Rio de Janeiro - século XX

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Rio de Janeiro: o paraíso tropical em meados do século XX

Rio de Janeiro: o paraíso tropical em meados do século XX

dentro do Rio de Janeiro temos outra subdivisão geográfica, política e social tripartite: Zona Norte, Centro e Zona sul. A Zona Norte é considerada a mais desprivilegiada, de menor poder aquisitivo, carente de praias e onde reside a classe social média e média-baixa; o Centro foi sempre a zona comercial, o lu- gar o trabalho propriamente dito; e a Zona sul sempre foi e continua sendo o sonho carioca, lugar para se viver e se divertir - a zona privilegiada. Mas estas zonas sofreram um deslocamento. Na década de 1950, Copacabana era o auge da beleza e sofisticação. Com o tempo, os apartamentos diminutos em tamanho, a não ser os na Avenida Atlântica e Nossa senhora de Copacabana, passaram a abrigar aqueles que preferiam viver num “apertamento”, mas na Zona sul. Um bom exemplo do que são estes apartamentos está retratado no filme Edífico Master (2002). Este edifício, que existe de fato em Copacabana, com apartamen- tos de sala e quatro, ou apenas uma sala para ambas as funções, aloja, no final do século xx e no xxI, solteironas e viúvas, moças solteiras do interior que se “perderam” na vida e estão tentando ganhá-la de uma forma ou outra no Rio de Janeiro, quase sempre mãe-solteiras e velhos dos mais variados tipos aos quais a idade e a parca pensão lhes negou uma residência de maior conforto.
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A produção da “paris dos trópicos” e os megaeventos no rio de janeiro no início do século XX

A produção da “paris dos trópicos” e os megaeventos no rio de janeiro no início do século XX

RESUMO – O tema central deste artigo foca o papel dos megaeventos na produção do espaço urbano do rio de Janeiro no início do século XX. nesse momento, a partir da reali- zação de consideráveis transformações urbanas, buscava-se associar o rio de Janeiro à imagem de “Paris dos trópicos” e, ao mesmo tempo, a cidade sediou dois importantes megaeventos: a exposição nacional de 1908 e a exposição internacional de 1922. esses megaeventos configuraram-se enquanto estratégias urbanas promovidas pelo estado, e as modernizações territoriais decorrentes se mostraram altamente seletivas e excludentes, acentuando ainda mais a produção de espaços elitizados e a segregação sócio-espacial. Utilizados como pretexto à expansão urbana e à produção e conquista de solo urbano, os megaeventos analisados induziram redefinições dos usos do solo e de seu arranjo no espaço interno da cidade, mostrando-se relevantes na estruturação da cidade do rio de Janeiro.
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O Rio de Janeiro no início do século XX: uma narrativa sociológica do desenvolvimento da cidade na obra Recordações do escrivão Isaías Caminha, de Lima Barreto

O Rio de Janeiro no início do século XX: uma narrativa sociológica do desenvolvimento da cidade na obra Recordações do escrivão Isaías Caminha, de Lima Barreto

Esse trabalho tem por objetivo analisar a obra de Lima Barreto Recordações do escrivão Isaías Caminha, de acordo com o ponto de vista político e social, visando uma historicidade que remonta à época do Rio de Janeiro no início do século XX. O conteúdo a seguir é enriquecido com as observações do historiador e professor José Murilo de Carvalho e sua obra Os bestializados: o Rio de Janeiro e a república que não foi, escrito em 1987, em que demonstra o processo de formação do republicanismo em face da capital brasileira e discursa sobre a participação do povo carioca no processo democrático. Foi identificado através das leituras que o livro de Lima Barreto torna-se campo fértil para uma discussão sobre os aspectos da mudança política da época. No discurso de todo o enredo, Lima Barreto pontilha cada grupo e os sofrimentos destes, como no caso de seu contato com a Igreja Positivista (um dos pensamentos que mais influenciaram o
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Escombros e vestígios: os debates sobre os arrasamentos nas reformas urbanas das cidades brasileiras (Rio de Janeiro, São Paulo e Recife no início do século XX)

Escombros e vestígios: os debates sobre os arrasamentos nas reformas urbanas das cidades brasileiras (Rio de Janeiro, São Paulo e Recife no início do século XX)

d’Ajuda era de grande interesse e destaque desde a mais remota data, sua área correspondia a de uma generosa sesmaria concedida pela Coroa nos tempos remotos da fundação da cidade. Desde então, pequenos embates com relação aos limites pertencentes à igreja foram travados fosse com a administração local ou com proprietários particulares. Isto se intensificou quando se aumentaram os esforços para remodelação da cidade na virada para o século XX, período em que a cidade do Rio de Janeiro já havia passado pelas intervenções urbanas da City Improvements e da Comissão de Melhoramentos e que havia ocorrido um incremento na economia que viabilizava certas intervenções até então fadadas a permanecer no papel, como a Avenida Central 45 . Ainda em 1893 a prefeitura iniciou os serviços de retirada dos casebres vizinhos ao Convento construídos na antiga Rua Joaquim Nabuco, famosos por abrigar casas de tolerância, “uma das celebridades desta capital” (BRASIL, 1893, p.9). As publicações do Diário Oficial da União entre os anos de 1890 e 1897 revelam a relação cordial entre a edilidade e as religiosas. Contudo, havia o interesse sobre os lotes pertencentes e vizinhos ao Convento. Foram marcadas audiências para confirmar as dimensões e documentações referentes às sesmarias concedidas pela Coroa para os conventos de São Bento do Carmo, da Ajuda e de Santa Thereza, bem como registrar quais outros imóveis estavam sob suas posses (BRASIL, 1890, p.14). Posteriormente, a Prefeitura negociou com as religiosas o aluguel do imóvel onde funcionava a Assembleia Legislativa Municipal, isentando-as de pagar impostos referentes às suas posses ad perpetuam ( BRASIL, 1897, p.11).
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Organização da especialidade médica e controle do câncer do colo do útero no Brasil: o Instituto de Ginecologia do Rio de Janeiro em meados do século XX.

Organização da especialidade médica e controle do câncer do colo do útero no Brasil: o Instituto de Ginecologia do Rio de Janeiro em meados do século XX.

A ginecologia brasileira, como especialidade médica, ganhou espaço a partir do início do século XX. A “ciência da mulher” era destacada por sua função de garantir a procriação e o bom encaminhamento da maternidade, considerada papel primordial da figura feminina. Naquele momento, ao caráter preponderantemente teórico da disciplina, foi incorporada a prática do exercício profissional, principalmente com o surgimento de hospitais da especialidade. O período foi caracterizado por uma intensificação no intercâmbio de ideias, com a organização de instituições especializadas, como associações, congressos e publicações na área (Martins, 2004). O movimento de atenção e cuidados à saúde da mulher se refletia em outras dimensões, como na cena do parto e nos cuidados ao recém-nascido. No início do século XX foram criadas no Rio de Janeiro a Associação Protetora da Maternidade (1903) e a Associação Pro Matre (1918), num movimento mais geral em defesa da mulher e da criança (Barreto, 2011).
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Conversas a distância: o cotidiano epistolar da Baronesa dos Três Serros no início do século XX (Rio de Janeiro/Pelotas-RS).

Conversas a distância: o cotidiano epistolar da Baronesa dos Três Serros no início do século XX (Rio de Janeiro/Pelotas-RS).

analise de como se dava a comunicação familiar na virada do século XX. A Baronesa já era viúva quando voltou a estabelecer residência no Rio de Janeiro, sua terra natal, visitando Pelotas de maneira esporádica. O casamen- to com Aníbal Antunes Maciel, filho do coronel rio-grandino Aníbal Antunes Maciel ocorreu, de acordo com o Nobiliário Sul Riograndense, quando ela tinha pouco mais de 15 anos. 6 Por meio desta fonte, sabemos ainda que ela havia

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O ESTADO FORA DO COMPASSO: A REALIDADE URBANA DO RIO DE JANEIRO DO INICIO DO SÉCULO XX NA OBRA DE HEITOR VILLA- LOBOS

O ESTADO FORA DO COMPASSO: A REALIDADE URBANA DO RIO DE JANEIRO DO INICIO DO SÉCULO XX NA OBRA DE HEITOR VILLA- LOBOS

Ao longo da história, Heitor Villa-Lobos teve seu nome constantemente associado ao governo ditatorial de Getúlio Vargas o que acabou por marcá-lo como o músico do Estado Novo. Neste momento, a idéia de se forjar uma identidade brasileira tendo como objetivo final a estruturação de uma nação estava ligada a uma pretensa superação da condição de atraso e subdesenvolvimento pela qual o país passava durante as três primeiras décadas do século XX. Condicionar a existência do compositor como mero instrumento do Governo é esfumaçar a sua existência social, espacial – real, as quais se fossem privilegiadas poderiam apresentar outra leitura que não apenas a do músico do Estado, levando a percepção dos lugares aos quais ele vivia. Com tal postura, seriamos levados a situá-lo em dois momentos de sua vida: um primeiro como “mediador simbólico” do Governo e um segundo sob pura influência de elementos da cultura popular citadina dos locais aos quais freqüentava no Rio de Janeiro. A realidade urbana sob este novo ângulo ganha uma nova percepção e significância, passa de um mero instrumento de definição de uma pretensa identidade nacional para elemento protagonico do entendimento da formação urbana de tal cidade a partir do universo da música erudita.
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Imigração, parentesco e a cidade do Rio de Janeiro na virada do Século XX: entre linhas de um processo crime

Imigração, parentesco e a cidade do Rio de Janeiro na virada do Século XX: entre linhas de um processo crime

O artigo se propõe a construir uma narrativa histórica baseada em indícios coletados em um processo crime e recortes de jornais do início do período republicano no Brasil, resultantes de um crime ocorrido na cidade do Rio de Janeiro. A partir destas fontes, teceu-se um breve percurso de um irmão e uma irmã de ascendência árabe, assim como de alguns personagens próximos aos mesmos, sujeitos ordinários, que geralmente estariam ausentes das fontes históricas, mas que foram notados momentaneamente graças ao evento trágico. A remontagem dos fatos que teriam se sucedido em uma fazenda de Sapopemba levanta questões que permeiam a narrativa, como a imigração e instalação de comunidades árabes no Brasil, e a construção do espaço urbano no Rio de Janeiro no final do século XIX e início do século XX. Os aspectos próprios de uma narrativa como esta também propiciam a reflexão sobre a escrita da história em sua relação com a literatura e a ficção.
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Paulo Barreto e a moda dos “encantadores” no Rio de Janeiro do fim do século XIX e início do século XX

Paulo Barreto e a moda dos “encantadores” no Rio de Janeiro do fim do século XIX e início do século XX

João do Rio Durante os primeiros anos do século XX, a cidade do Rio de Janeiro sucumbiu ao fenômeno das conferências literárias. Importadas de Paris por Medeiros e Albuquerque, de- putado federal, jornalista e membro da Academia Brasileira de Letras, essas conferências tinham como objetivo preencher as tardes inocupadas da elite da cidade. Os “encantado- res” da alta sociedade carioca pagavam para ouvir escritores conhecidos discursar sobre os mais variados temas da atualidade, como, por exemplo, a arte, a literatura, a ciência, a vida das pessoas conhecidas, assim como anedotas e fatos pitorescos (MAGALHÃES, 1978). Paulo Barreto também aderiu a essa nova tendência e, em 1911, sob o pseudônimo de João do Rio, publicou o livro Psychologia urbana, que contém quatro conferências apresentadas anteriormente. De acordo com o literato, essas conferências eram pequenos estudos de ob- servação urbana destinados a mostrar a alma da cidade (RIO, 1911). No caso específico da conferência O figurino, João do Rio apresenta a seu público e a seus leitores um dos temas que, segundo ele, representa a principal preocupação da época: a moda. De maneira geral, nesse texto, ele faz uma crítica à elite carioca que, deslumbrada com os modelos europeus (SECCO, 1978), superestima a importância dos símbolos associados à moda.
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A praça Tiradentes, no Rio de Janeiro: projetos, formas e apropriações no século XX

A praça Tiradentes, no Rio de Janeiro: projetos, formas e apropriações no século XX

Durante o século XX, a paisagem da cidade do Rio de Janeiro passou por profundas modificações em seu desenho urbano e em sua dinâmica devido às inúmeras intervenções. Nesse contexto, destacam-se projetos e reformas urbanas realizadas sob a égide do melhoramento e embelezamento na praça. Tais intervenções alteraram a urbanização e apropriação da praça Tiradentes, a qual chegou, ao final do século, com uma situação agravada no que diz respeito à conservação dos seus bens materiais. Este artigo tem por objetivo sistematizar essas intervenções, denotando a praça como um espaço público de grande representatividade histórica do Rio de Janeiro. Metodologicamente, o artigo é fruto de uma revisão bibliográfica, submetida a uma análise das intervenções realizadas no século XX, à luz do desenho urbano e das questões paisagísticas, artísticas e sociais. Conclui-se que as intervenções realizadas foram reflexos das diferentes temporalidades dos pensamentos urbanísticos e das formas de se projetar o espaço público durante o século XX, os quais, revelam-se na praça na contemporaneidade.
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CHINESES NO RIO DE JANEIRO: O século XX e a migração em massa

CHINESES NO RIO DE JANEIRO: O século XX e a migração em massa

No Rio de Janeiro do final da década de 1950 os imigrantes chineses chegam a Saara, tradicional ponto de comércio popular da cidade, inicialmente vindos da China Continental (qingtianeses). O número aumenta com a chegada, em fins dos anos 1950 e início da década de 1960, dos chineses de Taiwan. Eles introduzem novos ramos de comércio, como os artigos para presentes, a fabricação de mercadorias para festas de aniversário e de flores artificiais e seu respectivo comércio. A grande mudança parece ter sido, diferentemente de boa parte do século XIX e das primeiras décadas do século XX, o fato de que o pensamento tradicional de voltar próspero à China começou a mudar nos imigrantes chineses a partir da metade do século. Mas isso também se deve ao fato de que, com a Revolução Cultural (1966 a 1976), deixar a China, até 1974, era considerado um ato de traição para o regime maoísta. 4
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João do Rio, cronista reporteiro na Belle Époque carioca e a alma encantadora das ruas do Rio de Janeiro no início do século XX

João do Rio, cronista reporteiro na Belle Époque carioca e a alma encantadora das ruas do Rio de Janeiro no início do século XX

fixar-se para sempre como João do Rio, o cronista da cidade. Sim, a cidade captada pelo cronista repórter com pressa de viver,[r]

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História oral e a atuação do ensino de língua portuguesa no século XX: entre os colégios comuns do Rio de Janeiro

História oral e a atuação do ensino de língua portuguesa no século XX: entre os colégios comuns do Rio de Janeiro

Neste contexto, a História oral é a principal ferramenta de composição do trabalho, pois ela permite aos envolvidos conhecer e atingir, de maneira objetiva, a recuperação dos fatos da memória dos entrevistados e de toda riqueza escolar e da prática de ensino carregadas por elas e que, antes desse método, não podiam ser conhecidas. Dessa metodologia, não se espera somente um resultado científico, por detrás de toda pesquisa, há uma proposta humanitária que recupera a importância das tradições sociais na história da sociedade, em especial a partir de suas memórias e experiências pessoais. Ao citar a pesquisa realizada por Juliana Garcia (graduada em 2016 pela UFRJ) a respeito de seu trabalho de monografia acerca da História Oral e a construção da norma predicada no séc. XX: o ensino de língua
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Faits Divers: narrativas de transgressão e crime no Rio de Janeiro do início do século XX(1901-1904)

Faits Divers: narrativas de transgressão e crime no Rio de Janeiro do início do século XX(1901-1904)

Nas classes proletárias a fábrica matou a família, dissolvendo os laços que a prendem e unem. O marido trabalha em fabrica, a mulher em outra, separada delle, exposta a todas as seduções. Meninas de quinze anos, vão sósinhas aos ateliers de costuras, voltam a noite sós para casa, tentadas, perseguidas. Já o Dr. Ferraz de Macedo, em sua notável these sobre a prostituição no Rio de Janeiro, observa por esse motivo as costureiras fornecem um dos mais numerosos contingentes da prostituição clandestina. Nas classes médias, na burguesia, a mulher atira-se valentemente ao acesso de todas as carreiras. Pelo lado econômico pode ser vantajosa; mas pelo lado moral redunda inquestionavelmente em prejuízo a mulher. O homem não vê nesta o ente fraco que precisa de sua proteção e sim o comcurrente na luta pela vida, perde-lhe o respeito acostuma-se a tratar como um colega, um igual, senão um inimigo que é preciso suplantar e vencer (CASTRO, 1936, p. 22-23).
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Os engenheiros da Associação Brasileira de Educação (ABE) : confluências entre as ideias educacionais e urbanas na cidade do Rio de Janeiro nos anos iniciais do século XX

Os engenheiros da Associação Brasileira de Educação (ABE) : confluências entre as ideias educacionais e urbanas na cidade do Rio de Janeiro nos anos iniciais do século XX

Contudo, quando decidi estudar este conjunto documental não tinha ideia do desafio que se colocava a minha frente. Inicialmente o projeto de pesquisa apresentou como objetivo principal compreender como algumas teorias educacionais fundamentaram e orientaram os projetos de moralização do espaço urbano propostos para a cidade do Rio de Janeiro, projetos estes elaborados por engenheiros que fundaram e/ou compuseram a diretoria da Associação Brasileira de Educação (ABE), entre as décadas de 1920 e 1930. Destarte, alguns deslocamentos foram considerados. O primeiro deles refere-se à temporalidade. Consideramos a sugestão apresentada pelo parecerista da FAPESP, a de concentrarmos nossa investigação no período de atividades da ABE compreendido na década de 1920. Esta opção tornou-se mais clara à medida que os estudos sobre as questões educacionais nos anos 1920 e 1930 apontaram alterações no campo da educação, sobretudo após os movimentos de 1930 e a publicação do Manifesto dos Pioneiros da Escola Nova em 1932. Com isso, o recorte temporal tornou-se mais preciso, ou seja, centramos a pesquisa nos anos 1920.
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“Quantos poetas perdidos para sempre, quanta rima destinada ao olvido da humanidade!”: Produção e circulação de poesias no Rio de Janeiro de fins do século XIX e início do século XX.

“Quantos poetas perdidos para sempre, quanta rima destinada ao olvido da humanidade!”: Produção e circulação de poesias no Rio de Janeiro de fins do século XIX e início do século XX.

Além disto, pode-se também sugerir que, se estes versos foram es- critos por um liberto, eles oferecem oportunidade para perceber-se que a relação do autor com a matéria escrita conserva procedimentos típicos de situações de oralidade, presentes no uso de uma linguagem arreve- zada, comum entre escravos e ex-escravos. Todavia, não se deve deixar de levar em consideração que, se escritos por alguém que quisesse se fazer passar por um cativo, estes mesmos versos oferecem possibilidades para ridicularização e infantilização dos ex-escravos, por neles ter sido utilizada o que no século XIX pejorativamente chamava-se “língua de preto” ou “língua de negro da costa”. (SOUZA, 2009, p.162).
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JUDT, Tony. Pensando o século XX. Rio de Janeiro: Objetivo, 2014, 431 p.

JUDT, Tony. Pensando o século XX. Rio de Janeiro: Objetivo, 2014, 431 p.

Ele apresentou uma diferenciação entre o que seria o comunismo e a experiência soviética, à qual era muito crítico. “Sempre foi entendido, em minha casa, que o comunismo soviético não era o marxismo e que os comunistas soviéticos, a partir de Stalin em todo caso, não eram, portanto marxistas apropriados.” (p. 95). Em virtude dessas premissas, ambos os debatedores criticaram a postura de intelectuais como Jean-Paul Sartre e Eric Hobsbawm. No caso deste último estudioso, Timothy Snyder questiona, a certa altura: “Como é possível que alguém que cometeu esse tipo de engano e nunca o corrigiu, tenha se tornado com o tempo um dos intérpretes mais importantes do século? [...]” (p. 120).
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Vista do Cosmopolitismo e world music no Rio de Janeiro na passagem para o século XX

Vista do Cosmopolitismo e world music no Rio de Janeiro na passagem para o século XX

Se, conforme Scott afirma, podemos atribuir o nascimento da música popular tal qual a entendemos hoje – uma música explorada comercialmente, dirigida para o mercado e disseminada em massa – ao surgimento dos music halls, dos café concerts, cabarés e dos salões de dança nas cidades europeias em meados do século XIX, é exatamente sua origem em um contexto urbano que permitiu sua comercialização em várias cidades contemporâneas fora da Europa. Mesmo se os primeiros music halls da Inglaterra e da França tivessem conexões com as raízes camponesas do seu público, o crescimento da popularidade da música e a modelação de seus estilos estavam interligados a um contexto urbano emergente – um contexto dependente das novas, mesmo que frágeis, relações de poder e que envolviam a mistura de um grande número de pessoas de várias origens 15 , que se confrontavam em (re)negociações sociais, étnicas, raciais e de gênero. Portanto, não se deve ficar surpreso com o fato de que o mercado dessa incipiente música popular europeia tenha se estendido rápida e facilmente para além das suas fronteiras e que tenha encontrado terreno fértil em cidades por todas as Américas 16 . O Rio de Janeiro da Primeira República foi uma dessas cidades com um mercado florescente para o que Scott chamou de o “estilo revolucionário” da música popular emergente 17 . Os investimentos do governo republicano na ideia da modernidade urbana, civilização e progresso, combinados com o crescimento da população urbana e os avanços tecnológicos, possibilitaram a participação dos moradores da capital brasileira no circuito internacional da música cosmopolita 18 . Mas a participação do Rio de Janeiro na globalização da música se iniciou quando já havia uma
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A reforma urbana e a Light: uma revolução na cidade. Rio de Janeiro - início do século XX

A reforma urbana e a Light: uma revolução na cidade. Rio de Janeiro - início do século XX

A expansão das diversas linhas de bondes possibilitou a l o c o m o ç ã o de pessoas que, antes, tinham dificuldades em sair do centro onde viviam. O novo meio de transporte coletivo facilitou a transferência de moradias, sobretudo das classes médias, para os bairros que v i n h a m se formando na periferia da cidade. Através do recurso ao capital estrangeiro e ao processo de fusão de companhias, o controle dos transportes coletivos sobre trilhos estava, no final do século, nas mãos de umas poucas empresas: a C o m p a n h i a F e r r o - C a r r i l do Jardim Botânico, q u e dominava a zona sul, e umas três ou quatro, que serviam o centro e a zona norte.
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O nascimento do samba: Cultura popular negra no Rio de Janeiro na virada do século XIX para o século XX.

O nascimento do samba: Cultura popular negra no Rio de Janeiro na virada do século XIX para o século XX.

Mas tem como objetivos: analisar a conjuntura social do Rio de Janeiro da época do surgimento do samba, estudando o ambiente sócio-cultural das camadas populares e das elites cariocas.[r]

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