Responsabilidade tributária

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A responsabilidade tributária subsidiária por violação dos deveres de administração

A responsabilidade tributária subsidiária por violação dos deveres de administração

responsabilidade tributária dos administradores, sendo para tal facto a concretização de condutas alheias aos deveres de administração 2 . Inclui, com isso, o estudo dos requisitos taxativos de aferição da responsabilidade tributária elencados no artigo 24.º da Lei Geral Tributária (LGT) a conjugar num traço comparativo à aplicabilidade da responsabilização dos administradores enumerada no artigo 78.º do Código das Sociedades Comerciais (CSC). Tem-se ainda, o escopo de se trazer à reflexão os mecanismos de aplicabilidade de um ordenamento especializado no âmbito empresarial (o CSC) ao plano da taxatividade do sistema jurídico fiscal (a LGT). Com isso, evidencia-se a possibilidade de uma interpretação limpa de resquícios arbitrários imperados na legislação tributária, pela qual não raro responsabiliza os administradores sem dar o devido respeito à igualdade de condições zeladas pelos princípios constitucionais, logo que o Estado-Fisco se apropria de condutas arbitrárias para consecução de seus fins arrecadatórios.
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DOS PRESSUPOSTOS PARA VÁLIDA RESPONSABILIDADE TRIBUTÁRIA DO SÓCIO EM FACE DE DÉBITOS DA PESSOA JURÍDICA

DOS PRESSUPOSTOS PARA VÁLIDA RESPONSABILIDADE TRIBUTÁRIA DO SÓCIO EM FACE DE DÉBITOS DA PESSOA JURÍDICA

10. Atente-se para o fato de que nada impede que a Execução Fiscal seja promovida contra sujeitos distintos, por cumulação subjetiva em regime de litisconsórcio. 11. Com efeito, são distintas as causas que deram ensejo à responsabilidade tributária e, por consequência, à definição do polo passivo da demanda: a) no caso da pessoa jurídica, a responsabilidade decorre da concretização, no mundo material, dos elementos integralmente previstos em abstrato na norma que define a hipótese de incidência do tributo; b) em relação ao sócio-gerente, o "fato gerador" de sua responsabilidade, conforme acima demonstrado, não é o simples inadimplemento da obrigação tributária, mas a dissolução irregular (ato ilícito). 12. Não há sentido em concluir que a prática, pelo sócio-gerente, e ato ilícito (dissolução irregular) constitui causa de exclusão da responsabilidade tributária da pessoa jurídica, fundada em circunstância independente.
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Grupos econômicos e a responsabilidade tributária em execuções fiscais

Grupos econômicos e a responsabilidade tributária em execuções fiscais

Se o antecedente é falso, o consequente pode ser verdadeiro, ou, em outras palavras, se a prova é ilícita, pode haver uma relação jurídica dela decorrente. Em sendo a prova (norma jurídica em sentido amplo) introduzida no sistema por autoridade incompetente, deve haver a demonstração de que ela não preenche os requisitos de permanência no ordenamento jurídico para que, assim, ela seja extirpada através do procedimento adequado. À parte que alega, cabe a prova de suas afirmações, não podendo apenas basear suas teses em suposições, aparências ou presunções. Esse ponto é fundamental na analise da atual conjectura sobre responsabilidade tributária de grupos econômicos, tendo em vista que a Fazenda Pública faz requerimentos de redirecionamento do feito contra terceiros apenas por indícios ou presunções, muitas vezes apenas pelo fato de ser parte de um grupo de sociedades, o que vai de encontro a princípios básicos do Direito Civil e Empresarial da autonomia da pessoa jurídica e de livre iniciativa.
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Responsabilidade tributária por sucessão: uma visão teórica e prática na aquisição de estabelecimento e/ou fundo de comércio

Responsabilidade tributária por sucessão: uma visão teórica e prática na aquisição de estabelecimento e/ou fundo de comércio

O exame minucioso de 82 acórdãos do STJ relevou que nem todas as questões controvertidas do art. 133 do CTN foram submetidas ao exame desta Corte. Ainda permanecem sem resposta diversas questões polêmicas, por exemplo, a discussão quanto aos tributos que transferem a responsabilidade tributária ao adquirente de estabelecimento e/ou fundo de comércio. Além disso, nem todas as decisões do STJ se mostraram uniformes, já que foram localizados acórdãos de uma mesma Turma apontando tanto num sentido quanto em outro. Por essa razão, pode-se afirmar que não existe um conjunto reiterado de decisões sobre responsabilidade tributária do art. 133 do CTN que permita identificar tendências e/ou posições do STJ. Apenas em relação à discussão da transferência das penalidades ao sucessor é que se pode afirmar que a matéria já está pacificada no STJ, tendo em vista a publicação do Resp nº 923.012/MG, julgado no rito do recurso repetitivo. 112 Neste julgado, a 1ª Seção do STJ entendeu que na expressão tributos devem estar incluídas tanto a multa de mora quanto a multa punitiva. Nota-se, ainda, que os ministros não relatores raramente questionam o voto do condutor. O que se apurou é que esses ministros, normalmente, acompanham a decisão dada pelo relator sem fazerem qualquer tipo de ressalva ou comentário. Tanto é verdade que dos 82 acórdãos examinados foram encontradas manifestações de ministros não relatores em apenas 3 acórdãos, ou seja, menos de 4% do volume pesquisado. Esta situação demonstra que o debate e a divergência no âmbito do STJ são cada vez mais raros. Então, o que se viu foi um Tribunal onde não há decisões colegiadas, mas tão somente decisões singulares, em que os ministros se limitam a “acompanhar o relator”. Observou-se, também, que não há um critério lógico ou jurídico em relação à aplicação da Súmula nº 7/STJ. Os ministros ora julgam o mérito, ora aplicam a Súmula. E, o que é pior, foram identificados casos em que relator aplicou a Súmula num acórdão e julgou o mérito em outro, embora as circunstâncias fáticas das duas demandas fossem as mesmas. Constatou-se, portanto, que o Tribunal usa discricionariamente a Súmula nº 7/STJ. Ademais, viu-se que, em regra, existe pouco esforço dos ministros em analisar de forma detida as circunstâncias fáticas e os argumentos apresentados pelas partes. Na maioria das vezes, os relatores se limitam a repetir os mesmos argumentos jurídicos de outros processos, que, na maior parte dos casos, não apresentam
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Responsabilidade tributária de empresas que compõem o mesmo grupo econômico

Responsabilidade tributária de empresas que compõem o mesmo grupo econômico

poucos precedentes judiciais em torno da responsabilização de grupos econômicos, sobretudo no contexto do redirecionamento de execuções fiscais, estaria empurrando os juízes a manejar a ferramenta cada qual à sua maneira. A corroborar tal conclusão, citamos artigo de Maria Rita Ferragut (2014), publicado no site do Fiscosoft, em 22.07.2014, para quem o Judiciário, não raramente desconsidera os limites normativos da lei, em prol do redirecionamento do passivo fiscal para empresas que, alegadamente, compõem um grupo econômico. Nos últimos anos, como demonstraremos, o assunto ganhou força, havendo uma multiplicidade de precedentes judiciais nos quais o tema é discutido, a exemplo daqueles relacionados no anexo deste trabalho, proferidos pelo Tribunal Regional Federal da 3ª Região. Na mostra selecionada, apenas um dos acórdãos datam do ano de 2006, tendo todos os demais sido publicados a partir de 2011 (6 casos), 2012 (2 casos), 2013 (5 casos) e 2014 (4 casos). O mesmo acontece na esfera administrativa: em pesquisa realizada no site do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, em “jurisprudência”, com a seleção do campo “ementa + acórdão” com os termos “responsabilidade tributária” e “grupo econômico”, no período de janeiro de 2005 a janeiro de 2015, encontramos 127 resultados, dos quais apenas 11 são anteriores a janeiro de 2012.
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Filipe Lôbo Gomes, Danyelle Rodrigues de Melo Nunes & Natalie Cristyne de Santana Barbosa Farias, “Do Argumento ao Fundamento: Análise Tópica do Recurso Especial nº 1.455.490/PR na Delimitação da Responsabilidade Tributária do Administrador” - 497

Filipe Lôbo Gomes, Danyelle Rodrigues de Melo Nunes & Natalie Cristyne de Santana Barbosa Farias, “Do Argumento ao Fundamento: Análise Tópica do Recurso Especial nº 1.455.490/PR na Delimitação da Responsabilidade Tributária do Administrador” - 497

para a análise da jurisprudência tributária, mais precisamente na apreciação do Acórdão proferido no Recurso Especial nº 1455490/PR, de relatoria do Ministro Herman Benjamin, jul- gado à unanimidade pela Segunda Turma do Superior Tribunal de Justiça, publicado no Diário de Justiça Eletrônico em 25/09/2014. Inclusive, essa decisão judicial colegiada foi objeto do Informativo de Jurisprudência nº 0550 de 19 de novembro de 2014. A escolha desse julgado em particular se justifica pelo fato de ele representar um paradigma no tema da responsabilidade tributária prevista no Código Tributário Nacional, em seu artigo 135, inciso III, sendo tido como referência no posicionamento do Superior Tribunal de Justiça e justamente por isso vem sendo referenciado nas mais recentes decisões de primeiro e segundo grau de jurisdição (a exemplo de recente julgado do Tribunal de Justiça do Estado de Alagoas, na Apelação n. 0000400- 83.2007.8.02.0051, de Relatoria do Desembargador Fábio José Bittencourt Araújo, publicado em 12/12/2018) 4 .
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RESPONSABILIDADE TRIBUTÁRIA SOB O ENFOQE DA SÚMULA 435 DO STJ

RESPONSABILIDADE TRIBUTÁRIA SOB O ENFOQE DA SÚMULA 435 DO STJ

PROCESSUAL CIVIL. TRIBUTÁRIO. AÇÃO DE DEPÓSITO. RETENÇÃO DE CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA SEM REPASSE AO INSTITUTO DE PREVIDÊNCIA SOCIAL. INFRAÇÃO À LEI. APLICAÇÃO DO ART. 135, III, DO CTN. IRREGULARIDADE TRIBUTÁRIA INCONTROVERSA. DESNECESSIDADE DE REVOLVIMENTO FÁTICO-PROBATÓRIO. VIOLAÇÃO AO ART. 1.022 DO CPC/2015. NÃO OCORRÊNCIA. DEMAIS MATÉRIAS DE QUE NÃO SE CONHECE. 1. O Tribunal a quo excluiu a responsabilidade tributária do sócio em relação a contribuição previdenciária descontada (retida) no salário dos empregados e não repassada ao INSS. 2. A orientação do STJ é pacífica no sentido de que constitui ilícito, para fins de viabilizar a responsabilidade das pessoas previstas no art. 135, III, do CTN, o ato omissivo consistente na ausência de repasse das contribuições previdenciárias descontadas no salário dos empregados. 3. A definição da aplicação do art. 135, III, do CTN à hipótese dos autos não implica revolvimento do contexto fático-probatório a esbarrar na Súmula 7/STJ, mas tão somente análise dos efeitos jurídicos de determinada prática que não se controverte na lide. 4. Não configurada a alegada ofensa ao artigo 1.022 do Código de Processo Civil de 2015, uma vez que o Tribunal de origem julgou integralmente a lide e solucionou, de maneira amplamente fundamentada, a controvérsia, em conformidade com o que lhe foi apresentado. 5. Demais matérias de que não se conhece, seja pela natureza constitucional da discussão sobre a prisão civil do depositário infiel, seja por já reconhecida favoravelmente ao recorrente no Acórdão atacado a adequação da via eleita e a persistência do interesse de agir em relação aos demais efeitos da ação de depósito. 6. Recurso Especial conhecido em parte e, nesta parte, provido. (STJ, 2017, online).
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Da responsabilidade tributária dos gestores de bens ou direitos de entidades não residentes: um contributo para a sua compreensão

Da responsabilidade tributária dos gestores de bens ou direitos de entidades não residentes: um contributo para a sua compreensão

referem as autoras que a legitimidade dos responsáveis solidários resulta da exigência, em relação a estes, do cumprimento em conjunto com o devedor principal. Porém, acrescentam e bem, que a legitimidade (dos responsáveis solidários) não se verificará durante a pendência do procedimento tributário de liquidação do tributo pelo qual pode ser responsável solidário, só passando a existir após a decisão final de liquidação, exceto se tiverem sido ordenadas ou requeridas providências cautelares contra estes responsáveis, cfr. NETO, Serena Cabrito, TRINDADE, Carla Castelo, Contencioso Tributário, Volume I, Almedina, 2017, Coimbra, pág. 100. Efetivamente, os responsáveis solidários não são tidos nem achados durante o procedimento de liquidação (liquidação aqui no seu sentido lato), pois que o lançamento e a liquidação dos tributos haverão de laborar e ser feitos em nome de quem preenche o elemento subjetivo do facto tributário que esteve na sua origem, ou seja o devedor originário, vulgo contribuinte ou devedores solidários. Porém, e por isso mesmo, entendemos que a decisão final do procedimento de liquidação apenas deverá produzir efeitos em termos de exigibilidade imediata do tributo, num primeiro momento, em relação a essas pessoas que constam do citado procedimento, pois é em relação a elas que, primária e funcionalmente, o sistema fiscal visa a tributação (pois são os titulares da capacidade contributiva), isto é, visa obter o seu contributo na ideia de solidariedade do contribuinte na satisfação das necessidades da comunidade social que ele integra. Sendo necessário, posteriormente a essa decisão, um ato de notificação (não da liquidação em sentido próprio, mas da exigência do pagamento do tributo em causa) aos responsáveis solidários na medida em que aqueles não hajam satisfeito voluntariamente prestação tributária. Na verdade, e neste sentido, somos do parecer que a responsabilidade solidária opera também ela num plano subsidiário face ao devedor originário, embora apenas exija como pressuposto de facto o incumprimento no prazo de pagamento voluntário atribuído ao devedor originário, contrariamente à responsabilidade subsidiária em sentido próprio. Em apelo desde modo de encarar as realidades em questão, Soares Martinez refere que “a responsabilidade tributária depende sempre de uma certa conexão com a falta de cumprimento do devedor originário”, cfr. SOARES, Martinez, Op. Cit., pág. 251, e “a responsabilidade tributária corresponde sempre a um dever de pagamento subsidiário”, cfr. SOARES, Martinez, Op. Cit., pág. 252.
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As sociedades por quotas por responsabilidade limitada: a noção de responsabilidade tributária no direito brasileiro e no direito português

As sociedades por quotas por responsabilidade limitada: a noção de responsabilidade tributária no direito brasileiro e no direito português

3. Os bens do sócio de uma pessoa jurídica comercial não respondem, em caráter solidário, por dívidas fiscais assumidas pela sociedade. A responsabilidade tributária imposta por sócio-gerente, administrador, diretor ou equivalente só se caracteriza quando há dissolução irregular da sociedade ou se comprova infração à lei praticada pelo dirigente, e não apenas quando ele simplesmente exercia a gerência da empresa á época dos fatos geradores. 4. Em qualquer espécie de sociedade comercial, é o patrimônio social que responde sempre e integralmente pelas dívidas sociais. Os diretores não respondem pessoalmente pelas obrigações contraídas em nome da sociedade, mas respondem para com esta e para com terceiros solidária e ilimitadamente pelo excesso de mandato e pelos atos praticados com violação do estatuto ou lei (art. 158, I e II, da Lei
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RESPONSABILIDADE TRIBUTÁRIA DO SÓCIO “OCULTO OU DE FATO” À LUZ DO CÓDIGO TRIBUTÁRIO NACIONAL (CTN) JUAREZ BARBOSA PORTO

RESPONSABILIDADE TRIBUTÁRIA DO SÓCIO “OCULTO OU DE FATO” À LUZ DO CÓDIGO TRIBUTÁRIO NACIONAL (CTN) JUAREZ BARBOSA PORTO

O artigo 131 do CTN estabelece que responsabilidade por sucessão dos adquirentes e remitentes dos bens adquiridos ou remidos, do sucessor a qualquer título, do cônjuge meeiro, pelos tributos devidos pelo de cujos até a data da partilha ou adjudicação e pelo espólio nos tributos devidos pelo de cujos até a data da abertura da sucessão, serão do tipo pessoal, o que significa dizer que o contribuinte responsável responderá com seu patrimônio o pagamento do tributo devido. No caso dos sucessores, a qualquer título e do cônjuge meeiro, esta responsabilidade só pode ir até o valor dos bens recebidos. Essa é uma garantia constitucional. O artigo 132 26 trata da sucessão empresarial, ou seja, quando ocorrer qualquer uma das formas de reorganização societária, quais sejam, fusão, incorporação e cisão, a empresa resultante dessa reorganização será responsável pelos tributos devidos pela empresa sucedida, até a data da sucessão ― de modo que a incorporadora responderá pelos tributos devidos pela incorporada e a empresa resultante da fusão será responsável pelos tributos devidos pelas empresas fundidas. No caso da cisão, deverá ser observada a proporcionalidade com o patrimônio cindido.
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RESPONSABILIDADE TRIBUTÁRIA DOS SÓCIOS E DIRIGENTES DE PESSOAS JURÍDICAS

RESPONSABILIDADE TRIBUTÁRIA DOS SÓCIOS E DIRIGENTES DE PESSOAS JURÍDICAS

desde a legalidade até os mais elementares princípios da teoria do processo, como ausência de procedimento e provas. Sobre a justificativa de fazer justiça no caso concreto, cumpriam-se desmandos intoleráveis, afirmando a velha teoria da substância sobre a forma, ao aplicarem a teoria da desconsideração como sansão e como meio para atribuir aos sócios toda a responsabilidade pelo destino da sociedade que formavam. Sem qualquer distinção dos bandos de salteadores, do que falava Kelsen, diversas pessoas propunham ações com esse objeto e com especial satisfação viam as suas pretensões acatadas a futuro por juízes “realistas”, algozes da realidade. Por isso, foram antijurídicas, até a entrada em vigor do Código Civil vigente, todas as decisões da desconsideração da personalidade jurídica tomadas por tais juízes vingativos em qualquer instância, nos quatro quantos desse país, quando desprovidas de fundamentação em lei específica, porquanto até o início de 2003 não dispunha de uma regra geral predisposta para esse mesmo fim.
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A responsabilidade tributária do administrador judicial

A responsabilidade tributária do administrador judicial

Desta feita, isenta de tributação certos actos jurídicos praticados no âmbito de planos de insolvência e de pagamentos ou ainda os levados a cabo para a liquidação da massa insolvente. Tendo em conta que esta norma elenca quais são esses actos (referindo-se a um conjunto muito pequeno) vale por dizer que outros haverá que estão sujeitos a este imposto e, por consequência, sob a responsabilidade, mais uma vez, do AJ.

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UNIVERSIDADE FEDERAL DO CEARÁ FACULDADE DE ECONOMIA, ADMINISTRAÇÃO, ATUÁRIA E CONTABILIDADE DEPARTAMENTO DE CONTABILIDADE CURSO DE CIÊNCIAS CONTÁBEIS

UNIVERSIDADE FEDERAL DO CEARÁ FACULDADE DE ECONOMIA, ADMINISTRAÇÃO, ATUÁRIA E CONTABILIDADE DEPARTAMENTO DE CONTABILIDADE CURSO DE CIÊNCIAS CONTÁBEIS

A súmula nº 554 do Superior Tribunal de Justiça é foco de diversos debates no âmbito jurídico brasileiro. A referida súmula ampliou a interpretação da responsabilidade tributária por sucessão, de forma que o sucessor responderá pelos tributos e as multas da sucedida. O objetivo geral do trabalho é identificar as concepções doutrinarias e jurisprudenciais acerca da responsabilidade tributária das multas em contextos de sucessão empresarial decorrentes de reestruturação societária, consoante a Súmula nº. 554, do STJ. No que concerne à metodologia, quanto aos objetivos, a pesquisa foi descritiva; quanto à abordagem do problema, qualitativa; quanto às técnicas e procedimentos, foi bibliográfica e documental. De acordo com a pesquisa, a Súmula nº. 554, do STJ tem como fundamento que a multa é derivada da inobservância de uma obrigação tributária, surgindo, partir de então, a obrigação principal, a qual passa a compor o passivo da empresa e, por essa razão, deve ser adimplida pela sucessora. Tal entendimento evita que as empresas, ao receberem elevadas multas tributarias, se utilizem dos processos de reorganização societária para não arcar com tais multas, resultando assim prejuízo ao sujeito ativo do referido crédito tributário.
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Thiago Buschinelli Sorrentino.pdf

Thiago Buschinelli Sorrentino.pdf

Em segundo lugar, a racionalidade que rege a atribuição de sujeição passiva ao contribuinte difere em essência da racionalidade que permite a justificação da atribuição de sujeição passiva por responsabilidade. Como se irá observar, a responsabilidade tributária não encontra fundamentação na capacidade contributiva ou na inferência projetada a partir das materialidades descritas no texto constitucional para a formação da competência tributária. Contudo, o giro nas linhas de fundamentação entre um e outro fenômeno de sujeição passiva não é aparente, em razão da rigidez e exaustividade da estrutura da competência tributária posta pela Constituição. Certamente, seria um sem-sentido admitir que o sistema jurídico possuísse mecanismos para negar ou sobrescrever a forma detalhada eleita pelo constituinte para definir a aptidão, e consequentemente os limites, para a instituição, cobrança e fiscalização de tributos. Para evitar o esvaziamento do sentido emanado pela Constituição, isto é, não fugir à rigidez e à exaustividade lhe são características, não é incomum que o viés de interpretação busque demonstrar a posição do responsável de acordo com os mesmos parâmetros que operam na eleição do contribuinte. Aqui, a tensão se manifesta ante à necessidade de justificativa sistemática da atribuição de sujeição passiva por responsabilidade, nos termos de parâmetros próprios e que portanto não se confundem com os elementos que condicionam a escolha do contribuinte, sem que se prejudique os traços que caracterizam o âmbito material e pessoa da competência tributária.
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a exclusão da  por infrações pela denúncia espontânea  Terezinha De Oliveira Domingos, Leandro Reinaldo da Cunha

a exclusão da por infrações pela denúncia espontânea Terezinha De Oliveira Domingos, Leandro Reinaldo da Cunha

O presente artigo tem por escopo estudar a denúncia espontânea como forma de exclusão da responsabilidade tributária, seus requisitos e o pagamento do montante do tributo devido ou depósito do valor arbitrado pela autoridade tributária. É cabível a denúncia espontânea nas situações que o lançamento for feito por homologação, todavia, não é possível ser efetivada caso o tributo tenha sido declarado antecipadamente pelo contribuinte e não pago até o vencimento. Buscou-se evidenciar que a não observância do comando normativo por parte do destinatário acarreta o descumprimento de um dever jurídico e se o descumprimento for de natureza tributária, estamos diante de uma infração tributária. O viés gira em torno da aplicação das sanções tributárias e, em particular, sopesar os princípios da proibição do tributo com efeito de confisco, da proporcionalização da sanção e da personalização. Nota-se que a denúncia espontânea é uma forma de incentivar o sujeito passivo cumprir de forma espontânea a obrigação tributária, ou seja, o contribuinte recolherá o tributo, com juros e as correções devidas, mas se beneficiará da exclusão de penalidades. Para atingir a sua finalidade, utilizar-se-á o método científico-dedutivo de pesquisa bibliográfica.
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Insolvncia e Processo Tributrio

Insolvncia e Processo Tributrio

do devedor principal e apurar-se, com precisão, o (eventual) montante a pagar pelo responsável subsidiário. Daí que estas acções se suspendam, tendencialmente até ao encerramento do processo de insolvência, não se justificando desenvolver, até lá, a actividade jurisdicional destinada a apurar os pressupostos da responsabilidade tributária. Recorde-se que o artigo 23.º, n.º 3, da LGT determina que “[c]aso, no momento da reversão, não seja possível determinar a suficiência dos bens penhorados por não estar definido com precisão o montante a pagar pelo responsável subsidiário, o processo de execução fiscal fica suspenso desde o termo do prazo de oposição até à completa excussão do património do executado, sem prejuízo da possibilidade de adopção das medidas cautelares adequadas nos termos da lei” e que o n.º 7 da mesma norma estabelece que “[o] dever de reversão previsto no n.º 3 deste artigo é extensível às situações em que seja solicitada a avocação de processos referida no n.º 2 do artigo 181.º do CPPT, só se procedendo ao envio dos mesmos a tribunal após despacho do órgão da execução fiscal, sem prejuízo da adopção das medidas cautelares aplicáveis”.
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Repositório Institucional UFC: A responsabilidade administrativo-tributária na fraude empresarial

Repositório Institucional UFC: A responsabilidade administrativo-tributária na fraude empresarial

Foi analisada a possibilidade de a empresa ser responsabilizada administrativamente pelo cometimento de fraude tributária. Inicialmente, abordou-se a questão da fraude tributária no direito positivo brasileiro, trazendo sua abrangência e seu conceito. Discutiram-se, também, os campos de ação do Direito Tributário Penal e do Direito Penal Tributário, onde foram destacadas as diferenças existentes entre as sanções penais e administrativas, mas asseverada a necessidade de comprovação do dolo no caso de fraude, quer no âmbito administrativo, quer no âmbito penal. Abordou-se a evolução, no direito positivo brasileiro, da Teoria dos Atos de Comércio para a Teoria da Empresa; com base nesta, explicou-se a existência de diferentes perfis na empresa, dentre eles os perfis “subjetivo” e “corporativo”, que foram utilizados para demonstrar a possibilidade de o ente empresarial agir volitivamente. Em seguida, fez-se uma abordagem das diferenças existentes entre a responsabilidade tributária objetiva e subjetiva, procurando se contrapor a entendimentos doutrinários que negam a responsabilidade penal da pessoa jurídica ao argumento de que esta seria destituída de vontade. A conclusão do autor foi no sentido de admitir a fraude empresarial, com a conseqüente possibilidade de cominação, contra a pessoa jurídica, de sanções não só administrativas, mas também penais, muito embora nessa última hipótese existam alguns problemas de natureza prática decorrentes da visão tradicionalmente individualista do Direito Penal.
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A simulação nas relações tributárias: uma abordagem doutrinária e jurisprudencial com um enfoque nos impostos sobre transmissão onerosa dos bens imóveis em Brasil e Portugal

A simulação nas relações tributárias: uma abordagem doutrinária e jurisprudencial com um enfoque nos impostos sobre transmissão onerosa dos bens imóveis em Brasil e Portugal

A simulação é objeto de frequente estudo no Direito Civil. No entanto, a sua aplicabilidade no âmbito do Direito Fiscal é fundamental para o estudo das fraudes fiscais, tendo como especial atenção o seu emprego para buscar a redução da carga fiscal nos impostos de transmissão de bens imóveis. O presente estudo tem como objetivo o estudo da simulação nas relações tributárias abordando especialmente sua influência nos impostos de transmissão de bens imóveis tanto no Brasil como em Portugal, abordando ainda a questão da responsabilidade tributária por infração e os efeitos que podem ocorrer em virtude da decretação da nulidade ou anulabilidade do negócio jurídico face à simulação praticada. Não obstante, trata-se de um estudo introdutório acerca do tema, não exaurindo todas as modalidades de simulação no direito tributário luso-brasileiro.
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