Sá de Miranda

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Sá de Miranda, trovador e poeta

Sá de Miranda, trovador e poeta

Alguns trovadores mantêm o costume galego-português de forjar a perspectiva feminina, escrevendo em nome de algumas damas reais da corte manuelina. de Miranda também compôs do ponto de vista feminino, o cantar velho “Sola me dexaste”, e outro, em diálogo, cantar de moças ao adufe, “Naquela serra”, e ainda o cantar de moças, “Menina fermosa”. A poesia mirandina recolhida no Cancioneiro de Resende mostra-se muito densa para a trivialidade do salão, sendo que o poeta não deixou nunca de freqüentar com suas trovas as recolhas quinhentistas e seiscentistas, sobretudo com os cantares escritos na perspectiva feminina. Uma dama da corte de D. Maria, Leonor de Mascarenhas, a marquesa de Pescara portuguesa, segundo de Miranda, compõe duas sextilhas em resposta a ele e a Bernardim Ribeiro, em dois diálogos poéticos ao gosto provençal, “Ua cousa cuidava eu” e “Vi sinais: o mal é grande”, que não foram editados no Cancioneiro de Resende em 1516. Quem os salva do esquecimento é o próprio de Miranda reunindo-os em sua obra, quando as ofertou ao príncipe no início dos anos 1550 (Manuscrito D). 10 Os diálogos poéticos dessa dama da corte manuelina
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Casa aristocrática de lavradores: o topos do de re rustica nas epístolas em verso de Sá de Miranda.

Casa aristocrática de lavradores: o topos do de re rustica nas epístolas em verso de Sá de Miranda.

Este artigo procura investigar algumas coordenadas epocais presentes nas epístolas em verso de Francisco de de Miranda (1481–1558). É possível airmar que a argumentação principal de de Miranda reside na defesa de um “tempo da memória”, que deve ser preservado, em oposição estratégica às vicissitudes da expansão marítima portuguesa e do tempo presente. Isso se faz a partir da mobilização da doutrina da “economia” (oeconomia), da “casa” (oikos) e de matéria correlata, cuja vitalidade foi reativada pelo Renascimento, com tradução literária nos lugares-comuns do de re rustica (assunto de agricultura e de camponeses). Dos tempos clássicos até a Idade Moderna, todo esse conjunto normativo não tratava somente das questões de administração da família e da conservação do patrimônio, mas também da agricultura e das relações de amizade. Palavras-chave: Renascimento; navegações portuguesas; Idade Moderna.
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Análise comparativa de quatro testemunhos da comédia d’Os Estrangeiros, de Francisco Sá de Miranda Filipa Silveira de Freitas

Análise comparativa de quatro testemunhos da comédia d’Os Estrangeiros, de Francisco Sá de Miranda Filipa Silveira de Freitas

Francisco de Miranda é um dos autores mais influentes na cultura portuguesa do século XVI, não só pelos novos caminhos que propõe na poesia mas também pela novidade da prosa com que formata as suas comédias. No entanto, os seus dados biográficos não são consensuais e deixam muitas questões em aberto. A primeira biografia conhecida, de onde são recuperados a maior parte dos elementos da sua vida, acompanha a segunda edição das suas poesias, em 1614. Barbosa Machado, na sua Biblioteca Lusitana, atribui-a a D. Gonçalo Coutinho 1 , embora alguns estudiosos como José de Sousa Machado estejam convencidos de que o faz «talvez por mera presunção, por quanto não deu a razão desta notícia bibliografica e certamente a daria se fosse sólido seu fundamento 2 ». De acordo com o autor anónimo de 1614, «naceo Francisco de Sà de Miranda na Cidade de Coymbra no Anno do Senhor de 1495 3 ».
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Recreio e recriação. Dois nomes para a reescrita de Sá de Miranda e Manuel Bandeira em Carlos de Oliveira

Recreio e recriação. Dois nomes para a reescrita de Sá de Miranda e Manuel Bandeira em Carlos de Oliveira

se disse, a própria numeração acrescentada ao poema “Elegia de verão” sugere essa identificação. No mesmo sentido aponta o fundo temático em que se inscreve este exercício intertextual. Lembra-nos Marcia Arruda Franco (2001, p. 64-65) que o soneto mirandino “O sol é grande, caem co’a calma as aves” partilha com a glosa que dele fez Manuel Bandeira em “Elegia de verão” o tema da mudança, explorado através de uma sériede imagens colhidas na natureza coincidente, em parte, nos dois textos. Também o poema acrescentado por Carlos de Oliveira se enquadra nesta mesma inquirição temática, embora, neste caso, a abordagem que lhe é feita inicialmente se transfira, a partir da segunda estrofe, para outras esferas de sentido, com destaque para a evocação do passado – uma linha que Manuel Bandeira explora em direta contiguidade com uma experiência sensorial da infância (o canto das cigarras), mas que em Carlos de Oliveira se desdobra em motivos recolhidos nos dois hipotextos (as aves e a água do soneto de de Miranda, mas também as cigarras da elegia de Bandeira) e agora congraçados na ideia de “memória” (v. 9), uma categoria fundamental na fenomenologia do tempo na poesia de Oliveira e no que dela se expande para a construção romanesca, sobretudo ao nível da perceção da experiência por parte das personagens. 8
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AINDA A REDESCOBERTA DE SÁ DE MIRANDA NO SÉCULO XX: CARLITO AZEVEDO E ALEXANDRE O’NEILL

AINDA A REDESCOBERTA DE SÁ DE MIRANDA NO SÉCULO XX: CARLITO AZEVEDO E ALEXANDRE O’NEILL

da escrita mirandina, que pode ser encarada como uma remontagem de textos, e aponta para a permanência, em Carneiro, do questiona-mento do sujeito como “imigo de si”. Em relação ao próprio O’Neill, cabe ressaltar que não há uma vivência subjetiva deste conflito, mas que está em jogo apenas uma desconstrução vanguardista dos mitos do imaginário poético português, escrita menos na “seqüência” de Jorge de Sena, que compôs um “ Soares de Miranda de Passos”, nove anos antes, do que na de Augusto de Campos, a quem a montagem é dedicada porque “viu juntos” os dois Sás, compondo o seu “ de miranda carneiro”, um ano antes do de O’Neill. Antes de entraramos nesta empresa poética luso-brasileira, vamos falar um pouco da história desse tema na poesia ibérica na passagem do século XV para o XVI.
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Sá de Miranda e a defesa e ilustração da língua portuguesa

Sá de Miranda e a defesa e ilustração da língua portuguesa

O trabalho apresenta, a partir do exemplo do douto Sá de Miranda, que recusa a expressão em língua latina, o movimento de defesa e ilustração do português quinh entista como parte d[r]

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A comédia erudita em Portugal: Sá de Miranda

A comédia erudita em Portugal: Sá de Miranda

As peripécias fundamentais da intriga, o desengano de Cesarião e o reconhecimento de Fabiano, têm ambas o mesmo sentido essencial de contestar a afetividade e fomentar, para cada um deles, um casamento à margem de toda motivação amorosa. Inverte de Miranda, desse modo, a função característica da anagnórise cômica – um expediente que faz infletir a intriga, afinal, no sentido da felicidade postulada pelos amantes. A única função da anagnórise em Os Vilhalpandos, é lançar um interdito peremptório sobre o amor de Fabiano, apartá- lo drasticamente de Hipólita. A absorção do esquema cômico tradicional, que prefigura uma solução consabida, inscrita na memória do gênero, põe em relevo o modo como o dramaturgo a recusa e sujeita, intransigentemente, a forma arquetípica a seu escopo moralístico. Num gesto exemplar, sacrifica o desejo à diretriz normativa; deixa fermentar o impulso amoroso para fazê-lo, por fim, ceder ao reconhecimento desabusado de sua própria insensatez: ascensão do indivíduo que a paixão fazia exorbitar perigosamente a um novo patamar do conhecimento de si mesmo e do mundo. Desta comédia pode dizer-se que representa, de fato, uma espécie de rito de passagem: momento de extravio e desregramento que prepara o ingresso regular e definitivo na estrutura comunitária. É regra, de resto, encontrável em numerosas sociedades, durante os ritos de passagem, que as etapas anterior e ulterior ao limiar da maioridade sejam enfaticamente contrastadas 24 . Processo, em suma, de purgação do outro em proveito do mesmo,
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Outro soneto de Sá de Miranda

Outro soneto de Sá de Miranda

No que respeita à expressão luso-castelhana mirandina, importa salientar que o desastre do Monte de Condessa, tardia cruzada contra Ceuta, em 1553, no qual muitos cavaleiros portugueses [r]

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A correspondência entre Sá de Miranda e Jorge de Montemor

A correspondência entre Sá de Miranda e Jorge de Montemor

Tratada na resposta mirandina como um ponto em comum entre ele e Jorge de Montemor, a identidade pastoril aponta para a criação de um olhar lusitano na produção luso-castelhana, num mome[r]

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Dois estudos (legítimos) de literatura comparada

Dois estudos (legítimos) de literatura comparada

As novas formas e o novo ritmo italianos foram introduzidos na poesia ibérica a partir de um respeito à tradição peninsular. Isso gerou o fenômeno do hibridismo poético: formas renascentistas foram compostas com o ritmo medieval ibérico; temas humanistas circularam através de cantigas, vilancetes ou esparsas. de Miranda, o poeta que introduziu o cultivo das formas italianas na língua portuguesa, no primeiro terceto de seu mais afortunado soneto, “O sol é grande...”, faz uma referência à poesia medieval galego- portuguesa, através da releitura da imagem do canto das aves e da permanência do ritmo anapéstico.
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Cadê e variantes: gramaticalização em língua portuguesa

Cadê e variantes: gramaticalização em língua portuguesa

Resumo: A gramaticalização da frase “Que é feito de fulano?”, passando por “Que é de fulano?” resultou em “Que é de?”, seguida da contração entre a vogal do pronome e o verbo (que é > qué) “Qu’é de?” > “Quede?”, forma contracta empregada por de Miranda, nascido em 1481 (trata-se, portanto, de forma já em uso na segunda metade do século XV) . Depois, esse quede adquire acento na última sílaba, provavelmente devido ao fato de ocorrer isolado, em fim de frase, na repetição enfática, onde recebe acento frasal (de intensidade três, contra a intensidade um, de vocábulo): “Quede o chapéu? Quedê?”. Por meio da retomada anafórica “Que é feito dele?”, reduzida para “Que é dele?”, resulta outra variante: quedele. Aparentemente, a variante cadê tem tido um uso mais corrente no Brasil, o que leva muita gente a afirmar que se trata de um brasileirismo. No entanto, as outras variantes – quede / quedê ou quedele / cadele – são empregadas em diferentes partes do país e algumas delas podem ser encontradas em textos do português europeu de diferentes épocas. Palavras-chave: cadê e variantes; gramaticalização, variação e mudança; história do português.
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A confissão de Sá-Carneiro

A confissão de Sá-Carneiro

O narrador de A Confissão de Lúcio vive seu labirinto lascivo, no excesso de um borramento de si. “Mistério... O certo é que ao possuí-la eu era todo medo – medo inquieto e agonia: agonia de ascensão, medo raiado de azul; entanto morte e pavor” (-CARNEIRO, 1993, p. 86). É o mistério de todo o desejo que não se move de si, vive no gozo, na submissão de que esse candente raiar não tenha onde iluminar, senão em outro vão de absurdo. É como se o narrador estivesse a cometer incesto, esbarrando na proibição mais desejada e ainda assim continuasse inconsequentemente. “Enlaçava-me agora sobre o seu corpo nu, como quem se arremessasse de um abismo encapelado de sombra, tilintante de fogo e gumes de punhais – ou como quem bebesse um veneno sutil de maldição eterna, por uma taça de ouro, heráldica, ancestral...” (-CARNEIRO, 1993, p. 87). Ele, narrador, passa a estranhar a vida, passa a buscar uma narrativa que suporte essa tênue linha entre a loucura e a sanidade, muito comum no imaginário do final do século XIX.
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GICÉLIA OLIVEIRA DE SÁ

GICÉLIA OLIVEIRA DE SÁ

Este trabalho tem como objetivo geral, apresentar um projeto de intervenção para auxiliar escolas que enfrentam o problema da violência entre alunos, com cursos voltados p[r]

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Leonardo Damasceno de Sá

Leonardo Damasceno de Sá

Nas práticas cotidianas das interlocutoras, como se fossem canções, a vida seria um brega, que toma espaço como ação micropolítica (, 2009, 2010), depois de uma sucessão de violências ao longo da vida. Maria, depois de uma trajetória de vinte anos no bairro Perpétuo Socorro, agora cuida da casa, lava, limpa. Às vezes ajuda vizinhos com dicas de saúde. Transmite afeto ao filho e à neta ainda crianças, tem um filho que voltou para casa ao sair do presídio, um marido que quer a reabilitação. “Aceitou Jesus”, trocou “o inferno pelo céu” e, “fora a distância para o Centro e as facilidades com comércio, aqui é um pedacinho do céu”, entoa Maria, em práticas gestuais de abrir e fechar os braços no quintal de sua casa. Maria queima lixo em frente à residência, planta legumes e verduras na parte de trás de casa. Há até uma plantação de melancia. “Já estão nascendo aqui! Ali, começaram a crescer. Todo dia cuido para molhar bem. Quando na baixada eu ia ter uma plantação? Aqui é um pedacinho do céu. Eu amo esta minha casa, cuido dela, limpo ela e vivo par a minha família”. E continua: “A Maçã (apelido da neta) sempre quis ter uma piscina! Agora ela tem! Lá na baixada era só piscina natural né, toda suja, só esgoto (risos)! Agora ela é tão feliz com essa piscininha”. Todos os dias, às 19h, Maria pega Decinho e Adriane, a Maçã, e vai até a igreja Universal mais próxima do bairro. Lá, vibra em suas práticas de fé, adoração a Deus e salvação de si própria, como todas as outras interlocutoras.
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Melissa de Sá Vieitas

Melissa de Sá Vieitas

São prestados cuidados de higiene aos utentes mais dependentes, sendo deitados após o banho. Prestação de cuidados de higiene parcial aos restantes utentes[r]

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Metelo, Catarina de Sá

Metelo, Catarina de Sá

O objetivo deste estudo não era simplesmente mostrar a eficácia da TB-A mas também apresentar um sucesso deste tratamento com a combinação de injeções de TB-A com hialuron[r]

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 Cárin Sá 19819

Cárin Sá 19819

As membranas de L-PRF podem ser utilizadas sozinhas ou em combinação com material de enxerto ósseo como material de enchimento em alvéolos pós-extração ou técnica[r]

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LUDMILA SÁ DE FREITAS

LUDMILA SÁ DE FREITAS

E é por meio da encenação de Ponto de Partida que se pode investigar a maneira pela qual o texto teatral de Gianfrancesco Guarnieri, que, a princípio, não estabelecia uma similarid[r]

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Larissa Campos de Sá

Larissa Campos de Sá

With the germination test and electrical conductivity data, the Pearson correlation was applied between the variables: number of normal seedlings in the temperature and photoperiod re[r]

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CLAUDIO ALVES DE SÁ

CLAUDIO ALVES DE SÁ

enquadrar este morador da cidade a novos hábitos para a sobrevivência e não a. caçada que se tomaria dispendiosa caso mantivesse seus animais pagando os[r]

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