Saúde ocupacional

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Dissertação Mestrado Perceções dos Enfermeiros sobre a Saúde Ocupacional Ana Rita Pereira

Dissertação Mestrado Perceções dos Enfermeiros sobre a Saúde Ocupacional Ana Rita Pereira

Em Portugal, os serviços de saúde ocupacional são organizados pelas entidades empregadoras (DGS, 2013), sendo o atual regime jurídico da promoção e prevenção da segurança e saúde no trabalho legislado pela Lei n.º 102/2009 de 10 de Setembro (e mais atualmente pela segunda alteração aplicada a esta, a Lei n.º 3/2014) que regulamenta o Artigo 284.º do Código do Trabalho, e que se aplica a todos os ramos de atividade, nos setores privado ou cooperativo e social, ao trabalhador por conta de outrem e respetivo empregador, incluindo as pessoas coletivas de direito privado sem fins lucrativos e ao trabalhador independente (Lei n.º 102/2009). Na área da saúde existem, ainda, outras modalidades de estabelecimentos, tais como as entidades públicas empresariais, as quais também são abrangidas pelo regime geral de segurança e saúde no trabalho estipulado na Lei n.º 102/2009 (DGS, 2010a). No setor público e nos trabalhadores que exerçam funções nos serviços de administração direta, indireta, regional e local aplica-se a legislação anterior que tem por base o Decreto-Lei n.º 441/91 de 14 de Novembro e os que o sucederam (DGS, 2010a).
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Programa Nacional de Saúde Ocupacional 2013-2017 – Normas de Orientação Clínica

Programa Nacional de Saúde Ocupacional 2013-2017 – Normas de Orientação Clínica

O quadro de recessão económica global parece estar a ter um impacto significativo (9) sobre a saúde e segurança do trabalhador e quanto às condições de trabalho em geral. Embora seja muito cedo para afirmar o efeito que a longo prazo tem sobre o número de acidentes e doenças, existem sinais de que alguns dos “recentes avanços em termos de promoção da saúde e segurança do trabalho estão a ser perdidos” e que poderá estar a existir um “menor investimento das empresas na saúde e segurança do trabalho” (9). O corte nos custos de medidas preventivas e a menor atenção à questão da prevenção e aos sistemas de gestão de saúde e segurança do trabalho podem colocar em causa a boa prática em Saúde Ocupacional. Estes aspetos associados ao aumento da intensidade de trabalho, à falta de informação e formação dos trabalhadores, à pressão quanto à rapidez do desempenho das empresas, a uma manutenção mínima de equipamentos e à falta de financiamento para novos equipamentos (que pode significar que os trabalhadores têm de continuar a trabalhar em/com antigas e perigosas instalações, equipamentos e ferramentas), poderão traduzir-se num “aumento do risco de acidente de trabalho e de doenças profissionais” (9). Assim, é necessário aumentar os esforços atuais, para que as tendências de acidentes e de problemas de saúde não se agravem.
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Psicanálise e saúde: a circulação da palavra na saúde ocupacional

Psicanálise e saúde: a circulação da palavra na saúde ocupacional

A experiência da palavraentre proissionais da saúdeocupacional e os pacientes é um sintoma do contexto biológico, sociológico e psicológico. A análise da palavra deve ser feita em conteúdos e formas. Este trabalho foi realizado tendo como ponto investigativo os problemas entre proissionais da saúde e pacientes em um centro de saúde pública. Este artigo discute a saúde ocupacional nas contradições entre gestão organizacional, comprometimento pessoal e o capitalismo industrial. A saúde ocupacional revela-se como sintoma do contexto biológico, social e psicológico. A busca da excelência no desempenho invadiu a sociedade industrial e a saúde ocupacional em busca da melhoria constante do desempenho. Enfatiza aqui que as estratégias de dominação comportamental nas organizações e grupos ou equipes objetivaram, a partir do surgimento do capitalismo, adequar os indivíduos à ideologia hegemônica.
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Saúde Ocupacional na região central do estado de Nova York: um ambulatório de doenças ocupacionais com financiamento público 25 anos depois.

Saúde Ocupacional na região central do estado de Nova York: um ambulatório de doenças ocupacionais com financiamento público 25 anos depois.

Para tratar o problema do sub-reconhecimento de agravos relacionados ao traba- lho, em 1987, o estado de Nova York utilizou financiamentos públicos para criar uma rede de ambulatórios de saúde ocupacional, que continua sendo o único pro- jeto de seu tipo nos Estados Unidos. Sua missão é o diagnóstico, o tratamento e a prevenção de doenças ocupacionais. O financiamento público foi necessário para sustentá-la e permitir que funcionasse de forma independente e universalmente acessível. Este artigo relata as experiências dos Ambulatórios de Saúde Ocupacio- nal (Occupational Health Clinical Centers – OHCC) ao longo dos últimos 25 anos. Cada serviço é parte da rede e atende grande parte da região central do estado de Nova York. Durante este período, os ambulatórios construíram uma experiente equipe multidisciplinar e um programa multifacetado, que inclui atividades clíni- cas, ações de capacitação e educação, assessoria técnica e pesquisa. Alcançaram considerável sucesso em estabelecer-se como um recurso para os trabalhadores acidentados na região e como defensores, do ponto de vista clínico, de trabalha- dores acidentados nos seus locais de trabalho e junto ao sistema de compensação. Como os OHCCs se movem em direção à nova fase, desafios consideráveis perma- necem, especialmente na identificação e no acesso de trabalhadores submetidos a situações de alto risco com pouco alcance aos serviços de saúde.
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Um estudo da aplicação do conceito de risco na conscientização e conhecimento de estudantes de ensino técnico sobre riscos de segurança e saúde ocupacional em laboratório de soldagem

Um estudo da aplicação do conceito de risco na conscientização e conhecimento de estudantes de ensino técnico sobre riscos de segurança e saúde ocupacional em laboratório de soldagem

De acordo com Schiar (2004). Os sistema de gestão modernas consideram e estão crentes da importância dos processos organizacionais. Assim, o sistema de gestão da qualidade, reconhecidamente o que mais se destaca até então, está com foco mais voltado para processo a partir da versão da norma ISSO 900:2000, reduzindo assim as dificuldades para a integração com o sistema de gestão ambiental e o sistema de gestão da segurança e saúde ocupacional . Tem-se como problema proposto o seguinte: É possivel desenvolver uma metodologia para buscar d melhoria continua pela associação entre o gerenciamento de processo e o sistema de gestão integrada da qualidade, meio ambiente, segurança e saúde ocupacional.
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Psicologia da saúde ocupacional: uma revisão integrativa

Psicologia da saúde ocupacional: uma revisão integrativa

Resumo: Trata-se de um estudo de revisão integrativa de artigos científicos publicados no Brasil sobre a temática da Psicologia da Saúde Ocupacional, no período de 2001 a 2012, nas duas revistas cujas publicações destinam-se exclusivamente à área da Psicologia Organizacional e do Trabalho, disponíveis na base de dados Pepsic: Cadernos de Psicologia Social e do Trabalho e Revista Psicologia: Organizações e Trabalho. Dos 289 artigos publicados, foram identificados 91 (31%) que atenderam aos critérios de inclusão, ou seja, uma das suas variáveis de estudo é o campo da saúde ocupacional. Utilizou-se, para a análise dos artigos, as seguintes categorias: ano de publicação; contexto; tipo de estudo; tipo de trabalhador; zona do estudo; região; tipo de amostra e intervenção. Verificou-se a predominância de artigos de delineamento qualitativo (53%), com trabalhadores de nível operacional (80%) e sem indicações para possíveis intervenções. A maior concentração de publicações foi na região Sudeste do Brasil (37%), nos anos de 2009 (17%) e 2012 (18%). Sugere- se a ampliação de estudos no campo da saúde ocupacional, principalmente, estudos quantitativos e epidemiológicos com amostras representativas e inclusão de implicações práticas.
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Questões Suscitadas pela AIDS em Saúde Ocupacional

Questões Suscitadas pela AIDS em Saúde Ocupacional

A Saúde Ocupacional é o ramo da Saúde Pública que visa à preservação da saúde do trabalhador. As atenções de saúde ocupacional, como de resto todas as atenções que pretendem a preservação da vida, qualitativa e quantitativamente, são engendradas e implementadas por equipes multiprofissionais, como é o caso de médicos, enfermeiros, psicólogos, assistentes sociais, engenheiros, químicos, técnicos de segurança, advogados, etc., e multidiciplinares, conforme ocorre na área médica, onde há espaço para o trabalho de médicos sanitaristas, clínicos gerais, pneumologistas, dermatologistas, etc.
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Odontologia e saúde ocupacional.

Odontologia e saúde ocupacional.

RESUMO: Depois de considerar que a prática da Saúde Ocupacional depende, essencialmente, de um trabalho de equi- pe onde o dentista tem papel de grande importância devido ao fato de que [r]

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Saúde ocupacional e enfermagem: algumas considerações.

Saúde ocupacional e enfermagem: algumas considerações.

São várias as atribuições propostas ao enfermeiro do trabalho dos serviços de saúde ocupacional. Den­ tre elas, para NOGUEIRA (1982), estão inclusos a par­ ticipação do planejamento, execução e avaliação de prorams de saúde pra os tabalhadores por meio de atuação técnico-administativa, pestação de ssistên­ cia direta ou da delegação e supervisão da assitência pestada or peoal auiliar; ensino e pequa na ea de enfermagem do trabalho para proteção e recupera­ ção da saúde do trabalhador.

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Organização de Serviços de Segurança e Saúde do Trabalho – Saúde Ocupacional (SSTSO) nos Cuidados Primários de Saúde – ACES e Sede de ARS – Normas de Orientação Clínica

Organização de Serviços de Segurança e Saúde do Trabalho – Saúde Ocupacional (SSTSO) nos Cuidados Primários de Saúde – ACES e Sede de ARS – Normas de Orientação Clínica

A Saúde Ocupacional tem como finalidades a gestão dos riscos profissionais, a vigilância e a promoção da saúde dos trabalhadores. A qualidade de vida no trabalho, conducente à realização pessoal e profissional, insere-se numa matriz de desenvolvimento que integra como pilar fundamental as adequadas condições de segurança e saúde nos locais de trabalho, geridas de uma forma integrada e global.

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A utilização de indicadores biológicos em Saúde Ocupacional

A utilização de indicadores biológicos em Saúde Ocupacional

Por acordo estabelecido em 1984, num seminário conjunto promovido pela Comissão Europeia (CE), o National Institute for Occupational Health (NIOSH) e a Occupational Health and Safety Administration (OSHA), entende-se por monitorização «o conjunto de acções sistemáticas, contínuas ou repetitivas, direccionadas para estabelecer, se necessário, medi- das de correcção». Outros autores (OMS, 1990; ILO, 2004 cit. por Uva e Graça, 2004) incluem na defini- ção os aspectos relativos ao seu enquadramento em programas específicos: «a observação, medição e avaliação contínua e repetida da saúde ou de factores de risco profissionais, com objectivos pré-definidos em programas específicos, usando métodos compará- veis de detecção e quantificação de dados». Embora com frequência utilizados como sinónimos, refira-se a propósito a distinção entre monitorização e vigilân- cia (monitoring e surveillance, na língua inglesa), destacando-se como principal diferença a circunstân- cia de a monitorização envolver, para além da repetitividade, a necessidade da reprodutibilidade (Uva e Graça, 2004).
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Aspectos éticos e legais da odontologia do trabalho  doi: http://dx.doi.org/10.5892/ruvrv.2012.102.115120

Aspectos éticos e legais da odontologia do trabalho doi: http://dx.doi.org/10.5892/ruvrv.2012.102.115120

internacional é necessário enfrentar os desafios e ter uma visão voltada para a globalização tornando-se desta maneira competitiva e ativa no mercado. Com esta finalidade as empresas visam aumentar a produtividade e a qualidade. Neste contexto, o bem mais precioso de uma empresa é o capital intelectual, ou os seus recursos humanos. Assim, verificou-se a importância da Odontologia como parte importante em matéria de saúde ocupacional visto que, complementaria as ações da medicina em prol da saúde do trabalhador, bem como diminuiria os índices de absenteísmo (falta ao trabalho) e acidentes de trabalho, aumentando assim a produtividade (DIACOV e LIMA, 1988).
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Psicol. cienc. prof.  vol.8 número2

Psicol. cienc. prof. vol.8 número2

Ambiental (na qual está incluída a Saúde Ocupacional, uma área de interesse da Psicologia) e Servi- ços de Saúde Pública (onde exis- tem dois itens relacionados à Psi- cologia: Saúde m[r]

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Rev. bras. saúde ocup.  vol.31 número114

Rev. bras. saúde ocup. vol.31 número114

O traço comum dos artigos que compõem este número temático da Revista Brasileira de Saúde Ocupacional, além do interesse de seus autores pela saúde dos trabalhadores, é certa estupefação quanto às formas de organização exis- tentes nos serviços de teleatendimento, cujos modos de gestão são voltados para impedir o desenvolvimento da inteligência, da emoção, da sociabilidade humanas em atividades de trabalho. Fica exposto o paradoxo: de um lado, a natureza do trabalho, que diz respeito à interação usuário-teleatendente; do outro, as regras rígidas de gestão, as quais cerceiam as expressões necessárias à interação inerente ao processo de comunicação humana... Diante desse para- doxo organizacional, como não adoecer?
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Rev. bras. saúde ocup.  vol.41

Rev. bras. saúde ocup. vol.41

A Revista Brasileira de Saúde Ocupacional (RBSO), consolidada como veículo de comunicação científica na área de Saúde do Trabalhador nos últimos 43 anos, vem passando mais uma vez por grandes transformações, impulsionadas, sobretudo, pelas exigências das bases de indexação, nota- damente da SciELO 1 .

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Gestão Preventiva de Riscos Psicossociais no Trabalho em Hospitais no Quadro da União Europeia

Gestão Preventiva de Riscos Psicossociais no Trabalho em Hospitais no Quadro da União Europeia

No contexto da prevenção terciária, trata-se, sobretudo, de medidas que se destinam «mais a curar do que a prevenir» (Trouchot, 2004, p. 222), em que «o objectivo é curar, ajudar a cicatrizar os efeitos negativos já produzidos» (Nogareda et al., 2007, p. 19). Ainda que indirectamente, porém, devem ser realizadas, a este nível, algumas medidas, cujos objectivos devem ser vistos numa lógica de prevenção. O tipo de medidas aqui a tomar são mais da responsabilidade da vigilância médica (e.g., da Medicina do Trabalho e da Psiquiatria) e da psicologia clínica do que do técnico de prevenção especialista em riscos psicossociais (Nogareda et al., 2007, p. 19). Trata-se de diagnosticar e tratar patologias, o que, no âmbito da saúde ocupacional, em Portugal, é da exclusiva competência do Médico do Trabalho. No âmbito da prevenção terciária, porém, é particularmente vantajosa a intervenção conjunta da Medicina do Trabalho e do técnico especialista em prevenção de riscos psicossociais. Esta intervenção é importante na definição de um programa de ajuda ao trabalhador, no âmbito do apoio a prestar a trabalhadores alcoólicos, toxicodependentes e fumadores, por exemplo, bem como na elaboração de programas de reinserção laboral de trabalhadores que estiveram muito tempo ausentes do trabalho, sobretudo por razões de natureza psicossocial (depressões, por exemplo). No âmbito da prevenção terciária é igualmente importante a colaboração da psicologia clínica e do serviço social. Este apoio está relativamente facilitado no caso dos hospitais dado que, em praticamente todos eles (sobretudo nos Hospitais Centrais e nos Hospitais Distritais), existem, psicólogos clínicos e assistentes sociais nos respectivos quadros de pessoal. Para maior eficácia deste apoio, a respectiva articulação deve ser objecto de um protocolo inter-serviços, homologado pelas respectivas administrações hospitalares.
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O PROCESSO SAÚDE-DOENÇA DOSAS TRABALHADORESAS DA SERICICULTURA NO PARANÁ

O PROCESSO SAÚDE-DOENÇA DOSAS TRABALHADORESAS DA SERICICULTURA NO PARANÁ

Também não foram encontrados estudos na literatura brasileira sobre essa atividade e a saúde dos trabalhadores. Estudo de Wang, Zheng e Zhang (1994) realizado em Pequim identificou sintomas de alergia respiratória na sericicultura em 75% dos trabalhadores examinados. Uma pesquisa epidemiológica e ambiental sobre riscos de saúde ocupacional na produção e transformação da seda na Índia (VIJAYABHASKARARAO et al., 2013) identificou a ocorrência de tosse, resfriados e alergias. Ainda na Índia foram encontrados problemas de saúde entre os criadores do bicho-da-seda, como irritação nos olhos, feridas, dor nas costas, alergias, problemas respiratórios e dores de cabeça (WANI; JAISWAL, 2011). Um estudo de caso no Japão (NAKAZAWA; UMEGAE, 1990) demonstrou que o bicho-da-seda pode induzir hipersensibilidade para pneumonite. Como nesses estudos não há referência sobre o processo de trabalho, não é possível fazer uma correlação com a atividade da sericicultura realizada no Brasil.
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THE PERFORMANCE OF NURSES WORKING IN LARGE CORPORATIONS: A REFLECTION ON THE THEME SOCIALIZED IN BRAZIL

THE PERFORMANCE OF NURSES WORKING IN LARGE CORPORATIONS: A REFLECTION ON THE THEME SOCIALIZED IN BRAZIL

2. Quanto à segunda proposta do estudo, que indagava quais os componentes da equipe de enfermagem que estavam participando dos programas de saúde ocupacional dessas empresas, constatou-se que essas equipes eram constituídas, exclusivamente, de auxiliares de enfermagem e de auxiliares operacionais de serviços diversos, sendo estes últimos em maior número. Concluiu-se, também, que o pessoal de enfermagem que compunha as equipes de saúde ocupacional não estavam aptos a desenvolver grande parte das atividades de um programa de enfermagem ocupacional, em decorrência do nível de qualificação que o estudo encontrou.
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Rev. Bras. Enferm.  vol.31 número1

Rev. Bras. Enferm. vol.31 número1

Na população industrial como traba­ lhamos com indivíduos "supostamente sadios", os problemas são diferentes de um ambulatório hospitalar e isto signi­ fica que a observação deve ser mais acurada. O fato de o . indivíduo ser sa­ dio, não significa redução do trabalho direto da Enfermeira. A tendência nes­ se trabalho é gastar tempo em ajudar o trabalhador em ãspectos físicos, psí­ quicOS e sociais. Devemos lembrar quê ele tem necessidades várias e o fato de ouvi-lo .não significa gasto ou perda da tempo, como normalmente se pode pen­ sar, pois uma parte importante nos cui­ dados de um ambulatório de serviço d& Saúde Ocupacional é ouvir e observar.
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Vacinação e biossegurança: o olhar dos profissionais de enfermagem

Vacinação e biossegurança: o olhar dos profissionais de enfermagem

O presente estudo analisa as concepções e as práticas dos trabalhadores de enfermagem sobre a relação entre vacinação e biossegurança em um hospital público de referência em doenças infecto contagiosas em Natal/RN. Trata-se, portanto, de um estudo exploratório/descritivo com abordagem qualitativa e quantitativa. Constituíram-se como colaboradores da pesquisa vinte e dois profissionais de enfermagem, sendo cinco enfermeiras, três auxiliares e quatorze técnicos em enfermagem. As informações foram obtidas através da técnica de entrevista com roteiro semi-estruturado. Na abordagem quantitativa, as informações foram analisadas estatisticamente e apresentadas em forma de tabelas e gráficos para caracterizar os trabalhadores e os aspectos relacionados à situação vacinal dos mesmos; e na abordagem qualitativa, utilizamos o método de análise de conteúdo. A análise foi realizada a partir das categorias empíricas advindas do processo de análise do material de campo, medida através de inferências e interpretações baseadas nos autores estudados no referencial teórico da pesquisa. A partir da análise dos resultados, constatamos que os trabalhadores de enfermagem entrevistados estabelecem de forma clara e objetiva, nas suas falas, uma relação direta entre vacinação e biossegurança além de atribuir um significado de grande importância quanto ao uso das vacinas em suas vidas profissionais no que se refere ao controle e diminuição dos riscos, sobretudo os biológicos, aos quais se encontram expostos no exercício cotidiano de suas funções. No entanto, ao analisar a situação vacinal desses trabalhadores, verificamos que a cobertura vacinal ainda se encontra aquém do esperado para as vacinas de interesse ocupacional, com destaque apenas para as vacinas contra difteria e tétano e a contra hepatite B, que apresentaram coberturas consideradas muito boas e acima da média nacional. Considerando que a instituição, embora tenha um serviço de saúde ocupacional atuante e ofereça algumas vacinas de interesse ocupacional, ainda apresenta um trabalho de pouca mobilização no que se refere à sensibilização e educação permanente dos trabalhadores quanto à necessidade e importância da vacinação ocupacional, não só para a proteção dos seus trabalhadores, como também como medida no controle de infecção e, portanto, como segurança para os seus pacientes/clientes. Entendemos que esse tipo de trabalho ainda não se transformou em política orientada pelos Ministérios da Saúde ou do Trabalho, porém, cabe às instituições que trabalham pelo interesse da saúde dos trabalhadores lutar por toda e qualquer ação e mobilização que tenham como objetivo proteger os trabalhadores dos riscos no seu ambiente de trabalho.
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