Rochas ornamentais - Ceará

Top PDF Rochas ornamentais - Ceará:

Alterabilidade e caracterização tecnológica dos gnaisses enderbíticos da porção norte do estado do Ceará com aplicação no setor de rochas ornamentais

Alterabilidade e caracterização tecnológica dos gnaisses enderbíticos da porção norte do estado do Ceará com aplicação no setor de rochas ornamentais

O Estado do Ceará exibe uma diversidade de ambientes geológicos propícios à explotação de rochas ornamentais, cujo embasamento cristalino cobre aproximadamente 75% (110.000 km²) da superfície estadual. Destacam-se os “granitos” de modo geral, mármores, quartzitos, calcários, conglomerados e arenitos conglomeráticos, rochas estas que em sua maioria, apresentam um grande potencial para o setor de rochas ornamentais. Por outro lado, são necessárias a intensificação dos programas de reconhecimento geológico da região, com a utilização de novos recursos atualizados de cartografia geológica, a execução de análises diversas (incluindo a de caracterização tecnológica) que permitam avaliar o potencial dessas áreas e determinação dos principais domínios litológicos com potencial exploratório.
Mostrar mais

215 Ler mais

O regime de substituição tributária nas operações com rochas ornamentais no Estado do Ceará – uma análise empírica do impacto do decreto n° 30.2562010

O regime de substituição tributária nas operações com rochas ornamentais no Estado do Ceará – uma análise empírica do impacto do decreto n° 30.2562010

Na intenção de fomentar o setor de rochas ornamentais no Ceará, a SEFAZ-CE instituiu o regime de substituição tributária para este segmento. Os objetivos da nova política tributária visaram estabelecer um regime de tributação operacional e simplificado, propiciar maior competitividade no mercado nacional, neutralizar a concorrência desleal entre os contribuintes do Estado e desenvolver o parque industrial do setor. Para verificar o impacto desta nova política tributária na arrecadação do setor, aplicou-se a metodologia econométrica do estimador de diferença em diferenças em uma base de dados dos anos de 2003 a 2013 de contribuintes do Estado do Ceará e considerou-se o Decreto n° 30.256/2010 como evento base para uma comparação entre o antes e o depois. Em termos gerais, houve crescimento de arrecadação para os contribuintes do setor no regime de recolhimento EPP e MICROEMPRESA, e não foi possível concluir se houve impacto na arrecadação para os contribuintes do regime de recolhimento NORMAL.
Mostrar mais

46 Ler mais

Diagnóstico da cadeia produtiva de rochas ornamentais e de revestimento do Estado do Ceará: mineração, serrarias, marmorarias e desafios do setor

Diagnóstico da cadeia produtiva de rochas ornamentais e de revestimento do Estado do Ceará: mineração, serrarias, marmorarias e desafios do setor

Esta dissertação teve como objetivo o Diagnóstico da Cadeia da Cadeia Produtiva de Rochas Ornamentais e de Revestimento do Estado do Ceará, abordando as características atuais, o dimensionamento e as deficiências das etapas da cadeia produtiva do Estado. A pesquisa teve como ferramenta principal, um diagnóstico técnico realizado nas serrarias cearenses e nas marmorarias de Fortaleza, através de um questionário e entrevistas diretas. Os dados do setor de extração foram compilados da bibliografia existente. As informações foram selecionadas e trabalhadas segundo quatro categorias: Processo Produtivo, Comercialização, Mão-de-obra e Perfil das empresas. Os dados obtidos foram apresentados através do método estatístico, com análise das freqüências de respostas do questionário. Os resultados finais apontaram o bom nível tecnológico do parque industrial das serrarias cearenses, porém, revelou fatores a serem melhorados e mais incentivados. Em relação às marmorarias, a pesquisa demonstrou características menos satisfatórias, revelando um setor desarticulado, meio desorganizado. As marmorarias estão enfrentando sérios problemas, como: a concorrência predatória realizada por empresas informais, desorganização administrativa e dificuldades financeiras. A geração deste banco de dados com os parâmetros e informações do setor, possibilitará ao nível Empresarial e Governamental, uma análise mais precisa para possíveis políticas de atuação, que tragam benefícios para uma maior competitividade deste segmento econômico do Estado do Ceará.
Mostrar mais

121 Ler mais

Emanação de radônio em rochas ornamentais e para revestimento do estado do Ceará, Brasil

Emanação de radônio em rochas ornamentais e para revestimento do estado do Ceará, Brasil

Entretanto, quando correlacionadas com as respectivas constituições mineralógicas é possível inferir que a maioria das rochas é de derivação metaluminosa. Assim, as variedades Branco Cristal Quartzo (BCQ), Cinza Prata (CP), Verde Light (VL), Verde Ceará (VC), Yellow Tropical (YT), Rosa Iracema (RI), Vermelho Filomena (VF), Red Dragon (RD) e Green Galaxy (GG) apresentam titanita, allanita e a maioria delas hornblenda, minerais estes típicos de derivação metaluminosa. A amostra da variedade Juparaná Gold (JG) não apresenta hornblenda, titanita, allanita e nem minerais aluminosos como muscovita e granada, mas a presença de ortoclásio permite inferir origem profunda e de colocação rasa, portanto, incompatível com uma origem peraluminosa tipo-S. Já, a variedade Cinza Ouro Branco (COB) se caracteriza pela presença de muscovita primária (3,5%) e ausência de minerais mais cálcicos como hornblenda e titanita, indicando uma natureza peraluminosa tipo-S para este material, o que estaria de acordo com os resultados obtidos por Lima (2008) e Lima et al. (2010).
Mostrar mais

186 Ler mais

Caracterização tecnológica de rochas ornamentais

Caracterização tecnológica de rochas ornamentais

A extração de rochas brasileiras chega a seiscentas variedades comerciais de rochas, como granitos, mármores, ardósias, quartzitos, travertinos, pedra sabão, basaltos, serpentinitos, conglomerados, pedra talco e materiais do tipo pedra Miracema, pedra Cariri e pedra Morisca, dentre outras rochas dos mais diversos padrões de texturas e cores provenientes de cerca de 1.300 jazidas. Estima-se a existência de 11.100 empresas do setor atuantes no Brasil, responsáveis pela geração de 114.000 empregos diretos. Os principais Estados produtores de rochas ornamentais são, em ordem de produção, Espírito Santo, Minas Gerais, Bahia, Ceará, Rio de Janeiro e Paraná, (CHIODI FILHO, 2004).
Mostrar mais

101 Ler mais

A gestão da logística em empresas de rochas ornamentais: um estudo de caso comparativo

A gestão da logística em empresas de rochas ornamentais: um estudo de caso comparativo

Os resultados da pesquisa junto às duas empresas da amostra revelam que com relação às funções básicas do sistema logístico, há 100% de terceirização da função transporte, seja de matérias-primas ou de produtos acabados. Além do mais, há a terceirização na produção de blocos de granito e mármore, o que é uma estratégia comum a todas as empresas de rochas ornamentais que fazem parte do aglomerado, em virtude da grande variedade de rochas ornamentais existentes no País, extraídos no próprio Espírito Santo, assim como de localidades situadas em outros estados, tais como: Bahia, Ceará e Minas Gerais. Acrescenta-se o fato de que as atividades envolvidas no processo produtivo de extração dos blocos envolvem um grande investimento em equipamentos, máquinas, recursos financeiros e humanos, além da legislação que rege o setor mineral no tocante à fiscalização da produção, a cargo do Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM), ser bastante burocrática e restritiva, o que dificulta a entrada de novas empresas neste setor.
Mostrar mais

153 Ler mais

Estudo do comportamento tecnológico e de alterabilidade das rochas ornamentais silicáticas verde Amazonas, preto Cajugram e bege Ipanema - (ES)

Estudo do comportamento tecnológico e de alterabilidade das rochas ornamentais silicáticas verde Amazonas, preto Cajugram e bege Ipanema - (ES)

A velocidade de propagação de ondas ultrassônicas das rochas estudadas ao natural discrimina os três tipos. As velocidades mais elevadas são as exibidas pelo Preto Cajugran, as intermediárias pelo Verde Amazonas e as menores velocidades pelo Bege Ipanema, situando- se, respectivamente, entre 4.538 e 5.165m/s, 4.253 a 4.581m/s e 3.312 e 4.230m/s, confirmando as observações macro e microscópicas das rochas quanto às texturas, sanidade, anisotropia, coesão dos minerais, bem como a composição que se refletem diretamente nos valores da velocidade de propagação das ondas (Quadros 7.1 a 7.3). Assim, os valores do Preto Cajugran, rocha homogênea, isotrópica, equigranular de granulação mais fina e mais rica em minerais máficos em relação às outras rochas estudadas, são mais elevados. O Verde Amazonas, megaporfirítico serial gnaissificado e de matriz de granulação média a grossa, com distribuição heterogênea dos cristais maiores e microfraturados de feldspato potássico, exibe valores intermediários em relação às outras rochas estudadas. Já, o Bege Ipanema, rocha gnáissica, fortemente estruturada e, portanto, caracterizada por um sistema mais ou menos cerrado de planos de descontinuidades físicas, além de sua baixa porcentagem de minerais máficos, exibe os menores valores.
Mostrar mais

170 Ler mais

Avaliação dos granitos Giallo São Francisco Real, Branco Dallas e Branco Marfim, do muncípio de Barra de São Francisco/ES para aplicação como rocha ornamental e de revestimento

Avaliação dos granitos Giallo São Francisco Real, Branco Dallas e Branco Marfim, do muncípio de Barra de São Francisco/ES para aplicação como rocha ornamental e de revestimento

O setor de rochas ornamentais atinge consumidores cada vez mais exigentes por qualidade tornando evidente o incremento, na demanda por qualificação destes materiais pétreos, sustentado pela busca por soluções tecnológicas que os adéquem ao uso. Com o objetivo de agregar conhecimento técnico aos estudos das jazidas de rochas ornamentais no Estado do Espírito Santo, enfatiza-se a contextualização geológica e tecnológica de três dos principais tipos litológicos utilizados como rocha ornamental, extraídos no município de Barra de São Francisco, conhecidos comercialmente como Giallo São Francisco Real, Branco Marfim e Branco Dallas. Os tipos litológicos são definidos como sienogranitos peraluminosos do Tipo S, de idade neoproterozóica, pertencentes à Suíte Carlos Chagas. Ocorrem intrusivos em sillimanita-granada-biotita gnaisses e/ou migmatitos bandados a acamados do Complexo Nova Venécia. Observa-se, próximo aos contatos com as rochas encaixantes ou a partir de megaxenólitos migmatíticos, quando parcialmente consumidos, a imposição aos leuco- sienogranitos de feições texturais de consumo e/ou mistura diversas, como composições mais máficas e maiores concentrações de granada ou desenvolvimento de schlieren constituídos por concentrações principalmente de minerais máficos. A deformação milonítica impõe a estas rochas um bandamento tectônico definido pela alternância de bandas micáceas e quartzo- feldspáticas (predominantes) e por feições texturais porfiroclásticas com porcentagem e intensidade variáveis de feldspato potássico e granadas, originando os subtipos rochosos. São constituídos por quartzo, microclínio, oligoclásio, biotita e muscovita, podendo ocorrer sillimanita, granada, minerais acessórios como apatita, titanita, zircão e minerais opacos. Impostos aos minerais principais observam-se feições retrometamórficas superimpostas pelo evento milonítico com a geração de cloritas, epidoto, sericita, minerais opacos e argilo minerais. A partir
Mostrar mais

225 Ler mais

Continuidades e rupturas no processo de trabalho dos marmoristas : 1890 1950 e os dias de hoje.

Continuidades e rupturas no processo de trabalho dos marmoristas : 1890 1950 e os dias de hoje.

Este estudo trata da descrição das semelhanças e dessemelhanças do processo de trabalho em empresas de beneficiamento de rochas ornamentais, comparando-se, em dois momentos do tempo (1890-1950 e os dias de hoje), o estágio tecnológico e a organização do trabalho em marmorarias do passado e do presente. A coleta de dados baseou-se na utilização de fontes de pesquisa variadas e técnicas qualitativas (observação direta sistemática e depoimentos orais) e quantitativas (pesquisa de levantamento) de pesquisa. Verificou-se que as marmorarias locais inserem-se – desde o final do século XIX até a atualidade – no conjunto de estabelecimentos que atuam na terceira principal etapa do ciclo produtivo da rocha ornamental, elaborando produtos finais a partir de chapas brutas ou polidas, fornecidas por terceiros. A organização semi- artesanal do trabalho e as penosas condições de trabalho parecem condicionadas à tecnologia empregada nessas empresas. Ao longo do século XX, as empresas locais passaram por melhorias e aperfeiçoamentos tecnológicos, passando a utilizar novos equipamentos e ferramentas que aumentaram a eficiência do processo de beneficiamento final. Entretanto, essas mudanças tecnológicas foram incapazes de melhorar, significativamente, as condições de trabalho dos operários e eliminar a predominância do trabalho manual sobre a máquina: ainda que o ofício tenha sido decomposto em trabalho artesanal parcial, a habilidade do trabalhador permanece a base do processo de trabalho. Assim, as empresas locais tem sido incapazes de modernizar suas instalações, atualizando-se em relação às tecnologias disponíveis em nível mundial. A mecanização e a automação do processo, já incorporadas por muitas empresas do setor, poderiam modificar o perfil das variáveis citadas acima. Entretanto, as pequenas empresas locais são incapazes – em razão de seu baixo nível de capitalização – de substituir e atualizar seus equipamentos na velocidade em que o mercado desenvolve e oferece máquinas.
Mostrar mais

273 Ler mais

Matéria (Rio J.)  vol.20 número4

Matéria (Rio J.) vol.20 número4

Pode-se observar que o resíduo de rochas ornamentais provoca a formação de uma fase líquida com menor viscosidade que o feldspato e em menor temperatura, uma vez que, na temperatura de 1200°C as composições que possuem resíduo já apresentam alta densidade, baixa absorção de água e porosidade e nas temperaturas de sinterização de 1250 o C, as composições que continham resíduo tiveram deformação piroplástica enquanto que a composição sem resíduo não apresentou esse fenômeno. Esse fato está associado à composição química do resíduo de rochas ornamentais, que possui na sua composição uma grande quantidade de óxidos fundentes como CaO, K 2 O e Fe 2 O 3 . Isso faz com que a temperatura da fase líquida
Mostrar mais

12 Ler mais

Briquetagem da granalha de aço recuperada do resíduo de rochas ornamentais.

Briquetagem da granalha de aço recuperada do resíduo de rochas ornamentais.

A geração de resíduo no setor de rochas ornamentais é um problema que as empresas vêm enfrentando, principal- mente com relação ao local de descarte desse rejeito, uma vez que o resíduo pode contaminar o solo e as águas causando problemas de saúde à população vizinha

5 Ler mais

UTILIZAÇÃO DE RESÍDUOS DE ROCHAS ORNAMENTAIS NA PRODUÇÃO DE CERÂMICA BRANCA

UTILIZAÇÃO DE RESÍDUOS DE ROCHAS ORNAMENTAIS NA PRODUÇÃO DE CERÂMICA BRANCA

No século XX, acompanhando a revolução industrial, a indústria cerâmica adotou a produção em massa, para a qual são de fundamental importância o conhecimento e controle das matérias - primas, produtos e processos. As indústrias de beneficiamento de rochas ornamentais vêm preocupando os principais órgãos ambientais do governo e algumas ONG’s pelos rejeitos sem nenhum tratamento que são lançados indiscriminadamente no meio ambiente.

17 Ler mais

pH e umidade dos resíduos finos de beneficiamento de rochas ornamentais.

pH e umidade dos resíduos finos de beneficiamento de rochas ornamentais.

O Instituto Estadual do Meio Am- biente e Recursos Hídricos do Espíri- to Santo (IEMA) publicou a Instrução Normativa nº12, em 03 de dezembro de 2007, estabelecendo critérios e proce- dimentos de localização, implantação e monitoramento de aterros, para a dispo- sição permanente dos resíduos de rochas ornamentais (IEMA, 2007). Uma das exigências é que o teor de umidade do re- síduo seja reduzido a, pelo menos, 30%, antes de o resíduo ser encaminhado para

6 Ler mais

Aproveitamento de Lamas Carbonatadas da Indústria das Rochas Ornamentais na Cerâmica

Aproveitamento de Lamas Carbonatadas da Indústria das Rochas Ornamentais na Cerâmica

A tabela 2.1 apresenta os valores médios, máximos e mínimos (em percentagem) dos elemen- tos maiores e menores presentes nos calcários ornamentais de Portugal. Nesta tabela, os cal- cários microcristalinos caracterizam-se por serem constituídos predominantemente por um ci- mento espatizado de granulado microscópico, e os calcários subcristalinos por serem maiorita- riamente compostos por um cimento micrítico, por vezes parcialmente espatizado. Ao observar- se a tabela 2.1, pode-se inferir que o elemento químico predominante é o cálcio, o qual encon- tra-se presente sob a forma de carbonato, dado o predomínio de calcite, mineral essencial e somente excedido pela dolomite numa das rochas analisadas. Com base nos resultados obti- dos neste estudo pode-se concluir que a composição química destas rochas confirma a pureza das rochas calcárias portuguesas, esta mesma característica atribui-lhes aptidões para serem aplicadas não só como rochas ornamentais mas também em diversas industrias (Moura, 2007).
Mostrar mais

104 Ler mais

Estudo do corte de rochas ornamentais utilizando disco diamantado

Estudo do corte de rochas ornamentais utilizando disco diamantado

O melhor desempenho dos estados do Espírito Santo e do Rio de Janeiro com exportação de rochas graníticas processadas, bem como de Minas Gerais com ardósias e quartzitos foliados, está ligado à existência de parques industriais de beneficiamento e em uma base de competitividade firmada para produtos acabados/semi acabados no mercado interno. Tais atributos acabaram por viabilizar até o incremento das exportações de blocos de granito pelo Estado do Espírito Santo, exportações estas, agora não controladas por grandes contratos de exclusividade (Abirochas, 2011).

161 Ler mais

Explotação de rochas ornamentais e meio ambiente Exploitation of Ornamental Stones and the Environment

Explotação de rochas ornamentais e meio ambiente Exploitation of Ornamental Stones and the Environment

entre outras. Assim como o solo superficial orgânico, os estéreis também podem ser aproveitados no preenchi- mento da área lavrada tentando recompor a topografia e a paisagem local. Segundo Ribeiro e Ferreira (2007), os rejeitos gerados no beneficiamento das rochas orna- mentais já estão ganhando outros destinos. Lentamente, algumas técnicas vão sendo estabelecidas para o emprego desses materiais. Os rejeitos finos provenientes do corte de mármore já estão sendo utilizados como corretivos de acidez do solo, como matéria-prima para a indústria de cimento, como dessulfurante em centrais termoelétricas que utilizam carvão com alto teor de enxofre, como carga na fabricação de papel, PVC e tintas e como matéria- -prima para argamassa industrializada (MINEROPAR, 2006 e STELLIN JR.; CARUSO, 2004, citados por RI- BEIRO; FERREIRA, 2007). Resíduos finos gerados no beneficiamento de gnaisses podem substituir a cal na for- mulação de argamassas industriais (CARVALHO et al., 2004, citados por RIBEIRO; FERREIRA, 2007) e podem ser utilizados também como fundentes na formulação da massa cerâmica para produção de telhas (VIANA, 2003, citado por RIBEIRO; FERREIRA, 2007). Por fim, os rejeitos mais grosseiros normalmente são estocados nas áreas adjacentes às frentes de lavra, porém, podem ser utilizados na produção de artesanato de pedras ou na produção de blocos pequenos para calçamento, os “paralelos” ou “paralelepípedos”. Algumas empresas apresentam como alternativa a produção de britas para a construção civil ou a produção de seixos ornamentais (no caso de mármores), mas isso somente é possível se a mineração extrair apenas um tipo de rocha ornamental (RIBEIRO; FERREIRA, 2007).
Mostrar mais

9 Ler mais

Caracterização Tecnológica das Rochas Ornamentais do Maciço Capão Bonito, SP

Caracterização Tecnológica das Rochas Ornamentais do Maciço Capão Bonito, SP

RESUMO – O Maciço Granítico Capão Bonito localiza-se no sul do estado de São Paulo na forma de um corpo alongado de direção geral NE-SW, intrusivo em rochas epimetamórficas do Grupo Açungui (Formação Votuverava) e em rochas graníticas do Complexo Três Córregos e parcialmente encoberto por rochas sedimentares da Bacia do Paraná (Grupo Itararé). É constituído por sienogranitos vermelhos, holo- a leucocráticos com biotita e rara hornblenda, inequigranulares de granulação média a grossa a porfiríticos e isotrópicos a levemente cataclásticos nas zonas marginais. Suas rochas foram analisadas quanto aos aspectos petrográficos (composição, estrutura e textura), químicos (elementos maiores), físico-mecânicos (absorção d’água, resistências ao desgaste por abrasão, impacto de corpo duro e a esforços de compressão e tração) e ao ataque químico. Os resultados foram comparados aos valores normatizados sugeridos para rochas graníticas utilizadas com fim ornamental. As rochas do maciço apresentam características composicionais, texturais, estruturais (relativas à isotropia) e químicas (elementos maiores) bastante homogêneas. As variedades do sienogranito denominado comercialmente como Granito Vermelho Capão Bonito ou Rubi Red Granite mostraram nos ensaios resultados bastante similares entre si, com algumas variações na resistência físico-mecânica decorrentes da penetratividade das deformações rúpteis na região mapeada, evidenciadas por diferenças no índice microfissural.
Mostrar mais

18 Ler mais

Aspectos de vida, trabalho e saúde de trabalhadores do setor de rochas ornamentais.

Aspectos de vida, trabalho e saúde de trabalhadores do setor de rochas ornamentais.

Tendo em vista a dificuldade em obter o nú- mero total de trabalhadores da indústria de ro- chas ornamentais, moradores do distrito, consi- derou-se como uma aproximação mais abran- gente do universo desses trabalhadores aqueles sindicalizados que, na estimativa do sindicato da categoria (SINDIMÁRMORE), correspondiam a cerca de 80% dos trabalhadores da base. Além disso, visando centrar o estudo nos trabalhado- res diretamente vinculados ao processo de tra- balho da extração e beneficiamento das rochas, foram excluídos os trabalhadores administrati- vos, que correspondiam a cerca de 15% dos sin- dicalizados. Por fim, optou-se por estudar ape- nas os trabalhadores do gênero masculino, já que estes somam quase a totalidade dos trabalhado- res sindicalizados do distrito (97,17%). Dessa forma, os resultados da pesquisa devem ser ex- trapolados apenas para os trabalhadores sindi- calizados, do sexo masculino, ocupantes de fun- ções não administrativas, moradores de Itaóca Pedra. A p opulação base par a o processo de amostragem foi constituída de 388 trabalhado- res. A amostra do estudo foi calculada em 200 indivíduos (já considerando possíveis perdas de 20%), sendo a seleção feita através de amostra- gem aleatória simples, a partir da listagem dos associados ao sindicato da categoria.
Mostrar mais

14 Ler mais

Desenvolvimento de projetos de produtos utilizando resíduos pétreos de rochas ornamentais.

Desenvolvimento de projetos de produtos utilizando resíduos pétreos de rochas ornamentais.

O setor das rochas ornamentais é uma das atividades industriais que mais tem crescido nas três últimas décadas no Brasil e, consequentemen- te, têm aumentado a geração de rejeitos (Mothé Filho; Polivanov; Mothé, 2005). Os mármores e os granitos destacam-se por representarem 90% da produção mundial de rochas ornamentais. Os granitos correspondem às rochas silicáticas e, se comparados aos mármores, possuem menor po- rosidade, elevada resistência e dureza. Por outro lado, os mármores cons- tituem-se como rochas carbonáticas, cuja durabilidade e nobreza confe- rem-lhe valor, ainda que sejam menos resistentes a riscos e vulneráveis a ataques químicos ácidos (ALENCAR; CARANASSIOS; CARVALHO, 1996; SPÍNOLA; GUERREIRO; BAZAN, 2004; BRASIL, 2007).
Mostrar mais

6 Ler mais

Técnicas de processamento digital de imagens com aplicação no setor das rochas ornamentais

Técnicas de processamento digital de imagens com aplicação no setor das rochas ornamentais

O Estado de Minas Gerais apresenta comprovado potencial geológico, além de situação geográfica privilegiada em relação às principais vias de escoamento e portos marítimos para a exportação. No cenário nacional, Minas Gerais é um dos mais importantes centros produtores de rochas ornamentais, sendo considerável o número de trabalhos referentes ao setor e envolvendo inúmeras áreas de extração. (Oliveira & Costa, 1998a; Bezerra et al, 1998; Costa et al, 1998; Costa, 1999, Campello, 2000, Pimenta, 2002) entre outros. De acordo com o relatório do Projeto Rochas de Minas: Estudo de Competitividade do Setor de Rochas Ornamentais e de Revestimento do Estado de Minas Gerais elaborado pelo SINROCHAS-MG, em setembro de 2003 (Inserção, 2003), estima-se a existência de 160 frentes ativas de lavra, com uma produção de 1,8 milhões de toneladas/ano. Essa produção distribui-se por mais de 50 municípios, inc luindo a extração de granitos (440 mil toneladas/ano), ardósias (410 mil toneladas/ano) e quartzitos foliados (250 mil toneladas/ano), além de serpentinitos, pedra-sabão, pedra-talco, pedra Lagoa Santa e pedra Preta Mariana, configurando quase 150 variedades comerciais colocadas nos mercados interno e externo. Levantamentos efetuados pela Cia. Mineradora de Minas Gerais – CODEMIG – demonstram que o Estado de Minas Gerais é o segundo maior pólo minerador brasileiro de rochas em quantidade, o primeiro em dive rsidade de materiais extraídos e segundo em volume físico e valor de exportações no setor. O estado de Minas Gerais destaca-se, sobretudo, pela produção de granitos “movimentados”, além de tipos homogêneos, quartzitos, arenitos e mármores, sendo ainda o maior produtor de ardósia do país. Mais de 1600 empresas atuam nos segmentos de lavra, beneficiamento e marmoraria em Minas Gerais, representando investimentos privados da ordem de US$ 300 milhões. As transações comerciais do setor em Minas Gerais devem movimentar aproximadamente US$ 220 milhões/ano. Estima-se que estas empresas estejam gerando 21 mil empregos diretos, 6 mil dos quais no segmento de lavra e 15 mil nos de beneficiamento e marmoraria. Com base nos investimentos aplicados no setor, calcula-se que seria de apenas US$ 15 mil o custo para a geração de um emprego direto.
Mostrar mais

219 Ler mais

Show all 7878 documents...