Resposta imune durante a infecção experimental pelo T. cruzi

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Resposta imune mediada por linfócitos T CD8+ na infecção experimental pelo Trypanosoma cruzi

Resposta imune mediada por linfócitos T CD8+ na infecção experimental pelo Trypanosoma cruzi

expresso por membros da família de proteínas de superfície trans-sialidase. A fim de determinar se esta imunodominância seria exercida não somente contra outros epítopos restritos pelo MHC H-2K b , mas também sobre outros complexos peptídeo- MHC, nós estudamos a resposta imune contra epítopos restritos por distintos MHC durante a infecção de camundongos homozigotos e heterozigotos. Nós observamos que a resposta imune contra o complexo H-2K b -VNHRFTLV era semelhante em camundongos homozigotos e heterozigotos. Em contraste, a resposta imune aos epítopos CD8 restritos pelo MHC H-2K d e H-2K k foram significativamente mais baixas em camundongos heterozigotos quando comparados com a resposta de camundongos homozigotos. Esta interferência não foi dependente da dose de parasitas ou do tempo da infecção. Também não ocorreu em camundongos heterozigotos imunizados com adenovírus recombinante que expressam estes mesmos antígenos de T. cruzi, demonstrando que a interferência é específica para a infecção por T. cruzi. Por fim, nós observamos que a infecção concomitante com duas cepas de T. cruzi, as quais apresentam epítopos imunodominantes diferentes, foi capaz de eliminar a competição/interferência entre células T de diferentes especificidades. Juntos, estes dados sugeriram fortemente que o mecanismo responsável por gerar a imunodominância durante a infecção pelo Trypanosoma cruzi foi o de competição de células T por APCs limitantes. Este tipo de interferência, nunca descrita durante infecção por um parasita humano, pode representar uma estratégia sofisticada para restringir o “priming” de linfócitos T CD8+ de distintas especificidades, evitando a eliminação completa do patógeno por células efetoras, e
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Papel de SOCS2 na resposta imune e função cardíaca durante a infecção experimental por Trypanosoma cruzi

Papel de SOCS2 na resposta imune e função cardíaca durante a infecção experimental por Trypanosoma cruzi

Em abril de 1909, o médico mineiro Carlos Justiniano Ribeiro das Chagas, examinando o sangue de uma criança febril de dois anos chamada Berenice, (que seria então considerada o primeiro caso da doença que levaria o nome do pesquisador- a doença de Chagas ou Tripanossomíase Americana) encontrou o parasita flagelado o qual propôs o nome de Trypanosoma cruzi em homenagem ao seu amigo e mentor Oswaldo Cruz. Este feito foi considerado único na história da medicina em que o mesmo pesquisador, em um curto espaço de tempo, identificava o vetor, o parasito e uma nova doença humana. Neste mesmo ano, foi publicado o primeiro trabalho sobre a nova entidade mórbida por ele descrita (Chagas, 1909). O agente etiológico da doença Chagas ou Tripanossomíase Americana, Trypanosoma cruzi, é um parasita hemoflagelado pertencente a ordem Kinetoplastida, família Tripanosomatidae, gênero Trypanosoma (Hoare & Wallace, 1966) que infecta animais mamíferos incluindo humanos (Chagas, 1916). Mesmo após 102 anos de sua descoberta, a doença de Chagas ainda é uma das causas de doenças cardíacas e gastrointestinais em áreas endêmicas do México, América Central e do Sul, onde afeta cerca de 7.8 milhões de pessoas e mais de 28 milhões vivem em áreas de risco (Maya et al., 2010). O ciclo biológico do T. cruzi é complexo e envolve um hospedeiro vertebrado
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Influência da Infecção por uma Cepa Policlonal do Trypanosoma cruzi sobre a Resposta Imune no Coração e Cólon Durante a Fase Aguda da Infecção Experimental de Camundongos

Influência da Infecção por uma Cepa Policlonal do Trypanosoma cruzi sobre a Resposta Imune no Coração e Cólon Durante a Fase Aguda da Infecção Experimental de Camundongos

Fatores intrínsecos ao Trypanosoma cruzi e relacionados ao hospedeiro agem sobre a patogênese da doença de Chagas. Neste contexto, o polimorfismo genético do parasito parece ter um papel crítico no prognóstico da doença, e tem sido demonstrada uma associação entre o desenvolvimento das distintas formas clínicas e a distribuição geográfica de cepas do T. cruzi . Diante disso, esse projeto propôs avaliar a influência do polimorfismo biológico e molecular de subpopulações do T. cruzi sobre a resposta inflamatória no coração e cólon durante a fase aguda da infecção experimental. A primeira etapa consistiu na caracterização biológica (meio de cultura acelular e celular) e do perfil gênico ( Low-Stringency Single Specific Primer- Polymerase Chain Reaction /LSSP-PCR) de subpopulações do parasito obtidas a partir de hemoculturas periódicas (3, 6 e 12 meses após a infecção-mai) em 24 camundongos experimentalmente infectados com 5000 formas tripomastigotas sanguíneas da cepa Berenice- 78 (Be-78 parental) do T. cruzi . Foi possível identificar isolados com comportamento in vitro , assim como perfis de assinatura gênica, distintos do observado para a cepa Be-78 parental. Em alguns casos, os isolados mostraram certo grau de semelhança com a cepa Berenice-62 (Be-62), isolada da paciente Berenice, em fase crônica tardia, 16 anos antes do xenodiagnóstico que originou a cepa Be-78. Esses dados sugerem a presença de distintas subpopulações na cepa Be-78 e reafirmam a plasticidade do parasito frente à pressão seletiva exercida pela interação parasito-hospedeiro. Na segunda etapa, a infecção com um isolado selecionado na primeira etapa, que apresentou perfil distinto da cepa parental, foi comparada com a infecção com as cepas Be-78 parental e Be-62 em modelo murino com o objetivo de investigar a participação de diferentes subpopulações do parasito sobre
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PAPEL DO RECEPTOR ARIL HIDROCARBONO (AHR) DURANTE A INFECÇÃO EXPERIMENTAL POR Trypanosoma cruzi

PAPEL DO RECEPTOR ARIL HIDROCARBONO (AHR) DURANTE A INFECÇÃO EXPERIMENTAL POR Trypanosoma cruzi

In the context of immunity, it was described that AhR is essential for murine resistance to Listeria monocytogenes [17], refrain and exacerbates development of experimental autoimmune encephalomyelitis (EAE) when stimulated with dioxin and FICZ [18], is associated with anti-viral immunity [19, 20] and is related with a better resolution during Leishmania major experimental infection [21]. Studies from our group demonstrated that AhR is critical for suppressor of cytokine signaling (SOCS) 2 expression induced by lipoxin in dendritic cells [22]. In a mice model of Toxoplasma gondii and Trypanosoma cruzi infection, absence of SOCS2 results in central nervous system and heart dysfunction, respectively [22, 23]. During Plasmodium berguei ANKA experimental infection AhR is related with the ability to control the parasite replication and interfere in inflammatory responses probably by means of SOCS1 and SOCS3[23]. SOCS family is composed by eight proteins, commonly known as cytokine-inducible SH2-containing protein (CIS) and SOCS1-7. SOCS1-3 have been the most studied members and are associated with the suppression of cytokine actions by inhibiting Janus kinase (JAK) activities. Data obtained from SOCS1 KO mice suggest that this protein plays an important role in IFN- γ signaling while SOCS3 has a double-edge sword function since is able to regulate proinflammatory and anti- inflammatory cytokines such as Interleukin (IL) 6 and IL-10 [24]. SOCS1 and SOCS3 are induced by the anti-inflammatory cytokine IL-10 and are regulated by SOCS2 [22]. Here we have given special attention to this member of SOCS family since we tried to address the question if AhR modulates SOCS2 expression during T. cruzi infection.
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Avaliação da participação da autofagia de células hospedeiras durante a infecção experimental por Trypanosoma cruzi

Avaliação da participação da autofagia de células hospedeiras durante a infecção experimental por Trypanosoma cruzi

A doença de Chagas é causada pelo protozoário Trypanosoma cruzi e representa um sério problema de saúde na América Latina, sendo considerada uma doença negligenciada cujo tratamento atual é insatisfatório e limitado. A sua principal causa de morbidade é a cardiomiopatia, caracterizada por danos nas células cardíacas e presença de infiltrados inflamatórios e fibrose. A interação parasito-célula hospedeira e o consequente estabelecimento da infecção dependem da fusão do vacúolo parasitóforo (VP) com o lisossomo, organela relacionada à endocitose e autofagia. A via autofágica consiste em um importante processo de degradação de macromoléculas e organelas, tendo sido recentemente associada à infecção pelo T. cruzi. No entanto, a participação efetiva da autofagia, assim como seu papel na infecção, não são conhecidas. Nesse contexto, o presente trabalho teve como objetivo analisar a participação da autofagia durante a infecção de macrófagos e células cardíacas (HMC) por T. cruzi. A pré-incubação com indutor farmacológico de autofagia (rapamicina) ou com meio de estresse nutricional (DMEM -/- ) reduziu a infecção e a taxa endocítica em ambas as células, enquanto que a incubação posterior à infecção foi capaz de diminuir a proliferação do parasito apenas em HMC. A análise ultraestrutural apontou características autofágicas típicas como a predominância de autofagossomos e perfis de membrana concêntrica em células estimuladas pré-infecção, além da associação do VP ao autofagossomo, sugestivo de xenofagia. A imunomarcação para a proteína de autofagia LC3 foi mais abundante em células incubadas com os indutores de autofagia, variando a associação ao parasito nos diferentes tipos celulares e tempos. A imunolocalização por microscopia eletrônica revelou um aumento na expressão desta proteína após a infecção, localizadas no interior de autofagossomos. A análise da interrelação da via autofágica com a biogênese de corpúsculos lipídicos (importantes mediadores inflamatórios durante a infecção) indicou inibição da formação destas organelas em macrófagos, enquanto em HMC não ocorreu alteração do número. Os dados do presente trabalho identificam a autofagia como um processo importante que ocorre em resposta à infecção por T. cruzi e que parece atuar na resistência do hospedeiro, controlando a infecção em macrófagos e células cardíacas.
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Aspectos da resistência à infecção experimental com Trypanosoma cruzi

Aspectos da resistência à infecção experimental com Trypanosoma cruzi

A doença de Chagas, zoonose causada pelo protozoário Trypanosoma cruzi, apresenta uma ampla distribuição na América Latina estendendo-se do Sul dos Estados Unidos até a Argentina. Estima-se existirem 10 milhões de pessoas infectadas e outras 25 milhões expostas ao risco. Apesar de descoberta há mais de um século, o mal de Chagas ainda é uma infecção grave que provoca grande impacto sócio-econômico, sem tratamento efetivo na fase crônica e que carece de conhecimentos científicos. O presente trabalho teve como objetivo a obtenção e o uso de linhagens consômicas de camundongos, na investigação da resistência. As linhagens consômicas foram produzidas por meio de acasalamentos programados e monitoração com marcadores polimórficos de DNA, onde um de seus cromossomos foi substituído pelo seu homólogo da outra linhagem. Como parentais foram utilizadas as linhagens isogênicas C57BL/6/J Unib, de fenótipo resistente (doadora) e A/JUnib, susceptível (receptora) empregadas na produção de cinco linhagens consômicas para os cromossomos 7 (CSs7), 11 (CSs11),14 (CSs14),17 (CSs17) e 19 (CSs19); descritos por Passos et al. (2003), como importantes no controle da infecção causada pela cepa Y do T.cruzi. Nos ensaios experimentais, os consômicos foram inoculados pela via i.p., com as doses de 10 1 , 10 2 , 10 3 e 10 4 empregando-se como controles animais de ambas as
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PERFIL DOS ANTICORPOS DA CLASSE IgG DURANTE INFECÇÃO EXPERIMENTAL DE Trypanosoma cruzi E Trypanosoma rangeli EM CAMUNDONGOS

PERFIL DOS ANTICORPOS DA CLASSE IgG DURANTE INFECÇÃO EXPERIMENTAL DE Trypanosoma cruzi E Trypanosoma rangeli EM CAMUNDONGOS

Pesquisadores: FLORIANI, Maiara Anschau WAGNER, Glauber A reatividade sorológica cruzada entre Trypanosoma cruzi e Trypanosoma rangeli pode influenciar no diagnóstico para a doença de Chagas gerando resultados falso-positivos. Isso acontece por serem mor- fologicamente e antigenicamente semelhantes e por compartilharem vetores e hospedeiros mamíferos, além de possuirem uma distribuição geográfica sobreposta. Na doença de Chagas ocorre uma formação de anticorpos IgM durante a fase aguda, porém com o decorrer da infecção o nível de parasitemia é modulado principalmente pelos anticorpos da classe IgG. Durante as infecções causadas por T. rangeli o isotipo IgG se apresenta em menores títulos do que uma infecção por T. cruzi. Dessa forma, este trabalho pretende avaliar o perfil dos anticorpos da classe IgG para T. cruzi e T. rangeli em camundongos durante uma infecção ex- perimental. Para tal, parasitos foram cultivados in vitro (cepas de T. rangeli Choachí e T. cruzi Y) utilizando meio LIT e as formas tripomastigotas de T. rangeli e T. cruzi foram obtidas em cultura com meio DMEM e em culturas envelhecidas, respectivamente. Foram inoculadas 1.000 formas tripomastigotas por via intra- peritoneal e os antissoros obtidos por meio de coletas sequenciais durante 33 dias, com acompanhamento da parasitemia. A reatividade sorológica cruzada foi avaliada por meio de ensaios de immunoblotting no qual se observou um aumento dos níveis séricos de anticorpo IgG em torno do 14° dia até 33º dia, indi- cando uma resposta humoral bem estabelecida. As proteínas totais da forma epimastigota de ambos os parasitos foram reconhecidas mais intensamente pelos seus soros homólogos quando comparados aos antissoros heterólogos. Contudo, observou-se maior constatação das proteínas de T. cruzi reconhecidas pelo antissoro heterólogo, indicando a possibilidade de sororeatividade cruzada durante diagnóstico da doença de Chagas. Ao longo da infecção, a titulação e a isotipagem dos anticorpos por intermédio de ELISA demonstraram que a subclasse de anticorpo mais abundante é de IgG2b.
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Consequências da imunossenescência frente à infecção experimental por Trypanosoma cruzi

Consequências da imunossenescência frente à infecção experimental por Trypanosoma cruzi

células T regulatórias estáveis. A senesescência, bem como, o processo infeccioso ocasionaram um aumento nos níveis de corticosterona e no percentual de esplenócitos em apoptose inicial e tardia em animais senis infectados. O envelhecimento também regulou negativamente a transição DN1-DN2, bem como, as subpopulações de timócitos DN3 e DN4 em animais senis, infectados ou não. Observou-se uma redução no percentual de timócitos viáveis nos animais senis, tanto controles quanto infectados. Com relação aos parâmetros do estresse oxidativo, a senilidade elevou os níveis de TBARS, reduziu a atividade da principal enzima antioxidante SOD e na concentração de 8-isoprostano. O substrato da enzima glutationa peroxidase GSH aumentou nesses animais senis, comparados aos jovens. A análise da produção de citocinas evidenciou um aumento nos níveis de TGF-β em animais senis. No 16° dia após a infecção, um aumento nos níveis de IL-12 foram observados apenas nos animais senis infectados. Entretanto, este mesmo grupo apresentou uma redução na produção de IL-2 no 9º dia após a infecção. As concentrações de IL-17 foram maiores nos animais senis infectados e controles, quando comparados aos animais jovens. Tanto a infecção por T. cruzi quanto o envelhecimento ocasionaram um aumento nos níveis de TNF-α nos animais jovens e senis infectados. Com o presente estudo, conseguimos avançar na compreensão dos mecanismos celulares e moleculares envolvidos nas modificações da imunidade ao longo da vida e seus reflexos frente à doença de Chagas. Inúmeras alterações foram observadas, incluindo resposta imune ineficiente, aumento do estresse oxidativo, bem como diminuição da atividade de enzimas antioxidantes e comprometimento no processo de maturação celular intratímica, os quais afetam etapas essenciais no desenvolvimento dos timócitos e exportação de células T para a periferia. Foi observado um desequilíbrio funcional do eixo neuroendócrino, bem como a diminuição da viabilidade celular. Além disso, as mudanças no perfil da produção de citocinas promoveram implicações diretas na competência imunológica desses animais.
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Análise do perfil imunológico e citohistológico durante a transmissão vertical de Trypanosoma cruzi em diferentes estágios da infecção experimental

Análise do perfil imunológico e citohistológico durante a transmissão vertical de Trypanosoma cruzi em diferentes estágios da infecção experimental

Trypanosma cruzi, é o agente causador da doença de Chagas. Essa tripanosomíase tem se tornado um problema de saúde mundial devido a migrações de latinoamericanos à países não endêmico. Na América Latina com o sucesso da implementação do controle da infestação doméstica pelo vetor e de transfusões sanguíneas, a importância da transmissão congênita tem aumentado recentemente. Considerando a cuidadosa regulação do sistema imune durante a gestação, nosso objetivo foi investigar as mudanças causadas pela infecção por T.cruzi ao sistema imune na progressão da gestação. Foram utilizadas cepas G e Y de T cruzi para infectar fêmeas BALB/c antes ou depois do acasalamento com machos não infectados. A presença da rolha vaginal foi usada como indicativo de acasalamento. As fêmeas foram eutanasiadas 8 dias depois da confirmação da rolha vaginal. Foram usados três grupos controles, fêmeas apenas infectadas, apenas grávidas e nenhuma das situações. Dois grupos de fêmeas foram infectadas antes do acasalamento e dois grupos 4 dias após a confirmação da rolha vaginal. O útero e o baço foram coletados para análises de imunohistoquímica, qPCR, imunfluorescência e dosagem de citocinas. Nossos resultados mostraram que, apesar do padrão de marcação para MMPs ter sido semelhante entre os grupos, a cepa mais virulenta de T.cruzi pode impedir a progressão da gestação quando anterior ao acasalamento; a infecção aumentou de forma sistêmica citocinas como IFN-γ, IL-1β e IL-4; e os leucócitos no ambiente uterino se apresesntaram alterados, respondendo de forma local à alteração sistêmica causada pela infecção. Em conclusão, esse trabalho sugere que a infecção por T.cruzi pode prejudicar o desenvolvimento da gestação e a resposta local a uma infecção sistêmica foi capaz de controlar a infecção e permitir a progressão da gestação sob algumas dentre as condições analisadas.
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Participação do óxido nítrico na infecção experimental de cães pelo Trypanosoma cruzi

Participação do óxido nítrico na infecção experimental de cães pelo Trypanosoma cruzi

During the acute phase of Trypanosoma cruzi infection happens a systemic synthesis of pro-inflammatory cytokines that activates some components of the innate immunity, such as NK cells and macrophages. Once activated, these cells start to express iNOS and to produce Nitric Oxide (NO) what may contribute in the parasitemia and tissue parasitism control. This study aimed to evaluate the participation of NO during the acute phase of dogs infected with blood (BT group, n=4) or metacyclic forms (MT group, n=4) of the Berenice-78 T. cruzi strain in relation to the Control group (n=4). Parasitemia was followed since the 10th day after infection (d.a.i) up to negativation by fresh blood examination collected from the marginal ear vein. Serum and blood was collected before the infection and seven, 14, 21, 28 and 35 d.a.i. to determine the NO seric level and phenotyping (lymphocytes T THY-1 + , CD5 + , CD4 + and CD8 + ,
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Papel das espécies reativas de oxigênio na infecção experimental pelo Trypanosoma cruzi

Papel das espécies reativas de oxigênio na infecção experimental pelo Trypanosoma cruzi

Após determinar que o T. cruzi induz a produção de ROS in vitro, foi analisado o papel das ROS in vivo. Para isso, animais infectados com a cepa Y do T. cruzi tiveram o NO, ROS e ambos bloqueados. O pico de parasitemia foi observado no 7º dia após a infecção em todos os grupos avaliados, no entanto não houve diferença significativa entre os níveis de parasitemia apresentados pelos diferentes grupos. Desde que os resultados de parasitemia foram similares em ambos os grupos, indicando que ROS desempenham pouco ou nenhum papel no controle do parasitismo durante a infecção experimental pelo T. cruzi. Entretanto, estudos demonstram por meio da análise in vitro os efeitos de ROS no controle do parasitismo, o peroxinitrito causa estresse oxidativo no T. cruzi, reduzindo sua viabilidade (ALVAREZ et al., 2004, ALVAREZ et al., 2010, PIACENZA et al., 2007). Espécies reativas de oxigênio derivadas de macrófagos em camundongos nocautes de phox infectados pelo T. cruzi parecem desempenhar pouca função no controle do parasitismo, outras mecanismos de resistência podem estar atuando in vivo, como fontes compensatórias da produção de NO, superóxido e peroxinitrito (SANTIAGO et al., 2012). Porém, os animais do grupo onde NO e ROS foram bloqueados simultaneamente (NAC+AG) apresentaram mortalidade precoce (6º D.A.I). Observamos 100% de mortalidade até o 20º dia de infecção em todos os grupos de animais. Estes resultados corroboram com um estudo realizado com animais deficientes na produção de ROS (nocautes de NADPH oxidase/phox KO). Esses camundongos apresentaram pico de parasitemia semelhante ao grupo controle. Ainda, camundongos nocautes de phox (100%) apresentaram elevada taxa de mortalidade em comparação aos controles (40%) (SANTIAGO et al., 2012). Com isso pode-se inferir que provavelmente ROS não participa do controle do T. cruzi in vivo, mas parece regular a resposta imune, evitando assim que os animais morram precocemente. Em adição ao efeito anti T. cruzi descrito para ROS in vitro, soma-se o envolvimento de ROS no aumento da sinalização via Toll Like Receptors- TLRs, via a molécula sinalizadora Myd88 (LAROUX, et al., 2005).
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O papel da P21 de Trypanosoma cruzi na fase aguda da infecção experimental.

O papel da P21 de Trypanosoma cruzi na fase aguda da infecção experimental.

cruzi, para melhor entender os mecanismos envolvidos na doença de Chagas. Com o objetivo de analisar o papel da rP21 na fase aguda da infecção experimental por T. cruzi, neste trabalho foram analisadas a viabilidade de amastigotas intracelulares quando tratadas com a rP21, produção de P21 nativa em células tratadas com a citocina

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USO DE BIOTERÁPICOS NA INFECÇÃO EXPERIMENTAL POR Trypanosoma cruzi: REVISÃO BIBLIOGRÁFICA

USO DE BIOTERÁPICOS NA INFECÇÃO EXPERIMENTAL POR Trypanosoma cruzi: REVISÃO BIBLIOGRÁFICA

Este trabalho teve como objetivo avaliar o uso de bioterápicos na infecção experimental murina por Trypanosoma cruzi, pela análise da metodologia utilizada e resultados alcançados nas publicações selecionadas. Foram utilizadas para pesquisa as bases de dados: PubMed, LILACS, Latindex e HomeoIndex, com as palavras chaves (português e inglês): bioterápico, Trypanosoma cruzi, homeopatia e modelo animal. Os critérios de inclusão foram publicações com bioterápicos no trata- mento da infecção experimental murina por T. cruzi, publi- cados Janeiro/2000 a Abril/2014. A análise da descrição da metodologia utilizada nas publicações foi realizada com base no protocolo “Reporting experiments in homeopathic basic research – A detailed guideline for authors. Foi encontrado nas bases científicas selecionadas um total de 28 publicações abordando o tema proposto. Após avaliação dos critérios de inclusão, 13 publicações (5 artigos completos e 8 resumos) foram utilizadas e 15 publicações foram excluídas. A análise das publicações demonstrou que, apesar das limitações en- contradas (pequeno número de artigos originais sobre o as- sunto e a maioria dos trabalhos pertencerem a um único grupo), houve uma evolução na descrição metodológica dos estudos nos últimos anos, além de resultados parasitológicos, clínicos e imunológicos positivos que demonstram os efeitos destes medicamentos ultradiluídos na infecção experimental murina por T. cruzi.
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Papel das Yops de yersinia pseudotuberculosis na modulação da resposta imune celular durante infecção experimental

Papel das Yops de yersinia pseudotuberculosis na modulação da resposta imune celular durante infecção experimental

A ativação do NF-κB em resposta a estímulos microbianos está normalmente associada com o início da resposta imune, uma vez que ele controla a síntese de citocinas, proteínas de fase aguda e moléculas de adesão (HATADA et al., 2000). No entanto, alguns patógenos tiram proveito do NF-κB a fim de melhorar sua replicação, sobrevivência e disseminação dentro do hospedeiro. A YopJ de Y. pseudotuberculosis inibe a ativação do NF-κB, prejudicando a produção de citocinas pró-inflamatórias como TNF-α e IL-8 (SCHESSER et al, 1998). Os nossos resultados nos permitem afirmar que outra Yop, além da YopJ, também é capaz de inibir a ativação do NF-κB. Isto ficou claro a partir dos resultados apresentados pelos animais infectados com a amostra que não secreta a YopJ (YopJ - ). No entanto, o fato das amostras usadas neste trabalho constituírem mutantes “single”, ou seja, mutantes incapazes de secretar apenas uma Yop, não nos possibilitou eliminar a influência da YopJ durante a infecção com as amostras YopE - , YopH - e YopM - ; o que talvez justifique os baixos valores de ativação apresentados por todas elas. Mas, se considerarmos que as menores inibições foram observadas durante a infecção com a amostra YopE - (no 7° dia pi) e com a amostra YopH - (no 21° dia pi), podemos indicar que a YopE, ou a YopH, ou ambas inibam o NF-κB na ausência da YopJ ou até mesmo sinergizem com esta, caso todas estejam presentes (como, por exemplo, durante a infecção com a amostra WT). Uma publicação recente de Viboud et al. (2006) relata o papel da YopE na inibição da ativação de JNK, ERK e NF-κB. Antes disso já havia sido descrito o papel inibitório da YopE sobre a produção de IL-1β por macrófagos infectados com Y. enterocolitica (SCHOTTE et al., 2004). Considerando que a expressão do gene desta citocina é dependente da via do NF-κB, pode-se considerar que estes resultados já constituíam indícios da provável ação inibitória da YopE sobre o NF-κB. Dados também atuais indicam que a YopJ pode inibir a sinalização pelo NF-κB em reposta a diversos estímulos e que esta inibição depende de sua atividade de protease desubiquitinizante (ZHOU et al., 2005).
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Importância da resposta aos epítopos subdominantes, da proliferação e da recirculação de linfócitos T CD8+ durante a vacinação experimental contra a infecção pelo Trypanosoma cruzi.

Importância da resposta aos epítopos subdominantes, da proliferação e da recirculação de linfócitos T CD8+ durante a vacinação experimental contra a infecção pelo Trypanosoma cruzi.

resistência do hospedeiro induzida pela vacinação genética. Neste trabalho nós estudamos qual seria o impacto da indução de resposta imune à epítopos CD8 subdominantes na imunidade gerada pela vacinação genética, pois esta pode ser uma estratégia importante para o desenvolvimento de vacinas genéticas. Inicialmente, demonstramos que durante a infecção experimental em camundongos do haplótipo A apenas um epítopo imunodominante é reconhecido no antígeno denominado proteína 2 da superfície de amastigotas (ASP-2). Em contraste, os linfócitos T CD8 + induzidos nos animais geneticamente vacinados com DNA e/ou vetor adenoviral recombinante expressando a ASP-2 são capazes de reconhecer, além do epítopo imunodominante, dois outros epítopos (subdominantes). A identificação desses epítopos permitiu que estudássemos o papel da resposta imune a epítopos subdominantes na imunidade protetora durante a vacinação experimental. Observamos que os animais vacinados com genes mutados que somente induziam resposta imune contra os epítopos subdominantes, apresentavam imunidade protetora mediada por linfócitos T CD8 + contra a infecção experimental. Assim, confirmamos que a resposta imune contra os epítopos subdominantes pode ser importante na indução de imunidade às infecções experimentais induzidas por vacinações genéticas. Apesar do papel critico dos linfócitos T CD8 + na resposta imune protetora induzida pela vacinação genética do tipo imunização e reforço heterólogo, não se sabe ao certo se após o desafio experimental estes linfócitos T CD8 + necessitam proliferar ou recircular para mediar a imunidade protetora. Nós investigamos a primeira hipótese pelo tratamento de animais geneticamente vacinados com a droga hidroxiuréia que inibe a proliferação celular. Observamos que o tratamento com esta droga não alterou drasticamente a suscetibilidade dos animais após a infecção experimental. Por outro lado, o tratamento dos animais vacinados com a droga FTY720 que inibe a saída de linfócitos dos órgãos linfóides secundários pelo bloqueio da sinalização via receptor de esfingosina 1 fosfato levou a um aumento significativo na suscetibilidade à infecção experimental. Nossos resultados desafiam o paradigma de ação das vacinas tradicionais de que a imunidade é dependente da proliferação dos linfócitos T de memória e que estes não necessitam recircular pelos órgãos linfóides secundários para mediar a imunidade protetora.
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Avaliação da virulência micobacteriana e modulação da resposta imune durante a infecção...

Avaliação da virulência micobacteriana e modulação da resposta imune durante a infecção...

A formação de granulomas na fase crônica da infecção pulmonar contribui para manutenção do crescimento estável micobacteriano e para prevenir o crescimento latente do bacilo. Sua estruturação se dá, principalmente, por meio do recrutamento de células T, macrófagos e DCs, dentre outras populações celulares, para o local da inflamação. Neste local, elas formam um arcabouço circunscrito, composto por macrófagos e células gigantes multinucleadas infectados na região central e, principalmente, linfócitos na periferia (Saunders et al., 1999; Feldmann e Maini, 2001). O papel do TNF- na resposta granulomatosa à infecção pelo M. tuberculosis foi evidenciado com o aumento da reativação da tuberculose em pacientes com artrite reumatóide submetidos à terapia com anticorpos anti-TNF- sendo, portanto, esta citocina de suma importância para formação e manutenção da estrutura granulomatosa (Holckmann, 2001). O aparecimento de muitos granulomas circunscritos ou até mesmo difusos no pulmão pode gerar o comprometimento deste órgão, devido à ampla área com necrose, com formação de cavidades, levando o indivíduo à morte por disfunção pulmonar.
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Parasitemia constante durante 24 horas consecutivas na infecção experimental pelo Trypanosoma cruzi.

Parasitemia constante durante 24 horas consecutivas na infecção experimental pelo Trypanosoma cruzi.

O elevado índice de positividade dos xeno­ diagnósticos que obtivem os nestas experiências, na fase crô n ica d a doença, quando a hem oscopia de­ m o n strav a escasso s trip an o sso m as circulantes, pode p are cer estranho. R esultados tam bém aparentem ente inexplicáveis foram obtidos p o r Schenone e colabora­ d o re s1^ que, ap esar d a constante p arasitem ia do paciente que investigam , ap en as 4 0 % das ninfas que o sugaram se infectaram . N a realidadei além de outros fatores inerentes à p ró p ria susceptibilidade de in­ fecção dos triatom íneos, cujos fatores são inúm eros e m uitos dos quais já esclarecidos, nas nossas expe­ riências na fase crônica, foi utilizado m aior núm ero de triatom íneos p or xeno. E ste fato é sabido que aum enta a positividade dos resu ltad o s2 12 independen­ tem ente d a espécie, do tam an h o e do estágio evolutivo do inseto. T al aspecto que já tem sido bastante investigado, não cab e en tretan to ser discutido no presente trabalho.
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Efeito da desnutrição protéico-calórica experimental na resposta imune e na susceptibilidade á infecção por Staphylococcus aureus

Efeito da desnutrição protéico-calórica experimental na resposta imune e na susceptibilidade á infecção por Staphylococcus aureus

no número de linfócitos. A avaliação do número de UFC, realizada no baço, fígado e pulmão sugeriu que camundongos normais e subnutridos eram similarmente suscetíveis à infecção pelo S. aureus. Considerando ainda o número de UFC, constatamos que o efeito da imunização foi diferente em animais normais e subnutridos; ocorreu proteção parcial nos animais normais, mas não nos subnutridos. Além disto, este efeito protetor da imunização prévia dependeu do órgão avaliado, tendo ocorrido no fígado e no pulmão, mas não no baço. Não fizemos uma avaliação quantitativa do número de bactérias no sangue, entretanto, constatamos carga bacteriana elevada em amostras de sangue de todos os animais dos quatro grupos experimentais. Como os animais não foram perfundidos antes da obtenção das amostras teciduais para posterior plaqueamento, pensamos na possibilidade da bacteremia estar interferindo no número de UFC. Para esclarecer este aspecto, repetimos o processo de imunização seguido de infecção nos animais normais e subnutridos, e escolhemos o pulmão para fazer uma análise histopatológica mais detalhada. Para isto cortes deste órgão foram corados com H&E e Gram. Como previsto, a estrutura pulmonar no grupo controle encontrava-se normal, ou seja, foram observados ausência total de inflamação e espaços alveolares bem definidos. No grupo de animais normais (não subnutridos) mas infectados com S. aureus se observou, também como esperado, um processo inflamatório evidente que diminuiu de forma acentuada quando estes animais foram previamente imunizados com AgF. Estes dados obtidos no protocolo III.c coincidiram com a ausência de bactérias observada no pulmão deste grupo experimental no protocolo III.b. Além disto, e talvez ainda mais interessante, foram as informações obtidas pela coloração de Gram que confirmaram a presença de grande quantidade de bactérias no pulmão dos animais normais infectados e sua quase erradicação no caso de imunização com AgF antes da infecção.
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A microbiota tem papel essencial na ativação de macrófagos e na resposta imune durante infecção cutânea por Leishmania major

A microbiota tem papel essencial na ativação de macrófagos e na resposta imune durante infecção cutânea por Leishmania major

A classificação dos perfis de ativação dos macrófagos tem sido extensamente discutida, não se tem ainda definido um consenso para a classificação funcional dessas células. Baseando na plasticidade dessas células e os vários perfis de ativação, definimos que elas podem ser divididas em ao menos três subtipos [49, 50]. Na presença de LPS e interferon-γ (IFN-γ) eles assumem um perfil inflamatório denominado de ativação clássica [49]. Essa resposta é caracterizada pela produção de moléculas efetoras como óxido nítrico (NO) e espécies reativas de oxigênio (ROS), das citocinas IL-12 e TNF, da quimiocina induzida por IFN-γ, CXCL9, e da proteína SOCS1 [50-53]. Outro perfil de ativação de macrófagos ocorre na presença de IL-4, está associado ao reparo tecidual, denominado de perfil alternativo [49, 54]. Os macrófagos alternativamente ativados são caracterizados, dentre outras, pela expressão das proteínas FIZZ1, proteína codificada pelo gene Retnla, encontrada na zona inflamatória e também conhecida como molécula alfa do tipo resistina (Relm-α), e a proteína YM-1, codificada pelo gene Chi3l3, que é um tipo de proteína semelhante à quitinase. Ambas proteínas estão associadas ao reparo tecidual [55, 56]. Além disso, os macrófagos alternativamente ativados diferem dos classicamente ativados pela produção da enzima arginase, já que os classicamente ativados não expressam essa enzima [50, 51, 54, 57]. O terceiro tipo de ativação é quando os macrófagos são chamados de regulatórios, eles podem ser induzidos na presença de LPS e prostaglandina E 2 (PGE 2 ), por IL-10 e imunocomplexos. Eles são caracterizados
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Envolvimento do receptor TLR-9 na resposta imune do hospedeiro durante o curso da infecção pelo Mycobacterium leprae

Envolvimento do receptor TLR-9 na resposta imune do hospedeiro durante o curso da infecção pelo Mycobacterium leprae

Inicialmente foi analisada a participação do TLR-9 na ativação da resposta imune inata em células epiteliais alveolares da linhagem A549 após estímulo com M. leprae. M. leprae foi capaz de induzir aumento das quimiocinas IL-8 e MCP-1 e a transcrição gênica do peptídeo antimicrobiano HD-2 nas células epiteliais. O aumento da expressão de CD80 na superfície celular também foi observada após estímulo com o bacilo. O complexo CpG-Hlp micobacteriano solúvel também induziu aumento na produção de IL-8 nas células A549. Foi observado que o aumento de IL-8 induzido pelo M. leprae ocorre de forma dependente da translocação nuclear do NF-B e que o antagonista sintético de TLR-9 afetou a secreção de IL-8 induzida pelo M. leprae. A adição de CpG ao M. smegmatis selvagem, mas não mutante para o gene hlp, aumentou a produção de IL-8 pelas células epiteliais. Em conjunto, esses dados sugerem que as células epiteliais respiratórias podem reconhecer M. leprae via TLR-9 e, assim, participar da resposta imune inata no sítio inicial da infecção. Uma vez que o aparecimento do eritema nodoso hansênico (ENH) está associado a liberação massiva de antígenos micobacterianos, foi investigado o envolvimento do TLR-9 na patogênese do ENH. Neste sentido, foi verificado o aumento da expressão de TLR-9, tanto em lesões de pele como em células mononucleares periféricas de pacientes reacionais, quando comparados com pacientes não reacionais. Posteriormente foram quantificados os níveis de ligantes de TLR-9 na circulação dos pacientes. Além de DNA de M. leprae, altos níveis de Hlp foram detectados no soro de pacientes reacionais. Como o TLR-9 também reconhece DNA endógeno, os níveis circulantes do complexo DNA-histona humano foram quantificados e observou-se um aumento destes complexos no soro de pacientes reacionais. Demonstramos que PBMCs de pacientes reacionais secretam níveis aumentados das citocinas TNF-, IL-6 e IL-1 em resposta ao complexo CpG-Hlp em comparação a pacientes não reacionais e indivíduos sadios. Finalmente, o antagonista sintético de TLR-9 inibiu a secreção das citocinas pelas PBMCs em resposta ao lisado de M.
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