Responsabilidade do Estado (Direito Internacional Público)

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A RESPONSABILIDADE DO ESTADO NA RESSOCIALIZAÇÃO DO SENTENCIADO DOUTORADO EM DIREITO

A RESPONSABILIDADE DO ESTADO NA RESSOCIALIZAÇÃO DO SENTENCIADO DOUTORADO EM DIREITO

veio acontecer uma situação, no pavilhão onde eu estava: fui espancado, fiquei quase morto de tanto espancamento e fui levado para uma cadeia que é desconhecida de qual é o regime [cujo regime é desconhecido], em Presidente Venceslau PI. Chegando lá, fui espancado novamente e fiquei sem poder andar por vários dias. Fiquei trancado por 60 dias, sem assistência médica e nenhuma outra assistência. Estava muito machucado e, assim mesmo, fui torturado e espancado por vários funcionários lá da PI de Presidente Venceslau. Foi feito o pedido de minha internação no RDD pelo Diretor do CDP, com várias acusações falsas, e o juiz ou a juíza concedeu minha internação com [base nessas] várias acusações falsas, por 1 ano. O RDD é um inferno para o preso: ficamos 22 horas trancados, [temos] 2 horas de sol, 2 horas de visita no parlatório, podemos receber sedex 1 vez por mês, [ficamos] sem televisão, sem rádio; [existem] vários funcionários opressores; fui espancado na chegada por funcionários e durante este 1 ano que fiquei lá, sofri perseguição por vários funcionários. Devido estar sendo acusado de agressões a funcionários da SAP, fiquei 1 ano neste lugar, e esta falta disciplinar virou um processo. Quando fui desinternado [deixei o regime] do RDD, depois de algum tempo, fui ao fórum sumariar, e todos os funcionários da SAP declararam que em momento algum eu participei de nada e não agredi nenhum funcionário. O juiz me absolveu. Agora eu pergunto para o Estado: eu fiquei 1 ano sem dever nada no RDD, quase perdi minha vida pelas torturas e os espancamentos que sofri devido a estas falsas acusações (quero que a sentença e meu alvará sejam colocados como prova deste meu depoimento e histórico que faço) e, além disso, agora sou obrigado a ficar preso numa cadeia de regime diferenciado como [esta] onde estou aqui em Presidente Venceslau PII. Devido ao RDD, quando vence o período de castigo, somente mandam para este presídio. Qual será a resposta do Estado para mim que até hoje estou no silêncio, sofrendo e pagando por toda esta injustiça que fizeram comigo. Peço resposta! 93
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A responsabilidade do estado por imposição de sacrifício

A responsabilidade do estado por imposição de sacrifício

Ora, cabe-nos agora explicitar, de forma, mais detalhada cada um dos pressupostos atrás mencionados. Deste modo, começaremos por explicar o pressuposto do facto voluntário. Desta feita, apenas há responsabilidade civil delitual por danos resultantes de factos humanos domináveis pela vontade – isto é, de atos em sentido próprio, que podem consistir, quer em ações, quer em omissões (arts. 7.º, n.º 1 e 8.º, n.ºs 1 e 2 do RRCEC). Para efeitos de responsabilidade civil constituem ações os regulamentos e os atos administrativos, assim como as simples atuações administrativas e os atos reais, incluindo todas as omissões juridicamente importantes. Tal como acentuam Marcelo REBELO DE SOUSA e André SALGADO DE MATOS: «A responsabilidade civil decorrente de actos positivos tem carácter genérico, na medida em que decorre de um dever também genérico de não lesar activamente as posições jurídicas subjectivas de outrem; já a responsabilidade civil emergente de omissões, apesar da aparente generalidade das referências legais, depende da existência de um dever de praticar a acção omitida, geralmente designado como «dever de garante». Apesar desta exigência, a relevância das omissões é maior na responsabilidade administrativa do que na responsabilidade civil em geral: no tráfego jurídico privado, a esfera de autonomia individual impede a existência de um dever genérico de evitar a produção de danos para outrem; pelo contrário, no direito administrativo, à administração pública assiste sempre um tal dever nos domínios abrangidos pelas suas tarefas de polícia» ( 180 ). Ainda é de referir que não se consideram factos voluntários para efeitos de responsabilidade civil, designadamente, os factos naturais e os atos reflexos ou exercidos mediante coação física.
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A educação como direito de cidadania e responsabilidade do Estado.

A educação como direito de cidadania e responsabilidade do Estado.

A contraposição entre o liberalismo e o comunitarismo sofreu um forte acirra- mento a partir das décadas de 1980/1990, quando a orientação política, cedendo às pressões econômicas, passou a exigir uma drástica redução da presença do Estado. Apesar do virulento e bárbaro economicismo neoliberal, é possível afi rmar que am- bos os modelos coincidem no reconhecimento da necessidade de alguma forma de regulação social. Ainda que o economicismo neoliberal admita que a diferença não é de princípio mas de grau, a condição é que o mercado continue a ditar os rumos. Nesse sentido, ao se conceder o poder a uma autoridade externa e neutra, tal como o Estado, imediatamente surge a pergunta a respeito dos procedimentos e dos limites dessa instituição frente ao âmbito privado. Questiona-se quais as origens e funda- mentos que o legitimam e como se acondicionam as ações do Estado com relação aos direitos individuais/privados, postos como naturais.
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A RESPONSABILIDADE DO ESTADO NA

A RESPONSABILIDADE DO ESTADO NA

Tais ideias eram: a demanda para que o Estado assumisse a responsabilidade de exercer urna tutela oficial, o papel predominante do juiz e do tribunal especializados nos assuntos co[r]

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A RESPONSABILIDADE CIVIL DO ESTADO E SUAS FORMAS

A RESPONSABILIDADE CIVIL DO ESTADO E SUAS FORMAS

Objetiva-se promover uma análise sobre a responsabilidade Civil do Estado, tendo por fundamento o disposto em doutrinas majoritárias. Visa a demonstrar o conceito de responsabilidade civil do Estado, responsabilidade objetiva e subjetiva e os três tipos de responsabilidade do servidor público. Concluiu-se que há responsabilidade do Estado independente de culpa ou dolo, e no que tange ao do servidor publico há necessidade de demonstrar culpa ou dolo. Neste contexto, surge a necessidade de ter-se segurança jurídica e de procedimento, quanto à conduta e decisão adotada ante aos atos administrativos.
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637

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Di Pietro também menciona o caso Blanco como o pri- meiro passo no sentido da elaboração de teorias de responsabi- lidade do Estado. O caso trata sobre a menina Agnes Blanco que ao atravessar uma rua da cidade de Bordeaux foi atropela- da por um vagão da Cia. Nacional de Manufatura do Fumo. Seu pai ingressou com ação civil de indenização, baseada no princípio de que o Estado é civilmente responsável por prejuí- zos causados a terceiros em decorrência de ação danosa de seus agentes. Dessa forma, ainda segundo Di Pietro, surgiu o confli- to entre a jurisdição comum e o contencioso administrativo. O Tribunal de Conflitos decidiu que a controvérsia deveria ser resolvida pelo Tribunal Administrativo, uma vez que se tratava de apreciar a responsabilidade decorrente de funcionamento do serviço público. Sendo responsabilidade estatal, não podia ser regida pelos princípios do Código Civil, porque estava sujeita a regras especiais que variam de acordo com as necessidades do serviço e a determinação de conciliar os direitos do Estado com os direitos privados. A partir desse marco nasceram as teorias publicistas da responsabilidade do Estado 7 .
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A RESPONSABILIDADE CIVIL DO ESTADO POR ATOS LÍCITOS

A RESPONSABILIDADE CIVIL DO ESTADO POR ATOS LÍCITOS

A responsabilidade do Estado consolidou-se na doutrina e na jurisprudência ao longo dos anos, firmando-se o entendimento de que o Poder Público deve reparar os danos causados a particulares somente quando a atuação estatal houver sido ilícita e/ou ilegítima, independentemente da culpa do agente. A questão, porém, encontra interpretações divergentes, na doutrina e na jurisprudência brasileira, quando esse dano for causado por um ato lícito e legítimo, fundado no princípio da legalidade, sendo, por isso mesmo, ainda “pouco comum” encontrar julgados que tenham deferido pleitos indenizatórios arguidos em face da licitude (ou legalidade) dos atos da Administração Pública. Juízes, tribunais e doutrinadores têm consenso de que a ampliação do conceito da responsabilidade civil do Estado poderá significar como garantia mais efetiva de segurança aos direitos violados dos indivíduos vítimas de danos injustos. Contudo, a possibilidade (e legitimidade) desses pedidos indenizatórios precisa ser analisada com cautela redobrada e maior razoabilidade, de modo a se impedir um entendimento generalizado e sem limites de litigiosidade exacerbada em face ao Poder Público. O presente trabalho, após detalhada análise da questão primária da responsabilidade civil do Estado, pretende verificar se é legitimamente exigível a responsabilização objetiva do Estado também por seus atos lícitos e praticados sob a égide da lei, ao contrário do entendimento majoritário vigente.
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Responsabilidade civil do Estado por omissão

Responsabilidade civil do Estado por omissão

No que diz respeito à responsabilidade do Estado por omissão, para a caracterização do nexo de causalidade, o Supremo Tribunal Federal vinha aplicando a teoria do dano direto e imediato. Maria Sylvia Di Pietro cita como exemplo acórdão envolvendo indenização devida a vitimas de homicídios praticados por fugitivos de penitenciários; “a Corte vinha reconhecendo a responsabilidade do Estado quando não há rompimento da cadeia causal (ou seja, quando existe ligação direta entre causa e dano), mas elide tal responsabilidade quando se tenham passado ‘meses’ da fuga, por falta de nexo causa. A teoria do dano direto e imediato, expressamente mencionada em acórdão do STF, citando Agostinho Alvim, “só admite o nexo de causalidade quando o dano é efeito necessário de uma causa, o que abarca o dano direto e imediato sempre e, por vezes, o dano indireto e remoto, quando, para a produção deste, não haja concausa sucessiva”. Daí, dizer Agostinho Alvim: “os danos indiretos ou remotos não se excluem, só por isso; em regra, não são indenizáveis, porque deixam de ser efeito necessário, pelo aparecimento de concausas. Suposto não existam estas, aqueles danos são indenizáveis”. Esse entendimento, que vinha sendo
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RESPONSABILIDADE EXTRACONTRATUAL DO ESTADO POR ATOS JURISDICIONAIS

RESPONSABILIDADE EXTRACONTRATUAL DO ESTADO POR ATOS JURISDICIONAIS

Não é fácil aproximar este artigo de nenhuma das teorias do direito público, que deixamos assinada. Não faz alusão à culpa. Não se inclina para a doutrina do risco integral, porque condiciona a indenização a ter sido o dano causado por procedimento contrário ao direito, ou com falta a dever prescrito por lei. Todavia, por esse mesmo motivo, de alguma forma pende para a teoria do acidente administrativo. O legislador tratou da responsabilidade do Estado na parte geral do Código Civil, e muito de indústria o fez, para mostrar que ela se rege por princípios diferentes dos que disciplinam a responsabilidade extracontratual dos particulares na parte especial. Adotou o Código a melhor doutrina quanto à responsabilidade dos funcionários, mandando responder perante a vítima a Fazenda Pública, e dando a essa ação regressiva contra causadores do dano.
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Limites à responsabilidade pública decorrentes do Estado Social e o advento da responsabilidade social

Limites à responsabilidade pública decorrentes do Estado Social e o advento da responsabilidade social

Este trabalho trata da responsabilidade do Estado visando sua evolução e enquadramento à superestrutura política e jurídica de cunho social, erguido sobre uma infra- estrutura capitalista. Para se estar a par da evolução do adjetivo responsável é mister, primeiro, o conhecimento do desenvolvimento do Estado. Desde o surgimento do primeiro modelo de Estado capitalista – absolutismo - até o atual paradigma de bem-estar, a sua história é confundida com a de uma classe social – burguesia - que nasceu, expandiu, consolidou seu poder e pretende manter sua supremacia. O absolutismo serviu, num primeiro momento, para centralizar o poder político, unificar o território e colocar peias aos poderes dos senhores feudais, mas, pelo desenvolvimento do comércio, empurrado pelas grandes navegações e industrialização, tornou-se um entrave à expansão capitalista. Destarte, foram financiadas revoluções – em especial a francesa - para pôr fim ao absolutismo. O ocaso do absolutismo deu azo à política de não-intervenção estatal, calcada num liberalismo. Até esse momento, o Estado era irresponsável pois, se ele não atuava, não haveria como ser responsabilizado. Considerando os problemas sociais e econômicos gerados pelo liberalismo, constantes revoltas aconteceram a partir da 2º metade do século XIX culminando nas duas guerras mundiais e no aparecimento da União Soviética, sendo o Estado chamado para voltar a intervir para minorar as crises e proporcionar sobrevida ao capitalismo. O contraponto ao pedido de intervenção viria com a teorização de sua responsabilidade e, consoante o Estado se desenvolvia, da mesma forma sucedia com a responsabilidade. A problemática dessa teoria é que ela foi assentada em bases liberais para um Estado de bem-estar com vistas à estrita proteção dos direitos individuais, precipuamente os patrimoniais, sem se preocupar com a violação dos direitos sociais. Não se pode perder de vista que o Estado social é capitalista e, por isso, sua atuação é restringida pelo potencial econômico de seu mercado interno, acarretando, por conseguinte, uma limitação aos direitos sociais. Entrementes, vem sendo utilizada a responsabilidade pública como equivalente de indenização, quando, na verdade, essa é uma visão parcial do tema, já que é insuficiente como sanção à violação dos direitos sociais, podendo gerar privatização de recursos públicos e impossibilitar o Estado de cumprir seu desiderato social. Assim, a responsabilidade pública deve evoluir não para servir de óbice ao atuar do Estado, mas sim para impingi-lo a agir.
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RESPONSABILIDADE EXTRACONTRATUAL DO ESTADO POR ATOS JURISDICIONAIS

RESPONSABILIDADE EXTRACONTRATUAL DO ESTADO POR ATOS JURISDICIONAIS

a) a responsabilidade do Estado por atos judiciais é espécie do gênero responsabilidade do Estado por atos decorrentes do serviço público; b) as funções do Estado são funções públicas, exercendo-se pelos três poderes; c) o magistrado é órgão do Estado; ao agir, não age em seu nome, mas em nome do Estado, do qual é representante; d)o serviço público judiciário pode causar danos às partes que vão à juízo pleitear seus direitos, propondo ou contestando ações; e)o julgamento, quer no crime, quer no cível, pode consubstanciar-se no erro judiciário, motivado pela falibilidade humana na decisão; f) por meio dos institutos rescisório e revisionista é possível atacar-se o erro judiciário, de acordo com as formas e o modo que a lei prescrever, mas, se o equívoco já produziu danos, cabe ao Estado o dever de repara-los; g) voluntário ou involuntário, o erro de conseqüências danosas exige reparação, respondendo o Estado civilmente pelos prejuízos causados; se o erro foi motivado por falta pessoal do órgão judicante, o Estado responde patrimonialmente pelos prejuízos causados, fundamentando-se a responsabilidade do Poder Público, ora na culpa administrativa, o que envolve também a responsabilidade pessoal do juiz, ora no acidente administrativo, o que exclui o julgador, mas empenha o Estado, por falha técnica do aparelhamento do Estado, ora no risco integral, o que empenha também o Estado, de acordo com o princípio solidarista dos ônus e dos encargos públicos”. (Responsabilidade do Estado por atos judiciais, RF, 230:46).
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A RESPONSABILIDADE CIVIL DO ESTADO EM RAZÃO DE ATO JURISDICIONAL

A RESPONSABILIDADE CIVIL DO ESTADO EM RAZÃO DE ATO JURISDICIONAL

Vigorava, ainda, para o Estado, a teoria da irresponsabilidade, produto do absolutismo que reinara na Europa na Idade Moderna. Mesmo em 1891, nos primórdios da República brasi- leira, ainda fortemente marcada pelo predomínio do império recém desmontado, não se previu a responsabilidade do Estado, no que quedamos atrasados em relação à França que, por efeito do Caso Aresto Blanco de 1873, já conferia força às teorias publicistas de responsabilização estatal. Foi do Código Civil de 1916, porém, que veio o primeiro passo da caminhada. Ado- tou-se naquele instituto a teoria da responsabilidade subjetiva, influenciando diretamente as Constituições da Era Vargas de 1934 e 1937 no Brasil. A responsabilidade objetiva, por sua vez, chegou até nós a partir da Constituição de 1946, no que foi acompanhada pelas Cartas de 1967 e 1969, do modo como havia sido concebida originalmente. No fluxo da história constitucional brasileira, a CF de 1988, a seu turno, teve como mérito principal a extensão da noção de res- ponsabilização objetiva do Estado para as empresas privadas prestadoras de serviço público.
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A essencialidade do advogado na administração e efetivo acesso à justiça nos moldes do artigo 133 da Constituição da República Federativa do Brasil

A essencialidade do advogado na administração e efetivo acesso à justiça nos moldes do artigo 133 da Constituição da República Federativa do Brasil

O plano posto em prática de saída abrupta da constituição europeia de nações não deveria causar espanto, diante da monarquia imperialista absolutista dos tempos coloniais, mantida e disfarçada por um parlamentarismo subserviente ao mais danoso dos métodos de interpretação Maquiavélica, aguardará pacientemente, sem aplicar um centavo, sequer, de suas polpudas reservas cambiais, o desenrolar da política na maior e mais rica nação do planeta, os Estados Unidos da América, onde os sinais de retorno ao Estado-nação ganhou força com aprovação do nome à Presidência daquela república que defende, dentre outras coisas, a aversão ao imigrante, como se tal nação não tivesse sido constituída eminentemente na figura desse protagonista da saga mundial. Vê-se que a esquizofrenia chegou também ao primeiro mundo, que antes, transferia para fora de seus domínios, o ônus de financiar sua existência em detrimento daquele que compunha, por adesão, às suas exigências desmedidas e desarrazoadas sem a mínima reciprocidade. Será que mais uma vez os atos ardilosos da nação inglesa no sentido de fechar-se para com a solidariedade, caridade e felicidade da humanidade vão triunfar? Tudo indica que sim, diante do ideário histórico retomado por boa parte dos detentores do poder econômico global.
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Responsabilidade Civil do Estado: Conduta Omissiva

Responsabilidade Civil do Estado: Conduta Omissiva

Resumen: Siendo un tema aún muy debatido, la responsabilidad civil del Estado por omisión, tras varias decisiones y posicionamientos del Supremo Tribunal Federal, pasó a dirigir bajo nueva forma. Lo que varios autores, durante mucho tiempo venían sosteniendo, se demuestra notorio en los días actuales. Por lo tanto, el presente artículo, presentar una perspectiva exhaustiva sobre los entendimientos actualmente adoptados por la jurisprudencia, así como sus aspectos doctrinales en lo que se refiere a la responsabilidad civil del
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Estado, educação e subsidiariedade: o princípio de subsidiariedade como responsabilidade...

Estado, educação e subsidiariedade: o princípio de subsidiariedade como responsabilidade...

O caso das escolas primárias espanholas ilustra bem a possibilidade de revisão do papel do Estado na execução de políticas sociais, em função da emergência de uma nova esfera de relações societárias impulsionada pela multiplicação das organizações públicas não-estatais. A Constituição espanhola determina que todo ensino primário deve ser gratuito. O governo Felipe González encontrou, ao assumir, 2 milhões de crianças de um total de oito, estudando em escolas pagas. O então ministro da Educação José María Maravall encampou o desafio de fazer cumprir o direito que a sociedade espanhola constituíra. Depois de superar os obstáculos que se opunham ao projeto o Estado passou a financiar escolas comunitárias e religiosas que já prestavam serviços de educação básica, remunerando-as com base no custo médio por aluno das escolas públicas, desde que nada cobrassem de seus alunos. A lição mais importante que podemos extrair daí não é que a constituição deve ser cumprida, mas como superar obstáculos ao cumprimento dos direitos sociais previstos nas constituições. Esse exemplo nos ensina como é possível romper com uma visão dicotômica da relação entre o público e o privado, que no mais das vezes não permite que se aproveitem as potencialidades que a sociedade apresenta. (1999:54-55).
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A Lei de Responsabilidade Fiscal: uma retrospectiva no estado de São Paulo

A Lei de Responsabilidade Fiscal: uma retrospectiva no estado de São Paulo

A aplicação deste modelo, ao mesmo tempo em que ordena atividades do Estado, apresenta aspectos “negativos” denominados disfunções da burocracia, destacando-se a valorização excessiva dos regulamentos e das leis, com a criação de situações do tipo “criar dificuldades para vender facilidades”, cujo resultado direto é a oportunidade de corrupção, a defesa de interesses pessoais e de grupos externos, gerando o nepotismo na máquina pública, todavia, o maior problema do Estado é o seu tamanho, que resulta na expansão das atribuições administrativas principalmente pela mudança de paradigma de Estado Interventor, desenvolvimentista e promovedor do bem-estar social a todos os cidadãos, para o novo Estado que atua como o regulador e se utiliza de instrumentos modernos da administração para sua gestão.
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A ATUALIDADE DA LUTA CAMPONESA NA MESORREGIÃO NOROESTE DO ESTADO DO PARANÁ

A ATUALIDADE DA LUTA CAMPONESA NA MESORREGIÃO NOROESTE DO ESTADO DO PARANÁ

É importante lembrarmos que estes dados além de revelarem a distribuição desigual do acesso a terra, também estão em contradição com um Estado Nacional que desde os governos militares propõem projetos voltados à reforma agrária. O que em última instância não sinaliza nada de novidade, antes vai de encontro à ineficácia histórica dos projetos de reforma agrária que são criados sem a intenção política de serem implantados, ademais são projetos de classe que não privilegiam os sujeitos do campo, antes defendem a hegemonia da burguesia e dos proprietários de terras. Portanto, a reforma agrária neste país caminha a reboque da pressão exercida pelos movimentos sociais, que produzem espaços e territórios a partir da luta contra o latifúndio, inseridos num contexto de luta de classes.
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RESPONSABILIDADE E PENA NO ESTADO DEMOCRÁTICO DE DIREITO

RESPONSABILIDADE E PENA NO ESTADO DEMOCRÁTICO DE DIREITO

A pergunta que esse caso levanta é: como deve ser vista uma sociedade que oprime tanto um homem e o submete – como sugeria Kracauer – a rela- ções tão coisificadas e reificadas que ele decide assassinar sua mulher e outras cinco pessoas? E se observarmos bem, até mesmo em sociedades marcadas pela presença de um Estado Democrático de Direito mais ou menos consoli- dado (tal como ocorre nos países ocidentais relativamente mais ricos) as práticas delitivas normalmente nos remetem a certa debilidade na situação de vida de seus autores, a circunstâncias sociais, biográficas e familiares capazes de explicar por que determinado crime foi praticado, ou mesmo a déficits psíquicos indicativos de inimputabilidade que tornam questionável a atribuição de responsabilidade individual em muitos casos. Com que fundamento, então, a sociedade se dá o Direito de, a despeito de todas essas circunstâncias des- favoráveis, ainda assim atribuir a uma pessoa a responsabilidade por deter- minado crime? Ou em outras palavras: em que se fundamenta o Direito de se referir a alguém como “autor” de um ato delitivo, afirmando-se ser sua a responsabilidade pelo ocorrido?
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Responsabilidade civil do Estado por omissão estatal.

Responsabilidade civil do Estado por omissão estatal.

ao reconhecer que a natureza está em situação de vulnerabilidade e perigo e que isso faz com que ela necessite de cuidados. Nessa perspectiva, o grande avanço está em compreender que a natureza da ação humana sobre o ecossistema foi modificada de fato ao longo da história. Assim como a de Sarlet e Fensterseifer (2011, p. 32), a teo- ria de Hans Jonas está pautada em uma visão que, ao conferir direitos à natureza, questiona a validade da concepção antropocêntrica de toda a ética moderna. Nesse contexto, Hans Jonas (2006, p. 39) alerta que “um objeto de ordem inteiramente novo, nada menos do que a biosfera inteira do planeta, acresceu-se àquilo pelo qual temos de ser responsáveis, pois sobre ela detemos poder”. Dito de outro modo, o homem passa a ter uma relação de responsabilidade com a natureza e com o futuro. Assim, a natureza como “responsabilidade humana é seguramente um novum sobre o qual uma nova teoria ética deve ser pensada” (Jonas, 2006, p. 39-40). E aí se ques- tiona: Que tipo de deveres esse “dar-se conta” da vulnerabilidade da natureza exige dos Estados? É apenas a prudência para com as presentes e as futuras gerações?
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UNIVERSIDADE FEDERAL DE JUIZ DE FORA CENTRO DE POLÍTICAS PÚBLICAS E AVALIAÇÃO DA EDUCAÇÃO PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO PROFISSIONAL EM GESTÃO E AVALIAÇÃO DA EDUCAÇÃO PÚBLICA

UNIVERSIDADE FEDERAL DE JUIZ DE FORA CENTRO DE POLÍTICAS PÚBLICAS E AVALIAÇÃO DA EDUCAÇÃO PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO PROFISSIONAL EM GESTÃO E AVALIAÇÃO DA EDUCAÇÃO PÚBLICA

A presente dissertação tem como objetivo apresentar as escolas da rede estadual que funcionam dentro de Unidades Prisionais no Rio de Janeiro, salientando a importância de uma seleção e formação diferenciada para os gestores que estão ou pretendem estar à frente dessas unidades escolares. Preliminarmente, foi apresentado um histórico do surgimento e organização do sistema carcerário brasileiro, destacando a Diretoria Especial das Escolas Prisionais e Socioeducativas (DIESP) como o setor da Secretaria de Estado da Educação responsável pelas escolas em ambientes prisionais. São relacionadas, ainda, as unidades já existentes no sistema prisional, apontando o papel do diretor da escola neste ambiente educacional. Também foi realizada uma reflexão acerca do conceito de cadeia, em uma discussão sobre a natureza da pena e da prisão para, em seguida, mostrar o universo prisional a partir da ótica do Estado, com suas regras positivadas e organizadas para o funcionamento da cadeia e garantia do cumprimento da pena por parte dos sujeitos. Além disso, abordada, também, a noção de cadeia pela ótica dos presos, pois suas regras e códigos, apesar de não positivados pelo ordenamento, possuem coercitividade, tal quais as emanadas pelo poder público, decidindo e determinando comportamentos e atitudes necessárias à rotina no ambiente prisional. Foram analisados, também, os modelos de ingresso à função de diretor escolar, já adotado pela administração, e feitas considerações a respeito da necessidade de uma seleção e formação diferenciada para o gestor de escolas prisionais como garantia da construção de um diretor apto e capaz de administrar essas escolas com qualidade, além de conhecedor das especificidades necessárias para o exercício desta função. Finalmente, foi elaborado um Plano de Intervenção que oferece um modelo de seleção complementar ao adotado pela Secretaria de Educação do Estado do Rio de Janeiro e uma formação diferenciada voltada para a realidade e as especificidades da gestão de uma Unidade Escolar em ambiente de privação de liberdade.
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