responsabilidade estatal por omissão

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PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE SÃO PAULO PUC-SP

PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE SÃO PAULO PUC-SP

Responsabilidade civil objetiva do poder público. Elementos estruturais. Pressupostos legitimadores da incidência do art. 37, § 6.º, da Constituição da República. Teoria do risco administrativo. Infecção por citomegalovírus. Fato danoso para o ofendido (menor impúbere) resultante da exposição de sua mãe, quando gestante, a agentes infecciosos, por efeito do desempenho, por ela, de atividades desenvolvidas em hospital público, a serviço da administração estatal. Prestação deficiente, pelo Distrito Federal, de acompanhamento pré-natal. Parto tardio. Síndrome de West. Danos morais e materiais. Ressarcibilidade. Doutrina. Jurisprudência. Recurso de agravo improvido. Os elementos que compõem a estrutura e delineiam o perfil da responsabilidade civil objetiva do Poder Público compreendem (a) a alteridade do dano, (b) a causalidade material entre o eventus damni e o comportamento positivo (ação) ou negativo (omissão) do agente público, (c) a oficialidade da atividade causal e lesiva imputável a agente do Poder Público que tenha, nessa específica condição, incidido em conduta comissiva ou omissiva, independentemente da licitude, ou não, do comportamento funcional e (d) a ausência de causa excludente da responsabilidade estatal. Precedentes. A omissão do Poder Público, quando lesiva aos direitos de qualquer pessoa, induz à responsabilidade civil objetiva do Estado, desde que presentes os pressupostos primários que lhe determinam a obrigação de indenizar os prejuízos que os seus agentes, nessa condição, hajam causado a terceiros. Doutrina. Precedentes. A jurisprudência dos Tribunais em geral tem reconhecido a responsabilidade civil objetiva do Poder Público nas hipóteses em que o eventus damni ocorra em hospitais públicos (ou mantidos pelo Estado), ou derive de tratamento médico inadequado, ministrado por funcionário público,
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A  civil por omissão do estado em acidentes de trânsito

A civil por omissão do estado em acidentes de trânsito

Por mais inusitado que possa parecer, não existem muitas discussões, no âmbito da Suprema Corte, acerca da natureza da responsabilidade do Estado por omissão causadora de acidentes de trânsito. Embora seja extremamente comum que um não-agir estatal seja a causa de um acidente (via mal pavimentada ou não sinalizada ou animais livres nas rodovias, conforme já mencionado no capítulo anterior), o STF, muitas vezes, não chega a discutir o “mérito” (a natureza da responsabilidade estatal) dessa questão em tais ocorrências. Isso acontece porque a súmula n° 279 daquela Corte (“Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário”) impede a rediscussão das provas carreadas aos autos pelas partes nas fases anteriores do processo. Deste modo, como para reanalisar os fatos e discutir a existência ou não de responsabilidade do Estado seria necessária a revaloração das provas, o estudo desta matéria muitas vezes é prejudicado no âmbito do Supremo.
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RESPONSABILIDADE CIVIL DO ESTADO EM CASO DE OMISSÃO DE SEUS AGENTES PÚBLICOS. UMA ANÁLISE SOBRE A PERSPECTIVA DA RESPONSABILIDADE OBJETIVA E SUBJETIVA

RESPONSABILIDADE CIVIL DO ESTADO EM CASO DE OMISSÃO DE SEUS AGENTES PÚBLICOS. UMA ANÁLISE SOBRE A PERSPECTIVA DA RESPONSABILIDADE OBJETIVA E SUBJETIVA

Contudo, o entendimento que mais destaca é aquele que compreende a responsabilidade Estatal com enfoque na omissão genérica e omissão específica. Em relação à omissão específica o Ente Estatal precisará responsabilizar de acordo com a teoria objetiva, sem analisar o elemento culpa, considerando que a omissão estatal ser causa direta e imediata do evento danoso. Contudo, faz-se necessário esclarecer que tais teorias não se aplicam quando existir uma hipótese excludente ou atenuante da responsabilidade civil, sendo eles, caso fortuito, força maior, culpa exclusiva ou concorrente da vítima, exercício regular do direito, ou culpa de terceiro.
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Alexandre Junqueira Gomide, “Dever de Agir e Omissão: Aspectos Relevantes para o Estudo da Responsabilidade Civil”

Alexandre Junqueira Gomide, “Dever de Agir e Omissão: Aspectos Relevantes para o Estudo da Responsabilidade Civil”

do Estado. Todavia, é de se destacar a lição de Celso Antonio Bandeira de Mello, para quem a responsabilidade por omissão do Estado é subjetiva: “Quando o dano foi pos- sível em decorrência de uma omissão do Estado (o serviço não funcionou, funcionou tardia ou ineficientemente) é de aplicar-se a teoria da responsabilidade subjetiva. Com efeito, se o Estado não agiu, não pode, logicamente, ser ele o autor do dano. E se não foi o autor só cabe responsabilizá-lo caso esteja obrigado a impedir o dano. Isto é: só faz sentido se descumpriu dever legal que lhe impunha obstar o evento lesivo. Deve- ras, caso o Poder Público não estivesse obrigado a impedir o acontecimento danoso, faltaria razão para impor-lhe o encargo de suportar patrimonialmente as conseqüên- cias da lesão. Logo, a responsabilidade estatal por ato omissivo é sempre por compor- tamento ilícito. E sendo responsabilidade por ilícito é necessariamente responsabili- dade subjetiva, pois não há conduta ilícita do Estado (embora do particular possa ha- ver) que não seja proveniente de negligência, imprudência ou imperícia (culpa) ou, então, deliberado propósito de violar norma que o constituía em dada obrigação (dolo). Culpa e dolo são justamente as modalidades de responsabilidade subjetiva”. (MELLO, Celso Antônio Bandeira de. Elementos de Direito Administrativo, 30ª ed., São Paulo: Malheiros, 2012).
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Responsabilidade civil do Estado por omissão

Responsabilidade civil do Estado por omissão

A despeito da manutenção da orientação das constituições pretéritas, o dispositivo de 1988 tem alcance mais amplo, embora não haja uma posição consolidada do seu alcance efetivo. Mas o que significa exatamente isso? O dispositivo não faz qualquer restrição sobre a natureza do ato que produz o dano. A ratio do dispositivo é a situação jurídica em que se encontra o poder público. No caso, menciona-se unicamente o dano e um nexo abstrato que vincula o Estado,independentemente da existência de vínculo jurídico prévio. A responsabilidade é objetiva, conforme a análise do dispositivo símile de 1946. E o mais importante de tudo, que faz valer a condição de grande abrangência do dispositivo novel, é a extensão da responsabilidade civil do estado por quaisquer de seus atos, sejam eles de natureza administrativa, jurisdicional ou legislativa. Para não deixar dúvidas sobre esse alcance, o constituinte de 1988 foi mais longe. Foi estabelecido no artigo 5º, inciso LXXV, o direito à indenização por erro judiciário e por prisão além do tempo previsto na sentença e, no artigo 21, XXIII, “c”, a responsabilidade estatal por danos nucleares.
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A responsabilidade civil extracontratual do estado na prestação de serviços públicos de saúde

A responsabilidade civil extracontratual do estado na prestação de serviços públicos de saúde

“E M E N T A: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO – INOCORRÊNCIA DE CONTRADIÇÃO, OBSCURIDADE OU OMISSÃO – PRETENDIDO REEXAME DA CAUSA – CARÁTER INFRINGENTE – INADMISSIBILIDADE – RESPONSABILIDADE CIVIL OBJETIVA DO PODER PÚBLICO – ELEMENTOS ESTRUTURAIS – TEORIA DO RISCO ADMINISTRATIVO – FATO DANOSO (MORTE) PARA O OFENDIDO (MENOR IMPÚBERE) RESULTANTE DE TRATAMENTO MÉDICO INADEQUADO EM HOSPITAL PÚBLICO – PRESTAÇÃO DEFICIENTE, PELO DISTRITO FEDERAL, DO DIREITO FUNDAMENTAL A SAÚDE, INDISSOCIÁVEL DO DIREITO À VIDA – EMBARGOS DE DECLARAÇÃO REJEITADOS. - Não se revelam cabíveis os embargos de declaração, quando a parte recorrente – a pretexto de esclarecer uma inexistente situação de obscuridade, omissão ou contradição – vem a utilizá-los com o objetivo de infringir o julgado e de, assim, viabilizar um indevido reexame da causa. Precedentes. - Os elementos que compõem a estrutura e delineiam o perfil da responsabilidade civil objetiva do Poder Público compreendem (a) a alteridade do dano, (b) a causalidade material entre o “eventus damni” e o comportamento positivo (ação) ou negativo (omissão) do agente público, (c) a oficialidade da atividade causal e lesiva imputável a agente do Poder Público que tenha, nessa específica condição, incidido em conduta comissiva ou omissiva, independentemente da licitude, ou não, do comportamento funcional e (d) a ausência de causa excludente da responsabilidade estatal. Precedentes. A omissão do Poder Público, quando lesiva aos direitos de qualquer pessoa, induz à responsabilidade civil objetiva do Estado, desde que presentes os pressupostos primários que lhe determinam a obrigação de indenizar os prejuízos que os seus agentes, nessa condição, hajam causado a terceiros. Doutrina. Precedentes. - A jurisprudência dos Tribunais em geral tem reconhecido a responsabilidade civil objetiva do Poder Público nas hipóteses em que o “eventus damni” ocorra em hospitais públicos (ou mantidos pelo Estado), ou derive de tratamento médico inadequado, ministrado por funcionário público, ou, então, resulte de conduta positiva (ação) ou negativa (omissão) imputável a servidor público com atuação na área médica. - Configuração de todos os pressupostos primários determinadores do reconhecimento da responsabilidade civil objetiva do Poder Público, o que faz emergir o dever de indenização pelo dano pessoal e/ou patrimonial sofrido” (Supremo Tribunal Federal, Embargos de Declaração no Agravo Regimental no Agravo de Instrumento n.º 734.689/DF, Relator Ministro Celso de Mello, publicado no DJe de 24 de agosto de 2012).
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Responsabilidade civil do Estado por omissão estatal.

Responsabilidade civil do Estado por omissão estatal.

O relator observa que o dever/poder de fiscalização ambiental e urbanística do Estado não está limitado ao ato de embargar a obra ou a atividade irregular e denun- ciá-la. Seu dever/poder vai muito além, ou seja, não pode, por omissão, ignorar ou desprezar outras medidas, inclusive possessórias, que a lei põe à sua disposição e que poderiam evitar a “turbação ou o esbulho do patrimônio estatal e dos bens de uso comum do povo, resultante do desmatamento, construção, exploração ou presença humana ilícita” (BRASIL, 2010, p. 3). E complementa o relator: a admi- nistração é solidária, objetiva e ilimitadamente responsável, por força da Lei nº 6.938/1981, “por danos urbanístico-ambientais decorrentes da omissão do seu dever de controlar e fiscalizar” (BRASIL, 2010, p.3), tendo o direito de impetrar, contra o agente público que foi relapso ou desidioso, medidas disciplinares, penais, civis e no campo da improbidade administrativa. A tese aqui fundamentada é pela responsabilidade subjetiva do Estado por omissão. Trata-se da resposta que surge como síntese da interpretação hermenêutica do dizer do ministro Herman Benjamin: “o dever-poder de controle e fiscalização ambiental [= dever/poder de imple- mentação], além de inerente ao exercício do poder de polícia do Estado, provém diretamente do marco constitucional de garantia dos processos ecológicos essen- ciais” (BRASIL, 2010, p. 2, grifo do autor) e por isso deve ser respeitado e na sua omissão deve ser penalizado.
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RESPONSABILIDADE CIVIL DO ESTADO POR ATO LEGISLATIVO NO ORDENAMENTO JURÍDICO BRASILEIRO

RESPONSABILIDADE CIVIL DO ESTADO POR ATO LEGISLATIVO NO ORDENAMENTO JURÍDICO BRASILEIRO

Caso fortuito ou força maior: Foram empregados pelo legislador como sinônimos, mas doutrinariamente não se confundem, muito embora os autos divirjam sobre as diferenças entre os dois eventos. Os conceitos, muitas vezes, chegam a ser diametralmente opostos. Optamos por seguir a corrente dos que entendem ser o caso fortuito o acidente que não poderia ser razoavelmente previsto, decorrente de forças naturais ou ininteligentes, tais como um terremoto, um furacão etc. (Clóvis Beviláqua, João Luiz Alves, Tito Fulgêncio e Carvalho de Mendonça). A força maior, tomando por empréstimo a definição de Huc, seria ‘o fato de terceiro que criou, para execução da obrigação, um obstáculo, que a boa vontade do devedor não pôde vencer (...). Exemplos de força maior: a guerra, o embargo de autoridade pública que impede a saída de navio do porto, etc. Os efeitos do caso fortuito e da força maior são idênticos: isentar o devedor da responsabilidade pelo descumprimento da obrigação. Salvo se o devedor houver assumido por cláusula expressa a responsabilidade pelo descumprimento, mesmo ocorrendo caso fortuito ou força maior.
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Marcyo Keveny de Lima Freitas & Patrícia Borba Vilar Guimarães, “A Reforma da Súmula 331 do Tribunal Superior do Trabalho: Modernização, Flexibilização ou Precarização das Normas Trabalhistas Relacionadas à Prestação de Serviços Terceirizados?” - 1469

Marcyo Keveny de Lima Freitas & Patrícia Borba Vilar Guimarães, “A Reforma da Súmula 331 do Tribunal Superior do Trabalho: Modernização, Flexibilização ou Precarização das Normas Trabalhistas Relacionadas à Prestação de Serviços Terceirizados?” - 1469

Resumo: A reforma da Súmula 331 do Tribunal Superior do Tra- balho (TST), desencadeada após o julgamento da ADC nº 16 pelo Supremo Tribunal Federal, conferindo responsabilidade subsidiária subjetiva à Administração Pública quando da ina- dimplência das empresas prestadoras contratadas, no que con- cerne a direitos trabalhistas, traz à tona grande polêmica acerca dos privilégios concedidos ao Setor Público e até que ponto eles podem estar violando princípios constitucionais garantidos em cláusulas pétreas da Constituição Federal. Dessa forma, o pre- sente estudo se propõe a analisar, por meio de uma abordagem qualitativa e bibliográfica, utilizando-se do método dialético, de que maneira o atual sistema pode prejudicar os direitos globais do trabalhador e de que forma o Poder Judiciário pode intervir para garantir esses direitos, respeitando-se assim princípios ba- silares da atual Carta Magna, como a Dignidade da Pessoa
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O sistema prisional brasileiro frente à omissão estatal e ao estado de coisas inconstitucional: uma análise do controle jurisdicional de políticas públicas

O sistema prisional brasileiro frente à omissão estatal e ao estado de coisas inconstitucional: uma análise do controle jurisdicional de políticas públicas

Segue ementa de decisão proferida pelo TJ/RS em que a objeção da reserva do possível foi acolhida em detrimento do direito fundamental à saúde: EMENTA: APELAÇÃO CÍVEL. ESTATUTO DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE. DIREITO Á SAÚDE. LEGISLAÇÃO CONSTITUCIONAL E INFRACONSTITUCIONAL. OBSERVÂNCIA DOS LIMITES DA RESERVA DO POSSÍVEL, E DAS NORMAS INFRACONSTITUCIONAIS A RESPEITO DOS CRITÉRIOS DE REPARTIÇÃO DE COMPETÊNCIAS NO ÂMBITO DA SAÚDE. Em nosso ordenamento jurídico, o direito à saúde foi priorizado tanto pelo legislador constituinte quanto pelo legislador infraconstitucional, sendo responsabilidade do Estado (gênero) o fornecimento de medicamentos àqueles que dos mesmos necessitem observados, entretanto, os limites da reserva do possível, bem assim como os critérios de repartição de competências no âmbito da saúde, sob pena de prejudicar-se, ou até mesmo inviabilizar, o sistema público de saúde. ASTREINTES. DESCABIMENTO. ORIENTAÇÃO DA CÂMARA. Afigura-se descabida a cominação de multa por dia de atraso no fornecimento de medicamento, uma vez que tal imposição apenas contribui para o agravamento das finanças públicas, gerando novo ônus a ser suportado por toda a sociedade, sem atingir a efetividade almejada o provimento mandamental. AFASTAMENTO DA CONDENAÇÃO DO ESTADO AO PAGAMENTO DAS CUSTAS PROCESSUAIS. É descabida a condenação do Estado ao pagamento das custas processuais, uma vez que se trata de processo afeto à Justiça da Infância e da Juventude, onde as ações são isentas de custas, a teor do disposto no artigo 141, §2º, do ECA. Agravo retido provido, e recurso de apelação provido. Apelação e Reexame Necessário Nº 70023896202, Sétima Câmara Cível, Tribunal de Justiça do RS, Relator: Ricardo Raupp Ruschel, Julgado em 25/06/2008. (RIO GRANDE DO SUL, 2008).
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Estratégia de responsabilidade social em empresa ex-estatal: estudo de caso no setor de telecomunicações

Estratégia de responsabilidade social em empresa ex-estatal: estudo de caso no setor de telecomunicações

A RS tem sido muito discutida nos últimos anos, mas ainda não há conhecimento suficiente sobre esse tema emergente na área de estratégia. Apesar de diversos autores divergirem sobre qual seria o papel da empresa na sociedade, inicialmente, a filantropia foi adotada pelas organizações como meio de ajudar a sociedade. A responsabilidade social surgiu nos EUA relacionada à maneira como agiam os homens de negócios. Essa concepção dura até o final da década de 70. A partir daí, com o aumento da pressão sobre as empresas para considerarem questões mais complexas, tais como poluição e discriminação racial em suas atividades, a responsabilidade social deixa de ser relacionada ao indivíduo e passa a ser atrelada ao negócio da empresa, iniciando-se a responsabilidade social corporativa. É nesse período em que são iniciados os debates, com base em Freeman (1984) sobre quem são os stakeholders das empresas e como as empresas devem tratá-los. A partir da década de 80, a RS passa a ser tratada como um instrumento gerencial, através do qual as empresas buscam um melhor desempenho.
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RESPONSABILIDADE CIVIL DO ESTADO POR ATO LEGISLATIVO NO ORDENAMENTO JURÍDICO BRASILEIRO

RESPONSABILIDADE CIVIL DO ESTADO POR ATO LEGISLATIVO NO ORDENAMENTO JURÍDICO BRASILEIRO

O que a Constituição distingue é o dano causado pelos agentes da Administração (servidores) dos danos ocasionados por atos de terceiros ou por fenômenos da natureza. Observe-se que o artigo 37, § 6º, só atribui responsabilidade objetiva à Administração pelos danos que seus agentes, nessa qualidade, causem a terceiros. Portanto o legislador constituinte só cobriu o risco administrativo da atuação ou inação dos servidores públicos; não responsabilizou objetivamente a Administração por atos predatórios de terceiros, nem por fenômenos naturais que causem danos aos particulares. Para a indenização destes atos e fatos estranhos à atividade administrativa observa-se o princípio geral da culpa civil, manifesta pela imprudência, negligência ou imperícia na realização do serviço público que causou ou ensejou o dano.
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Abertura de capital como alternativa para o financiamento da infraestrutura portuária  brasileira

Abertura de capital como alternativa para o financiamento da infraestrutura portuária brasileira

Fonte: ANTAQ 2012. Nos portos também estão presentes mais 300 empresas privadas prestando serviços que antes eram de responsabilidade única do poder estatal, caracterizando um indíci[r]

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Dano-evento e dano-prejuízo

Dano-evento e dano-prejuízo

A segunda hipótese é de direito processual. O art. 100, V, a, do Código Processual Civil (CPC), determina a competência do foro do lugar do ato ou fato para a ação de reparação do dano. Em uma análise superficial, a regra se refere à conduta quando diz ato ou fato. Contudo, pode-se argumentar que somente quando se diz ato relaciona-se à conduta. Referindo-se ao fato, poder-se-ia alegar que a idéia deve ser de fato jurídico que, no campo da responsabilidade civil, abrange tanto a conduta como o nexo de causalidade e o dano 35 . Assim, se a conduta for realizada em um determinado local, mas o dano for produzido em outro, haverá uma opção para a propositura da demanda, que se resolverá pela prevenção 36 .
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QDe acordo com a informação colhida no sítio web do Supremo Tribunal Federal: “Quanto ao primeiro dispositivo legal questionado (artigo 23), a PGR aponta que, ao impor à União a responsabilidade civil perante a Fifa, seus representantes legais, empregados ou consultores por todo e qualquer dano que surja em decorrência de incidente ou acidente de segurança relacionado aos eventos (Copa das Confedera- ções e Copa do Mundo), a lei violou previsão constitucional [artigo 37, parágrafo 6º, da Constituição Federal] sobre a responsabilidade da Administração Pública: “Con- trariamente ao dispositivo constitucional, o artigo 23 da Lei Geral da Copa adota a Teoria do Risco Integral, pois impõe à União a assunção da responsabilidade por danos que não foram causados por seus agentes. O dispositivo impugnado prevê a dispensa da comprovação da falha administrativa, de forma a responsabilizar o ente público inclusive pelos prejuízos decorrentes de atos de terceiros e de fatos da natu-
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1. Introdução - Fi is Madeira Cli ticos e objetos nulos na aquisic a o de portugue s L2

1. Introdução - Fi is Madeira Cli ticos e objetos nulos na aquisic a o de portugue s L2

limitações na produção de clíticos nas línguas com concordância participial explícita desaparecem por volta dos 3 anos, deixando a Restrição de Verificação Única de estar ativa em estádios de desenvolvimento posteriores. Esta restrição, no entanto, faz predições incorretas para uma língua como o português, que não apresenta concordância explícita entre o particípio passado e o objeto, mas em que as taxas de omissão de clíticos observadas são bastante mais elevadas, e persistem até mais tarde, do que em línguas como o italiano, o catalão e o francês (e.g., Costa & Lobo, 2007, 2009). Estes autores colocam a hipótese de que esta omissão, que representa uma sobregeneralização da construção de objeto nulo disponível em português (Raposo, 1986), resulta de um efeito de complexidade do sistema, o qual se explica pelas propriedades especiais dos clíticos em português (o português europeu apresenta padrões de colocação de clíticos particulares, cujo conhecimento, de acordo com Costa, Fiéis & Lobo, 2014, se desenvolve tardiamente) e pela disponibilidade de objeto nulo. Assim, em português, a omissão de clíticos concorre com uma construção nula, podendo ocorrer uma sobregeneralização em contextos de ilha, em que o objeto nulo não é permitido na língua adulta.
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A Responsabilidade civil do Estado por danos causados ao meio ambiente quando sua omissão no dever de fiscalizar for determinante para a concretização ou o agravamento do dano causado

A Responsabilidade civil do Estado por danos causados ao meio ambiente quando sua omissão no dever de fiscalizar for determinante para a concretização ou o agravamento do dano causado

RESUMO: O presente estudo consiste em uma investigação crítica sobre a responsabilidade civil do Estado por danos ambientais, quando o Estado for omisso no seu dever de fiscalizar as atividades potencialmente causadoras de degradação ambiental. Dessa forma, para alcançar esse objetivo, buscou-se dissertar sobre os princípios ambientais mais importantes para o tema, quais sejam, princípio do poluidor-pagador, princípio da reparação In Integrum, princípio da prioridade da reparação In Natura e o princípio da obrigatoriedade da atuação estatal. Tendo como norte o princípio lógico da obrigatoriedade da atuação estatal no direito ambiental, buscou-se analisar de que forma está sendo atribuída a responsabilização do Estado, por sua omissão, no intuito de preservar o meio ambiente ecologicamente equilibrado para as presentes e futuras gerações. Constatou-se, por fim, que o Estado tem a obrigação de atuar contra a degradação ambiental, inclusive reparando o dano provocado em razão de sua omissão, visando garantir o meio ambiente saudável para todos, já que este é um direito difuso de terceira geração.
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Omissão de macronutrientes em rami.

Omissão de macronutrientes em rami.

Comparando-se o tratamento completo com os demais, observa-se que a omissão de nitrogênio proporcionou aumento das concentrações de fós- foro, cálcio, boro, ferro e manganês e diminuiç[r]

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Material   Folder A Carta da Terra

Material Folder A Carta da Terra

Estamos diante de um momento crítico na história da Terra, numa época em que a humanidade deve escolher o seu futuro. À medida que o mundo torna-se cada vez mais interdependente e frágil, o futuro enfrenta, ao mesmo tempo, grandes perigos e grandes promessas. Para seguir adiante, devemos reconhecer que no meio de uma magnífica diversidade de culturas e formas de vida, somos uma família humana e uma comunidade terrestre com um destino comum. Devemos somar forças para gerar uma sociedade sustentável global baseada no respeito pela natureza, nos direitos humanos universais, na justiça econômica e numa cultura da paz. Para chegar a este propósito, é imperativo que, nós, os povos da Terra, declaremos nossa responsabilidade uns para com os outros, com a grande comunidade da vida, e com as futuras gerações.
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A PRESIDENTA DA REPÚBLICA Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono

A PRESIDENTA DA REPÚBLICA Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono

As Áreas de Preservação Permanente localizadas em imóveis inseridos nos limites de Unidades de Conservação de Proteção Integral criadas por ato do Poder Público até a data[r]

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