Saúde - população rural

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Influência da periodontite apical na qualidade de vida relacionada à saúde bucal em uma população rural

Influência da periodontite apical na qualidade de vida relacionada à saúde bucal em uma população rural

Periodontite apical é um processo inflamatório de caráter agudo ou crônico que acomete o osso alveolar em contato com o ápice radicular em decorrência de uma infecção microbiana do sistema de canais radiculares, sendo uma das principais causas dos atendimentos odontológicos. Estudos até o momento avaliam a qualidade de vida relacionada à saúde bucal com a necessidade de tratamento endodôntico, porém faltam estudos avaliando a associação entre PA e QVRSB. O objetivo do presente estudo é avaliar o impacto causado pela PA na qualidade de vida de uma população rural de Rosário do Sul, RS. Estudo observacional transversal no qual foram analisados dados de 584 indivíduos (18-93 anos de idade) participantes de uma amostra representativa do levantamento epidemiológico da zona rural. A partir de um levantamento periapical realizado nesses indivíduos, se avaliou a PA conforme a classificação do índice PAI. Para avaliação da QVRSB dos indivíduos foi utilizado o questionário OHIP-14. A análise estatística incluiu análise descritiva dos dados através do teste Qui-quadrado, t independente e Mann-whitney e análises das variáveis resumo referentes ao OHIP-14 através do teste Qui- quadrado e Mann-whitney. Como resultado foi encontrado um escore médio total do OHIP-14 de 8,4 ± 8,68 em individuos sem PA e de 11,23 ± 10,63 em individuos com PA (p = 0.002). Os indivíduos com PA apresentaram maior impacto nos domínios dor física (p = 0.003), limitação psicológica (p <0.001) e incapacidade (p <0.001). Os indivíduos com PA apresentaram escore médio global do OHIP-14 mais elevado, indicando maior severidade do impacto na QVRSB com relação aos demais indivíduos. Em conclusão, foi encontrado associação significativa entre a presença de PA e pior QVRSB em indivíduos habitantes de uma zona rural.
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Acesso e utilização dos serviços de saúde de atenção primária em população rural do município de Jequitinhonha, Minas Gerais

Acesso e utilização dos serviços de saúde de atenção primária em população rural do município de Jequitinhonha, Minas Gerais

O objetivo deste estudo foi avaliar o acesso e a utilização dos serviços de Atenção Primária a Saúde (APS) em população rural no município de Jequitinhonha, Minas Gerais. Foram realizadas entrevistas com todos os 190 indivíduos com 18 anos ou mais de idade residentes no povoado do Caju para obter informações socioeconômicas, demográficas e sobre as necessidades de saúde, acesso e utilização dos serviços de saúde. A análise dos dados foi feita utilizando o teste Qui- quadrado de Pearson, odds ratio com Intervalo de Confiança de 95% e regressão logística. Os resultados mostraram que a maioria dos indivíduos não possui um serviço de saúde de uso regular. Apesar disso, 65,8% dos entrevistados relataram ter realizado pelo menos uma consulta com profissional de saúde no período de 12 meses anteriores à entrevista, principalmente as mulheres (OR 3,55; IC 1,85 – 6,79) e aqueles que consideraram seu estado de saúde deficiente (OR 2,03; IC 1,01-4,08). Foi encontrada uma taxa de internação hospitalar durante o ano relativamente alta (11,6%), que pode ter sido resultado de problemas no acesso aos serviços de APS. Em geral, os que procuraram o hospital foram principalmente aqueles que receberam algum tipo de ajuda (OR 3,07; IC 1,18 - 8,00) e que consideraram seu estado de saúde deficiente (OR 3,04; IC 1,16 – 7,98). Quanto à utilização, 31,6% dos indivíduos utilizaram algum serviço de saúde nos últimos 30 dias anteriores a entrevista, principalmente os que possuíam quatro ou mais eletrodomésticos em casa (OR 5,72; IC 1,23 – 26,54) e os portadores de hipertensão (OR 19,91; IC 8,02 – 49,41). Os motivos que determinaram a última utilização foram principalmente a busca por medicamentos (46,7%) e a presença de queixas ou sintomas de doenças (23,3%) sendo o serviço mais utilizado o posto de saúde do Caju (75,0%). Se não considerarmos as utilizações
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Avaliação do impacto da exposição a agrotóxicos sobre a saúde de população rural: Vale do Taquari (RS, Brasil).

Avaliação do impacto da exposição a agrotóxicos sobre a saúde de população rural: Vale do Taquari (RS, Brasil).

Resumo Este estudo transversal teve o objetivo de avaliar possível associação entre contato com agro- tóxicos e prevalência de doenças crônicas em po- pulação rural do Sul do Brasil. Três municípios foram aleatoriamente escolhidos. A amostra sele- cionada por conveniência foi recrutada durante três meses (2005) e se compôs de 298 sujeitos de ambos os sexos, com idade entre 18 e 65 anos e que procuravam farmácia pública ou privada para a compra de medicamentos. Os dados obtidos, me- diante entrevistas estruturadas, demonstraram que 68,4% dos entrevistados exerciam atividade rural, dos quais 74,8% eram membros de famílias de agri- cultores e tinham contato com agrotóxicos. A mé- dia de idade foi 51±16,5 anos para os entrevistados com contato com agrotóxicos e 50±17,9 anos para os sem contato. A amostra foi constituída de 36,2% por homens e 57,7% dos indivíduos que apresen- tavam mais de quatro anos de estudo. O contato direto ou indireto com agrotóxicos associou-se ao relato de várias doenças, sendo as neurológicas e as orais as mais prevalentes. Houve associação com relato de condições dolorosas, de modo que indiví- duos com contato com agrotóxicos apresentaram em torno de duas vezes mais chances de as referi- rem. Os dados corroboram os da literatura e indi- cam a necessidade de promoção de medidas de pro- teção e prevenção da saúde da população rural. Palavras-chave Agrotóxicos, Trabalhadores agrí- colas e saúde
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Acesso e cuidado: a inserção da população rural no sistema público de saúde

Acesso e cuidado: a inserção da população rural no sistema público de saúde

Os médicos e dentistas normalmente transitam entre as unidades básicas, enquanto que os demais membros da equipe médica realizam seu trabalho em um único posto de saúde. Os agentes comunitários possuem uma UBS de referência, pela qual o agente se torna responsável por parte da cobertura populacional cadastrada naquela unidade. Dentre as UBS's varia bastante o número de pessoas cadastradas como usuários, variando mais ainda a área de cobertura de cada UBS, cobrindo tanto população rural quanto urbana. Na Unidade Básica de Saúde (ou posto de saúde, como é chamado localmente) procura-se atender somente os residentes da área de cobertura de cada UBS. São cinco os postos de saúde no município, três na cidade sede: Posto Central, Unidade Básica de Saúde Carlos Chagas, UBS Padre Luiz, UBS São José; e duas nos distritos: UBS de Glucínio e UBS de Poaia. No povoado de Brejo de Minas há atendimento médico em uma sala da escola municipal, não possuindo ainda local próprio para atendimento médico. Os postos de saúde possuem um padrão de funcionamento, abrindo às sete da manhã e fechando às cinco da tarde. Em cada UBS há um enfermeiro chefe, responsável pela organização do posto. Em todos os postos de saúde do município há consultas médicas, são realizadas vacinações e atendimento odontológico, enquanto que no Posto Central são realizados ainda exames preventivos, serviços de médicos especialistas, de psicologia, fonoaudiologia e laboratório de análises clínicas.
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A Água na Saúde da População Rural do Minho no Século XVIII

A Água na Saúde da População Rural do Minho no Século XVIII

A utilização das águas como meio de tratamento e de cura, no que é hoje o território português, é muito antiga, e anterior à fundação da nacionalidade. No Minho rural e profundamente católico do século XVIII, as águas aqui tão abundantes, usavam-se empiricamente como meio de tratamento, pela sua temperatura ou mineralização, mas também por propriedades milagrosas que lhe eram atribuídas, diretamente ou por interseção de algum santo padroeiro. O objetivo do presente trabalho foi entender a importância das águas para a saúde da população minhota e rural no século XVIII, mas integrada no fenómeno religioso e no quadro do estudo das vivências e mentalidades desta população na Idade Moderna. Nesse sentido foram essencialmente estudadas duas obras, o Aquilégio Medicinal, um tratado de águas medicinais de 1726, e as Memórias Paroquiais de 1758, referentes aos distritos de Braga e Viana do Castelo, um enorme acervo documental para o conhecimento do Portugal setecentista. Os autores concluíram que a experiência curativa era uma experiência religiosa e a representação social das águas como meio de cura estava então alicerçada em elementos mágicos e religiosos, e povoada por crenças, mitos, superstições e, sobretudo pelos suportes materiais e devocionais da religião Católica. Nesta interseção entre propriedades físico-químicas e medicinais das águas e virtudes, mais ou menos miraculosas, que a lenda, o imaginário popular e o devocionário católico consagraram, os autores propõe uma viagem a uma época histórica do termalismo português em que se fazem os primeiros trabalhos e publicações sobre águas e suas propriedades medicinais.
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Educação em saúde a população rural de Encruzilhada do Sul - RS: relato de experiência do projeto saúde interior

Educação em saúde a população rural de Encruzilhada do Sul - RS: relato de experiência do projeto saúde interior

Os portadores de doenças Crônicas que necessitarem de uma avaliação nutricional são encaminhados e fazem agendamento na unidade, para atendimento nas sextas feiras com a Nutricionista. Os usuários que já passaram por avaliação médica retornam a unidade para renovação de receitas a cada 6 meses que são feitas diariamente sem a necessidade de consulta médica, desde que a Pressão Arterial e o Teste de glicemia capilar (HGT) estejam controlados e o usuário não tenha nenhuma queixa no momento da consulta de enfermagem. O preenchimento da receita é feito pelo médico que confere os sinais vitais e registra no prontuário o fornecimento e ou alteração da prescrição médica. As receitas com prescrição de medicamentos de uso contínuo para o tratamento da Hipertensão Arterial e Diabetes Mellitus emitidas nas unidades de saúde do município são válidas por 6 meses e os medicamentos são adquiridos na Farmácia Municipal. A cada paciente portador de Hipertensão Arterial e Diabetes Mellitus é realizada uma consulta médica anual para acompanhamento.
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A mediação em saúde: espaços e ações de profissionais na rede de atenção à população rural.

A mediação em saúde: espaços e ações de profissionais na rede de atenção à população rural.

Verificou-se neste estudo que, para que a media- ção seja exercida em sua potência, existe o imperati- vo de que o mediador receba apoio dos recursos que estão disponíveis na RAS e de outros mediadores, ou seja, o ele não atua sozinho. Este apoio pode vir de uma rede estruturada, formalmente, no setor da saúde, como o apoio institucional, tal qual foi citado por Almeida; Aciole (2014), Moura e Luzio (2014), ou de mediadores que atuam em outras redes como a da assistência social, visto que estas estruturas se aproximam em situações concretas da vida das pessoas. As RAS organizam-se em um plano macro- -organizacional, com fluxos de encaminhamentos e cooperação intermunicipais, mas esta organização interfere diretamente no plano microgerencial e micropolítico, ou seja, nos territórios locais dos serviços de saúde dos municípios. Esta constata- ção de interdependência entre os atores e serviços de uma RAS leva-nos a refletir que a mediação, ao exigir a concatenação de seu exercício, em certa medida, ilustra o que se espera de uma RAS, isto é, que ela seja organizada para atender às demandas dos usuários e que conte com a cooperação dos ato- res que se envolvem com a saúde das pessoas, qual seja, a interseção entre o micro e macro gerencial e político. Entretanto, como é possível verificar nos ca- sos relatados e em outros acompanhados durante a pesquisa, isto depende da maneira como os serviços e setores cooperam entre si, pois é preciso que exis- tam profissionais, serviços e redes de suporte para as ações que são disparadas pelos profissionais que se sensibilizam diante das demandas dos usuários.
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Mediações na atenção à saúde sob a ótica da Teoria da Dádiva: a saúde da população rural em destaque.

Mediações na atenção à saúde sob a ótica da Teoria da Dádiva: a saúde da população rural em destaque.

A partir desse relato, acreditamos que a capacidade do serviço em acolher as demandas vai para além da sua disponibilidade em termos do acesso geográfico ao usuário e do cuidado técnico realizado. Acolher demandas depende do modo como o profissional se coloca mediando encontros dos usuários com as políticas, dando, recebendo e retribuindo dádivas. Os encontros podem ser percebidos como momentos de trocas entre os sujeitos, reconhecimento das diferenças enquanto riquezas, compartilhamento de responsabilidades no cuidado e cidadania. Ou, de outro lado, um evento redutível ao oferecimento de um repertório técnico e de tutela profissional que mais exclui e torna o usuário vulnerável do que inclui ao doar assistência(lismos) aos "sem" renda e acesso aos serviços e "sem" esclarecimentos (por estarem longe do urbano e por isso “isolados”), como ouvimos de alguns profissionais referindo-se à população rural.
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População rural e produção na conservação dos recursos naturais dos gerais sanfranciscanos

População rural e produção na conservação dos recursos naturais dos gerais sanfranciscanos

estrangeiros que conheceram o rio São Francisco. Nos começos do século XIX Saint-Hilaire e Spix, depois Gardner, Richard Burton e Teodoro Sampaio passaram pelo São Francisco e louvaram a riqueza dos gerais, a fertilidade dos brejos, o estoque de recursos para alimentação, saúde, construção e criação que havia nas chapadas. E destacaram a inventividade dos geralistas que sabiam criar naqueles campos e retirar deles o alimento e o remédio. Foi assim que surgiu nos gerais do Alto-Médio São Francisco uma economia independente, capaz de produzir quase tudo o que consumia, e que durante muito tempo exportou para a Bahia, Pernambuco e o restante do Brasil os produtos que desciam nas balsas e vapores que marcaram para sempre a história do rio. A região inspirou nos muitos autores que a descreveram um sentimento premonitório: anteviam um futuro magnífico, que se concretizaria por meio de incremento técnico e produtivo viabilizado por investimentos e atração de empresas de outras regiões.
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A utilização de fitoterapia no cotidiano de uma população rural.

A utilização de fitoterapia no cotidiano de uma população rural.

Em pesquisa realizada com mulheres que utilizavam os Centros de Saúde da região de São Paulo, no período de 1979 a 1981, a autora relata que 84,6% das entrevistadas utilizavam plantas medicinais, com informações obtidas na maior parte das vezes na família. "O conhecimento sobre fitoterapia foi influenciado pela idade e escolaridade (as mais velhas e com menos escolaridade sabiam mais) [...] e as mais velhas e moradoras na região, por conhecerem mais as plantas locais usavam-na mais". Na • maioria das vezes as plantas foram utilizadas na forma de chá (62,9%), sendo seu uso mais freqüente para problemas digestivos (17,5%), respiratórios e cavidade oral (15,1% ), problemas ginecológicos/obstétricos (10,3%) (7) .
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Avaliação dos fatores de risco cardiovasculares em uma população rural brasileira.

Avaliação dos fatores de risco cardiovasculares em uma população rural brasileira.

os níveis de atividade física no lazer na popula- ção adulta são baixos (30%); apenas 20,2% con- somem cinco ou mais porções diárias de frutas e hortaliças; 34,6% consomem carnes com elevado teor de gordura e 29,8% consomem refrigeran- tes 5 ou mais dias por semana; o que contribui para o aumento da prevalência de excesso de peso e obesidade, que atingem 48,5% e 15,8% dos adultos, respectivamente 9 . Cabe ressaltar, também, que as populações rurais apresentam maiores problemas de saúde quando compara- das à urbana, e os problemas cardiovasculares são o principal motivo do absenteísmo ou da não realização das atividades habituais 10 . Esta des- vantagem entre o meio urbano/rural ainda piora, devido à menor oferta, menor complexidade dos serviços e pior qualidade da assistência de saúde na área rural 11,12,13 , reduzindo o acesso ao tra- tamento e às ações de promoção e prevenção à saúde. Ademais, pouca atenção é dada à saúde das populações rurais.
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Distúrbios metabólicos e adiposidade em uma população rural.

Distúrbios metabólicos e adiposidade em uma população rural.

co e de glicose, além do aumento dos níveis pressóricos em populações pobres da área rural. Considerando que esses desfechos são importantes fatores de risco para morbimortalidade por DCV, eles poderão se constituir problemas de saúde significativos para as comunidades rurais no futuro. Portanto, a melhoria na qualidade e nos hábitos de vida nessas populações deveria constituir um dos objetos de trabalho das equipes multiprofissio- nais de toda a rede assistencial do Sistema Único de Saúde (SUS). É fundamental que esses serviços reali- zem atividades de promoção e educação em saúde, principalmente em áreas rurais, onde a atenção à saúde é muitas vezes ineficaz pela falta de recursos.
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Estudo epidemiológico em população rural do interior do Estado de São Paulo com elevada...

Estudo epidemiológico em população rural do interior do Estado de São Paulo com elevada...

puderam ser atingidos em decorrência das dificuldades de acesso. As visitas foram realizadas pela pesquisadora, acompanhada pelos profissionais do Programa de Saúde da Família e por uma técnica de enfermagem do Departamento de Vigilância em Saúde – Vigilância Epidemiológica de Bebedouro, ocasião em que foram explicados os objetivos e a metodologia da investigação. Após concordância na participação, foi sorteado um membro da família com idade igual ou superior a 18 anos, o qual foi incluído no estudo após assinar um termo de consentimento livre e esclarecido (Apêndice A). A definição por incluir apenas adultos foi tomada com o objetivo de facilitar a execução do trabalho, evitando não apenas desconforto para as crianças, mas também a necessidade de assinatura de termo de consentimento por parte de um responsável. Nas situações em que o membro da família sorteado era portador de limitações mentais as quais o incapacitavam de manifestar concordância, a mesma foi solicitada ao(s) respectivo(s) responsável(s).
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Marcadores da função tireoidiana em uma população rural exposta a agrotóxicos

Marcadores da função tireoidiana em uma população rural exposta a agrotóxicos

O Brasil se destaca, desde 2008, como o maior consumidor mundial de compostos OGFs, respondendo por 19% do mercado. A Associação Brasileira de Saúde Coletiva produziu um dossiê que apontou que na safra de 2011 no Brasil foram plantados 71 milhões de hectares (ha) de lavoura temporária (soja, milho, cana, algodão) e permanente (café, cítricos, frutas, eucaliptos). Isso corresponde a cerca de 853 milhões de litros (L) de agrotóxicos pulverizados nessas lavouras, principalmente de herbicidas, fungicidas e inseticidas, representando uma média de uso de 12 L/ha e exposição média ambiental/ocupacional/alimentar de 4,5 L de agrotóxico por habitante. Nesse contexto, cabe ressaltar a participação da cultura de cítricos que é responsável por 7% do volume total de agrotóxicos consumidos no país (69).
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Variações de indicadores de adiposidade e sua relação com distúrbios cardiometabólicos em população rural

Variações de indicadores de adiposidade e sua relação com distúrbios cardiometabólicos em população rural

A obesidade é reconhecida como um importante problema de saúde pública em todo o mundo e está fortemente associada a distúrbios metabólicos e hemodinâmicos. Alguns autores consideram que a medida da cintura é o melhor preditor de dislipidemia e risco cardiovascular, outros já consideram o IMC como fator principal para o desenvolvimento desses distúrbios. O objetivo do estudo foi avaliar a associação entre variações de indicadores antropométricos com dislipidemia e níveis pressóricos na comunidade de Caju, área rural do município de Jequitinhonha, região Norte de Minas Gerais. Estudo epidemiológico, observacional, de base populacional, descritivo e analítico. Em quatro anos de acompanhamento foram estudados 207 voluntários (101 mulheres e 106 homens) com idades entre 18 e 75 anos, dos quais foram coletadas informações sobre as características demográficas, estilo de vida, antropométricas, bioquímicas e hemodinâmicas. Os dados foram processados e analisados através do programa Statistical Software for Professionals (STATA) versão 9.0 e Statistical Package for Social Science versão 15.0. O nível de significância estatística foi de 5% (p<0,05). O teste de MannWhitney, o teste de Wilcoxon e a ANOVA foram utilizados para comparar as medianas. Para medir a associação entre as variáveis respostas foi calculado o coeficiente de correlação de Pearson. A regressão linear múltipla foi utilizada para avaliar o efeito das variações antropométricas sobre as variáveis hemodinâmicas e metabólicas. A média de idade da população de Caju foi de 44 anos, a maioria vivia com o cônjuge, possuía baixo nível educacional, não era tabagista e tampouco possuía o hábito de ingerir bebida alcoólica. Sobrepeso e obesidade foram encontrados em 22,2% e em 6,8% dos participantes, respectivamente, e 38,8% das pessoas foram classificadas como hipertensas. Os valores médios de índice de massa corporal (IMC), circunferência da cintura (CC) elevada, sobrepeso e obesidade foram significativamente maiores entre as mulheres do que entre os homens. A média de ganho de peso em quatro anos de estudo foi de 1,7 kg; o IMC aumentou, em média, 0,72 kg/m 2 e a CC em 2,15cm. A idade, o aumento do IMC e da CC foram positivamente associados a aumento dos níveis das pressões arteriais sistólicas e diastólicas. Idade e aumento do IMC foram associados a aumento dos níveis do colesterol, LDL-c e LDL/HDL. Não foram encontradas associações significativas para o HDL-c. Concluiu-se que na população rural estudada o sobrepeso e a obesidade são importantes problemas de saúde pública. O aumento do IMC foi um importante preditor de distúrbios metabólicos e alterações nos níveis pressóricos diastólicos. Elevações na CC correlacionou-se com aumento da pressão arterial sistólica.
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Avaliação da condição respiratória em população rural exposta a agrotóxicos no município...

Avaliação da condição respiratória em população rural exposta a agrotóxicos no município...

( ) Irritação dos olhos ( ) Sudorese ( ) Salivação ( ) Outros........................................... 12. Procurou atendimento médico? ( 1 ) Não ( 2 ) Sim. ( ) Hospital ( ) Posto de Saúde ( ) Emergência ( ) Consultório particular - Nome/Município?................................................ 13. Evolução do quadro clínico: ( 1 ) Cura (2 ) Cura com sequela ( 3 ) Em tratamento 14. Conhece casos de intoxicação com agrotóxicos na comunidade ou em áreas próximas? ( 1 ) Não ( 2 ) Não sabe ( 3 ) Sim. Quantos?............................................................................. 15. Quando foi seu último contato com agrotóxicos? ( ) Hoje ou .......dias ......meses ......anos 15.1 Qual(is) foi(ram) o(s) produto(s) utilizado(s)? ................................................................... ..................................................................................................................................................... 16. Lava as mãos logo após manipular os agrotóxicos? (1) Não (2) Não lembra (3) Sim (4) Às vezes Onde?..................................................................................................................... 17. Toma banho logo após ajudar na aplicação dos agrotóxicos? (1) Não (2) Não lembra (3) Sim (4) Às vezes - Obs.:........................................................................................................ 18. Recebe ou já recebeu algum treinamento/orientação para trabalhar com agrotóxicos? (1) Não (2) Sim. Quando?.............................. Por quem?......................................................... 18.1 Como foi? ( 1 ) Palestra ( 2 ) Explicação no local de trabalho (3) Outro .......................... ..................................................................................................................................................... 18.1.1 Frequência? (1) a cada 6 meses (2) 1 vez ao ano (3) Raramente (4) Não lembra (5) Outro ....................................................Obs.:........................................................................ 19. Quais as culturas em que ajudou nos últimos 2 meses? (1) Tomate (2) Pimentão
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Prevalência de periodontite apical de população rural e de uma subpopulação urbana

Prevalência de periodontite apical de população rural e de uma subpopulação urbana

sua participação nesse estudo será no sentido de permitir a avaliação da sua boca, de suas medidas corporais e de responder a alguns questionários. Serão anotados dados sobre a quantidade de dentes perdidos, restaurados, obturados e cariados; a presença de placa (tecido amolecido amarelo-esbranquiçado) e cálculo dentário (tecido duro de cor mais escura) formados sobre seus dentes; a ocorrência de sangramento ou pus na sua gengiva e medidas de perda de osso ao redor dos seus dentes, quando encostamos um instrumento odontológico (sonda periodontal milimetrada) entre essas duas estruturas e se há alteração na gengiva após esta ser corada com uma substância inofensiva à sua saúde. Você responderá a questionários, de rápida execução, sobre consultas ao dentista, presença de doenças ou alterações em seu organismo, uso de remédios, hábitos alimentares e comportamentais, nível de educação, renda familiar e qualidade de vida. Seu peso e sua altura serão medidos para análise do seu Índice de Massa Corporal. Também mediremos a circunferência da sua cintura e verificaremos sua pressão arterial, e um técnico em enfermagem capacitado (de um laboratório conveniado da prefeitura do município) coletará amostras de sangue para melhor avaliarmos sua saúde geral.
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View of Prevalência do Aleitamento Materno: Comparação entre uma População Urbana e uma População Rural do Norte de Portugal

View of Prevalência do Aleitamento Materno: Comparação entre uma População Urbana e uma População Rural do Norte de Portugal

alimentação do bebé ter sido o leite materno, 16 não tendo recebido outros alimentos, exceto suplementos vitamínicos, minerais ou fármacos; como aleitamento materno, o bebé ter sido alimentado com leite materno, independentemente de poder ingerir outros alimen- tos 16 ; e como aleitamento anterior, a mãe ter amamen- tado, pelo menos um dia, filhos anteriores. A recolha de dados realizou-se entre julho e setembro de 2013, por entrevista telefónica dirigida às mães das crianças, com até cinco tentativas, em diferentes horários, para cada número. O consentimento informado foi obtido oral- mente no início da entrevista. Todos os questionários foram realizados pelo mesmo investigador, minimizando o risco de heterogeneidade na recolha dos dados. Foi realizada a análise descritiva das amostras, a com- paração de médias através do teste Mann-Whitney U, a comparação de variáveis categóricas através do teste qui-quadrado e do teste exato de Fisher. Utilizou-se a análise de sobrevivência de Kaplan-Meier para a deter- minação da duração do AM e AM exclusivo e a regressão de Cox para a análise multivariada. Os dados recolhidos foram codificados e processados através do programa SPSS ® versão 20.0. Aceitou-se um erro alfa de 0,05. O estudo foi aprovado pela Comissão de Ética para a Saúde da Administração Regional de Saúde do Norte. Os procedimentos neste estudo foram consistentes com a Declaração de Helsínquia e a Convenção de Oviedo.
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Saúde Pública: do indivíduo à população

Saúde Pública: do indivíduo à população

vivê-la, começa a ser percebida como uma ameaça ao progresso político e social. A ameaça à organização social decorre da de- gradação das formas de vida dos trabalhadores/operários e suas famílias, na qual “crescem os vícios, a violência e o alcoolismo dos homens, a má conduta e a prostituição das mulheres, a per- versão das crianças” (Castel, 1998, p. 287). A regulação da po- breza mediante o poder do soberano deixa de existir, assim como o equilíbrio demográfico e econômico. A regulação pela morte não tem mais efeitos suficientes para conter o crescimento da população, que se torna mais numerosa nos centros urbanos e, portanto, mais pobre devido à dependência das condições sala- riais e laborais. Essa condição de miserabilidade dos trabalha- dores/operários, constituída como uma outra nação dentro da própria nação, é percebida quando começa a ser facultada ao Estado a implantação de políticas de controle e regulação por meio do recolhimento de impostos. Essas estratégias em relação à miséria dos operários levam a duas formas de institucionaliza- ção da pobreza: o hospital ou a prisão.
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