globalização e de um aumento da interacção e intensificação da consciência civilizacional, tem procurado preencher o vazio de valores no Médio Oriente, criando espaço para o aparecimento de movimentos fundamentalistas, que embora se encontrem em todas as religiões monoteístas, destacam-se pelas razões que vimos, actualmente, no Islão. O conflito dá-se entre o Ocidente e Islão devido à concepção de vida muçulmana que transcende e une religião e política, contra a concepção cristã ocidental da separação da religião e poder político. Tem havido uma clara tensão entre a comunidade islâmica e o ocidente, que não existe entre as outras civilizações. Desta forma, Huntington afirma que este choque civilizacional é diferente de outras d isputas anteriores como a “Guerra-Fria”, ou lutas entre potências continentais e marítimas. Nuno Rogeiro fala mais num “mal- estar profundo e permanente que pode degenerar em batalhas extremas”. O cientista politico acredita que é difícil evitar este choque cultural, mas pelo menos devemos
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Dissertação de Mestrado em Ciência Política e Relações Internacionais, na variante de especialização em Relações Internacionais

Dissertação de Mestrado em Ciência Política e Relações Internacionais, na variante de especialização em Relações Internacionais

Sob outra perspectiva a União Europeia aposta no desenvolvimento económico como catalisador da transformação política. Considerando que as modificações necessárias para o processo de criação de uma economia de mercado exigem transparência e competitividade, com consequente repercussão noutros sectores como a educação, a saúde ou a administração pública. Estas transformações desenvolvem o conhecimento e a consciência social, em suma a cidadania, que por sua vez reclamará a transformação democrática, o respeito pelos direitos humanos e a melhoria global das condições de vida, toda esta sequência, que pode ser inscrita em qualquer ideário liberal, está subjacente aos princípios constantes na Declaração de Barcelona e vertida na letra e no espírito do acordo de Associação UE-Marrocos. No entanto, em Marrocos o peso da história, das instituições e da religião fazem-se sentir de forma muito significativa, constituindo-se como obstáculos a todos os processos de transformação, que são dessa forma desacelerados, quando não são mesmo travados. As ratificações de convenções internacionais na área dos direitos humanos são um exemplo desse comportamento, após uma auspiciosa declaração de intenções seguem-se anos de imobilismo, diminuindo a eficácia dos instrumentos legais que derivem dessas convenções. Encontramos outro exemplo nas reservas ao primado de tratados e convenções e ainda nas dificuldades em implementar legislação como foi, e ainda é, o caso do código da família. Qualquer alteração ao estabelecido realiza-se muito lentamente e sempre com muitas reservas ou condições.
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Abril 2014 Mestrado em Ciência Política e Relações Internacionais, especialização em Relações Internacionais

Abril 2014 Mestrado em Ciência Política e Relações Internacionais, especialização em Relações Internacionais

Segundo o Coronel Coutinho Rodrigues, as antigas PESC (Política Externa de Segurança Comum), PESD (Política Europeia de Segurança e Defesa), e a recente PCSD (Política Comum de Segurança e Defesa), constituem as pedras basilares que permitem à União Europeia afirmar-se no panorama Internacional, como a única organização internacional com capacidade de cobrir todo o espectro de prevenção, gestão e resolução de crises, independente da sua tipologia, ou do espaço, onde estas decorram ou se percecionem. Desta forma, assumem ainda um carácter unificador, pois é seu intuito estar ao serviço do interesse coletivo dos Estados-membros. Aumentando este carácter de unificação, surge ainda com a assinatura do tratado de Lisboa, a fusão dos cargos de Alto Representante para a Política Externa e de Segurança Comum com a posição de Comissário das Relações Externas, sendo ainda que o Alto Representante de Negócios Estrangeiros e Política de Segurança é simultaneamente Vice-Presidente da Comissão.
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Dissertação em Ciência Política e Relações Internacionais Relações Internacionais (M AIO, 2010)

Dissertação em Ciência Política e Relações Internacionais Relações Internacionais (M AIO, 2010)

constrangimentos considerados estruturais 14 : não existe uma interligação entre os meios de produção e os meios de consumo (nota-se que os meios de produção e os meios de consumo muitas vezes importados não se fazem sentir na economia africana em geral); um mau aproveitamento dos recursos, onde não regista-se com êxito a relação entre a remuneração e a produtividade dos factores, o não cumprimento ou a má canalização e aplicação dos modos e os modelos de produção e de consumo; maior parte do sustento das suas economias depende da renda do sector primário e da ajuda externa o que implica uma certa dependência do capital externo), má gestão e fraca distribuição da renda proveniente das riquezas dos Estados, nomeadamente uma boa parte dela se destina a beneficiar indivíduos ligados ao aparelho do Estado (elites políticas, económicas e sociais) consequentemente é comum e frequente registar nesses Estados fenómenos como a corrupção, miséria, e a grande desproporcionalidade de vida entre indivíduos da mesma sociedade (a estratificação social baseada num padrão pouco favorável é notável); nesses Estados o sistema governativo é caracterizado pela excessiva permanência do líder no poder sem mesmo cumprir com os modelos governativos internacionais (processos políticos e eleitorais deficientes) comprometendo os mandatos dos líderes e a boa governação, proporcionando assim a não transparência nos assuntos dos Estados.
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UNIVERSIDADE DE BRASÍLIA INSTITUTO DE RELAÇÕES INTERNACIONAIS PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM RELAÇÕES INTERNACIONAIS

UNIVERSIDADE DE BRASÍLIA INSTITUTO DE RELAÇÕES INTERNACIONAIS PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM RELAÇÕES INTERNACIONAIS

Os Estados, em suas relações internacionais, necessitam definir estratégias de atuação, as quais podem resultar em cooperação ou discórdia. A cooperação, definida como um processo de coordenação de políticas, por meio do qual os atores ajustam seu comportamento às preferências reais ou esperadas dos outros atores, tem sido objeto de estudo de inúmeras abordagens e teorias das Relações Internacionais. No presente trabalho, duas dessas abordagens serão examinadas: o realismo e a interdependência complexa, cujas análises e hipóteses sobre a ocorrência da cooperação internacional servirão como base para um estudo de caso sobre a relação que se desenvolve entre os Estados Unidos e o Brasil, por meio da Agência Norte-Americana para o Desenvolvimento Internacional, a USAID, e diversos órgãos do governo brasileiro, em três áreas específicas, nas quais a USAID possui programas no país: combate à epidemia de HIV/AIDS, preservação do meio ambiente e enfrentamento ao tráfico de seres humanos. Os projetos nessas áreas estão sendo submetidos a um processo de redefinição de estratégias e políticas, tanto por parte do governo brasileiro quanto do norte- americano, o que faz com que este seja um momento crucial para se analisar as possibilidades de manutenção de relações cooperativas entre os atores. Iniciando-se com uma visão geral sobre os pressupostos e argumentos da abordagem realista e da interdependência complexa, seguida por uma breve análise sobre as motivações intelectuais e estratégicas que levaram ao estabelecimento do programa de cooperação bilateral entre Estados Unidos e Brasil, o trabalho culminará com o desenvolvimento de possíveis cenários para a negociação entre a USAID e o governo do Brasil, tomando como base as hipóteses oferecidas pelas duas abordagens escolhidas. Por fim, pretende-se demonstrar que o analista de relações internacionais deve procurar observar, compreender e explicar os eventos internacionais fazendo uso de instrumentais teóricos variados de modo a perceber os diversos aspectos que caracterizam seu objeto de estudo.
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Universidade de Brasília - Instituto de Relações Internacionais Programa de Pós-Graduação em Relações Internacionais

Universidade de Brasília - Instituto de Relações Internacionais Programa de Pós-Graduação em Relações Internacionais

predominou entre as décadas de 1930 a 1960, influenciada inicialmente pelos estudos de política internacional norte-americanos, mas com forte viés sociológico. Nessa linha de pensamento francesa, preconizada por Aron, a política internacional baseia-se em relações sociais de interação e de interdependência. As primeiras referem-se ao comportamento estatal na vida internacional e seus efeitos no conjunto das interações sociais, ou seja, adotar uma ação de defesa gera uma contramedida em processo. A observação dessa característica do SI levou Aron (1986:103) a classificar as relações internacionais como um conjunto competitivo “constituído por unidades políticas que se relacionam entre si e que são suscetíveis de entrar em guerra total” (tradução nossa). As relações de interdependência, ao contrário, produzem efeitos de agregação. Nesse contexto ideal, os atores operariam escolhas individuais marginais, que acumuladas modificam o conjunto de relações. O crescimento dos fluxos transnacionais ou transfronteiriços provoca efeitos não explicitamente desejados pelos atores, porém resultado intrínseco desse contexto de interdependência (DEVIN, 2002: 5-6). Na concepção da sociologia francesa das RI, de que Aron fez parte, o conjunto dessas relações aplicadas ao espaço mundial conduz a se apreender “internacional” como um sistema. Como realista, Aron propusera ler a história das relações internacionais por meio de duas configurações ideais, uma que denominou “multipolar”, composta de unidades políticas comparáveis em tamanho, poder econômico e militar, outra uma repartição de forças apresentada sob a forma de duas coalizões antagônicas, em razão da Guerra Fria existente naquele período. Aron considerava que as relações interestatais seriam “condenadas” ad eternum ao estado de natureza hobbesiano. Essa perspectiva levou-o a escrever em Paix et Guerre entre les Nations (1962) que “[...] dans l ’étude des relations internationales, il me paraissait et il me paraît encore aujourd’hui inévitable de mettre au premier rang le système interétatique. Cette primauté du système interétatique excluait a priori la prédominance causale du système économique. [no original : “(…) no estudo das relações internacionais, parece-me ainda hoje inevitável de por em primeiro lugar o sistema interestatal. Essa primazia de tal sistema excluiria a priori a predominância causal do sistema econômico”].
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Comissão de Relações Internacionais

Comissão de Relações Internacionais

Tudo ótimo. Não sei se seria possível ter parte da burocracia do bilhete único feita antes para conseguir terlo o primer mes. Só algo que já faria insuperável a acolhida. 3) Em sua opin[r]

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UNIVERSIDADE DE BRASÍLIA INSTITUTO DE RELAÇÕES INTERNACIONAIS MESTRADO EM RELAÇÕES INTERNACIONAIS V ULNERABILIDADEE

UNIVERSIDADE DE BRASÍLIA INSTITUTO DE RELAÇÕES INTERNACIONAIS MESTRADO EM RELAÇÕES INTERNACIONAIS V ULNERABILIDADEE

De uma perspectiva construtivista, o futuro do regime financeiro internacional será fortemente influenciado pelos valores mantidos pelos Estados que o constituem, em parte resultantes de suas interações mútuas. No regime original de Bretton Woods, os valores e fatores normativos que compunham a identidade dos Estados naquele período, e que eram compartilhados entre eles, convergiam para o princípio do “embedded liberalism”, que continuou predominante até a década de 80. O liberalismo ortodoxo, que recobrou força nessa época e se consolidou ao longo da década de 90, exerceu pressão sobre o regime financeiro, a ponto de alguns analistas passarem a advogar, não a reforma ou fortalecimento do sistema, mas a tese de sua irrelevância, bem como a conveniência de substituir-se a ordem monetária administrada pelas fontes de financiamento privadas e pela disciplina do mercado. Esses valores não se tornaram dominantes dentro dos países e no plano internacional no grau necessário para subverter o regime anterior, em grande medida por influência das crises financeiras da década de 90 e do início deste século. O que se verifica hoje é um retorno da preocupação com a autonomia interna e com o amortecimento dos efeitos das flutuações internacionais sobre as economias domésticas, que era a preocupação dominante do sistema original de Bretton Woods. Nesse contexto, o fortalecimento do regime provavelmente exigirá um adensamento de suas normas, em lugar da adoção de um sistema minimalista.
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O Brasil e suas relações internacionais

O Brasil e suas relações internacionais

O presente artigo estrutura-se com a seguinte lógica: o primeiro capítulo aborda a insatisfação do Brasil com o sistema multilateral realçando a proposta de reforma do CS e a importante participação na missão das Nações Unidas no Haiti. O segundo capítulo elenca três exemplos da nova orientação diplomática que predomina atualmen- te no Itamaraty. Para tanto é feita uma análise sobre a apli- cação do princípio da reciprocidade nas relações com os Estados Unidos, sobre a supressão do caráter eliminató- rio do idioma inglês para o acesso à carreira diplomática e sobre a atitude brasileira em face da nacionalização dos hidrocarburos na Bolívia.
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Universidade de Brasília Instituto de Relações Internacionais Programa de Pós-Graduação em Relações Internacionais

Universidade de Brasília Instituto de Relações Internacionais Programa de Pós-Graduação em Relações Internacionais

Tendo em vista o papel das idéias na criação de realidades internacionais, no estímulo a ações domésticas ou no forjar de imaginários que justificam interesses dos Estados nas relações internacionais, pode-se afirmar que duas perspectivas teóricas complementares rodeiam o projeto de criação de uma Comunidade lusófona ao longo do século XX: o luso- tropicalismo e a lusofonia. Falar do luso-tropicalismo, nascido das obras escritas por Gilberto Freyre, requer situá-lo dentro de um contexto mais amplo, de construção da identidade cultural brasileira, que se inicia desde a independência, em 1822. Isso porque as categorias que emanam desses estudos não nascem separadas do seu ambiente intelectual, o qual evolui para que, na década de 1930, se fizesse possível o surgimento de Casa Grande & Senzala e da identidade pluralista brasileira, que, a partir de então, passa a estabelecer-se e a penetrar os meios políticos, servindo de fundamento para a política externa do Brasil.
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UNIVERSIDADE DE BRASÍLIA Instituto de Relações Internacionais Programa de Pós-Graduação em Relações Internacionais

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Cuban missile crisis. 2nd ed. New York: Longman, 1999; VERTZBERGEYRA, ACOYV. Bureaucratic- Organizational Politics and Information Processing in a Developing State. International Studies Quarterly, Vol. 28, No. 1. (Mar., 1984); HALPERIN, Morton H; CLAPP, Priscilla; KANTER, Arnold. Bureaucratic politics and foreign policy. Washington: Brookings Institution, 2005; HERMANN, Margaret G.; HERMANN, Charles F.. Who Makes Foreign Policy Decisions and How: An Empirical Inquiry. International Studies Quarterly, Vol. 33, No. 4. (Dec., 1989); JANIS, Irving Lester. Groupthink: psychological studies of policy decisions and fiascoes. 2nd ed. Boston: Houghton Mifflin, 1982. A maior parte dos trabalhos publicados no Brasil sobre política externa diz respeito aos seus resultados e às suas ações. Há trabalhos, no entanto, que buscam sistematizar os mecanismos de formulação da política externa brasileira: LIMA, Maria Regina Soares de. Instituições democráticas e política exterior. Contexto Internacional, vol. 22, nº2, 2000; PINHEIRO, Letícia. Autores y actores de La política externa brasileña. In: Foreign Affairs Latinoamericana, vol. 9, n. 2, 2009; LIMA, Maria Regina S.; SANTOS, Fabiano. O Congresso e a Política de Comércio Exterior. In: Lua Nova, número 52, 2001; FIGUEIRA, Teorias, Processo Decisório em Política Externa no Brasil. Tese. Departamento de Ciência Política. Universidade de São Paulo, 2009; RAMANZINI JÚNIOR, Haroldo. Processo Decisório de Política Externa e Coalizões Internacionais: as posições do Brasil na OMC. Dissertação de mestrado. Departamento de Ciência Política. Universidade de São Paulo, 2009.
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Universidade de Brasília Instituto de Relações Internacionais Programa de Pós-Graduação em Relações Internacionais

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Na medida em que o executivo e legislativo existem de forma distinta nas relações internacionais, o mesmo ocorre com as cortes. Mecanismos de resolução de controvérsias têm sido considerados importantes por autores que falam de rule of law em nível internacional, tais como Cançado Trindade (2013), Donnelly (2006), Krygier (2013), Palombella (2009) e Waldron (2006). Existem numerosos mecanismos de resolução de controvérsias no sistema internacional, desde a Corte Permanente de Arbitragem e mecanismos da Organização Mundial do Comércio – OMC, até tribunais especializados com caráter judicial (Corte Internacional de Justiça, Tribunal Internacional para o Direito do Mar, por exemplo). A isso se soma o fato de que essas instâncias, de acordo com Tams (2005) desempenham significativo papel no desenvolvimento do direito internacional e jurisprudência correlata. Isso se dá por meio da interpretação do direito, principalmente o direito consuetudinário e natural, bem como interpretação do direito codificado à luz das outras fontes, o que compensa as instâncias não-positivista do direito internacional. Helfer e Slaughter (2005, p. 57) contribuem com mais um argu mento sobre a criação de tribunais internacionais: “The conditions under which international tribunals are more or less effective, and the range of choices open to national decision makers in creating or reforming such tribunals, lie at the heart of global governance.” Ao proporcionar espaço de resolução de disputas, bem como
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UNIVERSIDADE DE BRASÍLIA INSTITUTO DE RELAÇÕES INTERNACIONAIS PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM RELAÇÕES INTERNACIONAIS

UNIVERSIDADE DE BRASÍLIA INSTITUTO DE RELAÇÕES INTERNACIONAIS PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM RELAÇÕES INTERNACIONAIS

Os argumentos de Manning e de Walzer se tocam na afirmação segundo a qual os indivíduos agem como se algo em comum os unisse, como se entre eles houvesse sentimentos em comum, uma moralidade compartilhada. Embora conceitualmente a sociedade internacional assim encarada apresente dificuldades de análise, parece não ser impossível, de fato, ao se focar nas ações humanas, nas justificações de estadistas e diplomatas, concluir que o cenário internacional é bem mais complexo do que supõe a lógica simplista proveniente do realismo. Ao se dar atenção aos indivíduos, todas as questões éticas vêm à tona. Não se deve menosprezar, evidentemente, o fato de que os indivíduos que agem em nome do Estado têm sua própria missão e sua própria ética profissional, mas não se deve esquecer, por outro lado, a complexidade inerente a todo e qualquer indivíduo. Este caráter complexo da personalidade humana inibe – ou deveria inibir – explicações centradas numa suposta racionalidade universal, capaz inclusive de prever comportamentos futuros. O indivíduo é um ser moral, que se vê confrontado diariamente, nas suas atividades habituais, com dilemas éticos cujas soluções não são óbvias e esta situação repercute nas relações internacionais. A existência do Estado não elimina, não aniquila esta característica eminentemente humana.
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Universidade de Brasília Instituto de Relações Internacionais Programa de Pós-Graduação em Relações Internacionais

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Essas inúmeras conferências internacionais trataram de assuntos diversos e correlatos, como os direitos humanos, meio ambiente, direitos das mulheres, populações, entre outros. Esses esforços ressaltam a importância de se utilizar uma visão holística, em um mundo cada vez mais interdependente, no qual variados temas se apresentam convergentes e parte integrante de um mesmo problema. Para Alves (2001, p. 35): “Vários ingredientes uniram todas as conferências da década num processo contínuo de alimentação e retroalimentação sistêmicas”, ou seja, “formaram um conjunto de configuração quase sistêmica, que aborda as questões de maneira abrangente e integrada, como temas globais, a envolver toda a humanidade” (ALVES, 1996). Um interessante aspecto decorrente das referidas conferências foi a relevante atuação de organizações da sociedade civil, nas discussões e elaboração dessas declarações, configurando-se num atuante ator nesse cenário, desde que:
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INSTITUTO DE RELAÇÕES INTERNACIONAIS (IREL) PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM RELAÇÕES INTERNACIONAIS (PPGRI)

INSTITUTO DE RELAÇÕES INTERNACIONAIS (IREL) PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM RELAÇÕES INTERNACIONAIS (PPGRI)

Para a teoria do mercado de trabalho dual ou segmentado, as decisões tomadas por indivíduos ou famílias não são os principais fatores a explicar as migrações internacionais, mas sim a demanda permanente por mão-de-obra que é inerente à estrutura econômica das nações desenvolvidas (MASSEY et al., 1993, p. 440). Essa teoria argumenta que a migração internacional é causada, principalmente, por fatores de atração (pull) nos países receptores, em função de uma crônica e inevitável necessidade de mão-de-obra imigrante. De acordo com a teoria do mercado dual, os mercados de trabalho, nos países desenvolvidos, podem ser classificados como de natureza primária, de produção intensiva em capital e mão-de-obra predominantemente de alta qualificação, e secundária, caracterizados por métodos de produção intensivos em trabalho e por mão-de-obra predominantemente de baixa qualificação (MASSEY et al., 1993, p. 440). Nessa perspectiva, os trabalhadores nativos têm preferência pelo setor primário, pois os empregos são mais seguros, a remuneração é maior e existe a possibilidade de ascensão na hierarquia social. Do lado dos empregadores, dispensar esses contingentes é mais difícil, pois muitas vezes são sindicalizados e de difícil substituição devido à alta especialização. Já os empregos do setor secundário oferecem salários mais baixos e condições de trabalho mais instáveis, com reduzida mobilidade social. Nesse segmento, a demanda é especialmente por trabalhadores com pouca ou nenhuma qualificação, que são facilmente substituídos em caso de necessidade (MASSEY et al., 1993; CASTLES e MILLER, 2009).
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UNIVERSIDADE DE BRASÍLIA INSTITUTO DE RELAÇÕES INTERNACIONAIS Programa de Pós-Graduação em Relações Internacionais

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O período de instabilidade imediatamente após a Revolução de Abril (consubstanciado no que alguns chamaram de golpe esquerdista, de novembro de 1975) e a possibilidade de [r]

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UNIVERSIDADE DE BRASÍLIA INSTITUTO DAS RELAÇÕES INTERNACIONAIS PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM RELAÇÕES INTERNACIONAIS

UNIVERSIDADE DE BRASÍLIA INSTITUTO DAS RELAÇÕES INTERNACIONAIS PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM RELAÇÕES INTERNACIONAIS

O Brasil foi um dos primeiros países para estabelecer relações diplomáticas com a República do Suriname depois da independência surinamesa em novembro de 1975. Em junho de 1976, durante uma visita do Primeiro-Ministro Arron ao Brasil, os primeiros acordos bilaterais nas áreas de comercio e de intercâmbio cultural foram assinadas. Ademais, foi criado uma Comissão Mista Brasil-Suriname para estimular a cooperação econômica, cientifica e tecnológica entre ambos os países. Dois anos depois, em 1978, o Suriname estava entre as oito nações amazônicas que assinaram o Tratado de Cooperação Amazônica (TCA) em Brasília. O Itamaraty esperava que essas inciativas diplomáticas poderiam resultar em um fortalecimento dos laços diplomáticos e econômicos entre o Suriname o Brasil (URT, 2010). Contudo, a pesar da assinatura dos acordos de cooperação, Paramaribo estava hesitante para aproximar-se politicamente ou economicamente ao vizinho do sul: a diplomacia surinamesa temia que o crescimento da influência brasileira no Suriname poderia converter o país em um estado satélite da maior potência sul-americana (JANSSEN, 2011).
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