Responsabilidade civil por inadimplemento nos contratos bancários

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A responsabilidade civil nos contratos bancários MESTRADO EM DIREITO

A responsabilidade civil nos contratos bancários MESTRADO EM DIREITO

Esta dissertação busca, por meio dos métodos da indução, da dedução e da tópica argumentativa, e por meio da interpretação teleológica e sistemática, alcançar uma análise da natureza jurídica e dos efeitos da responsabilidade civil no plano dos contratos bancários, iniciando com uma abordagem filosófica e histórica, destacando os principais aspectos jurídicos dos mesmos, especialmente, à luz da autonomia privada na Constituição da República Federativa do Brasil, de outubro de 1988. Procura realizar uma sistematização da atividade financeira e bancária, uma análise da estrutura do Sistema Financeiro Nacional e, com base na legislação infraconstitucional, definir o que seja instituição financeira, bem como atividade financeira e bancária. Parte também para a averiguação dos efeitos jurídicos dos contratos bancários, identificando a sistematização de uma teoria geral, conceito, requisitos e elementos caracterizadores, de forma a compreender a aplicação da responsabilidade civil decorrente dos contratos no plano da atividade financeira e bancária. Servindo-se de uma perspectiva civil-constitucional, discrimina os efeitos decorrentes do princípio da dignidade da pessoa humana e da boa-fé, bem como investiga os contratos bancários no plano de existência, validade e eficácia. Sob o prisma da responsabilidade civil aponta questões relevantes no que diz respeito à responsabilidade pré e pós-contratual, por meio de uma análise sistemática da legislação brasileira e, também, os efeitos no plano da responsabilidade civil contratual, à luz dos diferentes tipos de instituições financeiras, registrando a experiência estrangeira pertinente ao tema. Considerando a perspectiva civil-constitucional, esta dissertação finaliza com uma identificação de propostas de implementação dos mecanismos legislativos de controle e intervencionismo estatal quanto aos efeitos da responsabilidade civil no plano dos contratos bancários, adequando o tema à autonomia privada, como meio de efetivação dos princípios constitucionais, para alcançar a eficácia prática do fenômeno da responsabilidade civil restrita a esse âmbito.
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Responsabilidade civil pelo inadimplemento da boa-fé enquanto dever geral de conduta

Responsabilidade civil pelo inadimplemento da boa-fé enquanto dever geral de conduta

O objeto do presente trabalho é a análise da responsabilidade civil a partir da nova teoria dos contratos, cujo processo de sistematização teve início com o advento da Constituição Federal de 1988. Pretende-se avaliar as novas perspectivas do inadimplemento obrigacional nas relações privadas, a partir da compreensão de que no direito contemporâneo os deveres gerais de conduta equivalem a princípios normativos, impondo-se tanto ao devedor quanto ao credor, porquanto não derivam da relação jurídica obrigacional, uma vez que se situam acima desta para conformá-la e dirigir o conteúdo do contrato através do estabelecimento de limites à atuação dos seus figurantes. O trabalho buscará avaliar casos concretos para demonstrar a necessidade de aproximação do tratamento dispensado à responsabilidade extranegocial ao comumente relacionado à responsabilidade negocial, num contexto no qual salta aos olhos a importância da nova hermenêutica constitucional e ganham revelo o papel do magistrado e os limites de sua atuação na fixação dos contornos da reparação pretendida pelo credor. O ponto central da tese repousa sobre a compreensão normativa da cláusula geral da boa-fé em nosso sistema jurídico, sendo necessária a análise de suas funções interpretativa, integrativa e de controle, a partir das necessidades de uma sociedade que caminha para uma redefinição do modo de pensar a responsabilidade civil, mudando o foco da figura do ofensor e da análise de sua conduta, para se preocupar com os danos infligidos à vítima e as alternativas disponíveis a fim de garantir, de alguma forma, a sua reparação.
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Responsabilidade civil das empresas financeiras por inadequação dos contratos bancários.

Responsabilidade civil das empresas financeiras por inadequação dos contratos bancários.

a) Obrigagao violada: nessa hipotese, um dever assumido pelas partes que nao foi cumprido. c) Culpa: a culpa do devedor deve existir quando do nao cumprimento da obrigagao assumida. d)[r]

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Responsabilidade civil por danos morais decorrentes de inadimplemento contratual

Responsabilidade civil por danos morais decorrentes de inadimplemento contratual

retagem. III. Multa contratual. A multa contratual prevista apenas para o caso de inadimplemento do consumidor fere o equilíbrio entre as partes contratantes, razão pela qual deve incidir tam- bém para o caso de inadimplemento da fornece- dora de produto ou serviços. Quem deu causa à rescisão (no caso, a promitente vendedora), deve suportar o respectivo encargo, sendo adequada ao caso concreto a multa tal como estabelecido na sentença, mostrando-se suficiente como re- paração de eventuais prejuízos experimentados. IV. Dano moral. Presente o nexo causal entre a omissão da vendedora e a angústia, ansiedade e transtornos experimentado pelo comprador, de- correntes do atraso injustificado da obra, de ser reconhecida a existência de dano extrapatrimo- nial. O quantum indenizatório deve ter o condão de prevenir, de modo que o ato lesivo não seja praticado novamente, bem como deve possuir um caráter pedagógico. Deve-se atentar, ainda, em juízo de razoabilidade, para a condição social da vítima e do causador do dano, da gravidade, natureza e repercussão da ofensa, assim como um exame do grau de reprovabilidade da con- duta do ofensor, e de eventual contribuição da vítima ao evento danoso. À UNANIMIDADE, NE- GARAM PROVIMENTO AO APELO E PROVERAM, EM PARTE, O RECURSO ADESIVO. (Apelação Cível Nº 70056051782, Décima Sétima Câmara Cível, Tribunal de Justiça do RS, Relator: Liege Puricelli Pires, Julgado em 12/09/2013) (Grifei).
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RESPONSABILIDADE CIVIL POR DANOS MORAIS DECORRENTES DE INADIMPLEMENTO CONTRATUAL

RESPONSABILIDADE CIVIL POR DANOS MORAIS DECORRENTES DE INADIMPLEMENTO CONTRATUAL

The civil liability for moral damages arising from breach of contract has been discussed in court patriotic, being able to find favorable and unfavo- rable judgments with respect to indemnification under this heading, depending on the factors that led to the breach of contract and the type of re- sult caused the victim during this breach. From the harvest of some trial courts patriotic is possi- ble to note that the duty to indemnify in this case will arise if the conduct giving rise to the damage experienced by the victim, not only filled the ele- ments of liability, but also if such conduct was able to defy the rights of personality, these cons- titutionally protected rights and erected the cate- gory of fundamental, as inherent to every human person. On seeing this, the understanding com- muned homeland is the case in the sense that it is not any hassle or unpleasantness of everyday life that has the power to authorize the payment of compensation for moral damages ruled in breach of contract. Invoking the rights of personality, the Brazilian judiciary has positioned itself contrary or favorable to the recognition of the breach of con- tract as being subject to indemnification by ha- ving the ball hitting the victim emolument. That’s because the breach of contract, by itself, does not have the power to justify an indemnity for moral
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Responsabilidade Civil dos estabelecimentos bancários no pagamento de cheques fraudados.

Responsabilidade Civil dos estabelecimentos bancários no pagamento de cheques fraudados.

A presente pesquisa tem como objetivo analisar as regras de responsabilidade civil aplicáveis aos estabelecimentos bancários na hipótese de pagamento de cheques fraudados, tema extremamente atual, que traz em si um traço evolutivo do Direito Civil, que com o advento do Código de 2002, passou a consagrar normas mais coletivizadas, a admitir a coexistência das teorias da culpa e do risco de forma harmônica e não hierarquizada. Graças aos efeitos da dialética jurídica, o Código Civil vigente transmutou o núcleo das regras de responsabilidade civil, que antes se concentrava na busca do indivíduo culpado pelo prejuízo causado a outrem, mas, atualmente, é a busca por um responsável pela indenização, consagrando o princípio de que nenhum prejuízo deve ficar sem ressarcimento. No específico caso dos estabelecimentos bancários, aplicam-se as regras da responsabilidade civil objetiva, ou responsabilidade ―sem culpa‖, fundada na teoria do risco econômico, ou, em outras palavras, as instituições bancárias respondem pelos danos causados aos correntistas, por atos de seus prepostos, na execução de contratos bancários. Dentro deste contexto, se insere o ―contrato de cheque‖, cuja praticidade fez com que se tornasse usual em todos os recantos do país. Ocorre que, estelionatários criaram técnicas altamente sofisticadas para inovar ardilosamente informações do cheque com o objetivo de obter vantagens ilícitas, fraudes estas que, analisadas sobre o prisma da responsabilidade civil, geraram dissidia jurisprudencial, pois, mesmo as regras objetivas de responsabilidade pareciam, em algumas hipóteses, serem insuficientes para identificação de um responsável pela indenização, considerando a ―culpa zero‖ dos prepostos do banco, e a impossibilidade material de encontrar o estelionatário, responsável direto pelo dano ao correntista, quase que na totalidade dos casos. A polêmica só foi resolvida com a edição da Súmula n. 28 da jurisprudência predominante do Supremo Tribunal Federal, que estabelece: ―o banco sacado responde pelo pagamento de cheque falsificado, salvo dolo ou culpa do correntista‖. Busca-se, nesta oportunidade, analisar as reflexões que conduziram a edição da referida súmula, por meio de uma abordagem dialética, onde será desenvolvida tese, no sentido de demonstrar que a culpa ainda é o núcleo da responsabilidade civil; antítese, que consiste na necessidade de se adotar, em determinadas situações, regras mais objetivas e coletivizadas, mitigando a culpa, com o objetivo de evitar que prejuízos fiquem sem ressarcimento; e síntese, apontando como as teorias da culpa e do risco podem coexistir no plano civilista. O procedimento metodológico será o histórico, o dedutivo e monográfico.
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Contratos bancários e relação de consumo

Contratos bancários e relação de consumo

O presente trabalho monográfico aborda o tema contratos bancários e relação de consumo. O contrato, atualmente uma das mais importantes fontes de obrigação, é muito antigo, estima-se que ele existe, em sua forma verbal, desde que o homem passou a viver em sociedade. No entanto, com a evolução da sociedade e da economia, a importância do instrumento contratual cresceu, bem como seu uso, ele assume, hodiernamente, a função de garantir o cumprimento de determinadas obrigações. Isso porque, quando a vontade é expressa de maneira livre e consciente, gera a obrigatoriedade de cumprimento, e em hipótese de inadimplemento, se impõe a reparação das perdas e danos.
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Cláusula de limitação da responsabilidade civil nos contratos empresariais : extensão e limites

Cláusula de limitação da responsabilidade civil nos contratos empresariais : extensão e limites

A cláusula de limitação de responsabilidade é a estipulação pela qual as partes de um contrato decidem estabelecer um limite ao efeito indenizatório da responsabilidade, seja por meio da escolhe de um valor máximo, seja por meio da alteração das regras supletivas do regime legal. No Brasil, essa cláusula não possui previsão legal específica, porém, em razão de sua frequência na prática, faz-se necessário o estabelecimento de critérios para a determinação da extensão e dos limites que devem ser observados para que sejam válidas e produzam os efeitos buscados pelos contraentes. Este trabalho exclui da análise os contratos de adesão e os contratos firmados no âmbito das relações de consumo. Também, não se analisa a cláusula de afastamento integral da responsabilidade (a chamada cláusula de exoneração da responsabilidade). A fim de determinar tais critérios, partiu-se dos limites impostos à autonomia privada em geral – ordem pública e normas cogentes – e dos critérios citados pela doutrina e pela jurisprudência, específicos à cláusula limitativa, quais sejam, o dolo, a culpa grave e o inadimplemento da obrigação principal. Assim, com o objetivo de tornar cada mais clara a incidência de cada uma dessas balizas e, em especial, afastando-se a invalidade/ineficácia automática da cláusula em casos de inadimplemento da obrigação principal, buscou-se delinear como a cláusula interage com a regulação contratual de interesses e com a apuração do montante indenizatório, por meio da análise da composição da indenização.
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0 UNIVERSIDADE DO EXTREMO SUL CATARINENSE- UNESC CURSO DE DIREITO LUCIANO BENADUCE ALICE ANÁLISE JURISPRUDENCIAL SOBRE CONTRATOS DE CONSTRUÇÃO CIVIL: RESPONSABILIDADE PELO INADIMPLEMENTO CRICIÚMA 2016

0 UNIVERSIDADE DO EXTREMO SUL CATARINENSE- UNESC CURSO DE DIREITO LUCIANO BENADUCE ALICE ANÁLISE JURISPRUDENCIAL SOBRE CONTRATOS DE CONSTRUÇÃO CIVIL: RESPONSABILIDADE PELO INADIMPLEMENTO CRICIÚMA 2016

RESUMO O presente estudo tem por objetivo analisar a responsabilidade civil do construtor e empreiteiro perante o CDC, em relação à segurança do empreendimento e também quanto ao prazo acordado para entrega da obra. O art. 927 do Código Civil institui que aquele que, por ato ilícito (arts. 186 e 187), causar dano a outrem, fica obrigado a repará-lo. Já o art. 1245 do Código Civil de 1916, além de regularizar a responsabilidade do empreiteiro, quanto a materiais e mão de obra utilizada, também regularizava a responsabilidade do construtor, independente do modelo contratual aplicado. Sendo assim, para melhor compreensão do tema, a pesquisa foi dividida em três capítulos: o primeiro aborda o instituto da responsabilidade civil; o segundo trata da construção civil e seus aspectos jurídicos; em seguida, aborda-se a aplicação do Código de Defesa do Consumidor no tema em questão, com a demonstração de jurisprudências e doutrinas sobre o assunto. Quanto à metodologia, este estudo se pautou na pesquisa exploratória, de caráter bibliográfico, analisando o tema sob a ótica de renomados especialistas que abordam a responsabilidade civil do construtor e empreiteiro em relação ao cumprimento de contrato e suas devidas garantias. Por fim, encerra-se o presente estudo com as considerações finais, demonstrando os principais pontos e divergências no ordenamento jurídico brasileiro sobre o tema exposto.
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A responsabilidade civil do vendedor nos contratos eletrônicos.

A responsabilidade civil do vendedor nos contratos eletrônicos.

d) principio da verificacao - por fim, todos os documentos eletronicos que dizem respeito ao pacto devem ser guardados, para nao ser objeto de alegagao de sua nao existencia e possibil[r]

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“Inadimplemento Eficiente” (Efficient Breach) nos Contratos Empresariais

“Inadimplemento Eficiente” (Efficient Breach) nos Contratos Empresariais

Por fim, o quinto – e talvez mais importante – obstáculo reside na possibilidade, prevista no artigo 461 do Código de Processo Civil vigente (de 1973), de o credor valer-se da tutela específica da obrigação, em caso de descumprimento. Em razão da tutela específica, aplicável às obrigações de fazer em geral, o credor não está adstrito a receber a multa pactuada, podendo obter – por via judicial – a satisfação da própria obrigação ou o “resultado prático equivalente ao do adimplemento”. A não ser que se admita a licitude de renúncias prévias a qualquer pedido de tutela específica, afasta-se, assim o efficient breach.
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A RESPONSABILIDADE CIVIL NOS CONTRATOS DE FRANQUIA NO CÓDIGO DE DEFESA DO CONSUMIDOR

A RESPONSABILIDADE CIVIL NOS CONTRATOS DE FRANQUIA NO CÓDIGO DE DEFESA DO CONSUMIDOR

Fornecedor aparente, ou “quase-fornecedor”, é aquele que apõe sua marca ou sinal distintivo no produto fabricado por outrem, assumindo assim, pela teoria da aparência, a responsabilidade substitutiva pelo fato de produto. 18 Veja-se que neste caso, a responsabilidade do fabricante aparente ocorrerá mesmo naqueles casos em que as circunstâncias permitam presumir que o produto foi produzido por outra pessoa e tal se justifica porque aquele que, na apresentação do produto assume a qualidade de produtor, seja por omitir o verdadeiro fabricante, seja pela aposição de seu nome ou marca, não poderá vir a ser exonerado mesmo nos casos em que indique com clareza quem efetivamente seja o responsável pela fabricação do produto.
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RESPONSABILIDADE CIVIL NOS CONTRATOS DE SEGURO FRENTE AO SUICÍDIO DO SEGURADO

RESPONSABILIDADE CIVIL NOS CONTRATOS DE SEGURO FRENTE AO SUICÍDIO DO SEGURADO

RESUMO: Tal questão é amplamente debatida e extremamente envolvida no âmbito da responsabilidade civil, mas especificadamente na sua reparação civil, tendo à seguradora a obrigatoriedade ou não de efetuar o pagamento do “prêmio” do seguro de vida ao beneficiário suicida. Apesar de ser matéria amplamente consolidada, com previsão no artigo 798 do Código Civil, o referido tema retornou com grandes debates. Recentemente o Superior Tribunal de Justiça por meio da 2ª Seção ao julgar o agravo de Instrumento 1.244.022/RS, colocou uma nova polêmica ao assunto, no referido julgamento predominou o entendimento de que se restar comprovado que o suicídio foi premeditado, a seguradora estará isenta do pagamento da indenização securitária, isto no período de carência, que se perfaz dois anos após a contratação, caso contrário, a seguradora terá que efetuar o pagamento. Entretanto, a recentíssima decisão do Superior Tribunal de Justiça, ao julgar o Recurso Especial 1.188.091-MG, entendeu que as regras dos contratos de seguro devem ser interpretadas com base na lealdade e boa-fé, sendo que decorrido o prazo de carência e ocorrer o suicido presume-se que este não foi premeditado, mas o inverso não ocorre, isto é, dentro do período de carência a seguradora deverá comprovar a premeditação. Assim, comprovado que houve não houve premeditação mesmo dentro do prazo de carência deverá a empresa seguradora efetuar o pagamento. Desta discussão encontra-se uma encruzilhada, pois afinal teria o “suicida” efetuado o contrato com a finalidade de suicídio? Tal resposta destoa em dois caminhos em nossa jurisprudência para decidir o pagamento do seguro de vida por suicídio. Neste aspecto necessita discorrer sobre os contratos de seguro, bem como a responsabilidade civil das seguradoras frente a sua atividade de risco.
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A INTERPRETAÇÃO NORMATIVA FACE AOS CONTRATOS BANCÁRIOS. Palavras-chave: Teoria Finalística. Consumidor. Contratos bancários.

A INTERPRETAÇÃO NORMATIVA FACE AOS CONTRATOS BANCÁRIOS. Palavras-chave: Teoria Finalística. Consumidor. Contratos bancários.

Éllen Cássia Giacomini Casali 1 Thiago Constâncio 2 RESUMO A aplicação normativa nos contratos bancários, o estudo sistemático das relações havidas com os bancos, bem como as previsões legais que às regula é o objetivo do presente artigo. Busca-se assim, conciliar a legislação às atuais necessidades deste campo, apresentando como solução uma interpretação em sentido limitado. Nesta esteira, para os contratantes que não partilham dos requisitos consumeristas, isto é, aqueles vulneráveis e destinatários finais, a lei a ser adotada será o Código Civil, norma geral de aplicação aos contratos. Portanto, nesse contesto, é posto que a norma especial da Lei n. 8.078/90 deverá ser aplicada aos consumidores em sentido limitado, assim como defende a teoria finalística. O estudo foi desenvolvido pelo método dialético, por meio de pesquisas doutrinárias, entendimentos jurisprudenciais e interpretações legais. A análise das atuais necessidades para a consecução da solução deu-se através de estudo hermenêutico. Mas também o método dogmático- jurídico, no objetivo de delimitar a força e alcance das leis relativas à matéria.
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Legalidade da capitalização de juros remuneratórios nos contratos bancários

Legalidade da capitalização de juros remuneratórios nos contratos bancários

O presente trabalho tem como escopo analisar a legalidade da cobrança de juros capitalizados mensalmente por instituições financeiras, diante dos princípios contratuais previstos no Código Civil de 2002 e no Código de Defesa do Consumidor. O método utilizado neste trabalho foi o dedutivo, uma vez que partiu de premissas gerais a fim de buscar uma conclusão específica. O tipo de pesquisa usado foi o bibliográfico, eis que melhor se apresentou à consecução dos fins pretendidos. Os resultados demonstraram que o contrato sofreu alterações substanciais nos últimos tempos, eis que a realidade evidencia a "contratação em massa". Assim, verificou-se a necessidade de interpretar os contratos, mormente os bancários, devido à sua característica de adesividade, consoante os novos princípios sociais, tais quais o da função social e o da boa-fé objetiva. Ademais, restou demonstrado que a capitalização mensal de juros, praticada nas operações bancárias, eleva demasiadamente o saldo devedor daquele que busca o crédito perante às instituições financeiras. Verificou-se que tal prática, por vezes, é dissimulada por meio de sistemas de amortização que visam confundir o aumento excessivo da contraprestação em cotejo com a prestação. Conclui-se, portanto, que, em vista dos novos princípios sociais que devem informar todo o Direito Civil, e primordialmente, o Direito Contratual, a prática da capitalização de juros nos contratos bancário deve ser afastada pelo Judiciário, uma vez que o anatocismo evidencia claro abuso por parte do contratante mais forte (instituição financeira) em detrimento do consumidor.
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A AUTONOMIA DA VONTADE E O FENÔMENO DO SUPERENDIVIDAMENTO NOS CONTRATOS BANCÁRIOS

A AUTONOMIA DA VONTADE E O FENÔMENO DO SUPERENDIVIDAMENTO NOS CONTRATOS BANCÁRIOS

Há o desvirtuamento sobreposto, quando por fato futuro as condições pré-estipuladas são modificadas prejudicialmente. Lôbo (2015, p. 20) abordando o eventual acidente que possa ocorrer no decorrer do contrato, defende como tratá-lo por meio dos princípios: Talvez uma das maiores características do contrato, na atualidade, seja o crescimento do princípio da equivalência material das prestações, que per- passa todos os fundamentos constitucionais a ele aplicáveis. Esse princípio preserva a equação e o justo equilíbrio contratual, seja para manter a pro- porcionalidade inicial dos direitos e obrigações, seja para corrigir os desequilíbrios supervenientes, pouco importando que as mudanças de circunstâncias pudessem ser previsíveis. O que interessa não é mais a exigência cega de cumprimento do contrato, da forma como foi assinado ou celebrado, mas se sua execução não acarreta vantagem excessiva para uma das partes e desvantagem excessiva para outra, aferível objetivamente, segundo as regras da experiência ordinária. Esse princípio conjuga-se com os princípios da boa-fé objetiva e o da função social, igualmente referidos no Código Civil.
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Exoneração de Responsabilidade em Contratos de Transporte

Exoneração de Responsabilidade em Contratos de Transporte

antes, vinculativa e inderrogável pela vontade das partes. A responsabilidade do transportador com as coisas e pessoas sob sua custódia recebe tratamento especial desde a Roma antiga. Ao ser bastante reconhecido o predomínio da responsabilidade fundada na culpa do causador do dano, havia, em algumas situações excepcionais, verdadeira responsabilidade objetiva, tal qual registram fragmentos do Digesto (PAULA, 2007). As obrigações ex quase delicto não implicavam culpa do devedor, que ficava obrigado mesmo sem ter causado o fato, voluntária ou involuntariamente. O transportador respondia, tal qual o hoteleiro, pelo furto sofrido por seus passageiros ou hóspedes, quem quer que fosse o autor do furto, e independentemente de culpa (actio furti adversus nautas, camponis, stabularius) (MARKY, 1995). A responsabilidade de ambos é acentuada em virtude da transferência da guarda e da confiança depositada no transportador e no hoteleiro durante o período em que as pessoas e coisas estão sob seus cuidados. As afinidades entre o contrato de transporte e o de depósito são tais que, pelo art. 751 do Código Civil, a coisa depositada ou guardada nos armazéns do transportador, em virtude do contrato de transporte, reger- se-á, no que couber, pelas disposições relativas ao depósito. Tal qual o depositário, salvo motivo de força maior, o transportador responde pela perda ou deterioração da coisa (art. 753).
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Contratos Responsabilidade Civil I - TEORIA GERAL DOS CONTRATOS

Contratos Responsabilidade Civil I - TEORIA GERAL DOS CONTRATOS

D O Código Civil consagra a responsabilidade civil objetiva das empresas pelos danos causados pelos produtos postos em circulação. 05. Maria, menor com 14 anos de idade, filha de Henrique e Mônica, pintou flores coloridas em um carro da Polícia Rodoviária Federal que estava estacionado em frente à sua casa. O reparo do dano causado ao veículo custou R$ 5.000,00 aos cofres públicos. Considerando a situação hipotética apresentada, assinale a opção correta acerca da responsabilidade quanto ao prejuízo causado.

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Cláusulas Específicas em Contratos de Responsabilidade Civil

Cláusulas Específicas em Contratos de Responsabilidade Civil

resseguradora obrigar-se, mediante o pagamento de um prêmio, a proteger o patrimônio da seguradora/cedente do risco substanciado na responsabilidade desta perante seu segurado. Logo, presentes as características principais da relação securitária : interesse, risco, importância segurada e prêmio.

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CONTRATOS CONEXOS E O INADIMPLEMENTO CONTRATUAL RESUMO

CONTRATOS CONEXOS E O INADIMPLEMENTO CONTRATUAL RESUMO

Em se tratando de matéria extremamente relevante para o direito brasileiro, tratar sobre de forma diminuta se revela como atividade desafiadora, no entanto se acredita que houve abordagem suficiente para que fossem formadas as convicções acerca do tema, diferenciando o mesmo em inadimplemento absoluto e relativo, sendo total e parcial, respectivamente. Ainda, retratada a questão da mora, amplamente debatida por livros e artigo jurídicos, coube tratar sobre temas cada vez mais relevantes para o direito, tal como a violação positiva do contrato, em que se destacam os ensinamentos colacionados de Jorge Cesa Ferreira da Silva 96 e a hipótese do cumprimento inexato que, para Tartuce, trata-se de espécie de mora, onde não há o cumprimento conforme o pactuado 97 . Por sua vez, as duas últimas citadas representam as mudanças ocorridas na perspectiva com que a doutrina aborda o tema do inadimplemento, pois retratam as reformulações havidas para melhor aplicação da teoria.
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